{"id":248,"date":"1973-05-01T09:43:02","date_gmt":"1973-05-01T12:43:02","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=248"},"modified":"2022-10-27T00:21:59","modified_gmt":"2022-10-27T03:21:59","slug":"critica-da-evolucao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/critica-da-evolucao-estelar\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica da Evolu\u00e7\u00e3o Estelar"},"content":{"rendered":"<p>A teoria da condensa\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de nuvens interestelares \u00e9 criticada sob diversos pontos de vista. S\u00e3o apresentados c\u00e1lculos envolvendo entropia e for\u00e7as, cujos resultados indicam que tal transforma\u00e7\u00e3o seria contr\u00e1ria aos processos da natureza. O c\u00edrculo vicioso inerente aos m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica \u00e9 discutido, juntamente com uma amostragem das diversas discrep\u00e2ncias existentes nas idades apresentadas na literatura corrente. A conclus\u00e3o deste estudo \u00e9 que tais m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o s\u00e3o inteiramente destitu\u00eddos de valor cient\u00edfico, pois envolvem suposi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 hist\u00f3ria evolutiva do objeto a ser datado. Outros t\u00f3picos discutidos incluem as rela\u00e7\u00f5es de s\u00e9rie entre as estrelas e problemas de forma\u00e7\u00e3o dos planetas e gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>Hoje em dia as seguintes doutrinas s\u00e3o ensinadas quase universalmente como fatos:<\/p>\n<ol>\n<li>Todos os corpos celestes condensaram-se de nuvens de mat\u00e9ria primordial como o Hidrog\u00eanio. (Quando isso \u00e9 considerado em conjunto com as supostas transforma\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas evolutivas, conclui-se que as plantas, os animais e as pessoas s\u00e3o nada mais nem menos do que descendentes de mero g\u00e1s Hidrog\u00eanio).<\/li>\n<li>Tais transforma\u00e7\u00f5es \u201ccriativas\u201d t\u00eam estado em execu\u00e7\u00e3o durante bilh\u00f5es de anos, e continuam ainda hoje em dia.<\/li>\n<li>Essas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o totalmente espont\u00e2neas e auto-ordenadas, deixando de lado qualquer necessidade de um Criador.<\/li>\n<li>V\u00e1rios tipos de estrelas, tais como as gigantes vermelhas e as an\u00e3s brancas, mant\u00eam entre si uma rela\u00e7\u00e3o de s\u00e9rie semelhante aos est\u00e1gios de larva, pupa e adulto na metamorfose dos insetos. Um tipo \u00e9 suposto evoluir para outro ao longo de milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de anos. Nega-se assim ao Criador a prerrogativa de estruturar variedade ou diversidade no universo original. Cada estrela, alega-se, surgiu como uma nuvem n\u00e3o diferenciada, e passou inexoravelmente pelos est\u00e1gios prescritos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Pouca percep\u00e7\u00e3o espiritual \u00e9 necess\u00e1ria para verificar que h\u00e1 algo errado na teoria de que os seres humanos evolu\u00edram a partir do Hidrog\u00eanio mediante transforma\u00e7\u00f5es naturais. Mesmo assim, \u00e9 esse somente um dos muitos problemas, tanto cient\u00edficos como escritur\u00edsticos, que devem ser enfrentados ao se aceitar a estrutura b\u00e1sica da evolu\u00e7\u00e3o estelar. Um bom n\u00famero desses problemas ser\u00e1 discutido neste artigo.<\/p>\n<p>Devemos estar atentos para o que seja s\u00f3lida evid\u00eancia experimental por um lado, e o que tenha sido produzido pela imagina\u00e7\u00e3o humana, por outro lado. Oxal\u00e1 possamos ter sabedoria para permanecer firmemente baseados naquilo que seja verdadeira ci\u00eancia.<\/p>\n<h2>Inexist\u00eancia de observa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Desnecess\u00e1rio \u00e9 dizer que ningu\u00e9m jamais observou uma estrela desenvolvendo o seu \u201cciclo vital\u201d desde o \u201cnascimento\u201d at\u00e9 a \u201cmorte\u201d. De fato, Abell comparou nossas observa\u00e7\u00f5es mais extensivas relativamente a uma dada estrela com a observa\u00e7\u00e3o do processo de envelhecimento de um homem durante dez segundos da sua vida m\u00e9dia de setenta anos (1). Os outros 69 anos, 364 dias, 3 horas, 59 minutos e 50 segundos teriam que ser deduzidos mediante suposi\u00e7\u00f5es.<br \/>\nStuart Inglis, no seu \u201cPlanetas, Estrelas e Gal\u00e1xias\u201d, prontamente admite que \u201c&#8230; n\u00e3o se pode ainda dizer com precis\u00e3o a idade, o passado, e a exist\u00eancia futura de qualquer estrela isolada\u201d (2).<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 em todo o c\u00e9u estrela alguma da qual os astr\u00f4nomos possuam conhecimento detalhado. Apesar disso, ao generalizarem a respeito de todas as estrelas, parecem eles muito seguros de si, o que realmente \u00e9 muito dif\u00edcil de compreender. Mesmo que muito mais fosse conhecido, conviria ainda aos cientistas manter uma atitude de humildade e cuidado. N\u00e3o estamos somente restringidos \u00e0s observa\u00e7\u00f5es atuais; estamos severamente limitados pelo fato de somente podermos estudar estrelas \u201cepidermicamente\u201d (vemos somente a sua superf\u00edcie), e somos for\u00e7ados a apreci\u00e1-las atrav\u00e9s de material interestelar cuja natureza e quantidade s\u00e3o compreendidas apenas parcamente.<\/p>\n<h2>Racioc\u00ednio em c\u00edrculo vicioso<\/h2>\n<p>Para quem pesquisa nesse campo com alguma profundidade, torna-se logo evidente que os astr\u00f4nomos s\u00e3o culpados do mesmo tipo de racioc\u00ednio em c\u00edrculo vicioso praticado pelos ge\u00f3logos e paleont\u00f3logos. Postula-se a evolu\u00e7\u00e3o estelar ao se fazerem estimativas da idade das estrelas, e ent\u00e3o as estimativas de idade s\u00e3o usadas para estabelecer uma estrutura para a evolu\u00e7\u00e3o estelar. O seguinte di\u00e1logo poderia servir para tornar isso mais patente:<br \/>\n<strong>Instrutor<\/strong> &#8211; \u201cAldebaran, na constela\u00e7\u00e3o do Touro, \u00e9 consideravelmente mais velha do que o nosso Sol\u201d.<br \/>\n<strong>Aluno<\/strong> &#8211; \u201cComo se sabe isso\u201d?<\/p>\n<p><strong>Instrutor<\/strong> &#8211; \u201cEla obviamente evoluiu atrav\u00e9s da Seq\u00fc\u00eancia Principal at\u00e9 a regi\u00e3o das gigantes vermelhas do diagrama de Hertzsprung-Russell (veja o pr\u00f3ximo item), enquanto que o Sol est\u00e1 ainda na Seq\u00fc\u00eancia Principal. H\u00e1 ainda outra categoria de objetos estelares denominados estrelas T do Touro que s\u00e3o mais jovens do que nosso Sol, n\u00e3o tendo ainda evolu\u00eddo para a Seq\u00fc\u00eancia Principal\u201d.<br \/>\n<strong>Aluno<\/strong> &#8211; \u201cMas como sabem os astr\u00f4nomos que realmente se d\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o estelar\u201d?<\/p>\n<p><strong>Instrutor<\/strong>&#8211; \u201cPorque s\u00e3o encontradas estrelas de v\u00e1rias idades que testemunham tal fato. Elas s\u00e3o por assim dizer fotos instant\u00e2neos de diferentes est\u00e1gios de processo. Delas podemos formar uma seq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica evolutiva\u201d.<\/p>\n<p>Estudantes crist\u00e3os de Biologia ou Geologia est\u00e3o bastante familiarizados com esse tipo de racioc\u00ednio. A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 postulada ao se estabelecerem as \u201cidades\u201d; dai as \u201cidades\u201d s\u00e3o usadas para comprovar a evolu\u00e7\u00e3o. Os astr\u00f4nomos utilizam-se das estrelas em vez dos f\u00f3sseis-\u00edndices da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. Sempre que se descobre um novo tipo de estrela, necessita-se automaticamente de uma nova explica\u00e7\u00e3o. A alternativa da cria\u00e7\u00e3o direta com diversifica\u00e7\u00e3o nem mesmo \u00e9 levada em considera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO diagrama de Hertzsprung-Russell<br \/>\nFazendo-se um gr\u00e1fico do brilho real intr\u00ednseco (grandeza absoluta) das estrelas situadas nos bra\u00e7os espirais de nossa gal\u00e1xia, em fun\u00e7\u00e3o da temperatura, obt\u00eam-se resultados semelhantes aos da Figura l. Para a maioria das estrelas h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o evidente &#8211; quanto maior a temperatura da estrela, maior o seu brilho. A maior parte das estrelas fica situada numa diagonal que se estende da parte esquerda superior \u00e0 parte direita inferior, a qual \u00e9 denominada de Seq\u00fc\u00eancia Principal. O nosso Sol, uma estrela t\u00edpica da Seq\u00fc\u00eancia Principal, fica localizado no ponto B. Outras categorias importantes s\u00e3o as gigantes vermelhas, as supergigantes e as an\u00e3s brancas.<\/p>\n<p>O diagrama de Hertzsprung-Russell (H-R) de h\u00e1 muito tem servido como uma representa\u00e7\u00e3o descritiva \u00fatil para as estrelas de nossa gal\u00e1xia. Entretanto, nos \u00faltimos anos a sua utiliza\u00e7\u00e3o tem-se dado em grande parte no tra\u00e7ado de \u201ccaminhos evolutivos\u201d. Um exemplo de tais caminhos \u00e9 apresentado na Figura 1. Pretende-se ali tra\u00e7ar a hist\u00f3ria da vida de nosso Sol a partir do tempo de sua condensa\u00e7\u00e3o proveniente de material interestelar em \u201cA\u201d at\u00e9 o seu estado final no \u201cest\u00e1gio\u201d de an\u00e3 branca na parte inferior esquerda do diagrama.<\/p>\n<p>Presumivelmente a Seq\u00fc\u00eancia Principal consiste de estrelas cuja principal rea\u00e7\u00e3o produtora de energia \u00e9 a fus\u00e3o de Hidrog\u00eanio para a produ\u00e7\u00e3o de H\u00e9lio. Sup\u00f5e-se que as gigantes vermelhas sejam estrelas nas quais todo o Hidrog\u00eanio tenha sido consumido, ocorrendo ent\u00e3o somente fus\u00e3o de H\u00e9lio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_252\" aria-describedby=\"caption-attachment-252\" style=\"width: 564px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-252 size-full\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas.jpg\" alt=\"\" width=\"564\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas.jpg 564w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-252\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 &#8211; Diagrama de Hertzsprung-Russell para as estrelas dos bra\u00e7os espirais de nossa gal\u00e1xia, indicando o \u201ccaminho evolutivo\u201d para o Sol &#8211; TEMPERATURA DA SUPERF\u00cdCIE (\u00ba F)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">O caminho inicia-se com a suposta condensa\u00e7\u00e3o de material interestelar em \u201cA\u201d e continua at\u00e9 a atual posi\u00e7\u00e3o do Sol em \u201cB\u201d. Em seguida, acredita-se, o Sol evoluir\u00e1 at\u00e9 uma gigante vermelha, e finalmente at\u00e9 uma an\u00e3 branca.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante interessante que h\u00e1 mais \u201celos perdidos\u201d do que estrelas ao longo dos \u201ccaminhos evolutivos\u201d. Esse importante fato dever\u00e1 ser discutido em uma se\u00e7\u00e3o subseq\u00fcente.