{"id":660,"date":"1995-04-22T00:36:01","date_gmt":"1995-04-22T03:36:01","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=660"},"modified":"2022-10-27T00:17:31","modified_gmt":"2022-10-27T03:17:31","slug":"a-semana-da-criacao-do-primeiro-ao-quinto-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/a-semana-da-criacao-do-primeiro-ao-quinto-dia\/","title":{"rendered":"A Semana da Cria\u00e7\u00e3o: Do Primeiro ao Quinto Dia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A Origem da Hist\u00f3ria da Cria\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;&#8211; A B\u00edblia n\u00e3o d\u00e1 nenhuma explica\u00e7\u00e3o da origem do relat\u00f3rio da cria\u00e7\u00e3o contido no G\u00eanesis. \u00c9 razo\u00e1vel supor que Deus mesmo comunicasse os fatos a Ad\u00e3o e Eva. Deles, provavelmente, passou por tradi\u00e7\u00e3o para Mois\u00e9s, que escreveu os fatos sob a inspira\u00e7\u00e3o divina, omitindo quaisquer erros ou inexatid\u00e3o que se tivessem intrometido na hist\u00f3ria em seu tempo. A hist\u00f3ria \u00e9 de todo o ponto de vista completa e satisfat\u00f3ria. O cr\u00edtico b\u00edblico, Skinner, diz: \u201c\u00c9 uma coisa ousada desejar um tratado mais digno do tema, ou mais impressivo no efeito, do que o que achamos no bosquejo rigorosamente cinzelado e nas cad\u00eancias majestosas do primeiro cap\u00edtulo de G\u00eanesis\u201d (1). As Escrituras mesmas consideram este relat\u00f3rio como hist\u00f3ria verdadeira. Notai as seguintes passagens: \u00caxodo 20:9-11; 31:17; Salmos 8 e 104; S. Mateus 19:4-6; II S. Pedro 3:5; Hebreus 4:4 (2).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I. O PRIMEIRO DIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a. A Cria\u00e7\u00e3o das Subst\u00e2ncias da Terra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo princ\u00edpio criou Deus os c\u00e9us e a terra. Ora, no que respeita \u00e0 terra, estava sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Esp\u00edrito de Deus Se movia sobre a face das \u00e1guas\u201d. G\u00eanesis 1:1 e 2.&nbsp;(As senten\u00e7as em negrito s\u00e3o citadas do livro Exposition of Genesis, de H. C. LEUPOLD. S\u00e3o suas tradu\u00e7\u00f5es do texto original hebraico).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta declara\u00e7\u00e3o responde \u00e0 pergunta: \u201cQual foi o princ\u00edpio da terra?\u201d As coisas come\u00e7aram pela palavra de Deus na Sua cria\u00e7\u00e3o do c\u00e9u e da terra. Quanto \u00e0 terra, n\u00e3o tinha exist\u00eancia antes desse tempo. O Criador \u00e9 chamado Elohim, palavra hebraica no plural, usada para indicar algu\u00e9m que pela Sua natureza e Seu trabalho desperta no homem um santo temor e rever\u00eancia. Estes versos demonstram claramente a falsidade da pretens\u00e3o do pante\u00edsmo, acentuando a personalidade de Deus. Ele existiu antes da mat\u00e9ria e forma da terra e as trouxe \u00e0 exist\u00eancia. Portanto, n\u00e3o podem constituir parte de Sua pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra bara traduzida aqui por \u201ccriou\u201d, nunca \u00e9 usada na B\u00edblia no Kal, ou forma simples do verbo para outra atividade que n\u00e3o a divina. Esta palavra nem sempre significa formar alguma coisa do nada. Para ilustrar, em Isaias 65:18 lemos: \u201cEis que crio (bara) para Jerusal\u00e9m alegria, e para o seu povo gozo\u201d. E mais uma vez em G\u00eanesis 1:1, onde n\u00e3o se encontra nenhum material que possa ser trabalhado, bara significa \u201ccria\u00e7\u00e3o do nada\u201d. Esta doutrina tamb\u00e9m \u00e9 ensinada em Romanos 4:17; Hebreus 11:3; Salmo 33:6 e 9 e Am\u00f3s 4:13 (3).<\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es dos versos 7-10 de G\u00eanesis 1 fazem com que se presuma de maneira l\u00f3gica que \u201cc\u00e9us\u201d e \u201cterra\u201d do verso 1 s\u00e3o nosso firmamento e nosso mundo respectivamente. Em verdade, o mesmo Deus criou o resto do universo; mas, possivelmente exceto a alus\u00e3o \u00e0s estrelas (verso 16), a hist\u00f3ria do G\u00eanesis se relaciona especialmente com o nosso sistema solar e especificamente com a nossa terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo estabelecido que as duas partes do mundo, terra e firmamento, ou c\u00e9u, se originaram pela palavra do Criador, o autor do G\u00eanesis logo depois descreve a apar\u00eancia da mat\u00e9ria-prima da terra, imediatamente depois de sua cria\u00e7\u00e3o. A frase hebraica aqui traduzida \u201csem forma e vazia\u201d \u00e9 tohu wavohu. Tohu \u00e9 uma palavra que significa \u201csem forma\u201d. Bohu vem da raiz \u201cestar vazio\u201d, significando portanto que \u201cn\u00e3o tinha nada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Comentando esta express\u00e3o, o Dr. Leupold diz: \u201cTohu\u201d \u00e9 realmente usado como um adjetivo enf\u00e1tico, como \u00e9 tamb\u00e9m, naturalmente, bohu. Sobre o verbo hayethah, \u201cera\u201d, n\u00e3o pode recair \u00eanfase, numa senten\u00e7a em que seguem dois predicados significativos. Deve servir simplesmente como uni\u00e3o. Consequentemente, todo o intento para p\u00f4r neste verbo algum pensamento como &#8216;a terra j\u00e1 existia&#8217;, ou &#8216;assim esteve por muito tempo&#8217;, \u00e9 inteiramente inadmiss\u00edvel em gram\u00e1tica\u201d (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta mesma express\u00e3o, tohu wavohu, \u00e9 usada em Jeremias 4:23 para descrever a terra durante o mil\u00eanio, quando as formas vivas est\u00e3o ausentes, ou quase ausentes. Contudo deve-se observar que a condi\u00e7\u00e3o \u201csem forma e vazia\u201d, descrita em Jeremias, refere-se unicamente \u00e0 superf\u00edcie da terra. \u00c0 luz deste texto parece razo\u00e1vel, portanto, presumir que a descri\u00e7\u00e3o de G\u00eanesis 1:2 pinta a terra inteiramente formada como um corpo astron\u00f4mico e estabilizada na sua geologia, com exce\u00e7\u00e3o do aspecto de sua superf\u00edcie, inteiramente sobre o controle das \u201cfor\u00e7as naturais\u201d, e caracterizada pela falta de qualquer ser vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Absoluta escurid\u00e3o havia na superf\u00edcie da terra. Aparentemente, nem mesmo a luz das estrelas alcan\u00e7ava a superf\u00edcie. Que as estrelas existiam naquele tempo \u00e9 certo, porque agora sabemos que tem incidido sobre nossa terra o brilho estelar que deixou as estrelas milh\u00f5es de anos luz no passado &#8211; e nossa terra, de acordo com a cronologia b\u00edblica, n\u00e3o pode ter mais do que sete mil anos de exist\u00eancia. \u00c9 prov\u00e1vel que a camada de nevoeiro que envolvia a terra, como os versos seguintes o indicam, impedisse que o brillho das estrelas a alcan\u00e7asse.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra traduzida aqui por \u201cabismo\u201d \u00e9 a palavra tehom, que vem da raiz hum, significando \u201cretumbante\u201d. Que \u201cabismo\u201d se refere \u00e0 \u00e1gua como a conhecemos, \u00e9 indicado pela cl\u00e1usula seguinte, onde a palavra \u201c\u00e1guas\u201d a substitui. Pode parecer que pelo menos uma grande por\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie disforme da terra, se n\u00e3o sua inteira superf\u00edcie (ver Salmo 104:7-9), estivesse coberta com \u00e1gua, e aparentemente, por alguma raz\u00e3o, esta \u00e1gua estava em agita\u00e7\u00e3o suficiente para que houvesse barulho. Ao contr\u00e1rio da opini\u00e3o comum, o ar n\u00e3o foi criado no segundo dia mas deve ter sido trazido \u00e0 exist\u00eancia antes, com as outras mat\u00e9rias inorg\u00e2nicas. Se o ar n\u00e3o tivesse estado presente, tehom, o \u201cabismo\u201d ou \u201c\u00e1guas\u201d, teria evaporado prontamente para o v\u00e1cuo acima da terra. Assim, teria sido poss\u00edvel ao vento atmosf\u00e9rico produzir ruido. Ruach Elohim, o Esp\u00edrito de Deus, ou Ep\u00edrito Santo, \u00e9 apresentado como Se movendo protetoramente sobre a superf\u00edcie da massa informe da terra. Este partic\u00edpio, mera (ch) chepheth, nunca \u00e9 usado na B\u00edblia para sugerir \u201cincubar\u201d; pelo contr\u00e1rio, sugere adejar, mover-se. A diferen\u00e7a pode ter significa\u00e7\u00e3o. Uma galinha, por exemplo, choca os ovos mas move-se sobre os pintos. A interpreta\u00e7\u00e3o fabulosa de que o Esp\u00edrito estava incubando o mundo em embri\u00e3o \u00e9 indefens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A pluralidade de Elohim no primeiro verso \u00e9 parcialmente explanada no segundo verso, pela presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Este verso em conex\u00e3o com S. Jo\u00e3o 1:1-3; Colossenses 1:16 e I Cor\u00edntios 8:6, torna claro que \u201cos Deuses\u201d que criaram a nossa terra foram o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo (5). O plano foi desenvolvido pelos primeiros dois membros da Trindade; Cristo, o Verbo, deu a ordem para o aparecimento dos materiais e formas, e o Esp\u00edrito Santo foi o agente ativo, executando o trabalho de modo sobrenatural. Assim Elohim, \u201cos Deuses\u201d, foi tri\u00fano na natureza, formando a Trindade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b. O Aparecimento da Luz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas. E Deus chamou \u00e0 luz Dia; e \u00e0s trevas chamou Noite; ent\u00e3o veio a tarde, e ent\u00e3o veio a manh\u00e3 &#8211; o dia primeiro.\u201d G\u00eanesis 1:3-5.<\/p>\n\n\n\n<p>A ordenada seq\u00fc\u00eancia do trabalho da semana da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 muito impressiva. Para fazer provis\u00f5es para o aparecimento e manuten\u00e7\u00e3o de plantas e animais, a mat\u00e9ria-prima teve primeiro de ser trazida \u00e0 exist\u00eancia, e posto sob controle o que chamamos \u201clei natural\u201d. Ent\u00e3o o quesito mais essencial para a vida foi a luz acompanhada de calor.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto hebraico diz: Ye hi or wa ye hi or (\u201cHaja luz e ent\u00e3o houve luz!\u201d). A Palavra or n\u00e3o se refere aos corpos celestes mas ao fen\u00f4meno f\u00edsico chamado luz. A fonte desta luz n\u00e3o \u00e9 revelada aqui. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 il\u00f3gico supor que todo o nosso sistema solar fosse formado no primeiro dia. Naquele evento o Sol estaria presente, e sua luz apareceria numa forma difusa atrav\u00e9s das nuvens pesadas que sem d\u00favida envolviam a terra. Que a terra come\u00e7ou a rota\u00e7\u00e3o sobre o seu eixo quando apareceu, \u00e9 demonstrado pelo fato de que o primeiro dia consistiu de uma por\u00e7\u00e3o de trevas e uma por\u00e7\u00e3o de luz, tarde e manh\u00e3. Os \u00faltimos tr\u00eas dias da semana da cria\u00e7\u00e3o s\u00e3o claramente controlados pelo Sol, cujo disco apareceu visivelmente no quarto dia, e os dias s\u00e3o descritos nos mesmos termos usados para delimitar os primeiros tr\u00eas. Isto constitui forte argumento de que os primeiros seis dias foram iguais em extens\u00e3o e em natureza; foram dias normais de vinte e quatro horas.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra hebraica wayyabhdel, que \u00e9 traduzida, \u201cE fez Deus separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas\u201d, n\u00e3o significa que a luz estava misturada com as trevas e que tivesse de ser desembara\u00e7ada, mas significa literalmente: \u201cFez separa\u00e7\u00e3o\u201d. Assim uma funcionou num tempo e outra noutro tempo. Podemos mesmo ser justificados quando afirmamos que ocorreu uma separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas. A passagem de J\u00f3 38:19 e 20 leva-nos a tal conclus\u00e3o (6) .