{"id":94,"date":"1971-09-01T00:18:28","date_gmt":"1971-09-01T03:18:28","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=94"},"modified":"2022-10-27T00:22:37","modified_gmt":"2022-10-27T03:22:37","slug":"o-carater-cientifico-da-doutrina-da-evolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/o-carater-cientifico-da-doutrina-da-evolucao\/","title":{"rendered":"O Car\u00e1ter Cient\u00edfico da Doutrina da Evolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com o exame de seis requisitos, conclui-se que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o falha naquilo que se deve exigir de qualquer postulado ou concep\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d. Finalmente, embora nem o criacionismo nem o evolucionismo sejam estritamente um conceito \u201ccient\u00edfico\u201d, deve ser preferido o criacionismo devido a ser ele mais consistente com o nosso conhecimento, e ser ao mesmo tempo baseado na Palavra de Deus.<\/p>\n<h3>As origens e os fatos cient\u00edficos<\/h3>\n<p>No s\u00e9culo passado, quando os pontos de vista de Darwin conquistavam o mundo cient\u00edfico, eles indubitavelmente tiveram o m\u00e9rito de dar origem a pesquisas extensivas quanto \u00e0 variabilidade dos organismos vivos, e quanto a evid\u00eancias concretas relativas \u00e0s varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Deve ser lamentado, entretanto, que muitos biologistas se tornaram t\u00e3o entusiasmados pela teoria que foram muito al\u00e9m dos fatos concretos. Eles ligaram estes fatos com uma filosofia materialista, indo muito al\u00e9m do horizonte puramente cient\u00edfico. Dessa maneira, os pontos de vista evolucionistas cresceram para se tornar uma doutrina todo abrangente.<\/p>\n<p>Mas estar\u00edamos completamente errados se cham\u00e1ssemos tal doutrina de teoria cient\u00edfica. Qualquer teoria \u201ccient\u00edfica\u201d deve ser baseada em fatos cient\u00edficos, e n\u00e3o em especula\u00e7\u00e3o. \u00c9 dificilmente acredit\u00e1vel que, por exemplo, Grass\u00e9 (1) pudesse escrever: \u201cOs biologistas est\u00e3o profundamente convencidos de que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato inquestion\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o, no senso lato, (isto \u00e9, descend\u00eancia de todos os organismos vivos a partir de ancestrais comuns, e estes do mundo inorg\u00e2nico) n\u00e3o \u00e9 nem um fato estabelecido completamente, nem mesmo uma conjectura baseada em fatos. \u00c9 uma conjectura baseada em pontos de vista filos\u00f3ficos materialistas, opostos aos anteriores pontos de vista criacionistas, mas por si mesmos n\u00e3o mais \u201ccient\u00edficos\u201d do que eles.<\/p>\n<p>Todo autor de livro-texto que tenta provar a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o apresenta um grande n\u00famero de fatos, todos eles relativos a varia\u00e7\u00f5es (isto \u00e9, mudan\u00e7as dentro das \u201cesp\u00e9cies\u201d b\u00edblicas), mas nunca provando a transformabilidade da \u201cesp\u00e9cie\u201d. Esses fatos reais relativos a varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o aceitos de cora\u00e7\u00e3o pelo criacionista que, entretanto, se reserva a si mesmo o direito de n\u00e3o extrapolar esses fatos de maneira evolucionista, mas de interpret\u00e1-los de maneira b\u00edblica.<\/p>\n<p>\u00c9 muito compreens\u00edvel que para muitos cientistas o ponto de vista materialista da evolu\u00e7\u00e3o possa parecer muito mais l\u00f3gico e aceit\u00e1vel. Um cientista pode relutar em introduzir um \u201cdeus ex machina\u201d no seu campo cient\u00edfico, mas esse fato essencialmente nada tem a ver com ser ou n\u00e3o correto esse ponto de vista. A \u201cverdade\u201d jaz al\u00e9m do horizonte das ci\u00eancias naturais, num n\u00edvel teol\u00f3gicos e torna-se conhecida somente pela revela\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pela investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 portanto incorreto acusar de serem \u201cn\u00e3o cient\u00edficos\u201d aqueles que acreditam que a cria\u00e7\u00e3o explica estes fatos cient\u00edficos. Da mesma maneira poder-se-ia dizer que s\u00e3o \u201cn\u00e3o cient\u00edficos\u201d aqueles que aceitam fatos cient\u00edficos mas que tamb\u00e9m acreditam na evolu\u00e7\u00e3o, a qual por sua vez, n\u00e3o \u00e9 um fato cient\u00edfico. O evolucionismo compreende tanto a explica\u00e7\u00e3o de certos fen\u00f4menos (processos repetitivos), como a descri\u00e7\u00e3o de processos hist\u00f3ricos (n\u00e3o repetitivos, mas documentados). Ambos esses elementos podem ser aceitos como \u201cfatos\u201d somente se os \u201cprocessos repetitivos\u201d postulados tiverem sido observados ou reproduzidos experimentalmente e somente se os acontecimentos supostamente hist\u00f3ricos tiverem sido suficientemente documentados. De ambas as maneiras os evolucionistas t\u00eam falhado completamente, enquanto os criacionistas acham confirma\u00e7\u00e3o dos seus pontos de vista em muitos campos cient\u00edficos, como veremos.<\/p>\n<p>Apesar disto, a maior parte dos cientistas acredita firmemente na macroevolu\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o por outra raz\u00e3o, por repudiarem a alternativa criacionista e supervalorizarem o m\u00e9todo cient\u00edfico natural. Um dos fundamentos deste m\u00e9todo \u00e9 a unidade principal de tudo que varia. Desta maneira, quando os f\u00f3sseis apontam para a variabilidade, isso deve ser entendido como \u201cconsang\u00fcinidade\u201d, pois de outra maneira a possibilidade de uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica natural deixaria de existir [Van Melsen (2) ]. Eu acho que isto \u00e9 uma grosseira supervaloriza\u00e7\u00e3o, porque n\u00f3s n\u00e3o estamos interessados precipuamente num mais elegante m\u00e9todo de racioc\u00ednio, mas sim na verdade. De fato, existe a mesma possibilidade de se entender a unidade dos organismos como devida a um projeto criativo comum, implicando naturalmente um Criador, o que por outro lado n\u00e3o deixa de ser tamb\u00e9m um racioc\u00ednio \u201celegante\u201d.<\/p>\n<p>Portanto compararei, primeiramente, de uma maneira t\u00e3o objetiva quanto poss\u00edvel, as abordagens criacionista e evolucionista, como m\u00e9todos \u201ccient\u00edficos\u201d do ponto de vista te\u00f3rico, tentando depois mostrar que mesmo para o cientista que n\u00e3o conhece a Palavra de Deus, desde que n\u00e3o tenha ele preconceitos materialistas, deveria ser evidente que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o, ainda que sendo uma filosofia interessante, n\u00e3o preenche nenhuma das condi\u00e7\u00f5es que uma hip\u00f3tese cient\u00edfica deveria razoavelmente satisfazer.