<br \/>\nAs supostas dire\u00e7\u00f5es de tais caminhos t\u00eam sido alteradas drasticamente nos \u00faltimos anos. Em certa ocasi\u00e3o muitos astr\u00f4nomos aceitaram a evolu\u00e7\u00e3o no sentido da esquerda para a direita ao longo da Seq\u00fc\u00eancia Principal. Hoje em dia os caminhos s\u00e3o considerados na dire\u00e7\u00e3o normal \u00e0 Seq\u00fc\u00eancia Principal. Projetando-se para o futuro, podem-se esperar muitas outras altera\u00e7\u00f5es, pois as teorias se ajustam para conformarem-se com a moda em vigor.<\/p>\n<p>Jamais estrela alguma foi acompanhada mediante observa\u00e7\u00e3o ao longo de qualquer caminho evolutivo. Pequenos deslocamentos de posi\u00e7\u00e3o no diagrama H-R t\u00eam sido observados. Por exemplo, as Cefeidas vari\u00e1veis oscilam tanto em brilho como em temperatura. Novas e supernovas explodem com grande brilho, deslocando-se temporariamente para cima no diagrama H-R. Entretanto, nunca foi observado um dado tipo de estrela evoluir para outro.<\/p>\n<h2>Envelhecimento das estrelas<\/h2>\n<p>Toda estrela \u00e9 um sistema din\u00e2mico sofrendo altera\u00e7\u00f5es degenerativas. As transforma\u00e7\u00f5es degenerativas \u201cnormais\u201d, tais como o consumo de combust\u00edvel, n\u00e3o produzem altera\u00e7\u00f5es percept\u00edveis no diagrama H-R durante o intervalo de tempo em que temos estado a observar as estrelas telescopicamente. Como somente o exterior das estrelas pode ser observado, torna-se necess\u00e1rio estabelecer conjecturas a respeito de sua composi\u00e7\u00e3o interior.<br \/>\nOs te\u00f3ricos divisam ent\u00e3o um modelo baseado em v\u00e1rias hip\u00f3teses simplificadoras. \u00c9 esse modelo que \u00e9 manipulado com tanta imagina\u00e7\u00e3o ao se extrapolarem as transforma\u00e7\u00f5es evolutivas para a frente e para tr\u00e1s numa escala de tempo estendida muitas ordens de grandeza al\u00e9m do que seria garantido pelos dados em m\u00e3os.<\/p>\n<p>Realmente, n\u00f3s nem mesmo vagamente compreendemos o aspecto do universo atual, deixando \u00e0 parte o que antes ele foi, ou o que ele est\u00e1 destinado a ser. Extrapolar para bilh\u00f5es de anos al\u00e9m, na base de umas poucas d\u00e9cadas de observa\u00e7\u00f5es, \u00e9 tolice completa. Embora restritas essas observa\u00e7\u00f5es, deveriam ser fielmente levadas em conta na constru\u00e7\u00e3o da superestrutura da ci\u00eancia astron\u00f4mica, ao inv\u00e9s de serem usadas meramente como ponto de partida para especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 terminologia que \u00e9 aplicada \u00e0s altera\u00e7\u00f5es das estrelas, seria muito mais preciso usar o termo \u201cenvelhecimento das estrelas\u201d do que \u201cevolu\u00e7\u00e3o estelar\u201d. Este \u00faltimo implica em que existe alguma esp\u00e9cie de melhoramento envolvido. Em todos os estudos feitos at\u00e9 o presente, tem-se verificado ocorrerem somente transforma\u00e7\u00f5es involutivas &#8211; fiss\u00e3o, dissipa\u00e7\u00e3o e desintegra\u00e7\u00e3o &#8211; as quais incluem:<\/p>\n<ol>\n<li>Consumo de Hidrog\u00eanio, um combust\u00edvel de elevado conte\u00fado de energia, deixando como \u201ccinzas\u201d combust\u00edveis de baixo conte\u00fado de energia, tais como H\u00e9lio. O Sol, uma estrela t\u00edpica, consome quatro e meio milh\u00f5es de toneladas de combust\u00edvel por segundo.<\/li>\n<li>Irradia\u00e7\u00e3o de energia eletromagn\u00e9tica e neutrinos em todas as dire\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o, sem possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Perda de material por eventos destrutivos violentos, como nas novas e supernovas. (Suspeita-se tamb\u00e9m que as nebulosas planet\u00e1rias formaram-se devido a erup\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas nas estrelas).<\/li>\n<li>Eje\u00e7\u00e3o de material formando uma atmosfera estelar em expans\u00e3o como nas estrelas do tipo \u201cshell\u201d.<\/li>\n<li>Eje\u00e7\u00e3o de part\u00edculas energizadas a partir da superf\u00edcie de estrelas, mediante mecanismos tais como explos\u00f5es solares.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o das estrelas<\/h2>\n<p>Da mesma maneira como se sup\u00f5e que a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea precede a evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, tamb\u00e9m se diz que a forma\u00e7\u00e3o das estrelas precede a evolu\u00e7\u00e3o estelar. Neste ponto acha-se um dos mais enigm\u00e1ticos problemas.<br \/>\nUm astr\u00f4nomo inusitadamente franco afirma:<\/p>\n<p>A opini\u00e3o contempor\u00e2nea acerca da forma\u00e7\u00e3o das estrelas sustenta que s\u00e3o formados objetos chamados de protoestrelas em resultado da condensa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s interestelar. Essa condensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil teoricamente, n\u00e3o se podendo explic\u00e1-la mediante qualquer conhecimento te\u00f3rico fundamental; pelo contr\u00e1rio, algumas evid\u00eancias te\u00f3ricas op\u00f5em-se fortemente \u00e0 possibilidade de forma\u00e7\u00e3o das estrelas. Entretanto, sabemos que as estrelas existem, e devemos fazer o m\u00e1ximo para explic\u00e1-las (3).<br \/>\nA \u00faltima senten\u00e7a n\u00e3o deixa de apresentar certo humor. As estrelas \u201cl\u00e1\u201d est\u00e3o, apresentando um desafio ao evolucionista c\u00f3smico, da mesma maneira que o Monte Evereste \u201cl\u00e1\u201d estava como um desafio ao explorador Hillary. Mas como se explica que h\u00e1 coisas existentes para as quais o evolucionista n\u00e3o sente necessidade de explica\u00e7\u00e3o, tais como o Hidrog\u00eanio primordial e a lei da gravita\u00e7\u00e3o? Essas e muitas outras coisas s\u00e3o simplesmente consideradas como estabelecidas.<\/p>\n<p>Outra afirma\u00e7\u00e3o bastante reveladora, admitindo que a forma\u00e7\u00e3o das estrelas parece t\u00e3o improv\u00e1vel que nunca deveria ter-se processado, parte de G. R. Burbridge, reconhecida autoridade na \u201cevolu\u00e7\u00e3o dos elementos\u201d em conex\u00e3o com as estrelas. \u201cSe as estrelas n\u00e3o existissem, seria f\u00e1cil demonstrar que isso era exatamente o que se devia esperar\u201d (4). Simplesmente o problema decorre de que a condensa\u00e7\u00e3o de uma estrela a partir de material interestelar violaria grande parte daquilo que conhecemos a respeito de leis e transforma\u00e7\u00f5es naturais.<\/p>\n<p>Praticamente todas as publica\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o popular e 100% dos livros textos que adquiri, tratam desse problema muito superficialmente. \u00c9 expressa uma f\u00e9 impl\u00edcita na teoria de que as estrelas se condensam espontaneamente a partir de nuvens interestelares, mediante atra\u00e7\u00e3o gravitacional. Como tanto a causa quanto o efeito parecem estar presentes, isso aparenta foros de veracidade para o leitor m\u00e9dio, o qual aceita a id\u00e9ia prontamente e parte para a leitura da especula\u00e7\u00e3o seguinte. Entretanto, c\u00e1lculos acurados feitos com os dados dispon\u00edveis, indicam que as supostas transforma\u00e7\u00f5es falhariam completamente.<\/p>\n<p>Efetuando c\u00e1lculos com valores num\u00e9ricos dados pelos cosmogonistas, pode-se avaliar a varia\u00e7\u00e3o de entropia numa condensa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica. Se resultar um aumento de entropia em tal transforma\u00e7\u00e3o, pode-se concluir que ela \u00e9 natural e se mant\u00e9m de acordo com as tend\u00eancias da natureza. Se, entretanto, resultar que a entropia devesse decrescer, ter-se-ia todo o direito de suspeitar; as transforma\u00e7\u00f5es com decr\u00e9scimo de entropia exigem uma intelig\u00eancia organizadora e\/ou energia proveniente do exterior. Ter-se-ia ent\u00e3o de examinar se isso seria poss\u00edvel no \u00e2mbito dos fen\u00f4menos naturais.<\/p>\n<p>Usarei em meus c\u00e1lculos valores sugeridos por Lyman Spitzer, de Princeton, em um artigo apresentado no Instituto Goddard de Estudos Espaciais em Nova York (5). Considere-se uma nuvem interestelar com massa suficiente para formar o Sol: 2.1030 kg. Spitzer d\u00e1 como temperatura da nuvem l00 \u00b0K (6). A partir de uma rela\u00e7\u00e3o dada por ele, o volume da nuvem pode ser imediatamente calculado, resultando 5,64.1047 m3 (7).<\/p>\n<p>Ao se ter o raio da nuvem reduzido por hip\u00f3tese at\u00e9 atingir cem vezes o raio do Sol, sup\u00f5e-se ter a sua temperatura atingido a 100.000 \u00b0K (8). O volume nesse estado \u00e9 calculado como 1,40.1033 m3 (9). (Ver Figura 2).<\/p>\n<figure id=\"attachment_253\" aria-describedby=\"caption-attachment-253\" style=\"width: 492px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-253\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas2.jpg\" alt=\"\" width=\"492\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas2.jpg 492w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas2-300x191.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-253\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 \u2013 \u201cAntes\u201d e \u201cdepois\u201d<br \/>Esquema da condensa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica para a forma\u00e7\u00e3o de uma estrela (desenho fora de escala)<\/figcaption><\/figure>\n<p>V\u00ea-se que o volume foi reduzido por um fator de 400 trilh\u00f5es (o di\u00e2metro passando de cerca de um ano-luz para cerca de uma unidade astron\u00f4mica), enquanto que a temperatura foi aumentada por um fator de somente mil. Poder-se-ia perceber j\u00e1 que em tal transforma\u00e7\u00e3o a entropia teria de diminuir.<\/p>\n<h2><b>C\u00e1lculo de varia\u00e7\u00e3o de entropia<\/b><\/h2>\n<p>Tratando o sistema como um g\u00e1s ideal (o que \u00e9 uma excelente aproxima\u00e7\u00e3o devido \u00e0 rarefa\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria), a varia\u00e7\u00e3o da entropia pode ser calculada mediante uma conhecida express\u00e3o encontrada em qualquer livro texto de Termodin\u00e2mica (l0).