<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante notar que no verso 5 a palavra \u201cdia\u201d, (yom) \u00e9 usada em dois sentidos. Dia (yom) quando usado com \u201cnoite\u201d (layelah) deve referir-se \u00e0 parte clara do dia, mais ou menos doze horas. Quando \u00e9 feita a declara\u00e7\u00e3o de que o \u201cdia\u201d (yom) terminou, a mesma palavra \u00e9 usada para significar um per\u00edodo de vinte e quatro horas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem diga que a express\u00e3o \u201ce foi a tarde e a manh\u00e3\u201d significa que o dia come\u00e7a com a manh\u00e3 e n\u00e3o com a tarde. O argumento usado em tais casos \u00e9 que o verso 5 descreve a conclus\u00e3o do trabalho deste dia e n\u00e3o o seu come\u00e7o, isto \u00e9, a tarde mergulha na noite, que \u00e9 terminada pela manh\u00e3 seguinte, o come\u00e7o do dia seguinte. Este \u00e9 um ponto de vista de um grupo exemplificado por Otto Procksch, em Kommentar zum Alten Testament (G\u00eanesis), que assegura que \u201ctarde\u201d \u00e9 usada como a termina\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o iluminada do dia, e \u201cmanh\u00e3\u201d como o fim da por\u00e7\u00e3o escura. Entretanto, deve-se reconhecer que os come\u00e7os das duas metades de cada dia, isto \u00e9 \u201ctarde\u201d para a por\u00e7\u00e3o escura, e \u201cmanh\u00e3\u201d para a parte clara, podiam ser usados para indicar o dia inteiro, assim como o final das duas metades. De fato parece muito mais l\u00f3gico que cada metade fosse demarcada por aquilo que a separa da metade precedente, do que o fim de cada metade fosse usado para indicar o per\u00edodo das doze horas que ela termina. O argumento de que todo o verso 5 descreve a conclus\u00e3o do primeiro dia n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel. Note-se que a express\u00e3o: \u201cVeio a tarde&#8230; veio a manh\u00e3\u201d aparece no fim do registro de cada dia. O autor evidentemente usa esta express\u00e3o n\u00e3o somente para sumariar as declara\u00e7\u00f5es de cada dia mas tamb\u00e9m com o prop\u00f3sito de tornar muito claro o fato de que todos os dias foram iguais em extens\u00e3o; cada um consistindo de aproximadamente doze horas de escurid\u00e3o, seguido de doze horas de luz aproximadamente: \u201ctarde\u201d e \u201cmanh\u00e3\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o estudante se confunda quanto ao come\u00e7o de cada dia, se foi de tarde ou de manh\u00e3. Qualquer aparente dificuldade aqui se torna completamente clara quando lembramos que o Criador mesmo, novamente, definiu os limites do s\u00e1bado aos filhos de Israel na Sua instru\u00e7\u00e3o de que eles deviam observar o dia sagrado \u201cduma tarde a outra tarde\u201d (Lev\u00edtico 23:32). Lemos em G\u00eanesis 2:2 e 3 que o ato final da semana da cria\u00e7\u00e3o foi a santifica\u00e7\u00e3o ou separa\u00e7\u00e3o do s\u00e9timo dia para uso santo e a coloca\u00e7\u00e3o de uma b\u00ean\u00e7\u00e3o muito especial sobre as horas daquele dia. Este memorial do trabalho da cria\u00e7\u00e3o e sinal do amor e poder do Criador devia durar tanto quanto a terra e por toda a eternidade. Isa\u00edas 66:23 (7) .Que esta j\u00e1 era uma institui\u00e7\u00e3o existente antes que a lei fosse dada no Sinai, \u00e9 evidenciado pela milagrosa provis\u00e3o do man\u00e1 nos dias da semana e pela sua aus\u00eancia no s\u00e1bado, bem como a reprova\u00e7\u00e3o de Deus para os que procuraram man\u00e1 no s\u00e9timo dia (\u00caxodo 16:22-30) (8)<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9timo dia da semana da cria\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no fim do sexto dia, que, \u00e0 luz de Lev\u00edtico 23:32, terminou com o p\u00f4r-do-sol de sexta-feira. \u00c9 inteiramente inadmiss\u00edvel sustentar que o Criador tivesse dito aos filhos de Israel que o s\u00e1bado come\u00e7ava com o p\u00f4r-do-sol de sexta-feira se, na cria\u00e7\u00e3o, tivesse come\u00e7ado com o aparecimento do Sol no s\u00e9timo dia. Se Procksch est\u00e1 certo na sua asser\u00e7\u00e3o de que a palavra \u201ctarde\u201d \u00e9 usada para marcar o fim da por\u00e7\u00e3o escura, ent\u00e3o o s\u00e1bado delimitado para os filhos de Israel teria consistido da por\u00e7\u00e3o escura do sexto dia e unicamente da por\u00e7\u00e3o iluminada do s\u00e9timo, o \u00fanico dia que foi inteiramente santificado. Mas a declara\u00e7\u00e3o de G\u00eanesis \u00e9 que o sexto dia terminou antes que o s\u00e9timo dia, ou s\u00e1bado, come\u00e7asse. Aqui n\u00e3o pode haver mais de uma conclus\u00e3o acertada &#8211; que o s\u00e9timo dia come\u00e7ou como os primeiros cinco que o precederam, ao p\u00f4r-do-sol do dia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A id\u00e9ia que yom (\u201cdia\u201d) significa um per\u00edodo de tempo mais longo do que vinte e quatro horas n\u00e3o tem aprova\u00e7\u00e3o nos dicion\u00e1rios hebraicos de reputa\u00e7\u00e3o como os de Buhl (9); Brown, Driver e Briggs (10); e o de Eduard Koenig (11). Skinner declara: \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o de yom como aeon, recurso favorito dos harmonizadores de ci\u00eancia e revela\u00e7\u00e3o, \u00e9 oposta ao claro sentido da passagem e n\u00e3o tem aprova\u00e7\u00e3o no uso hebraico\u201d (12). Dillmann diz: \u201cAs raz\u00f5es apresentadas pelos escritores antigos e modernos para interpretar estes dias como per\u00edodos muito longos s\u00e3o inadequadas\u201d (13).<\/p>\n\n\n\n<p>O quarto mandamento (\u00caxodo 20:8-11) declara que, porque Deus fez os \u201cc\u00e9us e a terra, o mar e tudo o que neles h\u00e1\u201d em seis dias e descansou no s\u00e9timo, do mesmo modo devemos trabalhar seis dias e descansar no s\u00e9timo. Seis dias de vinte e quatro horas seguidos de um dia semelhante de descanso, unicamente, fornecem uma adequada analogia para o nosso trabalho de seis dias e descanso no s\u00e9timo. II. O SEGUNDO DIA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>a. O Estabelecimento do Espa\u00e7o Vazio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Haja um firmamento no meio das \u00e1guas, e que ele cause a divis\u00e3o entre \u00e1guas e \u00e1guas. E fez Deus o firmamento, e fez separa\u00e7\u00e3o entre as \u00e1guas que estavam debaixo do firmamento e as \u00e1guas que estavam sobre o firmamento. E assim foi. E chamou Deus ao firmamento c\u00e9us, e veio a tarde, e veio a manh\u00e3 &#8211; o dia segundo.\u201d G\u00eanesis 1:6-8.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra \u201cfirmamento\u201d \u00e9 traduzida do Latim firmamentum da Vulgata, e compreende alguma coisa estabelecida firmemente em um lugar. Todavia a palavra hebraica traduzida firmamento (raquia) indica alguma coisa nebulosa ou intang\u00edvel, uma expans\u00e3o ilimitada. Assim a ordem seria, literalmente: \u201chaja uma coisa nebulosa e ilimitada a expandir-se entre as \u00e1guas, para separar \u00e1guas de \u00e1guas\u201d. Esses vers\u00edculos indicam que no princ\u00edpio do segundo dia a superf\u00edcie da terra se achava em grande parte coberta de \u00e1gua, e a atmosfera era uma fria coberta de neblina que obscurecia os corpos celestes com esp\u00easso v\u00e9u. Os objetos s\u00f3 se viam de muito perto. Para prover um espa\u00e7o em que pudesse existir a vida neste planeta, o Criador separou as \u00e1guas da superf\u00edcie da terra das que se achavam em cima, fazendo com que um ar pesado e seco enchesse o espa\u00e7o antes ocupado pela neblina. Esta se ergueu acima desse mar de ar seco, acumulando-se em forma de uma cont\u00ednua e pesada camada de n\u00favens. Todas as for\u00e7as naturais estavam aparentemente em a\u00e7\u00e3o desde que a mat\u00e9ria fora chamada \u00e0 exist\u00eancia, no dia anterior. O firmamento pode ter sido limpo da mesma forma em que hoje desvanecem as massas de neblina. O calor do Sol sobre a superf\u00edcie da terra sem d\u00favida teve muito que ver com essa mudan\u00e7a na umidade atmosf\u00e9rica, quando o mundo pela segunda vez fazia sua rota\u00e7\u00e3o perante ele. A obra do segundo dia foi mais do que a cria\u00e7\u00e3o do ar propriamente dito, fazer a separa\u00e7\u00e3o das \u00e1guas pela interposi\u00e7\u00e3o de ar seco entre a \u00e1gua da superf\u00edcie e o ar \u00famido, motivando as respectivas camadas. A express\u00e3o wihi mabhidil (\u201ce haja uma divis\u00e3o\u201d) \u00e9 um exemplo muito claro do uso do partic\u00edpio para expressar a perman\u00eancia de certa correla\u00e7\u00e3o. Continuamente desde aquele dia, ag\u00eancias intermedi\u00e1rias, como o Sol, t\u00eam feito com que as nuvens flutuem no alto do firmamento e deixem assim um espa\u00e7o livre para o movimento dos seres vivos sobre a terra e no ar ao redor dela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b. A Teoria do Vapor Envolvente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta teoria, que tem sido favoravelmente considerada por alguns criacionistas, declara que quando o Criador separou as \u00e1guas no segundo dia, formou uma transparente camada de vapor d&#8217;\u00e1gua acima da nossa atmosfera atual. De acordo com esta teoria, essa camada de vapor d&#8217;\u00e1gua teria um efeito modificador sobre os raios solares. Em verdade absorvia grande por\u00e7\u00e3o de raios act\u00ednicos que, sob as condi\u00e7\u00f5es presentes, impedem o crescimento das plantas e fazem com que os animais procurem a sombra para sobreviver. A teoria ainda afirma que este envolt\u00f3rio tamb\u00e9m conservaria o calor introduzidos pelos raios solares, evitando sua perda no espa\u00e7o interestelar, e contribuiria assim para um clima subtropical sobre a terra de um polo a outro. De acordo com esta teoria, ao tempo do dil\u00favio esse vapor envolvente condensou-se e baixou sobre a terra, tornando poss\u00edvel que a chuva ca\u00edsse continuamente sobre toda a superf\u00edcie da terra, durante quarenta dias e quarenta noites. Com a presen\u00e7a dessa camada envolvente, a press\u00e3o sobre a superf\u00edcie da terra seria muito maior do que agora, e seu colapso repentino produziria uma mar\u00e9 e outra a\u00e7\u00e3o destruidora na superf\u00edcie da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>III. O TERCEIRO DIA<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Ajuntem-se as \u00e1guas debaixo dos c\u00e9us num lugar; e apare\u00e7a a por\u00e7\u00e3o seca. e assim foi. E chamou Deus \u00e0 por\u00e7\u00e3o seca terra; e ao ajuntamento das \u00e1guas chamou mares. E viu Deus que era muito bom. E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que d\u00ea semente, \u00e1rvore frut\u00edfera que d\u00ea fruto segundo a sua esp\u00e9cie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi. E a terra produziu capim e ervas, dando semente conforme a sua esp\u00e9cie, e \u00e1rvores frut\u00edferas, cuja semente est\u00e1 nelas conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que era bom. Ent\u00e3o veio a tarde, e ent\u00e3o veio a manh\u00e3 &#8211; o dia terceiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Aparecera a luz, a atmosfera estava livre do nevoeiro, e agora no terceiro dia o tehom ou abismo ressonante recebe aten\u00e7\u00e3o. As \u00e1guas em cima nos c\u00e9us j\u00e1 estavam reunidas em uma camada de nuvens, esp\u00eassa e cont\u00ednua, e agora as \u201c\u00e1guas debaixo dos c\u00e9us\u201d, isto \u00e9, as \u00e1guas sobre a superf\u00edcie da terra, s\u00e3o reunidas em \u201cum lugar\u201d. Em vez de indicar o oceano, esta express\u00e3o \u201cum lugar\u201d sem d\u00favida significa os grandes corpos coletivos de \u00e1gua. As evid\u00eancias que existem em nossa terra na forma de f\u00f3sseis de corais e plantas sub-tropicais nas regi\u00f5es ant\u00e1rtica e \u00e1rtica, indicam que toda a sua superf\u00edcie, incluindo o polo, desfrutou uma vez de um clima sub-tropical, e sugere que estes corpos d\u00e1gua podem de fato ter constituido um corpo \u00fanico muito ramificado, cuja circula\u00e7\u00e3o do equador ao polo e vice-versa, tenderia a igualar o clima em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A maneira do aparecimento da hayyabbashah, \u201ca por\u00e7\u00e3o seca\u201d, pode ser descrita para n\u00f3s em Salmo 104:5-9. \u201cLan\u00e7ou os fundamentos da terra, para que n\u00e3o vacile em tempo algum. Tu a cobres com o abismo, como com um vestido: as \u00e1guas estavam sobre os montes. \u00c0 Tua repreens\u00e3o fugiram, \u00e0 voz do Teu trov\u00e3o se apressaram. Sobem aos montes, descem aos vales, at\u00e9 ao lugar que para elas fundaste. Limite lhes tra\u00e7aste, que n\u00e3o ultrapassar\u00e3o, para que n\u00e3o tornem mais a cobrir a terra.