{"id":408,"date":"1975-09-08T09:36:14","date_gmt":"1975-09-08T12:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=408"},"modified":"2022-10-27T00:24:06","modified_gmt":"2022-10-27T03:24:06","slug":"argumentos-contra-a-origem-aleatoria-da-simetria-e-do-planejamento-ou-projeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/argumentos-contra-a-origem-aleatoria-da-simetria-e-do-planejamento-ou-projeto\/","title":{"rendered":"Argumentos Contra a Origem Aleat\u00f3ria da Simetria e do Planejamento ou Projeto"},"content":{"rendered":"<p>A teoria da evolu\u00e7\u00e3o, quer na forma original dada por Darwin, quer na forma moderna surgida ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o das muta\u00e7\u00f5es, resume-se, em \u00faltima an\u00e1lise, na afirma\u00e7\u00e3o de que as formas de todas as criaturas viventes existentes no mundo surgiram por acaso. A obje\u00e7\u00e3o \u00f3bvia \u00e9 que nos casos em que os cientistas podem acompanhar o que est\u00e1 se passando, planejamentos ou projetos complexos n\u00e3o surgem por acaso. O autor enfatiza este ponto referindo-se aos desenhos feitos com areia por algumas tribos de \u00edndios. Poderia ser contestado que, se fossem misturadas areias de diferentes cores, ao acaso, poderia resultar um quadro. Contudo, ningu\u00e9m em gozo de suas faculdades mentais esperaria que tal coisa acontecesse. Como as criaturas viventes s\u00e3o mais complexas do que qualquer pintura com areia, com muito mais raz\u00e3o jamais poderiam ter surgido por acaso!<\/p>\n<h3>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A grande li\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es que permanecem devem se basear na verdade; a declara\u00e7\u00e3o desse princ\u00edpio, de forma negativa, seria que as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem se basear em mentiras, concep\u00e7\u00f5es err\u00f4neas, ignor\u00e2ncia ou supersti\u00e7\u00f5es, nem t\u00e3o somente em fragmentos da verdade. Por\u00e9m, a descoberta da verdade mais dif\u00edcil, pois os sentidos humanos s\u00e3o limitados, a mem\u00f3ria \u00e9 fraca e enganadora, as for\u00e7as intelectuais s\u00e3o fr\u00e1geis, o mundo \u00e9 vasto e extremamente complexo, e a vida \u00e9 curta. Freq\u00fcentemente os homens se enganam.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a tem muito que aprender, e pouco tempo para o aprendizado antes de tornar-se adulto. De poucas observa\u00e7\u00f5es apressadas fazem-se amplas generaliza\u00e7\u00f5es que, apesar de conterem freq\u00fcentemente s\u00e9rios erros, mesmo assim tornam-se h\u00e1bitos de pensamento. A pessoa pode n\u00e3o descobrir os erros durante toda a sua exist\u00eancia, e ainda comunicar suas generaliza\u00e7\u00f5es \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Como resultado, o conhecimento tradicional vem a ser uma mistura de verdade e erro, sendo muitas vezes dif\u00edcil distinguir-se entre os dois. \u00c0s vezes, o erro \u00e9 confundido com a verdade, com conseq\u00fc\u00eancias desastrosas. E, na pesquisa de erros passados, algumas vezes adicionam-se mais erros, para serem corrigidos pelas gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de hoje herdou do passado a teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, que parece muito convincente quando julgada superficialmente, mas que, \u00e0 luz de fatos e princ\u00edpios bem estabelecidos, pode ser mostrada como desesperan\u00e7adamente contradit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Neste artigo, o autor desenvolve uma argumenta\u00e7\u00e3o baseada nas pinturas com areia, mostrando que planejamentos ou projetos n\u00e3o podem ser produzidas por acaso.