{"id":298,"date":"1973-09-01T14:11:55","date_gmt":"1973-09-01T17:11:55","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=298"},"modified":"2022-10-27T00:24:39","modified_gmt":"2022-10-27T03:24:39","slug":"conceito-de-homologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/conceito-de-homologia\/","title":{"rendered":"O Conceito de Homologia"},"content":{"rendered":"<p>O conceito de Homologia, no sentido hist\u00f3rico, foi definido por Darwin em &#8220;A Origem dos Esp\u00e9cies&#8221; como &#8220;o reconhecimento de um plano fundamental nos animais e nas plantas, atribu\u00eddo \u00e0 descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00e3o&#8221;. A heran\u00e7a de sucessivas pequenas modifica\u00e7\u00f5es provenientes de um ancestral comum foi uma rea\u00e7\u00e3o ao ponto de vista extremo da imutabilidade das esp\u00e9cies aceita naquela \u00e9poca. Este artigo procura mostrar que n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1rio ao esp\u00edrito cient\u00edfico atribuir um plano comum, ou uma estrutura b\u00e1sica estabelecida por um Criador, \u00e0s semelhan\u00e7as existentes nos v\u00e1rios ramos dos vertebrados.<\/p>\n<p>Um levantamento dos livros did\u00e1ticos de Biologia, recente e amplamente adotados nas escolas secund\u00e1rias, indica que a Homologia no sentido Darwinista ainda \u00e9 oferecida como &#8220;prova&#8221; da evolu\u00e7\u00e3o. O reconhecimento da r\u00e1pida invas\u00e3o do ensino evolucionista em nosso sistema educacional, a ponto de completamente suprimir os pontos de vista criacionistas, conclama tanto os cientistas quanto os leigos a batalharem pelo retorno da apresenta\u00e7\u00e3o dos dados da Ci\u00eancia Natural dentro da linha criacionista.<\/p>\n<h3>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Este artigo apresentar\u00e1 alguns dos desenvolvimentos hist\u00f3ricos que levaram ao conceito de Homologia como expresso por Darwin e Huxley, bem como algumas obje\u00e7\u00f5es ao conceito, que foram feitas naquela \u00e9poca. Ser\u00e1 tamb\u00e9m apresentada a considera\u00e7\u00e3o de alguns livros did\u00e1ticos recentes, tanto de n\u00edvel superior como de n\u00edvel secund\u00e1rio, para mostrar a premissa geralmente aceita de que esse conceito estabelece &#8220;evid\u00eancias&#8221; em apoio \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 chegado o tempo em que cientistas nas fronteiras avan\u00e7adas da pesquisa, bem como do ensino, deveriam ser ouvidos a respeito desse t\u00e3o importante assunto.<\/p>\n<p>A Homologia \u00e9 definida por Webster como a correspond\u00eancia no tipo de estrutura existente entre partes ou \u00f3rg\u00e3os de diferentes organismos, devido \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o, pelo processo de evolu\u00e7\u00e3o, a partir da mesma parte ou \u00f3rg\u00e3o, ou da parte ou \u00f3rg\u00e3o correspondente de algum ancestral remoto. Inclui-se, em aux\u00edlio da defini\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o estrutural existente entre o bra\u00e7o humano, a perna dianteira do cavalo e a asa dos p\u00e1ssaros, como exemplos t\u00edpicos da Homologia.<\/p>\n<p>A Homologia, pelo menos historicamente foi muito mais enfatizada nos animais do que nos vegetais. \u00c9 ela um cap\u00edtulo da Morfologia Animal situado especificamente no Campo da Anatomia Comparada, embora tenha sido tamb\u00e9m ressaltada na disciplina da Embriologia.<\/p>\n<p>Todavia, tem havido recentemente pouca pesquisa no Campo da Anatomia Comparada; de fato, muitas escolas de Medicina retiraram essa mat\u00e9ria dos seus requisitos de admiss\u00e3o, e muitas universidades e faculdades n\u00e3o mais est\u00e3o lecionando essa mat\u00e9ria. Dever-se-ia isso a ser t\u00e3o \u00f3bvio, a ponto de constituir uma observa\u00e7\u00e3o trivial, o fato de possu\u00edrem os animais certas semelhan\u00e7as, e em conseq\u00fc\u00eancia a Anatomia Comparada meramente apontar ao trivial? Por outro lado, n\u00e3o seria tamb\u00e9m porque a exist\u00eancia de semelhan\u00e7as acaba dependendo da prefer\u00eancia do investigador?<\/p>\n<p>Poderia tamb\u00e9m o leitor perguntar se a id\u00e9ia da Homologia n\u00e3o foi abandonada, de maneira geral, pelo menos como prova da teoria das origens evolutivas dos seres vivos. Embora tendo sido um dos mais antigos argumentos usualmente apresentados a favor da evolu\u00e7\u00e3o, teria ela atualmente ficado fora de moda e sido relegada a uma primeira gera\u00e7\u00e3o de racioc\u00ednio?<\/p>\n<p>Apresentadas essas perguntas, como professor interessado na boa did\u00e1tica, verifico que em quase todos os livros-textos de Biologia apresenta-se o conte\u00fado do conceito de Homologia com as mesmas cores com que sempre foi pintado, com o mesmo apelo especial \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o. O que se passa, por exemplo, com os livros mais recentemente publicados?<\/p>\n<p>A propaganda do &#8220;Elementos de Ci\u00eancia Biol\u00f3gica&#8221; de William T. Keeton, afirma que o autor segue &#8220;de come\u00e7o a fim uma abordagem n\u00e3o dogm\u00e1tica que estimula o interesse do estudante mediante \u00eanfase dada tanto a favor como contra conclus\u00f5es cient\u00edficas&#8221;. Fiquei, portanto, desejoso de verificar se o assunto da Homologia era apresentado, e de que maneira. Escreve Keeton (l):<\/p>\n<p>&#8220;Os pesquisadores da Sistem\u00e1tica, ent\u00e3o, ao estudar as semelhan\u00e7as existentes entre duas esp\u00e9cies, devem determinar se essas semelhan\u00e7as s\u00e3o provavelmente hom\u00f3logas (herdadas de um ancestral comum), ou meramente an\u00e1logas (semelhantes em fun\u00e7\u00e3o e de come\u00e7o a fim uma abordagem n\u00e3o dogm\u00e1tica que estimula o interesse do estudante mediante \u00eanfase dada tanto a favor como contra conclus\u00f5es cientificas freq\u00fcentemente na estrutura superficial, mas de diferentes origens evolutivas). Assim, as asas dos tordos e dos azul\u00f5es s\u00e3o consideradas como hom\u00f3logas, isto \u00e9, a evid\u00eancia indica que foram herdadas de um ancestral alado comum. Contudo, as asas dos tordos e as asas das borboletas s\u00e3o somente an\u00e1logas, porque embora sejam estruturas funcionalmente semelhantes n\u00e3o foram herdadas de um ancestral comum, mas evolu\u00edram, independentemente de diferentes estruturas ancestrais&#8221;.<\/p>\n<p>E assim, pacientemente e com imparcialidade, como o Dr. Evan Shute (2) t\u00e3o apropriadamente descreve, &#8220;as evid\u00eancias pro e contra devem ser apresentadas de novo para a an\u00e1lise imparcial&#8221;, porque o autor do livro?texto n\u00e3o o fez para os seus leitores.<\/p>\n[Com refer\u00eancia \u00e0 abordagem n\u00e3o dogm\u00e1tica deparei-me com esta estonteante afirma\u00e7\u00e3o no livro de Keeton &#8220;As baleias, que s\u00e3o mam\u00edferos descendentes de ancestrais terrestres, desenvolveram nadadeiras a partir das patas dos seus ancestrais; essas nadadeiras parecem-se superficialmente com as barbatanas dos peixes, mas as semelhan\u00e7as devem-se \u00e0 converg\u00eancia, n\u00e3o indicando uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima entre baleias e peixes&#8221; (3)] .<\/p>\n<p>Do fato, os professores devem analisar para seus alunos afirma\u00e7\u00f5es dogm\u00e1ticas tais como as contidas na declara\u00e7\u00e3o anterior, pela qual &#8220;baleias &#8230; s\u00e3o mam\u00edferos descendentes de ancestrais terrestres&#8221; e que &#8220;desenvolveram nadadeiras a partir das patas &#8230;&#8221; \u00c9 freq\u00fcentemente dif\u00edcil , mesmo para estudantes de faculdade, distinguir a falsidade oculta por detr\u00e1s de afirma\u00e7\u00f5es dessa esp\u00e9cie. O ponto que desejo abordar, desta maneira, \u00e9 que a Homologia e o argumento dos \u00f3rg\u00e3os vestigiais ainda s\u00e3o apresentados aos estudantes de Biologia como provas da evolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>De que maneira se sup\u00f5e que as baleias &#8220;evolu\u00edram&#8221; provindo dos mam\u00edferos terrestres? Raramente vi explica\u00e7\u00e3o dada por evolucionistas para esse maravilhoso fen\u00f4meno. Deparei?me, por\u00e9m com o seguinte trecho do falecido Douglas Dewar, a quem tive o privil\u00e9gio de visitar certa ocasi\u00e3o em sua resid\u00eancia de Hindley?on?Thames, na Inglaterra, durante minha perman\u00eancia na Alemanha, ap\u00f3s a guerra:<\/p>\n<p>&#8220;Um maravilhoso exemplo disso ocorre no livro de Sir J. Arthur Thomson &#8216;Biologia para Todos&#8217;. Afirma ele que as baleias descendem de animais terrestres que passaram a viver na \u00e1gua, escrevendo: Podemos, iniciar com um animal como o arminho, que ocasionalmente mergulha e nada bem. O pr\u00f3ximo passo pode ser ilustrado pela lontra, que se sente completamente \u00e0 vontade no rio e pode nadar milhas em dire\u00e7\u00e3o ao alto mar, e que se d\u00e1 perfeitamente bem tamb\u00e9m em terra. No pr\u00f3ximo n\u00edvel pode ser posta a quase extinta lontra marinha (Enhydris) do Pac\u00edfico Norte, cujas patas traseiras s\u00e3o apropriadas somente para nadar. Encontramos ent\u00e3o a s\u00e9rie progressiva representada pelos le\u00f5es marinhos, elefantes marinhos e focas ? estas \u00faltimas sendo, quase t\u00e3o totalmente aqu\u00e1ticas quanto as baleias, embora tragam os seus filhotes \u00e0 praia para l\u00e1 aliment\u00e1?los&#8221; (4).