\u201d Naturalmente, \u00e9 de igual modo muito poss\u00edvel que Davi, quando fez o seu poema na encosta da montanha, falava da superf\u00edcie da terra como a via ent\u00e3o. Neste caso a descri\u00e7\u00e3o se aplicaria ao tempo do dil\u00favio e n\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 observado que a usual aprova\u00e7\u00e3o do Criador ao Seu trabalho no fim de cada dia foi omitida ao fim do segundo dia. A explica\u00e7\u00e3o disto pode ser o fato de que o trabalho da separa\u00e7\u00e3o das \u00e1guas ocupou o segundo dia e parte do terceiro. No segundo dia o nevoeiro da superf\u00edcie se ergueu para formar uma camada de nuvem, e no terceiro as \u00e1guas da terra barrenta foram separadas na \u201cpor\u00e7\u00e3o seca\u201d e no yammim, ou mares, termo aqui usado em sentido amplo, para que inclu\u00edsse grandes mares, como n\u00f3s os conhecemos e tamb\u00e9m lagos e rios. Depois, quando a separa\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1guas foi completada no segundo dia e parte do terceiro, o Criador colocou sua aprova\u00e7\u00e3o: \u201cEis que era bom\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O resto do trabalho do terceiro dia consistiu na forma\u00e7\u00e3o das plantas. A ordem foi dirigida \u00e0 terra. A palavra usada no verso 11, dasha, literalmente significa: \u201cBrote da terra!\u201d O verso 12 registra que a terra fez as plantas \u201csa\u00edrem\u201d (yatsa). A indica\u00e7\u00e3o \u00e9 de que as plantas aparecem como resultado do crescimento que foi acelerado como para ocupar um momento apenas. Tal produto podia possivelmente ser indistingu\u00edvel das plantas que cresciam naturalmente. \u00c0 luz destes fatos, n\u00e3o precisamos perguntar o que veio primeiro, se as plantas ou as sementes. As plantas vieram primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim a subst\u00e2ncia da planta foi a subst\u00e2ncia da terra. Nos nossos dias as plantas ainda s\u00e3o um produto da terra. Os elementos minerais fornecem os materiais de constru\u00e7\u00e3o dos quais partes do protoplasma e as paredes das c\u00e9lulas s\u00e3o construidas; eles influenciam a press\u00e3o osm\u00f3tica das c\u00e9lulas das plantas; influem na acidez; eles influem na hidrata\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas coloidais; influenciam a permeabilidade das membranas e servem como catalisadores. As plantas aparentemente requerem do p\u00f3 da terra e sua atmosfera pelo menos carbono, hidrog\u00eanio, oxig\u00eanio, nitrog\u00eanio, enxofre, f\u00f3sforo, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, pot\u00e1ssio, ferro, boro, mangan\u00eas, cobre, zinco, s\u00f3dio, sil\u00edcio e cloro &#8211; que constituem o p\u00f3 da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas grupos de plantas mencionados, capim (deshe, palavra cujo radical significa \u201cestar \u00famido\u201d), ervas (esebh, \u201cherb\u00e1ceos\u201d), e \u00e1rvores (ets peri, \u201c\u00e1rvores frut\u00edferas\u201d), evidentemente t\u00eam em mira abranger toda a vegeta\u00e7\u00e3o. O primeiro grupo talvez n\u00e3o inclua o capim como o conhecemos, mas pode referir-se a formas como os musgos, l\u00edquens e outras esp\u00e9cies que tapetizam o ch\u00e3o. Que os membros do segundo grupo s\u00e3o distintos daqueles do primeiro, \u00e9 evidente pelas passagens de II Reis 19:26 e Isa\u00edas 37:27 (14), (15), onde eles s\u00e3o mais uma vez mencionados separadamente numa enumera\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m os membros do segundo grupo s\u00e3o descritos como mazria zera &#8211; \u201cplantas que d\u00e3o semente\u201d. Dir-se-ia assim que os membros deste grupo sejam destacados como \u201ctendo semente\u201d. \u00c9 este grupo, esebh, mencionado no verso 29, como dado ao homem juntamente com frutos e nozes para o seu alimento. A tradu\u00e7\u00e3o \u201cerva do campo\u201d, que \u00e9 usada em G\u00eanesis 3:18 para descrever parte do alimento dado ao homem depois do pecado, \u00e9 esta mesma esebh (16). Esebh \u00e9 tamb\u00e9m usada em Deuteron\u00f4mio 11:15 para descrever o alimento dos animais (17). Assim, este segundo grupo parece incluir tudo entre musgos, l\u00edquens, fetos e outras plantas que n\u00e3o t\u00eam semente, e \u00e1rvores e arbustos. O termo ets peri, que abrange o terceiro grupo, \u00e9 um coletivo singular que se emprega para as plantas lenhosas que produzem nozes e pinhas, e frutos carnosos como amoras, p\u00eassegos, ma\u00e7\u00e3s, etc. Estes tr\u00eas grandes grupos n\u00e3o coincidem com a moderna classifica\u00e7\u00e3o das plantas, n\u00e3o obstante s\u00e3o muito pr\u00f3prios porque s\u00e3o ainda vis\u00edveis os tipos rudimentares, os herb\u00e1ceos mais altos e os arbustos e \u00e1rvores.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes versos determinam muito claramente que no simples intervalo de um dia constituido de um per\u00edodo de trevas e de um per\u00edodo de luz, isto \u00e9, um dia solar, o Criador formou todas as diversas plantas. \u00c9 importante notar que esta vegeta\u00e7\u00e3o inclui plantas com sementes, que os evolucionistas consideram ser as formas mais elevadas e recentemente evoluidas. N\u00e3o \u00e9 um quadro da forma\u00e7\u00e3o de algumas formas simples, unicelulares, que evoluiram gradualmente para formas complexas, portadoras de semente, durante muitos milhares de anos. Em vez disso, sabemos que cada esp\u00e9cie distinta de planta que tem vivido sobre a terra foi formada no terceiro dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de que o Criador ordenou que a terra produzisse plantas \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d, aparentemente significa, em parte, que Ele mesmo formou estes organismos segundo um plano bem ordenado. \u00c9 testemunha deste fato a presente classifica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica das plantas do mundo. Sobre uma surpreendente variedade de caracteres morfol\u00f3gicos \u00e9 poss\u00edvel edificar numerosos grupos extremamente interessantes. O taxonomista no seu trabalho est\u00e1 aparentemente pensando os pensamentos de Deus, ap\u00f3s Ele, quando descobre os grupos naturais das plantas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o extremamente importante \u00e9 focalizada nos versos 11 e 12 de G\u00eanesis 1. Esta quest\u00e3o se relaciona primariamente com a fisiologia das plantas e n\u00e3o com a sua morfologia. Isto \u00e9 verdade porque a forma e estrutura de uma planta procedem do funcionamento de suas unidades heredit\u00e1rias (genes), sob as influ\u00eancias do ambiente. O dogma da evolu\u00e7\u00e3o determina que as esp\u00e9cies de organismos deram (e, \u00e0s vezes, estariam dando) origem a outros organismos que s\u00e3o morfol\u00f3gica e fisiologicamente de esp\u00e9cies diferentes das dos seus progenitores. Todavia, estes versos declaram que uma flora completa apareceu em todas as suas esp\u00e9cies b\u00e1sicas no terceiro dia. Surge naturalmente a pergunta: Apareceram novas esp\u00e9cies de plantas depois da semana da cria\u00e7\u00e3o? A seguinte declara\u00e7\u00e3o do falecido geneticista da atualidade, Thomas Hunt Morgan, representa o pensamento de todos os evolucionistas que est\u00e3o na posse dos fatos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDentro do per\u00edodo da hist\u00f3ria humana n\u00e3o conhecemos nenhum simples exemplo da transforma\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie em outra &#8230; Pode-se afirmar, portanto, que a teoria da descend\u00eancia est\u00e1 em falta no aspecto mais essencial que se necessita para colocar a teoria em bases cient\u00edficas. Isto deve ser admitido\u201d (18) .<\/p>\n\n\n\n<p>Sem nenhuma evid\u00eancia para a origem de novas esp\u00e9cies ap\u00f3s o come\u00e7o da hist\u00f3ria humana, perguntamos naturalmente: H\u00e1 evid\u00eancia do aparecimento de novas esp\u00e9cies no \u201ctempo geol\u00f3gico\u201d &#8211; o \u00fanico registro natural que temos do passado? Os evolucionistas mesmos dirigem a nossa aten\u00e7\u00e3o aqui a um fato de suma import\u00e2ncia, que, num passado t\u00e3o remoto quanto os organismos podem ser achados como f\u00f3sseis nas rochas, nenhuma s\u00e9rie de elos pode ser descoberta como ponte que transponha o abismo morfol\u00f3gico entre as esp\u00e9cies (19). Portanto, deve-se concluir que nenhuma nova esp\u00e9cie de organismos surgiu por processos naturais ap\u00f3s a semana da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o que surge aqui \u00e9 esta: A declara\u00e7\u00e3o \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d refere-se simplesmente \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o de um plano ordenado na mente do Criador, em estabelecer a morfologia das plantas, para que esp\u00e9cies separadas fossem criadas, ou isto compreende um estado morfol\u00f3gico e tamb\u00e9m, ao mesmo tempo, uma habilidade inata para reproduzir somente segundo suas esp\u00e9cies? Autoridades b\u00edblicas concordam unanimemente que o comportamento reprodutivo \u00e9 tamb\u00e9m descrito aqui. Exemplos de opini\u00f5es de autoridades neste ponto s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA par das v\u00e1rias esp\u00e9cies e sementes, a par da propaga\u00e7\u00e3o determinada das plantas, cada uma segundo a sua esp\u00e9cie, ali entra clara e distintamente a concep\u00e7\u00e3o da natureza que j\u00e1 \u00e9 anunciada nos grandes contrastes\u201d (20).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada g\u00eanero (esp\u00e9cie) permanece fixo e se reproduz segundo a sua esp\u00e9cie, isto \u00e9, as v\u00e1rias esp\u00e9cies que eles abrangem\u201d (21).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFruto segundo a sua esp\u00e9cie\u201d. Que diria o Sr. Darwin sobre isto? N\u00e3o \u00e9 isto uma refuta\u00e7\u00e3o de sua elaborada teoria sobre a origem das esp\u00e9cies? O produto ser\u00e1 sempre da mesma esp\u00e9cie da semente. Pode haver varia\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o e express\u00e3o da vida germinal, mas sua esp\u00e9cie original \u00e9 imut\u00e1vel\u201d (22).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDois outros sinais, entretanto, est\u00e3o apensos a esta classe: primeiro, estes frutos trazem fruto segundo a sua esp\u00e9cie, limita\u00e7\u00e3o peculiar e definida, que entendem melhor os que t\u00eam visto como a &#8216;esp\u00e9cie&#8217; estabelece limita\u00e7\u00f5es sobre tudo que as poderia misturar e cruzar. A natureza mesma aqui \u00e9 vista tendo definidos limites fixos, que aparecem como leis constantes ou como barreiras intranspon\u00edveis\u201d (23).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma lei de reprodu\u00e7\u00e3o hoje estabelecida que a planta que se propaga de uma anterior \u00e9 sempre da mesma esp\u00e9cie que seus ancestrais. Todas as evid\u00eancias at\u00e9 aqui encontradas demonstram que em todos os casos trigo tem vindo de trigo, rosas de rosas, ma\u00e7\u00e3s de ma\u00e7\u00e3s, etc. Os evolucionistas declaram que tal nem sempre tem sido o caso, pelo contr\u00e1rio, que, em muitos exemplos, apareceram plantas que eram de esp\u00e9cie diferente que a dos seus ancestrais. Entretanto, n\u00e3o o podem provar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indiscut\u00edvel que esp\u00e9cies extremamente diversas de plantas n\u00e3o podem cruzar-se hoje e nunca se conheceu o seu cruzamento, por exemplo: ab\u00f3boras e rosas. Parece muito razo\u00e1vel para todos os criacionistas supor que tais esp\u00e9cies diversas n\u00e3o possam e nunca puderam cruzar-se. Por exemplo, o rabanete e o repolho cruzam-se e produzem uma nova semente f\u00e9rtil. S\u00e3o eles membros de duas esp\u00e9cies diferentes ou da mesma esp\u00e9cie?