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-254 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula.gif\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"17\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(1)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">onde S \u00e9 a entropia, T a temperatura absoluta, V o volume, C<sub>p<\/sub>\u00a0o calor espec\u00edfico molar a press\u00e3o constante, e R a constante universal dos gases. Integrando ambos os lados, obt\u00e9m-se:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-255 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula1.gif\" alt=\"\" width=\"311\" height=\"35\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(2)<\/p>\n<p>Utilizando para Cp o valor correspondente a g\u00e1s ideal, igual a (5\/2) R (*) obt\u00e9m-se:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-256 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula2.gif\" alt=\"\" width=\"354\" height=\"42\" \/><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como mencionado anteriormente, T2 \u00e9 a temperatura existente quando o raio se reduzir a cerca de 100 vezes o valor do raio do Sol, o seu valor igual a 100.000 \u00b0K ou 105 \u00b0K, enquanto T1 \u00e9 a temperatura de 100 \u00b0K ou 102 \u00b0K, adotada para a nuvem interestelar. O volume V2 , quando reduzida a nuvem, \u00e9 igual a 1,40.10<sup>33<\/sup>\u00a0m<sup>3<\/sup>\u00a0e o volume original V1 igual a 5,64.10<sup>47<\/sup>\u00a0m<sup>3<\/sup>. Substituindo esses valores, obt\u00e9m-se:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-257 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula3.gif\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"40\" \/><\/p>\n<p>Substituindo o valor de R, igual a 2 cal\/mol \u00b0K, tem-se:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-258 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula4.gif\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"39\" \/><\/p>\n<p>Mudando os logaritmos neperianos em decimais resulta:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-259 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula5.gif\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"36\" \/><\/p>\n<p>ou, calculando-se os logaritmos<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-260 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula6.gif\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"33\" \/><\/p>\n<p>A entropia deve diminuir de 33 unidades por mol de mat\u00e9ria existente na nuvem. O fato de ter sido obtido um valor negativo para DS indica claramente que a condensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um processo espont\u00e2neo. A parcela correspondente \u00e0 temperatura tem valor positivo, mas a contribui\u00e7\u00e3o da parcela negativa correspondente ao volume \u00e9 muito maior (11).<\/p>\n<p>Como a nossa intui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica poderia nos ter alertado, \u00e9 mais natural a nuvem expandir-se do que contrair-se, pois sabe-se, de observa\u00e7\u00f5es em laborat\u00f3rio, que os gases expandem-se espontaneamente, mas n\u00e3o se contraem espontaneamente. Qualquer pessoa que alguma vez tenha enchido um pneu com uma bomba manual e assim concentrado uma certa quantidade de ar em um volume menor, sabe muito bem quanta energia \u00e9 necess\u00e1ria para essa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aplicando, portanto, a Segunda Lei ao processo de forma\u00e7\u00e3o de estrelas, verifica-se que as evid\u00eancias favorecem ao processo inverso e n\u00e3o ao processo suposto. Eis aqui mais um caso em que a Segunda Lei da Termodin\u00e2mica aponta ao Criacionismo como a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o real\u00edstica para a origem do universo em que vivemos.<\/p>\n<h2><b>C\u00e1lculo do empuxo para fora<\/b><\/h2>\n<p>Ser\u00e3o tamb\u00e9m calculadas as for\u00e7as atuantes na superf\u00edcie da nuvem original. Poder-se-\u00e1 assim mostrar que o empuxo de dentro para fora devido \u00e0 agita\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica das mol\u00e9culas, mesmo a l00\u00b0K, \u00e9 maior do que a for\u00e7a gravitacional agindo no sentido de fora para dentro.<br \/>\n(*) Cp \u00e9 o calor espec\u00edfico molar de um g\u00e1s a press\u00e3o constante. Os cosmogonistas geralmente sup\u00f5em que tal nuvem se contrai sob a\u00e7\u00e3o de uma press\u00e3o externa constante, e que o g\u00e1s \u00e9 Hidrog\u00eanio at\u00f4mico neutro (Ver Refer\u00eancia n.\u00ba 12). Hidrog\u00eanio sob essa forma \u00e9 uma boa aproxima\u00e7\u00e3o de um g\u00e1s monoat\u00f4mico ideal, cujo Cp \u00e9 (5\/2) R.<\/p>\n<p>O empuxo centr\u00edfugo, de dentro para fora da nuvem, pode ser calculado a partir da lei dos gases ideais<br \/>\npV = nRT (3)<br \/>\nonde p \u00e9 a press\u00e3o, V o volume da nuvem, n o n\u00famero total de moles da mat\u00e9ria componente da nuvem, R a constante universal dos gases e T a temperatura absoluta. Novamente, essa \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o excelente porque as part\u00edculas est\u00e3o suficientemente distantes entre si. Tem-se ent\u00e3o<br \/>\np = nRT \/ V<\/p>\n<p>A for\u00e7a escalar total de dentro para fora agindo sobre toda a superf\u00edcie da nuvem \u00e9 simplesmente o produto daquela press\u00e3o pela \u00e1rea da superf\u00edcie externa da nuvem:<br \/>\nF = pA = nRTA \/ V (4)<\/p>\n<p>Supondo-se uma nuvem esf\u00e9rica, como de costume na literatura, a sua \u00e1rea e o seu volume ser\u00e3o respectivamente <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-263\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula65.gif\" alt=\"\" width=\"129\" height=\"24\" \/><\/p>\n<p>Tem-se ent\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-264\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula7.gif\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"37\" \/>(5)<\/p>\n<p>ou<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-265\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula8.gif\" alt=\"\" width=\"99\" height=\"24\" \/>(6)<\/p>\n<p>onde ro \u00e9 o raio da nuvem, cujo valor num\u00e9rico \u00e9 5,13.1015 m. Supondo que o material seja Hidrog\u00eanio at\u00f4mico neutro (12) ent\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-266\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula9.gif\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"31\" \/><\/p>\n<p>ou F = 9,72.10<sup>20<\/sup> newtons.<\/p>\n<p>A for\u00e7a escalar total, de dentro para fora devido \u00e0 agita\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica das mol\u00e9culas \u00e9, portanto, igual a 9,72.10<sup>20<\/sup>\u00a0newtons.<\/p>\n<p>Calcularemos em seguida a for\u00e7a gravitacional centr\u00edpeta, atuando no sentido de fora para dentro, para a nuvem toda, mediante a express\u00e3o de equil\u00edbrio hidroest\u00e1tico (13):<\/p>\n<p>dp \/ dr =\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.revistacriacionista.org.br\/imagens\/i_artigos\/pi.gif\" width=\"15\" height=\"15\" \/>\u00a0G M(r) \/ r2 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(7)<\/p>\n<p>onde r \u00e9 um raio gen\u00e9rico, p \u00e9 a press\u00e3o,\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.revistacriacionista.org.br\/imagens\/i_artigos\/pi.gif\" width=\"15\" height=\"15\" \/>\u00a0\u00e9 a densidade, e M(r) \u00e9 a massa da nuvem, contida dentro da esfera de raio r gen\u00e9rico, expressas como fun\u00e7\u00e3o de r. Supondo densidade uniforme, M(r) pode ser substitu\u00edda pelo produto da densidade pelo volume, resultando<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-268\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula10.gif\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"33\" \/>(8)<\/p>\n<p>Tem-se ent\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-269\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula11.gif\" alt=\"\" width=\"163\" height=\"29\" \/><\/p>\n<p>que pode ser integrada do centro da nuvem \u00e0 periferia (de r=0 a r=r<sub>o<\/sub>) dando<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-270\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula13.gif\" alt=\"\" width=\"163\" height=\"49\" \/><\/p>\n<p>ou, com r entre 0 e r<sub>o<\/sub><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-271\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula14.gif\" alt=\"\" width=\"127\" height=\"19\" \/> (9)<\/p>\n<p>A for\u00e7a escalar total atuando sobre a superf\u00edcie, no sentido de fora para dentro, \u00e9 essa quantidade multiplicada pela \u00e1rea da superf\u00edcie:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-272\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula15.gif\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"20\" \/> (10)<\/p>\n<p>Ou, simplificando:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-273\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula16.gif\" alt=\"\" width=\"122\" height=\"19\" \/>(11)<\/p>\n<p>Considerando que <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-274\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula17.gif\" alt=\"\" width=\"117\" height=\"23\" \/><\/p>\n<p>a express\u00e3o final se reduz a <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-275\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/formula18.gif\" alt=\"\" width=\"106\" height=\"18\" \/> (12)<\/p>\n<p>Substituindo os valores das grandezas utilizando o sistema Giorgi tem-se F = 1,52.10<sup>19<\/sup>\u00a0newtons<\/p>\n<p>A for\u00e7a escalar gravitacional agindo sobre a superf\u00edcie da nuvem no sentido de fora para dentro \u00e9, portanto, igual a 1,52.1019 newtons.<\/p>\n<p>Comparando-se ambas as for\u00e7as, resulta<br \/>\n(For\u00e7a de dentro para fora) \/ (For\u00e7a de fora para dentro) = 9,72 . 102 \/ 1,52 . 1019 = 64<\/p>\n<p>Atua sobre a nuvem uma for\u00e7a de dentro para fora 64 vezes maior do que a for\u00e7a de fora para dentro, resultando, portanto, uma maior tend\u00eancia para expans\u00e3o do que para contra\u00e7\u00e3o. Devemos manter em mente que foi permitida a escolha das condi\u00e7\u00f5es iniciais da nuvem por um famoso cosmogonista. Foi-lhe dada a vantagem de escolha das circunst\u00e2ncias e do material inicial, e mesmo assim o resultado dos c\u00e1lculos ainda se op\u00f5e fortemente a tal forma\u00e7\u00e3o das estrelas.<\/p>\n<p>Aplicando-se as mesmas equa\u00e7\u00f5es ao material condensado (o material nas condi\u00e7\u00f5es V2 e T2, tendo um raio pouco menor do que o raio da \u00f3rbita da Terra) v\u00ea-se que nesse caso a gravita\u00e7\u00e3o est\u00e1 de fato obrigando o material a se contrair (14). Entretanto, \u00e9 imposs\u00edvel de se compreender como se deu inicialmente a redu\u00e7\u00e3o de volume at\u00e9 atingir aquele valor, a menos que fosse por uma cria\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n<p>Das equa\u00e7\u00f5es (6) e (12) anteriores pode-se ver facilmente que um objeto que j\u00e1 possui dimens\u00f5es estelares exibir\u00e1 uma intensa for\u00e7a gravitacional de fora para dentro, facilmente superando a for\u00e7a t\u00e9rmica atuando de dentro para fora: (l5)<\/p>\n<p>For\u00e7a t\u00e9rmica F = 3 n R T \/ ro<\/p>\n<p>For\u00e7a gravitacional F = 3 G M2 \/ 2 ro2<\/p>\n<p>A for\u00e7a no sentido de dentro para fora \u00e9 inversamente proporcional ao raio, enquanto que a for\u00e7a de fora para dentro \u00e9 inversamente proporcional ao quadrado do raio.<\/p>\n<p>De uma maneira geral, portanto, quanto menor o objeto, tanto melhor poder\u00e1 ele contrair-se, enquanto n\u00e3o tiver ainda sido atingido o equil\u00edbrio. Por\u00e9m, as enormes nuvens que est\u00e3o na moda hoje em dia entre os te\u00f3ricos (nuvens que supostamente produzem estrelas em grupos de centenas de milhares) s\u00e3o extremamente desfavor\u00e1veis para a contra\u00e7\u00e3o. A gravita\u00e7\u00e3o pouco influi com t\u00e3o grandes raios.