<\/p>\n<p>E ent\u00e3o o Dr. Dewar desfaz tudo isso de um s\u00f3 golpe, com a sua peculiar concis\u00e3o, escrevendo:<\/p>\n<p>&#8220;A passagem acima, embora de maneira alguma resolva a dificuldade da transforma\u00e7\u00e3o de um mam\u00edfero terrestre em aqu\u00e1tico, cont\u00e9m a falsa suposi\u00e7\u00e3o de que a evid\u00eancia para a transforma\u00e7\u00e3o deve-se ao fato de que alguns mam\u00edferos existentes s\u00e3o mais aqu\u00e1ticos do que outros&#8221; (5).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-303\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia2.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia2.jpg 536w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia2-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><\/p>\n<h3><b>Origem hist\u00f3rica da Homologia<\/b><\/h3>\n<p>Certamente o conceito de Homologia \u00e9 bastante antigo; n\u00e3o \u00e9 novo nem moderno. Talvez n\u00e3o se saiba exatamente quando foi ele apresentado pela primeira vez, embora tenha sido usado por Darwin em &#8220;A Origem das Esp\u00e9cies&#8221; para apoiar e sustentar a sua doutrina da evolu\u00e7\u00e3o. Sobre o assunto diz ele as memor\u00e1veis palavras:<\/p>\n<p>O que pode ser mais curioso do que a m\u00e3o do homem formada para segurar, a de um tatu para cavar, a perna do cavalo, a nadadeira do delfim e a asa do morcego, tudo constru\u00eddo conforme o mesmo esquema, incluindo ossos semelhantes nas mesmas posi\u00e7\u00f5es relativas? (6)<\/p>\n<p>V\u00ea-se nessa afirma\u00e7\u00e3o qu\u00e3o incr\u00edvel parecia a Darwin o simples fato da correspond\u00eancia entre as partes dos membros dianteiros dos vertebrados. Deve?se lembrar, entretanto, que nos dias em que Darwin escreveu, a opini\u00e3o da \u00e9poca pendia totalmente para o lado da imutabilidade das esp\u00e9cies. R. E. D. Clark, no seu cap\u00edtulo &#8220;Antes de Darwin&#8221; torna bem claro esse ponto:<\/p>\n<p>No d\u00e9cimo oitavo s\u00e9culo, Lineu (1707?1778), o grande sistematizador da Zoologia, tornou-se profundamente convicto de que as esp\u00e9cies eram imut\u00e1veis. Sua convic\u00e7\u00e3o, baseada na observa\u00e7\u00e3o direta, n\u00e3o era abalada pelas semelhan\u00e7as anat\u00f4micas que freq\u00fcentemente achava existir entre animais distintos. Existem, afirmava ele, &#8220;exatamente tantas esp\u00e9cies quantas foram criadas no in\u00edcio pelo Ser Infinito. &#8230; Os biologistas, tamb\u00e9m, foram levados a crer na absoluta fixidez das esp\u00e9cies (7).<\/p>\n<p>Para derrubar completamente tais estreitos conceitos de imutabilidade surgiu em 1844 o livro &#8220;Vest\u00edgios&#8221; de autoria de Chambers, poucos anos antes de Darwin publicar suas notas a respeito da viagem no Beagle. O tom desse revolucion\u00e1rio livro era totalmente evolucionista, mas devotamente &#8220;crist\u00e3o&#8221;. Pensa?se que Darwin foi grandemente influenciado por esse livro.<\/p>\n<p>Assim, em torno de 1859 criou-se o clima para a aboli\u00e7\u00e3o de um ponto de vista extremo ? a imutabilidade absoluta das formas viventes &#8211; e a aceita\u00e7\u00e3o de outro ponto de vista extremo ? a mudan\u00e7a, e mudan\u00e7a consider\u00e1vel, de todas as formas org\u00e2nicas. Estamos presenciando, finalmente, nos \u00faltimos dec\u00eanios, a oscila\u00e7\u00e3o do p\u00eandulo em dire\u00e7\u00e3o novamente de uma abordagem mais razo\u00e1vel, sob a a\u00e7\u00e3o de cientistas criacionistas.<\/p>\n<p>Muitos dos argumentos de Chambers (tais como a absurda aceita\u00e7\u00e3o das supostas estreitas rela\u00e7\u00f5es entre algas marinhas, homens e r\u00e3s, e a estranha id\u00e9ia da recapitula\u00e7\u00e3o posteriormente t\u00e3o desenvolvida por Ernst Haeckel) foram avidamente adotados por aqueles que procuravam meios com que enfrentar os te\u00f3logos que aceitavam a imutabilidade das esp\u00e9cies! A dificuldade, ent\u00e3o, era que os homens de ci\u00eancia que criam na revela\u00e7\u00e3o de Deus freq\u00fcentemente O defendiam com bases muito prec\u00e1rias! E alguns ainda continuam hoje a proceder assim.<\/p>\n<p>Exame da Homologia segundo Darwin<\/p>\n<p>Para examinar os reais pontos controvertidos envolvidos no conceito de Homologia, pelo menos na sua conceitua\u00e7\u00e3o inicial, \u00e9 conveniente reportar?se ao livro?fonte da evolu\u00e7\u00e3o (A Origem das Esp\u00e9cies) e verificar exatamente o que Charles Darwin afirmou sobre o assunto. E verificaremos n\u00e3o somente o que ele mencionou a respeito da natureza das semelhan\u00e7as entre os seres org\u00e2nicos ? sua morfologia ou anatomia comparada ? mas tamb\u00e9m o &#8220;por que&#8221; de tais homologias. Ele fala da Homologia com as palavras seguintes:<\/p>\n<p>Nada pode ser mais desesperan\u00e7oso do que tentar explicar essa semelhan\u00e7a de configura\u00e7\u00e3o dos membros da mesma classe mediante a sua utilidade ou mediante a doutrina das causas finais. A desesperan\u00e7a de tais tentativas foi expressamente admitida por Owen no seu interessant\u00edssimo trabalho sobre a &#8220;Natureza dos Membros&#8221;. Sob o ponto de vista costumeiro da cria\u00e7\u00e3o independente de cada ser, somente podemos dizer que assim \u00e9 ? que aprouve ao Criador construir todos os animais e plantas de acordo com grandes classes, segundo um plano uniforme ? mas isso n\u00e3o \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (\u00eanfase suprida) (8).<\/p>\n<p>V\u00ea-se por essa afirma\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, que Darwin nunca p\u00f4de deixar de lado completamente a id\u00e9ia de um Deus-Criador, a qual de fato o perseguiu at\u00e9 a hora de sua morte. \u00c9 verdade, de fato, que o c\u00e9lebre anatomista daquela \u00e9poca, Richard Owen, mantinha positivamente, como o fazem hoje muitos cientistas criacionistas (9), que tais semelhan\u00e7as existentes nos animais e plantas devem-se a um plano comum, ou a um projeto comum de um Criador.<\/p>\n<p>Entretanto, Darwin, e realmente a maior parte dos evolucionistas modernos, n\u00e3o considera isso como explica\u00e7\u00e3o. Dizem eles: isso \u00e9 n\u00e3o cient\u00edfico! Qu\u00e3o freq\u00fcentemente ou\u00e7o estudantes secund\u00e1rios, e mesmo prim\u00e1rios, exprimindo essas mesmas d\u00favidas, as quais com toda probabilidade receberam de seus professores graduados nas universidades, onde foram doutrinados na &#8220;religi\u00e3o&#8221; da Biologia, isto \u00e9, na evolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>No lugar da &#8220;cria\u00e7\u00e3o independente de cada ser&#8221;, ou conceito de absoluta fixidez das esp\u00e9cies, atacado por Darwin, tem-se esta explica\u00e7\u00e3o &#8220;cient\u00edfica&#8221; oferecida por Darwin:<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o torna-se em grande parte simples com a teoria da sele\u00e7\u00e3o de sucessivas ligeiras modifica\u00e7\u00f5es &#8211; cada modifica\u00e7\u00e3o sendo de algum modo proveitosa para a forma modificada, mas freq\u00fcentemente afetando por correla\u00e7\u00e3o outras partes da organiza\u00e7\u00e3o (10).<\/p>\n<p>Assim, somos levados a crer que, pelo fato de ser &#8220;desesperan\u00e7osa&#8221; a cria\u00e7\u00e3o de conformidade com um plano ou esquema, devemos aceitar outras teorias e outras hip\u00f3teses sem fim, para possibilitar a teoria da ascend\u00eancia comum!<\/p>\n<p>Como professor de faculdade tenho verificado que alguns estudantes abrigam id\u00e9ias preconcebidas de que a cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 &#8220;desesperan\u00e7adamente em contradi\u00e7\u00e3o com a ci\u00eancia moderna&#8221;. Como conferencista sobre assuntos de Ci\u00eancia, B\u00edblia e Evolu\u00e7\u00e3o, freq\u00fcentemente tenho tido o privil\u00e9gio de falar em reuni\u00f5es de estudantes secund\u00e1rios e aulas de Biologia, tendo verificado que os estudantes secund\u00e1rios exprimem as mesmas d\u00favidas que Darwin apresentou no seu livro! Com poucas exce\u00e7\u00f5es, os \u00fanicos argumentos que eles t\u00eam ouvido s\u00e3o os da evolu\u00e7\u00e3o. Dever-se-ia isso a ser esse o \u00fanico ponto de vista que os seus jovens professores conhecem?<\/p>\n<p>Em todas as oportunidades apresento o que creio ser a melhor refuta\u00e7\u00e3o \u00e0 id\u00e9ia global da evolu\u00e7\u00e3o como uma teoria &#8220;cient\u00edfica&#8221;. Refiro-me \u00e0 Introdu\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio de A Origem, feita pelo Dr. W. R. Thompson, F.R.S.! E enfatizo o significado da sigla F.R.S.: Fellow of the Royal Society! Realmente, o Dr. Thompson foi Diretor do Instituto de Biologia da Comunidade Brit\u00e2nica, em Ottawa, Canad\u00e1. As bibliotecas das escolas secund\u00e1rias, regra geral, n\u00e3o possuem essa edi\u00e7\u00e3o de A Origem, e a maioria dos bibliotec\u00e1rios jamais ouviu falar a seu respeito!<\/p>\n<p>A for\u00e7a dos argumentos expressos por Thompson torna-se maior por causa da sua localiza\u00e7\u00e3o na Introdu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria &#8220;B\u00edblia&#8221; dos evolucionistas, e que de fato, como ele admite, n\u00e3o \u00e9 um &#8220;hino a Darwin e ao Darwinismo, como freq\u00fcentemente introduzido em tantos livros did\u00e1ticos de Biologia&#8221;. Diz ele o seguinte, a respeito do assunto das &#8220;ligeiras modifica\u00e7\u00f5es&#8221; como explica\u00e7\u00e3o para a Homologia:<\/p>\n<p>O que tais casos de &#8230; homologia geral realmente demonstram \u00e9 que h\u00e1 grande n\u00famero de organismos diferindo consideravelmente nos detalhes estruturais, mas constru\u00eddos obedecendo ao mesmo plano fundamental. Entretanto, isso n\u00e3o \u00e9 prova da descend\u00eancia de um ancestral original desse tipo anat\u00f4mico. Essa mesma descend\u00eancia requer demonstra\u00e7\u00e3o (11) (\u00eanfase acrescentada).