<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns criacionistas cr\u00eaem que o rabanete e o repolho devem pertencer a esp\u00e9cies diferentes. Em verdade a apar\u00eancia superficial das partes vegetativas das plantas pode indicar isto. Mas quando consideramos<\/p>\n\n\n\n<p>1) a \u00edntima semelhan\u00e7a de seus \u00f3rg\u00e3os reprodutores,<br>2) a semelhan\u00e7a qu\u00edmica, isto \u00e9, sua compatibilidade fisiol\u00f3gica, evidenciada pelo fato de que elas se cruzam, e<br>3) o fato de que os taxonomistas as colocam em seus tratados de taxonomia como g\u00eaneros em justaposi\u00e7\u00e3o,<br>n\u00e3o \u00e9 desarrazoado consider\u00e1-los como membros de uma simples esp\u00e9cie original. Esta mesma semelhan\u00e7a sempre existe entre dois indiv\u00edduos, tendo ocorrido a hibrida\u00e7\u00e3o. Por esta raz\u00e3o muitos criacionistas mant\u00eam a opini\u00e3o de que existe a impossibilidade de hibrida\u00e7\u00e3o, e que sempre existiu, entre membros de duas esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os versos 11 e 12 declaram que as plantas foram formadas de tal maneira que<br>1) elas podiam reproduzir-se unicamente segundo a sua esp\u00e9cie, ou se<br>2) eles simplesmente declaram que as plantas foram feitas morfologicamente de acordo com o plano na mente do Criador,<br>a conclus\u00e3o \u00e9 essencialmente a mesma. De acordo com a opini\u00e3o anterior, estes versos declaram que as plantas foram formadas de tal modo que cada vez que uma esp\u00e9cie se reproduzia, trazia indiv\u00edduos adicionais, semelhantes a ela. De acordo com o \u00faltimo ponto de vista, estes versos declaram que as plantas foram formadas em toda a multiplicidade de esp\u00e9cies que a terra j\u00e1 viu; isto \u00e9, eles n\u00e3o se referem diretamente ao comportamento reprodutivo das plantas mas simplesmente \u00e0 sua morfologia. Todavia, a declara\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de diferentes esp\u00e9cies morfol\u00f3gicas refere-se indiretamente ao comportamento reprodutivo. Diferentes morfologias, particularmente com respeito \u00e0s partes reprodutivas, surgem de propriedades fisiol\u00f3gicas diferentes e as indicam. Para ilustrar, a estrutura qu\u00edmica da ab\u00f3bora \u00e9 diferente da da rosa, t\u00e3o diferente que nenhuma fertiliza\u00e7\u00e3o ocorre quando se tenta a hibrida\u00e7\u00e3o. Isto, pode-se supor, \u00e9 devido \u00e0 incompatibilidade entre eles. Assim, qualquer que seja o ponto de vista mantido, \u00e9 poss\u00edvel que o fim l\u00f3gico seja o mesmo. As plantas foram formadas de tal modo que nenhuma erradica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies originais pode ser executada por hibrida\u00e7\u00e3o, dando como resultado formas intermedi\u00e1rias. A aus\u00eancia de formas intermedi\u00e1rias, isto \u00e9, \u201celos de liga\u00e7\u00e3o\u201d, entre todas as esp\u00e9cies do G\u00eanesis, f\u00f3sseis ou vivas, constitui a maior prova de que a evolu\u00e7\u00e3o das plantas n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>IV. O QUARTO DIA<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Haja luminares no firmamento dos c\u00e9us, para haver separa\u00e7\u00e3o entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam luminares na expans\u00e3o dos c\u00e9us, para<br>alumiar a terra. E assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os p\u00f4s no firmamento dos c\u00e9us para alumiar a terra. E para governar o dia e a noite, e para fazer separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas. E viu Deus que era bom. E ent\u00e3o veio a tarde e ent\u00e3o veio a manh\u00e3 &#8211; o dia quarto\u201d. G\u00eanesis 1:14-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o foi escrita para o homem. \u00c9 razo\u00e1vel que o ponto de vista do narrador seja do lar do homem, a superf\u00edcie da terra. Durante os primeiros tr\u00eas dias a luz estivera sobre a terra, mas unicamente de um modo d\u00e9bil, difuso, justamente como se filtrara atrav\u00e9s do teto de nuvens pesadas e cont\u00ednuas. Mas agora, com plantas sobre a terra, a luz brilhante torna-se uma necessidade. O pormenor no qual s\u00e3o descritas as fun\u00e7\u00f5es dos corpos celestes, do ponto de vista da nossa terra, \u00e9 digno de aten\u00e7\u00e3o especial. Nenhuma oportunidade leg\u00edtima \u00e9 deixada para as intepreta\u00e7\u00f5es pag\u00e3s, como agouros astrol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser importante notar aqui que estes versos n\u00e3o dizem que Deus criou (bara) estes corpos celestes no quarto dia. A palavra usada aqui \u00e9 asah, que \u00e9 comumente interpretada como \u201cempregar materiais j\u00e1 existentes; libertar de restri\u00e7\u00e3o\u201d. A segunda significa\u00e7\u00e3o, \u201clibertar de restri\u00e7\u00e3o\u201d, parece aqui muito apropriada. Na obra do segundo dia os pesados nevoeiros levantaram-se da superf\u00edcie da terra mas aparentemente permaneceram como uma camada cont\u00ednua de nuvem que foi penetrada pela difusa luz do sol, mas que interceptava qualquer vista dos corpos celestes. Parece l\u00f3gico supor que o trabalho do quarto dia foi o rompimento desta cont\u00ednua camada de nevoeiro, numa descont\u00ednua massa de nuvens, tornando os corpos celestes vis\u00edveis da terra. Estes corpos j\u00e1 existiam, mas desde esse movimento da dissolu\u00e7\u00e3o do nevoeiro em nuvens descont\u00ednuas, eles come\u00e7aram a servir a um prop\u00f3sito definido com refer\u00eancia \u00e0 terra. N\u00e3o \u00e9 fora do comum achar criacionistas que s\u00e3o da opini\u00e3o de que as nuvens n\u00e3o existiam at\u00e9 que as tempestuosas nuvens se apresentassem no tempo do dil\u00favio. Todavia, Ellen G. White est\u00e1 inteiramente certa quando se refere \u00e0 exist\u00eancia das nuvens na seguinte declara\u00e7\u00e3o com respeito a alguns dos objetos de estudo que atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o e Eva: \u201cA gl\u00f3ria de Deus nos c\u00e9us, os mundos inumer\u00e1veis em suas ordenadas revolu\u00e7\u00f5es, &#8216;o equil\u00edbrio das grossas nuvens&#8217;, os mist\u00e9rios da luz e do som, do dia e da noite, tudo estava patente ao estudo dos nossos primeiros pais\u201d(24). Certamente a beleza de qualquer panorama \u00e9 grandemente aumentada pela presen\u00e7a de nuvens descont\u00ednuas. Unicamente as nuvens tempestuosas \u00e9 que foram desconhecidas at\u00e9 ao tempo do dil\u00favio.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de que o verso 1 declara que Deus criou \u201cos c\u00e9us e a terra\u201d (os c\u00e9us s\u00e3o mencionados em primeiro lugar), e o fato de que a luz apareceu no primeiro dia, d\u00e3o-nos base para supor que no primeiro dia se formou o nosso completo sistema solar. Nos nossos dias compreendemos como as \u00f3rbitas celestes dos membros do nosso sistema solar s\u00e3o determinadas pela raz\u00e3o do seu movimento atrav\u00e9s do espa\u00e7o e pelas atra\u00e7\u00f5es m\u00fatuas da gravita\u00e7\u00e3o. Este conhecimento leva-nos a concluir que os membros do nosso sistema, completo e delicadamente equilibrado, muito provavelmente vieram \u00e0 exist\u00eancia ao mesmo tempo, no primeiro dia: &#8211; \u201cCriou Deus os c\u00e9us e a terra\u201d. Ent\u00e3o no primeiro dia Deus fez alguma coisa \u00e0 massa escura do Sol que a levou a irromper na Sua presente gl\u00f3ria de luz. Parte desta luz penetrou no denso nevoeiro que envolvia a superf\u00edcie da terra e constituiu a luz do primeiro dia e dos dias sucessivos. No quarto dia a decomposi\u00e7\u00e3o do nevoeiro em massas de nuvens fez com que se tornassem vis\u00edveis os discos do Sol e da Lua. Isto de igual modo desvendou a majestade do c\u00e9u estrelado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocasionalmente ouvimos o protesto de ser imposs\u00edvel para o Criador criar todos os corpos astron\u00f4micos a n\u00e3o ser de uma vez, por causa da intera\u00e7\u00e3o gravitacional desses corpos. O pensamento \u00e9 que o intrincado equil\u00edbrio existente entre esses corpos \u00e9 t\u00e3o delicado que a adi\u00e7\u00e3o de nosso sistema solar numa data posterior causaria perturba\u00e7\u00f5es t\u00e3o s\u00e9rias que resultariam em colis\u00f5es e finalmente no caos. Verdadeiramente, em certo grau, cada corpo no universo afeta os outros corpos. Mas onde existe dist\u00e2ncia suficiente entre dois corpos, seu efeito real m\u00fatuo torna-se t\u00e3o insignificante que pode ser considerado nulo. A for\u00e7a da gravita\u00e7\u00e3o opera inversamente de acordo com o quadrado da dist\u00e2ncia entre dois corpos quaisquer. Nosso sistema solar est\u00e1 cerca de tr\u00eas e meio anos-luz distante da estrela mais pr\u00f3xima, e seu efeito sobre esta estrela mais pr\u00f3xima n\u00e3o merece considera\u00e7\u00e3o quanto a s\u00e9rias perturba\u00e7\u00f5es. Qu\u00e3o mais verdade \u00e9 isto a respeito dos que est\u00e3o al\u00e9m desta dist\u00e2ncia ou a uma dist\u00e2ncia de pelo menos 140 milh\u00f5es de anos-luz da mais distante estrela j\u00e1 fotografada! Uma vez perguntei a um astr\u00f4nomo meu amigo que efeito o acr\u00e9scimo de nosso sistema solar teria sobre o resto do universo. Ele sorriu e respondeu: \u201cPosso pensar em in\u00fameros lugares onde o nosso sistema solar poderia ter sido acrescentado ao nosso universo e o acr\u00e9scimo n\u00e3o teria nenhum efeito sobre os corpos celestes j\u00e1 existentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a for\u00e7a da gravita\u00e7\u00e3o agindo entre as unidades de nosso sistema solar \u00e9 tremenda. O Criador poderia ter mantido diretamente nossa Terra no espa\u00e7o at\u00e9 o quarto dia e ter-lhe-ia fornecido luz direta; ent\u00e3o no quarto dia teria suspenso o Sol no espa\u00e7o para exercer estas fun\u00e7\u00f5es. Mas a identidade dos dias da semana da cria\u00e7\u00e3o, antes do disco solar tornar-se vis\u00edvel da Terra, com os restantes dias da semana, e a presen\u00e7a da luz desde o primeiro dia, indicam que o Criador formou o Sol ao mesmo tempo em que formou nossa Terra e fez com que ele se tornasse um corpo incandescente no primeiro dia. Que o Criador usualmente prefere manifestar Seu poder mantenedor na forma de \u201cleis naturais\u201d \u00e9 o fato mais facilmente observado. A ostenta\u00e7\u00e3o do Seu poder no nosso sistema solar mediante milagres \u00e9 excepcional. O progresso da ci\u00eancia natural mostra cada vez mais que isto \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o mais ou menos explicativa que declara que \u201cEle fez tamb\u00e9m as estrelas\u201d, pode referir-se aos planetas, as \u201cestrelas\u201d de nosso sistema solar, isto \u00e9, Merc\u00fario, V\u00eanus, Marte, J\u00fapiter, Saturno, Urano, Netuno e Plut\u00e3o; ou pode incluir tamb\u00e9m as estrelas mais distantes. Outros exemplos onde o autor faz declara\u00e7\u00f5es que s\u00e3o claramente parent\u00e9ticas s\u00e3o G\u00eanesis 2:24; 10:9; 26:33; 32:32. No vers\u00edculo 1 a palavra shamayim, que \u00e9 traduzida por \u201cc\u00e9u\u201d em algumas vers\u00f5es, est\u00e1 na forma plural e devia ser lida \u201cc\u00e9us\u201d. Do ponto de vista humano sabemos de tr\u00eas c\u00e9us. No primeiro voam os p\u00e1ssaros (J\u00f3 35:11) e as nuvens flutuam (I Reis 18:45). No segundo est\u00e3o as estrelas (Deuteron\u00f4mio 17:3). No terceiro, o c\u00e9u dos c\u00e9us, mora Deus (Daniel 4:26; S. Lucas 15:21) (25).<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do primeiro c\u00e9u ocorreu durante a semana da cria\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m a parte do segundo c\u00e9u que inclui os planetas de nosso sistema solar. Estes planetas s\u00e3o como verdadeiras \u201cestrelas\u201d para n\u00f3s, como s\u00e3o os s\u00f3is de outros sistemas. Assim a refer\u00eancia aqui \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das \u201cestrelas\u201d pode aplicar-se \u00e0quelas que foram realmente feitas durante a semana da cria\u00e7\u00e3o, nossos planetas. Todavia, \u00e9 poss\u00edvel que o autor do G\u00eanesis desejasse nesta conex\u00e3o lembrar ao leitor que o mesmo Deus que formou esta Terra de igual modo formou os inumer\u00e1veis corpos de todo o universo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de que muitas estrelas est\u00e3o milh\u00f5es de anos-luz distantes de nossa Terra e contudo est\u00e3o espargindo sua luz sobre n\u00f3s, demonstra aparentemente que existiram por muit\u00edssimas vezes seis mil anos. Isto mostra que elas deviam ter sido formadas antes da semana da cria\u00e7\u00e3o, a menos que Deus fizesse com que sua luz atravessasse o espa\u00e7o num momento, em vez de alcan\u00e7ar o nosso planeta de modo natural. Tal premissa n\u00e3o se enquadra com tudo o que sabemos acerca de como Deus preferiu fazer os objetos da Sua cria\u00e7\u00e3o. Neste ponto H. W. Clark disse com muita raz\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos sugerir de passagem que a id\u00e9ia de que Deus criou estes s\u00f3is distantes, cada um completo com raios de luz j\u00e1 projetados atrav\u00e9s do espa\u00e7o, se fosse aceita, destruiria toda a cren\u00e7a na regularidade das leis de Deus. Tudo que sabemos da maneira de Deus produzir luz ensina-nos que quando Ele faz um corpo tornar-se luminoso, raios de energia luminosa partem da fonte e n\u00e3o s\u00e3o postos em a\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea ao longo de todo o caminho do raio de luz. Deus opera de modos regulares, de acordo com leis definidas\u201d (26) .