<\/p>\n<h3>As origens e as hip\u00f3teses b\u00e1sicas<\/h3>\n<p>Uma obje\u00e7\u00e3o sempre levantada contra os criacionistas \u00e9 que eles a priori admitem a exist\u00eancia de um Deus Criador, enquanto que a ci\u00eancia natural pura alardeia n\u00e3o ter hip\u00f3teses a priori, e ser sem preconceito e objetiva [Van den Bergh (3) ]. Mas esse mesmo cientista admite (4) que a invariabilidade dos fen\u00f4menos naturais \u00e9 o fundamento e a raz\u00e3o de ser da ci\u00eancia natural. Mas tem essa invariabilidade sido provada de uma maneira irrefut\u00e1vel? N\u00e3o, isso \u00e9 imposs\u00edvel, pois ela \u00e9 por si mesma uma hip\u00f3tese, a priori, ou uma premissa. \u00c9 um axioma de grande import\u00e2ncia, realmente, mas n\u00e3o deixa de ser somente uma hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>Ainda mais, a hip\u00f3tese da invariabilidade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente por si mesma como possa parecer, porque como postulado excluiria de fato os milagres sobrenaturais. Entretanto, os materialistas devem excluir a priori a exist\u00eancia de Deus, pelo menos de um deus que intervenha na natureza. Isso significa que tanto o criacionismo como o materialismo (evolucionismo) est\u00e3o fundados em hip\u00f3teses a priori, isto \u00e9, ou que Deus existe ou que Deus n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Alguns dizem, entretanto que \u00e9 mais razo\u00e1vel negar a exist\u00eancia daquilo que \u00e9 n\u00e3o-observ\u00e1vel, do que admiti-lo. Dizem mais, ainda, que se tem raz\u00e3o de ser esta premissa dos criacionistas, de que Deus existe e que as suas obras s\u00e3o observ\u00e1veis na natureza, ela deveria satisfazer pelo menos duas exig\u00eancias razo\u00e1veis:<\/p>\n<p>(1) como hip\u00f3tese, deveria ser verific\u00e1vel, e<br \/>\n(2) n\u00e3o deveria ser mais complicada do que o necess\u00e1rio para explicar os fen\u00f4menos observados.<\/p>\n<p>Quando estas exig\u00eancias s\u00e3o aplicadas \u00e0s premissas do criacionismo discute-se que<\/p>\n<p>(a) a exist\u00eancia de Deus n\u00e3o pode ser verificada por experi\u00eancias cient\u00edficas, e os fatos n\u00e3o podem mostrar conclusivamente que a natureza seja o trabalho das m\u00e3os de Deus;<br \/>\n(b) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio postular a exist\u00eancia e a atividade de um Ser Supremo, porque todos os fen\u00f4menos naturais podem ser explic\u00e1veis de uma maneira simples, natural.<\/p>\n<p>Portanto, a exist\u00eancia de Deus deveria ser exclu\u00edda do nosso pensamento natural cient\u00edfico.<\/p>\n<p>L\u00f3gicas como possam parecer estas proposi\u00e7\u00f5es, elas n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas totalmente. O ponto (a), por exemplo, simplesmente indica a limita\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia natural, pois quem garante que a realidade observ\u00e1vel \u00e9 a \u00fanica e completa realidade? Se isto fosse considerado, dever-se-ia criar uma terceira hip\u00f3tese a priori da ci\u00eancia natural, para n\u00e3o mencionar ainda um quarto axioma necess\u00e1rio, de que os nossos \u00f3rg\u00e3os sensores e nossos m\u00e9todos de medida exprimem um quadro concordante da realidade total.<\/p>\n<p>O ponto (b) \u00e9 de fato um postulado muito \u00fatil ao lidar-se com objetos e processos que podem ser observados e medidos hoje em dia. O mesmo n\u00e3o acontece, entretanto, quando se lida com fen\u00f4menos naturais que n\u00e3o s\u00e3o observ\u00e1veis, e que t\u00eam um car\u00e1ter excepcional. O melhor exemplo de tais exce\u00e7\u00f5es \u00e9 a origem da vida na Terra.<\/p>\n<p>Poder-se-ia dizer que este \u00e9 um problema que n\u00e3o se enquadra estritamente dentro da ci\u00eancia natural. Isto seria ent\u00e3o um reconhecimento honesto das limita\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia natural, porque a origem da vida \u00e9 de fato um fen\u00f4meno excepcional e \u00fanico, inteiramente afastado da nossa observa\u00e7\u00e3o, enquanto que a observa\u00e7\u00e3o \u00e9 supostamente o fundamento do m\u00e9todo cient\u00edfico natural.<\/p>\n<p>Por outro lado, poder-se-ia dizer que a origem da vida \u00e9 um fen\u00f4meno natural e que o seu exame portanto cai dentro do assunto \u201cci\u00eancia natural\u201d. Mas isto nos colocaria diante de um dilema inevit\u00e1vel \u2013 por um lado deve-se supor que a vida originou-se de mat\u00e9ria inanimada, e por outro lado est\u00e1-se convencido de que n\u00e3o existe a \u201cgera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea\u201d!<\/p>\n<p>Esse dilema n\u00e3o pode ser resolvido. Mesmo que um cientista fosse capaz de criar a vida no laborat\u00f3rio, ele teria mostrado somente como a vida poderia ter-se originado, mas do ponto de vista da filosofia natural n\u00e3o estar\u00edamos um mil\u00edmetro mais perto da resposta \u00e0 pergunta de como a vida se originou realmente.<\/p>\n<h3>Simplicidade de explica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Quando se consideram as duas exig\u00eancias que uma hip\u00f3tese deveria satisfazer, gostar\u00edamos de perguntar:<\/p>\n<p>(a) qual explica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais \u201csimples\u201d de ser admitida \u2013 que a vida se originou por um ato criativo sobrenatural \u00fanico, ou que a vida originou-se por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, um processo no qual os cientistas na sua maior parte n\u00e3o acreditam?<br \/>\n(b) como poder\u00edamos verificar se a vida se originou por cria\u00e7\u00e3o ou por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea?<\/p>\n<p>Este problema, pela sua natureza, n\u00e3o pode ser resolvido cientificamente. No m\u00e1ximo poder-se-ia mostrar como a vida poderia ter-se originado. Mas, mesmo assim, nada mais se poderia fazer do que imitar o ambiente no qual se sup\u00f5e essa origem ter tido lugar, e esperar (talvez durante s\u00e9culos) para ver se a vida se originaria ent\u00e3o naquele ambiente.