<\/p>\n<figure id=\"attachment_304\" aria-describedby=\"caption-attachment-304\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-304\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia3.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-304\" class=\"wp-caption-text\">ca. 2001, Roatan, Honduras &#8212; Scarlet Macaw Perched on Branch &#8212; Image by \u00a9 Royalty-Free\/Corbis<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m disso, Thompson rejeita o costumeiro sofisma dos evolucionistas, de que tal semelhan\u00e7a \u00e9 mais dif\u00edcil de ser levada em conta na origem independente de tipos complexos; e sugere ele que, enquanto n\u00e3o for conhecido precisamente o mecanismo pelo qual &#8220;a sele\u00e7\u00e3o das sucessivas ligeiras modifica\u00e7\u00f5es&#8221; possa explicar essa semelhan\u00e7a, devemos admitir que nossa informa\u00e7\u00e3o sobre esse assunto \u00e9 insuficiente. Deve tamb\u00e9m ser mencionado que os evolucionistas, na maior parte, cometeram o erro de considerar somente as semelhan\u00e7as, ignorando quase completamente as diferen\u00e7as entre os organismos (12).<\/p>\n<h3>Observa\u00e7\u00e3o sobre o racioc\u00ednio de Darwin<\/h3>\n<p>Gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a maneira em que Darwin tenta explicar as sucessivas ligeiras modifica\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m para a cita\u00e7\u00e3o de um trecho excelente que serve como a melhor refuta\u00e7\u00e3o de tais modifica\u00e7\u00f5es. O racioc\u00ednio Darwinista nessa linha \u00e9 o seguinte:<\/p>\n<p>Em mudan\u00e7as desta natureza, haver\u00e1 pouca ou nenhuma tend\u00eancia para alterar a configura\u00e7\u00e3o original, ou para transpor as partes. Os ossos de uma perna poderiam ser encurtados e achatados em qualquer grau, tornando-se ao mesmo tempo envolvidos por uma espessa membrana para servirem como nadadeiras; ou uma m\u00e3o membranosa poderia ter todos os seus ossos, ou certos ossos, encompridados em qualquer grau, com a membrana de liga\u00e7\u00e3o deles aumentada para servir como asa; apesar disso, essas modifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o tenderiam a alterar a infraestrutura dos ossos nem a conex\u00e3o relativa entre as partes (13).<\/p>\n<p>E com a frase mais capciosa de todas, &#8220;se supusermos&#8221;, a que t\u00e3o freq\u00fcentemente recorrem os propagandistas da evolu\u00e7\u00e3o, somos introduzidos a esta maravilhosa explica\u00e7\u00e3o do &#8220;por que&#8221; da Homologia:<\/p>\n<p>Se supusermos que um primitivo progenitor &#8211; o arqu\u00e9tipo, como poderia ser chamado &#8211; de todos os mam\u00edferos, p\u00e1ssaros e r\u00e9pteis, tivesse seus membros constru\u00eddos segundo o esquema geral existente, qualquer que fosse o prop\u00f3sito ao qual servissem, poderemos imediatamente perceber a clara significa\u00e7\u00e3o do constru\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga dos membros em toda a classe (14).<\/p>\n<p>\u00c9 absurdamente f\u00e1cil exagerar as semelhan\u00e7as, enquanto ao mesmo tempo desprezar as diferen\u00e7as \u00e9 um erro mais dif\u00edcil de evitar. H\u00e1 um excelente coment\u00e1rio sobre o assunto da suposta homologia dos membros dos vertebrados, escrito logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de Os Vest\u00edgios. \u00c9 de autoria de Clark e costuma ser chamado de &#8220;Homologizando a Mesa&#8221;!<\/p>\n<p>O autor imagina um engenhoso jovem, Martinus Scriblerus, que se prop\u00f5e a todo custo discernir conex\u00f5es entre coisas, independentemente de serem elas reais ou imagin\u00e1rias. &#8230; O que o impediria de lan\u00e7ar um olhar filos\u00f3fico sobre a mob\u00edlia de seu quarto? Com menos engenhosidade do que certos fisiologistas, facilmente descobriria uma maravilhosa unidade de planejamento. &#8230; Provavelmente teria ele tomado a mesa com seus quatro p\u00e9s e a sua tampa como o grande tipo de marcenaria, e teria divisado modifica\u00e7\u00f5es deste tipo b\u00e1sico em todas as pe\u00e7as ao seu redor. As cadeiras nada mais s\u00e3o do que a mesa com um manifesto desenvolvimento das pernas trazeiras constituindo o encosto. Das cadeiras para o sof\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o seria ridiculamente f\u00e1cil; de fato, o sof\u00e1 s\u00f3 pode ser considerado como uma variedade da cadeira, produzida por um elevado estado de desenvolvimento. No div\u00e3, a tampa da mesa tornou-se espessa e macia, enquanto que as pernas se reduziram a pequenos apoios globulares. &#8230; O que seria a cama colonial se n\u00e3o a duplica\u00e7\u00e3o do tipo original &#8211; uma mesa colocada sobre outra mesa, a mesa de cima sem a tampa? &#8230; A lareira talvez apresentasse alguma dificuldade &#8230; (15).<\/p>\n<p>A natureza rid\u00edcula de tal racioc\u00ednio pode ser facilmente detectada. Tal especula\u00e7\u00e3o, e tal racioc\u00ednio semelhante dos evolucionistas tem estabelecido muitas homologias fant\u00e1sticas, nenhuma das quais pode ser evidenciada mediante prova experimental de qualquer esp\u00e9cie. A simples verdade \u00e9 que, de fato, um marceneiro poderia ter feito cada pe\u00e7a da mob\u00edlia, utilizando para cada uma deles a objetividade por ele julgada necess\u00e1ria para torn\u00e1-la funcional.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente tem sido apresentado como obje\u00e7\u00e3o os cientistas criacionistas n\u00e3o poderem argumentar que, por proceder o homem de acordo com certas normas, Deus, tamb\u00e9m, como Criador, tenha procedido da mesma maneira. Tamb\u00e9m, como um livro escolar bastante divulgado afirma, referindo-se aos progressos na locomo\u00e7\u00e3o dos animais, &#8220;n\u00e3o se deveria supor que qualquer dessas vantagens &#8230; fosse adquirida propositadamente&#8221; (16). Considero que, embora os m\u00e9todos utilizados por Deus na cria\u00e7\u00e3o sejam grandemente inescrut\u00e1veis para n\u00f3s hoje, efetivamente existe um planejamento no mundo org\u00e2nico. Certamente a exist\u00eancia de um prop\u00f3sito pareceria ser a explica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia de que realmente os olhos foram feitos para ver e os ouvidos para ouvir. (17).<\/p>\n<p>A respeito desse assunto de fazer as coisas, deparei com esta afirma\u00e7\u00e3o atribu\u00edda a um biologista de tempos idos, George Mivart. Ele \u00e9 citado como afirmando:<\/p>\n<p>Mivart pede-nos que meditemos no que far\u00edamos se f\u00f4ssemos Deus e f\u00f4ssemos criar o homem. Diz ele que ser\u00edamos guiados pelas seguintes considera\u00e7\u00f5es: (1) para viver nesta Terra o homem deve assemelhar-se aos animais no comer, no respirar, etc.; (2) por ser uma criatura inteligente deve ter um extenso sistema nervoso; (3) dessa maneira, nenhum invertebrado, nem r\u00e9ptil, nem peixe, nem p\u00e1ssaro, apresenta constitui\u00e7\u00e3o capaz de abrigar tal enorme sistema nervoso; (4) baleias, golfinhos e focas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o capazes &#8230; e pela mesma raz\u00e3o (5) os mam\u00edferos com casco; (6) isso nos restringe aos carn\u00edvoros, e dentre eles os que t\u00eam corpo o mais aproximadamente talhado para o que um homem deveria possuir, est\u00e3o os s\u00edmios (18).<\/p>\n<p>Assim, o homem apresenta muitos tra\u00e7os em comum com os outros animais, o que n\u00e3o deveria surpreender ningu\u00e9m, posto que respira o mesmo ar, come alguns dos mesmos alimentos, etc. \u00c9 o que a B\u00edblia afirma em sua maneira peculiar, condenando ainda o &#8220;humanista cient\u00edfico&#8221; na sua tentativa de considerar o homem como sendo &#8220;somente&#8221; um animal! Achamos no livro de Eclesiastes estas palavras:<\/p>\n<p>Disse ainda comigo: \u00c9 por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que s\u00e3o em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos t\u00eam o mesmo f\u00f4lego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo \u00e9 vaidade. Todos v\u00e3o para o mesmo lugar; todos procedem do p\u00f3, e ao p\u00f3 tornar\u00e3o. Quem sabe que o f\u00f4lego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima, e o dos animais para baixo, para a terra? (19)<\/p>\n<h4><b>Aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0s homologias de s\u00e9rie<\/b><\/h4>\n<p>O assunto das Homologias de S\u00e9rie \u00e9 freq\u00fcentemente mencionado, e alguns exemplos s\u00e3o dados por Darwin. Deixaremos que um dos seus contempor\u00e2neos, Thomas Henry Huxley, av\u00f4 do celebre evolucionista moderno, Sir Julian Huxley, exponha esse assunto. Foi Huxley quem divulgou as id\u00e9ias do Darwin; foi ele certamente um arqui-inimigo do cristianismo. Escreveu ele:<\/p>\n<p>Tenho perante mim uma lagosta. Ao examin\u00e1-la, qual parece ser o caracter\u00edstico mais impressionante que ele apresenta? Bem, eu observo que esta parte que n\u00f3s chamamos de cauda \u00e9 constitu\u00edda de seis an\u00e9is c\u00f3rneos distintos, e uma s\u00e9tima parte na extremidade. Se eu separar um dos an\u00e9is medianos, por exemplo o terceiro, descubro que ele apresenta na sua superf\u00edcie inferior um par de membros ou ap\u00eandices, cada um consistindo de uma haste e duas pe\u00e7as terminais &#8230; Se eu tomar agora o quarto anel verifico que ele tem a mesma estrutura, e da mesma maneira o quinto e o segundo; de tal modo que em cada uma dessas divis\u00f5es da cauda descubro partes que mant\u00eam correspond\u00eancia entre si, um anel e dois ap\u00eandices; e em cada ap\u00eandice uma haste e duas pe\u00e7as terminais. Essas partes correspondentes s\u00e3o chamadas, na linguagem t\u00e9cnica da Anatomia, de &#8220;partes hom\u00f3logas&#8221;. O anel da terceira divis\u00e3o \u00e9 o &#8220;hom\u00f3logo&#8221; do anel da quinta, o ap\u00eandice da anterior \u00e9 o hom\u00f3logo do ap\u00eandice da posterior &#8230; mas para o que tende tudo isso? Para a conclus\u00e3o bastante not\u00e1vel de que uma unidade de planejamento, da mesma esp\u00e9cie, quer na cauda quer no abdomem, permeia todo o organismo do seu esqueleto &#8230;<br \/>\nPosso assinalar exatamente que modifica\u00e7\u00e3o sofreu o plano geral naquele segmento particular; que parte permaneceu m\u00f3vel, e que parte tornou-se fixa \u00e0 outra, qual se desenvolveu e metamorfoseou-se excessivamente e qual foi suprimida.