{"id":361,"date":"1972-03-02T22:53:23","date_gmt":"1972-03-03T01:53:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=361"},"modified":"2022-10-27T00:22:29","modified_gmt":"2022-10-27T03:22:29","slug":"as-implicacoes-das-duas-leis-da-termodinamica-na-origem-e-destino-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/as-implicacoes-das-duas-leis-da-termodinamica-na-origem-e-destino-do-universo\/","title":{"rendered":"As Implica\u00e7\u00f5es das Duas Leis da Termodin\u00e2mica na Origem e Destino do Universo"},"content":{"rendered":"<p><b>David Penny\u00a0<\/b>&#8211; O autor apresentou disserta\u00e7\u00e3o com este t\u00edtulo ao Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Dallas, em Dallas, Texas, USA.<br \/>\nEste artigo \u00e9 o resumo de uma sec\u00e7\u00e3o daquela disserta\u00e7\u00e3o, e \u00e9 publicado com a especial permiss\u00e3o do Dr. John F. Walvoord, Presidente do Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Dallas.\u00a0 \u00c9 graduado em Engenharia Mec\u00e2nica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e tem o mestrado em Teologia no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Dallas.<\/p>\n<p><i>Explicam-se as duas leis da Termodin\u00e2mica, com ilustra\u00e7\u00f5es. De acordo com a Segunda Lei, o Universo est\u00e1 destinado a uma lenta e irrevers\u00edvel morte t\u00e9rmica, sem interven\u00e7\u00e3o divina. Mostra-se que as duas leis da Termodin\u00e2mica conflitam com qualquer esquema natural\u00edstico das origens, concordando, por\u00e9m, com a cria\u00e7\u00e3o especial.<\/i><\/p>\n<h3 class=\"textopeq\"><b>A Primeira Lei da Termodin\u00e2mica<\/b><\/h3>\n<p>A Primeira Lei da Termodin\u00e2mica estabelece que a energia se conserva quantitativamente; nada se ganha ou se perde nas transforma\u00e7\u00f5es. Se o Universo for um sistema fechado ou finito, como Einstein e outros aceitam, ent\u00e3o a quantidade total de energia e de massa equivalente a energia (E = m.c<sup>2<\/sup>) no Universo, ser\u00e1 sempre constante. O conceito de densidade de energia pode ser aplicado a um Universo finito, de maneira que a Primeira Lei pode ser expressa no gr\u00e1fico da varia\u00e7\u00e3o da densidade de energia m\u00e9dia em fun\u00e7\u00e3o do tempo, como indicado na Figura 1.<\/p>\n<p>O Universo cont\u00e9m hoje a mesma quantidade de energia que continha h\u00e1 mil anos atr\u00e1s, e que conter\u00e1 a mil anos no futuro, de conformidade com a Primeira Lei da Termodin\u00e2mica. A quantidade de energia, inclusive da massa equivalente, \u00e9 conservada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-362\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>A Segunda Lei da Termodin\u00e2mica<\/strong><\/h3>\n<p>A Segunda Lei da Termodin\u00e2mica \u00e9 compreendida hoje sob tr\u00eas aspectos:<\/p>\n<p>(1) a abordagem cl\u00e1ssica, ou do calor e trabalho;<br \/>\n(2) a abordagem estat\u00edstica, ou da Teoria Cin\u00e9tica, e<br \/>\n(3) a abordagem da Teoria da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um sistema fechado transformar-se-\u00e1 de estados ordenados para estados desordenados, a menos que nele seja introduzida ordem proveniente do exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DENSIDADE M\u00c9DIA DA SOMA<br \/>\nDA ENERGIA TOTAL COM A<br \/>\nENERGIA EQUIVALENTE \u00c0 MASSA<\/p>\n<figure id=\"attachment_363\" aria-describedby=\"caption-attachment-363\" style=\"width: 353px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-363 size-full\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_1.gif\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"137\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-363\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 Densidade m\u00e9dia de energia em fun\u00e7\u00e3o do tempo Em um universo finito, a mesma quantidade de energia existente hoje existia h\u00e1 mil anos no passado, e existir\u00e1 a mil anos no futuro, de conformidade com a Primeira Lei da Termodin\u00e2mica.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na abordagem estat\u00edstica, um sistema fechado deslocar-se-\u00e1 estatisticamente, em qualquer transforma\u00e7\u00e3o, de um estado menos prov\u00e1vel (ordem) para o estado mais prov\u00e1vel (desordem). Na abordagem da Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o em qualquer sistema fechado tornar-se-\u00e1, em qualquer intera\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o, mais rand\u00f4mica ou desordenada.<\/p>\n<p>A Segunda Lei diz que a entropia de um sistema fechado sempre cresce. A palavra entropia \u201c\u00e9 composta do grego en (= para dentro) e trepen (= tornar, deslocar, dar dire\u00e7\u00e3o a).\u201d Entropia portanto significa a a\u00e7\u00e3o de \u201cser dirigido para dentro\u201d (1).<\/p>\n<p>A entropia simplesmente indica a dire\u00e7\u00e3o que o sistema fechado assume, a qual \u00e9 no sentido de maior randomicidade ou desordena\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que Eddington chamou de seta do tempo, isto \u00e9, um indicador da dire\u00e7\u00e3o dos processos naturais. \u201cEntropia \u00e9 a medida da randomicidade\u201d (2), e a randomicidade \u00e9 sempre crescente. Harold Blum, um biologista evolucionista de Princeton, resumiu o conceito de entropia:<\/p>\n<p>Uma importante conseq\u00fc\u00eancia da Segunda Lei da Termodin\u00e2mica \u00e9 que todas as transforma\u00e7\u00f5es reais se d\u00e3o no sentido de uma condi\u00e7\u00e3o de maior probabilidade. A fun\u00e7\u00e3o probabilidade geralmente usada na termodin\u00e2mica \u00e9 a entropia. &#8230; Assim, a ordem \u00e9 associada com entropia baixa; a randomicidade com entropia alta. A Segunda Lei da Termodin\u00e2mica diz que qualquer sistema isolado deixado a si mesmo transformar-se-\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o de maior entropia, o que tamb\u00e9m significa na dire\u00e7\u00e3o de maior randomicidade e maior probabilidade (3).<\/p>\n<p>O aumento da entropia, ou a Segunda Lei \u00e9 simplesmente o aumento da desordem em um sistema fechado (Ver Figura 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DENSIDADE M\u00c9DIA DA<br \/>\nENERGIA UTILIZ\u00c1VEL<\/p>\n<figure id=\"attachment_364\" aria-describedby=\"caption-attachment-364\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-364\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_2.gif\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"133\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-364\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 Energia utiliz\u00e1vel em fun\u00e7\u00e3o do tempo<br \/>No universo, a densidade m\u00e9dia da energia utiliz\u00e1vel decresce em fun\u00e7\u00e3o do tempo,<br \/>de acordo com a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica, a qual indica que a energia<br \/>se torna continuamente menos dispon\u00edvel e distribu\u00edda mais randomicamente.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Acredita-se que existem dois m\u00e9todos pelos quais possa ser produzida a ordem a partir da desordem, dentro dos limites dessa Lei:<\/p>\n<p>(1) acaso e tempo no decorrer do qual se sup\u00f5e atingir o estado improv\u00e1vel, e<br \/>\n(2) um agente e uma fonte de energia degrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>O primeiro dos m\u00e9todos propostos n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido porque tanto o tempo como o acaso inevitavelmente favorecem o aumento da entropia. No segundo m\u00e9todo proposto, algum agente pr\u00e9-existente deve possuir uma quantidade m\u00ednima de complexidade ou ordem, superior ou pelo menos igual \u00e0 que ser\u00e1 produzida.