<\/p>\n<p>Na realidade, sabe-se muito bem que uma grande habilidade t\u00e9cnica e um alto n\u00edvel de intelig\u00eancia seriam necess\u00e1rios para produzir a vida num tubo de ensaio. Se o protoplasma vivo pudesse algum dia ser sintetizado, ent\u00e3o os cientistas naturais teriam simplesmente demonstrado que a vida somente poderia ter-se originado atrav\u00e9s da atividade de uma grande intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Pode-se concluir, portanto, dizendo que:<\/p>\n<p>(a) a explica\u00e7\u00e3o mais simples pode ser a criacionista, e devido \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia natural um cientista n\u00e3o tem o direito ou raz\u00e3o de rejeitar esta explica\u00e7\u00e3o formalmente; e<br \/>\n(b) uma explica\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno natural pode ser correta, ainda que a verifica\u00e7\u00e3o dentro da estrutura da ci\u00eancia natural possa ser imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Isto mostra que o criacionismo cobre um dom\u00ednio muito maior do que o evolucionismo, porque investiga al\u00e9m do natural, em dire\u00e7\u00e3o ao sobrenatural \u2013 este \u00faltimo n\u00e3o por imagina\u00e7\u00e3o, mas por revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Dogma evolucionista<\/h3>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o estrita ser\u00e1 dada agora ao car\u00e1ter cient\u00edfico do evolucionismo. No t\u00edtulo deste artigo, a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de \u201cdoutrina\u201d, e talvez seja esta a melhor maneira de descrev\u00ea-la, porque ela \u00e9 um dogma que \u00e9 ensinado com um apelo \u00e0 credibilidade. Delfgaauw (5) discutiu o problema de chamar-se o evolucionismo uma tese, uma hip\u00f3tese ou uma teoria.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser uma tese, porque uma tese deve ser provada, enquanto que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o-provada e tamb\u00e9m n\u00e3o-palp\u00e1vel. No m\u00e1ximo poder-se-iam citar argumentos de probabilidade, mas n\u00e3o se pode provar que um suposto processo hist\u00f3rico que n\u00e3o est\u00e1 documentado tenha realmente tido lugar. As supostas conseq\u00fc\u00eancias da evolu\u00e7\u00e3o s\u00e3o documentadas, mas n\u00e3o o pr\u00f3prio processo de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o uma hip\u00f3tese? Uma hip\u00f3tese serve para correlacionar certos fen\u00f4menos observados, e de fato esta \u00e9 tamb\u00e9m uma fun\u00e7\u00e3o da doutrina da evolu\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a. Na ci\u00eancia, as hip\u00f3teses t\u00eam sempre uma exist\u00eancia tempor\u00e1ria, desaparecendo t\u00e3o logo hip\u00f3teses mais satisfat\u00f3rias sejam achadas. Mas a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem nenhuma alternativa na ci\u00eancia natural. Mesmo quando um grande volume de dados \u00e9 achado em contradi\u00e7\u00e3o a esta doutrina, ela tem permanecido, porque os materialistas nada t\u00eam em substitui\u00e7\u00e3o. Eles simplesmente recusam-se a olhar al\u00e9m do seu campo visual, e sob certo ponto de vista est\u00e3o eles corretos, porque isto os faria metaf\u00edsicos, fil\u00f3sofos naturais ou mesmo te\u00f3logos.<\/p>\n<p>Mas ao assim agirem, t\u00eam eles ent\u00e3o o direito de procurar uma explica\u00e7\u00e3o que, como eles mesmos admitem, evidentemente n\u00e3o pode ser dada dentro da estrutura da ci\u00eancia natural? E quando eles d\u00e3o uma explica\u00e7\u00e3o, pode ela possivelmente ser algo mais tamb\u00e9m do que uma filosofia, apesar de m\u00e1 filosofia? Delfgaauw reconhece isto de alguma maneira. Ele mostra que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser uma hip\u00f3tese, porque n\u00e3o pode ser substitu\u00edda por uma outra hip\u00f3tese. Portanto, ela tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma teoria, porque uma teoria \u00e9 uma maneira de pensar (a respeito de algum campo da ci\u00eancia) que tamb\u00e9m deveria ser substitu\u00edvel por uma outra, o que para o materialista \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Portanto, Delfgaauw conclui que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u201cpostulado\u201d, isto \u00e9, uma exig\u00eancia feita ao racioc\u00ednio, de tal maneira que, desejando-se pensar a respeito de um certo dom\u00ednio da realidade, dever-se-ia pensar de acordo com esta exig\u00eancia ou dever-se-ia n\u00e3o pensar. Este \u00e9 um ponto de vista honesto mas muito caracter\u00edstico de um materialista; simplesmente recusar-se a pensar de uma outra maneira, a n\u00e3o ser que seja aquela maneira do materialismo. Mas o materialismo nada mais \u00e9 do que uma esp\u00e9cie de filosofia, e por que n\u00e3o se deveria tamb\u00e9m ter o direito de aceitar outra filosofia, como por exemplo, o criacionismo?<\/p>\n<p>Quando se reconhece que o evolucionismo n\u00e3o se enquadra estritamente dentro da \u201cci\u00eancia natural\u201d, est\u00e1-se apto a reconhecer muitos aspectos em que o evolucionismo se torna realmente n\u00e3o cient\u00edfico. Tem sido notado que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o oferece alternativa dentro da ci\u00eancia natural. Portanto, ela \u00e9 um postulado materialista. Mas \u00e9 este um postulado \u201ccient\u00edfico\u201d?<\/p>\n<p class=\"titulopretoneg\"><strong>Um postulado verdadeiramente cient\u00edfico deve satisfazer estes seis crit\u00e9rios:<\/strong><\/p>\n<p>(1) Deve estar em acordo com as principais leis da ci\u00eancia natural e da matem\u00e1tica.<br \/>\n(2) N\u00e3o deve ser mais complicado do que o necess\u00e1rio para a explica\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos observados.<br \/>\n(3) Deve dar origem a conclus\u00f5es que possam ser controladas por observa\u00e7\u00f5es posteriores (experimentais).<\/p>\n<p>(4) N\u00e3o se devem conhecer dados que n\u00e3o se enquadrem dentro do postulado.<br \/>\n(5) \u00c9 aceit\u00e1vel somente se hip\u00f3teses alternativas se tenham mostrado erradas ou menos satisfat\u00f3rias.<br \/>\n(6) A sua confiabilidade \u00e9 inversamente proporcional ao n\u00famero de postulados n\u00e3o provados nos quais ele est\u00e1 fundamentado.<\/p>\n<p><strong>Como satisfaz a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o estas exig\u00eancias? Vejamos ponto por ponto.<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(1)<\/span>\u00a0Um postulado cient\u00edfico deve estar de acordo com as principais leis da matem\u00e1tica e da ci\u00eancia natural.