<\/p>\n<h2>Introduzindo mais especula\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Como ent\u00e3o se prop\u00f5e um tal processo de forma\u00e7\u00e3o de estrelas como veross\u00edmil? Com a segunda lei da Termodin\u00e2mica trabalhando contra, e com a gravita\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguindo sobrepujar a for\u00e7a de expans\u00e3o t\u00e9rmica, n\u00e3o se consideraria tal ponto de vista derrotado? Nunca!<\/p>\n<p>Mentes com imagina\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil podem sempre engendrar um esquema para se livrar das leis da natureza &#8211; pelo menos no papel. O esquema aqui invocado \u00e9 simplesmente o seguinte: envolva-se a nuvem que se deseja comprimir com uma outra nuvem de maior temperatura, de tal modo que as mol\u00e9culas na superf\u00edcie da nuvem interna ser\u00e3o bombardeadas pelas mol\u00e9culas da nuvem externa que se agitam mais rapidamente e assim ser\u00e3o empurradas para dentro. Contornando o obst\u00e1culo dessa maneira, supostamente surge suficiente for\u00e7a bruta para tornar poss\u00edvel o imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Conforme a descri\u00e7\u00e3o de Spitzer, a nuvem de 100 \u00b0K que se deseja comprimir deve estar circundada por uma segunda nuvem com temperatura de l0.000 \u00b0K, a nuvem interna sendo de Hidrog\u00eanio neutro e a externa de Hidrog\u00eanio ionizado (HI e HII respectivamente, na terminologia astron\u00f4mica) (16). Entretanto, infelizmente para a teoria, \u00e9 question\u00e1vel a ocorr\u00eancia de regi\u00f5es HI em tais bolsas envolvidas por regi\u00f5es HII.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o real \u00e9 exatamente a oposta. De acordo com Bart Bok, as regi\u00f5es HII s\u00e3o geradas por estrelas muito quentes de classe O ou B (*) expandindo-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o HI circundante (17). Entretanto, para possibilitar o esquema anteriormente mencionado, uma regi\u00e3o HI deveria estar providencialmente envolvida por uma regi\u00e3o HII ao longo de um \u00e2ngulo s\u00f3lido de 4p estereorradianos, contrariando a observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deslocando as condi\u00e7\u00f5es iniciais dessa maneira, Spitzer contornou uma s\u00e9rie de problemas sem nem mesmo abord\u00e1-los. A nuvem interna, sendo cem vezes mais fria do que a externa, j\u00e1 est\u00e1 muito mais condensada do que a sua envolt\u00f3ria no pr\u00f3prio in\u00edcio do processo. Como chegou ela a essa situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A temperatura de l0.000 \u00b0K postulada por Spitzer para a nuvem externa \u00e9 mais do que uma vez e meia a temperatura da superf\u00edcie do Sol. Como poderia ser mantida tal temperatura em t\u00e3o extensa regi\u00e3o de material interestelar? Mediante aquecimento por estrelas pr\u00f3ximas? Como ent\u00e3o se condensaram as primeiras estrelas antes que houvesse outras estrelas aquecendo o g\u00e1s? Isso nos relembra o dilema do ovo e da galinha mencionado na Hip\u00f3tese da Nuvem de Poeira de Whipple, discutida em um artigo pr\u00e9vio (18). Nesse caso imaginava-se que a press\u00e3o da luz proveniente de outras estrelas concentrava o material em um volume menor.<\/p>\n<p>Talvez a parte mais rid\u00edcula de toda a hip\u00f3tese seja a f\u00e9 inocente dos cosmogonistas em crer que as nuvens quente e fria permaneceram sem se misturar por milh\u00f5es de anos (Herbig d\u00e1 a cifra de 50 milh\u00f5es de anos!) enquanto se procedia o processo de condensa\u00e7\u00e3o! N\u00e3o foi este o \u00fanico pante\u00edsta que atribuiu \u00e0 \u201cnatureza\u201d muitas e poderosas for\u00e7as, inclusive a capacidade de violar as suas pr\u00f3prias leis.<\/p>\n<h2>Outras dificuldades na forma\u00e7\u00e3o das estrelas<\/h2>\n<p>Voltando agora a outros tipos de dificuldades ligadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das estrelas, observamos que existe um s\u00e9rio problema de quantidade de movimento angular. A nuvem original deveria estar com ligeira rota\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 rota\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica diferencial (uma velocidade perif\u00e9rica de cerca de 100 metros por segundo) (19). Se a nuvem se contra\u00edsse para formar uma estrela estritamente dentro da conserva\u00e7\u00e3o da quantidade de movimento angular, a velocidade da superf\u00edcie da estrela seria maior do que a velocidade da luz! (20) Assim o pr\u00f3prio cosmogonista se acha embara\u00e7ado com a exist\u00eancia de tamanha quantidade de movimento angular, sendo for\u00e7ado a imaginar mecanismos para consumir o excesso. Entretanto, os esquemas propostos t\u00eam sido de maneira not\u00e1vel faltos de credibilidade.<\/p>\n<p>Ainda outro grande ponto de interroga\u00e7\u00e3o prende-se \u00e0 intensidade e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico ao longo da gal\u00e1xia. Se a intensidade do campo atingir 2.10-5 gauss, a forma\u00e7\u00e3o das estrelas estar\u00e1 \u201cem dificuldades\u201d(21). Um ponto de vista usualmente mantido \u00e9 que o campo \u00e9 paralelo aos bra\u00e7os espirais da gal\u00e1xia, atingindo de fato 2.10-5 gauss.<\/p>\n<p>Sempre que existe uma d\u00favida devido \u00e0 inexist\u00eancia de evid\u00eancia experimental, os cosmogonistas apressam-se em tirar proveito pr\u00f3prio daquela d\u00favida.<\/p>\n<p>Em resumo, Spitzer n\u00e3o parece completamente convencido do esquema por ele mesmo estabelecido. Isso \u00e9 evidenciado por afirma\u00e7\u00f5es tais como as seguintes: \u201cDeveria ser ressaltado que toda essa discuss\u00e3o \u00e9 somente tentativa, servindo principalmente para destacar alguns dos problemas envolvidos\u201d (22). Ap\u00f3s fazer a lista dos est\u00e1gios hipot\u00e9ticos na forma\u00e7\u00e3o das estrelas, ele afirma \u201cComo indica\u00e7\u00e3o das muitas incertezas existentes na teoria da forma\u00e7\u00e3o das estrelas, deveria ser observado que possivelmente alguns desses est\u00e1gios nem mesmo se iniciam no decorrer do processo real de nascimento de uma estrela\u201d (23). Desta maneira, o homem que provavelmente \u00e9 a maior autoridade no assunto, parece ter numerosas restri\u00e7\u00f5es quanto aos detalhes do processo. Mesmo assim, h\u00e1 f\u00e9 suficiente para crer que o processo de fato tem lugar e que \u00e9 um fen\u00f4meno di\u00e1rio comum ao longo do tempo e do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>(*) As estrelas se classificam de acordo com o seu espectro em sete divis\u00f5es principais: O, B, A, F, G, K e M. As estrelas de classe O e B s\u00e3o azuis-brancas com temperaturas superficiais inusitadamente elevadas &#8211; maiores do que 25.000 \u00b0K para a classe 0 e 11.000 \u2013 25.000 \u00b0K para a classe B. (Essas s\u00e3o temperaturas consideravelmente maiores do que as do Sol, que tem cerca de 6.000 \u00b0K na sua superf\u00edcie).<\/p>\n<p>Os jornalistas est\u00e3o sempre desejosos de uma tiragem sensacionalista em que se apresente uma manchete com os dizeres \u201cNasceu uma Estrela\u201d ou \u201cParece iminente o nascimento de uma estrela\u201d. Uma not\u00edcia da United Press International de 2 outubro de 1967 declarou que a humanidade podia estar amea\u00e7ada com o grande espet\u00e1culo do nascimento de uma estrela dentro dos pr\u00f3ximos vinte anos. Baseado num artigo controvertido de George Herbig publicado no Scientific American (24) a not\u00edcia afirmava que a nebulosa de \u00d3rion (Figura 3) estava sendo observada detidamente com a esperan\u00e7a de que brevemente seria completado o \u201cper\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o\u201d de alguma \u201cprotoestrela\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 um problema s\u00e9rio relativamente \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es no estudo de nebulosas como essa. Se fosse vista uma \u201cnova\u201d estrela isso poderia ser simplesmente devido \u00e0 rarefa\u00e7\u00e3o da poeira interestelar situada defronte \u00e0 estrela que j\u00e1 l\u00e1 estivesse. Esse fato tem sido sobejamente admitido na literatura especializada, mas deveria ainda achar o seu lugar nos meios de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As Escrituras parecem claras a respeito do fato de que os c\u00e9us estavam completamente estruturados no t\u00e9rmino da semana da Cria\u00e7\u00e3o. G\u00eanesis 2:1 declara \u201cAssim, pois, foram acabados os c\u00e9us e a terra e todo o seu ex\u00e9rcito\u201d. O Salmo 33 tamb\u00e9m leva \u00e0 impress\u00e3o de um \u201cfiat\u201d divino que repentinamente trouxe as estrelas \u00e0 exist\u00eancia: \u201cOs c\u00e9us por Sua palavra se fizeram, e pelo sopro de sua boca o ex\u00e9rcito deles &#8230; pois Ele falou e tudo se fez, Ele ordenou e tudo passou a existir\u201d (Salmo 33 versos 6 e 9). Novamente, em \u00caxodo 20:11 l\u00ea-se: \u201cPorque em seis dias fez o Senhor os c\u00e9us a terra, o mar e tudo o que neles h\u00e1, e ao s\u00e9timo dia descansou &#8230;\u201d.<\/p>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias<\/h2>\n<p>A partir da discuss\u00e3o anterior, compreende-se que s\u00e3o problem\u00e1ticas as condensa\u00e7\u00f5es de \u201cmat\u00e9ria primordial\u201d. No n\u00edvel de gal\u00e1xias, entretanto, as dificuldades se apresentam em escala muito maior. No caso de nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, pelo menos, torna-se necess\u00e1rio explicar a intrincada constitui\u00e7\u00e3o do disco &#8211; seu n\u00facleo e bra\u00e7os espirais contendo cerca de 100 bilh\u00f5es de estrelas, as quase cem nuvens globulares (cada uma contendo diversas dezenas de milhares de estrelas) girando em torno da gal\u00e1xia como sat\u00e9lites, e a coroa gal\u00e1ctica (Ver Figura 4).<\/p>\n<p>Muitos cosmogonistas n\u00e3o t\u00eam desejado abordar o problema das origens das gal\u00e1xias. Alfv\u00e9n manifesta um salutar respeito ao problema, admitindo prontamente que o nosso \u201cconhecimento\u201d da forma\u00e7\u00e3o de estrelas n\u00e3o aumenta apreciavelmente nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias:<\/p>\n<p>Entretanto mesmo essa abordagem em seguida nos leva a s\u00e9rias dificuldades. Para iniciar, a analogia com a forma\u00e7\u00e3o de estrelas \u00e9 de pouco aux\u00edlio, porque a nossa compreens\u00e3o de suas \u00faltimas fases \u00e9 ainda obscura.<\/p>\n<figure id=\"attachment_276\" aria-describedby=\"caption-attachment-276\" style=\"width: 276px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-276\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas3.jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"211\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-276\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 &#8211; Grande nebulosa de \u00d3rion (M 42)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os astr\u00f4nomos observam atentamente essa nebulosa na esperan\u00e7a de presenciar \u201co nascimento de uma estrela\u201d nos pr\u00f3ximos anos. Contudo, mesmo que tal processo fosse teoricamente poss\u00edvel, tal acontecimento nunca poderia ser definitivamente comprovado. Se uma \u201cnova\u201d estrela tornar-se vis\u00edvel, isso poderia se dar simplesmente devido \u00e0 rarefa\u00e7\u00e3o da poeira estelar situada diante da estrela que j\u00e1 l\u00e1 estivesse.