<br \/>\n&#8230; Contudo, imagino ouvir a pergunta: Como pode tudo isso ser testado? &#8230; Reconhece a Natureza, de qualquer maneira mais profunda, essa unidade de planejamento que parecemos distinguir? (20)<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o conceito geral da Homologia de S\u00e9rie, o qual \u00e9 ainda extensamente expresso na literatura hoje em dia. Observe-se que Huxley menciona poder assinalar &#8220;exatamente como surgiram essas modifica\u00e7\u00f5es&#8221;. Apela ele ao desenvolvimento embriol\u00f3gico (o qual por sua vez requer demonstra\u00e7\u00e3o) para finalmente atribuir mais &#8220;evid\u00eancia&#8221; para os seus pontos de vista.<\/p>\n<p>Lembro-me de meu trabalho como doutorando na Universidade de Minnesota. Como estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o tive de aprender grande quantidade de dados sobre Homologia, e como professor assistente do Departamento, tive de ensin\u00e1-los. Refiro-me ao ensino ministrado utilizando certo manual de laborat\u00f3rio padr\u00e3o. Sob o t\u00edtulo &#8220;Ap\u00eandices&#8221; encontra-se:<\/p>\n<p>Os ap\u00eandices da lagosta compreendem excelente material para o estudo do fundamento da Homologia de S\u00e9rie &#8211; a modifica\u00e7\u00e3o estrutural de uma s\u00e9rie de \u00f3rg\u00e3os originalmente semelhantes, servindo a diferentes prop\u00f3sitos. Come\u00e7ando com a segunda antena, todas elas s\u00e3o varia\u00e7\u00f5es de um tipo comum bifurcado (ilustrado pelo terceiro ap\u00eandice abdominal) consistindo de um segmento basal, o protop\u00f3dito, e duas ramifica\u00e7\u00f5es, uma externa, o exop\u00f3dito, a outra interna, o endop\u00f3dito (21).<\/p>\n<p>V\u00ea-se aqui, ent\u00e3o, o princ\u00edpio de Homologia de S\u00e9rie expresso praticamente da mesma maneira que Darwin e posteriormente Huxley o abordaram. O manual do laborat\u00f3rio \u00e9 amplamente utilizado e aceito em muitos cursos superiores de Zoologia e Biologia. Apesar de n\u00e3o divergir dos zoologistas que se prop\u00f5em a dar nome \u00e0s partes do ap\u00eandice bifurcado da lagosta, tenho obje\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atitudes dogm\u00e1ticas que os autores exprimem a respeito da maneira como tais modifica\u00e7\u00f5es podem ter-se originado. Como Huxley, apontam eles &#8220;exatamente&#8221; para as modifica\u00e7\u00f5es que se realizaram, e para a maneira em que se deram. Isso \u00e9, de fato, pura suposi\u00e7\u00e3o, e deveria assim ser reconhecido. Apesar de o manual do laborat\u00f3rio n\u00e3o afirmar especificamente que a Homologia de S\u00e9rie \u00e9 devida \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o, os estudantes prontamente tiram tal conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o n\u00e3o permite uma revis\u00e3o extensiva das obras, que desde Darwin at\u00e9 Huxley, serviram como contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 crescente aceita\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o como \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para a Homologia, contudo talvez possa ser dito com certeza que elas apelavam ao argumento do planejamento (22, 23, 24). Basta dizer que alguns dos perigos que elas previram com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o pelos estudantes secund\u00e1rios s\u00e3o essencialmente semelhantes aos de que se fala hoje, e que constituem a raz\u00e3o b\u00e1sica para a publica\u00e7\u00e3o deste artigo.<\/p>\n<p>A dificuldade reside no fato de existir muito pouca literatura com o ponto de vista criacionista, sendo os estudantes secund\u00e1rios geralmente muito pouco preparados, mesmo a respeito das evid\u00eancias da evolu\u00e7\u00e3o. Isso me leva, ent\u00e3o, \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de alguns livros did\u00e1ticos de n\u00edvel secund\u00e1rio, populares e extensamente aceitos, e ao seu conte\u00fado no que diz respeito \u00e0 Homologia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_305\" aria-describedby=\"caption-attachment-305\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-305\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia4.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia4.jpg 200w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia4-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-305\" class=\"wp-caption-text\">ca. 1997, Wilmington, North Carolina, USA &#8212; Lobsters on Ocean Floor &#8212; Image by \u00a9 Brownie Harris\/CORBIS<\/figcaption><\/figure>\n<h3><b>Considera\u00e7\u00e3o de textos escolares<\/b><\/h3>\n<p>Um livro hoje amplamente utilizado nas escolas secund\u00e1rias de todo o pa\u00eds \u00e9 &#8220;Biologia Moderna&#8221;. Desde meu retorno dos campos mission\u00e1rios da Su\u00ed\u00e7a e da Alemanha em 1953, tenho observado com interesse as v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es que tomaram lugar nas sucessivas edi\u00e7\u00f5es desse livro t\u00e3o conhecido. Estou certo de que poucos pais, e talvez menos professores ainda, t\u00eam-se dado conta das altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas efetuadas desde a morte de Paul B. Mann e Truman J. Moon, respectivamente autor e co-autor da obra. James H. Otto \u00e9 o \u00fanico membro da equipe de autores ainda vivo.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 1956, a \u00faltima em que Mann contribuiu, apresentava uma afirma\u00e7\u00e3o relativamente ao fato de que &#8220;nada existe em toda a Ci\u00eancia que de qualquer maneira se oponha \u00e0 cren\u00e7a em Deus e \u00e0 religi\u00e3o&#8221; (25). Isso foi completamente omitido das duas edi\u00e7\u00f5es sucessivas, de 1963 e de 1965.<\/p>\n<p>De fato, n\u00e3o posso afirmar com certeza, mas imagino que o Dr. Mann era uma pessoa religiosa, e que com o seu falecimento foi f\u00e1cil suprimir a afirma\u00e7\u00e3o acerca de Deus e a religi\u00e3o, por isso ser ofensivo a muitos Educadores. Qualquer men\u00e7\u00e3o desse g\u00eanero \u00e9 geralmente omitida dos textos modernos de Biologia.<\/p>\n<p>Outra raz\u00e3o pode bem ser que, da maneira como a Ci\u00eancia \u00e9 ensinada hoje em dia, h\u00e1 muito que realmente se op\u00f5e \u00e0 cren\u00e7a em Deus e \u00e0 religi\u00e3o! Se isso n\u00e3o for verdade, ent\u00e3o por que tantos jovens estudantes secund\u00e1rios levantam tantas obje\u00e7\u00f5es \u00e0 B\u00edblia e contra Deus quando lhes falo sobre o ponto de vista criacionista? Creio que a doutrina que se op\u00f5e a Deus &#8211; a evolu\u00e7\u00e3o &#8211; est\u00e1 dentro de nossas escolas, e a B\u00edblia est\u00e1 fora, e n\u00e3o sou o \u00fanico cientista dessa opini\u00e3o!<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 1956 de &#8220;Biologia Moderna&#8221; continha um cap\u00edtulo sobre &#8220;O mut\u00e1vel dom\u00ednio da vida&#8221; no qual cerca de sete &#8220;evid\u00eancias&#8221; eram oferecidas como prova da evolu\u00e7\u00e3o; isso tudo estava inclu\u00eddo na parte final do livro, de tal modo que o professor poderia omitir o cap\u00edtulo, se o desejasse. As &#8220;evid\u00eancias&#8221; apresentadas eram: l &#8211; f\u00f3sseis; 2 &#8211; estruturas hom\u00f3logas; 3 &#8211; estruturas vestigiais; 4 &#8211; embriologia; 5 &#8211; distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica; 6 &#8211; resultados de cruzamentos; e 7 &#8211; gen\u00e9tica experimental. O homem f\u00f3ssil n\u00e3o era nem mencionado nem apresentado nessa edi\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de 1963 foi adicionado um cap\u00edtulo sobre &#8220;A Estrutura do Corpo Humano&#8221;, e nesse cap\u00edtulo foram inclu\u00eddos os &#8220;homens f\u00f3sseis&#8221;, com reconstru\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias! (26) A edi\u00e7\u00e3o de 1965 veio a lume ampliada, bem como com a apresenta\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo do cap\u00edtulo &#8220;O mut\u00e1vel dom\u00ednio da vida&#8221; tornou-se &#8220;Varia\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica&#8221;, e surgiu um cap\u00edtulo inteiro sobre a &#8220;Hist\u00f3ria do Homem&#8221;. N\u00e3o se diga que as edi\u00e7\u00f5es de &#8220;Biologia Moderna&#8221; n\u00e3o ensinam a evolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Com toda honestidade, deve ser reconhecido que os autores ainda incluem algumas afirma\u00e7\u00f5es adequadas quanto \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, dizendo: &#8220;Nas suas linhas gerais ela \u00e9 geralmente aceita, se bem que falhe na explica\u00e7\u00e3o de todos os fatos conhecidos&#8221;.