<\/p>\n\n\n\n<p>V. O QUINTO DIA<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Sejam as \u00e1guas cheias de enxames de almas viventes; e voem as aves atrav\u00e9s do firmamento dos c\u00e9us. E Deus criou os grandes monstros marinhos, e todos os r\u00e9pteis com os quais as \u00e1guas enxameiam, conforme a sua esp\u00e9cie; e toda ave de asas conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que era bom. E Deus os aben\u00e7oou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as \u00e1guas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E ent\u00e3o veio a tarde e ent\u00e3o veio a manh\u00e3 &#8211; o dia quinto\u201d. G\u00eanesis 1:20-23.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra hebraica yam, traduzida aqui por \u201c\u00e1guas\u201d, \u00e9 aplicada a um oceano, mar, lago, lagoa, rio, regato, po\u00e7o ou nascente. O termo yam inclui tudo isto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas vers\u00f5es est\u00e3o incorretas na tradu\u00e7\u00e3o: \u201cProduzam as \u00e1guas abundantemente\u201d. Sharats sherets pode unicamente significar: \u201cSejam as \u00e1guas cheias de enxames\u201d. A origem dos animais aqu\u00e1ticos e alados n\u00e3o \u00e9 revelada neste cap\u00edtulo. \u00c9 dito simplesmente que lhes foi ordenado aparecer na \u00e1gua e no ar, respectivamente. Todavia, em G\u00eanesis 2:19 torna-se claro que os animais voadores originaram-se \u201csaindo da terra\u201d (27).<\/p>\n\n\n\n<p>Em conex\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o dos animais aqu\u00e1ticos e voadores, a palavra nephesh, \u201calma vivente\u201d, aparece pela primeira vez. De acordo com o ponto de vista b\u00edblico as plantas n\u00e3o t\u00eam vida como os animais a t\u00eam. Unicamente os animais manifestam vida em \u201calmas\u201d, mas esta \u201calma\u201d deve aparentemente ser considerada como nada mais que \u201caquilo que respira\u201d. Comparados com as plantas, os animais eram algo de novo e distinto. Para a m\u00e9dia dos homens um animal era um organismo que respirava, ao passo que uma planta n\u00e3o o fazia. Biologicamente tanto as plantas como os animais \u201crespiram\u201d, porque o protoplasma, quer da planta, quer do animal, deve constantemente receber oxig\u00eanio de fora, para que n\u00e3o morra. Mas para o prop\u00f3sito pr\u00e1tico com o homem comum, um organismo que podia locomover-se de um lugar para outro, \u201crespirar\u201d, e mostrar ao menos um pequeno grau de intelig\u00eancia, era distinto de uma planta.<\/p>\n\n\n\n<p>Kanaph, verso 21, literalmente: \u201caves que voam\u201d, usado no sentido mais amplo, como \u00e9 aqui, sem d\u00favida inclui n\u00e3o somente os p\u00e1ssaros mas tamb\u00e9m todos os outros tipos de seres que t\u00eam asas, seja inseto, morcego ou r\u00e9pteis voadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso da express\u00e3o wayyibhra, \u201ce Ele criou\u201d, verso 21, parece confundir \u00e0 primeira vista. Por que teria Deus feito as plantas e criado os animais aqu\u00e1ticos e os voadores? A palavra \u201ccriar\u201d aqui \u00e9 usada ao menos por duas raz\u00f5es. Primeiro, o verso 21 diz que Deus criou animais que enxameassem as \u00e1guas, sem dizer que eles foram formados de qualquer material; portanto, foi usada uma forma de bara, criar. Segundo, bara \u00e9 usado onde a id\u00e9ia de novidade deve ser transmitida (ver Isa\u00edas 41:20; 48:6 e 7; 65:17; Jer. 31:22) (28). Trazer \u00e0 exist\u00eancia criaturas t\u00e3o not\u00e1veis, que respiram e s\u00e3o animadas e podem ir aonde desejam, \u00e9 digno do termo bara.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra tanninim, verso 21, que \u00e9 traduzida por \u201cbaleias\u201d em algumas vers\u00f5es, inclui todos os grandes animais do mar. A palavra vem de uma raiz que significa \u201cde consider\u00e1vel comprimento\u201d. Isto incluiria n\u00e3o somente os grandes peixes, mas tamb\u00e9m baleias, r\u00e9pteis aqu\u00e1ticos e anf\u00edbios.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo hebraico romeseth, que foi traduzido por \u201cr\u00e9ptil\u201d, significa literalmente \u201cdeslizar ou rastejar\u201d. A express\u00e3o nos vers\u00edculos 20 e 21, significando \u201cenxamear\u201d, certamente n\u00e3o deixa terreno para supor que de cada esp\u00e9cie apareceu um par somente. Todavia, embora cada animal aqu\u00e1tico e cada p\u00e1ssaro fosse aparentemente representado por numerosos indiv\u00edduos, foi-lhes ordenado que se multiplicassem at\u00e9 que todos os habitats ao redor da terra estivessem ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os versos 20-23 destacam o mesmo fato que foi apresentado nos versos 11 e 12; isto \u00e9, que os animais aqu\u00e1ticos e todos os animais que voam foram formados segundo a sua esp\u00e9cie, como foram as diferentes plantas. Que eles foram moldados em distintas esp\u00e9cies parece ser um ponto muito importante. Todos os animais aqu\u00e1ticos e voadores, sejam estrelados ou moluscos, esponja ou ouri\u00e7o do mar, beija-flor, medusa ou baleia, borboleta ou pterod\u00e1ctilo &#8211; todas as esp\u00e9cies foram modeladas de acordo com suas respectivas diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas distintas. Nenhum terreno \u00e9 deixado para qualquer suposi\u00e7\u00e3o de que estas esp\u00e9cies distintas tivessem evolu\u00eddo de outras esp\u00e9cies que eram de morfologia mais simples.<\/p>\n\n\n\n<p>A ORIGEM DOS ANIMAIS TERRESTRES<br>\u201cSEGUNDO A SUA ESP\u00c9CIE\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O SEXTO DIA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>a. A Forma\u00e7\u00e3o de Todos os Animais Terrestres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua esp\u00e9cie, animais dom\u00e9sticos e r\u00e9pteis, e bestas feras da terra conforme a sua esp\u00e9cie, assim foi. E Deus fez as bestas feras da terra conforme a sua esp\u00e9cie, e os animais dom\u00e9sticos conforme a sua esp\u00e9cie, e os r\u00e9pteis da terra conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que era bom.\u201d<br>G\u00eanesis 1:24 e 25.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui como no caso das plantas do terceiro dia, temos uma cria\u00e7\u00e3o imediata. Em vez de chamar diretamente \u00e0 exist\u00eancia as criaturas terrestres por meio de Sua palavra, o Criador capacitou a terra para produz\u00ed-las. O \u201cporqu\u00ea\u201d podemos n\u00e3o perceber, mas sabemos que elas vieram do p\u00f3 e devem voltar ao p\u00f3. A ordem \u00e0 terra \u00e9 totse, \u201cfazer surgir de\u201d. Esta ordem \u00e9 inteiramente id\u00eantica \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do verso 12, que a terra produzisse as plantas. As criaturas que apareceram no sexto dia s\u00e3o descritas com o mesmo t\u00edtulo geral que as formas que voam e os animais aqu\u00e1ticos. Elas s\u00e3o chamadas nephesh, \u201calmas viventes\u201d, porque a coisa que anima, a alma, \u00e9 o seu aspecto preeminente. Estas formas terrestres s\u00e3o nomeadas em tr\u00eas classes. Primeiro s\u00e3o os behemah, ou \u201canimais dom\u00e9sticos\u201d, que s\u00e3o frequentemente chamados de gado. A palavra behemah vem de uma raiz que tem a significa\u00e7\u00e3o de \u201cser mudo\u201d. Isto, todavia, n\u00e3o serve para estabelecer certos grupos \u00e0 parte, porque a todos os animais falta o poder da fala articulada. O segundo grupo s\u00e3o os remes, palavra tirada de uma raiz que significa \u201cmover-se velozmente\u201d, ou \u201crastejar\u201d. A tradu\u00e7\u00e3o \u201cr\u00e9pteis\u201d \u00e9 demasiadamente estreita, porque n\u00e3o deixa lugar para os maiores r\u00e9pteis e anf\u00edbios da terra. Poderia parecer que remes incluisse tudo o que se move sobre a terra, como serpentes, lagartixas e aranhas. A terceira classe \u00e9 chayyath haarets, ou \u201cbestas feras da terra\u201d, nome apropriado por causa da sua geral liberdade de movimento na terra. Nunca esta classifica\u00e7\u00e3o pretendeu satisfazer os bi\u00f3logos taxonomistas, mas para as pessoas n\u00e3o treinadas cientificamente ela \u00e9 satisfat\u00f3ria, pois d\u00e1 um quadro geral, variado, que \u00e9 suficiente para lembrar todos os tipos de animais terrestres. Nenhuma men\u00e7\u00e3o \u00e9 feita aqui de uma b\u00ean\u00e7\u00e3o pronunciada como se descreve no verso 22. As infer\u00eancias naturais s\u00e3o que tal b\u00ean\u00e7\u00e3o foi certamente dada; e fica-se a pensar se Mois\u00e9s, na sua pressa para registrar a origem do homem no verso seguinte, n\u00e3o deixou passar desapercebida qualquer declara\u00e7\u00e3o acerca disto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b. \u201cSegundo a sua Esp\u00e9cie\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato de que todo animal foi feito \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d \u00e9 fortemente destacado mais uma vez nos versos 24 e 25. Isto parece ser um fato da maior import\u00e2ncia. \u00c9 sem d\u00favida de proveito para n\u00f3s perguntar a n\u00f3s mesmos novamente: \u201cQual \u00e9 a significa\u00e7\u00e3o especial desta declara\u00e7\u00e3o?\u201d Em sua interpreta\u00e7\u00e3o do significado da frase \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d dividem-se os criacionistas em duas escolas, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p>1) os que s\u00e3o da opini\u00e3o de que s\u00f3 se refere \u00e0 estrutura anat\u00f4mica, sem nenhuma barreira fisiol\u00f3gica existente contra a hibrida\u00e7\u00e3o entre as esp\u00e9cies, isto \u00e9, que o cruzamento pudesse ocorrer onde fosse mecanicamente poss\u00edvel; e<br>2) os que s\u00e3o de opini\u00e3o de que a frase se refere a ambos os caracter\u00edsticos anat\u00f4micos e fisiol\u00f3gicos, com particular destaque dos \u00faltimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros da primeira escola dizem-nos que a frase \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d n\u00e3o faz nenhuma refer\u00eancia ao comportamento reprodutivo. A isto, os membros da segunda escola replicam que a frase nada diz acerca da morfologia. Na verdade, ser\u00e1 observado por um leitor imparcial que a frase n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o nem de morfologia, nem de fisiologia. O estudante deve ser guiado em grande parte por sua opini\u00e3o pessoal para chegar \u00e0 sua conclus\u00e3o. A revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 ao estudante nenhuma ajuda espec\u00edfica na compreens\u00e3o do significado da frase. As \u00fanicas cita\u00e7\u00f5es da Escritura que cont\u00eam a express\u00e3o s\u00e3o as que se encontram em G\u00eanesis 1:11, 12, 21, 24 e 24; 6:20; 7:14; Lev\u00edtico 11:14, 15, 16 e 19; Deuteron\u00f4mio 14:13, 14, 15 e 18; e Ezequiel 47:10. Estes textos nos dizem que Deus formou as plantas e os animais \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d; a terra e as \u00e1guas produziram \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d; os animais da terra entraram na arca \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d; eles eram limpos ou imundos \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d; e finalmente, os peixes da nova terra ser\u00e3o \u201cde acordo com suas esp\u00e9cies\u201d. Vistas como um todo, essas refer\u00eancias n\u00e3o excluem caracteres morfol\u00f3gicos nem fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 o testemunho da natureza com respeito \u00e0s esp\u00e9cies? Um dos fatos mais \u00f3bvios que impressiona o estudante da natureza \u00e9 o da descontinuidade das esp\u00e9cies de plantas e animais. As rosas, l\u00edrios aqu\u00e1ticos, carvalhos e pl\u00e1tanos; esquilos, lobos, veados e macacos t\u00eam as suas peculiaridades distintivas. N\u00e3o h\u00e1 formas intermedi\u00e1rias. Os paleont\u00f3logos contam-nos que as mesmas unidades distintas destacam-se claramente no registro f\u00f3ssil, com