<\/p>\n<figure id=\"attachment_277\" aria-describedby=\"caption-attachment-277\" style=\"width: 343px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-277\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas4.jpg\" alt=\"\" width=\"343\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas4.jpg 343w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas4-150x150.jpg 150w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas4-298x300.jpg 298w\" sizes=\"auto, (max-width: 343px) 100vw, 343px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-277\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 \u2013 Nossa gal\u00e1xia vista de lado, mostrando a coroa gal\u00e1ctica<br \/>e as nuvens globulares (sat\u00e9lites da gal\u00e1xia)<br \/>Nenhuma teoria evolucionista explica a origem e a manuten\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia ou dos seus sat\u00e9lites.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em seguida, n\u00e3o dever\u00edamos esperar quaisquer semelhan\u00e7as maiores, porque o produto final, uma gal\u00e1xia, difere t\u00e3o grandemente de uma estrela n\u00e3o somente em tamanho. Ainda mais s\u00e9rio \u00e9 que a teoria da forma\u00e7\u00e3o das estrelas sup\u00f5e que a massa em condensa\u00e7\u00e3o consiste exclusivamente de koinomat\u00e9ria (mat\u00e9ria comum). A teoria, de fato, imediatamente leva ao conceito de antimat\u00e9ria, mas falha quando confrontada com uma mistura de koinomat\u00e9ria e antimat\u00e9ria: um ambiplasma. Por sua pr\u00f3pria natureza, o ambiplasma deve incorrer em aniquila\u00e7\u00e3o, o que pode ser de import\u00e2ncia fundamental (25).<\/p>\n<p>Os primeiros est\u00e1gios da forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica s\u00e3o bastante incompreens\u00edveis, mas, acrescenta ele, \u201co desenvolvimento posterior das gal\u00e1xias traz um problema mais formid\u00e1vel\u201d (26). A Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica concorda com este ponto de vista, denominando toda essa \u00e1rea de \u201cum desafio ao pensamento cosmog\u00f4nico\u201d (27).<\/p>\n<p>Enquanto a literatura popular sobre o assunto fala levianamente de \u201cprotogal\u00e1xias\u201d, como se elas fossem uma realidade di\u00e1ria, nunca nenhuma foi jamais observada, bem como nenhum modelo satisfat\u00f3rio jamais foi formulado para elas (28).<\/p>\n<h2><b>Evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica<\/b><\/h2>\n<p>Evoluem as gal\u00e1xias gradualmente de um a outro tipo, atrav\u00e9s de milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de anos? O ponto de vista atual \u00e9 que n\u00e3o. A maneira pela qual essa posi\u00e7\u00e3o tem-se tornado respeit\u00e1vel constitui um interessante estudo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Encontramos nos c\u00e9us diversos tipos diferentes e distintos de gal\u00e1xias &#8211; espiraladas normais, espiraladas barradas, el\u00edpticas de v\u00e1rios graus de achatamento, e irregulares. H\u00e1 muitas d\u00e9cadas Hubble arranjou-as no seu conhecido \u201cdiagrama em diapas\u00e3o\u201d mostrado na Figura 5. Acreditava ele que as gal\u00e1xias evolu\u00edam da esquerda para a direita no diagrama, iniciando-se como gal\u00e1xias el\u00edpticas circulares, gradualmente achatando-se, e em seguida se transformando em um tipo de espiral, ao longo do bra\u00e7o superior do diagrama. Finalmente, prop\u00f4s ele, elas perderiam toda a estrutura dos seus bra\u00e7os espirais para formar uma gal\u00e1xia irregular (29).<\/p>\n<figure id=\"attachment_278\" aria-describedby=\"caption-attachment-278\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-278\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas5.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas5.jpg 360w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas5-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-278\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 \u2013 O diagrama em diapas\u00e3o de Hubble<\/figcaption><\/figure>\n<p>Hubble cria que as gal\u00e1xias evoluem da esquerda para a direita, ao longo do bra\u00e7o superior. Shapley mantinha que a evolu\u00e7\u00e3o se dava da direita para a esquerda. O consenso atual \u00e9 que as gal\u00e1xias n\u00e3o evoluem de um tipo para outro.<\/p>\n<p>Shapley, por outro lado, achou mais razo\u00e1vel que a evolu\u00e7\u00e3o se desse da direita para a esquerda. Entretanto, o importante \u00e9 que a todo custo as gal\u00e1xias deveriam evoluir.<\/p>\n<p>Em ambos os esquemas foi seguido o bra\u00e7o superior do diagrama, e n\u00e3o foi oferecida nenhuma explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria para a exist\u00eancia das espirais barradas \u2013 aquelas que possuem estutura contendo uma barra central. Ainda hoje constituem elas um real enigma. Hodge afirma:<\/p>\n<p>Outro importante problema din\u00e2mico n\u00e3o resolvido \u00e9 o problema da explica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia das barras nas gal\u00e1xias espiraladas barradas. Essas massa de estrelas n\u00e3o obedecem a qualquer modelo din\u00e2mico razo\u00e1vel, e talvez possam ser mantidas por for\u00e7as n\u00e3o gravitacionais, tais como um forte campo magn\u00e9tico. Como isso pode suceder n\u00e3o \u00e9 ainda conhecido (30) (Ver Figura 6).<\/p>\n<figure id=\"attachment_279\" aria-describedby=\"caption-attachment-279\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-279\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas66.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas66.jpg 364w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas66-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-279\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6 &#8211; Gal\u00e1xia espiralada barrada de Eridanus (NGC 1300)<br \/>Os astr\u00f4nomos encontram dificuldade para explicar como a barra se mant\u00e9m durante longos per\u00edodos de tempo.<br \/>O problema \u00e9 resolvido muito facilmente com uma Cria\u00e7\u00e3o recente.<\/figcaption><\/figure>\n<p>As gal\u00e1xias espiraladas barradas s\u00e3o melhor explicadas mediante uma Cria\u00e7\u00e3o recente. Tendo como base o conhecimento atual, essas estruturas devem ser extremamente jovens, sen\u00e3o as barras teriam j\u00e1 de h\u00e1 muito se curvado em espirais, de conformidade com a Segunda Lei de Kepler.<\/p>\n<p>Nem a teoria de Hubble, nem a de Shapley, foram baseadas em evid\u00eancias f\u00edsicas reais. Sente-se hoje, de maneira geral, que as considera\u00e7\u00f5es relativas a quantidades de movimento angular regem tal evolu\u00e7\u00e3o de tipo para tipo. Abell resume a situa\u00e7\u00e3o da seguinte maneira:<\/p>\n<p>H\u00e1 muita d\u00favida, entretanto, sobre se realmente as gal\u00e1xias evoluem de um tipo para outro. O fato de diferentes esp\u00e9cies de gal\u00e1xias serem achatadas em diferentes propor\u00e7\u00f5es quase certamente resulta de possuirem diferentes quantidades de movimento angular, isto \u00e9, de terem diferentes taxas de rota\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, as gal\u00e1xias devem sempre ter tido a sua forma atual (pelo menos a partir de sua forma\u00e7\u00e3o), dependendo a forma de cada gal\u00e1xia principalmente da sua massa e da sua quantidade de movimento angular por unidade de massa (31).<\/p>\n<p>\u00c9 animador ver que muitos astr\u00f4nomos n\u00e3o mais est\u00e3o tentando fazer uma dicotomia entre gal\u00e1xias \u201cjovens\u201d e \u201cvelhas\u201d. Hodge escreveu:<\/p>\n<p>A nossa conclus\u00e3o, ent\u00e3o, \u00e9 de que a seq\u00fc\u00eancia da classifica\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias n\u00e3o \u00e9 uma seq\u00fc\u00eancia evolutiva &#8230; A melhor evid\u00eancia por ora dispon\u00edvel indica que elas s\u00e3o todas aproximadamente da mesma idade, pelo menos todas as suficientemente pr\u00f3ximas de nossa gal\u00e1xia para ser feita tal estimativa.(32) .<\/p>\n<h2><b>O problema dos planetas<\/b><\/h2>\n<p>Embora exista uma confian\u00e7a inabal\u00e1vel entre o p\u00fablico pseudo-intelectual em geral, de que a Terra e outros planetas se tenham condensado a partir \u201cda mesma nuvem que formou o Sol\u201d, os verdadeiros entendidos nesse campo t\u00eam dificuldades de explicar exatamente a suposta causa que fez com que as pequenas part\u00edculas de mat\u00e9ria se agregassem para formar corpos maiores (se de fato se pudesse garantir a exist\u00eancia das pequenas part\u00edculas).<\/p>\n<p>Thomas Gold, da Universidade de Cornell, escrevendo sobre \u201cProblemas Requerendo Solu\u00e7\u00e3o\u201d apresenta como problema n\u00famero um \u201co m\u00e9todo de aglomera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas s\u00f3lidas. Como s\u00e3o elas controladas para se juntarem, especialmente mantendo certo intervalo de tamanho?\u201d (33) Part\u00edculas de ferro, declara ele, podem ser mantidas juntas pelo magnetismo at\u00e9 determinadas dimens\u00f5es, al\u00e9m das quais existe uma \u201cdif\u00edcil descontinuidade entre os objetos com dimens\u00f5es de cent\u00edmetros ou metros, e os objetos gravitacionalmente ativos (com dimens\u00f5es de quil\u00f4metros ou maiores)\u201d (34). \u201cEssa descontinuidade \u00e9 dif\u00edcil de ser removida, porque at\u00e9 ent\u00e3o a gravita\u00e7\u00e3o n\u00e3o interv\u00e9m\u201d (35). Menciona ele ent\u00e3o a possibilidade de formarem os cometas n\u00facleos de crescimento, mas falha na explica\u00e7\u00e3o da sua origem.<\/p>\n<p>Hoyle segue um caminho diferente. Concebeu ele a engenhosa id\u00e9ia de congelar as part\u00edculas juntamente com \u00e1gua (36). Infelizmente, entretanto, ele falha em revelar como foi sintetizada aquela \u00e1gua. Al\u00e9m disso, concorda tamb\u00e9m com a possibilidade de o calor do Sol derreter o gelo e prejudicar todo o esquema. Conv\u00e9m observar que at\u00e9 o presente todas as an\u00e1lises dos planetas do nosso sistema solar, feitas com sondas espaciais, indicam aus\u00eancia de \u00e1gua extra-terrestre. \u00c9 portanto question\u00e1vel postular a exist\u00eancia de \u00e1gua em qualquer outro ponto do espa\u00e7o como o faz Hoyle.