{"id":646,"date":"1995-04-22T00:28:58","date_gmt":"1995-04-22T03:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=646"},"modified":"2022-10-27T00:08:45","modified_gmt":"2022-10-27T03:08:45","slug":"no-principio-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/no-principio-deus\/","title":{"rendered":"No Princ\u00edpio &#8211; Deus"},"content":{"rendered":"<table class=\"textopreto\" border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"TOP\">\n<p class=\"articleTitle\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-647\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/estrelas66-1.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/estrelas66-1.jpg 364w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/estrelas66-1-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/>A mente humana n\u00e3o \u00e9 capaz de compreender o infinito. Quando pequeno, deitava-me na poltrona estofada da sala de visitas e punha-me a meditar profundamente sobre os conceitos de infinitude do tempo e do espa\u00e7o. Depois de ter-me envolvido com consider\u00e1vel turbul\u00eancia na discuss\u00e3o desses mesmos assuntos, pare\u00e7o agora acordar de um pesadelo pronto para escrever algo a seu respeito. Os anos trouxeram-me maturidade, mas n\u00e3o estou mais perto de ser capaz de resolver esses problemas &#8211; o que fa\u00e7o pela f\u00e9, apesar de a astronomia e a matem\u00e1tica hoje tornarem mais compreens\u00edveis alguns aspectos do tempo e do espa\u00e7o &#8211; do que estava antes.<\/p>\n<p>\u201cTudo que \u00e9 humano tem um princ\u00edpio. Somente Aquele que se assenta sobre o trono, o soberano Senhor do tempo, n\u00e3o tem princ\u00edpio nem fim. As palavras introdut\u00f3rias das Escrituras estabelecem assim um impressionante contraste entre tudo que \u00e9 humano, temporal e finito, e aquilo que \u00e9 divino, eterno e infinito. &#8230; G\u00eanesis 1:1 afirma que Deus existe antes de todo o mais, e que Ele \u00e9 \u00fanico, e a \u00fanica causa de todo o mais\u201d (1).<\/p>\n<p>O homem sempre demonstrou curiosidade sobre a origem da mat\u00e9ria e da vida. Os que n\u00e3o tiveram oportunidade de conhecer a Palavra de Deus, ou que rejeitam a sua inspira\u00e7\u00e3o, t\u00eam formulado v\u00e1rias teorias. N\u00e3o \u00e9 nosso prop\u00f3sito discut\u00ed-las, mas sim examinar cuidadosamente os primeiros poucos vers\u00edculos das Escrituras.<\/p>\n<p>Entendemos aqui a mat\u00e9ria como sendo a subst\u00e2ncia b\u00e1sica que constitui a estrutura dos materiais minerais e org\u00e2nicos que comp\u00f5em a Terra. A descoberta da fiss\u00e3o nuclear, em anos recentes, focalizou as aten\u00e7\u00f5es sobre a energia e a mat\u00e9ria. O homem, at\u00e9 hoje, conseguiu realizar somente pequenos progressos no sentido de transformar energia em mat\u00e9ria. Entretanto, mais espetacular tem sido a sua capacidade de transformar em energia a massa associada \u00e0 mat\u00e9ria, mediante a fus\u00e3o e a fiss\u00e3o nucleares. As bombas at\u00f4micas lan\u00e7adas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki ceifaram mais de 200.000 vidas. Embora uma s\u00f3 pessoa pudesse facilmente ter transportado o material que produziu as explos\u00f5es sobre o Jap\u00e3o, a quantidade de energia liberada por esse material foi tremendamente grande.<\/p>\n<p>Obviamente seria necess\u00e1rio pelo menos igual quantidade de energia para criar a mat\u00e9ria que se transformou em energia naquelas explos\u00f5es. Na realidade, seria necess\u00e1ria mais de 1000 vezes a quantidade de energia liberada, para produzir a mat\u00e9ria envolvida na fiss\u00e3o do Ur\u00e2nio, j\u00e1 que a fiss\u00e3o nuclear constitui t\u00e3o somente uma reorganiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria que libera aproximadamente 0,09% da energia que estaria dispon\u00edvel se a mat\u00e9ria fosse completamente aniquilada. Se a cria\u00e7\u00e3o de uma quantidade de mat\u00e9ria t\u00e3o \u00ednfima demanda tanta energia, quanta energia estaria envolvida na cria\u00e7\u00e3o do mundo? Ela seria equivalente \u00e0 energia liberada pelo nosso Sol no decorrer de 44 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cPois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir\u201d (Salmo 33:9).<\/p>\n<p>O que aconteceu no primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o? Criou Deus, ent\u00e3o, a mat\u00e9ria, juntamente com a luz, ou a mat\u00e9ria j\u00e1 existia? Ambos os pontos de vista reconhecem que Deus criou a subst\u00e2ncia que comp\u00f5e nossa Terra, e que, ao faz\u00ea-lo, Ele n\u00e3o dependia de mat\u00e9ria pre-existente, de forma alguma. Da mesma maneira, ambos aceitam a integridade da semana da cria\u00e7\u00e3o, consistindo de seis dias literais, e a santidade do s\u00e1bado como o seu memorial. A \u00fanica diferen\u00e7a entre os dois pontos de vista \u00e9 se a mat\u00e9ria estava ou n\u00e3o presente no in\u00edcio do primeiro dia da semana. Esta diverg\u00eancia de opini\u00e3o surge do fato de que as passagens b\u00edblicas que tratam do assunto podem, com igual validade, ser compreendidas das duas maneiras.<br \/>\n<em><br \/>\nA raiz do problema situa-se no significado da declara\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria das Escrituras Sagradas: \u201cNo princ\u00edpio, criou Deus os c\u00e9us e a terra. A terra, por\u00e9m, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo\u201d (G\u00eanesis 1:1-2). Refere-se isso a um ato divino e \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de nosso planeta anteriores ao primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o? Ou a passagem especifica somente a primeira atividade criativa do primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o? A frase \u201cno princ\u00edpio\u201d significa os primeiros momentos da semana da cria\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria semana da cria\u00e7\u00e3o, ou um tempo anterior \u00e0 semana da cria\u00e7\u00e3o? A palavra criou envolve a produ\u00e7\u00e3o de materiais que n\u00e3o tinham exist\u00eancia pr\u00e9via, ou o seu rearranjo para formar uma habita\u00e7\u00e3o para o homem e para as mir\u00edades de formas de vida sobre o planeta? C\u00e9us significam o universo estrelado, ou o c\u00e9u atmosf\u00e9rico sobre a superf\u00edcie do planeta? E terra refere-se a nosso planeta como um todo, ou \u00e0s caracter\u00edsticas de sua superf\u00edcie e dos seres vivos sobre ela?<\/em><\/p>\n<p>Uma outra quest\u00e3o surge quanto a como dever\u00edamos traduzir o original hebraico de G\u00eanesis 1:1-3 &#8211; como na vers\u00e3o Almeida transcrita anteriormente, ou como rezam algumas outras tradu\u00e7\u00f5es, como por exemplo a \u201cAnchor Bible\u201d: \u201cQuando Deus se p\u00f4s a criar c\u00e9u e terra &#8211; o mundo sendo ent\u00e3o um \u00earmo sem forma, com trevas sobre os mares e somente um impressionante vento soprando sobre a \u00e1gua &#8211; disse Deus: &#8216;Haja luz&#8217;. E houve luz\u201d (2). Ambas as tradu\u00e7\u00f5es s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas do texto hebraico original, a diferen\u00e7a entre elas sendo o resultado da introdu\u00e7\u00e3o de diferentes vogais nas consoantes do hebraico original. (A forma escrita do hebraico &#8211; semelhante \u00e0 de outras l\u00ednguas antigas escritas &#8211; utilizava somente consoantes). Na realidade, n\u00e3o temos maneiras de saber hoje qual das duas tradu\u00e7\u00f5es se aproxima mais do significado que Mois\u00e9s pretendia dar. Poder\u00edamos dizer que a tradu\u00e7\u00e3o de Almeida tende a favorecer a id\u00e9ia de que Deus criou a subst\u00e2ncia b\u00e1sica de nosso planeta no primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o, e a \u201cAnchor Bible\u201d a id\u00e9ia de que Ele procedeu dessa forma antes do primeiro dia. Entretanto, nenhuma das tradu\u00e7\u00f5es necessariamente exclui o outro ponto de vista, e a escolha final entre as duas depende do sentido em que entendemos as palavras princ\u00edpio, criou, c\u00e9us, e terra(3).