aus\u00eancia total de elos de liga\u00e7\u00e3o (29). Para os criacionistas isto significa que no tempo do dil\u00favio, cerca de quarenta e tr\u00eas s\u00e9culos atr\u00e1s, viviam sobre a terra as mesmas esp\u00e9cies de animais que hoje vivem. Assim o testemunho da natureza \u00e9 que esp\u00e9cies de animais morfologicamente distintas existiram na terra desde antes do tempo em que ela foi inundada por um dil\u00favio universal. \u00c0 luz do G\u00eanesis, parece razo\u00e1vel concluir que estes organismos distintamente diferentes t\u00eam de ser \u201cesp\u00e9cies\u201d que foram criadas no come\u00e7o. Este fato da descontinuidade morfol\u00f3gica parece suprir-nos evid\u00eancia real de que a declara\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de organismos \u201cconforme as suas esp\u00e9cies\u201d deve referir-se tamb\u00e9m a suas morfologias basicamente diferentes. Todas as diferen\u00e7as anat\u00f4micas entre as rosas e as ma\u00e7\u00e3s, os c\u00e3es e os gatos, o macaco e o homem, existiram desde o aparecimento dos organismos. Esta \u00e9 a ant\u00edtese direta da evolu\u00e7\u00e3o. O fato da possibilidade da classifica\u00e7\u00e3o dos organismos hoje \u00e9 testemunha da verdade do G\u00eanesis neste ponto. Quaisquer mudan\u00e7as que se acharam necess\u00e1rias no campo da classifica\u00e7\u00e3o t\u00eam sido devidas a diferen\u00e7as nas opini\u00f5es dos taxonomistas e n\u00e3o ao aparecimento de esp\u00e9cies morfologicamente novas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para obter uma concep\u00e7\u00e3o mais plena da significa\u00e7\u00e3o da frase \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d, voltemos mais uma vez \u00e0 natureza. De m\u00e3os dadas com o fato da descontinuidade morfol\u00f3gica est\u00e1 o fato da reprodu\u00e7\u00e3o \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d. Isto nos \u00e9 t\u00e3o familiar que algumas vezes deixamos passar desapercebida sua import\u00e2ncia e significa\u00e7\u00e3o. Do ovo de patas obtemos patos; da semente de ab\u00f3boras brotam aboboreiras; e quando uma vaca d\u00e1 cria, podeis observar que ser\u00e1 sempre um bezerro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o ter sido ou n\u00e3o sempre \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d, n\u00e3o somos deixados inteiramente a conjecturar. O fato de que a descontinuidade morfol\u00f3gica existiu na natureza desde o dil\u00favio do tempo de No\u00e9 e continua no mesmo modelo b\u00e1sico at\u00e9 hoje, \u00e9 prova muito real de que os organismos devem ter-se estado reproduzindo \u201cconforme suas esp\u00e9cies\u201d desde o seu aparecimento. A aus\u00eancia total de casos evidentes de h\u00edbridos entre esp\u00e9cies tanto nas que percorrem a terra hoje como nas que existem entre os f\u00f3sseis, demonstra al\u00e9m disto que a hibrida\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies foi e \u00e9 aparentemente imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Argue-se algumas vezes, que em tempos atr\u00e1s, quando o protoplasma era mais jovem e vigoroso, ao ser rec\u00e9m-formado pelo Criador, seria poss\u00edvel o cruzamento das esp\u00e9cies embora hoje n\u00e3o o seja. A resposta do fato cient\u00edfico aqui \u00e9 que entre os animais soterrados pelo dil\u00favio n\u00e3o \u00e9 encontrada confus\u00e3o de formas que teria ocorrido se as esp\u00e9cies se hibridassem. As esp\u00e9cies vivas t\u00eam seus ancestrais bem destacados entre os f\u00f3sseis, ancestrais que possuem o mesmo padr\u00e3o morfol\u00f3gico b\u00e1sico que seus descendentes atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00f3sseis tais como o Archaeopteryx, ou p\u00e1ssaro lagarto, que n\u00e3o t\u00eam representantes vivos, podem ser considerados como h\u00edbridos entre duas esp\u00e9cies. Mas n\u00e3o deve passar desapercebido que \u00e9 igualmente l\u00f3gico presumir que o Archaeopteryx representa aquele grupo de esp\u00e9cies originalmente criadas, que se extinguiram por ocasi\u00e3o do dil\u00favio. N\u00e3o \u00e9 somente l\u00f3gica esta \u00faltima conclus\u00e3o mas tamb\u00e9m est\u00e1 em harmonia com o comportamento reprodutivo conhecido &#8211; p\u00e1ssaros e r\u00e9pteis n\u00e3o s\u00e3o capazes de cruzamento hoje em dia. N\u00e3o h\u00e1 um fragmento de evid\u00eancia real que torne isto necess\u00e1rio, ou que mesmo sugira fortemente, que esp\u00e9cies b\u00e1sicas fossem uma vez capazes de hibrida\u00e7\u00e3o se quisessem.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e0 luz dos fatos conhecidos, que focalizam a express\u00e3o b\u00edblica \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d, achamos a descontinuidade anat\u00f4mica no presente e no passado, indicando que as diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas, usadas na classifica\u00e7\u00e3o dos organismos, est\u00e3o evidentemente incluidas; e com igual certeza manifestada na impossibilidade presente das esp\u00e9cies se cruzarem e na evid\u00eancia dos f\u00f3sseis de que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma prova real de que esse cruzamento de esp\u00e9cies ocorresse justamente antes do dil\u00favio; e concluimos que diferen\u00e7as fisiol\u00f3gicas, que evitaram o cruzamento das esp\u00e9cies ou sua reprodu\u00e7\u00e3o de qualquer outro modo sen\u00e3o de acordo com suas esp\u00e9cies, s\u00e3o igualmente incluidas na frase.<\/p>\n\n\n\n<p>Arg\u00fcir que a express\u00e3o \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d se relacione inteiramente com a morfologia e nem mesmo sugira comportamento reprodutivo \u00e9 ignorar totalmente o mecanismo na natureza pelo qual as estruturas anat\u00f4micas se desenvolvem. Para surgir qualquer estrutura anat\u00f4mica no processo de desenvolvimento do ovo fertilizado para o estado adulto, devem primeiro estar presentes certas unidades heredit\u00e1rias agindo como diretrizes no desenvolvimento do corpo. Portanto, dizer que plantas e animais foram feitos \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d \u00e9 dizer em outras palavras que cada um foi formado com seu pr\u00f3prio equipamento heredit\u00e1rio. E fatos cient\u00edficos mostram-nos que equipamentos heredit\u00e1rios basicamente diferentes surgem de protoplasmas t\u00e3o diferentes quimicamente, que s\u00e3o incapazes de cruzamento. N\u00e3o podemos estribar-nos em fatos naturais e concluir que \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d compreenda unicamente caracter\u00edsticos fisiol\u00f3gicos. Isto evidentemente inclui todos aqueles mecanismos pelos quais o Criador executou a cria\u00e7\u00e3o da assombrosa variedade de modelos b\u00e1sicos e os processos pelos quais estas diferen\u00e7as s\u00e3o continuadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece ser muito l\u00f3gico supor que, se o Criador Se aplicou em fazer a multiplicidade de diferentes modelos morfol\u00f3gicos b\u00e1sicos, Ele pretendia que persistissem por todo o tempo que a terra durasse. Parece-nos que um s\u00e1bio obreiro estabeleceria seus modelos fundamentais de tal modo que eles n\u00e3o pudessem apagar-se por meio da hibrida\u00e7\u00e3o. Com tudo isso, repetimos a pergunta: \u201cIntentaria Deus que os organismos continuassem nos modelos b\u00e1sicos que Ele criou para depois faz\u00ea-los fisiologicamente de tal modo que todas as esp\u00e9cies se hibridassem onde fosse mecanicamente poss\u00edvel, ou fez cada esp\u00e9cie quimicamente diferente de todas as outras de modo que o seu cruzamento fosse imposs\u00edvel?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A presci\u00eancia de Deus habilitou-O a olhar adiante e ver que Satan\u00e1s se ergueria e se empenharia por todos os modos para destruir a ordem e a perfei\u00e7\u00e3o do trabalho de Deus. Quando estudamos a presente complexidade do mundo biol\u00f3gico vemos muita evid\u00eancia de que Deus formou os organismos para funcionarem perfeitamente no estado ed\u00eanico e tamb\u00e9m os fez de tal modo que eles pudessem tornar-se adaptados \u201cnaturalmente\u201d a viver sob o reino dos dentes e das garras, que surgiu com a entrada do pecado. \u00c9 poss\u00edvel que estruturas que podem ser ilustradas pelas gl\u00e2ndulas venenosas das serpentes, os ferr\u00f5es dos insetos himen\u00f3pteros, as mand\u00edbulas dos mosquitos, percevejos, etc., e mesmo a estrutura das pulgas e alguns outros parasitos, foram possuidas por esses animais no estado original e foram postos a uso diab\u00f3lico somente depois da entrada do pecado. Na esfera espiritual Deus tomou provid\u00eancias para uma emerg\u00eancia tal como a entrada do pecado. N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel supor que Ele tomasse semelhantes provid\u00eancias no reino natural?<\/p>\n\n\n\n<p>Estou persuadido de que quando Deus formou as plantas e os animais \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d, Ele os dotou de protoplasma quimicamente diferente, tornando-os incapazes de cruzamento, mesmo quando manipulados e dirigidos pelo mais s\u00e1bio dem\u00f4nio. Em outras palavras, Deus n\u00e3o fez os organismos de tal modo que eles pudessem cruzar-se, dizendo-lhes ent\u00e3o: \u201cAgora n\u00e3o vos hibrideis\u201d. Isto podia ser dito a seres racionais como o homem, mas n\u00e3o \u00e0s plantas e animais que n\u00e3o t\u00eam o poder da raz\u00e3o e da escolha. O comportamento reprodutivo das plantas e animais \u00e9 hoje tal que indica que Deus os formou no princ\u00edpio de tal modo que os protoplasmas de diferentes esp\u00e9cies fossem e ainda sejam incompat\u00edveis. As esp\u00e9cies b\u00e1sicas originais t\u00eam persistido desde o \u00c9den, e isto ocorreu unicamente porque eram incapazes de ser erradicadas por cruzamento. Alguns sup\u00f5em que esta incompatibilidade se desenvolveu como resultado da degenera\u00e7\u00e3o do protoplasma depois da cria\u00e7\u00e3o. Quer dizer, o cruzamento das esp\u00e9cies pode ter sido poss\u00edvel, por exemplo, at\u00e9 o dil\u00favio; mas imposs\u00edvel de l\u00e1 para c\u00e1. Todavia, creio que \u00e9 mais razo\u00e1vel supor que quando os protoplasmas estavam mais perto de sua cria\u00e7\u00e3o eles mostrariam suas diferen\u00e7as qu\u00edmicas fundamentais mesmo mais marcadamente do que agora, depois de sessenta s\u00e9culos de intentos de Satan\u00e1s para perverter, confundir e degenerar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 caracter\u00edstico dos bi\u00f3logos criacionistas dizer que hoje \u00e9 imposs\u00edvel designar as esp\u00e9cies do G\u00eanesis, com exce\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana. Os bi\u00f3logos criacionistas t\u00eam naturalmente muito que dizer acerca das esp\u00e9cies do G\u00eanesis. Aos olhos dos evolucionistas esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 absurda. Eles dizem aos criacionistas que estes sustentam que todas as esp\u00e9cies de organismos foram criadas como unidades distintas e que os criacionistas se apressam em dizer: \u201cMas n\u00f3s n\u00e3o podemos ter nenhuma id\u00e9ia do que estas unidades sejam hoje em dia\u201d. Os evolucionistas arguem que, se tais unidades b\u00e1sicas importantes existiram uma vez, e se n\u00e3o h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, ent\u00e3o os criacionistas deviam apontar estas unidades na natureza hoje ou cessar de falar delas. Embora os evolucionistas n\u00e3o possam apontar os elos de liga\u00e7\u00e3o entre duas esp\u00e9cies, nem mesmo em um \u00fanico caso, contudo penso que eles t\u00eam bastante raz\u00e3o aqui em suas exig\u00eancias aos criacionistas. Al\u00e9m disso, creio que estas unidades b\u00e1sicas, as esp\u00e9cies do G\u00eanesis, podem ser esbo\u00e7adas na maior parte dos casos, mesmo em nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos estudado tanto a l\u00f3gica da cria\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que se n\u00e3o podem cruzar, como o fato da exist\u00eancia, na natureza, de certos grupos distintos de organismos, do tempo do dil\u00favio at\u00e9 os nossos dias. Submeto a tese de que estas unidades discretas, que t\u00eam evidentemente permanecido distintas uma da outra, desde a cria\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o podem hibridar-se, s\u00e3o as esp\u00e9cies do G\u00eanesis. Se estou certo aqui, temos para nosso uso duas experi\u00eancias concretas de laborat\u00f3rio, pelas quais podemos determinar as esp\u00e9cies do G\u00eanesis; isto \u00e9:<br>1) o teste morfol\u00f3gico, a saber, a semelhan\u00e7a dos modelos anat\u00f4micos b\u00e1sicos, que nas plantas se aplicariam principalmente \u00e0s suas estruturas reprodutivas, e<br>2) o teste fisiol\u00f3gico, isto \u00e9, a compatibilidade reprodutiva, ao menos na extens\u00e3o de que a verdadeira fertiliza\u00e7\u00e3o do ovo se efetua resultando os primeiros est\u00e1gios do desenvolvimento embriol\u00f3gico, mesmo no caso de ocorrer a morte prematura.