<\/p>\n<p>Uma id\u00e9ia anterior de Hoyle envolvia o uso de \u00f3leo ou piche como agente aglomerante. Virtualmente tudo, desde \u201cchicl\u00e9\u201d at\u00e9 \u201cbarbante\u201d j\u00e1 foi experimentado para aglomerar os planetas, mas ainda assim permanece o problema &#8230;<\/p>\n<p>O n\u00famero de 23 de dezembro de 1966 do Time trouxe um artigo sensacionalista t\u00edpico relativo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria de um outro sistema solar na constela\u00e7\u00e3o Monoceros. Baseado numa publica\u00e7\u00e3o de Low e Smith apresentada na revista Nature (37), o artigo descrevia observa\u00e7\u00f5es da estrela de ordem de grandeza doze, R. Monocerotis. O objeto, de acordo com os detalhes dados na publica\u00e7\u00e3o original, \u00e9 nada menos do que uma estrela de alta temperatura circundada por uma espessa coberta de g\u00e1s e poeira. E o artigo assim mesmo apresentava o t\u00edtulo muito presun\u00e7oso \u201cObserva\u00e7\u00f5es ao infravermelho de um sistema preplanet\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia experimental indicando que o objeto de fato esteja se contraindo como se sup\u00f5e. Realmente poder\u00e1 mesmo estar se expandindo \u00e0s custas do calor da pr\u00f3pria estrela. De fato, a maior parte da envolt\u00f3ria observada pode ter sido expelida pela estrela; nada est\u00e1 estabelecido com precis\u00e3o relativamente \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da estrela ou da nuvem. Assim, o que pode muito bem ser um outro fen\u00f4meno degenerativo, tem sido interpretado, com uma medida generosa de boa vontade, como um processo \u201ccriativo\u201d.<\/p>\n<p>Mantenhamos em mente, com destaque, o fato de ser o nosso sistema solar o \u00fanico sistema planet\u00e1rio jamais observado. Todos os outros bilh\u00f5es de sistemas solares supostamente existentes t\u00eam sido inferidos por racionaliza\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas bastante discut\u00edveis e n\u00e3o por s\u00f3lida evid\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>O que tem sido observado s\u00e3o diversos sistemas bin\u00e1rios em que um membro do sistema \u00e9 extremamente escuro ou mesmo opaco e portanto invis\u00edvel mesmo com os nossos melhores telesc\u00f3pios (bin\u00e1rios astrom\u00e9tricos). Em tal caso, a exist\u00eancia da acompanhante \u00e9 inferida atrav\u00e9s da trajet\u00f3ria ondulada do membro brilhante. As melhores autoridades ainda discordam a respeito de ser considerado tal objeto como um superplaneta ou como uma miniestrela.<\/p>\n<h2><b>Multiplicidade de tipos de estrelas<\/b><\/h2>\n<p>Poder-se-ia ter a impress\u00e3o de que, em compara\u00e7\u00e3o com o mundo biol\u00f3gico, o mundo estelar fosse algo mon\u00f3tono, compreendendo somente estrelas, estrelas e mais estrelas. Entretanto esse n\u00e3o \u00e9 o caso. A sua diversidade tanto em estrutura quanto em fun\u00e7\u00e3o \u00e9 surpreendente. De fato, \u201cuma estrela difere de outra\u201d (I Cor. 15:41) no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 duas estrelas exatamente iguais.<\/p>\n<p>As estrelas podem diferir em tamanho, massa, densidade, cor, brilho, temperatura, rota\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o, linhas ou bandas espectrais, estabilidade, intensidade de campo magn\u00e9tico, natureza e extens\u00e3o da atmosfera ou envolt\u00f3ria, per\u00edodo (para as estrelas vari\u00e1veis), emiss\u00e3o radiomagn\u00e9tica, radia\u00e7\u00e3o corpuscular, e muitos outros fatores tais como serem isoladas, bin\u00e1rias, ou membros de sistemas mais complexos.<\/p>\n<p>Teoricamente, deveria provavelmente haver tantas categorias de classifica\u00e7\u00e3o quanto estrelas existentes. Entretanto, por raz\u00f5es pr\u00e1ticas, t\u00eam sido estabelecidos alguns grupos arbitr\u00e1rios bastante amplos. Mesmo uma lista abreviada dos tipos de estrelas e objetos estelares que s\u00e3o encontrados na literatura seria bastante extensa para ser inclu\u00edda neste artigo.<\/p>\n<h2><b>\u201cElos perdidos\u201d<\/b><\/h2>\n<p>Recai sobre o evolucionista, que afirma que todo objeto mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o de s\u00e9rie com os demais, a responsabilidade de demonstrar pela observa\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia dos est\u00e1gios intermedi\u00e1rios entre os v\u00e1rios tipos. Em muitos casos n\u00e3o tem sequer havido um tratamento te\u00f3rico da transi\u00e7\u00e3o imaginada. Alguns dos obst\u00e1culos espec\u00edficos que existem ser\u00e3o considerados a seguir.<\/p>\n<p>1) Estrelas pulsantes s\u00e3o estrelas inst\u00e1veis, cujo brilho alternadamente aumenta e diminui. Parece existir uma oscila\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea das suas dimens\u00f5es, como um bal\u00e3o de borracha sendo alternadamente enchido e esvaziado. Existem muitos tipos essencialmente diferentes, alguns dos quais s\u00e3o<br \/>\na) as vari\u00e1veis RR da constela\u00e7\u00e3o da Lira, com per\u00edodos curtos de 0,3 a 0,7 dias;<br \/>\nb) as cl\u00e1ssicas Cefeidas, com per\u00edodos de 1 a 50 dias;<br \/>\nc) as vari\u00e1veis W da Virgem, com per\u00edodos semelhantes, mas com 1 ou 2 grandezas a menos;<br \/>\nd) as vari\u00e1veis do tipo Mira, com longos per\u00edodos, de 80 a 1000 dias;<br \/>\ne) vari\u00e1veis semi-regulares;<br \/>\nf) vari\u00e1veis irregulares;<br \/>\ng) vari\u00e1veis espectrais.<\/p>\n<p>A maneira pela qual uma estrela \u201cnormal\u201d supostamente perde a sua estabilidade e evolui no sentido de uma estrela pulsante, \u00e9 realmente um grande mist\u00e9rio. E como ent\u00e3o supostamente ela recupera sua estabilidade e evolui no sentido de um outro tipo \u00e9 igualmente enigm\u00e1tico. Inglis afirma \u201cPor que a estrela come\u00e7ou a pulsar inicialmente n\u00e3o \u00e9 completamente compreendido, entretanto sabemos que for\u00e7as desbalanceadas devem ter-se desenvolvido, causando uma expans\u00e3o ou contra\u00e7\u00e3o inicial\u201d (38) &#8211; o que \u00e9 t\u00e3o espec\u00edfico quanto o or\u00e1culo de Delfos. Evidentemente, o problema relaciona-se com a estrutura interna das estrelas, a qual n\u00e3o pode ser observada; logo, as \u00fanicas ferramentas \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o modelos supersimplificados, imperfeitos, meras tentativas.<\/p>\n<p>2) As Estrelas T do Touro s\u00e3o objetos vermelhos altamente inst\u00e1veis considerados como o elo entre as nuvens interestelares e as estrelas da Seq\u00fc\u00eancia Principal. Bem mais de mil dessas estrelas foram identificadas na gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Mas as estrelas T do Touro diferem radicalmente do modelo predito pela teoria da evolu\u00e7\u00e3o estelar. Elas est\u00e3o envolvidas por atmosferas externas espessas e altamente ativas. Ao inv\u00e9s de absorverem mat\u00e9ria do espa\u00e7o circundante, como poderia ser esperado, elas est\u00e3o expelindo mat\u00e9ria proveniente da estrela! Apresentam tamb\u00e9m uma grande superabund\u00e2ncia de L\u00edtio, que n\u00e3o teria meio conceb\u00edvel de atingir aquele n\u00edvel durante a \u201ccurta\u201d hist\u00f3ria da estrela, especialmente considerando que supostamente n\u00e3o se teriam ainda iniciado as rea\u00e7\u00f5es termonucleares.<\/p>\n<p>George Herbig, astr\u00f4nomo do Observat\u00f3rio de Lick, ap\u00f3s discutir essas peculiaridades em certa extens\u00e3o, apresenta este resumo:<\/p>\n<p>Que atributos ou que transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas poderiam causar os tra\u00e7os distintivos das estrelas T do Touro? As suas cromosferas extremamente ativas e luminosas, as suas eje\u00e7\u00f5es maci\u00e7as de mat\u00e9ria superficial, a sua variabilidade de brilho, a sua elevada abund\u00e2ncia de L\u00edtio? Nenhum desses fen\u00f4menos \u00e9 predito pela moderna teoria da contra\u00e7\u00e3o de estrelas jovens. Cada um deles \u00e9 ainda um completo mist\u00e9rio (39).<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o l\u00f3gica \u00e9 que as estrelas T do Touro n\u00e3o s\u00e3o o elo entre o g\u00e1s interestelar e as estrelas da Seq\u00fc\u00eancia Principal, t\u00e3o desesperadamente procurado pelos te\u00f3ricos; o \u201celo real\u201d ainda est\u00e1 faltando.<\/p>\n<p>3) As nebulosas planet\u00e1rias s\u00e3o envolt\u00f3rias de g\u00e1s expandindo-se lentamente em torno de certas estrelas bastante quentes (Ver Figura 7).<\/p>\n<figure id=\"attachment_280\" aria-describedby=\"caption-attachment-280\" style=\"width: 312px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-280\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas77.jpg\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas77.jpg 312w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas77-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-280\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7 &#8211; Nebulosa planet\u00e1ria de Aqu\u00e1rio (NGC 7293)<br \/>Tais nebulosas s\u00e3o supostas constituir um elo de liga\u00e7\u00e3o evolutivo entre as gigantes vermelhas e as an\u00e3s brancas.<br \/>Entretanto nunca foi observada nenhuma delas no processo de evolu\u00e7\u00e3o de algo ou para algo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os evolucionistas estelares h\u00e1 tempo t\u00eam tentado considerar as nebulosas planet\u00e1rias como um elo entre as gigantes vermelhas e as an\u00e3s brancas. Concorda-se geralmente que elas t\u00eam origem catastr\u00f3fica como por exemplo a erup\u00e7\u00e3o da estrela central. Entretanto, de acordo com Meadows, \u201c&#8230; nenhuma explos\u00e3o produzindo tal nebulosa jamais foi observada\u201d (40).<\/p>\n<p>Talvez hoje a autoridade m\u00e1xima em nebulosas planet\u00e1rias seja Lawrence H. Aller, da U.C.L.A., que em recente artigo afirmou \u201c&#8230; poderemos algum dia achar um jovem objeto que esteja evoluindo para uma planet\u00e1ria &#8230; mas no momento n\u00e3o se conhece nenhum\u201d (41).<\/p>\n<p>Inglis relembra diversos \u201cposs\u00edveis candidatos ao trabalho de suprir o universo com nebulosas planet\u00e1rias\u201d tais como novas, estrelas Wolf-Rayet, estrelas RR da Lira e gigantes vermelhas vari\u00e1veis irregulares, e conclui \u201c&#8230; nenhuma dessas parece satisfazer completamente; os astr\u00f4nomos ficam com outro enigma para resolver\u201d (42).<\/p>\n<p>4) As an\u00e3s brancas s\u00e3o estrelas extremamente pequenas que se julga consistirem, na maior parte, de \u201cmat\u00e9ria degenerada\u201d, isto \u00e9, mat\u00e9ria que \u00e9 suposta ter atingido uma densidade fantasticamente elevada. (A possibilidade de terem elas sido criadas como an\u00e3s brancas n\u00e3o \u00e9 nem mesmo acenada como hip\u00f3tese).<\/p>\n<p>O dogma em voga estabelece que as gigantes vermelhas evoluem na dire\u00e7\u00e3o das an\u00e3s brancas. Somos ensinados que o nosso Sol algum dia tomar\u00e1 o caminho de todas as estrelas que exauriram o seu suprimento de Hidrog\u00eanio &#8211; dissipar-se at\u00e9 tornar-se uma gigante vermelha, e depois reduzir-se a uma an\u00e3 branca. Entretanto, a \u201cestrela\u201d seguida no diagrama de Hertzsprung-Russell para atingir o \u201cest\u00e1gio\u201d de an\u00e3 branca \u00e9 somente conjectura resultante da composi\u00e7\u00e3o de hip\u00f3tese sobre hip\u00f3tese. De acordo com Brandt, \u201cA maneira precisa pela qual o Sol atingir\u00e1 essa \u00e1rea do diagrama H-R \u00e9 desconhecida. A trajet\u00f3ria poder\u00e1 ser ao longo da seq\u00fc\u00eancia das estrelas quentes sub-luminosas &#8230; pois que esses objetos s\u00e3o comumente supostos em est\u00e1gio avan\u00e7ado de sua evolu\u00e7\u00e3o\u201d (43). Obviamente, as conjecturas abundam.