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a energia fornecida deve degradar-se no sentido de maior desordem, de tal modo que a degrada\u00e7\u00e3o da ordem seja igual ou maior do que o aumento local da ordem, produzido pelo agente.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, pode haver decr\u00e9scimos locais de entropia em resultado de intera\u00e7\u00f5es de diversos corpos, por\u00e9m cada decr\u00e9scimo \u00e9 mais do que compensado por um aumento da entropia algures, de tal modo que a entropia total do sistema aumenta\u201d (4).<\/p>\n<p>Uma ilustra\u00e7\u00e3o esclarece a diferen\u00e7a entre os dois m\u00e9todos de produzir ordem. Considere-se um rel\u00f3gio cujas partes componentes sejam lan\u00e7adas em um recipiente. Poderemos produzir ordem, isto \u00e9, o rel\u00f3gio novamente montado, das seguintes maneiras:<\/p>\n<p>(1) sacudindo o recipiente e permitindo a a\u00e7\u00e3o do tempo e do acaso, ou<br \/>\n(2) introduzindo no recipiente um relojoeiro e fornecendo-lhe a necess\u00e1ria energia.<\/p>\n<p>No primeiro caso, o tempo e o acaso produziriam o rel\u00f3gio, e no segundo, o agente e o suprimento de energia degrad\u00e1vel atingiriam a ordem.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, um \u00f3vulo fertilizado pode tornar-se um ser humano desde que tenha o seu agente &#8211; o DNA, isto \u00e9, a mol\u00e9cula gen\u00e9tica &#8211; e uma fonte de energia &#8211; o alimento. Retirando-os ambos, e deixando o \u00f3vulo submetido somente \u00e0 a\u00e7\u00e3o do acaso e do tempo, \u00e9 imposs\u00edvel produzir-se um ser humano, de conformidade com todos os acontecimentos que ocorrem naturalmente. Nesta analogia desprezam-se ainda os efeitos de altera\u00e7\u00f5es delet\u00e9rias no DNA, como tamb\u00e9m o fato de que o ser humano posteriormente morrer\u00e1.<\/p>\n<h3><b>Aplica\u00e7\u00f5es Espec\u00edficas da Segunda Lei<\/b><\/h3>\n<p>Mais especificamente, qual \u00e9 o significado da entropia na abordagem cl\u00e1ssica do calor trabalho?<\/p>\n<p>O termo \u201centropia\u201d usado nesta lei tem um car\u00e1ter curioso e negativo. Ele indica o grau de randomicidade ou desordem nas part\u00edculas constitutivas de qualquer subst\u00e2ncia, ou, alternativamente, pode-se dizer que ele indica o grau em que a energia se transforma de uma forma \u00fatil em uma forma in\u00fatil. A Segunda Lei da Termodin\u00e2mica \u00e9, de fato, uma lei f\u00edsica de irreversibilidade, pois afirma que em qualquer transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou qu\u00edmica a quantidade de energia \u00fatil no final da transforma\u00e7\u00e3o ou deve permanecer exatamente igual ao que era no in\u00edcio, ou alternativamente, deve decrescer. Tal decr\u00e9scimo da energia \u00fatil significa um aumento na entropia (5).<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-365\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><\/p>\n<p>A energia \u00fatil, dispon\u00edvel (n\u00e3o rand\u00f4mica), sempre diminui em um sistema fechado. Em termos simples, a energia mec\u00e2nica (\u00fatil, ordenada) se transforma em energia t\u00e9rmica in\u00fatil, randomicamente distribu\u00edda. Com rela\u00e7\u00e3o ao Universo como um todo,<\/p>\n<p>a entropia do Universo aumenta em uma transforma\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel. &#8230; Como todas as transforma\u00e7\u00f5es na natureza s\u00e3o irrevers\u00edveis, &#8230; segue se que o Universo continuamente se desloca em dire\u00e7\u00e3o a entropia cada vez maior, que o calor se degrada ao se transferir de regi\u00f5es de alta temperatura para regi\u00f5es de baixa temperatura, e que a entropia \u00e9 uma medida dessa degrada\u00e7\u00e3o (6).<\/p>\n<p>Essa degrada\u00e7\u00e3o da energia \u00e9 provavelmente exponencial, porque a taxa de aumento da entropia \u00e9 proporcional \u00e0s diferen\u00e7as de potencial (diferen\u00e7as de temperatura, press\u00e3o e probabilidade) que diminuem com o tempo. Logo, o aumento de entropia \u00e9 mais r\u00e1pido em dado instante e mais lento nos instantes seguintes, pois a energia \u00fatil tende a zero assintoticamente. Esse decr\u00e9scimo da energia \u00fatil pode ser representado graficamente como a varia\u00e7\u00e3o da densidade m\u00e9dia de energia \u00fatil de todo o Universo em fun\u00e7\u00e3o do tempo, embora n\u00e3o se conhe\u00e7a a taxa dessa varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o significado da entropia na abordagem estat\u00edstica, ou da Teoria Cin\u00e9tica?<\/p>\n<p>Em todos os casos observados na natureza, h\u00e1 uma tend\u00eancia para as transforma\u00e7\u00f5es se realizarem no sentido de maior desordem. J\u00e1 vimos que as transforma\u00e7\u00f5es naturais tendem no sentido da maior entropia, logo \u00e9 de se esperar uma liga\u00e7\u00e3o entre o conceito termodin\u00e2mico de entropia e a Mec\u00e2nica Estat\u00edstica. Essa liga\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pela rela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">S = k 1<sub>n<\/sub>\u00a0w\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 (25 13)<\/p>\n<p align=\"center\">onde k \u00e9 a constante de Boltzmann, S \u00e9 a entropia do sistema, e w \u00e9 a probabilidade de que o sistema exista no estado em que se encontra, com rela\u00e7\u00e3o a todos os poss\u00edveis estados em que ele poderia existir. Assim, a equa\u00e7\u00e3o 25 13 relaciona uma grandeza termodin\u00e2mica macrosc\u00f3pica, a entropia, com uma grandeza estat\u00edstica ou microsc\u00f3pica, a probabilidade (7).<\/p>\n<p>Esta abordagem da entropia d\u00e1 \u00e0 Segunda Lei uma base matem\u00e1tica mais do que emp\u00edrica. Utilizando a F\u00edsica Qu\u00e2ntica e a distribui\u00e7\u00e3o de Boltzmann, a Segunda Lei pode ser desenvolvida em base puramente matem\u00e1tica (estat\u00edstica), completamente \u00e0 parte de observa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas feitas como pressuposi\u00e7\u00f5es. \u201cA raz\u00e3o pela qual os pap\u00e9is em cima de algumas mesas mais freq\u00fcentemente parecem estar num estado desordenado, \u00e9 simplesmente porque existem muitas combina\u00e7\u00f5es dos pap\u00e9is que s\u00e3o desordenadas, e poucas que s\u00e3o ordenadas\u201d(8). O mesmo \u00e9 verdade a respeito da mat\u00e9ria e da energia.<\/p>\n<p>A abordagem da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 da Mec\u00e2nica Estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Medimos o conte\u00fado de informa\u00e7\u00e3o de uma mensagem, em dado conjunto de mensagens, pelo logaritmo da probabilidade de sua ocorr\u00eancia. Esta maneira de definir informa\u00e7\u00e3o tem um precedente na Mec\u00e2nica Estat\u00edstica, onde a medida da entropia \u00e9 id\u00eantica, em forma, \u00e0 da informa\u00e7\u00e3o (9).