<\/p>\n<h3><b>Tratamento da Homologia<\/b><\/h3>\n<p>A Homologia \u00e9 discutida praticamente da mesma maneira em todas as tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es, apresentando-se as mesmas figuras, embora tenha havido altera\u00e7\u00e3o na sua legenda (Figura 1). \u00c9 dito o seguinte sobre Homologia:<\/p>\n<p><em>Tanto nas plantas quanto nos animais encontram-se partes que evidentemente s\u00e3o de origem e estrutura semelhante, apesar de poderem estar adaptadas para fun\u00e7\u00f5es diferentes em diferentes esp\u00e9cies. Essas partes s\u00e3o chamadas de estruturas hom\u00f3logas &#8230; os ossos da asa dos p\u00e1ssaros, da perna dianteira do cavalo e da nadadeira da baleia s\u00e3o t\u00e3o semelhantes em sua estrutura, que, com m\u00ednimas exce\u00e7\u00f5es recebem os mesmos nomes (27).<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_306\" aria-describedby=\"caption-attachment-306\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-306\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia5.jpg 600w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia5-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-306\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 &#8211; &#8220;\u00d3rg\u00e3os vestigiais n\u00e3o funcionais s\u00e3o comuns entre os animais, e constituem<br \/>uma fonte de evid\u00eancias de que a vida evoluiu no decorrer do tempo&#8221;<br \/>(&#8220;Modern Biology&#8221;, Moon, Otto e Towle, 1963, Holt, Rinehart e Wiston, Nova York, p. 14.)<br \/>Usado com permiss\u00e3o do editor<\/figcaption><\/figure>\n<p>Novamente permito-me repetir que semelhan\u00e7as em plantas e animais n\u00e3o indicam necessariamente descend\u00eancia de um ancestral comum; poderiam, da mesma maneira, resultar de um projeto ou planejamento comuns. O que \u00e9 chamado de adapta\u00e7\u00e3o pelos evolucionistas \u00e9 mantido pelos criacionistas como evid\u00eancia de planejamento, com o mesmo rigor cient\u00edfico. Os fatos acerca das semelhan\u00e7as s\u00e3o os mesmos para ambos; a sua interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 que se torna diferente, e isso realmente ser\u00e1 sempre subjetivo.<\/p>\n<p>Respondendo \u00e0 semelhan\u00e7a nos nomes dos ossos, deve ser reconhecido que isso \u00e9 exatamente o que se devia esperar no caso de um planejamento dos v\u00e1rios animais por um ser inteligente. Reconhe\u00e7amos, tamb\u00e9m, que nenhum anatomista se enganaria tomando o r\u00e1dio ou o c\u00fabito de um p\u00e1ssaro pelos de um c\u00e3o ou outro animal qualquer. H\u00e1 consider\u00e1veis diferen\u00e7as, embora o esquema seja o mesmo.<\/p>\n<p>As edi\u00e7\u00f5es do &#8220;Biologia Moderna&#8221; gozam de grande prest\u00edgio em todo o pa\u00eds, e s\u00e3o usadas avidamente por muitos professores de Biologia. Como livro-texto, dentre os que s\u00e3o mais difundidos, talvez seja ele o menos question\u00e1vel com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;propaganda&#8221; da doutrina da evolu\u00e7\u00e3o. Apesar disso, nenhum professor ou aluno deveria sequer pensar que suas p\u00e1ginas n\u00e3o ensinem a evolu\u00e7\u00e3o. Realmente, a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o permeia o texto que ser\u00e1 lido e estudado pelos jovens, e com a adi\u00e7\u00e3o dos dados sobre &#8220;evid\u00eancias&#8221; antropol\u00f3gicas da ascend\u00eancia do homem, talvez ele tenha se tornado t\u00e3o completo quanto qualquer outro livro-texto.<\/p>\n<p>Nas m\u00e3os de um h\u00e1bil professor que tenha aceito a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o como apresentada no texto, ele pode tornar-se uma demonstra\u00e7\u00e3o bastante convincente. Nas m\u00e3os de um professor que deseje apresentar ambos os lados da controv\u00e9rsia evolu\u00e7\u00e3o vs. cria\u00e7\u00e3o, ele pode servir para mostrar porque os autores geralmente s\u00e3o cautelosos em n\u00e3o valorizar muito qualquer das &#8220;evid\u00eancias&#8221;.<\/p>\n<p>Talvez precisemos, portanto, esclarecer inicialmente nossos professores prim\u00e1rios e secund\u00e1rios, porque aquilo que eles cr\u00eaem e aceitam como fundamento cient\u00edfico \u00e9 exatamente o que por sua vez passar\u00e3o a ensinar a outros. Eu leciono para alunos que se especializam em Educa\u00e7\u00e3o na Escola Prim\u00e1ria, bem como para alunos de Biologia Geral que se dedicar\u00e3o posteriormente ao ensino, e tenho notado em minha experi\u00eancia pr\u00f3pria que os jovens que cursam as faculdades planejando tornarem-se professores, geralmente s\u00e3o muito pouco preparados para enfrentar essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos n\u00e3o percebem sequer que haver\u00e1 um conflito, nas suas aulas, entre o que o Estado exige para ser usado como livro did\u00e1tico e (se forem de convic\u00e7\u00e3o criacionista) aquilo em que pessoalmente acreditam. Se j\u00e1 forem de convic\u00e7\u00e3o evolucionista, isso se deve a terem ouvido o suficiente para convenc\u00ea-los quanto a algumas das suas amplas generaliza\u00e7\u00f5es, por\u00e9m sem pormenores suficientes para indicar a natureza ilus\u00f3ria dos seus argumentos, como por exemplo no caso da Homologia. Os fatos a\u00ed est\u00e3o para serem vistos, mas o significado desses fatos \u00e9 objeto da avalia\u00e7\u00e3o subjetiva de cada um.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 escrevi em outro artigo (28), os professores de Biologia no David Lipscomb College analisam as pretens\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o perante cada classe sob nossa supervis\u00e3o. Ressalto que antes de se reconhecer uma doutrina falsa, torna-se necess\u00e1rio conhec\u00ea-la!<\/p>\n<p>Passo agora a considerar outros livros did\u00e1ticos de Biologia amplamente adotados no curso secund\u00e1rio, a saber, os tr\u00eas livros textos do BSCS (Biological Sciences Curriculum Study), iniciativa do American Institute of Biological Sciences visando ao melhor ensino de Biologia, e produzido sob a supervis\u00e3o imediata do Diretor, Arnold B. Grobman, da Universidade do Colorado, em Boulder.<\/p>\n<p>Refiro-me, de fato, \u00e0s Vers\u00f5es Verde, Amarela e Azul, da s\u00e9rie BSCS, cada uma das vers\u00f5es publicada por uma editora diferente. Farei cita\u00e7\u00f5es de cada uma delas tendo em vista a maneira de apresenta\u00e7\u00e3o do tema geral da evolu\u00e7\u00e3o, e da Homologia em particular.<\/p>\n<p>(Em confer\u00eancias que realizei no ver\u00e3o passado na regi\u00e3o de Denver, tive o privil\u00e9gio de falar com dois dos autores da Vers\u00e3o Verde, ambos professores secund\u00e1rios. Um deles espontaneamente declarou que estava bastante desapontado e muito ressentido com algumas das audaciosas hip\u00f3teses feitas no livro; o outro admitiu que &#8220;talvez algumas afirma\u00e7\u00f5es fossem algo irrazo\u00e1veis&#8221;).<\/p>\n<h3>Vers\u00e3o Verde da S\u00e9rie BSCS<\/h3>\n<p>A Vers\u00e3o Verde \u00e9 talvez a menos question\u00e1vel das tr\u00eas ao advogar a evolu\u00e7\u00e3o como um fato, pois apresenta uma abordagem ecol\u00f3gica. Por\u00e9m, como ressaltei para um dos autores que contribuiu para essa vers\u00e3o, dificilmente fica coerente com uma total objetividade cient\u00edfica &#8220;instilar&#8221; a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o logo no primeiro cap\u00edtulo (realmente, na pagina 19, onde se considera a interdepend\u00eancia da vida, e onde os dinossauros s\u00e3o utilizados para indicar v\u00e1rios tipos de consumidores!). Especialmente fa\u00e7o obje\u00e7\u00e3o \u00e0 mistura de afirma\u00e7\u00f5es pouco adequadas e completamente autorit\u00e1rias como a seguinte:<\/p>\n<p>A Figura 1-12 d\u00e1 uma impress\u00e3o do que poderia ter-se passado h\u00e1 cerca de 180 milh\u00f5es de anos, quando os dinossauros eram os maiores seres viventes. A maior parte dos atores desta cena desapareceu; outros evolu\u00edram e abandonaram as suas partes. Entretanto, os processos foram cont\u00ednuos (29).<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a legenda da Figura 1-12 lamenta o fato de que &#8220;o inter-relacionamento mostrado nesta figura n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o certo&#8221; como o de uma figura precedente utilizando organismos existentes atualmente. Contudo, condeno o m\u00e9todo aqui usado de supor a evolu\u00e7\u00e3o como j\u00e1 demonstrada e for\u00e7ar os jovens a aceitar afirma\u00e7\u00f5es como &#8220;outros evolu\u00edram&#8221; sem ter sido dado o menor ind\u00edcio de evid\u00eancia para a teoria pressuposta.<\/p>\n<p>De fato, a \u00fanica evid\u00eancia ressaltada no livro \u00e9 a dos restos f\u00f3sseis, discutidos extensamente no cap\u00edtulo sobre &#8220;Configura\u00e7\u00f5es da Vida no Passado&#8221;. A teoria de Oparin sobre a origem da vida \u00e9 encaixada neste cap\u00edtulo sob o t\u00edtulo &#8220;A vida primitiva &#8211; o pr\u00e9-cambriano&#8221;. \u00c9 adotada, a id\u00e9ia de predadores ou &#8220;consumidores&#8221; como os primeiros seres vivos, embora seja essa id\u00e9ia considerada como &#8220;singular&#8221;, pois os produtores s\u00e3o supostos constituir a base prim\u00e1ria de todos os processos vitais! Os autores dizem que a teoria de Oparin simplifica as coisas; \u00e9 mais f\u00e1cil imaginar como se iniciou a vida do que imaginar como se iniciou a fotoss\u00edntese! Independentemente da veracidade dessa afirma\u00e7\u00e3o, a hip\u00f3tese heterotr\u00f3fica ai est\u00e1 endossada vigorosamente!