<\/p>\n<p>A pergunta ent\u00e3o \u00e9: O que quis o escritor inspirado nos transmitir? Na linguagem moderna, terra (4) denota nosso planeta como um todo, incluindo toda a mat\u00e9ria de que ele se comp\u00f5e. Por outro lado, as Escrituras nos dizem que \u201c\u00e0 por\u00e7\u00e3o seca chamou Deus terra\u201d, em contraposi\u00e7\u00e3o ao \u201cajuntamento das \u00e1guas\u201d, que Ele chamou \u201cmares\u201d (G\u00eanesis 1:10). Al\u00e9m do mais, Mois\u00e9s nos informa que o dil\u00favio destruiu \u201ca terra\u201d (G\u00eanesis 9:11), e outros autores inspirados declaram que no futuro Deus \u201ccriar\u00e1 novos c\u00e9us e nova terra\u201d (Isaias 6:17, cf. II S. Pedro 3:13, Apocalipse 21:1). Claramente os autores b\u00edblicos parecem referir-se \u00e0 \u201cterra\u201d como a terra seca sobre a qual andavam, e n\u00e3o todo o planeta propriamente dito.<\/p>\n<p>Na B\u00edblia a palavra c\u00e9u(s) denota de maneira variada a atmosfera, as estrelas vis\u00edveis a partir da Terra, e o para\u00edso de Deus. Mas em cada caso em que ocorre a dupla \u201cc\u00e9u(s) e terra\u201d em um contexto em que o escritor torna claro o sentido no qual est\u00e1 usando os termos, ele significa os c\u00e9us atmosf\u00e9ricos e a superf\u00edcie da Terra, e n\u00e3o o universo astron\u00f4mico e o nosso planeta Terra. Exemplos dignos de nota s\u00e3o Hebreus 1:10-11 e II S. Pedro 3:7 e 10, que declaram que os c\u00e9us e a terra ser\u00e3o \u201cabrasados\u201d e \u201cperecer\u00e3o\u201d. Tanto quanto saibamos, poucas pessoas, se \u00e9 que existem algumas, admitiriam que a grande conflagra\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia destruir\u00e1 o planeta Terra e as estrelas.<\/p>\n<p>G\u00eanesis 1 emprega a palavra criar para os atos divinos pelos quais Deus produziu as criaturas marinhas (verso 21) (5) e o homem (verso 27). \u00c9 evidente, entretanto, que no momento de sua cria\u00e7\u00e3o Deus fez uso de mat\u00e9ria j\u00e1 existente (versos 20 e 21, e cap\u00edtulo 2, verso 7). Na realidade, o mesmo \u00e9 v\u00e1lido para todas as formas de vida vegetal e animal mencionadas no relato da cria\u00e7\u00e3o, como a pr\u00f3pria B\u00edblia claramente afirma. Obviamente, a palavra criou, como o pr\u00f3prio escritor inspirado a utiliza posteriormente nos dois cap\u00edtulos iniciais de G\u00eanesis, pode referir-se \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria pre-existente para produzir seres vivos, e n\u00e3o necessariamente s\u00f3 \u00e0 origem da pr\u00f3pria mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel interpretar G\u00eanesis 1:1 da seguinte maneira: \u201cNo princ\u00edpio (do primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o) Deus criou (trouxe \u00e0 exist\u00eancia) o c\u00e9u (o universo estelar) e a Terra (planeta)\u201d. \u00c9 tamb\u00e9m igualmente v\u00e1lido ler: \u201cNo princ\u00edpio (semana da cria\u00e7\u00e3o) Deus criou (deu forma a) o c\u00e9u (atmosfera) e a (superf\u00edcie da) terra\u201d. A primeira vers\u00e3o falaria da cria\u00e7\u00e3o do globo terrestre no primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o, e a segunda referir-se-ia \u00e0 s\u00e9rie dos atos divinos registrados no restante do cap\u00edtulo, sem nada dizer sobre o instante em que Deus trouxe \u00e0 exist\u00eancia a subst\u00e2ncia b\u00e1sica da terra.<\/p>\n<p>Examinemos, nesta altura, a declara\u00e7\u00e3o de \u00caxodo 20:11, de que \u201cem seis dias fez o Senhor os c\u00e9us e a terra &#8230; e tudo o que neles h\u00e1\u201d. Para a mente moderna \u00e0 primeira vista isso pode parecer incluir o material inorg\u00e2nico b\u00e1sico que comp\u00f5e nosso planeta, bem como todos os seres vivos. Por\u00e9m, novamente, como com rela\u00e7\u00e3o a G\u00eanesis 1:1-2, aplicam-se tamb\u00e9m aqui nossas observa\u00e7\u00f5es anteriores a respeito das palavras c\u00e9u(s) e terra. Em seu sentido original essa passagem de \u00caxodo poderia dizer: \u201cEm seis dias fez o Senhor os c\u00e9us (o firmamento, ou atmosfera, G\u00eanesis 1:8) e a terra (a por\u00e7\u00e3o de terra seca da superf\u00edcie terrestre, verso 10), o mar (ou a por\u00e7\u00e3o de \u00e1gua sobre a superf\u00edcie terrestre, verso 10), e tudo o que neles h\u00e1 (todos os seres vivos nos c\u00e9us, na terra e no mar)\u201d. Da mesma forma como sua contra-parte em G\u00eanesis 1, esta afirma\u00e7\u00e3o pode referir-se \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da configura\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie da terra, incluindo a atmosfera e a hidrosfera, que estavam at\u00e9 ent\u00e3o \u201csem forma\u201d, e o preenchimento daquilo que estava \u201cvazio\u201d de vida, com seres vivos. Da mesma forma que G\u00eanesis 1, \u00caxodo 20:11 deixa sem resposta a quest\u00e3o sobre quando Deus criou a subst\u00e2ncia b\u00e1sica da qual deu forma \u00e0 configura\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre. A B\u00edblia n\u00e3o declara de maneira espec\u00edfica se isso aconteceu no primeiro ato criativo do primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o, ou se aconteceu anteriormente.<\/p>\n<p>Podemos, ainda, ler o primeiro vers\u00edculo da B\u00edblia de outra forma. Um estilo comum na l\u00edngua hebraica inicia a discuss\u00e3o de um assunto com uma declara\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria e termina com um sum\u00e1rio. Neste caso a introdu\u00e7\u00e3o seria o vers\u00edculo 1, e o sum\u00e1rio a primeira metade do vers\u00edculo 4 do cap\u00edtulo 2. O segundo vers\u00edculo do primeiro cap\u00edtulo descreveria ent\u00e3o o que existia antes de Deus iniciar a Sua obra criadora, e o vers\u00edculo 3 iniciaria a narra\u00e7\u00e3o da semana da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos mencionar numerosos argumentos a favor de cada um dos dois lados da quest\u00e3o. Por exemplo, uma pessoa pode dizer que n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que Deus deixasse inacabada a obra da cria\u00e7\u00e3o durante milh\u00f5es de anos, enquanto que outra poderia apontar para Marte, cuja superf\u00edcie ainda est\u00e1 aparentemente \u201csem forma e vazia\u201d. Com rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es tais como a \u00e9poca em que Deus criou a subst\u00e2ncia b\u00e1sica de nossa Terra, nossa \u00fanica posi\u00e7\u00e3o segura \u00e9 aceitar a Palavra de Deus naquilo que ela diz, nada mais e nada menos, e deixar a B\u00edblia ser a sua pr\u00f3pria int\u00e9rprete. Sobre pontos para os quais a Inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o proveu dire\u00e7\u00e3o segura, \u00e9 melhor suspender nosso ju\u00edzo, e construir solidamente somente sobre o que Deus tenha revelado claramente. Dever\u00edamos tamb\u00e9m ser tolerantes para com pontos de vista distintos a respeito de assuntos tais.<\/p>\n<p>Sinto que muita tens\u00e3o tenha se desenvolvido nos c\u00edrculos criacionistas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o desses vers\u00edculos. Evidentemente, mais de um ponto de vista \u00e9 poss\u00edvel sem torcer as Escrituras. As considera\u00e7\u00f5es importantes n\u00e3o s\u00e3o sobre a presen\u00e7a ou a aus\u00eancia de mat\u00e9ria no princ\u00edpio da semana da cria\u00e7\u00e3o, mas sim sobre a onipot\u00eancia de Deus como Criador, Sua capacidade criativa (com ou sem mat\u00e9ria pre-existente), a literalidade da semana da cria\u00e7\u00e3o, e o memorial comemorativo do s\u00e1bado.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de mat\u00e9ria inorg\u00e2nica anteriormente \u00e0 semana da cria\u00e7\u00e3o pode permanecer uma quest\u00e3o em aberto, mas n\u00e3o deve existir d\u00favida com rela\u00e7\u00e3o aos animais e plantas (mat\u00e9ria org\u00e2nica). A id\u00e9ia de que seres vivos existiam na Terra antes da semana da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 inteiramente incompat\u00edvel com interpreta\u00e7\u00e3o literal de G\u00eanesis 1.