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o mostra uma dolorosa falta de coordena\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios campos das ci\u00eancias exatas. \u00c9 um bem conhecido fen\u00f4meno que cada cientista sente as dificuldades da doutrina da evolu\u00e7\u00e3o no seu pr\u00f3prio campo, mas imagina que a doutrina esteja suficientemente apoiada em outros campos. Nesse sentido, todo biologista deveria saber que a doutrina est\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o com os princ\u00edpios fundamentais da matem\u00e1tica, da f\u00edsica e da geologia.<\/p>\n<p><strong><span class=\"tituloazulneg\">Matem\u00e1tica<\/span><\/strong>\u00a0&#8211; Em 1966 foi realizado (6) um simp\u00f3sio de matem\u00e1ticos e biologistas para discutir a incompatibilidade estat\u00edstica existente entre a singularidade e a complexidade do gene e a teoria da sele\u00e7\u00e3o natural de muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias. Parece que os matem\u00e1ticos n\u00e3o entendiam os biologistas e vice-versa. Concordo com Salisbury (7) que somente os doutores M. Eden e M. P. Sch\u00fctzenberger realmente pareciam compreender o problema. Esses dois homens concordaram em que a origem e o desenvolvimento da vida, do ponto de vista evolucionista, eram altamente improv\u00e1veis!<\/p>\n<p><strong><span class=\"tituloazulneg\">F\u00edsica<\/span><\/strong>\u00a0&#8211; A mesma discrep\u00e2ncia \u00e9 sentida entre a F\u00edsica e a Biologia. Os f\u00edsicos descobriram, como uma das principais leis do universo, a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica. Eles asseveram que num sistema fechado (isto \u00e9, um sistema no qual \u00e9 imposs\u00edvel a troca de energia com o ambiente), a entropia (isto \u00e9, a tend\u00eancia para converter a energia cin\u00e9tica em calor) tende a aumentar. Sabe-se que esta lei tem validez universal, pois ela explica a tend\u00eancia do universo para um n\u00edvel mais baixo de ordem e organiza\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 evidenciado pelo \u201cenvelhecimento\u201d do universo e pela desintegra\u00e7\u00e3o de estrelas complexas e dos metais radioativos.<\/p>\n<p>Isto est\u00e1 em contraste gritante com um outro princ\u00edpio (a evolu\u00e7\u00e3o) inventado pelos biologistas, que por sua vez implica numa tend\u00eancia do universo para um mais alto n\u00edvel de ordem e organiza\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m ainda resolveu satisfatoriamente esta discrep\u00e2ncia. De fato, tem sido objetado que a lei da entropia \u00e9 somente v\u00e1lida para um sistema fechado enquanto que num sistema aberto (como a Terra) a entropia poderia temporariamente decrescer. Mas em primeiro lugar n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o alguma para n\u00e3o se considerar o universo como um sistema fechado. Em segundo lugar, o mencionado decr\u00e9scimo, na realidade, \u00e9 somente tempor\u00e1rio e n\u00e3o pode ser levado em conta para o estabelecimento de um princ\u00edpio de t\u00e3o (suposta) geral validez em todo o universo, como \u00e9 o princ\u00edpio da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bok (8) tentou resolver este problema da origem da vida supondo que os organismos superiores tivessem um mais elevado grau de entropia (isto \u00e9, um n\u00edvel mais baixo de energia) do que os organismos inferiores e a mat\u00e9ria inerte. Dessa maneira tentou harmonizar a evolu\u00e7\u00e3o com a entropia, dizendo que a entropia leva \u00e0 origem de maiores macromol\u00e9culas, porque estas t\u00eam um n\u00edvel de energia mais baixo; portanto a origem da vida teria sido inevit\u00e1vel. Mas isso assimila as maiores macromol\u00e9culas aos organismos vivos \u2013 um ponto de vista que n\u00e3o leva em conta a compreens\u00e3o da extremamente alta especificidade das c\u00e9lulas vivas.<\/p>\n<p>A entropia \u00e9 um princ\u00edpio b\u00e1sico, que envolve t\u00e3o somente a desorganiza\u00e7\u00e3o da natureza, e n\u00e3o um avan\u00e7o evolucionista. O aumento e o armazenamento da energia \u00e9 sempre tempor\u00e1rio e muitas vezes c\u00edclico (por exemplo, na ontog\u00eanese e no envelhecimento do corpo humano) e termina sempre em colapso, decaimento e morte. Observamos tamb\u00e9m isto em Biologia: a heran\u00e7a gen\u00e9tica est\u00e1 sujeita a muta\u00e7\u00f5es, mas estas s\u00e3o quase sempre delet\u00e9rias ao organismo, e levam a uma mais baixa viabilidade e fertilidade, Da mesma maneira, as formas cultivadas sempre involuem para o seu estado natural origin\u00e1rio quando s\u00e3o deixadas a si mesmas. A suposta hist\u00f3ria evolucionista do homem \u00e9 uma grande prova de degenera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o; os restos humanos mais antigos conhecidos (achados em Calaveras e Castenedolo) s\u00e3o inteiramente semelhantes ao homem de hoje.<\/p>\n<p><strong><span class=\"tituloazulneg\">Geologia<\/span><\/strong>\u00a0&#8211; Uma terceira \u00e1rea de discrep\u00e2ncia \u00e9 conhecida, entre a Geologia e o evolucionismo. Quando o principio de uniformidade de Lyell \u00e9 compreendido somente como express\u00e3o da validez geral das leis naturais, nada est\u00e1 errado. Mas quando ele se contrap\u00f5e \u00e0 teoria do catastrofismo (Cuvier) como era inten\u00e7\u00e3o de Lyell, devemos tomar cuidado.<\/p>\n<p>Admite-se que todos os estratos geol\u00f3gicos devem ter-se originado por inunda\u00e7\u00f5es, e que talvez todos os f\u00f3sseis devam a sua origem a uma cat\u00e1strofe. Sob condi\u00e7\u00f5es normais n\u00e3o surgem f\u00f3sseis. O que s\u00e3o as \u00e9pocas glaciais sen\u00e3o uma esp\u00e9cie de cataclismo? Surgiram os cemit\u00e9rios de mamutes na Sib\u00e9ria e os peixes e moluscos nos Alpes sob condi\u00e7\u00f5es de \u201cuniformidade\u201d? E como se pode explicar a seq\u00fc\u00eancia inversa dos estratos geol\u00f3gicos ao longo de milhares de quil\u00f4metros quadrados (por exemplo, em Montana, no Canad\u00e1, e em outros lugares)?