<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o se torna desordenada na intera\u00e7\u00e3o, da mesma maneira como a energia, na abordagem cl\u00e1ssica. Um exemplo disto \u00e9 a transmiss\u00e3o de uma imagem de televis\u00e3o atrav\u00e9s de um fio. A imagem \u00e9 reduzida a uma seq\u00fc\u00eancia de impulsos el\u00e9tricos que representam informa\u00e7\u00e3o altamente ordenada. \u00c0 medida que os impulsos da informa\u00e7\u00e3o el\u00e9trica se transmitem, ao longo do fio, os impulsos s\u00e3o desordenados pelo movimento molecular rand\u00f4mico existente no pr\u00f3prio fio. Se a informa\u00e7\u00e3o fosse transmitida por grande extens\u00e3o de fio, produziria somente uma imagem completamente nebulosa, que n\u00e3o conteria a informa\u00e7\u00e3o altamente ordenada de uma imagem n\u00edtida, e sim somente informa\u00e7\u00e3o rand\u00f4mica semelhante a ru\u00eddo ou est\u00e1tica. A informa\u00e7\u00e3o decresce \u00e0 medida que a entropia cresce num sistema.<\/p>\n<h3><b>Uma diferen\u00e7a entre a Primeira e a Segunda Lei<\/b><\/h3>\n<p>Deve ser feita uma diferen\u00e7a clara entre a Primeira e a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica. Historicamente muitos mal-entendidos teriam sido evitados se tal diferen\u00e7a houvesse sido feita. Muitos t\u00eam julgado que as duas leis se contradizem.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, logo ap\u00f3s Mayer ter formulado o Princ\u00edpio da Energia (conserva\u00e7\u00e3o da energia), dois outros cientistas, Clausius (1850) e Thomson (1851), lan\u00e7aram um segundo princ\u00edpio, o qual n\u00e3o aboliu a lei de Mayer da energia como Haeckel erroneamente julgou, mas sim o ampliou e suplementou-o particularmente em certo sentido. Esse \u00e9 o chamado Segundo Princ\u00edpio da Termodin\u00e2mica, ou a lei da entropia (10).<\/p>\n<p>A pergunta habitual \u00e9: como pode a energia se conservar (Primeira Lei) se est\u00e1 se degenerando (Segunda Lei)? O fato de que a quantidade de energia jamais se altera, n\u00e3o significa que a energia permane\u00e7a sempre utiliz\u00e1vel. Como dito anteriormente, a Primeira Lei estabelece que a quantidade de energia, incluindo a equivalente \u00e0 massa, se conserva, enquanto que a Segunda Lei afirma que a qualidade dessa quantidade que se conserva est\u00e1 se degradando continuamente.<\/p>\n<p>Os evolucionistas, igualmente, tentaram atribuir o presum\u00edvel aumento de organiza\u00e7\u00e3o, ou decr\u00e9scimo de entropia, existente na suposta evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas vivos, \u00e0 energia fornecida pelo Sol. Ressaltam eles que a Terra n\u00e3o \u00e9 um sistema fechado, e que o Sol introduz do exterior a energia necess\u00e1ria para a \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d. Blum, por exemplo, afirma:<\/p>\n<p>Onde devemos procurar o aumento de entropia que compensaria a correspondente diminui\u00e7\u00e3o de entropia representada por este aumento na organiza\u00e7\u00e3o? Devemos recorrer ao Sol, que deve ser inclu\u00eddo em nosso sistema isolado, pois a fonte de energia utilizada na reprodu\u00e7\u00e3o dos microorganismos prov\u00e9m de rea\u00e7\u00f5es nucleares no Sol, que produziram aumento na randomicidade. Em todos os tr\u00eas casos (exemplos de entropia decrescente), o \u00faltimo dos quais corresponde muito aproximadamente ao caso dos organismos vivos como um todo, divisamos aumento na organiza\u00e7\u00e3o total somente quando consideramos uma por\u00e7\u00e3o restrita do Universo. Se estendermos suficientemente nosso sistema de modo a poder trat\u00e1-lo como termicamente isolado, encontraremos mais cedo ou mais tarde um aumento na randomicidade. Ao pensarmos na alta organiza\u00e7\u00e3o dos organismos vivos, precisamos lembrar que estamos lidando com uma pequena parte de um todo muito maior (11).<\/p>\n<p>Blum parece n\u00e3o fazer distin\u00e7\u00e3o entre as duas leis. A quantidade jamais poder\u00e1 substituir a qualidade na \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d dos sistemas altamente organizados. O Sol prov\u00ea um influxo de energia sob a forma ondulat\u00f3ria e corpuscular, por\u00e9m o valor entr\u00f3pico desse influxo \u00e9 desprez\u00edvel em compara\u00e7\u00e3o com a ordem necess\u00e1ria para sintetizar sistemas vivos a partir de \u00e1tomos aleat\u00f3rios. O Sol somente fornece energia degrad\u00e1vel, e n\u00e3o o agente ou ordem para a utiliza\u00e7\u00e3o dessa energia na produ\u00e7\u00e3o de formas vivas altamente organizadas. O pr\u00f3prio Blum admite no novo cap\u00edtulo de sua edi\u00e7\u00e3o revista:<\/p>\n<p>Embora o aumento da negentropia (entropia negativa) dependa sempre, de uma forma ou outra, do disp\u00eandio de energia, as duas coisas n\u00e3o s\u00e3o mensur\u00e1veis nos mesmos termos, e n\u00e3o podem ser igualadas. Por exemplo, como se poderia relacionar o n\u00famero de \u201cbits\u201d (grau de complexidade num computador) com a energia fornecida ao computador? Entretanto, os termos entropia e negentropia \u00e0s vezes se confundem com energia, e isso pode levar a conclus\u00f5es bastante erradas (12).<\/p>\n<p>Outro evolucionista, Isaac Asimov, admite a necessidade de distinguir entre quantidade (Primeira Lei) e qualidade (Segunda Lei):<\/p>\n<p>Para um eventual observador c\u00f3smico que observasse o imenso aumento de entropia representado pelas rea\u00e7\u00f5es nucleares que alimentam a radia\u00e7\u00e3o solar, o pequeno degrau de decr\u00e9scimo de entropia introduzido pela vida na Terra (semelhante a uma got\u00edcula de neblina deslocando-se para cima enquanto as \u00e1guas do Ni\u00e1gara se precipitam para baixo) seria completamente despercebido. E, apesar disso, toda essa quantidade de energia pouco significa. A complexidade e a versatilidade da vida imp\u00f5em um respeito que n\u00e3o pode ser provocado s\u00f3 pela for\u00e7a bruta do Sol (13).<\/p>\n<p>A quantidade jamais poder\u00e1 substituir a qualidade em qualquer suposta evolu\u00e7\u00e3o da vida. Apesar disso, muitos biologistas embora reconhecendo que peras e ma\u00e7\u00e3s n\u00e3o possam ser igualadas, falham em reconhecer que quantidade (Primeira Lei) e qualidade (Segunda Lei) n\u00e3o podem tamb\u00e9m ser igualadas, e afirmam que o Sol, de qualquer maneira, \u00e9 uma for\u00e7a que por sua energia impulsiona a \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d constantemente para frente e para cima, no sentido da complexidade.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre essas duas Leis da Termodin\u00e2mica \u00e9 bastante bem expressa na alegoria apresentada pelo f\u00edsico Somerfeld:<\/p>\n<p>Quando estudante, li com proveito um pequeno livro de autoria de F. Wald intitulado \u201cA Senhora do mundo e sua sombra\u201d. Isso significava a energia e a entropia. No decorrer do aprofundamento dos conhecimentos parece-me que as duas trocaram de lugar entre si. Na grande f\u00e1brica dos processos naturais, o Princ\u00edpio da Entropia ocupa a posi\u00e7\u00e3o do administrador, pois dita a maneira e o m\u00e9todo de toda a empresa, enquanto que o Princ\u00edpio da Energia meramente faz a contabilidade, equilibrando os cr\u00e9ditos e os d\u00e9bitos (14).<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a torna-se vis\u00edvel quando se atira uma pedra no lago. A pedra, imediatamente antes de atingir o lago, tem energia que poderia ser utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de um trabalho mec\u00e2nico. Entretanto, ao atingir a superf\u00edcie, produz ondas e se precipita para o fundo. Posteriormente, as ondas se amortecem e o tranq\u00fcilo lago retorna a seu estado de repouso inicial.