<\/p>\n<p>Alguns t\u00eam tentado conciliar a teoria da evolu\u00e7\u00e3o com o relato b\u00edblico da cria\u00e7\u00e3o, atribuindo a cada dia da cria\u00e7\u00e3o um longo per\u00edodo de tempo. Qualquer ponto de vista que aceite centenas de milhares ou milh\u00f5es de anos para a exist\u00eancia da vida sobre a Terra levaria com toda a probabilidade, finalmente, ao conceito de que um dia significa uma era, ou seja um longo per\u00edodo de tempo. N\u00e3o deixa de ser simples conjectura defender a integridade da semana da cria\u00e7\u00e3o em face dos eons de tempo, mediante a afirma\u00e7\u00e3o de que a semana da cria\u00e7\u00e3o teve a ver somente com o jardim do \u00c9den, ou que a vida existia antes da semana da cria\u00e7\u00e3o, mas que foi destru\u00edda antes desse evento. \u00c9 perigoso construir teorias sobre o que pensamos ler nas entrelinhas dos vers\u00edculos b\u00edblicos. Os que defendem longas eras para a vida sobre a Terra devem explicar a seq\u00fc\u00eancia dos f\u00f3sseis na crosta terrestre &#8211; animais marinhos nos n\u00edveis mais baixos, plantas de terras baixas e r\u00e9pteis em seguida, e mam\u00edferos, aves, e o ser humano em \u00faltimo lugar &#8211; ou como uma sucess\u00e3o evolutiva, ou como uma s\u00e9rie de atos criativos sucessivos de Deus, separados entre si por muito tempo. Os que aceitam a \u00faltima possibilidade freq\u00fcentemente a equacionam logicamente com a seq\u00fc\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o relatada no primeiro cap\u00edtulo de G\u00eanesis. Mas isso os traz de volta \u00e0 id\u00e9ia de que a narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica refere-se aos dias da cria\u00e7\u00e3o como prolongados per\u00edodos de tempo indefinidos. Parece ser praticamente imposs\u00edvel crer simultaneamente em grandes eras desde o in\u00edcio da semana da cria\u00e7\u00e3o e nos dias literais da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Podemos afirmar com certeza as verdades sobre a cria\u00e7\u00e3o que Deus revelou claramente &#8211; que \u201cEle falou, e logo tudo se fez\u201d, e que Ele modelou nossa Terra e a preencheu com seres vivos em uma semana literal.<\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">O PRINC\u00cdPIO<\/span><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-648\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra-1.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"166\" \/><br \/>\nO povo aguardava, tenso, no desolado deserto. Uma descarga el\u00e9trica proveniente das pesadas nuvens negras que encobriam o anfratuoso monte havia-lhes atemorizado. O trov\u00e3o que se ouviu ainda ecoava em sua mente. Sobreveio, entretanto, um estranho e n\u00e3o natural sil\u00eancio &#8211; a calmaria que antecede a tempestade, talvez? Enquanto tremiam em expectativa, at\u00e9 mesmo o seu l\u00edder &#8211; costumeiramente calmo e confiante &#8211; parecia visivelmente preocupado.<\/p>\n<p>Subitamente, quebrando o sil\u00eancio, ouviu-se a voz da Onipot\u00eancia. Recuando, a multid\u00e3o caiu de joelhos. As palavras ribombavam pelos flancos da montanha e ao longo do vale, enquanto o grande Deus de Abra\u00e3o, Isaque e Jac\u00f3 pronunciava os dez preceitos do Dec\u00e1logo, que seriam sua norma de vida.<\/p>\n<p>Por muitos anos o povo hebreu havia estado imerso em uma sociedade id\u00f3latra. Eles haviam quase esquecido aquelas leis que constituem uma transcri\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter de Deus. Agora Deus trazia-lhes de novo o conhecimento de Si mesmo. O quarto mandamento, de maneira especial, iria lembr\u00e1-los de que Ele \u00e9 um Deus superior a todos os outros, pois nenhum deus havia se manifestado como criador dos c\u00e9us e da terra. Um dos seus descendentes declararia no futuro: \u201cS\u00f3 Tu \u00e9s Senhor, Tu fizeste o c\u00e9u, o c\u00e9u dos c\u00e9us e todo o seu ex\u00e9rcito, a terra e tudo quanto h\u00e1 neles; e Tu os preservas a todos com vida, e o ex\u00e9rcito dos c\u00e9us Te adora\u201d (Neemias 9:6).<\/p>\n<p><b>Dias Literais<\/b><\/p>\n<p>Em semanas vividas h\u00e1 pouco tempo antes, uma s\u00e9rie de acontecimentos havia vividamente relembrado os at\u00e9 ent\u00e3o escravos, acerca do ciclo semanal. Em todos os s\u00e9timos dias n\u00e3o havia man\u00e1 para colher, fato esse descoberto por algumas pessoas que n\u00e3o haviam crido no que ouviram. Ainda mais, o man\u00e1 apodrecia e dava bichos se fosse guardado de um dia para outro &#8211; exceto do sexto para o s\u00e9timo dia. O dia de repouso, o s\u00e1bado, encerrava regularmente cada ciclo semanal. Deus disse ao povo que em seis dias havia criado o mundo, e no s\u00e9timo havia repousado. A multid\u00e3o reunida n\u00e3o tinha d\u00favidas de que Ele se referia a dias literais. N\u00e3o havia como pensar de outra maneira.<\/p>\n<p>Se cada dia da semana da cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse um per\u00edodo de 24 horas, n\u00e3o ter\u00edamos como explicar de onde proveio o ciclo dos dias da semana. Independentemente do dia que observ\u00e1ssemos &#8211; sexta-feira, s\u00e1bado ou domingo &#8211; ter\u00edamos dificuldade para explicar a origem de qualquer dia de repouso, sem a sua vincula\u00e7\u00e3o ao ciclo semanal estabelecido na semana da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas Escrituras, a palavra hebraica yom, traduzida \u201cdia\u201d, quase sempre significa um per\u00edodo literal de 24 horas, quando precedido por um numeral. Obviamente, no relato da cria\u00e7\u00e3o existe sempre um numeral precedendo aquela palavra &#8211; primeiro, segundo, terceiro, etc., e essa regra para a tradu\u00e7\u00e3o de yom como um dia literal aplica-se neste caso. Com base na correta exegese b\u00edblica podemos portanto interpretar os dias da cria\u00e7\u00e3o como dias literais.<\/p>\n<p>Os escritores dos demais livros da B\u00edblia, ap\u00f3s Mois\u00e9s, certamente encaravam a primeira parte de G\u00eanesis como divinamente inspirada e autorizada, e compreendiam ser literal a semana da cria\u00e7\u00e3o. Davi refere-se repetidamente a Deus como Criador, e indica a natureza instant\u00e2nea de Sua obra criadora (Salmo 33:6-9). O Salmo 104 segue a ordem dos dias da cria\u00e7\u00e3o &#8211; observe-se especialmente os versos 2 e 3 (primeiro e segundo dias), 19 (quarto dia), e 25-30 (quinto e sexto dias). No Novo Testamento todos os evangelistas incluem refer\u00eancias \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, ao dil\u00favio, e \u00e0 hist\u00f3ria dos prim\u00f3rdios da terra. As pr\u00f3prias palavras de Jesus indicam a Sua aceita\u00e7\u00e3o da historicidade de G\u00eanesis (Mateus 11:23-24; 19:4; 24:37-39; Marcos 10:6; 13:19; Lucas 11:51; 17:26-27).<\/p>\n<p>Se Jesus tivesse afirmado positivamente no Novo Testamento que a cria\u00e7\u00e3o teve lugar em seis dias literais, a maioria das pessoas ficaria impressionada com esse fato. N\u00e3o obstante, Deus, na majestade de Sua gl\u00f3ria, afirmou o fato, do alto do Monte Sinai, sendo ouvido por milhares de pessoas, e tendo registrado Sua declara\u00e7\u00e3o em t\u00e1buas de pedra e tamb\u00e9m nas Escrituras Sagradas. \u201cPorque em seis dias fez o Senhor os c\u00e9us e a terra, o mar e tudo o que neles h\u00e1\u201d (\u00caxodo 20:11).<\/p>\n<p>Como poderia Mois\u00e9s, o autor de G\u00eanesis, ter tornado mais claro que os dias da cria\u00e7\u00e3o foram literais? Ele deu um n\u00famero seq\u00fcencial para cada dia, falou a respeito de noite e dia, trevas e luz, encerrando o relato sobre cada dia com a express\u00e3o \u201ctarde e manh\u00e3\u201d. Qualquer pessoa que deseje crer em longos per\u00edodos de tempo para cada dia da cria\u00e7\u00e3o dever\u00e1 compreender que Mois\u00e9s n\u00e3o estava tentando dar esse sentido ao seu relato.<\/p>\n<p>Constituiriam os dois primeiros cap\u00edtulos de G\u00eanesis relatos distintos da cria\u00e7\u00e3o feitos por diferentes autores n\u00e3o contempor\u00e2neos, como \u00e0s vezes se alega? \u00c0 primeira vista os dois cap\u00edtulos podem parecer bastante distintos. Entretanto, t\u00eam eles em comum unidade tem\u00e1tica, semelhan\u00e7a de forma e de caracter\u00edsticas, e significativos usos dos nomes para a divindade (1). Tra\u00e7ar em linhas gerais a tem\u00e1tica principal e em seguida voltar a preencher os detalhes, ainda hoje constitui um estilo liter\u00e1rio comum. O relato b\u00e1sico encerra-se com a primeira metade do quarto verso do cap\u00edtulo 2. A parte que diz respeito especificamente ao ser humano inicia-se com a segunda metade de G\u00eanesis 2:4 e continua at\u00e9 o fim do cap\u00edtulo 2.