<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da uniformidade \u00e9 a base fundamental de todos os m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o; mas \u00e9 ele um m\u00e9todo fidedigno? Sabe-se que a velocidade de sedimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 muito vari\u00e1vel. E quanto aos m\u00e9todos radioativos, como se pode saber se o chumbo numa forma\u00e7\u00e3o rochosa \u00e9 ou inteiramente radiog\u00eanico ou parcialmente primordial? Como se pode mostrar que a radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica foi sempre uniforme? Isso obviamente n\u00e3o pode ser verdadeiro sob o pr\u00f3prio ponto de vista evolucionista, que sup\u00f5e como necess\u00e1rias para a origem da vida condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas completamente diferentes das atuais. Sinais de vegeta\u00e7\u00e3o polar luxuriante em \u00e9pocas remotas apontam para condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas diferentes, ao mesmo tempo em que erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas tamb\u00e9m sabidamente alteram consideravelmente essas condi\u00e7\u00f5es. Todas essas altera\u00e7\u00f5es influenciam as radia\u00e7\u00f5es c\u00f3smicas e confundem as nossas data\u00e7\u00f5es das rochas.<\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(2)<\/span>\u00a0Um postulado cient\u00edfico n\u00e3o deve ser mais complicado do que o necess\u00e1rio para a explica\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos observados.<\/p>\n<p>Esta exig\u00eancia nos lembra das muitas hip\u00f3teses auxiliares que t\u00eam sido introduzidas na geologia, taxonomia, gen\u00e9tica, paleontologia, etc., para tornar a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o mais aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>O ge\u00f3logo, por exemplo, v\u00ea-se a bra\u00e7os com os seguintes problemas:<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">(a)<\/span>\u00a0Em Montana, uma seq\u00fc\u00eancia invertida dos estratos geol\u00f3gicos \u00e9 achada ao longo de milhares de quil\u00f4metros quadrados, sem nenhum sinal de um cataclismo; como isto pode ser explicado?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(b)<\/span>\u00a0Em nenhum lugar, mais do que dois ou tr\u00eas \u201cper\u00edodos\u201d geol\u00f3gicos s\u00e3o encontrados um acima do outro. Afirma-se que a coluna geol\u00f3gica completa compreende uma profundidade de cerca de 150 quil\u00f4metros enquanto que os estratos geol\u00f3gicos raramente t\u00eam uma profundidade de mais do que 800 metros.<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(c)<\/span>\u00a0N\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica prova independente de que o Devoniano, por exemplo, de fato ocorreu em lugares diferentes ao mesmo tempo.<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(d)<\/span>\u00a0Em nenhum local se apresenta em estratos a origem evolucionista de qualquer esp\u00e9cie de animal ou de planta.<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(e)<\/span>\u00a0Tem sido publicamente admitido que a no\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis \u00edndices \u00e9 baseada num ciclo vicioso: eles indicam a idade de uma rocha na qual s\u00e3o achados, enquanto que eles mesmos s\u00e3o datados atrav\u00e9s da suposta idade da rocha \u00e0 qual pertencem. Podem todos estes problemas ser resolvidos ou h\u00e1 possivelmente algo errado com a coluna geol\u00f3gica?<\/p>\n<p>O taxonomista tamb\u00e9m conhece o seu dilema pr\u00f3prio. Seu sistema taxon\u00f4mico tem-se tornado interessante porque refletiria a evolu\u00e7\u00e3o dos organismos vivos, entretanto, ao mesmo tempo em que ele tem de admitir que todos os organismos constantes do seu sistema est\u00e3o ainda vivos, deve tamb\u00e9m admitir que eles n\u00e3o descenderam uns dos outros, mas sim de supostos ancestrais comuns. Portanto, ele tem de introduzir uma hip\u00f3tese auxiliar para explicar porque muitas formas primitivas permaneceram mais ou menos imut\u00e1veis, enquanto que outras sofreram uma evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e dr\u00e1stica.<\/p>\n<p><strong>O geneticista evolucionista deve fugir dos seguintes fatos estabelecidos:<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">(a)<\/span>\u00a0As esp\u00e9cies n\u00e3o se transformam;<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(b)<\/span>\u00a0Quase todas as muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o ben\u00e9ficas;<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(c)<\/span>\u00a0A produ\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e organismos especializados atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o natural de muta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias \u00e9 inaceit\u00e1vel estatisticamente.<\/p>\n<p>O evolucionista pode vencer estes obst\u00e1culos existentes para a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o somente atrav\u00e9s de hip\u00f3teses auxiliares n\u00e3o provadas e n\u00e3o prov\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"titulopretoneg\"><strong>Tais hip\u00f3teses s\u00e3o tamb\u00e9m necess\u00e1rias ao paleontologista para evitar os seus problemas evolucionistas, tais como:<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">(a)<\/span>\u00a0Por que n\u00e3o existem formas intermedi\u00e1rias e transicionais?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(b)<\/span>\u00a0Por que n\u00e3o s\u00e3o conhecidos \u00f3rg\u00e3os nascentes?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(c)<\/span>\u00a0Por que s\u00e3o os f\u00f3sseis t\u00e3o descont\u00ednuos quanto \u00e0s formas atuais?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(d)<\/span>\u00a0Por que dificilmente existe (se existir) um f\u00f3ssil no Pr\u00e9-cambriano? (ainda que 3\/4 da suposta hist\u00f3ria da vida deva ter-se desenvolvido antes do Cambriano!)<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(e)<\/span>\u00a0De onde provieram os enormes cemit\u00e9rios de animais?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(f)<\/span>\u00a0De onde provieram todos aqueles filos invertebrados no Cambriano de maneira t\u00e3o repentina? Qual foi a origem dos mam\u00edferos no Terci\u00e1rio? De onde surgiram repentinamente as Angiospermas?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(g)<\/span>\u00a0Como \u00e9 poss\u00edvel que esp\u00e9cies que de acordo com a teoria s\u00e3o separadas por intervalos de milh\u00f5es de anos com rela\u00e7\u00e3o ao seu per\u00edodo de exist\u00eancia sejam, n\u00e3o obstante, achadas algumas vezes juntas na mesma rocha [tais como as supostas impress\u00f5es de Homo e Dinosauros no rio Paluxy (Texas) o os cr\u00e2nios Wadjak encontrados por Dubois no mesmo estrato que o Pithecanthropus, etc.]?<\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(3)<\/span>\u00a0Um postulado cient\u00edfico deve dar origem a conclus\u00f5es que possam ser controladas por observa\u00e7\u00f5es (experimentais) posteriores.