<\/p>\n<h3>A Origem do Darwinismo<\/h3>\n<p>Consideremos um pouco de Hist\u00f3ria &#8211; quando jovem, Carlos Darwin, tendo sido grandemente impressionado pelas altera\u00e7\u00f5es que criadores haviam produzido por sele\u00e7\u00e3o em animais e plantas, tentou estender o princ\u00edpio da sele\u00e7\u00e3o, concebido como um processo puramente mec\u00e2nico, para a explica\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 origem das esp\u00e9cies em ambientes naturais. N\u00e3o tinha ele nenhuma explica\u00e7\u00e3o adequada para as causas das varia\u00e7\u00f5es nos organismos.<\/p>\n<p>Darwin falhou em compreender que o organismo superior deveria de alguma maneira ter sido produzido antes de ser obtido por sele\u00e7\u00e3o, seja natural, seja artificial. Seus seguidores reconheceram esse defeito em seus pensamentos, a ap\u00f3s sua descoberta de varia\u00e7\u00f5es bruscas, que designaram de muta\u00e7\u00f5es, alegaram que tais altera\u00e7\u00f5es eram causadas pelo acaso. N\u00e3o ocorreu a elas que a probabilidade contr\u00e1ria \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de planejamento por altera\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias s\u00e3o t\u00e3o enormemente grandes que a evolu\u00e7\u00e3o, se existir, n\u00e3o pode ser explicada dessa maneira.<\/p>\n<p>Por que Darwin tentou desenvolver uma teoria mec\u00e2nica? Sir Isaac Newton havia descoberto as leis da Mec\u00e2nica, e os seus seguidores tentaram, com grande sucesso, estender a outras coisas as suas id\u00e9ias b\u00e1sicas de descri\u00e7\u00f5es quantitativas. A generaliza\u00e7\u00e3o descuidada dava id\u00e9ia de que o Universo \u00e9 um mecanismo, e Darwin, como muitos outros, aceitou isso.<\/p>\n<p>Uma teoria cient\u00edfica, de fato, deveria ser julgada criticamente, e n\u00e3o de acordo com a educa\u00e7\u00e3o da pessoa que a apresenta. Na pesquisa dos erros e suas causas, por\u00e9m, a considera\u00e7\u00e3o dessa educa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante. Darwin deixou uma autobiografia que mostra que a sua educa\u00e7\u00e3o completou-se com a idade de menos de vinte e tr\u00eas anos, que ele foi educado para ser um cl\u00e9rigo, e que teve somente rudimentos de ci\u00eancias. Era especialmente fraco em Matem\u00e1tica, o que significa que n\u00e3o poderia ele ter tido uma boa compreens\u00e3o das ci\u00eancias f\u00edsicas de seu tempo. Sua educa\u00e7\u00e3o foi tal que n\u00e3o poderia ele ter sido um seguro cr\u00edtico de suas pr\u00f3prias id\u00e9ias.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-412\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/paisagem2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/paisagem2-1.jpg 500w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/paisagem2-1-300x97.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h3>A argumenta\u00e7\u00e3o proveniente das pinturas com areia<\/h3>\n<p>Consideremos um poderoso argumento contra as id\u00e9ias de Darwin, baseado em pinturas feitas com areia. Em alguns locais do Oeste americano s\u00e3o facilmente encontradas areias de v\u00e1rias cores, e alguns \u00edndios descobriram que elas podem ser usadas para fazer belas pinturas, excelentes trabalhos de arte. Vamos considerar o uso de areias de s\u00f3 duas cores &#8211; Preta a branca. Ser\u00e3o sugeridas experi\u00eancias que podem ser feitas sem grande despesa, e facilmente ser\u00e1 testada de forma limitada a teoria do que o acaso pode ser a causa de planejamentos. Mesmo crian\u00e7as podem fazer as experi\u00eancias e entender o seu significado.