<\/p>\n<p><b>O primeiro dia<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-649\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra2.jpg\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra2.jpg 303w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/><br \/>\n<\/b>Sempre, desde que o homem pela primeira vez elevou seus olhos para o c\u00e9u noturno, tem ele se maravilhado com a sua beleza, e ponderado sobre o desconhecido. A astronomia moderna tem descoberto algo sobre a vastid\u00e3o do universo, que jaz al\u00e9m da compreens\u00e3o humana. As estrelas e gal\u00e1xias n\u00e3o vieram \u00e0 exist\u00eancia acidentalmente &#8211; elas s\u00e3o o objeto do poder criativo de Deus manifestado na transforma\u00e7\u00e3o de energia em mat\u00e9ria. O primeiro cap\u00edtulo do livro de G\u00eanesis descreve os atos criativos que levaram ao estabelecimento de um desses corpos celestes como um lar para uma nova ra\u00e7a de seres feita \u00e0 Sua imagem.<\/p>\n<p>Do in\u00edcio ao fim, a primeira semana da hist\u00f3ria da Terra foi plena de sucessivos milagres. Deus n\u00e3o houve por bem dar-nos muitos detalhes sobre os Seus atos criativos. O registro \u00e9 breve, por\u00e9m simples e abrangente.<\/p>\n<p>\u201cNo princ\u00edpio, criou Deus os c\u00e9us e a terra. A terra, por\u00e9m estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Esp\u00edrito de Deus pairava por sobre as \u00e1guas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas. Chamou Deus \u00e0 luz Dia e \u00e0s trevas, Noite. Houve tarde e manh\u00e3, o primeiro dia\u201d (G\u00eanesis 1:1-5).<\/p>\n<p>Assim se inicia o relato da cria\u00e7\u00e3o. Como executou Deus os Seus atos criadores? As Sagradas Escrituras dizem que Ele \u201cpronunciou\u201d a exist\u00eancia do mundo e suas formas vivas, de acordo com o plano que j\u00e1 existia em Sua mente. \u201cOs c\u00e9us por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o ex\u00e9rcito deles. &#8230; Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir\u201d (Salmo 33:6-9). \u201cTamb\u00e9m a Minha m\u00e3o fundou a terra, e a Minha destra estendeu os c\u00e9us; quando Eu os chamar, eles se apresentar\u00e3o juntos\u201d (Isaias 48:13). O ap\u00f3stolo Jo\u00e3o declarou: \u201cTodas as coisas foram feitas por interm\u00e9dio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez\u201d (Jo\u00e3o 1:3).<\/p>\n<p>A frase \u201csem forma e vazia\u201d descreve a condi\u00e7\u00e3o da terra no instante em que os atos criativos come\u00e7aram a ter lugar. Ela descreve o estado ca\u00f3tico que foi transformado, mediante sucessivos atos criativos durante a semana da cria\u00e7\u00e3o, em um estado de ordem e beleza, \u00e0 medida em que Deus modelava, dava forma, e organizava a superf\u00edcie da terra tornando-a um local habit\u00e1vel para o ser humano.<\/p>\n<p>A luz trazida \u00e0 exist\u00eancia no primeiro dia da semana da cria\u00e7\u00e3o evidentemente provinha de uma fonte definida, e a rota\u00e7\u00e3o da Terra resultou na sucess\u00e3o de noite e dia, situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o diferente da de hoje. \u00c9 razo\u00e1vel supor que Deus tenha criado nosso sistema solar &#8211; o Sol, os planetas e seus sat\u00e9lites &#8211; como uma unidade.<\/p>\n<p><b>O segundo dia<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-650\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/TERRAMAR.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/TERRAMAR.jpg 200w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/TERRAMAR-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><br \/>\n\u201cE disse Deus: Haja firmamento no meio das \u00e1guas e separa\u00e7\u00e3o entre \u00e1guas e \u00e1guas. Fez, pois, Deus o firmamento e separa\u00e7\u00e3o entre as \u00e1guas debaixo do firmamento e as \u00e1guas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento C\u00e9us. Houve tarde e manh\u00e3, o segundo dia\u201d (G\u00eanesis 1:6-8).<\/p>\n<p>Deus despendeu o segundo dia na organiza\u00e7\u00e3o da atmosfera. Talvez tenha Ele ent\u00e3o elevado o vapor d\u2019\u00e1gua que podia estar pairando sobre a superf\u00edcie das \u00e1guas, inserindo uma camada de ar entre essas \u00e1guas que foram para cima, e as \u00e1guas que permaneceram em baixo. A palavra hebraica traduzida como \u201cfirmamento\u201d significa uma grande expans\u00e3o &#8211; uma boa descri\u00e7\u00e3o da atmosfera. O relato do segundo dia, com a repeti\u00e7\u00e3o do conceito da separa\u00e7\u00e3o entre \u00e1guas e \u00e1guas, tem sugerido a muitos a possibilidade de ter ocorrido a forma\u00e7\u00e3o de uma camada envolt\u00f3ria de vapor d\u2019\u00e1gua na alta atmosfera. Independentemente de uma comprova\u00e7\u00e3o de tal interpreta\u00e7\u00e3o, numerosas evid\u00eancias circunstanciais tendem a apoi\u00e1-la. Em resumo s\u00e3o elas as seguintes:<\/p>\n<p>1) A reda\u00e7\u00e3o repetitiva de G\u00eanesis 1:6-8 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 separa\u00e7\u00e3o entre as \u00e1guas, a menos que fosse um expediente meramente liter\u00e1rio ou estil\u00edstico, parece enfatizar essa interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2) A blindagem efetuada por essa camada envolt\u00f3ria de vapor d\u2019\u00e1gua poderia explicar uma poss\u00edvel diferen\u00e7a entre as rela\u00e7\u00f5es Carbono-12\/Carbono-14 existentes antes do dil\u00favio e atualmente.<\/p>\n<p>3) Uma camada envolt\u00f3ria de vapor d\u2019\u00e1gua poderia ter influ\u00eddo para um clima global mais ameno.<\/p>\n<p>4) Camadas de oz\u00f4nio e faixas quentes na estratosfera poderiam ter sido os reservat\u00f3rios desse vapor d\u2019\u00e1gua. O oz\u00f4nio tem forte afinidade pela \u00e1gua, e temperaturas maiores permitiriam maior satura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel que Mois\u00e9s refira-se \u00e0s nuvens ao mencionar as \u00e1guas acima do firmamento. Falando dos c\u00e9us de sua \u00e9poca (p\u00f3s-diluviana), Davi usou a mesma express\u00e3o de Mois\u00e9s (Salmo 148:4 &#8211; \u201c&#8230; louvai-O as \u00e1guas que est\u00e3o acima do firmamento\u201d), embora ningu\u00e9m defenda que um inv\u00f3lucro de vapor d\u2019\u00e1gua tenha existido ap\u00f3s o dil\u00favio. N\u00e3o devemos defender dogmaticamente a teoria da camada envolt\u00f3ria de vapor d\u2019\u00e1gua. Pelo contr\u00e1rio, dever\u00edamos pesar as restri\u00e7\u00f5es de ordem f\u00edsica e meteorol\u00f3gica que possam vir a limitar nossas op\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o a quaisquer eventuais caracter\u00edsticas fascinantes que a teoria possa apresentar (2). Por exemplo, a camada de vapor d\u2019\u00e1gua poderia encobrir a luz das estrelas, e ent\u00e3o como poderiam elas ter sido postas para \u201csinais\u201d? (G\u00eanesis 1:14). A condensa\u00e7\u00e3o de um inv\u00f3lucro de vapor d\u2019\u00e1gua n\u00e3o proporcionaria mais do que uma pequena fra\u00e7\u00e3o da quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria para um grande dil\u00favio universal.<\/p>\n<p>A cosmologia dos povos antigos descrevia um firmamento s\u00f3lido que podia enrolar-se como um pergaminho, tendo lumin\u00e1rias nele pendentes. Eles se viam como que morando sob uma grande cobertura ou tenda, que tinha s\u00f3lidos apoios. Janelas nessa cobertura abriam-se para deixar cair a chuva, conceito esse refletido nos textos seguintes: G\u00eanesis 1:17 (luzeiros colocados no firmamento); Jeremias 10:12; 51:15 (os c\u00e9us sendo estendidos); Salmo 104:2, Isa\u00edas 40:22 (os c\u00e9us estendidos como uma cortina, como tenda para neles habitar); J\u00f3 26:11 (as colunas do c\u00e9u); G\u00eanesis 7:11, II Reis 7:2 (as janelas do c\u00e9u); Isa\u00edas 34:4, Apocalipse 6:14 (os c\u00e9us se enrolando como pergaminho); Prov\u00e9rbios 8:28 (as nuvens sendo firmadas).