<\/p>\n<p>O que acontece, por\u00e9m, \u00e0 energia que a pedra possu\u00eda? Ela se conserva, de acordo com a Primeira Lei: a energia se dissipa no movimento aleat\u00f3rio das mol\u00e9culas de \u00e1gua do lago. A energia mec\u00e2nica se transforma em calor, aumentando ligeiramente a temperatura do lago. As contas se equilibram (Primeira Lei energia).<\/p>\n<p>Permanecem ainda algumas perguntas: Por que n\u00e3o pode acontecer o contr\u00e1rio, isto \u00e9, as mol\u00e9culas de \u00e1gua formarem ondas, retirarem a pedra do fundo do lago, e lan\u00e7arem-na de volta \u00e0s m\u00e3os do garoto que perturbara a sua tranq\u00fcilidade? N\u00e3o poderiam as contas se equilibrar no acontecimento inverso, na \u201cvingan\u00e7a\u201d do lago? Sim, poderiam equilibrar-se no acontecimento inverso (Primeira Lei), por\u00e9m o administrador (Segunda Lei) diz \u201cN\u00e3o, porque exigiria que a energia rand\u00f4mica (calor) se tornasse energia ordenada (trabalho)\u201d. \u201cN\u00e3o\u201d, diz o administrador, \u201cmeu contador deve sempre compensar as contas, mas s\u00f3 eu tenho o direito de estabelecer como os d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos s\u00e3o manejados; os neg\u00f3cios seguem minha opini\u00e3o, na dire\u00e7\u00e3o da entropia crescente\u201d.<\/p>\n<h3><b>Implica\u00e7\u00e3o Cosmol\u00f3gica da Termodin\u00e2mica<\/b><\/h3>\n<p>Como visto anteriormente, a quantidade de energia no Universo \u00e9 constante, por\u00e9m est\u00e1 se tornando continuamente menos dispon\u00edvel (Ver Figuras 1 e 2). A superposi\u00e7\u00e3o dos dois gr\u00e1ficos revela dois pontos singulares:<br \/>\n(1) Podemos predizer que a energia \u00fatil atingir\u00e1 valor nulo em algum tempo futuro, e<br \/>\n(2) Podemos deduzir que a energia \u00fatil foi igual \u00e0 energia total no Universo em algum tempo passado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-366\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_5.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<h4><b>1 &#8211; A escatologia \u201ccient\u00edfica\u201d do Universo<\/b><\/h4>\n<p>O primeiro ponto indica que a energia \u00fatil no Universo tende assintoticamente a zero. Em outras palavras, o Universo lentamente tender\u00e1 \u00e0 m\u00e1xima entropia, ou \u00e0 energia \u00fatil nula. Quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es deste destino do Universo? Lincoln Barnett, numa edi\u00e7\u00e3o popular de F\u00edsica Moderna, para a qual Albert Einstein escreveu o pref\u00e1cio, mostra as implica\u00e7\u00f5es de maneira clara:<\/p>\n<p>O Universo est\u00e1 assim se deslocando em dire\u00e7\u00e3o a uma \u201cmorte t\u00e9rmica\u201d final, ou, como tem sido definido tecnicamente, a uma condi\u00e7\u00e3o de \u201cm\u00e1xima entropia\u201d. Quando o Universo atingir esse estado, a alguns bilh\u00f5es de anos, cessar\u00e3o todas as transforma\u00e7\u00f5es da natureza. Todo o espa\u00e7o estar\u00e1 \u00e0 mesma temperatura. Nenhuma energia poder\u00e1 ser utilizada, porque estar\u00e1 uniformemente distribu\u00edda em todo o cosmos. N\u00e3o haver\u00e1 luz, nem vida, nem aquecimento nada, a n\u00e3o ser estagna\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua e irrevog\u00e1vel. O pr\u00f3prio tempo chegar\u00e1 ao fim, pois a entropia aponta a dire\u00e7\u00e3o do tempo. A entropia \u00e9 a medida da randomicidade, logo, quando todo sistema e ordem tiverem sido banidos do Universo, quando a randomicidade tiver atingido seu m\u00e1ximo, e a entropia n\u00e3o mais puder crescer, quando n\u00e3o mais existir qualquer seq\u00fc\u00eancia de causa e efeito, em resumo, quando o Universo estiver desativado, n\u00e3o haver\u00e1 mais dire\u00e7\u00e3o para o tempo n\u00e3o haver\u00e1 mais tempo. E n\u00e3o h\u00e1 meio de evitar esse destino, pois o princ\u00edpio fatal conhecido como Segunda Lei da Termodin\u00e2mica, que permanece hoje como a principal coluna da F\u00edsica Cl\u00e1ssica, intacto pela marcha da Ci\u00eancia, proclama que as transforma\u00e7\u00f5es fundamentais da natureza s\u00e3o irrevers\u00edveis. A natureza move-se somente numa dire\u00e7\u00e3o (15).<\/p>\n<p>O destino do Universo, ent\u00e3o, se abandonado por Deus, seria uma lenta e irrevers\u00edvel morte t\u00e9rmica. N\u00e3o sabemos quanto tempo demandar\u00e1 para que o efeito comece a se fazer sentir, porque n\u00e3o sabemos o suficiente a respeito da taxa de decaimento, ou mesmo quanto deste processo j\u00e1 se tenha realizado. A maioria dos cientistas, entretanto, \u00e9 suficientemente presun\u00e7osa para dizer, como Barnett, que ainda h\u00e1 bilh\u00f5es de anos no futuro, o que, entretanto, se baseia na hip\u00f3tese de que o processo esteja em desenvolvimento h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, e que estamos atualmente a meio do caminho.<\/p>\n<p>Alguns cientistas tentaram livrar-se das implica\u00e7\u00f5es da Segunda Lei:<\/p>\n<p>Devem ser mencionadas as teorias recentemente propostas por Fred Hoyle de Cambridge, junto com outras, e de acordo com as quais a expans\u00e3o do Universo \u00e9 contrabalan\u00e7ada pela cont\u00ednua cria\u00e7\u00e3o de nova mat\u00e9ria. &#8230; Em resposta \u00e0 quest\u00e3o \u201cDe onde procede esse material criado continuamente?\u201d Hoyle simplesmente observa que n\u00e3o procede de lugar nenhum. \u201cA mat\u00e9ria\u201d, diz ele, simplesmente aparece. \u00c9 criada (16).<\/p>\n<p>A teoria de Hoyle constitui uma viola\u00e7\u00e3o da Primeira Lei da Termodin\u00e2mica, porque a mat\u00e9ria est\u00e1 sendo criada, e portanto n\u00e3o se conserva. Hoyle, posteriormente \u00e0 \u00e9poca da afirma\u00e7\u00e3o anterior, realmente rejeitou sua pr\u00f3pria teoria.<\/p>\n<p>Tais tentativas de evitar ou anular a \u201cmorte t\u00e9rmica\u201d equivalem a nada menos do que a nega\u00e7\u00e3o de uma ou de ambas as Leis da Termodin\u00e2mica. Constitui isso um passo de f\u00e9 que n\u00e3o se baseia em nenhuma evid\u00eancia experimental ou te\u00f3rica, sendo na realidade um passo de f\u00e9 contr\u00e1rio a todas as formula\u00e7\u00f5es da F\u00edsica, quer experimentais, quer matem\u00e1ticas. Por exemplo, \u201cTudo, realmente tudo que \u00e9 vis\u00edvel na natureza, ou estabelecido na teoria, sugere que o Universo est\u00e1 implacavelmente progredindo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 escurid\u00e3o e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o finais\u201d (17).<\/p>\n<p>Alguns outros escritores e pensadores ainda v\u00eaem esperan\u00e7a contra a morte t\u00e9rmica do Universo na forma do futuro desenvolvimento cient\u00edfico de novas fontes de energia:<\/p>\n<p>A teoria aceita ontem era de que o frio, e n\u00e3o o calor, seria a causa da destrui\u00e7\u00e3o da vida em todo o Universo, pois \u00e9 tend\u00eancia de todas as outras formas de energia transformarem-se na forma conhecida como calor, que se perde por radia\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o. N\u00e3o havendo causa conhecida alguma que compense essa constante perda de calor do Sol, que \u00e9 o centro radiante de nosso sistema solar, inferiu-se que a vida, que depende do calor, devia gradualmente desaparecer de nossa Terra. Parece hoje prov\u00e1vel que essa hip\u00f3tese tenha de ser consideravelmente modificada em conseq\u00fc\u00eancia da descoberta do armazenamento de energia nos elementos qu\u00edmicos, e das variedades de energia radiante \u00e0s quais se dirigiu a aten\u00e7\u00e3o intensamente com a descoberta do R\u00e1dio (18).