<\/p>\n<p>Abell acrescenta: \u201cA evolu\u00e7\u00e3o &#8230; a partir da gigante vermelha para a an\u00e3 branca, \u00e9 somente especulativa. Talvez a estrela passe por um est\u00e1gio de variabilidade, ou emita mat\u00e9ria como uma nebulosa planet\u00e1ria\u201d (44).<\/p>\n<p>Ficamos mais receosos, ainda, quando observamos que alguns astr\u00f4nomos afirmam que as an\u00e3s brancas s\u00e3o remanescentes de supernovas, enquanto que outros mant\u00eam que as an\u00e3s brancas evoluem para supernovas! Independentemente do que sejam realmente os fatos, a evolu\u00e7\u00e3o deve, hoje em dia, ser apresentada!<\/p>\n<p>Deve tornar-se evidente ao crist\u00e3o estudioso que todo o sistema de evolu\u00e7\u00e3o estelar foi constru\u00eddo sobre uma premissa que \u00e9 implicitamente ate\u00edsta. A mente uniformista exige que cada objeto astron\u00f4mico seja explicado por algum \u201cest\u00e1gio pr\u00e9vio de desenvolvimento\u201d. N\u00e3o h\u00e1 jamais a disposi\u00e7\u00e3o de admitir uma Cria\u00e7\u00e3o de boa f\u00e9 em lugar algum.<\/p>\n<h2><b>Discrep\u00e2ncias nas idades<\/b><\/h2>\n<p>Um dos aspectos mais interessantes deste estudo \u00e9 a considera\u00e7\u00e3o de algumas das inconsist\u00eancias que surgem com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escala de tempo c\u00f3smica. Tais discrep\u00e2ncias s\u00e3o levadas a ocorrer ao ser tentada pelos te\u00f3ricos modernos a imposi\u00e7\u00e3o de uma moldura evolucionista sobre um universo em degenera\u00e7\u00e3o, e muitos dos problemas tanto mais se complicam quanto mais se fa\u00e7a por eles.<\/p>\n<p>1) Idade do universo:<\/p>\n<p>Comparemos a idade do Universo de acordo com v\u00e1rias autoridades no campo da Astronomia. O seu desacordo preencheria volumes na tentativa de justificar a confian\u00e7a de seus m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Idade estimada do Universo Autoridade<\/p>\n<p>4,3 ~ 5 bilh\u00f5es de anos Gamow (45)<br \/>\n7 bilh\u00f5es de anos Peebles e Wilkinson (46)<br \/>\n10 ~ 15 bilh\u00f5es de anos Ashford (47)<br \/>\n70 bilh\u00f5es de anos Shklovski (48)<br \/>\nTrilh\u00f5es de anos Alfv\u00e9n (49)<br \/>\nInfinita Hoyle (50)<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 indubitavelmente certa. N\u00e3o podem estar certas simultaneamente todas essas pessoas. Apesar disto, pelo menos quatro deles s\u00e3o considerados como cosmogonistas de primeira linha.<\/p>\n<p>Que \u201cm\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o\u201d s\u00e3o usados? O cosmogonista simplesmente toma um n\u00famero que sente suficientemente grande para conter todos os processos evolutivos das eras passadas. Contudo, n\u00e3o h\u00e1 dois deles que cheguem a acordo quanto ao que aconteceu no passado.<\/p>\n<p>Dispor-se-ia algum desses homens a considerar honestamente uma Cria\u00e7\u00e3o no passado por eles especificado? Certamente n\u00e3o! Eles t\u00eam uma maneira bastante evasiva de enfrentar o problema da Cria\u00e7\u00e3o, deslocando-a cada vez mais para tr\u00e1s, mas nunca entrando no \u00e2mago da quest\u00e3o. T\u00edpico dos cosmogonistas \u00e9 Alfv\u00e9n, que diz \u201cPedimos licen\u00e7a para deixar de lado a quest\u00e3o \u201cO que ent\u00e3o aconteceu antes?\u201d (51) &#8230; Anteriormente a este ponto o modelo no tempo cessa de ser relevante para n\u00f3s\u201d (52).<\/p>\n<p>As menores estimativas baseiam-se nas velocidades retr\u00f3gradas das gal\u00e1xias distantes, inferidas a partir do deslocamento para o vermelho. Est\u00e1 impl\u00edcita nesses c\u00e1lculos a hip\u00f3tese de que o deslocamento para o vermelho (deslocamento das linhas espectrais em dire\u00e7\u00e3o aos maiores comprimentos de onda) \u00e9 de fato devido ao efeito Doppler. Atualmente h\u00e1 astr\u00f4nomos, como por exemplo Gerald Hawkins, da Universidade de Boston, que n\u00e3o aceitam essa interpreta\u00e7\u00e3o (53). A explica\u00e7\u00e3o alternativa mais freq\u00fcentemente oferecida envolve uma esp\u00e9cie de fen\u00f4meno conhecido por \u201cluz cansada\u201d.<\/p>\n<p>Recentes pesquisas sobre qu\u00e1sars tornaram a interpreta\u00e7\u00e3o com o efeito Doppler mais do que question\u00e1vel. Um qu\u00e1sar apresenta cinco diferentes deslocamentos para o vermelho. O seguinte trecho \u00e9 reproduzido do Boletim de Not\u00edcias de 1968 do American Institute of Physics:<\/p>\n<p>Estudos te\u00f3ricos e experimentais conduzidos na Universidade de Calif\u00f3rnia (San Diego), Observat\u00f3rio do Pico Kitt no Arizona, e no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia, mostram que v\u00e1rios deslocamentos diferentes para o vermelho podem ser atribu\u00eddos ao espectro de absor\u00e7\u00e3o de um \u00fanico qu\u00e1sar. No caso mais extremo um qu\u00e1sar apresenta cinco deslocamentos para o vermelho no intervalo de 1,36 a 2,20. Obviamente, s\u00f3 um deslocamento pode ser atribu\u00eddo ao movimento do objeto como um todo, e portanto algo deve ser proposto para justificar os demais(54).<\/p>\n<p>2) Gal\u00e1xias espirais:<\/p>\n<p>Uma discrep\u00e2ncia de idade bastante s\u00e9ria \u00e9 observada nos bra\u00e7os espirais das gal\u00e1xias. O autor teve sua aten\u00e7\u00e3o chamada pela primeira vez para essa fonte de embara\u00e7o aos evolucionistas, ao ler \u201cGalaxies and Cosmology\u201d de Paul W. Hodge h\u00e1 alguns anos. Hodge apresenta o problema da seguinte maneira:<\/p>\n<p>Os per\u00edodos de rota\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias espirais s\u00e3o de aproximadamente 10<sup>8<\/sup>\u00a0anos, \u00e0 dist\u00e2ncia m\u00e9dia do centro, e as idades das gal\u00e1xias espirais s\u00e3o de aproximadamente l0<sup>10<\/sup>\u00a0anos. Logo, dever-se-ia esperar que um bra\u00e7o espiral formado no in\u00edcio da hist\u00f3ria da gal\u00e1xia apresentasse hoje cerca de cem espiras. Na realidade a maior parte dos bra\u00e7os espirais das gal\u00e1xias apresentam somente uma ou duas espiras completas (55).<\/p>\n<p>Uma gal\u00e1xia espiral t\u00edpica \u00e9 mostrada na Figura 8. Se ela tivesse a idade pretendida, deveria estar formando um disco compacto, sem espa\u00e7os entre as cem ou mais espiras dos bra\u00e7os.<\/p>\n<p>Os te\u00f3ricos tinham esperan\u00e7a em que a dificuldade poderia ser resolvida bastante simplesmente com a demonstra\u00e7\u00e3o de que a gal\u00e1xia gira como um todo \u2013 que os bra\u00e7os est\u00e3o congelados de forma permanente mediante um campo magn\u00e9tico. Entretanto, Halton Arp, dos Observat\u00f3rios de Monte Wilson e Monte Palomar rejeita essa explica\u00e7\u00e3o em artigo recente: \u201cO campo magn\u00e9tico que atua no g\u00e1s existente em um bra\u00e7o n\u00e3o \u00e9 suficientemente forte para produzir rigidez apreci\u00e1vel, e de qualquer maneira as estrelas n\u00e3o est\u00e3o aclopadas a esse campo magn\u00e9tico\u201d (56).<\/p>\n<p>Algo mais foi ent\u00e3o proposto \u2013 a teoria da onda de densidade. De acordo com essa id\u00e9ia, regi\u00f5es alternadas de condensa\u00e7\u00e3o e rarefa\u00e7\u00e3o giram em torno da gal\u00e1xia com velocidade constante. Entretanto Arp logo mostra que tamb\u00e9m isso n\u00e3o constitui uma panac\u00e9ia: \u201c&#8230; H\u00e1 toda uma classe de espirais que cont\u00eam pouco ou nenhum disco no qual as ondas de densidade possam ser transmitidas\u201d (57).<\/p>\n<figure id=\"attachment_281\" aria-describedby=\"caption-attachment-281\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-281\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas88.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"245\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-281\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8 &#8211; Gal\u00e1xia espiral normal da Virgem<br \/>Se tais gal\u00e1xias s\u00e3o t\u00e3o antigas quanto se pretende, os seus bra\u00e7os deveriam conter cerca de cem espiras. Na realidade raramente exibem mais do que duas espiras completas. \u00c9 essa possivelmente a mais gritante discrep\u00e2ncia de idade com que os astr\u00f4nomos se deparam atualmente.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Arp sugere, ent\u00e3o, que os bra\u00e7os espirais podem simplesmente ser as trajet\u00f3rias de mat\u00e9ria expelida do n\u00facleo gal\u00e1ctico. A rota\u00e7\u00e3o diferencial daria a essas trajet\u00f3rias a configura\u00e7\u00e3o espiralada. Entretanto, Arp n\u00e3o consegue dar uma explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria do motivo pelo qual tais eje\u00e7\u00f5es, que ocorreram perto do \u201cin\u00edcio\u201d, n\u00e3o produziram sistemas altamente espiralados; voltamos novamente ao problema original. Pareceria mais l\u00f3gico acreditar que as gal\u00e1xias espirais s\u00e3o consideravelmente mais jovens do que se tem suposto.<\/p>\n<p>3) Nuvens globulares:<\/p>\n<p>S\u00e3o elas conjuntos praticamente esf\u00e9ricos de estrelas que gravitam em torno de nossa gal\u00e1xia como sat\u00e9lites (Ver Figura 9). Normalmente se acredita que tais nuvens s\u00e3o \u201cbastante idosas\u201d porque parecem ser \u201caltamente evolu\u00eddas\u201d.<\/p>\n<p>Algumas estimativas de idade de nuvens globulares (por exemplo, da M3 e da M5) atingem at\u00e9 26 bilh\u00f5es de anos (58). Obviamente as pessoas que fazem tais asser\u00e7\u00f5es n\u00e3o mant\u00eam \u00edntima comunh\u00e3o com os que atribuem 7 bilh\u00f5es de anos ao Universo. Quanto mais se estudam as manifesta\u00e7\u00f5es dos astr\u00f4nomos de nossos dias, mais se verifica qu\u00e3o pouca concord\u00e2ncia h\u00e1 entre eles. Somos assediados hoje por uma miscel\u00e2nea de id\u00e9ias mutuamente contradit\u00f3rias, resultantes do desejo de superpor uma moldura evolucionista a um universo em degenera\u00e7\u00e3o (59).<\/p>\n<p>No caso da nuvem M3 vem \u00e0 luz uma situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa. O problema, algo simplificado, \u00e9 o seguinte: Se a nuvem tem a idade pretendida, por que cont\u00e9m ela t\u00e3o grande n\u00famero de estrelas \u201cjovens\u201d? (60) Essas estrelas azuis relativamente quentes, da Seq\u00fc\u00eancia Principal, n\u00e3o poderiam ter existido por t\u00e3o longo intervalo de tempo, sem que o seu combust\u00edvel tivesse sido consumido de h\u00e1 muito.