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista do fato evidente de que a morfologia \u00e9 simplesmente uma manifesta\u00e7\u00e3o exterior, algo vari\u00e1vel, devido \u00e0s influ\u00eancias do meio, do modelo fisiol\u00f3gico b\u00e1sico do organismo, isto \u00e9, de seu complemento de unidades heredit\u00e1rias ou genes, parece razo\u00e1vel que os caracteres fisiol\u00f3gicos quanto \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, deveriam ter preced\u00eancia sobre os caracteres morfol\u00f3gicos na determina\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie do G\u00eanesis. Em outras palavras, embora suas morfologias sejam muito semelhantes, e ainda, se dois organismos d\u00e3o cruzamento est\u00e9ril, sou da opini\u00e3o de que, exceto em situa\u00e7\u00f5es incomuns, surgidas de muta\u00e7\u00f5es, os organismos s\u00e3o representantes de duas esp\u00e9cies b\u00e1sicas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar o que disse aqui, o homem e o chimpanz\u00e9 s\u00e3o de not\u00e1vel semelhan\u00e7a morfol\u00f3gica. Um manual para a disseca\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica do esqueleto, sistema muscular, nervoso e digestivo, e outros sistemas de \u00f3rg\u00e3os do homem, pode tamb\u00e9m ser usado em todas as suas minud\u00eancias no corpo do chimpanz\u00e9. N\u00e3o obstante, o homem e o chimpanz\u00e9, tanto quanto o conhecimento cient\u00edfico abrange, s\u00e3o e sempre foram reprodutivamente incompat\u00edveis, ao se tentar o seu cruzamento. Nenhum cruzamento de homem com macaco \u00e9 conhecido da ci\u00eancia do passado ou do presente. Estamos muito certos de que o homem \u00e9 uma esp\u00e9cie do G\u00eanesis e que o chimpanz\u00e9 \u00e9 um representante de outra esp\u00e9cie do G\u00eanesis. Estamos certos de que n\u00e3o pode haver cruzamento entre eles. Creio que este \u00e9 um exemplo t\u00edpico do comportamento reprodutivo quando quaisquer duas esp\u00e9cies b\u00e1sicas s\u00e3o envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando estudamos, na natureza, exemplos de h\u00edbridos produzidos realmente, achamos que em cada exemplo os que s\u00e3o capazes de cruzamento s\u00e3o bastante semelhantes morfologicamente, para facilmente ser concebidos como sendo membros de uma \u00fanica esp\u00e9cie b\u00e1sica. O cruzamento tem-se operado pelo menos at\u00e9 o come\u00e7o do desenvolvimento embri\u00f4nico nos seguintes animais comuns: o le\u00e3o e o tigre; cavalo, asno, zebra e onagro; c\u00e3o, lobo, chacal, coiote, e algumas raposas; rato e camundongo; ovelha e bode; galinha e galinha de Angola; galinha e peru; touro, zebu, iaque, bis\u00e3o, gado da \u00cdndia e o africano; cisne e ganso; e algumas esp\u00e9cies de andorinhas. Entre as plantas s\u00e3o conhecidos interessantes cruzamentos como entre o trigo e o centeio, fumo selvagem e pet\u00fania, amoras silvestres e framboeza, framboeza e morango, e rabanete e repolho.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns criacionistas, na sua filosofia, n\u00e3o desejam aceitar dois indiv\u00edduos em uma \u00fanica esp\u00e9cie, quando diferem tanto na sua morfologia como rabanete e repolho. Todavia, dever-se-ia ter em mente que, de acordo com as melhores informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, o repolho, a couve-de-Bruxelas, a couve-flor e outras t\u00eam sido desenvolvidas de uma s\u00f3 planta, o repolho selvagem, Brassica oleracea, da Europa. Evidentemente s\u00e3o membros de uma s\u00f3 esp\u00e9cie. E se plantas com t\u00e3o diversas morfologias vegetativas s\u00e3o membros de uma s\u00f3 esp\u00e9cie, ent\u00e3o parece muito razo\u00e1vel que o rabanete com uma flor aproximadamente id\u00eantica possa ser tamb\u00e9m membro da esp\u00e9cie do repolho, e por esta raz\u00e3o pode cruzar-se com ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u00e0 luz destas conhecidas varia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas de um s\u00f3 ancestral, algo diferente da sua anatomia vegetativa, mas evidentemente id\u00eanticas fisiologicamente, que sustento que o teste de reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido para ser aplicado hoje em dia para determinar os membros de uma esp\u00e9cie original. Deus \u201cde um s\u00f3 fez toda a gera\u00e7\u00e3o dos homens para habitar sobre toda a face da terra\u201d. (Atos 17:26). Sabemos que o homem constitui uma esp\u00e9cie \u00fanica do G\u00eanesis. Ele \u00e9 caracterizado em toda a sua varia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica por ter um \u00fanico tipo de protoplasma, que torna poss\u00edvel o cruzamento de toda e qualquer ra\u00e7a de pessoas. Parece l\u00f3gico presumir que a compatibilidade fisiol\u00f3gica que caracteriza a esp\u00e9cie humana \u00e9 de igual modo um caracter\u00edstico de todas as esp\u00e9cies originais.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria bom lembrar-nos aqui de que h\u00e1 exce\u00e7\u00e3o dentro da esp\u00e9cie humana, casos em que os indiv\u00edduos s\u00e3o est\u00e9reis no acasalamento, mas se tornam f\u00e9rteis em acasalamento com outro indiv\u00edduo. Da mosca das frutas, a Drosophila melanogaster, o geneticista russo Kozhevnikov desenvolveu uma esp\u00e9cie de mosca f\u00e9rtil, mas que \u00e9 est\u00e9ril quando o macho faz cruzamento com os ancestrais (30). Estes indiv\u00edduos s\u00e3o certamente membros de uma \u00fanica esp\u00e9cie, mas ainda s\u00e3o est\u00e9reis no cruzamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais casos ilustram o fato de que, ocasionalmente, os membros de uma esp\u00e9cie podem ser est\u00e9reis, e nestes casos o teste de reprodu\u00e7\u00e3o deixaria de ser v\u00e1lido. Todavia, essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o, creio eu, exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra geral.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo de hibrida\u00e7\u00e3o revela alguns fatos interessantes com respeito ao n\u00famero de cromossomos no n\u00facleo das c\u00e9lulas dos indiv\u00edduos que s\u00e3o de cruzamento f\u00e9rtil. O n\u00facleo de todas as c\u00e9lulas do cavalo cont\u00e9m dezenove pares de cromossomos. Os do asno cont\u00eam trinta e tr\u00eas pares. Entretanto, apesar desta grande discrep\u00e2ncia no n\u00famero dos cromossomos, sabemos que estes dois animais s\u00e3o suscept\u00edveis de cruzamento e produzem um h\u00edbrido muito vigoroso, a mula. Embora esta descend\u00eancia seja geralmente est\u00e9ril, conhecem-se diversos casos de mulas f\u00e9rteis (31). Esta situa\u00e7\u00e3o de cruzamento f\u00e9rtil, embora o n\u00famero de cromossomos seja diferente, n\u00e3o \u00e9 incomum nas variedades da mesma esp\u00e9cie de planta. Isto \u00e9 ilustrado no g\u00eanero Crepis, hier\u00e1cio, onde os n\u00fameros de diferentes esp\u00e9cies, tais como 6, 8 e 10, s\u00e3o acompanhados de diferentes morfologias (32), e no g\u00eanero Poa, onde as fam\u00edlias de uma esp\u00e9cie, P. alpina, t\u00eam os n\u00fameros 28, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 41, 45, 49, 52, 64, 66, 67, 72, 73, e 74 (33).<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos g\u00eaneros de plantas e em relativamente poucos animais, a metade (hapl\u00f3ide) do n\u00famero de cromossomos das esp\u00e9cies de um g\u00eanero forma uma s\u00e9rie de simples m\u00faltiplos do n\u00famero m\u00ednimo ou b\u00e1sico, por exemplo, 7, 14, e 21, nas esp\u00e9cies de trigo. Parece muito prov\u00e1vel que tais casos se tenham desenvolvido por m\u00e9todos naturais, ap\u00f3s a Cria\u00e7\u00e3o. Em outros exemplos, como do cavalo-asno, a diferen\u00e7a no n\u00famero dos cromossomos sugere que n\u00e3o houve nenhum ancestral consang\u00fc\u00edneo comum. Todavia, o fato da fertilidade de cruzamento indica protoplasmas muito semelhantes, e creio eu, indica serem membros da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00famero id\u00eantico de cromossomos n\u00e3o \u00e9, aparentemente, indica\u00e7\u00e3o de tratar-se de uma mesma esp\u00e9cie. Para ilustrar: o chimpanz\u00e9 e o homem, ambos, t\u00eam vinte e quatro pares de cromossomos nas suas c\u00e9lulas, e algumas esp\u00e9cies de hidras, ciclopes, af\u00eddeos, escaravelhos e moscas, todos t\u00eam seis como um n\u00famero hapl\u00f3ide. E ainda, o rato e o boi t\u00eam o n\u00famero hapl\u00f3ide de dezoito cromossomos (34). Hernandes e Darlington relataram meio n\u00famero de cromossomos de doze como o ponto modal com um total de 391 esp\u00e9cies diferentes de uma lista de 2.413 diferentes esp\u00e9cies de plantas que d\u00e3o flor (35). Dir-se-ia assim que o n\u00famero dos cromossomos, como tal, n\u00e3o tem significa\u00e7\u00e3o para determinar os membros em uma esp\u00e9cie particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Arrematando este breve estudo das esp\u00e9cies do G\u00eanesis (num livro anterior, que est\u00e1 esgotado, sugeri o termo baramin para estas unidades originais, tirado das palavras hebraicas bara, \u201ccriado\u201d, e min, \u201cesp\u00e9cie\u201d (36)), delinearei minha concep\u00e7\u00e3o desta unidade b\u00e1sica na natureza como segue.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia dois grupos gerais de unidades originais:<br>1) a esp\u00e9cie monot\u00edpica, e<br>2) a esp\u00e9cie polit\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira n\u00e3o havia variedades originais, simplesmente uma \u00fanica unidade fisio-morfol\u00f3gica. O homem poderia servir de ilustra\u00e7\u00e3o aqui. Tal baramin seria inteiramente fora do comum; de fato, creio ser poss\u00edvel que o homem tenha constituido o \u00fanico baramin monot\u00edpico. Os outros animais e tamb\u00e9m as plantas foram formados em baramins polit\u00edpicos. Em tais casos estas unidades foram feitas de duas ou mais variedades originais. Para ilustrar, a esp\u00e9cie cavalar possivelmente consistiu da variedade semelhante ao cavalo (dezenove pares de cromossomos) e a variedade de asnos (trinta e tr\u00eas pares de cromossomos). E ainda, a esp\u00e9cie canina possivelmente consistiu de uma variedade original semelhante \u00e0 raposa, uma variedade semelhante ao c\u00e3o e uma variedade semelhante \u00e0 hiena. Estes c\u00e3es modernos, com a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o da hiena, todos s\u00e3o suscept\u00edveis de cruzamento f\u00e9rtil (37).<\/p>\n\n\n\n<p>Os protoplasmas das variedades de cada baramin eram do mesmo tipo geral &#8211; tipo que diferia suficientemente na sua qu\u00edmica para evitar qualquer cruzamento de esp\u00e9cies. Todavia os protoplasmas de uma esp\u00e9cie eram suficientemente semelhantes para permitir hibrida\u00e7\u00e3o, ou am\u00e1lgama, de suas variedades. \u00c9 prov\u00e1vel que os h\u00edbridos fossem comumente est\u00e9reis; ou sua prole, atrav\u00e9s da segrega\u00e7\u00e3o de s\u00e9ries completas de cromossomos, na forma\u00e7\u00e3o de gametas (c\u00e9lulas germinativas), reverter-se-ia a uma ou outra variedade original. Um caso em que essa segrega\u00e7\u00e3o de s\u00e9ries inteiras de cromossomos em forma\u00e7\u00e3o de gametas evidentemente ocorre, encontra-se nos raros casos de mulas f\u00e9rteis que geram potros f\u00e9rteis, quando enxertadas por garanh\u00f5es, e mulos est\u00e9reis quando enxertadas por jumentos (38), (39). Tal mecanismo tenderia, em caso de hibrida\u00e7\u00e3o, a preservar a pureza das variedades originais de cada baramin. Entretanto, suponho que naquele estado original as variedades de uma esp\u00e9cie fossem distribuidas sobre a superf\u00edcie da terra de tal modo que cada variedade de uma esp\u00e9cie fosse isolada de outras variedades da mesma esp\u00e9cie. Muitas esp\u00e9cies ocupariam as mesmas \u00e1reas, mas as variedades originais de uma s\u00f3 esp\u00e9cie formariam um descont\u00ednuo mosaico na sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Como se poderiam cruzar as variedades de uma esp\u00e9cie? Simplesmente porque todos os membros de um baramin foram criados com protoplasmas suficientemente semelhantes para que o cruzamento se tornasse poss\u00edvel. Se as variedades originais de uma esp\u00e9cie tivessem contato m\u00fatuo, na sua distribui\u00e7\u00e3o no estado original, \u00e9 poss\u00edvel que o cruzamento n\u00e3o ocorresse por raz\u00f5es psicol\u00f3gicas, isto \u00e9, n\u00e3o haveria desejo de acasalar-se a n\u00e3o ser com membros de sua variedade particular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que raz\u00f5es tenho eu para delinear tal quadro das esp\u00e9cies criadas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>1)&nbsp;<strong>Raz\u00f5es l\u00f3gicas&nbsp;<\/strong>&#8211; Seria absurdo formar plantas e animais conforme a sua esp\u00e9cie e ainda faz\u00ea-los morfol\u00f3gica e fisiologicamente tais que pudessem operar cruzamento e imediatamente apagar de todo o modelo original.