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, infelizmente, a explora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das fontes nucleares ter\u00e1 um fim, porque tamb\u00e9m essas fontes est\u00e3o sujeitas \u00e0 Segunda Lei da Termodin\u00e2mica e chegar\u00e3o a n\u00e3o mais conter qualquer energia \u00fatil:<\/p>\n<p>Todo sistema fechado, na Terra, com exce\u00e7\u00e3o somente da mat\u00e9ria radioativa de vida longa, atinge esse estado dentro de intervalos de tempo observ\u00e1veis. \u00c9 poss\u00edvel a continua\u00e7\u00e3o do curso dos acontecimentos, na Terra, somente porque h\u00e1 um constante influxo de energia nos raios do Sol em outras palavras, somente porque a Terra n\u00e3o \u00e9 um sistema fechado. Por\u00e9m, admitido tempo suficiente, nenhuma estrutura no Universo seria capaz de escapar \u00e0 morte t\u00e9rmica. Concebe-se, de fato, que certas formas de energia, tais como a energia dos n\u00facleos at\u00f4micos, ou a energia cin\u00e9tica dos corpos estelares em movimento pelo espa\u00e7o vazio, jamais se converteriam em calor. Mas, mesmo assim, n\u00e3o mais haveria no final quaisquer convers\u00f5es de energia (19).<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a da utiliza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de fontes de energia n\u00e3o encontra garantias.<\/p>\n<p>Assim, todas essas tentativas para fugir da morte t\u00e9rmica tornam-se f\u00fateis. A \u00fanica coisa que nos pode tranq\u00fcilizar, para esquecermos essa triste previs\u00e3o, \u00e9 o pensamento de que, se se trata de cinq\u00fcenta milh\u00f5es de anos, o mundo ainda tem algum tempo de vida e n\u00e3o precisamos temer muito a previs\u00e3o. &#8230; Mesmo a extens\u00e3o do prazo de adiamento que tem sido dado ao cosmos n\u00e3o pode nos enganar quanto \u00e0 real situa\u00e7\u00e3o do Universo. \u00c9 semelhante \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de um homem condenado \u00e0 morte, e que ainda tem um bom intervalo de tempo entre o veredito e a execu\u00e7\u00e3o. Isso de maneira alguma altera a situa\u00e7\u00e3o real, supondo-se correta a previs\u00e3o feita pelos cientistas quanto ao futuro do mundo (20).<\/p>\n<h4><b>2 &#8211; A origem \u201ccient\u00edfica\u201d do Universo<\/b><\/h4>\n<p>O ponto (2) indica que houve um tempo no passado em que a quantidade \u00fatil de energia do Universo era exatamente igual \u00e0 energia c\u00f3smica total. O Universo n\u00e3o poderia ter existido anteriormente a este tempo, sob as leis atuais, porque ent\u00e3o a energia \u00fatil anteriormente a esse instante teria sido maior do que a energia total. Isso exigiria que a energia \u00fatil fosse maior do que o seu poss\u00edvel m\u00e1ximo total.<\/p>\n<p>Conseq\u00fcentemente, existem tr\u00eas pontos de vista poss\u00edveis quanto ao significado desse instante:<\/p>\n<p>(1) O Universo existia em um perfeito estado de ordem e de energia \u00fatil desde a eternidade passada, e ent\u00e3o iniciou a sua carreira descendente a partir de um tempo finito;<br \/>\n(2) O Universo estava em um estado de total randomicidade e energia n\u00e3o utiliz\u00e1vel, e ent\u00e3o de alguma maneira \u201csaltou\u201d para um estado de perfeita ordem e energia \u00fatil, iniciando sua carreira descendente em dire\u00e7\u00e3o a randomicidade e n\u00e3o utilidade; e<br \/>\n(3) O Universo veio \u00e0 exist\u00eancia dentro de um tempo finito no passado e iniciou sua atual carreira descendente.<\/p>\n<p>Cada um desses pontos de vista, entretanto, constitui uma viola\u00e7\u00e3o das atuais leis cient\u00edficas, e portanto exigem um acontecimento sobrenatural.<\/p>\n<p>O primeiro ponto de vista exige interven\u00e7\u00e3o sobrenatural para manter o Universo em um estado altamente ordenado, contra a desordena\u00e7\u00e3o estat\u00edstica, ou vice-versa, uma interven\u00e7\u00e3o sobrenatural deveria ter imposto repentinamente essa lei de degrada\u00e7\u00e3o, em um Universo perfeito (Comparar com G\u00eanesis 3:17 19, e Romanos 8:20).<\/p>\n<p>No segundo ponto de vista, seria exigida uma interven\u00e7\u00e3o sobrenatural para tirar o Universo do caos para a ordem, contrariamente \u00e0 Segunda Lei da Termodin\u00e2mica.<\/p>\n<p>No terceiro ponto de vista, uma interven\u00e7\u00e3o sobrenatural teria criado mat\u00e9ria e energia ex nihilo e ent\u00e3o dado a elas a ordem elevada e a energia \u00fatil, a partir das quais se iniciou a degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O agente necess\u00e1rio para a realiza\u00e7\u00e3o desses acontecimentos sobrenaturais em cada um dos pontos de vista, deveria ter sido, de acordo com a Segunda Lei,<\/p>\n<p>(1) capaz de revogar as leis f\u00edsicas,<br \/>\n(2) capaz de ter acesso a todas as partes do Universo, e<br \/>\n(3) deveria ter sido mais complexo do que qualquer parte do Universo, para comunicar-lhe ordem.<\/p>\n<p>A maioria dos pensadores cient\u00edficos rejeita os dois primeiros pontos de vista quanto ao in\u00edcio do Universo, e aceita o ponto de vista segundo o qual o Universo veio \u00e0 exist\u00eancia h\u00e1 um tempo finito, iniciando ent\u00e3o sua carreira descendente. Sullivan desenvolve essa tese excluindo os dois primeiros pontos de vista, a partir de uma abordagem mais ligada \u00e0 Mec\u00e2nica Estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o fato de que a energia do Universo estar\u00e1 mais desorganizada amanh\u00e3 do que hoje, implica certamente o fato de que a energia do Universo est\u00e1 mais altamente organizada hoje do que estar\u00e1 amanh\u00e3, e de que ela esteve mais altamente organizada ontem do que hoje. Seguindo o processo retroativamente, encontramos um Universo cada vez mais altamente organizado. Essa retroa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser continuada indefinidamente. A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode aumentar sem limite. H\u00e1 um m\u00e1ximo definido, o qual deveria ter existido a um tempo finito atr\u00e1s. E \u00e9 imposs\u00edvel que esse estado de organiza\u00e7\u00e3o perfeita pudesse ter evolu\u00eddo a partir de algum estado menos perfeito. Nem seria poss\u00edvel que o Universo tivesse persistido pela eternidade naquele estado de organiza\u00e7\u00e3o perfeita, e ent\u00e3o repentinamente h\u00e1 um tempo finito, tivesse iniciado o seu presente comportamento. Logo, as leis da natureza hoje aceitas nos dirigem a um in\u00edcio definido do Universo, com rela\u00e7\u00e3o ao tempo. Devemos supor, com esse racioc\u00ednio, que em um dado instante no passado, um Universo perfeitamente organizado repentinamente veio \u00e0 exist\u00eancia, e desde ent\u00e3o tem continuamente se tornado mais e mais degradado(21).<\/p>\n<p>Conseq\u00fcentemente, os cientistas que aceitam a Primeira e a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica concluem que o Universo teve um in\u00edcio no tempo, a partir do nada. Qualquer teoria c\u00f3smica est\u00e1 em direta oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Segunda Lei por supor que o progresso ascendente seja natural e inerente ao Universo. O Universo est\u00e1 se \u201cdesativando\u201d e degradando, e n\u00e3o se deslocando no sentido de maior complexidade. No n\u00edvel c\u00f3smico n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que, mesmo pela interven\u00e7\u00e3o divina, as coisas estejam em progress\u00e3o ascendente. O ponto de vista criacionista de um definido in\u00edcio temporal do Universo altamente ordenado, \u00e9 fortemente apoiado tamb\u00e9m por pensadores cient\u00edficos n\u00e3o religiosos.