<\/p>\n<p>Certas passagens das Escrituras &#8211; Jeremias 10:12, Isa\u00edas 40:22, J\u00f3 26:11, e outras &#8211; sugerem que os seus autores tinham conceitos cosmol\u00f3gicos semelhantes aos das antigas culturas pag\u00e3s. Certamente n\u00e3o queremos dizer que os escritores b\u00edblicos entendiam a cosmologia como n\u00f3s hoje (n\u00e3o querendo com isso, absolutamente, dizer que nossa compreens\u00e3o atual seja perfeita). Entretanto, em numerosas ocasi\u00f5es parece que Mois\u00e9s, nos seus escritos de G\u00eanesis, realmente estava tentando contrabalan\u00e7ar e remover a influ\u00eancia da cosmologia pag\u00e3. Por exemplo, ele nem mesmo se permite nomear o Sol e a Lua, t\u00e3o somente chamando-os de luminar maior e luminar menor. Sol e Lua eram divindades eg\u00edpcias que Mois\u00e9s n\u00e3o desejava endossar nem dar ensejo para sua adora\u00e7\u00e3o. A primeira senten\u00e7a de G\u00eanesis, com suas quatro declara\u00e7\u00f5es fundamentais &#8211; quando, quem estava envolvido, o tipo de atividade, e o resultado &#8211; n\u00e3o encontra paralelo no mundo antigo. No relato b\u00edblico da cria\u00e7\u00e3o o homem \u00e9 o centro e o cl\u00edmax da atividade de Deus. Permanece esse relato em acentuado contraste com as mitologias pag\u00e3s antigas que descrevem a cria\u00e7\u00e3o do homem como uma ila\u00e7\u00e3o tardia, ou como resultado de guerras entre os deuses. Os relatos pag\u00e3os da cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o mencionam a mulher, ou a encaram como de import\u00e2ncia secund\u00e1ria. A narrativa de G\u00eanesis da cria\u00e7\u00e3o da mulher \u00e9 mais not\u00e1vel quando a comparamos com as culturas e a sociedade nas quais seu autor viveu. Talvez interpret\u00e1ssemos melhor express\u00f5es como \u201cjanelas dos c\u00e9us\u201d, ou \u201ccolunas do c\u00e9u\u201d, \u00e0 luz do seu contexto como linguagem figurada ou po\u00e9tica. Tal pr\u00e1tica ainda hoje \u00e9 freq\u00fcente. Falamos freq\u00fcentemente do nascer ou do p\u00f4r-do-sol, dos quatro cantos da Terra, etc., sem realmente acreditarmos literalmente nas palavras que usamos. Os escritores antigos usavam suas pr\u00f3prias palavras e eram influenciados pela sua heran\u00e7a cultural, entretanto n\u00e3o devemos esquecer que o Esp\u00edrito Santo os inspirou, e que suas mensagens s\u00e3o verdadeiras, e n\u00e3o meramente id\u00e9ias pag\u00e3s atualizadas ou reescritas.<\/p>\n<p>Eclesiastes 1:6-7 reflete uma perspectiva do ciclo hidrol\u00f3gico na natureza, e do movimento das massas de ar, que \u00e9 notavelmente moderna, e de maneira nenhuma em conformidade com a cosmologia dos dias de Salom\u00e3o.<\/p>\n<p><b>O terceiro dia<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-651\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra1.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra1.jpg 314w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra1-300x191.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><br \/>\n\u201cDisse tamb\u00e9m Deus: Ajuntem-se as \u00e1guas debaixo dos c\u00e9us num s\u00f3 lugar, e apare\u00e7a a por\u00e7\u00e3o seca. E assim se fez. \u00c0 por\u00e7\u00e3o seca chamou Deus Terra, e ao ajuntamento das \u00e1guas, Mares. E viu Deus que isso era bom. E disse: Produza a terra relva, ervas que d\u00eaem semente e \u00e1rvores frut\u00edferas que d\u00eaem fruto segundo a sua esp\u00e9cie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua esp\u00e9cie e \u00e1rvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manh\u00e3, o terceiro dia\u201d (G\u00eanesis 1:9-13).<\/p>\n<p>O Salmo 104, versos 5 a 9, aduz um quadro posterior da cria\u00e7\u00e3o que acrescenta detalhes ao breve relato de G\u00eanesis. Os versos 7 e 8, particularmente, aplicam-se ao terceiro dia. \u201c\u00c0 Tua repreens\u00e3o (as \u00e1guas) fugiram, \u00e0 voz do Teu trov\u00e3o, bateram em retirada. Elevaram-se os montes, desceram os vales, at\u00e9 ao lugar que lhes havia preparado\u201d. Aparentemente ocorreram grandes movimentos da crosta, que em algumas \u00e1reas rebaixaram o solo e em outras elevaram cadeias de montanhas e massas de terra. A \u00e1gua foi drenada para as \u00e1reas mais baixas, deixando seca a terra das \u00e1reas mais elevadas. A mesma descri\u00e7\u00e3o aplicar-se-ia tamb\u00e9m aos \u00faltimos est\u00e1gios do dil\u00favio, apesar de neste caso a atividade aparentemente ter sido bem mais lenta do que na cria\u00e7\u00e3o. A drenagem da terra, e o seu enxugamento, ocorreram durante parte de um dia, velocidade esta que ultrapassa enormemente o valor atual de ocorr\u00eancias semelhantes.<\/p>\n<p>Deus devotou a \u00faltima parte do terceiro dia \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das plantas. O relato de G\u00eanesis torna claro que isso envolveu mais do que um mero brotar da vegeta\u00e7\u00e3o. Deus deve ter criado plantas em todos os est\u00e1gios de crescimento, incluindo a maturidade completa. Ad\u00e3o e Eva n\u00e3o tiveram de esperar at\u00e9 que as plantas crescessem, para encontrar alimento. Conquanto no Jardim do \u00c9den se manifestasse uma beleza especial, o clima tropical, ou semitropical, manteve luxuriante vegeta\u00e7\u00e3o em toda a terra.<\/p>\n<p>Ao tentarmos compreender a obra de Deus na cria\u00e7\u00e3o, repetidamente reconhecemos e confessamos nossa incompet\u00eancia e ignor\u00e2ncia. \u201cPorque, assim como os c\u00e9us s\u00e3o mais altos do que a terra, assim s\u00e3o os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos\u201d (Isa\u00edas 55:9).<\/p>\n<p><span class=\"tituloAzulClaro\">O CL\u00cdMAX DA CRIA\u00c7\u00c3O<\/span><\/p>\n<p><b>O quarto dia<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-652\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/4dia.gif\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"200\" \/><br \/>\nUma leitura descuidada de G\u00eanesis 1:14-19 pode induzir uma pessoa a pensar que Deus repentinamente tenha transferido sua atividade criadora para outras partes do universo. Todos os outros atos da semana da cria\u00e7\u00e3o, entretanto, tiveram lugar na terra, e estiveram relacionados diretamente com ela. O relato, entretanto, engloba mais do que pode parecer \u00e0 primeira vista:<\/p>\n<p>\u201cDisse tamb\u00e9m Deus: Haja luzeiros no firmamento dos c\u00e9us, para fazerem separa\u00e7\u00e3o entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para esta\u00e7\u00f5es, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos c\u00e9us, para alumiar a terra. E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez tamb\u00e9m as estrelas. E os colocou no firmamento dos c\u00e9us para alumiarem a terra, para governarem o dia e a noite e fazerem separa\u00e7\u00e3o entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manh\u00e3, o quarto dia\u201d (G\u00eanesis 1:14-19).<\/p>\n<p>Os corpos celestes sempre fascinaram o homem. Para quem cr\u00ea no Deus da cria\u00e7\u00e3o eles ilustram Sua grandeza e poder. Isa\u00edas bem expressou tal convic\u00e7\u00e3o: \u201cLevantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu ex\u00e9rcito de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em for\u00e7a e forte em poder, nem uma s\u00f3 vem a faltar\u201d (Isa\u00edas 40:26). Os antigos, que j\u00e1 se tinham apartado da cren\u00e7a em um Criador, tamb\u00e9m se sentiram impressionados com eles. Infelizmente, come\u00e7aram a ador\u00e1-los (especialmente o Sol) em lugar de seu Criador. O nome comum para o primeiro dia da semana, em v\u00e1rias l\u00ednguas, por exemplo, \u00e9 um resqu\u00edcio dessa antiga pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Nos versos 5 a 8 Mois\u00e9s identifica o que ele significa com a palavra firmamento. S\u00e3o os c\u00e9us atmosf\u00e9ricos, a expans\u00e3o existente imediatamente acima da superf\u00edcie terrestre. O verso 17, que diz respeito ao quarto dia, conta como Deus colocou o Sol, a Lua e as estrelas no firmamento. Esses corpos, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e3o em \u00f3rbita nos c\u00e9us atmosf\u00e9ricos. Ter-se-ia enganado Mois\u00e9s?