<\/p>\n<p>N\u00e3o achei nesse livro nenhuma refer\u00eancia direta \u00e0 Homologia como &#8220;evid\u00eancia&#8221; para a evolu\u00e7\u00e3o, mas no cap\u00edtulo sobre &#8220;O Animal Humano&#8221; \u00e9 feita uma refer\u00eancia ao fato de que o homem pode ficar em p\u00e9, andar e correr nessa posi\u00e7\u00e3o sobre suas pernas. Essa condi\u00e7\u00e3o, diz o autor, deixa as suas m\u00e3os livres para manipular e carregar coisas &#8211; e isso envolve muitas modifica\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas. Entretanto, quais s\u00e3o essas modifica\u00e7\u00f5es ou como surgiram, n\u00e3o \u00e9 apresentado.<\/p>\n<p>S\u00e3o dadas algumas diferen\u00e7as distintivas entre o animal humano e os seus contempor\u00e2neos mais pr\u00f3ximos, os s\u00edmios. Uma diferen\u00e7a \u00e9 que a cabe\u00e7a \u00e9 fixa \u00e0 coluna vertebral, de tal modo que o homem pode olhar para a frente quando estiver em p\u00e9. No mesmo cap\u00edtulo \u00e9 descrita e discutida a chamada evid\u00eancia f\u00f3ssil do homem, sob o t\u00edtulo &#8220;Tornando-se Humano&#8221;.<\/p>\n<p>Duvido que um jovem, de idade condizente com o ano em que esse assunto \u00e9 abordado na escola, n\u00e3o visse imediatamente que h\u00e1 um conflito direto entre o que ele ouve no domingo nos p\u00falpitos, e o que o professor ensina durante a semana nas aulas de Biologia. A d\u00favida torna-se assim a sua aterradora e miser\u00e1vel companheira.<\/p>\n<p>N\u00e3o admira, portanto, que o relato b\u00edblico da origem do homem seja desacreditado e que o evangelho seja anulado, porque o que se ensina \u00e9 supostamente &#8220;cient\u00edfico&#8221;! Se qualquer aluno ousar levantar alguma d\u00favida concernente a esse conflito, \u00e9-lhe oferecida a alternativa da &#8220;evolu\u00e7\u00e3o te\u00edsta&#8221;, como tantos jovens professores de Biologia dizem quando arg\u00fcidos. Essa \u00e9 a maneira pela qual &#8220;Deus o fez&#8221;, dizem eles.<\/p>\n<h3><b>Apelo para mais aten\u00e7\u00e3o por parte dos pais<\/b><\/h3>\n<p>Quantos pais sabem realmente que tais coisas como essas se encontram nos livros-textos de Biologia dos seus filhos que estudam no curso secund\u00e1rio, e quantos poderiam dar alguma resposta \u00e0s suas perguntas cheias de d\u00favida? De fato, quantos pregadores mesmo o poderiam? Conhe\u00e7o uns poucos que est\u00e3o bem preparados para &#8220;responder a qualquer que pe\u00e7a a raz\u00e3o de nossa f\u00e9&#8221;, nesse campo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, essas quest\u00f5es poderiam ser respondidas tivesse o estudante um exemplar do livro de autoria de Rita Rhodes Ward, intitulado &#8220;No Princ\u00edpio&#8221; (30). Onde quer que eu v\u00e1, incentivo os pais e dirigentes da Igreja a p\u00f4r um exemplar desse livro nas m\u00e3os de cada jovem, por\u00e9m para alguns parece que a salva\u00e7\u00e3o da f\u00e9 de um jovem por ocasi\u00e3o das suas d\u00favidas n\u00e3o vale o pre\u00e7o de $1,25! E essa \u00e9 a trag\u00e9dia toda &#8211; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a ci\u00eancia na berlinda, mas tamb\u00e9m a f\u00e9!<\/p>\n<p>Um exemplar da Introdu\u00e7\u00e3o de Thompson para &#8220;A Origem&#8221;, mencionado anteriormente, poderia tamb\u00e9m ajudar a manter um rapaz ou uma mo\u00e7a em um firme fundamento! Estou ainda por achar um volume desses nas estantes de uma biblioteca de escola secund\u00e1ria, ou de qualquer biblioteca paroquial! Apesar disso, l\u00e1 est\u00e3o literalmente dezenas de livros escritos sob o ponto de vista evolucionista, inclusive a S\u00e9rie da Natureza, da Life, todos com belas ilustra\u00e7\u00f5es coloridas. Poder\u00edamos fazer algo mais para ver livros escritos sob o ponto de vista criacionista colocados ao alcance dos jovens estudantes do curso secund\u00e1rio?<\/p>\n<p>Um jovem professor em Dauville, Illinois (graduado na Universidade de Illinois, com um t\u00edtulo de M.A. e alguns anos de experi\u00eancia no ensino de Ci\u00eancias) faz igual apelo aos pais e educadores simultaneamente:<\/p>\n<figure id=\"attachment_307\" aria-describedby=\"caption-attachment-307\" style=\"width: 147px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-307\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia6.jpg\" alt=\"\" width=\"147\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-307\" class=\"wp-caption-text\">Father reading a book to his two children in bed &#8212; Image by \u00a9 U. Kaiser\/Kate Mitchell\/zefa\/Corbis<\/figcaption><\/figure>\n<p>Este livro n\u00e3o foi escrito para discutir a hist\u00f3ria da teoria da evolu\u00e7\u00e3o ou o n\u00famero de homens que a promoveram atrav\u00e9s dos anos. Volumosos livros t\u00eam sido escritos sobre o assunto por diversos eruditos. Infelizmente, a maior parte deles \u00e9 a favor da evolu\u00e7\u00e3o! Quase todos os livros de Biologia ou Ci\u00eancias cont\u00eam alguns pensamentos sobre o assunto, de tal forma que o aluno m\u00e9dio de hoje \u00e9 exposto a essa teoria desde o ano em que ingressa na sexta s\u00e9rie da escola fundamental (\u00canfase acrescentada &#8211; A evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1, mesmo agora, sendo deslocada para as s\u00e9ries anteriores, sendo em alguns lugares ensinada j\u00e1 na segunda s\u00e9rie &#8211; O Autor). Minha principal cr\u00edtica a esse fato \u00e9 que os alunos n\u00e3o t\u00eam oportunidade de ler bibliografia apresentando a hist\u00f3ria b\u00edblica da Cria\u00e7\u00e3o. O aluno que proteste contra a apresenta\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o no seu livro did\u00e1tico, n\u00e3o tem nenhuma informa\u00e7\u00e3o com que combater os pontos de vista nele apresentados, nem os de seu pr\u00f3prio professor. Muitos s\u00e3o soterrados pelas chamadas &#8220;evid\u00eancias&#8221; que apoiam a evolu\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 freq\u00fcentemente tr\u00e1gico (\u00canfase acrescentada). A f\u00e9 infantil na B\u00edblia \u00e9 abalada e a pessoa \u00e9 deixada a afundar-se, sem saber de onde obter aux\u00edlio. As enciclop\u00e9dias falham neste ponto, como tamb\u00e9m a maior parte dos livros de refer\u00eancia. (Nota do Autor &#8211; A raz\u00e3o para isso \u00e9 que os pr\u00f3prios autores s\u00e3o evolucionistas convictos, n\u00e3o sendo usualmente objetivos o suficiente para destacar qualquer outro ponto de vista. Entretanto, o World Book Encyclopaedia- edi\u00e7\u00e3o de 1967, vol. 6, p\u00e1ginas 330-334, largamente usada pelos alunos, tem um muito bom tratamento do assunto, escrito por um evolucionista, Carrol Lane Fenton). N\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma obra de refer\u00eancia, normalmente usada nas escolas, que chegue sequer a mencionar o relato b\u00edblico da Cria\u00e7\u00e3o. Infelizmente, muitos ministros n\u00e3o s\u00e3o capazes de responder ao desafio dos textos, nem de aconselhar ao jovem necessitado (31).<br \/>\nEmbora eu acredite que essa \u00e9 realmente a situa\u00e7\u00e3o, certamente os pr\u00f3prios jovens devem ser recriminados. Tenho achado muito poucos que realmente conhecem algo a respeito das &#8220;evid\u00eancias&#8221;; a maior parte das minhas aulas freq\u00fcentemente \u00e9 tomada para dizer-lhes aquilo que j\u00e1 deveriam saber.<\/p>\n<h3><b>Vers\u00e3o Amarela da S\u00e9rie da BSCS<\/b><\/h3>\n<p>A Vers\u00e3o Amarela da S\u00e9rie da BSCS apresenta uma abordagem bastante diferente, partindo de dez temas b\u00e1sicos da Biologia, o primeiro dos quais \u00e9 &#8220;Mudan\u00e7a dos seres vivos atrav\u00e9s do tempo: evolu\u00e7\u00e3o&#8221;. Esses temas b\u00e1sicos j\u00e1 foram examinados completa e adequadamente em um artigo pr\u00e9vio do &#8220;Creation Research Society Quarterly&#8221;, por Rita Ward (32) , mas merece ser repetido aqui o exame do primeiro tema.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida nessa vers\u00e3o da seguinte maneira: Um t\u00edtulo afirma &#8220;Igual produz igual&#8221;, mas em seguida \u00e9 invocada a evid\u00eancia f\u00f3ssil para mostrar que no decorrer do tempo os primeiros organismos &#8220;alteraram-se para se tornar os animais e plantas de hoje. Isto \u00e9 evolu\u00e7\u00e3o, antes ardentemente debatida, mas hoje uma teoria bem estabelecida&#8221; (33).<\/p>\n<p>A autoridade dos especialistas \u00e9 apresentada na afirma\u00e7\u00e3o: &#8220;A tremenda variedade de esp\u00e9cies de plantas e animais vivendo hoje na Terra \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o &#8211; cada esp\u00e9cie tornando-se modificada para viver de seu pr\u00f3prio modo&#8221; (34). Eu pesoalmente creio que \u00e9 t\u00e3o igualmente &#8220;cient\u00edfico&#8221; argumentar que cada organismo foi planejado para viver de seu pr\u00f3prio modo, e que os ajustes e acomoda\u00e7\u00f5es necess\u00e1rios para a vida s\u00e3o muito bem ilustrados em criaturas tais como o ornitorrinco e muitos outros.