<\/p>\n<h3><b>Implica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas da Termodin\u00e2mica<\/b><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-367 alignleft\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_6.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><\/p>\n<p>Que import\u00e2ncia podem ter as leis f\u00edsicas na Biologia? A mat\u00e9ria viva consiste de elementos, mol\u00e9culas e componentes que interagem de acordo com equil\u00edbrios qu\u00edmicos definidos por rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. O estudo da Biologia sob o ponto de vista qu\u00edmico \u00e9 chamado de Bioqu\u00edmica. A Qu\u00edmica e as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, entretanto, reduzem-se \u00e0 F\u00edsica, que estuda intera\u00e7\u00f5es de massa e energia. As rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas s\u00e3o limitadas a se realizarem de acordo com as leis f\u00edsicas. Logo, de acordo com o entendimento que muitos cientistas t\u00eam deste assunto t\u00e3o fundamental, a Biologia \u00e9 essencialmente um estudo da F\u00edsica, definido por leis f\u00edsicas. Que limita\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, introduz a F\u00edsica na Biologia?<\/p>\n<p>A Termodin\u00e2mica, que constitui a base da F\u00edsica, limita os poss\u00edveis pontos de vista da Biologia quanto \u00e0 origem e destino da vida. A vida, como o Universo, pode somente progredir em acordo com as leis da F\u00edsica, excetuando-se certamente as interven\u00e7\u00f5es sobrenaturais.<\/p>\n<p>Um dos argumentos de que a vida poderia ter vindo \u00e0 exist\u00eancia pela combina\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos e mol\u00e9culas, apesar da Segunda Lei, baseia-se na produ\u00e7\u00e3o de amino\u00e1cidos sob a a\u00e7\u00e3o de descargas el\u00e9tricas. Colocam-se em uma c\u00e2mara fechada os elementos que se sup\u00f5em existiam na atmosfera primordial, e produzem-se descargas el\u00e9tricas durante cerca de uma semana. Ap\u00f3s esse tempo, surgem amino\u00e1cidos, demonstrando que mol\u00e9culas org\u00e2nicas ordenadas podem ser derivadas da combina\u00e7\u00e3o ao acaso de mol\u00e9culas inorg\u00e2nicas. Portanto, de acordo com o argumento, dado tempo suficiente, todo o Universo, prote\u00ednas, c\u00e9lulas vivas, e em seguida o homem, poderiam, evoluir devido ao acaso.<\/p>\n<p>Essa argumenta\u00e7\u00e3o toda foi analisada com detalhe por Emmett Williams Jr., que patenteou o fato de n\u00e3o poder o f\u00edsico-qu\u00edmico oferecer apoio algum ao bioqu\u00edmico evolucionista, que necessitaria de um oceano repleto de compostos org\u00e2nicos para a simples forma\u00e7\u00e3o de coacervados inanimados. Como afirma Williams no seu resumo, \u201ca experi\u00eancia de Miller \u00e9 excelente, do ponto de vista cient\u00edfico, e quando interpretada adequadamente leva \u00e0 conclus\u00e3o de que a vida certamente jamais se originou espontaneamente\u201d (22). Em outro artigo mais recente, Emmett Williams Jr. mostrou que a vida tamb\u00e9m \u00e9 sujeita aos efeitos destrutivos e desordenadores dos Princ\u00edpios da Termodin\u00e2mica (23).<\/p>\n<p>Podem ser apresentadas abundantes cita\u00e7\u00f5es da literatura cient\u00edfica que apontam para a improbabilidade de surgir por acaso sequer uma mol\u00e9cula proteica, quanto mais a vida propriamente dita. Frank Cousins, por exemplo, citou F. B. Salisbury para comprovar matematicamente que h\u00e1 somente 1 probabilidade em 10515 (sob condi\u00e7\u00f5es muito favor\u00e1veis) para que uma simples prote\u00edna de cerca de 300 amino\u00e1cidos possa surgir por acaso (24). Posteriormente Lecomte De Nouy fez os c\u00e1lculos da probabilidade de evolu\u00e7\u00e3o de somente uma prote\u00edna. Estatisticamente, diz ele, seria t\u00e3o altamente improv\u00e1vel, levando em conta a idade do Universo, que para todos os prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos \u00e9 um acontecimento imposs\u00edvel. E se houvesse acontecido, diz ele:<\/p>\n<p>Entretanto, se isso acontecesse e mantiv\u00e9ssemos nossa confian\u00e7a no c\u00e1lculo das probabilidades, seria equivalente \u00e0 admiss\u00e3o de um milagre, e o resultado seria uma simples mol\u00e9cula, ou no m\u00e1ximo duas ou tr\u00eas. A pr\u00f3pria vida n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o, mas meramente uma das subst\u00e2ncias que comp\u00f5em os seres vivos. Ora, uma mol\u00e9cula para nada serve. S\u00e3o necess\u00e1rias centenas de milh\u00f5es de mol\u00e9culas id\u00eanticas(25).<\/p>\n<p>Entretanto, os evolucionistas tentaram fugir do dilema deste conflito entre a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica e a suposta evolu\u00e7\u00e3o. Antes de tudo, tentaram atribuir ao Sol uma suposta complexidade crescente.<\/p>\n<p>A teoria da evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito em voga hoje, e diz-se repetidamente aos estudantes e p\u00fablico em geral que a sua aceita\u00e7\u00e3o como um fato \u00e9 praticamente un\u00e2nime entre os homens de ci\u00eancia. Segue-se desse fato que os evolucionistas t\u00eam sido capazes de convencer a si mesmos que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria a esse ponto de vista. Assim procedeu-se dizendo que realmente n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o porque toda energia necess\u00e1ria para ocasionar a evolu\u00e7\u00e3o foi suprida abundantemente por uma fonte externa, a saber, o Sol (26).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como ressaltado anteriormente, a quantidade de energia n\u00e3o suprir\u00e1 a qualidade de energia necess\u00e1ria \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o das formas de vida complexas. Depois de citar grande n\u00famero de casos de crescente complexidade na vida e na natureza, como \u00f3vulos fertilizados se transformando em animais complexos, Davidheiser conclui:<\/p>\n<p>Assim, arranjos mais complexos de mat\u00e9ria podem ser produzidos a partir de arranjos mais simples ou rand\u00f4micos. Em cada um dos exemplos dados aqui, a energia necess\u00e1ria pode ser atribu\u00edda a uma fonte externa, o Sol. Por\u00e9m, em cada caso n\u00e3o foi suficiente s\u00f3 essa energia. Coisas tais como intelig\u00eancia, habilidade, instinto e constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica foram tamb\u00e9m necess\u00e1rias (27).<\/p>\n<p>Em outras palavras, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 uma energia externa, mas tamb\u00e9m um agente pelo menos t\u00e3o complexo quanto o sistema a ser produzido (o DNA no caso do \u00f3vulo). O Sol, sozinho, n\u00e3o pode produzir a ordem necess\u00e1ria \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de formas de vida complexas.