<\/p>\n<p>Para ter em mente algo definido, iniciemos com 950 cent\u00edmetros c\u00fabicos de areia branca e 50 cent\u00edmetros c\u00fabicos de areia preta. Essas quantidades exatas n\u00e3o s\u00e3o essenciais, por\u00e9m s\u00e3o quantidades razo\u00e1veis para se trabalhar. A dimens\u00e3o dos gr\u00e3os de areia n\u00e3o \u00e9 essencial, mas deveriam eles ser t\u00e3o pequenos que a vista n\u00e3o os distinga individualmente. Suponhamos, assim, que a sua dimens\u00e3o \u00e9 praticamente uniforme e que tenham um di\u00e2metro m\u00e9dio de um cent\u00e9simo de mil\u00edmetro. De acordo com essas hip\u00f3teses o n\u00famero total de gr\u00e3os \u00e9 de um trilh\u00e3o (1012).<\/p>\n<p>\u00c9 um fato experimental que qualquer tonalidade de cinza pode ser obtida, com a mistura de pigmentos branco e preto. Assim, se uma superf\u00edcie de um metro quadrado for recoberta inicialmente com areia branca, ent\u00e3o podem ser usadas areia preta e misturas de areias branca a preta para produzir uma c\u00f3pia de qualquer p\u00e1gina de qualquer livro em qualquer l\u00edngua, ou qualquer escrita; uma c\u00f3pia de qualquer fotografia em branco-e-preto de qualquer pessoa, animal, planta, objeto, cena, artigo manufaturado, ou outra coisa qualquer que possa ser fotografada; c\u00f3pia de qualquer desenho de engenharia, ou um gr\u00e1fico de qualquer fun\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Reconhe\u00e7amos que qualquer l\u00edngua significa n\u00e3o somente qualquer l\u00edngua existente, o que inclui o Chin\u00eas, como, tamb\u00e9m qualquer l\u00edngua morta, o que inclui o antigo Eg\u00edpcio, e, para completar, qualquer nova l\u00edngua que seja inventada; e inclui ainda a l\u00edngua pict\u00f3rica dos \u00edndios americanos. As letras de qualquer l\u00edngua escrita s\u00e3o formas geom\u00e9tricas, e teoricamente o n\u00famero de formas poss\u00edveis \u00e9 infinito.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica pode ser muito elevado, como sabem as crian\u00e7as chinesas para sua tristeza, pois a sua l\u00edngua envolve cerca de 60.000 caracteres. A forma\u00e7\u00e3o de palavras a partir das letras \u00e9 arbitr\u00e1ria, bem como a associa\u00e7\u00e3o de palavras com id\u00e9ias. Com base nesses fatos, \u00e9 poss\u00edvel um n\u00famero enorme de linguagens.<\/p>\n<p>O mesmo \u00e9 verdadeiro para diferentes fotografias, desenhos e diagramas; obviamente o seu n\u00famero \u00e9 enorme. N\u00e3o s\u00f3 podem ser mostradas fotografias inteiras, como partes suas, e pequenas partes de muitas fotografias misturadas em um n\u00famero enorme de maneiras. N\u00e3o levando em conta as limita\u00e7\u00f5es humanas, pode ser mostrado um n\u00famero infinito de coisas distintas, uma ap\u00f3s outra, ou algumas simultaneamente.<\/p>\n<p>Suponhamos uma \u00e1rea de um metro quadrado dividida em cent\u00edmetros quadrados por linhas horizontais e verticais, sendo esses pequenos quadrados usados para escrever n\u00fameros da esquerda para a direita e de cima para baixo, como de costume, com um d\u00edgito por quadrado. Desta maneira poder-se-iam representar com areia preta todos os n\u00fameros de zero a nove multiplicados por 10.000, isto \u00e9, 1010000 n\u00fameros distintos.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que o n\u00famero de coisas que podem ser representadas com a areia preta excede de longe esse enorme n\u00famero. Um n\u00famero muito maior poderia ser representado, utilizando-se 100 s\u00edmbolos para os &#8220;d\u00edgitos&#8221; em vez de 10, e o sistema de numera\u00e7\u00e3o com base 100. Ainda assim isso n\u00e3o abrangeria a infinidade de fotografias e de partes de fotografias misturadas.<\/p>\n<p>Nas atividades humanas normais n\u00e3o se usam jamais n\u00fameros muito elevados; assim, na realidade o povo n\u00e3o os compreende. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil escrever um n\u00famero com 10.000 d\u00edgitos, por\u00e9m \u00e9 imposs\u00edvel compreender totalmente o significado de tal n\u00famero. Sir Arthur Eddington prop\u00f4s uma teoria em que estimava que existissem 3,145.1079 part\u00edculas em todo o universo f\u00edsico.<\/p>\n<p>Conhece-se a massa do Sol; e se o Sol fosse composto de pr\u00f3tons e el\u00e9trons, ter-se-ia de multiplicar o seu n\u00famero por cerca de dez mil bilh\u00f5es de bilh\u00f5es para chegar ao n\u00famero de Eddington. Para esta argumenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 importante se aquela teoria ou aquele n\u00famero est\u00e1 correto; de qualquer maneira, o n\u00famero ser\u00e1 imensamente maior do que o n\u00famero de \u00e1tomos que comp\u00f5em a Terra. \u00c9 interessante notar que, se cada part\u00edcula do Universo fosse uma pessoa com um n\u00famero de previd\u00eancia social, o maior n\u00famero que teria de ser usado conteria apenas oitenta d\u00edgitos.<\/p>\n<p>Suponhamos que toda a mat\u00e9ria existente no Universo f\u00edsico se encontrasse sob a forma de polpa de madeira, adequada para fabricar papel, e que se transformasse em uma enorme tira sobre a qual se escrevessem n\u00fameros t\u00e3o pequenos que se precisasse de uma boa lente para se conseguir distingui-los. Essa enorme tira seria obviamente muito pequena para se escrever de uma s\u00f3 vez todos os n\u00fameros de zero a 1010000, pois este n\u00famero \u00e9 imensamente maior do que o n\u00famero de Eddington. Parece n\u00e3o haver jeito de representar, em termos intuitivos, o significado desse enorme n\u00famero. Entretanto, com a areia preta, pode ser representado um n\u00famero de coisas imensamente maior do que esse.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-413\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/InteriordoSol.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/InteriordoSol.jpg 286w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/InteriordoSol-272x300.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/p>\n<h3>O que pode ser produzido pelo acaso?<\/h3>\n<p>Tentemos formar n\u00fameros, desenhos, etc., ao acaso: primeiro misturem-se as areias branca e preta, e depois peneire-se a mistura sobre a \u00e1rea. Para obter desenhos, retratos, etc., basta fazer os gr\u00e3os de areia ca\u00edrem nas posi\u00e7\u00f5es adequadas. \u00c9 poss\u00edvel um enorme n\u00famero de figuras. Se os gr\u00e3os de areia forem peneirados repetidamente, teoricamente \u00e9 poss\u00edvel obter, por esse processo, p\u00e1gina ap\u00f3s p\u00e1gina de toda a Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica na mesma ordem em que est\u00e3o encadernadas. Por\u00e9m, ser\u00e1 prov\u00e1vel obter-se uma s\u00f3 figura ou p\u00e1gina impressa que seja?<\/p>\n<p>Constitui mesmo um prov\u00e9rbio que \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma agulha num palheiro. Se toda a Terra fosse feita de areia branca, com s\u00f3 um gr\u00e3o de areia preta, seria dif\u00edcil encontrar o gr\u00e3o preto, embora n\u00e3o fosse exatamente imposs\u00edvel. Se todas as \u00e1guas da Terra contivessem somente um peixe, seria dif\u00edcil encontr\u00e1-lo e peg\u00e1-lo. Quando h\u00e1 um n\u00famero enorme de possibilidades, a probabilidade de se achar um objeto particular \u00e9 extremamente pequena.