<\/p>\n<p>Menciono agora outros aspectos da abordagem experimental nos quais a doutrina tem falhado. Experi\u00eancias ecol\u00f3gicas e de cruzamento t\u00eam mostrado que nenhuma varia\u00e7\u00e3o transgride os limites das esp\u00e9cies. As muta\u00e7\u00f5es podem ser vantajosas num ambiente muito espec\u00edfico, mas s\u00e3o quase sempre degenerativas. H\u00edbridos selecionados retornam aos seus tipos ancestrais ap\u00f3s livre cruzamento. Formas cultivadas retornam ao seu estado original.<\/p>\n<p>Um grande problema para o evolucionista \u00e9 tamb\u00e9m que n\u00e3o se encontrou at\u00e9 agora macromuta\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie alguma com um alto valor seletivo. Tamb\u00e9m a muta\u00e7\u00e3o ocorrendo em genes existentes n\u00e3o acarreta a origem de novos genes. Adapta\u00e7\u00e3o conduz a varia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a transforma\u00e7\u00e3o. A sele\u00e7\u00e3o natural tende a eliminar as muta\u00e7\u00f5es e n\u00e3o a favorec\u00ea-las, e sele\u00e7\u00e3o natural sem nenhuma conseq\u00fc\u00eancia evolutiva tem sido observada somente onde o homem criou drasticamente novas condi\u00e7\u00f5es, com uma press\u00e3o seletiva muito grande.<\/p>\n<p>Muta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas nunca podem ser a causa da origem de \u00f3rg\u00e3os complicados ou organismos especializados. Al\u00e9m disso, \u00f3rg\u00e3os complicados s\u00e3o \u00fateis somente se forem completos e desta maneira as formas intermedi\u00e1rias seriam eliminadas obviamente (\u00f3rg\u00e3os nascentes nunca foram encontrados). As mesmas muta\u00e7\u00f5es surgem muitas vezes na hist\u00f3ria das esp\u00e9cies, e desaparecem t\u00e3o freq\u00fcentemente quanto surgem, fazendo com que as esp\u00e9cies oscilem em torno do tipo original. Esses pontos s\u00e3o alguns dos resultados da abordagem experimental, mas de maneira alguma confirmam o conceito de macroevolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(4)<\/span>\u00a0N\u00e3o devem ser conhecidos dados que estejam fundamentalmente em desacordo com o postulado.<\/p>\n<p><strong>De fato, muitos dos problemas resumidos nas se\u00e7\u00f5es anteriores s\u00e3o contradi\u00e7\u00f5es apresentadas \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o. Muitos outros poderiam ser acrescentados:<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">(a)<\/span>\u00a0A lei da recapitula\u00e7\u00e3o (dizendo que o desenvolvimento embriol\u00f3gico de um organismo recapitula a sua filogenia), anteriormente um pilar da doutrina evolucionista, mostrou-se ser nada mais do que uma fraude de Haeckel.<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(b)<\/span>\u00a0As fun\u00e7\u00f5es de quase todos os assim chamados \u201c\u00f3rg\u00e3os vestigiais\u201d gradualmente se t\u00eam tornado conhecidas, de tal maneira que estes \u00f3rg\u00e3os perderam o seu valor como \u201cprovas\u201d para a evolu\u00e7\u00e3o; al\u00e9m disso, a sua exist\u00eancia pode ser interpretada como uma evid\u00eancia de regress\u00e3o (degenera\u00e7\u00e3o) e n\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(c)<\/span>\u00a0A hist\u00f3ria da vida de esp\u00e9cies diversas exibe degenera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o evolu\u00e7\u00e3o. O homem \u00e9 o melhor exemplo disso, pois as formas mais antigas s\u00e3o semelhantes ao homem contempor\u00e2neo, mas intermediariamente muitos tipos degenerativos surgiram tais como o homem de Neanderthal.<\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">(d)<\/span>\u00a0A origem dos protozo\u00e1rios ou insetos antes dos seus predadores \u00e9 imposs\u00edvel. Num curto per\u00edodo de tempo eles teriam coberto todos os cent\u00edmetros quadrados da superf\u00edcie da Terra com uma grossa camada de organismos. Esse problema do equil\u00edbrio natural \u00e9 mui freq\u00fcentemente desprezado; por exemplo, os v\u00edrus (as mais simples formas \u201cvivas\u201d) n\u00e3o poderiam ter surgido antes dos organismos superiores dos quais eles s\u00e3o parasitas. Considerem-se as muitas plantas e animais que s\u00e3o completamente dependentes uns dos outros e pense-se nos ciclos alimentares naturais e nos ciclos qu\u00edmicos, e ent\u00e3o se pergunte: como veio tudo isto a existir?<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(e)<\/span>\u00a0A paleobot\u00e2nica \u00e9 de fato um grande problema para o evolucionista, que v\u00ea formas complexas freq\u00fcentemente aparecendo anteriormente \u00e0s assim chamadas formas mais simples, sem sinal algum de ancestrais, achando tamb\u00e9m freq\u00fcentemente aspectos supostamente \u201csuperiores\u201d e \u201cinferiores\u201d na mesma planta. Al\u00e9m disso, conhecem-se muitas formas modernas que s\u00e3o (praticamente) id\u00eanticas a esp\u00e9cimes f\u00f3sseis antigos (algumas vezes mesmo grandes intervalos de tempo s\u00e3o encontrados entre grupos supostamente relacionados entre si). Por outro lado, t\u00eam sido descobertas algumas das caracter\u00edsticas anat\u00f4micas que caracterizaram um grupo particular, existindo tamb\u00e9m em supostos grupos n\u00e3o-relacionados. A filogenia completa das angiospermas de fato \u00e9 um grande mist\u00e9rio.(9)<br \/>\n<span class=\"tituloAzulClaro\">(f)<\/span>\u00a0A suposta evolu\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 contr\u00e1ria aos dados arqueol\u00f3gicos e hist\u00f3ricos. Se a humanidade realmente \u00e9 t\u00e3o antiga quanto se julga, por que nunca produziu ela antes uma civiliza\u00e7\u00e3o peculiar? Como \u00e9 poss\u00edvel que a civiliza\u00e7\u00e3o tivesse sido organizada t\u00e3o subitamente no Oriente Pr\u00f3ximo, somente cerca de 6000 anos atr\u00e1s, e que esta civiliza\u00e7\u00e3o desde ent\u00e3o n\u00e3o se tenha tornado cada vez mais civilizada? O centro da civiliza\u00e7\u00e3o simplesmente se deslocou gradualmente em dire\u00e7\u00e3o ao oeste.