<\/p>\n<p>Uma outra maneira de \u201csalvar\u201d a evolu\u00e7\u00e3o natural \u00e9 evocar o \u201cdem\u00f4nio de Maxwell\u201d, um car\u00e1ter imagin\u00e1rio que pode dispor os \u00e1tomos de tal maneira que inverta a Segunda Lei. Contudo, Jagjit Singh op\u00f5e-se a tal m\u00e1gica:<\/p>\n<p>O longo atalho que temos seguido para exorcizar o dem\u00f4nio de Maxwell, mais do que negar completamente a exist\u00eancia desse hom\u00fanculo molecular capaz de arranjar e ordenar, tem um prop\u00f3sito. Ele aponta para um novo meio de reconciliar um conflito aparente entre a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica e o processo da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Pois esta \u00faltima, com sua emerg\u00eancia cont\u00ednua de sempre novas formas de vida a partir de mat\u00e9ria inanimada, atrav\u00e9s da \u201csubvital\u201d part\u00edcula de prote\u00edna auto-catal\u00edtica, e continuando at\u00e9 o homem com um \u201ccrescendo\u201d cada vez mais complexo de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas auto-sustentadas, parece tender mesmo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 crescente organiza\u00e7\u00e3o e ordena\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Por outro lado, de acordo com a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica, a mat\u00e9ria continua a se deslocar em dire\u00e7\u00e3o a um estado de crescente caos e desordena\u00e7\u00e3o (28).<\/p>\n<p>Mesmo que o homem fosse capaz de sintetizar a vida, atrav\u00e9s da Bioqu\u00edmica, isso n\u00e3o comprovaria a evolu\u00e7\u00e3o, porque tal s\u00edntese de laborat\u00f3rio n\u00e3o teria resultado de cego acaso. O homem teria sido o agente ordenador em tal processo. Conseq\u00fcentemente, nem a energia solar, nem os dem\u00f4nios de Maxwell, nem a sabotagem sem\u00e2ntica de termos, consegue prover o evolucionista com meios para resolver o conflito entre a evolu\u00e7\u00e3o ao acaso e a Segunda Lei.<\/p>\n<p>As Leis da Termodin\u00e2mica n\u00e3o permitem a evolu\u00e7\u00e3o ou a macromuta\u00e7\u00e3o acontecerem por acaso. A \u00fanica explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para os processos evolutivos ou catastr\u00f3ficos, \u00e9 algum agente sobrenatural altamente organizado. A evolu\u00e7\u00e3o te\u00edsta, o macromutacionismo, e o criacionismo especial restam como as tr\u00eas poss\u00edveis alternativas, de acordo com a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica. Todas as tr\u00eas envolvem o sobrenatural.<\/p>\n<p>Entretanto, os acontecimentos pelos quais a vida realmente surgiu n\u00e3o s\u00e3o objeto de especula\u00e7\u00e3o pessoal. Esses acontecimentos ocorreram somente de uma forma, e n\u00e3o s\u00e3o sujeitos a altera\u00e7\u00e3o, do mesmo modo como todo o curso da hist\u00f3ria passada. O crente na B\u00edblia conhece por revela\u00e7\u00e3o das Escrituras o verdadeiro curso dos acontecimentos, e portanto compreende, por uma abordagem hist\u00f3rico-gramatical, que o criacionismo \u00e9 a \u00fanica escolha. O evolucionista te\u00edsta e o macromutacionista rejeitam ou alegorizam o relato b\u00edblico, tentando harmonizar a descri\u00e7\u00e3o das origens com a Geologia e a Arqueologia, da mesma maneira como procede o materialista.<\/p>\n<p>O criacionista com conhecimento cient\u00edfico, por outro lado, assevera que os dados da Biologia, Geologia e Arqueologia devem melhor se adaptar ao divino e miraculoso criacionismo especial, do que a qualquer varia\u00e7\u00e3o do evolucionismo te\u00edsta. Os conhecimentos da Termodin\u00e2mica certamente se ajustam ao criacionismo. Al\u00e9m disso, os conhecimentos da Termodin\u00e2mica eliminam completamente o acaso ou os \u201cprocessos naturais\u201d como leg\u00edtimo agente da origem da vida.<\/p>\n<h3><b>O Destino da Vida<\/b><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-368\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/FC09_7.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p>Como foi mostrado anteriormente, a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica leva inevitavelmente ao conceito de \u201cmorte t\u00e9rmica\u201d (ao lado da revela\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica da Escritura). Deste modo, a Segunda Lei n\u00e3o deixa esperan\u00e7as para o idealista, o otimista, o existencialista, o evolucionista, ou o materialista, porque a vida est\u00e1 total e finalmente sujeita \u00e0 futilidade e ao aniquilamento, por essa lei.<\/p>\n<p>\u00c0 luz do destino final da vida (isto \u00e9, a morte), o homem, s\u00f3 tem duas op\u00e7\u00f5es. \u201cA primeira \u00e9 a desesperan\u00e7a do niilismo, para o qual todo o curso do presente s\u00e9culo \u00e9 meramente um epis\u00f3dio que surge do nada e desaparece novamente no nada, sem deixar rastro ap\u00f3s si\u201d. Sob essa op\u00e7\u00e3o, a \u00fanica abordagem exeq\u00fc\u00edvel da vida \u00e9 o hedonismo (29). (Comamos e bebamos, que amanh\u00e3 morreremos. I Cor\u00edntios 15:32).<\/p>\n<p>Pelo menos esta primeira op\u00e7\u00e3o leva em conta o fato de que estamos condenados \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o final, e procura colher algum tipo de prazer nesse \u00ednterim. Infelizmente, ela n\u00e3o elimina a morte e a aniquila\u00e7\u00e3o final. Os praticantes do bem e outros otimistas s\u00e3o completamente tolos porque n\u00e3o v\u00eaem que boas obras e progresso feitos exclusivamente para produzir um mundo melhor s\u00e3o superados pela Segunda Lei. Fazem sacrif\u00edcios para atingir esses fins transit\u00f3rios e falhos, e assim perdem-se tanto neste intervalo quanto no futuro.<\/p>\n<p>A segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que apresenta alguma esperan\u00e7a, e consiste da esperan\u00e7a na vida eterna baseada na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. A vida eterna \u00e9 a \u00fanica esperan\u00e7a que se op\u00f5e a um cosmos em degrada\u00e7\u00e3o e sem sentido; vida n\u00e3o tem sentido separada de vida eterna.<\/p>\n<p>Essa esperan\u00e7a de vida eterna, e da transforma\u00e7\u00e3o do cosmos, \u00e9 baseada na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, porque pela Sua morte nossos pecados s\u00e3o perdoados e pela Sua ressurrei\u00e7\u00e3o recebemos vida eterna. Se Cristo n\u00e3o ressuscitou, ent\u00e3o essa esperan\u00e7a \u00e9 v\u00e3, como explicou Paulo.<\/p>\n<p>Porque, se os mortos n\u00e3o ressuscitam, tamb\u00e9m Cristo n\u00e3o ressuscitou. E, se Cristo n\u00e3o ressuscitou, \u00e9 v\u00e3 a nossa f\u00e9, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo, pereceram. Se a nossa esperan\u00e7a em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (I Cor\u00edntios, 15:16 19).<\/p>\n<p>Paulo, entretanto, ressalta que n\u00e3o \u00e9 esse simplesmente mais um caso de \u201cwishful thinking\u201d. Ele baseia essa esperan\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, no fato de que o acontecimento foi profetizado pelas Escrituras, e que Cristo foi visto ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o por Pedro e os ap\u00f3stolos, por quinhentas outras pessoas, e mesmo por ele pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Sem esta esperan\u00e7a de vida eterna pela ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, temos somente a op\u00e7\u00e3o pessimista, como explica Paulo: \u201cSe os mortos n\u00e3o ressuscitam, comamos e bebamos, que amanh\u00e3 morreremos\u201d. (I Cor\u00edntios 15:32). Esta esperan\u00e7a de vida eterna constitui a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para a vida, otimista e significativa, porque \u00e9 \u201cuma heran\u00e7a incorrupt\u00edvel, sem m\u00e1cula, imarcesc\u00edvel, reservada nos c\u00e9us para v\u00f3s outros\u201d (I Pedro 1:4). O antigo profeta Isaias apresenta essa salva\u00e7\u00e3o em gritante contraste com um Universo fadado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Levantai os vossos olhos para os c\u00e9us, e olhai para a Terra em baixo, porque os c\u00e9us desaparecer\u00e3o como um fumo, e a Terra envelhecer\u00e1 como um vestido, e os seus moradores morrer\u00e3o como mosquitos, mas a minha salva\u00e7\u00e3o durar\u00e1 para sempre, e a minha justi\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 anulada. (Isaias 51:6).