<\/p>\n\n\n\n<p>2)&nbsp;<strong>Raz\u00f5es fisio-morfol\u00f3gicas<\/strong>&nbsp;&#8211; A exist\u00eancia hoje de grupos biologicamente descont\u00ednuos. Todas as formas que podem hibridar hoje ou que j\u00e1 se tem conhecido como hibridantes s\u00e3o sempre suficientemente semelhantes para serem classificadas em um simples frupo b\u00e1sico taxon\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>3)&nbsp;<strong>Raz\u00f5es paleontol\u00f3gicas<\/strong>: a) O registro dos f\u00f3sseis mostra a mesma evidente descontinuidade de grupos, e entre esses grupos distintos podem ser reconhecidos os ancestrais das esp\u00e9cies que vivem hoje, possuindo os mesmos caracteres morfol\u00f3gicos distintos que mostram os seus descendentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) A aus\u00eancia de qualquer forma f\u00f3ssil que deva ser considerada h\u00edbrida entre as esp\u00e9cies.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O criacionista cr\u00ea que quando os cientistas evolucionistas reconhecerem estes grupos isolados fisiologicamente, eles ter\u00e3o descoberto um dos mais evidentes, e ao mesmo tempo mais importantes fatos no mundo dos seres vivos. Finalmente, a demarca\u00e7\u00e3o dessas unidades b\u00e1sicas na natureza e a proclama\u00e7\u00e3o de sua identidade com as esp\u00e9cies do G\u00eanesis livrar\u00e3o o criacionista do estigma de pregar uma filosofia da ci\u00eancia para a qual n\u00e3o pode oferecer nenhuma prova concreta na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>(Na edi\u00e7\u00e3o revista do livro Evolution, Creation and Science, do autor, \u00e0 p\u00e1gina 179, est\u00e1 um diagrama ilustrando a explana\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie original contida neste cap\u00edtulo. O cap\u00edtulo 10 desse livro deveria ser lido para maior clareza deste conceito).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>(1) SKINNER, John. International Critical Commentary (Genesis), p. 11.<br>(2) \u00caxodo 20:9-11 &#8211; \u201cSeis dias trabalhar\u00e1s e far\u00e1s toda a tua obra. Mas o s\u00e9timo dia \u00e9 o s\u00e1bado do Senhor, teu Deus; n\u00e3o far\u00e1s nenhum trabalho &#8230; porque, em seis dias, fez o Senhor os c\u00e9us e a terra, o mar e tudo que neles h\u00e1 e, ao s\u00e9timo dia, descansou; por isso, o Senhor aben\u00e7oou o dia de s\u00e1bado e o santificou\u201d.<br>\u00caxodo 31:17 &#8211; \u201cEntre Mim e os filhos de Israel \u00e9 sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os c\u00e9us e a terra, e, ao s\u00e9timo dia, descansou, e tomou alento\u201d.<br>Salmo 8 &#8211; \u201c\u00d3 Senhor, Senhor nosso, qu\u00e3o magn\u00edfico em toda a terra \u00e9 o Teu nome! &#8230; Quando contemplo os Teus c\u00e9us, obra dos Teus dedos, e a Lua e as estrelas que estabeleceste, que \u00e9 o homem, que dele te lembres? &#8230; \u00d3 Senhor, Senhor nosso, qu\u00e3o magn\u00edfico \u00e9 em toda a terra \u00e9 o Teu nome\u201d.<br>Salmo 104 &#8211; \u201cBendize, \u00f3 minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, como Tu \u00e9s magnificente: vestido de gl\u00f3ria e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o c\u00e9u como uma cortina &#8230; lan\u00e7aste os fundamentos da terra, para que ela n\u00e3o vacile em tempo nenhum. &#8230; Puseste \u00e0s \u00e1guas divisa que n\u00e3o ultrapassar\u00e3o. &#8230; Que variedade, Senhor, nas Tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia est\u00e1 a terra das Tuas riquezas. &#8230; Exulte o Senhor por Suas obras! &#8230; Bendize, \u00f3 minha alma, ao Senhor! Aleluia!\u201d<br>S. Mateus 19:4-6 &#8211; \u201c&#8230; N\u00e3o tendes lido que o Criador, desde o princ\u00edpio, os fez homem e mulher? &#8230;\u201d<br>II S. Pedro 3:5 &#8211; \u201cPorque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve c\u00e9us bem como terra, a qual surgiu da \u00e1gua e atrav\u00e9s da \u00e1gua pela palavra de Deus\u201d.<br>Hebreus 4:4 &#8211; \u201cPorque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao s\u00e9timo dia: E descansou Deus, no s\u00e9timo dia, de todas as obras que fizera\u201d.<br>(3) Romanos 4:17 &#8211; \u201c&#8230; o Deus que vivifica os mortos e chama \u00e0 exist\u00eancia as coisas que n\u00e3o existem\u201d.<br>Hebreus 11:3 &#8211; \u201cPela f\u00e9, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o vis\u00edvel veio a existir das coisas que n\u00e3o aparecem\u201d.<br>Salmo 33:6 e 9 &#8211; \u201cOs c\u00e9us por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o ex\u00e9rcito deles\u201d. \u201cPois Ele falou e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir.\u201d<br>Am\u00f3s 4:13 &#8211; \u201cPorque \u00e9 Ele quem forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual \u00e9 o seu pensamento &#8230; Senhor dos ex\u00e9rcitos, \u00e9 o Seu nome.\u201d<br>(4) LEUPOLD, op. cit., p\u00e1g. 46.<br>(5) S. Jo\u00e3o 1:1-3 &#8211; \u201cNo princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princ\u00edpio com Deus. Todas as coisas foram feitas por interm\u00e9dio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez\u201d.<br>Colossenses 1:16 &#8211; \u201cPois nEle foram criadas todas as coisas, nos c\u00e9us e sobre a terra, as vis\u00edveis e as invis\u00edveis &#8230; Tudo foi criado por meio dEle e para Ele\u201d.<br>I Cor\u00edntios 8:6 &#8211; \u201cTodavia, para n\u00f3s h\u00e1 um s\u00f3 Deus, o Pai, de quem s\u00e3o todas as coisas e para quem existimos; e um s\u00f3 Senhor, Jesus Cristo, pelo qual s\u00e3o todas as coisas, e n\u00f3s tamb\u00e9m, por Ele\u201d.<br>(6) J\u00f3 38: 19-20 &#8211; \u201cOnde est\u00e1 o caminho para a morada da luz? E quanto \u00e0s trevas, onde \u00e9 o seu lugar, para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa?\u201d<br>(7) Isaias 66:23 &#8211; \u201cE ser\u00e1 que de uma Festa da Lua Nova \u00e0 outra e de um s\u00e1bado a outro, vir\u00e1 toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor\u201d.<br>(8) \u00caxodo 16:22-30 &#8211; \u201cRespondeu-lhes ele: Isto \u00e9 o que disse o Senhor: Amanh\u00e3 \u00e9 repouso, o santo s\u00e1bado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdea cozer em \u00e1gua, cozei-o em \u00e1gua; e tudo o que sobrar, separai, guardando para a manh\u00e3 seguinte. E guardaram-no at\u00e9 pela manh\u00e3 seguinte, como Mois\u00e9s ordenara; e n\u00e3o cheirou mal, nem deu bichos. Ent\u00e3o disse Mois\u00e9s: Comei-o hoje, porquanto o s\u00e1bado \u00e9 do Senhor; hoje n\u00e3o o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o s\u00e9timo dia \u00e9 o s\u00e1bado; nele n\u00e3o haver\u00e1. Ao s\u00e9timo dia, sairam alguns do povo para o colher, por\u00e9m n\u00e3o o acharam. Ent\u00e3o disse o Senhor a Mois\u00e9s: At\u00e9 quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis? Considerai que o Senhor vos deu o s\u00e1bado; por isso, Ele , no sexto dia, vos d\u00e1 p\u00e3o para dois dias; cada um fique onde est\u00e1, ningu\u00e9m saia do seu lugar no s\u00e9timo dia. Assim descansou o povo no s\u00e9timo dia\u201d.<br>(9) BUHL, Frants. Handw\u00f6rterbuch \u00fcber das Alte Testament.<br>(10) BROWN, DRIVER, e BRIGGS. A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament.<br>(11) KOENIG, Eduard. W\u00f6rterbuch zum Alten Testament.<br>(12) SKINNER, op. cit., p\u00e1g. 21.<br>(13) DILMANN, August. Die Genesis.<br>(14) II Reis 19:26 &#8211; \u201c&#8230; tornaram-se como a erva do campo, e a erva verde, e o capim dos telhados &#8230;\u201d<br>(15) Isaias 37:27 &#8211; \u201c&#8230; tornaram-se como a erva do campo, e a erva verde, e o capim dos telhados\u201d.<br>(16) G\u00eanesis 3:18 &#8211; \u201c&#8230; e tu comer\u00e1s a erva do campo\u201d.<br>(17) Deuteron\u00f4mio 11:15 &#8211; \u201cDarei erva no vosso campo aos vossos gados &#8230;\u201d<br>(18) MORGAN, Thomas Hunt, Evolution and Adaptation, p. 43. Macmillan, (citado com a permiss\u00e3o do autor).<br>(19) AUSTIN, H. Clark, The New Evolution &#8211; Zoogenesis, p. 100-105; SIMPSON, op. cit., p. 99, 105 e 106.<br>(20) LANGE,J. P., A Commentary on the Holy Scriptures, vol. I, p. 160, sobre G\u00eanesis 1:11 e 12.<br>(21) PEAK, A. S., A Commentary on the Bible, p. 137, sobre G\u00eanesis 1:9-13.<br>(22) EXCELL, J. S., The Preacher\u2019s Homiletic Commentary, Genesis, p. 17, sobre G\u00eanesis 1:9-13.<br>(23) LEUPOLD, op. cit., p. 67 e 68, sobre G\u00eanesis 1:11.<br>(24) WHITE, Ellen G., Patriarcas e Profetas, p. 44. Casa Publicadora Brasileira.<br>(25) J\u00f3 35:11 &#8211; \u201c&#8230; nos faz mais s\u00e1bios do que as aves dos c\u00e9us\u201d.<br>I Reis 18:45 &#8211; \u201cDentro em pouco, os c\u00e9us se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva\u201d.<br>Deuteron\u00f4mio 17:3 &#8211; \u201cQue v\u00e1 e sirva a outros deuses, e os adore, ou ao Sol, ou \u00e0 Lua, ou a todo o ex\u00e9rcito do c\u00e9u &#8230;\u201d<br>Daniel 4:26 &#8211; \u201c&#8230; depois que tiveres conhecido que o c\u00e9u domina.\u201d<br>S. Lucas 15:21 &#8211; \u201c&#8230; Pai, pequei contra o c\u00e9u e diante de ti &#8230;\u201d<br>(26) CLARK, Harold. Creation Speaks, p. 22.<br>(27) G\u00eanesis 2:19 &#8211; \u201cHavendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos c\u00e9us, trouxe-os ao homem &#8230;\u201d<br>(28) Isaias 41:20 &#8211; \u201cPara que todos vejam e saibam &#8230; que o Santo de Israel o criou\u201d.<br>Isaias 48:6 e 7 &#8211; \u201c&#8230; Desde agora te fa\u00e7o ouvir coisas novas e ocultas, que n\u00e3o conhecias. Apareceram agora e n\u00e3o h\u00e1 muito, e antes deste dia delas n\u00e3o ouviste &#8230;\u201d<br>Isaias 65:17 &#8211; \u201cPois eis que crio novos c\u00e9us e nova terra &#8230;\u201d<br>Jeremias 31:22 &#8211; \u201c&#8230; Porque o Senhor criou coisa nova na terra &#8230;\u201d<br>(29) SIMPSON, George Gaylord. Tempo and Mode in Evolution, pp. 99, 105, 106.<br>(30) DOBZHANSKY, Theodosius. Genetics and the Origin of Species, pp. 302-303.<br>(31) Yearbook of Agriculture, 1936, pp. 184-185.<br>(32) DOBZHANSKY, Theodosius, op. cit. p. 132.<br>(33) MUNTZING, A. Further Studies and Apomixis and Sexuality in Poa, Hereditas, 1940, vol. 26, pp. 115-190.<br>(34) WILSON, E.B. The Cell in Development and Inheritance, pp. 855-865.<br>(35) DOBZHANSKY, Theodosius, op. cit. p.225.<br>(36) MARSH, Frank L. Fundamental Biology, 1941, p. 100.<br>(37) MAYR, E. Systematics and Origin of Species, p. 259.<br>(38) Yearbook of Agriculture, 1936, pp. 184-185.<br>(39) SINNOTT, E.W., e DUNN, L.C. Principles of Genetics, p. 279.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado na <a href=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/revistas\/folha-criacionista-no-52-1o-semestre-de-1995-ano-24\/\">Folha Criacionista 52<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Origem da Hist\u00f3ria da Cria\u00e7\u00e3o&nbsp;&#8211; A B\u00edblia n\u00e3o d\u00e1 nenhuma explica\u00e7\u00e3o da origem do relat\u00f3rio da cria\u00e7\u00e3o contido no G\u00eanesis. \u00c9 razo\u00e1vel supor que Deus mesmo comunicasse os fatos a Ad\u00e3o e Eva. 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