<\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(5)<\/span>\u00a0Um postulado cient\u00edfico \u00e9 aceit\u00e1vel suficientemente somente se hip\u00f3teses alternativas tenham-se mostrado erradas ou menos aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos sugerir duas alternativas para o evolucionismo: o evolucionismo te\u00edsta (\u201cDeus criou atrav\u00e9s do processo de evolu\u00e7\u00e3o\u201d) e o criacionismo estrito. O evolucionismo te\u00edsta (10) \u00e9 uma fraca tentativa de conciliar o evolucionismo com a B\u00edblia. A macroevolu\u00e7\u00e3o por ele definida \u00e9 um sistema fechado no qual Deus n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os evolucionistas te\u00edstas confundem a cria\u00e7\u00e3o com a Provid\u00eancia, fazendo Deus prisioneiro dos processos naturais. Ele criou porque esses processos ocorreram por si mesmos. Uma aceita\u00e7\u00e3o estrita do evolucionismo torna a f\u00e9 em Deus, o reconhecimento do pecado, e a reden\u00e7\u00e3o, desnecess\u00e1rias, como Huxley freq\u00fcentemente tem triunfantemente mencionado. Os evolucionistas te\u00edstas t\u00eam-se rendido a esta doutrina, aparentemente sem calcular as suas conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n<p>Somente um criacionismo fundamentalista pode ser uma s\u00e9ria alternativa ao evolucionismo. Mas somente poucas pessoas sabem que os criacionistas de fato podem dar explica\u00e7\u00f5es t\u00e3o ou ainda mais aceit\u00e1veis para muitos fen\u00f4menos naturais do que os evolucionistas. Em muitas disciplinas, supostas \u201cprovas\u201d da evolu\u00e7\u00e3o t\u00eam sido apresentadas. Estas s\u00e3o geralmente baseadas em c\u00edrculos viciosos. Se se sup\u00f5e a teoria da evolu\u00e7\u00e3o como verdadeira, certos fen\u00f4menos tornam-se compreens\u00edveis, e s\u00e3o ent\u00e3o apresentados como argumentos para a evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas na realidade esses fen\u00f4menos n\u00e3o s\u00e3o argumentos que v\u00eam favorecer a evolu\u00e7\u00e3o porque tamb\u00e9m se tornam compreens\u00edveis quando se admite a cria\u00e7\u00e3o. Por exemplo, as correspond\u00eancias morfol\u00f3gicas entre os organismos pode ser compreendida como resultante de uma ascend\u00eancia comum, mas tamb\u00e9m pode ser compreendida como um planejamento comum feito pelo Criador. Um plano tipol\u00f3gico comum, por exemplo, pode ser muito \u00fatil para uma maneira de vida semelhante, e essa poderia muito bem ser a raz\u00e3o pela qual Deus criou muitos animais de acordo com um planejamento semelhante. Al\u00e9m disso, a teoria da ascend\u00eancia comum n\u00e3o \u00e9 consistente, pois freq\u00fcentemente sup\u00f5e \u201cconverg\u00eancias\u201d suspeitas, que s\u00e3o melhor compreendidas atrav\u00e9s da exist\u00eancia de um Criador comum, do que atrav\u00e9s da evolu\u00e7\u00e3o (por exemplo, Mam\u00edferos em contraposi\u00e7\u00e3o aos Marsupiais; o olho dos Vertebrados em contraposi\u00e7\u00e3o ao olho dos Cefal\u00f3podes).<\/p>\n<p>O mesmo acontece em taxonomia: o sistema taxon\u00f4mico pode apontar tanto a uma descend\u00eancia comum como a um planejamento comum. Como cientista, prefiro a \u00faltima possibilidade, porque se a evolu\u00e7\u00e3o tivesse<\/p>\n<p>existido, eu n\u00e3o poderia explicar as separa\u00e7\u00f5es bastante distintas entre as esp\u00e9cies. Na hip\u00f3tese de evolu\u00e7\u00e3o, esperaria uma transi\u00e7\u00e3o muito menos descont\u00ednua entre as esp\u00e9cies, e tamb\u00e9m n\u00e3o saberia explicar como os organismos inferiores poderiam ter evolu\u00eddo de ancestrais mais antigos sem nenhuma altera\u00e7\u00e3o importante, enquanto que os organismos superiores teriam evolu\u00eddo dos mesmos ancestrais sofrendo muitas altera\u00e7\u00f5es. De fato, o sistema taxon\u00f4mico n\u00e3o tem nada a ver com um suposto pedigree.<\/p>\n<p>O mesmo \u00e9 verdadeiro com rela\u00e7\u00e3o aos assim chamados \u00f3rg\u00e3os vestigiais, se realmente existir algum. Eles poderiam apontar ou para uma ascend\u00eancia comum ou para um planejamento criativo comum. Aqui, novamente, prefiro a \u00faltima hip\u00f3tese, porque os \u00f3rg\u00e3os vestigiais, se na realidade s\u00e3o mesmo \u201cvestigiais\u201d, entendem-se facilmente como degenera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como evolu\u00e7\u00e3o, sendo classificados como desvios posteriores relativos ao planejamento criativo.<\/p>\n<p>O dil\u00favio b\u00edblico pode tamb\u00e9m ser respons\u00e1vel por muitas das chamadas \u201cprovas\u201d da evolu\u00e7\u00e3o. A Paleontologia e a Geologia ou nos ensinam a hist\u00f3ria da vida, ou a deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos e organismos durante o dil\u00favio. Seria suficiente referir-se aqui ao trabalho de Morris e Whitcomb (11) que mostram que os argumentos apresentados para a coluna geol\u00f3gica s\u00e3o muito fracos para sustent\u00e1-la. Mas todos estes argumentos, por outro lado s\u00e3o facilmente compreendidos, aceitando-se a cria\u00e7\u00e3o e o dil\u00favio. Tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos organismos pode muito bem ser explicada como tendo acontecido ap\u00f3s o dil\u00favio. N\u00e3o \u00e9 meu objetivo resumir extensivamente todas as evid\u00eancias existentes para a cria\u00e7\u00e3o. Estou simplesmente tentando responder se o evolucionismo, como doutrina, \u00e9 cientificamente mais aceit\u00e1vel do que o criacionismo. Nesse ponto, a gen\u00e9tica tem ajudado os criacionistas, porque tem mostrado nada mais do que o fato de as esp\u00e9cies serem vari\u00e1veis mas n\u00e3o transform\u00e1veis.<\/p>\n<p><span class=\"titulovermneg\">(6)<\/span>\u00a0A confiabilidade de um postulado cient\u00edfico \u00e9 inversamente proporcional ao n\u00famero de postulados n\u00e3o provados no qual ele se baseia.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 mais uma caracter\u00edstica do que uma exig\u00eancia para um postulado cient\u00edfico. Mas o importante \u00e9 que, quando os fundamentos n\u00e3o provados de um postulado cient\u00edfico s\u00e3o muito numerosos, pode-se duvidar se realmente aquele postulado merece ser chamado de \u201ccient\u00edfico\u201d. Para crer na evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio basear-se num grande n\u00famero de indica\u00e7\u00f5es provenientes de v\u00e1rias disciplinas, que podem ser interpretadas como apoiando o ponto de vista evolucionista, mas que igualmente bem, ou mesmo at\u00e9 melhor, podem ser compreendidas sob o ponto de vista criacionista.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio para os evolucionistas aceitar um grande n\u00famero de premissas que s\u00e3o muito essenciais para os seus pontos de vistas, as quais n\u00e3o s\u00e3o provadas, para as quais dificilmente h\u00e1 qualquer evid\u00eancia, e que muitas vezes s\u00e3o completamente improv\u00e1veis. No s\u00e9culo passado isto n\u00e3o era um problema porque os defensores do evolucionismo tinham a firme convic\u00e7\u00e3o de que a evid\u00eancia necess\u00e1ria para as suas suposi\u00e7\u00f5es seria mais cedo ou mais tarde certamente obtida.