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia comum obtida ao misturar coisas e espalh\u00e1-las ao acaso indica que a obten\u00e7\u00e3o de somente uma tonalidade cinza uniforme ser\u00e1 o resultado de espalhar uma mistura de areia branca e preta sobre uma dada \u00e1rea. Essa ilustra\u00e7\u00e3o das pinturas com areia mostra a grande diferen\u00e7a entre o significado de poss\u00edvel e prov\u00e1vel. As figuras, escritas, n\u00fameros e desenhos s\u00e3o todos poss\u00edveis, embora n\u00e3o seja praticamente prov\u00e1vel obter qualquer das configura\u00e7\u00f5es com procedimento aleat\u00f3rio. Os evolucionistas t\u00eam estado a ensinar que quase toda possibilidade poderia ocorrer no ambiente natural durante o longo per\u00edodo da exist\u00eancia da Terra. O argumento apresentado mostra que n\u00e3o \u00e9 esse o caso: uma infinidade de coisas n\u00e3o pode resultar de um n\u00famero finito de coisas em um intervalo de tempo finito.<\/p>\n<p>O leitor est\u00e1 familiarizado em os od\u00f4metros, que registram o n\u00famero de quil\u00f4metros que os ve\u00edculos percorrem. A pequena engrenagem da direita registra os d\u00e9cimos de quil\u00f4metros; a que est\u00e1 ao seu lado, os quil\u00f4metros, e em seguida as dezenas, centenas, milhares e dezenas de milhares. Certamente \u00e9 poss\u00edvel construir um dispositivo semelhante, com dez mil engrenagens, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel faz\u00ea-lo indicar a n\u00famero de todas as diferentes coisas que podem ser representadas pelas areias branca e preta, pois esse n\u00famero \u00e9 incomensuravelmente maior.<\/p>\n<h3>Simetria<\/h3>\n<p>Suponhamos que um \u00edndio consiga areias coloridas para fazer uma pintura ampliada da asa esquerda de uma linda borboleta, e que seja mantido o apontamento das quantidades das v\u00e1rias areias coloridas utilizadas. Suponhamos, ent\u00e3o, que as mesmas quantidades de cada areia colorida sejam misturadas, e que algu\u00e9m tenta obter, peneirando as areias sobre certa \u00e1rea, a pintura sim\u00e9trica da asa direita da mesma borboleta. A probabilidade de obter esse desenho sim\u00e9trico por acaso obviamente \u00e9 extremamente pequena. Contudo, n\u00e3o \u00e9 ela exatamente imposs\u00edvel, pelo menos no sentido de que o \u00edndio poderia certamente pint\u00e1-la com as areias antes de elas serem misturadas.<\/p>\n<p>Consideremos esse assunto da simetria nos organismos, sob um ponto do vista matem\u00e1tico. Um desenho pode ser dividido em linhas horizontais coloridas, de tal maneira que, por exemplo, uma linha seja composta de 1200 gr\u00e3os de areia, com 200 gr\u00e3os de cada uma das seis cores. \u00c9 um problema de an\u00e1lise combinacional calcular o n\u00famero poss\u00edvel de disposi\u00e7\u00f5es das cores ao longo dessa linha. O interc\u00e2mbio de gr\u00e3os da mesma cor n\u00e3o altera a disposi\u00e7\u00e3o das cores. De acordo com os c\u00e1lculos, h\u00e1 cerca de 10926 disposi\u00e7\u00f5es distintas, n\u00famero esse imensamente maior do que o n\u00famero do Eddington para as part\u00edculas do universo f\u00edsico.<\/p>\n<p>Assim, a probabilidade de n\u00e3o se produzir simetria ao acaso \u00e9 t\u00e3o imensa que as numerosas simetrias existentes na natureza, tais como asas, olhos, orelhas, m\u00e3os, etc, constituem muito mais do que evid\u00eancia suficiente para se concluir que alguma outra causa, al\u00e9m do acaso, est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o para produzir os planejamentos ou projetos.<\/p>\n<h3>O que se pode conseguir em um n\u00famero finito de tentativas<\/h3>\n<p>O fato de que s\u00e3o poss\u00edveis infinitos planejamentos ou projetos, significa que \u00e9 somente infinitesimamente prov\u00e1vel que qualquer deles seja atingido em um n\u00famero finito de tentativas. O uso de n\u00fameros poderia tornar isto mais claro. Suponhamos uma cole\u00e7\u00e3o de 100 fotografias, cada uma composta de 5.000 partes na forma de pequenos quadrados, todos do mesmo tamanho. As partes de uma \u00fanica fotografia podem ser identificadas escrevendo-se o mesmo n\u00famero de s\u00e9rie em cada parte, e utilizando-se diferentes n\u00fameros de s\u00e9rie para diferentes fotografias. Suponhamos, ainda, que as partes de cada fotografia sejam guardadas em caixas separadas.