<\/p>\n<p>Nada na vida \u00e9 incorrupt\u00edvel, permanente ou significativo, porque a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica sujeita toda a vida \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o, corrup\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como conclus\u00e3o final, em termos naturais t\u00e3o somente, o destino da vida, como do cosmos, \u00e9 degrada\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o final \u2013 morte. As op\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, sob esta luz, s\u00e3o:<\/p>\n<p>(1) uma falsa esperan\u00e7a e desconhecimento da realidade da entropia,<br \/>\n(2) uma radical desesperan\u00e7a de niilismo, ou<br \/>\n(3) uma esperan\u00e7a na vida eterna obtida pela f\u00e9 pessoal em Jesus Cristo.<\/p>\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p>(l) Heim, Karl. 1962. The world: its creation and consummation, Oliver and Boyd, London, p. 88.<br \/>\n(2) Barnett, Lincoln, 1968. The universe and Dr. Einstein (Second Edition), Bantam Books, New York. p. 102.<br \/>\n(3) Blum, Harold. 1955. Perspectives in evolution, American Scientist, 43:595. October.<br \/>\n(4) Ingard, Uno e William Kraushaar. 1960. Introduction to mechanics, matter and waves. Addison Wesley Publishing Co. Inc., Reading, Mass. pp. 541 542.<br \/>\n(5) Smethurst, Arthur. 1955. Modern science and Christian beliefs. Abingdon Press, New York. pp. 90 91.<br \/>\n(6) Ingard, Uno, e William Kraushaar. Op. cit., pp. 539 e 541.<br \/>\n(7) Halliday, David, e Robert Resnick. 1960. Physics for students of science and engineering. John Wiley and Sons, Inc., New York. p. 551.<br \/>\n(8) Ingard e Kraushaar. Op. cit., p. 550.<br \/>\n(9) Singh, Jagjit. 1966. Great ideas in information theory, language and cybernetics. Dover Publications, Inc., New York. p. 73.<br \/>\n(10) Heim, Karl. Op. cit., p. 87<br \/>\n(11) Blum, Harold. 1968. Time\u2019s arrow and evolution. Princeton University Press, Princeton, New Jersey, p. 191.<br \/>\n(12) Ibid., p. 206. Coment\u00e1rios entre par\u00eanteses e it\u00e1licos s\u00e3o os de David Penny.<br \/>\n(13) Asimov, Isaac. 1962, Life and energy, Bantam Books, New York. p. 365.<br \/>\n(14) Somerfeld, Arnold 1964. Thermodynamics and statistical mechanics. Academic Press, New York. p. 41.<br \/>\n(15) Barnett, Lincoln. Op. cit., pp. 102 103.<br \/>\n(16) Smethurst. Op. cit., pp. 93 95.<br \/>\n(17) Barnett, Op. cit., p. 105.<br \/>\n(18) Smith, Wilber M. 1968. The biblical doctrine of heaven. Moody Press, Chicago, Illinois. p. 234<br \/>\n(19) Heim. Op. cit., p. 91. Cita\u00e7\u00e3o de Weizsacher, Die Geschichte der Natur.<br \/>\n(20) Ibid., p. 98.<br \/>\n(2l) Sullivan. J. W. N. 1933. The limitations of science. The New American Library, New York, p. 24.<br \/>\n(22) Williams, Emmett, Jr. 1967. The evolution of complex organic compounds from simpler chemical compounds, Is it thermodynamically and kinetically possible? Creation Research Society Quarterly, 4(l):30 ff. June.<br \/>\n(23) ,1971. Resistance of living organisms to the second law of thermodynamics, Creation Research Society Quarterly, 8(2):117 126. September.<br \/>\n(24) Cousins, Frank W. 1970. Is there life on other worlds? Creation Research Society Quarterly, 7(l):34. June.<br \/>\n(25) De Nouy, Lecomte, 1947. Human destiny. The New American Library, New York, p. 36.<br \/>\n(26) Davidheiser, Bolton. 1969. Evolution and Christian faith. Presbyterian and Reformed Publishing House, Philadelphia, PA. p. 221.<br \/>\n(27) Ibid., p. 222.<br \/>\n(28) Singh. op. cit,, p. 70.<br \/>\n(29) Heim. Op. cit., p. 149.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"center\"><b>AS DUAS LEIS DA TERMODIN\u00c2MICA<\/b><\/p>\n<p align=\"center\">(Esta Nota foi acrescentada \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o deste n\u00famero da Folha Criacionista)<\/p>\n<p>Desde o seu primeiro n\u00famero, a Folha Criacionista tem-se preocupado em apresentar artigos e informa\u00e7\u00f5es outras sobre as duas Leis da Termodin\u00e2mica, para esclarecer aos seus leitores a quest\u00e3o da unidirecionalidade dos fen\u00f4menos f\u00edsicos, que mant\u00e9m \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o da origem e do destino do Universo.<\/p>\n<p>Em 1995 a Sociedade Criacionista Brasileira publicou uma separata contendo os artigos at\u00e9 ent\u00e3o publicados na Folha sobre os dois princ\u00edpios ou duas leis da Termodin\u00e2mica. Esses artigos eram de autoria de pesquisadores estrangeiros, e haviam sido publicados originalmente na revista da Creation Research Society.<\/p>\n<p>Posteriormente, outros artigos pertinentes foram publicados, sendo que, no n\u00famero 62 da Folha Criacionista, de mar\u00e7o de 2000, outros dois artigos foram publicados, agora de autoria de um pesquisador brasileiro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de informa\u00e7\u00e3o para nossos leitores, informamos que at\u00e9 o fim do segundo semestre do ano 2004, ocasi\u00e3o da reformata\u00e7\u00e3o deste n\u00famero da Folha Criacionista para sua reimpress\u00e3o, s\u00e3o os seguintes os artigos que foram publicados em nosso peri\u00f3dico versando sobre as duas Leis da Termodin\u00e2mica:<\/p>\n<p>1. Uma explica\u00e7\u00e3o simplificada da Primeira e da Segunda Lei da Termodin\u00e2mica:<br \/>\nA sua rela\u00e7\u00e3o com as Escrituras e a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o<br \/>\nEmmett L. Williams Jr. \u2013 Creation Research Society Quarterly \u2013 mar\u00e7o de 1969<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 1 \u2013 abril de 1972<\/p>\n<p>2. As implica\u00e7\u00f5es das duas Leis da Termodin\u00e2mica na origem e destino do Universo<br \/>\nDavid Penny \u2013 Creation Research Society Quarterly \u2013 mar\u00e7o de 1972<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 9 \u2013 abril de 1975<\/p>\n<p>3. Termodin\u00e2mica: Uma ferramenta para os criacionistas<br \/>\nEmmett L. Williams Jr. \u2013 Creation Research Society Quarterly \u2013 junho de 1973<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 12 \u2013 abril de 1976<\/p>\n<p>4. Restri\u00e7\u00f5es \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es inerentes aos seres vivos<br \/>\nD. R. Boylan \u2013 Creation Research Society Quarterly \u2013 dezembro de 1978<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 20 \u2013 abril de 1979<\/p>\n<p>5. O que \u00e9 entropia?<br \/>\nEduardo L\u00fctz \u2013 Sociedade Criacionista Brasileira<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 62 \u2013 mar\u00e7o de 2000<\/p>\n<p>6. Haver\u00e1 entropia na Nova Terra?<br \/>\nEduardo L\u00fctz \u2013 Sociedade Criacionista Brasileira<br \/>\nFolha Criacionista n\u00ba 62 \u2013 mar\u00e7o de 2000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>David Penny\u00a0&#8211; O autor apresentou disserta\u00e7\u00e3o com este t\u00edtulo ao Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico de Dallas, em Dallas, Texas, USA. Este artigo \u00e9 o resumo de uma sec\u00e7\u00e3o daquela disserta\u00e7\u00e3o, e \u00e9 publicado com a especial permiss\u00e3o do Dr. John F. 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