<\/p>\n<p>Tive a minha aten\u00e7\u00e3o voltada para uma afirma\u00e7\u00e3o na p\u00e1gina 9 da Vers\u00e3o Amarela na qual os autores dizem que um dos objetivos humanos na Biologia \u00e9, entre outros, &#8220;compreender as origens da vida e nos libertar de supersti\u00e7\u00f5es e temores&#8221;. Apesar disso, ap\u00f3s um completo tratamento da controv\u00e9rsia sobre a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ter sido dado no Cap\u00edtulo 2, s\u00e3o apresentadas as surpreendentes afirma\u00e7\u00f5es, permita-se ressaltar, para apoiar a supersti\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea:<\/p>\n<p>Todos os biologistas competentes s\u00e3o partid\u00e1rios da biog\u00eanese, aceitando o ponto de vista de que na Terra hoje a vida prov\u00e9m s\u00f3 de vida. &#8230; Sabemos que houve tempo em que na Terra n\u00e3o havia vida, que a vida apareceu posteriormente. Como? Julgamos que foi por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea! (P\u00e1gina 42, \u00eanfase adicionada).<\/p>\n<p>Todo o cap\u00edtulo 36 \u00e9 devotado \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese heterotr\u00f3fica e da teoria de Oparin. Um subglobo de protoplasma \u00e9 invocado como sendo um dos passos nesse tipo de &#8220;pensamento especulativo&#8221;, havendo tamb\u00e9m diversas refer\u00eancias a uma &#8220;fina sopa quente&#8221;. Todos esses argumentos t\u00eam sido adequadamente respondidos em publica\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias desta Sociedade, bem como em outras publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 Homologia, a Vers\u00e3o Amarela oferece como &#8220;prova&#8221; da evolu\u00e7\u00e3o com as seguintes palavras:<\/p>\n<p>Durante o curso da evolu\u00e7\u00e3o, as estruturas dos v\u00e1rios descendentes do ancestral comum tornam-se cada vez mais diferentes. Em muitos casos, entretanto, permanece ainda alguma evid\u00eancia de semelhan\u00e7a. Assim, a asa do morcego, o bra\u00e7o do homem e a nadadeira da baleia, todos apresentam a mesma base estrutural, a despeito da sua dissemelhan\u00e7a superficial. &#8230; Esse tipo de relacionamento \u00e9 chamado de Homologia .. .(35).<\/p>\n<p>Como &#8220;prova&#8221; da hip\u00f3tese de que a semelhan\u00e7a somente pode ser conseq\u00fc\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o, invoca-se a id\u00e9ia dos &#8220;\u00f3rg\u00e3os vestigiais&#8221;. A lista de \u00f3rg\u00e3os inclui o ap\u00eandice humano, que os autores dogmaticamente afirmam &#8220;n\u00e3o ter nenhuma fun\u00e7\u00e3o importante&#8221; e ainda que ele tem sido &#8220;removido de milhares de pessoas sem efeitos danosos&#8221; (p\u00e1gina 607).<\/p>\n<p>Pergunto se, por que um dos pulm\u00f5es de uma pessoa com c\u00e2ncer pulmonar pode ser removido sem efeitos danosos, isso pode realmente tornar o \u00f3rg\u00e3o &#8220;sem utilidade&#8221;? S\u00e3o discriminados \u00f3rg\u00e3os vestigiais para outros animais, como os &#8220;vest\u00edgios&#8221; dos membros posteriores das baleias, os membros traseiros ancestrais da jib\u00f3ia, e as asas vestigiais do &#8220;kiwi&#8221;. Penso que Thompson j\u00e1 deu a resposta, citada anteriormente neste artigo, para todos esses argumentos. Da mesma maneira, Dewar insistiu no fato de que a falta de \u00f3rg\u00e3os &#8220;nascentes&#8221;, que deveriam tornar-se \u00fateis, representa um formid\u00e1vel obst\u00e1culo a esse tipo de racioc\u00ednio!<\/p>\n<p>Os autores dessa Vers\u00e3o encerram o cap\u00edtulo sobre Homologia com a seguinte pergunta, na p\u00e1gina 607 &#8211; &#8220;De onde prov\u00e9m essa maravilhosa unidade e semelhan\u00e7a, que se torna evidente &#8230;?&#8221; Admitem eles &#8220;Certamente n\u00e3o precisaria surgir porque todos descenderam de um ancestral comum &#8230;&#8221; Mas como &#8220;em nossas experi\u00eancias todos os organismos herdam as suas caracter\u00edsticas dos seus ancestrais, a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira de explicar a unidade ou o plano b\u00e1sico combinado com a diversidade de detalhes&#8221;. O apelo \u00e0 Gen\u00e9tica Moderna para apoiar aquilo que as hip\u00f3teses na Homologia parecem indicar, deve falhar, pois ainda \u00e9 verdade que igual gera igual. N\u00e3o s\u00e3o mencionados quaisquer outros pontos de vista!<\/p>\n<h3><b>Vers\u00e3o Azul da S\u00e9rie da BSCS<\/b><\/h3>\n<p>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Vers\u00e3o Azul da S\u00e9rie da BSCS, &#8220;Das Mol\u00e9culas ao Homem&#8221;, n\u00e3o deixa d\u00favidas quanto ao uso todo permeante da evolu\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s destas brilhantes palavras:<\/p>\n<p>De todas as teorias que se estudem na Biologia, a teoria da evolu\u00e7\u00e3o ocupa um lugar singular. \u00c9 ela o mais abrangente dos grandes princ\u00edpios unificadores da Biologia. Abrange tamanha por\u00e7\u00e3o dos fundamentos da Biologia, que a Ci\u00eancia dificilmente poderia ser compreendida sem ela &#8230; Atrav\u00e9s deste livro tornar-se-\u00e1 evidente que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o mediante a sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 a mais importante estrutura da moderna Biologia (36).<\/p>\n<p>Nas &#8220;Notas da Edi\u00e7\u00e3o do Professor&#8221; consta esta afirmativa, que parece ser mais adequada do que a da edi\u00e7\u00e3o previa (1963) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o como um fato. Creio que seria bom vermos por n\u00f3s mesmos essa afirma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Embora a id\u00e9ia de evolu\u00e7\u00e3o seja uma id\u00e9ia relativamente nova para muitos estudantes do curso secund\u00e1rio, alguns enfrentar\u00e3o o assunto com preconceitos, muitos dos quais agir\u00e3o como uma barreira \u00e0 pr\u00f3pria compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o. Os autores sentem que a evolu\u00e7\u00e3o deveria ser definida simplesmente como &#8220;descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00e3o&#8221;, desde que a hip\u00f3tese b\u00e1sica na teoria evolucionista \u00e9 que os organismos vivos de hoje s\u00e3o formas modificadas dos seus ascendentes. Desde que o estudante compreenda essa hip\u00f3tese fundamental, desaparecer\u00e3o muitas das suas reservas preconcebidas sobre a evolu\u00e7\u00e3o. Compreender\u00e1 ele que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um fato, mas uma teoria cient\u00edfica proposta para descrever certas observa\u00e7\u00f5es (37).<\/p>\n<p>E apesar disso, \u00e9 novamente mencionada nas notas do Professor a verdadeira abordagem da evolu\u00e7\u00e3o pelos autores, como um princ\u00edpio unificante. Os autores lamentam n\u00e3o ser dada nenhuma lista enciclop\u00e9dica das &#8220;evid\u00eancias&#8221; da evolu\u00e7\u00e3o. O registro f\u00f3ssil, declaram, \u00e9 somente um dos &#8220;tipos de evid\u00eancia em apoio&#8221;, entre os quais \u00e9 descrita a Homologia.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, as absurdas asser\u00e7\u00f5es da primeira edi\u00e7\u00e3o da Vers\u00e3o Azul foram algo &#8220;amortecidas&#8221; nesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, embora o conceito de Homologia seja dado de maneira bem definida. Pouco tem ele sido alterado desde os tempos da exposi\u00e7\u00e3o de Darwin sobre o mesmo, e essa foi a raz\u00e3o pela qual iniciei o artigo com Darwin, apesar de hoje ser somente de import\u00e2ncia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo sobre os sistemas \u00f3sseo e muscular, encontramos uma declara\u00e7\u00e3o bastante extensa referente \u00e0 Homologia. Toda essa mat\u00e9ria sobre semelhan\u00e7a n\u00e3o se encontrava na edi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Uma ilustra\u00e7\u00e3o na nova edi\u00e7\u00e3o mostra semelhan\u00e7as essenciais entre o andar, o nadar, o cavar e o manusear com o membro dianteiro de tipos b\u00e1sicos de vertebrados. Os autores escrevem:<\/p>\n<p>Os ossos dos membros dianteiros de v\u00e1rios vertebrados s\u00e3o comparados na Figura 24-5. \u00c0 primeira vista voc\u00ea poderia pensar que os membros dianteiros esquerdos da salamandra, do crocodilo, dos p\u00e1ssaros, do morcego, da baleia, da toupeira e do homem fossem muito diferentes. &#8230; Esses membros s\u00e3o usados para atividades diferentes: andar, voar, nadar, cavar e manusear. Mesmo assim, se voc\u00ea olhar mais detidamente, voc\u00ea ver\u00e1 que os ossos desses membros s\u00e3o notavelmente semelhantes. &#8230; Pensa-se que tais semelhan\u00e7as existam porque esses vertebrados descendem de um ancestral comum. (\u00canfase acrescentada). &#8230; Sup\u00f5e-se que os organismos com estruturas mais semelhantes s\u00e3o mais proximamente relacionados do que os que t\u00eam estruturas menos semelhantes (38). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>Nas &#8220;notas para o estudante&#8221; cuidadosa e inteligentemente acrescentadas \u00e0s p\u00e1ginas do livro (eu realmente recomendo esse m\u00e9todo!) h\u00e1 uma refer\u00eancia ao fato de que esses s\u00e3o exemplos de Homologia, mas as palavras &#8220;hom\u00f3logo&#8221; e &#8220;an\u00e1logo&#8221; que tanto trabalho d\u00e3o aos evolucionistas, n\u00e3o s\u00e3o jamais usadas nesta se\u00e7\u00e3o. N\u00e3o fui capaz de achar o t\u00f3pico relativo aos \u00f3rg\u00e3os vestigiais mencionados no texto, o qual pelo menos no \u00edndice garanto que n\u00e3o consta.