<\/p>\n<p>A escolha das partes ao acaso \u00e9 desej\u00e1vel, e para esse prop\u00f3sito \u00e9 pr\u00e1tico ter bolas id\u00eanticas numeradas de 1 a 100, bem como numerar as caixas de igual maneira. Coloquemos ent\u00e3o todas as bolas em um saco, misturemo-las, e, sem olhar, retiremos uma bola. Tomemos ent\u00e3o uma parte da fotografia que est\u00e1 na caixa de mesmo n\u00famero.<\/p>\n<p>Sob essas condi\u00e7\u00f5es, a probabilidade de escolher uma parte, de uma determinada caixa, \u00e9 exatamente 1\/100, e portanto, das leis da teoria matem\u00e1tica das probabilidades, a probabilidade de escolher todas as partes da fotografia em 5.000 tentativas \u00e9 de (1\/100)5000. \u00c9 este um n\u00famero extremamente pequeno. Em vez de se conseguirem todas as partes da mesma fotografia, \u00e9 imensamente mais prov\u00e1vel que se obtenham algumas das partes de todas as outras fotografias.<\/p>\n<p>Nem \u00e9 mesmo poss\u00edvel ajuntar por acaso mais do que algumas poucas coisas para formar desenhos. Para ilustrar este aspecto, suponhamos um retrato de um metro quadrado cortado em quadrados de dez cent\u00edmetros de lado, perfazendo cem quadrados de igual tamanho. Sup\u00f5e-se que estes pequenos quadrados formem um retrato, sem desarmonias, somente quando foram colocados juntos na maneira original, condi\u00e7\u00e3o essa obviamente verdadeira para muitos retratos, embora n\u00e3o para a generalidade dos retratos. Como s\u00f3 h\u00e1 um lugar para cada quadrado, eles podem ser dispostos, sem rota\u00e7\u00e3o, em fatorial de cem distintas posi\u00e7\u00f5es. \u00c9 este um enorme n\u00famero, cerca de 10158, muito maior do que o n\u00famero do Eddington.<\/p>\n<p>No caso dos gr\u00e3os de areia, o resultado usual de distribuir os gr\u00e3os de areia ao acaso consiste em uma confus\u00e3o de coisas poss\u00edveis, da ordem de n\u00fameros imensamente maiores: fotografias, letras, diagramas, desenhos, figuras, e suas respectivas pequenas partes constituem t\u00e3o grande confus\u00e3o que n\u00e3o se divisa planejamento algum. A experi\u00eancia mostra que o n\u00famero de arranjos das part\u00edculas de areia que n\u00e3o formam sentido \u00e9 muito grande em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de poss\u00edveis desenhos. Pode ser verdadeira a afirma\u00e7\u00e3o de que os n\u00e3o-desenhos formam uma infinidade de ordem superior \u00e0 dos desenhos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-414\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/deserto.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/deserto.jpg 269w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/deserto-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/p>\n<h3>Mudan\u00e7a ao acaso n\u00e3o causa melhoramento<\/h3>\n<p>Da experi\u00eancia pr\u00e1tica no trabalho com coisas pode-se concluir que quase toda a altera\u00e7\u00e3o em um bom projeto ou planejamento, torna-o pior. Nenhum conhecimento ou t\u00e9cnica \u00e9 exigido para alterar a maior parte das m\u00e1quinas, ao ponto de cessarem de funcionar adequadamente. Uma crian\u00e7a pode facilmente destruir um rel\u00f3gio ou uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica. Por outro lado, \u00e9 quase sempre dif\u00edcil alterar bons projetos para faz\u00ea-los melhor, e o realizar esses melhoramentos exige muito conhecimento e t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>As lentes de um excelente microsc\u00f3pio podem ser removidas e podem ser rearranjadas de infinitas maneiras sem mais dar a imagem de um pequeno objeto. \u00c9 realmente f\u00e1cil alterar um artigo bem escrito tornando-o pior, por\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil faz\u00ea-lo melhor. Isso tamb\u00e9m se aplica a todas as obras de arte.