<\/p>\n<p>Uma interpreta\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel \u00e9 que Mois\u00e9s descreveu a cria\u00e7\u00e3o como ele a viu. Se o seu ponto de vista fosse o de uma pessoa sobre a superf\u00edcie da Terra, observando a atividade criadora de Deus, pareceria a ele como se Deus realmente colocasse os corpos celestes no firmamento no quarto dia, quando eles se tornaram vis\u00edveis como entidades distintas, pela primeira vez. Encontramos situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga em pelo menos mais um outro caso, tamb\u00e9m envolvendo Mois\u00e9s. \u00caxodo 7:10-12 relata o epis\u00f3dio das varas que se tornaram serpentes. A hist\u00f3ria n\u00e3o distingue a serpente proveniente da vara de Aar\u00e3o, das demais provenientes das varas dos magos. Todas s\u00e3o chamadas de serpentes. As serpentes provenientes das varas dos magos n\u00e3o eram seres vivos, pois o homem n\u00e3o tem o poder de criar vida. Isso \u00e9 prerrogativa unicamente de Deus. A B\u00edblia usa de forma consistente a capacidade de criar e dar vida como sendo a caracter\u00edstica que distingue o verdadeiro Deus de todos os outros seres. Na corte de Fara\u00f3 aquelas varas aparentemente haviam-se transformado em serpentes, e Mois\u00e9s registra a maneira pela qual aparentavam ser.<\/p>\n<p>A leitura de G\u00eanesis 1:14-19 d\u00e1 n\u00edtida impress\u00e3o de que Deus criou o Sol, a Lua, e as estrelas, no quarto dia. \u00c9 dif\u00edcil, entretanto, incluir a\u00ed as estrelas, pois isso implicaria pelo menos a forma\u00e7\u00e3o do universo vis\u00edvel naquele instante. Este ponto de vista t\u00e3o geoc\u00eantrico nos recorda a cren\u00e7a antigamente sustentada de que a Terra era o centro do universo. Os raios de luz das estrelas distantes n\u00e3o teriam ainda chegado at\u00e9 n\u00f3s (com a atual velocidade da luz), a menos que Deus as tivesse formado bem antes da semana da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a palavra \u201cfez\u201d &#8211; na declara\u00e7\u00e3o \u201cE fez tamb\u00e9m as estrelas\u201d (verso 16) &#8211; foram acrescentadas pelos tradutores, e n\u00e3o aparece no texto hebraico, a senten\u00e7a pode constituir uma express\u00e3o intercalada sem a inten\u00e7\u00e3o de significar que Deus tencionou que as estrelas governassem a noite, como expresso no Salmo 136:9 (\u201c&#8230; a Lua e as estrelas para presidirem a noite&#8230;\u201d). Talvez tamb\u00e9m Mois\u00e9s desejasse deixar claro que Deus criou as estrelas, sem necessariamente implicar que Ele o tivesse feito no quarto dia, apressando-se assim a acrescentar \u201cas estrelas tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Alguns preferem pensar que Deus formou o Sol no primeiro dia, ou no instante em que Ele trouxe \u00e0 exist\u00eancia a mat\u00e9ria que comp\u00f5e nosso sistema solar. A partir do primeiro dia, parece que dia e noite n\u00e3o fugiram da configura\u00e7\u00e3o atual que exige uma fonte de luz constante e definitiva, e uma Terra em rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os acontecimentos dos dias anteriores haviam produzido movimentos din\u00e2micos da crosta terrestre, e estabelecido a mistura de gases para sustentar a vida no espa\u00e7o imediatamente acima da superf\u00edcie da Terra. Tais fatos naturalmente teriam produzido grandes quantidades de vapor d&#8217;\u00e1gua, de tal forma que talvez o Sol, a Lua, e as estrelas, n\u00e3o fossem vis\u00edveis como corpos distintos, a partir da superf\u00edcie da Terra, at\u00e9 o quarto dia quando a neblina tivesse se dissipado.<\/p>\n<p>Estudiosos da l\u00edngua hebraica dividem-se quanto ao significado e \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o das palavras b\u00e2r\u00e2 (\u201ccriou\u201d) e &#8216;\u00e2s\u00e2h (fez). Alguns acham que elas t\u00eam significado semelhante e s\u00e3o intercambi\u00e1veis. Outros interpretam &#8216;\u00e2s\u00e2h de maneira mais ampla, para incluir significados tais como \u201clibertar a restri\u00e7\u00e3o\u201d, ou \u201cdesvendar\u201d. Como G\u00eanesis usa &#8216;\u00e2s\u00e2h para descrever atividades criadoras do quarto dia, dever\u00edamos ser tolerantes para com as diversas opini\u00f5es sobre quando estabeleceu Deus o Sol, a Lua, e as estrelas. Certamente cada um tem a liberdade de manter a opini\u00e3o a que chegou ap\u00f3s seu reverente estudo pessoal do assunto.<\/p>\n<p><b>O quinto dia<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-653\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/cardume2.jpg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"200\" \/><br \/>\nNos quinto e sexto dias chegou \u00e0 culmin\u00e2ncia a obra da cria\u00e7\u00e3o de nosso mundo. Apesar da forma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria inorg\u00e2nica, do estabelecimento de um mundo organizado a partir de um vazio sem forma, e da cria\u00e7\u00e3o das plantas, tudo isso, tivesse manifestado o grande poder e intelecto de Deus, a forma\u00e7\u00e3o de criaturas animadas ativas, com responsabilidades, foi o que proveu o espetacular cl\u00edmax do processo criativo.<\/p>\n<p>\u201cDisse tamb\u00e9m Deus: Povoem-se as \u00e1guas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos c\u00e9us. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as \u00e1guas, segundo as suas esp\u00e9cies; e todas as aves, segundo as suas esp\u00e9cies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os aben\u00e7oou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as \u00e1guas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. Houve tarde e manh\u00e3, o quinto dia\u201d (G\u00eanesis 1:20-23).<\/p>\n<p>As descri\u00e7\u00f5es feitas por Mois\u00e9s das diferentes esp\u00e9cies de plantas e de animais marinhos e terrestres n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de nos fornecer classifica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. A B\u00edblia foi escrita para os homens de todas as \u00e9pocas, e poucos teriam forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como a de hoje. Tentar fazer com que essas listas simplificadas se tornem completas e sejam congruentes com o moderno sistema de classifica\u00e7\u00e3o dos seres vivos, contraria a inten\u00e7\u00e3o e o prop\u00f3sito das Sagradas Escrituras. Dever\u00edamos observar, entretanto, que as categorias de plantas e animais que Mois\u00e9s menciona, na realidade cobrem adequadamente os reinos vegetal e animal de forma simples para a compreens\u00e3o por parte de qualquer leitor, apesar de, em alguns casos, os tradutores aparentemente terem dado significados muito restritos a algumas palavras ou frases do relato original.<\/p>\n<p>Por exemplo:<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-654\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/baleia.jpg\" alt=\"\" width=\"308\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/baleia.jpg 308w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/baleia-300x195.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 308px) 100vw, 308px\" \/><br \/>\n\u201cA tradu\u00e7\u00e3o baleias (que consta na tradu\u00e7\u00e3o de Almeida revista e corrigida) \u00e9 muito limitada em seu escopo. A palavra tem significados outros, como serpente (\u00caxodo 7:9, 10 e 12) e drag\u00e3o (Isa\u00edas 51:9, Ezequiel 29:3, como consta na tradu\u00e7\u00e3o de Almeida antiga), mas deve significar grandes animais marinhos nesta passagem (como consta na tradu\u00e7\u00e3o de Almeida revista e atualizada) como tamb\u00e9m no Salmo 148:7 (onde consta como monstros marinhos).<\/p>\n<p>\u201cO verbo mover, r\u00e2m\u00e2s em hebraico, \u00e9 especialmente descritivo de animais que rastejam (G\u00eanesis 9:2) seja sobre a terra (G\u00eanesis 7:14), seja nas \u00e1guas (Salmo 69:34), embora aqui em G\u00eanesis 1:21 refira-se claramente \u00e0s criaturas aqu\u00e1ticas\u201d (1).<\/p>\n<p>Da leitura da vers\u00e3o King James, em Ingl\u00eas, poderia parecer que Deus houvesse criado das \u00e1guas tanto as aves como as criaturas marinhas. A Vers\u00e3o Revista Padr\u00e3o (Revised Standard Version), em Ingl\u00eas, reflete mais corretamente o hebraico: \u201cPovoem-se as \u00e1guas de enxames de criaturas vivas, e voem as aves sobre a terra atrav\u00e9s do firmamento dos c\u00e9us\u201d (G\u00eanesis 1:20) (2). Provavelmente n\u00e3o tem maior relev\u00e2ncia o fato de terem as \u00e1guas produzido as aves, ou de ter Deus escolhido alguma outra nova fonte de mat\u00e9ria. A Vers\u00e3o Revista Padr\u00e3o, em Ingl\u00eas, destr\u00f3i o argumento usado por alguns cr\u00edticos da B\u00edblia, de que G\u00eanesis 1:20 e 2:19 se contradizem porque na vers\u00e3o King James a primeira passagem refere-se \u00e0s \u00e1guas produzindo as aves, e a segunda menciona \u201cHavendo, pois, o Senhor Deus formado da terra &#8230; todas as aves do ar\u201d. A palavra ave incluiria todos os p\u00e1ssaros e talvez outros seres alados.