<\/p>\n<p>Entretanto, os pilares do evolucionismo n\u00e3o puderam ser sustentados durante os \u00faltimos cem anos, mas foram, sim, enfraquecidos de uma maneira cont\u00ednua devido \u00e0s novas evid\u00eancias. Neste sentido o evolucionismo nada mais \u00e9 do que um interessante anacronismo. Ele se adaptava a uma \u00e9poca em que se acreditava na \u201cgera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea\u201d enquanto que hoje se sente ser um dilema acreditar numa gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea que n\u00e3o pode ocorrer. Naquela \u00e9poca tamb\u00e9m a teoria da uniformidade de Lyell podia ser considerada a par com as teorias catastr\u00f3ficas, enquanto que hoje em dia sabe-se que os ge\u00f3logos nada mais fazem do que estudar cataclismos.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o surgiu numa \u00e9poca em que 3\/4 da sugerida hist\u00f3ria da vida estavam completamente faltando nos registros f\u00f3sseis, porque teriam tido lugar antes do Cambriano, e os estudiosos acreditavam que o Pr\u00e9-cambriano apresentaria uma grande quantidade de f\u00f3sseis que viriam ilustrar esta parte que ent\u00e3o faltava. Mas mesmo ainda hoje dificilmente existe um \u00fanico f\u00f3ssil Pr\u00e9-cambriano fidedigno. Isso significa que, porque todos os fila dos Invertebrados est\u00e3o representados no Cambriano, os evolucionistas t\u00eam de aceitar na base da f\u00e9, sem nenhuma evid\u00eancia, que todos os v\u00edrus, bact\u00e9rias, plantas e animais s\u00e3o realmente inter-relacionados. Em segundo lugar, eles devem asseverar que os Metazoa se originaram dos Protozoa (o que tamb\u00e9m \u00e9 dificilmente aceit\u00e1vel). Em terceiro lugar eles devem acreditar que os fila dos Invertebrados s\u00e3o inter-relacionados e que os Vertebrados descendem dos Invertebrados.<\/p>\n<p>Os evolucionistas baseiam os seus pontos de vista na f\u00e9, e assim n\u00e3o t\u00eam o direito de reprovar os criacionistas pela sua cren\u00e7a num Criador. N\u00e3o \u00e9 preciso aceitar-se o evolucionismo te\u00edsta tamb\u00e9m, porque n\u00e3o se est\u00e1 convencido de maneira completa que os estratos geol\u00f3gicos representem vastos per\u00edodos geol\u00f3gicos. \u00c9 um fato estabelecido que cada rocha conhecida (desde o Cambriano at\u00e9 o Quatern\u00e1rio) tem sido achada superposta diretamente ao Pr\u00e9-cambriano. Em nenhum lugar tem-se achado um trecho representativo da suposta coluna geol\u00f3gica, enquanto que em muitos lugares os estratos s\u00e3o dispostos numa seq\u00fc\u00eancia reversa, sem nenhum tra\u00e7o de cataclismo secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>Desta maneira poder-se-ia prosseguir mencionando muitas asser\u00e7\u00f5es evolucionistas infundadas, que n\u00e3o t\u00eam encontrado apoio no \u00faltimo s\u00e9culo, N\u00e3o admira, portanto, que especialmente cientistas jovens levantem quest\u00f5es e tenham d\u00favidas quanto \u00e0 validez do evolucionismo. Seria irreal, entretanto esperar que finalmente o evolucionismo fosse rejeitado. Enquanto a maior parte dos cientistas se recusar a aceitar que h\u00e1 uma alternativa apresentada pela Palavra de Deus, apegar-se-\u00e3o a sua doutrina inaceit\u00e1vel e refutada, por eles mantida como a sua f\u00e9 &#8211; a sua pr\u00f3pria religi\u00e3o.<\/p>\n<h3><span class=\"tituloAzulEscuro\">Conclus\u00e3o<\/span><\/h3>\n<p>Dois pontos foram ressaltados:<\/p>\n<p>\u00b7 Primeiro, que \u00e9 errado dizer que o evolucionismo \u00e9 mais \u201ccient\u00edfico\u201d do que o criacionismo, em meras bases l\u00f3gicas e filos\u00f3ficas. De um ponto de vista objetivo, sem preconceitos, ambos s\u00e3o alternativas equivalentes.<\/p>\n<p>\u00b7 Em segundo lugar, entretanto, em bases cient\u00edficas naturais o evolucionismo n\u00e3o satisfaz nenhuma das exig\u00eancias que seriam feitas a seu respeito.<\/p>\n<p>Quanto aos fatos conhecidos at\u00e9 o presente deve ser claro que o criacionismo deveria levar vantagem como sendo mais consent\u00e2neo com o nosso conhecimento da natureza. De fato, a f\u00e9 Crist\u00e3 realmente n\u00e3o precisa de provas cient\u00edficas para sua consist\u00eancia, mas por outro lado \u00e9 importante reconhecer que o criacionismo n\u00e3o \u00e9 baseado numa f\u00e9 cega, desprezando a evid\u00eancia indiscut\u00edvel. Realmente, os seus fundamentos, do ponto de vista cient\u00edfico, s\u00e3o melhores e mais firmes do que aqueles do materialismo. Para aqueles que acreditam que todas as palavras da Escritura s\u00e3o a infal\u00edvel Palavra de Deus, isto n\u00e3o causa surpresa.<\/p>\n<h3><span class=\"tituloazulneg\">Bibliografia<\/span><\/h3>\n<p>(1) Grass\u00e9. P. P. 1966. L\u00b4\u00e9volution, faits, exp\u00e9riences, th\u00e9ories (in) Biologie g\u00e9n\u00e9rale. Ed. P. P. Grass\u00e9 et al. Masson et Cie., Paris, p. 959.<\/p>\n<p>(2) Van Melsen, A. G. M. 1968. Evolutie en Wijsbegeerte. Het Spectrum, Utrecht. p. 94.<\/p>\n<p>(3) Van den Bergh, S. G. 1969. Inaugural Address. Utrecht, pp. 5, 6.<\/p>\n<p>(4) Loc. cit., p. 6.<\/p>\n<p>(5) Delfgaauw, B. 1967. Evolutie en Filosofie (in) Evolutie en de Filosofie, de Biologie, de Kosmos. Het Spectrum, Utrecht, pp. 12-23.<\/p>\n<p>(6) Moorhead, P. S. and M. M. Kaplan, Editors. 1967. Mathematical challenges to the neo-Darwinian interpretation of evolution. Wistar Inst. Press, Philadelphia.<\/p>\n<p>(7) Salisbury, F. B. 1969. Natural selection and the complexity of the gene, Nature, 224:342-343. Este \u00e9 um interessante artigo sobre o assunto.<\/p>\n<p>(8) Bok, S. T. 1963. Het ontstaan van het leven. Het Spectrum, Utrecht.<\/p>\n<p>(9) Howe, G. F. 1964. Paleobotanical evidences for a philosophy of creationism, Creation Research Society Annual, pp. 24-29,<\/p>\n<p>(10) Ver, por exemplo, recentemente: Lever, J. 1969. Waar blijven we? J. H. Kok N. V., Kampen.<\/p>\n<p>(11) Morris, H. M. and J. C. Whitcomb, Jr. 1961. The Genesis flood. Presbyterian and Reformed Publishing, Philadelphia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Torna-se cada vez mais evidente que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sequer uma boa teoria cient\u00edfica. Por exemplo, os evolucionistas afirmam que a vida surgiu naturalmente a partir de mat\u00e9ria inerte, mesmo sem existirem evid\u00eancias a favor da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. 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