<\/p>\n<p>Quando altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em bons projetos, por acidente, \u00e9 praticamente certo que ser\u00e3o eles danificados ou destru\u00eddos. Os autom\u00f3veis n\u00e3o se constroem por acidente. Tudo que \u00e9 feito pelo homem, tal como edif\u00edcios, estradas, represas, pontes, casas, roupas, sistemas de comunica\u00e7\u00e3o e m\u00e1quinas, torna-se mais desordenado, conforme a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica. Esta lei, em sua forma mais geral, como apresentado por Lewis e Randall em seu livro &#8220;Thermodynamics&#8221; \u00e9 a seguinte: &#8220;Todo sistema que \u00e9 deixado a si mesmo, alterar-se-\u00e1, em m\u00e9dia, no sentido de uma condi\u00e7\u00e3o de m\u00e1xima probabilidade&#8221;. Uma grande soma de evid\u00eancia nas ci\u00eancias f\u00edsicas concorda com esta lei, a n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia conhecida contra ela. Como todas as coisas que o homem faz s\u00e3o posteriormente destru\u00eddas, devem elas ser consideradas como arranjos de mat\u00e9ria improv\u00e1veis na \u00e9poca em que se completou a sua fabrica\u00e7\u00e3o. Portanto, as esp\u00e9cies n\u00e3o podem se originar ao acaso.<\/p>\n<p>Da evid\u00eancia anterior, e da sua discuss\u00e3o, \u00e9 evidente que Darwin e seus seguidores estiveram errados ao pensar que qualquer tend\u00eancia para a evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, se existisse, poderia ser explicada por muta\u00e7\u00f5es ao acaso, e pela sobreviv\u00eancia do mais apto. Deveriam ser feitas pesquisas para uma explica\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>Alfred North Whitehead, em seu pequeno livro &#8220;The Function of Reason&#8221; exp\u00f4s sua conclus\u00e3o de que a Raz\u00e3o \u00e9 a causa da tend\u00eancia para cima na evolu\u00e7\u00e3o. Ele parece ter sido o mais competente matem\u00e1tico do mundo, dentre os fil\u00f3sofos. Realmente, a sua explica\u00e7\u00e3o da natureza das coisas tem uma hist\u00f3ria bastante longa: Anax\u00e1goras, fil\u00f3sofo grego que viveu aproximadamente de 500 a.C. a 428 a.C., ensinava que a Raz\u00e3o \u00e9 a causa de todas as coisas.<\/p>\n<h3>N\u00e3o h\u00e1 nenhum Princ\u00edpio Universal de Evolu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Al\u00e9m do mais, \u00e9 hoje certo que n\u00e3o existe nenhum princ\u00edpio universal de evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Em 1938 o coelacantho, um grande peixe do mar, foi descoberto perto de Madagascar. Anteriormente a essa importante descoberta, os paleontologistas pensavam que aquela esp\u00e9cie tinha se extinguido desde o per\u00edodo Cret\u00e1ceo. A exist\u00eancia inalterada do coelacantho por um enorme per\u00edodo de tempo \u00e9 suficiente evid\u00eancia para a conclus\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 um princ\u00edpio universal de evolu\u00e7\u00e3o. Sendo esse o caso, a evolu\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie poderia ser estabelecida somente por alguma prova de descend\u00eancia.<\/p>\n<h3>Os maus efeitos do erro filos\u00f3fico a cient\u00edfico<\/h3>\n<p>Deve ser entendido claramente que fil\u00f3sofos e cientistas que pensam e escrevem a respeito dos mais profundos assuntos, est\u00e3o afetando, para o bem ou para o mal, os destinos da humanidade. As atividades humanas formam um grande sistema complexo de elementos interligados, de tal maneira que perturba\u00e7\u00f5es em um elemento podem ocasionar perturba\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas e remotas em v\u00e1rios outros. \u00c9 necess\u00e1rio, permanecer em guarda constantemente contra o erro.