<\/p>\n<p>Os tipos de animais criados no quinto dia eram extremamente diversificados, incluindo mam\u00edferos, insetos, peixes, vermes, mariscos e p\u00e1ssaros. Uma simples olhadela na lista, juntamente com a verifica\u00e7\u00e3o de que no dia seguinte tamb\u00e9m se deu a produ\u00e7\u00e3o de vermes, mam\u00edferos, insetos, etc., elimina toda e qualquer pretensa seq\u00fc\u00eancia evolutiva. Deus formou tanto as formas de vida mais complexas como as mais simples, em ambos os dias, o quinto e o sexto.<\/p>\n<p>Talvez Deus tivesse criado diferentes est\u00e1gios nos ciclos de vida de alguns animais em dias distintos &#8211; por exemplo, girinos no quinto dia (como animais aqu\u00e1ticos) e r\u00e3s no sexto dia (como animais terrestres). O relato \u00e9 sum\u00e1rio, e Ele achou desnecess\u00e1rio revelar muitos detalhes.<\/p>\n<p><b>O sexto dia<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-655\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/mamiferos.gif\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"200\" \/><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>\u201cDisse tamb\u00e9m Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua esp\u00e9cie: animais dom\u00e9sticos, r\u00e9pteis e animais selv\u00e1ticos, segundo a sua esp\u00e9cie. E assim se fez. E fez Deus os animais selv\u00e1ticos, segundo a sua esp\u00e9cie, e os animais dom\u00e9sticos, conforme a sua esp\u00e9cie, e todos os r\u00e9pteis da terra, conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que isso era bom\u201d (G\u00eanesis 1:24-25).<\/p>\n<p>O sexto dia completa o trabalho da cria\u00e7\u00e3o dos animais. Novamente n\u00e3o podemos querer comparar as categorias empregadas por Mois\u00e9s com qualquer classifica\u00e7\u00e3o moderna. Na vers\u00e3o Almeida revista e corrigida tem-se \u201cgado\u201d, \u201cr\u00e9pteis\u201d, e \u201cbestas feras\u201d, correspondendo a \u201canimais dom\u00e9sticos\u201d, um conjunto misto de formas de vida mais simples, e \u201canimais selv\u00e1ticos\u201d (principalmente mam\u00edferos). Essas categorias incluem praticamente todas as formas de vida terrestres.<\/p>\n<p>Uma das not\u00e1veis caracter\u00edsticas da narrativa referente aos terceiro, quinto e sexto dias da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso repetitivo da express\u00e3o \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d, ou \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE a terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua esp\u00e9cie, e \u00e1rvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que isso era bom\u201d (G\u00eanesis 1:12).<\/p>\n<p>\u201cCriou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as \u00e1guas, segundo as suas esp\u00e9cies; e todas as aves, segundo as suas esp\u00e9cies. E viu Deus que isso era bom\u201d (G\u00eanesis 1:21).<\/p>\n<p>\u201cE fez Deus os animais selv\u00e1ticos, segundo a sua esp\u00e9cie, e os animais dom\u00e9sticos, conforme a sua esp\u00e9cie, e todos os r\u00e9pteis da terra, conforme a sua esp\u00e9cie. E viu Deus que isso era bom\u201d (G\u00eanesis 1:25).<\/p>\n<p>Seria significativa essa repeti\u00e7\u00e3o, e teria a inten\u00e7\u00e3o de transmitir algum sentido especial? Os comentaristas t\u00eam interpretado essa frase pelo menos de duas maneiras:<\/p>\n<p>1) Como uma ordem reguladora do futuro comportamento reprodutivo das plantas e dos animais;<\/p>\n<p>2) Como uma maneira de dizer que Deus criou v\u00e1rias categorias de plantas, p\u00e1ssaros, criaturas aqu\u00e1ticas, etc., das quais aquelas que foram mencionadas deveriam ser representativas.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cconforme a sua esp\u00e9cie\u201d aparece trinta vezes nos livros de Mois\u00e9s, particularmente nos cap\u00edtulos 6 e 7 de G\u00eanesis, 11 de Lev\u00edtico e 14 de Deuteron\u00f4mio. Por exemplo:<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-656\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/aveTart.jpg\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/aveTart.jpg 307w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/aveTart-300x195.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><br \/>\n\u201cDas aves, estas abominareis; n\u00e3o se comer\u00e3o, ser\u00e3o abomina\u00e7\u00e3o: a \u00e1guia, o quebrantosso e a \u00e1guia marinha; o milhano e o falc\u00e3o, segundo a sua esp\u00e9cie, todo corvo, segundo a sua esp\u00e9cie, o avestruz, a coruja, a gaivota e o gavi\u00e3o, segundo a sua esp\u00e9cie, o mocho, o corvo marinho, a ibis, a gralha, o pelicano, o abutre, a cegonha, a gar\u00e7a, segundo a sua esp\u00e9cie, a poupa e o morcego. Todo inseto que voa, que anda sobre quatro p\u00e9s ser\u00e1 para v\u00f3s outros abomina\u00e7\u00e3o. &#8230; Deles, comereis estes: a locusta, segundo a sua esp\u00e9cie, o gafanhoto devorador, segundo a sua esp\u00e9cie, e o gafanhoto, segundo a sua esp\u00e9cie\u201d. (Lev\u00edtico 11:13 a 20 e 22)<\/p>\n<p>\u201cDe tudo o que vive, de toda carne, dois de cada esp\u00e9cie, macho e f\u00eamea, far\u00e1s entrar na arca, para os conservares vivos contigo. Das aves, segundo as suas esp\u00e9cies, de todo r\u00e9ptil da terra segundo as suas esp\u00e9cies, dois de cada esp\u00e9cie vir\u00e3o a ti, para os conservares em vida\u201d. (G\u00eanesis 6:19-20)<\/p>\n<p>Torna-se evidente que o autor nessas passagens n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de referir-se ao comportamento reprodutivo, e que as palavras \u201csegundo a sua esp\u00e9cie\u201d s\u00e3o usadas simplesmente para indicar todos os animais da mesma categoria que os que foram nomeados. A frase \u201cesp\u00e9cies de\u201d poderia tornar mais preciso o significado &#8211; esp\u00e9cies de aves, esp\u00e9cies de gado,e esp\u00e9cies de r\u00e9pteis. Observe-se esta tradu\u00e7\u00e3o: \u201c&#8230; junto com todas as v\u00e1rias esp\u00e9cies de animais selv\u00e1ticos, todas as v\u00e1rias esp\u00e9cies de animais dom\u00e9sticos, todas as v\u00e1rias esp\u00e9cies de r\u00e9pteis que rastejam sobre a terra, e todas as v\u00e1rias esp\u00e9cies de aves, todas com penas e asas; de todas as criaturas em que havia f\u00f4lego de vida, No\u00e9 juntou um casal de cada, na arca\u201d (3) (G\u00eanesis 7:14-15).<\/p>\n<p>Voltando a G\u00eanesis 1, torna-se evidente que o mesmo sentido ali se aplica. Mois\u00e9s aparentemente refere-se \u00e0s esp\u00e9cies de animais e plantas que Deus criou no terceiro, quinto e sexto dias, e n\u00e3o ao seu comportamento reprodutivo.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que Darwin escreveu \u201cA Origem das Esp\u00e9cies\u201d, os religionistas defendiam fortemente a id\u00e9ia da fixidez das esp\u00e9cies com base na frase \u201csegundo sua esp\u00e9cie\u201d repetida em G\u00eanesis 1. Darwin, por exemplo, escreveu para um amigo que, quando come\u00e7ou a compreender que as esp\u00e9cies realmente mudam, foi como se estivesse confessando um homic\u00eddio (4). Compreendemos hoje que o conceito dos religionistas da \u00e9poca, sobre a fixidez das esp\u00e9cies, baseava-se em uma interpreta\u00e7\u00e3o incorreta das Escrituras.<\/p>\n<p>Como G\u00eanesis 1 n\u00e3o declara que animais de diversas esp\u00e9cies n\u00e3o podem cruzar-se ou hibridizar-se, devemos manter nossos olhos e nossa mente abertos \u00e0 possibilidade de que no mundo ante-diluviano pudessem ter ocorrido cruzamentos entre esp\u00e9cies distintas, em uma escala maior do que hoje. Negar enfaticamente que isso n\u00e3o poderia ter ocorrido no passado porque n\u00e3o ocorre hoje, \u00e9 posicionar-se dogmaticamente dentro da estrutura uniformista.