<\/p>\n<h3><b>Compara\u00e7\u00e3o final<\/b><\/h3>\n<p>Antes de concluir este artigo desejo apresentar algo sobre semelhan\u00e7a no ensino da Homologia em textos estrangeiros. Trata-se de um livro did\u00e1tico amplamente adotado nos pa\u00edses europeus de l\u00edngua alem\u00e3. \u00c9 a &#8220;Biologie&#8221; de Lindner, livro usado no Gin\u00e1sio (ou &#8220;Hochschule&#8221;), em n\u00edvel pr\u00e9-universit\u00e1rio. Achei esse livro adotado na Universidade de Z\u00fcrich, Su\u00ed\u00e7a, e chamo a aten\u00e7\u00e3o para este pequeno trecho.<\/p>\n<p>&#8220;\u00d3rg\u00e3os que demonstram a mesma configura\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e a mesma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao todo em diferentes grupos de animais ou plantas s\u00e3o chamados de \u00f3rg\u00e3os hom\u00f3logos &#8230; o seu plano b\u00e1sico comum somente pode ser explicado por apontar para a descend\u00eancia de um ancestral comum&#8221; (39).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-308\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/homologia8.jpg\" alt=\"\" width=\"138\" height=\"186\" \/><\/p>\n<p>O apelo t\u00edpico ao plano b\u00e1sico em apoio \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o novamente \u00e9 feito aqui. A frase &#8220;somente pode ser explicado &#8230; pela descend\u00eancia de um ancestral comum&#8221; relembra algo da petulante observa\u00e7\u00e3o de Dobzhansky: &#8220;De outra maneira, eles n\u00e3o tem sentido!&#8221;<br \/>\nCertamente nosso livro did\u00e1tico &#8220;A Search for Order in Complexity&#8221;, a ser publicado pela Creation Research Society, prestou \u00e0 Biologia um grande servi\u00e7o expondo essas falsas assertivas da Homologia como &#8220;prova&#8221; da evolu\u00e7\u00e3o e mostrando que as semelhan\u00e7as podem ser devidas t\u00e3o facilmente a um grande Intelecto. A determina\u00e7\u00e3o de os organismos serem ou n\u00e3o intimamente relacionados entre si, com base nos \u00f3rg\u00e3os hom\u00f3logos, \u00e9 fundamentada em considera\u00e7\u00f5es subjetivas e n\u00e3o somente em meios experimentais.<\/p>\n<h3><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h3>\n<p>(1) Keeton, William T. 1969. Elements of biological science. W. W. Norton Co., New York. pp. 393-4.<br \/>\n(2) Shute, Evan. 1968. Flaws in the theory of evolution. Presbyterian and Reformed Publishing House, Philadelphia, Penn.<br \/>\n(3) Keeton, Op. cit., p. 393.<br \/>\n(4) Dewar, Douglas. 1938. More difficulties of the evolution theory. Thynne and Co., London. p. 25.<br \/>\n(5) Ibid., p. 25.<br \/>\n(6) Darwin, Charles. 1956. The Origin of Species. J. M. Dent and Co., London. p. 413.<br \/>\n(7) Clark, R. E. D. 1948. Darwin, before and after. Pater-noster Press, London. pp. 32-40.<br \/>\n(8) Darwin, C. Op. cit., pp. 414-5.<br \/>\n(9) Ver Symposium of the American Scientific Affiliation. 1950. Modern science and Christian faith. Van Kampen Press, Wheaton, Ill.<br \/>\n(l0) Darwin, C. Op. cit., p. 415.<br \/>\n(11) Thompson, W. R. 1956. Introduction (in) The origin of species. J.M. Dent and Co., London. p. XV.<br \/>\n(12) Rusch, Wilbert, Sr. 1966. Analysis of so-called evidences of evolution. Creation Research Society Annual. 3:7-8.<br \/>\n(13) Darwin, Op. cit., p. 415.<br \/>\n(14) Loc. cit.<br \/>\n(15) Clark, R. E. D. Op. cit., pp. 175-6.<br \/>\n(16) Biological Sciences Curriculum Study. 1963. Biological science, an inquiry into life. Yellow Version. Harcourt, Brace and World. Inc., N. Y. p. 460.<br \/>\n(17) Artist, R. C. 1962. Textbook of biology for Christian colleges. Book 3. Impress\u00e3o privada. Nashville, Tenn.<br \/>\n(18) Ramm, Bernard. 1955. The Christian view of science and Scripture . Wm. Eerdmans, Grand Rapids, Mich.<br \/>\n(19) Eclesiastes 3:18-21. Tradu\u00e7\u00e3o da King James Version.<br \/>\n(20) Huxley, T. H. 1898. Discourses biological and geological. Appleton Co., New York. pp. 200-201.<br \/>\n(21) Wodsedalak, J. E. e H. L. Dean. General biology laboratory guide. Wm. C. Brown Co., Dubuque, Iowa. p. 207.<br \/>\n(22) Fairhurst, A. 1897. Organic evolution considered. Standard Publishing Co., Cincinnati, Ohio.<br \/>\n(25) Temple, Frederick. 1884. The relation between science and religion. McMillan Co., N.Y.<br \/>\n(24) Elam, E. A. (Editor). 1925. The Bible vs. theories of evolution. Gospel Advocate Co.<br \/>\n(25) Moon, T. J., Paul B. Mann, and James H. Otto. 1956. Modern biology. Holt &amp; Co., New York. p. 667.<br \/>\n(26) Moon, T. J., James H. Otto, and Albert Towle. 1963. Modern biology. Holt, Rhinehart and Winston, N. Y.<br \/>\n(27) Otto, James H. and Albert Towle. 1965. Modern biology. Holt Rhinehart and Winston, N. Y. p. 182.<br \/>\n(28) Artist, R. C. 1963. The Tennessee anti-evolution law, Journal of the American Scientific Affiliation, 15:77-78.<br \/>\n(29) Biological Sciences Curriculum Study. 1963. High School Biology, Vers\u00e3o Verde. Rand, McNally Co., N.Y. p. 19.<br \/>\n(30) Ward, Rita Rhodes. 1965. In the beginning. Sentinel Publishing Co., Lubbock, Texas.<br \/>\n(31) Riegle, David. 1962. Creation or Evolution? Zondervan Publishing Co., Grand Rapids, Mich. p. 5.<br \/>\n(32) Ward, Rita Rhodes. 1965. A critique of the BSCS biology books. Creation Research Society Quarterly, 2:5-8.<br \/>\n(33) Biological Sciences Curriculum Study. 1963. Biological science: an inquiry into life. Vers\u00e3o Amarela. Harcourt, Brace and World Inc., N. Y. p. 7<br \/>\n(34) Loc. cit.<br \/>\n(35) Ibid., p. 607.<br \/>\n(36) Biological Sciences Curriculum Study. 1969. Biological sciences-molecules to man. Vers\u00e3o Azul. Houghton, Mifflin Co., Boston. p. 84.<br \/>\n(37) Ibid., p. 11.<br \/>\n(38) Ibid., p. 608.<br \/>\n(39) Lindner, Hermann. 1949. Biologie. Metzlersch. Buchhandlung. Stuttgart. Germany. p. 310.<\/p>\n<hr \/>\n<div align=\"center\">\n<p><b>ESTRUTURA DAS PROTE\u00cdNAS<\/b><\/p>\n<p>(Esta Nota foi acrescentada \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o deste n\u00famero da Folha Criacionista)<\/p>\n<\/div>\n<p>A revista da Creation Research Society de junho de 1968 apresentou uma interessante not\u00edcia sobre o artigo de R. Bernhard publicado em 1967, no peri\u00f3dico Scientific Research n\u00ba 11, vol. 2, p. 59, com o t\u00edtulo Heresy in the halls of Biology &#8211; Mathematicians question Darwinism. Nele, o autor trata da estrutura das prote\u00ednas, em termos de polipept\u00eddeos.<\/p>\n<p>Levando em conta a an\u00e1lise combinat\u00f3ria, o n\u00famero te\u00f3rico das prote\u00ednas poss\u00edveis \u00e9 estimado em cerca de 10325, mas existem evid\u00eancias de que muito poucas delas sejam de utilidade para manter os seres vivos.<\/p>\n<p>Um exemplo de prote\u00ednas \u00fateis \u00e9 o das cadeias alfa e beta da hemoglobina humana A. As cadeias, ao serem dispostas as prote\u00ednas para efeito de compara\u00e7\u00e3o, mostram a concord\u00e2ncia da composi\u00e7\u00e3o e estrutura em 61 locais, discord\u00e2ncia em 76, e a exist\u00eancia de nove hiatos. Pode ser alegado que uma das cadeias tenha evolu\u00eddo da outra, e que isso tenha ocorrido a partir de muta\u00e7\u00f5es na seq\u00fc\u00eancia de nucleot\u00eddeos no DNA. Dentre os 76 locais nos quais as cadeias diferem, 42 exigiriam a muta\u00e7\u00e3o de um nucleot\u00eddeo no DNA, 33 exigiriam duas altera\u00e7\u00f5es, e 1 exigiria duas. Tudo isso, juntamente com os nove hiatos, totaliza 120 &#8220;pontos de muta\u00e7\u00e3o&#8221; necess\u00e1rios para se passar da cadeia alfa para a cadeia beta.<\/p>\n<p>Por outro lado, quando se pesquisa a distribui\u00e7\u00e3o dos amino\u00e1cidos ao longo das cadeias, verifica-se que existe uma diferen\u00e7a m\u00e9dia de somente 1 a 0,5 por tipo de amino\u00e1cido, o que seria inacredit\u00e1vel se uma cadeia tivesse se transformado na outra por um processo que contivesse somente 120 etapas. Para os criacionistas, se isso tivesse acontecido na realidade, seria \u00f3bvio que algo estaria direcionando o processo!<\/p>\n<p>Na realidade, n\u00e3o existem evid\u00eancias de que processos de baixa probabilidade possam ter levado ao estabelecimento de popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies est\u00e1veis a cada 10.000 ou 1.000.000 de anos. N\u00e3o existem processos naturais com t\u00e3o baixas probabilidades, e requerendo t\u00e3o grandes intervalos de tempo para se estabilizarem. E, se por acaso existir algum na \u00e1rea da geologia ou da astronomia, certamente n\u00e3o decorre somente de simples eventos ao acaso.<\/p>\n<p>De um ponto de vista estritamente termodin\u00e2mico, pode ser ressaltado que a cin\u00e9tica e o equil\u00edbrio dos sistemas bioqu\u00edmicos caracterizam-se por dois aspectos extraordin\u00e1rios: uma alta probabilidade para a exist\u00eancia de formas biologicamente funcionais, e um tempo bastante r\u00e1pido.<\/p>\n<p>O sistema gen\u00e9tico \u00e9 n\u00e3o somente um mapa &#8211; uma receita cuidadosamente escrita para produzir um organismo &#8211; mas tamb\u00e9m um algoritmo, um procedimento generativo minimizado. Se o sistema gen\u00e9tico for um algoritmo, a linguagem em que est\u00e1 escrito dever\u00e1 ter um alfabeto e, nessa analogia, \u00e9 imposs\u00edvel que a linguagem fosse alterada por mudan\u00e7as aleat\u00f3rias nas letras do alfabeto, e ainda conseguisse manter sua consist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conceito de Homologia, no sentido hist\u00f3rico, foi definido por Darwin em &#8220;A Origem dos Esp\u00e9cies&#8221; como &#8220;o reconhecimento de um plano fundamental nos animais e nas plantas, atribu\u00eddo \u00e0 descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00e3o&#8221;. 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