<\/p>\n<p>Darwin estava mal preparado para se tornar um l\u00edder filos\u00f3fico da humanidade, por\u00e9m foi considerado, por julgamento err\u00f4neo, como um dos maiores pensadores do mundo. Ele n\u00e3o era uma pessoa ampla e profundamente educada; ele se assemelhou a uma crian\u00e7a brincando com uma metralhadora carregada, cujo mecanismo e cujo perigo n\u00e3o chegava a compreender. Em sua autobiografia declarou ele: &#8220;por\u00e9m eu tamb\u00e9m ambicionava ter um bom lugar entre os cientistas &#8211; embora n\u00e3o possa formar opini\u00e3o se ambicionava mais ou menos do que meus companheiros de trabalho&#8221;. Perseguindo sua ambi\u00e7\u00e3o, tentou ele destruir, e acreditou que tivesse destru\u00eddo a validade do argumento teol\u00f3gico extremamente importante acerca do projeto ou planejamento. E muitas pessoas aceitaram como v\u00e1lido o seu uso da evid\u00eancia e do racioc\u00ednio.<\/p>\n<p>A aceita\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de sua teoria da origem das esp\u00e9cies levou muitos a abandonar a cren\u00e7a no mais sublime pensamento da humanidade &#8211; que o universo inteiro, com seu enorme n\u00famero de estrelas e nebulosas, com a Terra de grande beleza, habitada por organismos maravilhosamente constru\u00eddos, formando um mundo de vida intrincadamente interrelacionado, foi criado por um Ser Inteligente, infinitamente superior ao homem.<\/p>\n<p>A inadequa\u00e7\u00e3o do ponto de vista de um mundo materialista. O progresso no elevar a ra\u00e7a humana a um n\u00edvel mais elevado depende grandemente da descoberta de verdades profundas, tais como a matem\u00e1tica, incluindo o c\u00e1lculo, em combina\u00e7\u00e3o com experi\u00eancias quantitativas e as leis de Newton do movimento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-415\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1975\/09\/paisagem3.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"198\" \/><\/p>\n<p>Por outro lado, uma das piores coisas que podem acontecer \u00e0 humanidade \u00e9 tomar erradamente um erro s\u00e9rio como sendo verdade profunda, pois isso resulta em ju\u00edzos errados sobre assuntos da maior import\u00e2ncia. A teoria de Darwin deveria ser considerada como um dos maiores enganos jamais cometidos.<\/p>\n<p>Por muitos s\u00e9culos antes da \u00e9poca de Darwin, era geralmente aceito que o Universo era composto de mente e mat\u00e9ria. Os significados de muitas das palavras usadas na conversa\u00e7\u00e3o casual e na escrita formal baseiam-se nesta filosofia de dualismo, por\u00e9m mente e mat\u00e9ria n\u00e3o s\u00e3o definidas na filosofia do materialismo, \u00e0 qual a teoria de Darwin parecia dar poderoso apoio. O resultado foi que o homem tentou fazer importantes decis\u00f5es em conformidade com id\u00e9ias gerais inconsistentes, e com isso resultou um mundo seriamente dividido. Os homens pensantes deveriam agora reconhecer que a teoria de Darwin \u00e9 errada, e deveriam iniciar a reconstru\u00e7\u00e3o das id\u00e9ias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A teoria da evolu\u00e7\u00e3o, quer na forma original dada por Darwin, quer na forma moderna surgida ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o das muta\u00e7\u00f5es, resume-se, em \u00faltima an\u00e1lise, na afirma\u00e7\u00e3o de que as formas de todas as criaturas viventes existentes no mundo surgiram por acaso. 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