<\/p>\n<p>O conhecimento da B\u00edblia tem-se aprofundado nos tempos atuais, o mesmo se dando com o conhecimento cient\u00edfico. Embora as verdades b\u00e1sicas permane\u00e7am inalteradas, as igrejas deveriam reavaliar algumas de suas interpreta\u00e7\u00f5es, de tempos em tempos. N\u00e3o devemos criticar quem tenha errado no passado. Entretanto a li\u00e7\u00e3o fica para n\u00f3s. Em todas as situa\u00e7\u00f5es devemos estudar a B\u00edblia cuidadosamente para descobrir exatamente o que ela diz &#8211; e o que ela n\u00e3o diz. O mais diligente estudo, entretanto, n\u00e3o nos conduzir\u00e1 \u00e0 verdade, a menos que o Esp\u00edrito Santo dirija nossa mente. As Escrituras prometem o Esp\u00edrito Santo para aqueles que O procuram com contri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na cria\u00e7\u00e3o do homem, Deus trouxe \u00e0 exist\u00eancia uma criatura dotada dos atributos divinos de racioc\u00ednio, julgamento e consci\u00eancia, que o distinguem dos animais.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m disse Deus: Fa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, conforme a nossa semelhan\u00e7a; tenha ele dom\u00ednio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us, sobre os animais dom\u00e9sticos, sobre toda a terra e sobre todos os r\u00e9pteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem \u00e0 Sua imagem, \u00e0 imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os aben\u00e7oou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us e sobre todo animal que rasteja pela terra\u201d (G\u00eanesis 1:26-28).<\/p>\n<p>O homem veio \u00e0 exist\u00eancia como filho de Deus, produto de Seu planejamento e execu\u00e7\u00e3o. Era uma criatura feita especialmente para habitar uma bela e perfeita terra. As claras palavras de G\u00eanesis conflitam com a teoria que hoje prevalece sobre a origem evolutiva do homem, e jamais poderemos conciliar essas duas posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas.<\/p>\n<p>O relato de G\u00eanesis implica que, ao Deus criar as variadas formas de vida vegetal e animal nos dias sucessivos da semana da cria\u00e7\u00e3o, fez Ele uso de mat\u00e9ria que previamente Ele mesmo havia trazido \u00e0 exist\u00eancia. A vegeta\u00e7\u00e3o proveio da terra; os animais marinhos, das \u201c\u00e1guas\u201d; as aves e os animais terrestres, da \u201cterra\u201d (G\u00eanesis 1:11-12, 20-21, 24; 2:19). O fato de que \u201cformou o Senhor Deus ao homem do p\u00f3 da terra\u201d (G\u00eanesis 2:7) da mesma maneira ou sugere o uso de mat\u00e9ria existente, ou define a esp\u00e9cie de mat\u00e9ria de que se comp\u00f5e o corpo humano, ou ambas as coisas.<\/p>\n<p>Criou Deus mat\u00e9ria sem recorrer a material previamente criado, desde a semana da cria\u00e7\u00e3o? Jesus teria criado mat\u00e9ria ao alimentar 5000 pessoas com cinco p\u00e3ezinhos e dois peixes? O que aconteceu ao ter Ele curado o homem com o bra\u00e7o ressequido? Teria Deus criado instantaneamente os peixes da pesca milagrosa de Pedro ao jogar ele sua rede para o outro lado do barco? Ao curar os leprosos, recebiam eles de volta seus peda\u00e7os faltantes, como dedos, artelhos e nariz? Tais exemplos parecem sugerir que Deus tenha ent\u00e3o criado mat\u00e9ria nova (5).<\/p>\n<p>Com o homem, a obra criadora de Deus atinge seu grandioso cl\u00edmax. O Criador foi pr\u00f3digo na concep\u00e7\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o deste Seu \u00faltimo ato criador. (Se algu\u00e9m tem d\u00favidas, bastaria lembrar do caminho que Deus percorreu para tornar poss\u00edvel restaurar o homem ca\u00eddo levando-o de novo \u00e0 sua perfei\u00e7\u00e3o criada no in\u00edcio).<\/p>\n<p>\u201cDeus &#8230; lhe soprou nas narinas o f\u00f4lego de vida, e o homem passou a ser alma vivente\u201d (G\u00eanesis 2:7). Os crist\u00e3os n\u00e3o aceitam que a vida seja meramente o resultado do arranjo fortuito de \u00e1tomos e mol\u00e9culas, de elementos e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nas devidas propor\u00e7\u00f5es. Deus deveria ter fornecido algo a mais, necess\u00e1rio para a vida, ap\u00f3s ter formado um corpo perfeito, mas inerte. Talvez tenha sido este evento o primeiro exemplo de ressuscita\u00e7\u00e3o boca-a-boca (embora Ad\u00e3o n\u00e3o tivesse sido ressuscitado, pois n\u00e3o havia vivido anteriormente).<\/p>\n<p>O procedimento usado por Deus na cria\u00e7\u00e3o de Eva \u00e9 significativo. Deus n\u00e3o precisava ter usado uma costela de Ad\u00e3o para cri\u00e1-la. Mediante esse ato simb\u00f3lico, todavia, Ele estava dando ci\u00eancia a Ad\u00e3o, e a todos os homens depois dele, que, se tratassem mal aquela que se juntaria a eles atrav\u00e9s do casamento, estariam afligindo os seus pr\u00f3prios corpos.<\/p>\n<p>G\u00eanesis 2:21 e 22 retrata pitorescamente como Deus anestesiou Ad\u00e3o, efetuou uma opera\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, retirou uma costela, e \u201ccerrou\u201d a incis\u00e3o. Registra tamb\u00e9m a apresenta\u00e7\u00e3o de Eva a Ad\u00e3o, naquilo que bem poderia ter constitu\u00eddo uma adequada cerim\u00f4nia matrimonial. Deus criou Eva ap\u00f3s Ad\u00e3o ter tido a oportunidade de observar aves e mam\u00edferos e compreender a necessidade de companheirismo em seu pr\u00f3prio n\u00edvel.<\/p>\n<p>T\u00e3o logo Deus colocou Ad\u00e3o no jardim, deu-lhe tamb\u00e9m trabalho para fazer. O plano de Deus para a humanidade claramente n\u00e3o inclui o \u00f3cio. A utiliza\u00e7\u00e3o ativa das m\u00e3os e do c\u00e9rebro em empreendimentos ben\u00e9ficos acarreta n\u00e3o s\u00f3 sa\u00fade f\u00edsica como tamb\u00e9m mental, e o desenvolvimento harm\u00f4nico de todas as faculdades.<\/p>\n<p><b>O s\u00e9timo dia<\/b><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-657\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/sunset2.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/sunset2.jpg 318w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/sunset2-300x189.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><br \/>\nA cria\u00e7\u00e3o agora estava terminada. Tudo que Deus havia planejado fazer Ele havia executado. Tudo era bom &#8211; digno das m\u00e3os do Regente do universo. Ele estava satisfeito. O que Ele agora vem a fazer n\u00e3o era necess\u00e1rio por causa de qualquer cansa\u00e7o. Mas Deus sabia das necessidades da criatura que Ele havia trazido \u00e0 exist\u00eancia, e ent\u00e3o repousou no s\u00e9timo dia, aben\u00e7oou-o, e o deu ao homem como o memorial da cria\u00e7\u00e3o. \u201cO s\u00e1bado foi estabelecido por causa do homem\u201d (Marcos 2:27). O homem n\u00e3o pode trabalhar continuamente, sem repouso ou divers\u00e3o. Para a sa\u00fade f\u00edsica mental e espiritual, deve ele observar um per\u00edodo de repouso, periodicamente, fato esse bem compreendido no mundo de hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 especialmente adequado \u201clembrar do dia de s\u00e1bado\u201d mediante o estudo e a aprecia\u00e7\u00e3o das coisas que Deus fez. As li\u00e7\u00f5es tiradas do mundo natural s\u00e3o apropriadas \u00e0s necessidades e \u00e0 capacidade de entendimento de todas as pessoas, velhos e jovens, iletrados ou instru\u00eddos. As coisas da natureza s\u00e3o simples, e at\u00e9 a crian\u00e7a correndo nas campinas floridas, ou atravessando borbulhantes regatos, \u00e9 capaz de apreciar o Seu criador. As coisas da natureza, entretanto, s\u00e3o tamb\u00e9m profundas, e o cientista inclinado sobre o seu microsc\u00f3pio ou olhando atrav\u00e9s do telesc\u00f3pio, jamais poder\u00e1 compreender plenamente tudo o que est\u00e1 observando. N\u00e3o obstante, ele tamb\u00e9m pode apreciar o seu Criador. Tanto para a crian\u00e7a quanto para o cientista, o dia de repouso prov\u00ea a oportunidade para lembrar-se do Criador e ador\u00e1-lO como Aquele que fez o c\u00e9u e a terra. Se homens e mulheres tivessem sempre lembrado de assim fazer, n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que tivesse surgido a teoria da evolu\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoLaranja\" align=\"center\" valign=\"TOP\">Artigo publicado na<a class=\"titulogrdazul\" href=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/revistas\/folha-criacionista-no-52-1o-semestre-de-1995-ano-24\/\">Folha Criacionista 52<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mente humana n\u00e3o \u00e9 capaz de compreender o infinito. Quando pequeno, deitava-me na poltrona estofada da sala de visitas e punha-me a meditar profundamente sobre os conceitos de infinitude do tempo e do espa\u00e7o. 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