<\/p>\n<figure id=\"attachment_282\" aria-describedby=\"caption-attachment-282\" style=\"width: 362px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-282\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas99.jpg\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas99.jpg 362w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/1973\/05\/estrelas99-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-282\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9 &#8211; Nuvem globular de Canes Venatici (M3)<br \/>A idade desta nuvem tem sido estimada em 26 bilh\u00f5es de anos, em s\u00e9rio conflito com o ponto de vista geralmente mantido de que o universo apresente a idade de somente 7 a 10 bilh\u00f5es de anos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como explica\u00e7\u00e3o para esse dilema pede-se que acreditemos que as estrelas azuis se condensaram bilh\u00f5es de anos ap\u00f3s as demais constituintes da nuvem. Mas, a partir do que? Lamentavelmente, falta ao cosmogonista mat\u00e9ria prima, pois as nuvens globulares s\u00e3o not\u00f3rias pela aus\u00eancia de material interestelar.<br \/>\n4) Estrelas bin\u00e1rias:<\/p>\n<p>Pares de estrelas que giram em torno de um centro de gravidade comum s\u00e3o chamados de estrelas bin\u00e1rias. Hoje em dia \u00e9 geralmente aceito que ambos os membros de tal par se formaram na mesma \u00e9poca (61). Apesar disso, um membro do par \u00e9 freq\u00fcentemente uma estrela \u201cjovem\u201d, enquanto que a outra \u00e9 uma estrela \u201caltamente evolu\u00edda\u201d.<\/p>\n<p>S\u00edrius, um sistema pr\u00f3ximo, consiste de duas componentes: S\u00edrius A, uma estrela azul da Seq\u00fc\u00eancia Principal; e S\u00edrius B, uma an\u00e3 branca de pouco brilho. Sup\u00f5e-se que S\u00edrius A seja uma estrela \u201cjovem\u201d, porque seu combust\u00edvel est\u00e1 sendo consumido em t\u00e3o prodigiosa quantidade que n\u00e3o teria sido poss\u00edvel manter esse ritmo desde h\u00e1 muito tempo. S\u00edrius B, por outro lado, supostamente evoluiu passando por todos os muitos est\u00e1gios que levam a uma an\u00e3 branca, incluindo T do Touro, Seq\u00fc\u00eancia Principal, e gigante vermelha.<\/p>\n<p>Como pode isso acontecer? Como pode uma estrela de um sistema bin\u00e1rio parecer jovem enquanto que a outra parece ser velha, e ainda ser atribu\u00edda a mesma idade para ambas? Os te\u00f3ricos parece satisfazerem-se com a explica\u00e7\u00e3o de que S\u00edrius B simplesmente \u201cevoluiu mais depressa\u201d. Com teoria t\u00e3o flex\u00edvel, poder-se-ia continuar a jogar este jogo \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>Da mesma maneira como a evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, ela explica bastante; qualquer conjunto de dados pode ser racionalizado para se ajustar \u00e0 teoria por um ou outro meio. Uma teoria assim insens\u00edvel aos dados obtidos pela observa\u00e7\u00e3o tem pouca probabilidade de ser jamais derrubada.<\/p>\n<h2>Conclus\u00f5es<\/h2>\n<p>1 &#8211; H\u00e1 muitos elos fracos no ciclo de vida evolutivo hipot\u00e9tico de uma estrela. Dentre eles, o mais fraco \u00e9 o presum\u00edvel nascimento espont\u00e2neo de estrelas, a partir de material interestelar. Tanto os dados cient\u00edficos quanto as Escrituras op\u00f5em-se fortemente \u00e0 doutrina da cont\u00ednua forma\u00e7\u00e3o estelar. Essa id\u00e9ia indubitavelmente surgiu em conseq\u00fc\u00eancia das hip\u00f3teses implicitamente ate\u00edstas que jazem \u00e0 base da maioria das especula\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas de nossos dias.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o e a verdade revelada, ambas, apontam \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de todas as estrelas em um tempo definido no passado, mediante processos totalmente distintos dos processos atuais. O presente quadro astron\u00f4mico envolve degenera\u00e7\u00e3o, dissipa\u00e7\u00e3o, e degrada\u00e7\u00e3o das estrelas, enquanto que claramente deve ter havido um per\u00edodo inicial de organiza\u00e7\u00e3o e \u201cativa\u00e7\u00e3o\u201d!<\/p>\n<p>2 &#8211; O problema de como supostamente as gal\u00e1xias se estruturam a si mesmas a partir de mat\u00e9ria primordial \u00e9 um dos problemas mais enigm\u00e1ticos de todo o dom\u00ednio da cosmogonia. Poucos cosmogonistas t\u00eam desejado enfrentar o estudo desse problema. Os que t\u00eam tentado, t\u00eam falhado desastrosamente.<\/p>\n<p>O problema da incapacidade de as gal\u00e1xias manterem a sua estrutura durante longos per\u00edodos de tempo \u00e9 um dos que necessitam estudo s\u00e9rio da parte dos homens de ci\u00eancia crist\u00e3os. Isso parece ser uma promissora linha de pesquisa para o estabelecimento de uma Cria\u00e7\u00e3o recente (62).<\/p>\n<p>3 &#8211; N\u00e3o h\u00e1 ainda explica\u00e7\u00e3o evolucionista aceit\u00e1vel para a exist\u00eancia dos planetas. De acordo com o nosso conhecimento atual, part\u00edculas s\u00f3lidas n\u00e3o se aglomerariam para formar nem mesmo pequenos blocos de material, muito menos planetas. A forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de planetas \u00e9 mantida atualmente como um artigo da f\u00e9 evolucionista.<\/p>\n<p>4 &#8211; M\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica parecem ser inteiramente faltos de valor cient\u00edfico, pois envolvem suposi\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0 hist\u00f3ria evolutiva do objeto a ser datado. Pelo fato de discordarem os astr\u00f4nomos grandemente a respeito de tais imagina\u00e7\u00f5es, h\u00e1 tantas e s\u00e9rias discrep\u00e2ncias nas idades apresentadas atualmente na literatura.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma cont\u00ednua infla\u00e7\u00e3o de estimativas de idades, para acompanhar os pontos de vista filos\u00f3ficos da \u00e9poca. Se os cosmogonistas est\u00e3o realmente na posse da verdade em qualquer instante, por que dever\u00e3o eles alterar suas teorias e estimativas de idade no instante seguinte?<\/p>\n<p>5 &#8211; A abordagem evolucionista \u00e9 totalmente inadequada para explicar a origem \u00faltima de qualquer coisa. Para o evolucionista, cada est\u00e1gio de desenvolvimento requer um est\u00e1gio pr\u00e9vio. Nunca pode haver um verdadeiro in\u00edcio. Apesar disso, os dados cient\u00edficos e as Escrituras, ambos, exigem tal inicio. A explica\u00e7\u00e3o mais satisfat\u00f3ria para a origem das estrelas, gal\u00e1xias e planetas, \u00e9 uma Cria\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e miraculosa, que dotou os c\u00e9us inicialmente com toda a diversidade de estrutura e fun\u00e7\u00e3o que hoje podemos observar.<\/p>\n<h2>Agradecimentos<\/h2>\n<p>Sou grandemente devedor ao Dr. Emmett Williams, membro do Departamento de Ci\u00eancias da Bob Jones University, cujo profundo conhecimento de Termodin\u00e2mica foi-me de grande aux\u00edlio em multas ocasi\u00f5es. Mr. Gary Guthrie do Departamento de Matem\u00e1tica da Bob Jones University foi bastante gentil em conferir meus c\u00e1lculos, enquanto que o Dr. Stewart Custer, Dr. Fred Afman e Mr. Arend tenPas, docentes de B\u00edblia, auxiliaram em problemas de interpreta\u00e7\u00e3o dos textos b\u00edblicos citados; todos estes tr\u00eas \u00faltimos concordaram com a posi\u00e7\u00e3o estabelecida neste artigo. Foram grandemente apreciadas as sugest\u00f5es e coment\u00e1rios apresentados por esses cinco colegas, pois h\u00e1 chocante escassez de literatura crist\u00e3 a esse respeito.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<p>(1) Abell, G. 1969. Exploration of the universe. 2\u00aa ed.. Holt, Rinehart, and Winston, N.Y., p. 572.<br \/>\n(2) Inglis, S. J. 1967. Planets, stars, and galaxies. 2\u00aa ed.. John Wiley and Sons, Inc., N.Y., p. 325.<br \/>\n(3) Brandt, J.C. 1966. The sun and stars. McGraw-Hill Book Co., Inc., N.Y. p. 111.<br \/>\n(4) Citado em Aller, L. H. and D. B. McLaughlin. 1965. Stellar structure. The University of Chicago Press, Chicago, I11., p. 577. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita originalmente em uma confer\u00eancia sobre forma\u00e7\u00e3o de estrelas. NUFFIC International Summer Course in Science, 1960.<br \/>\n(5) Jastrow, R. and A. G. W. Cameron, editores. 1963. Origin of the solar system. Academic Press, N.Y., pp. 39-53.<br \/>\n(6) Ibid, p. 43.<br \/>\n(7) Ibid, p. 44.<br \/>\nA massa da nuvem dividida pelo seu raio ao quadrado deve ser igual a 7,6 . 10-3 g\/cm2. Usando unidades do Sistema CGS tem-se: 2 . 1033 \/ r2 = 7,6 . 10-3<br \/>\nr2 = 2 . 1033 \/ 7,6 . 10-3 = 2,63 . 1035 cm2<br \/>\nr = 5,13 . 1017 cm = 5,13 .1015 m<br \/>\nO volume da nuvem V1 \u00e9 (4\/3) p r3, e usando o Sistema de Unidades MKS , tem-se<br \/>\nV1 = (4\/3) (3,14) (5,13 . 1015)3 = 5,64 . 1047m3<br \/>\n(8) Ibid, p. 42.<br \/>\n(9) Ibid, p. 42.<br \/>\nO raio do Sol \u00e9 de 695.000 quil\u00f4metros. Cem vezes esse valor \u00e9 6,95.1010 metros. O volume da mat\u00e9ria condensada V2 \u00e9 (4\/3) p r3. Usando unidades do Sistema MKS , V2 = (4\/3) (3,14) (6,95 . l0l0)3 =1,40 . 1033 m3.<br \/>\n(10) O uso de Cp em vez de Cv deve-se ao fato de que, nesses c\u00e1lculos, o volume n\u00e3o \u00e9 constante.<br \/>\n(11) Pode ser mostrado que tal sistema irradiaria cerca da metade da sua energia ao se contrair. (Ver Smith, O.M.H. 1966. A textbook of nuclear physics. Student Edition. Pergamon Press, Oxford, p. 757.) Se essa energia permanecesse na nuvem, a temperatura T2 aumentaria atingindo 200.000 \u00b0K ao inv\u00e9s de l00.000 \u00b0K. Calculando de novo para essa situa\u00e7\u00e3o, ainda se obteria o valor de cerca de -30 u.e.\/mol. Outra obje\u00e7\u00e3o que poderia ser levantada \u00e9 que a nuvem inicial poderia ser muito maior, e com muito mais massa, condensando-se em um agrupamento de estrelas, e n\u00e3o em uma \u00fanica estrela. Entretanto, seria mantida a mesma ordem de grandeza das rela\u00e7\u00f5es de volumes e de massas, e o nosso argumento b\u00e1sico ainda valeria.<br \/>\n(12) Page, T., and L. W. Page, editors. 1968. Stars and clouds of the Milky Way. The Macmillan Co., N.Y., pp. 246-253.<br \/>\n(13) Brandt, J. C. Op. cit., p. 60.<br \/>\n(14) Para o material condensado \u00e0 temperatura de l00.000 \u00b0K, a for\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o centr\u00edfuga \u00e9 de 7,1 . 1028 newtons; a for\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o centr\u00edpeta \u00e9 de 8,2 . 1028 newtons. Neste c\u00e1lculo n\u00e3o foi considerada a for\u00e7a centr\u00edfuga devida \u00e0 rota\u00e7\u00e3o.<br \/>\n(15) Estas equa\u00e7\u00f5es podem ser combinadas, para dar ro = G M2 \/ 2 n R T que \u00e9 o valor para o raio no qual s\u00e3o iguais as for\u00e7as nas dire\u00e7\u00f5es centr\u00edfuga e centr\u00edpeta. Isso n\u00e3o \u00e9 de utilidade espec\u00edfica em nosso caso, devido \u00e0s incertezas que pesam sobre a temperatura.<br \/>\n(16) Jastrow, R., e A. G. W. Cameron. Op. cit., pp. 43, 44<br \/>\n(17) Page, T., e L. W. Page. Op. cit., p. 210.<br \/>\n(18) Mulfinger, G. 1967. Examining the cosmogonies &#8211; a historical review, Creation Research Society Quarterly, 4,57-69.<br \/>\n(19) Brandt, J. C. Op. cit., p. 112.<br \/>\n(20) Ibid., p. 112.<br \/>\n(21) Jastrow, R., e A. G. W. Cameron. Op. cit., pp. 40, 41.<br \/>\n(22) Ibid., p. 41.<br \/>\n(23) Ibid., p. 42.<br \/>\n(24) Herbig, G. H. 1967. The youngest stars, Scientific American, August , pp. 30-36.<br \/>\n(25) Alfv\u00e9n, H. 1966. Worlds-antiworlds. W.H. Freeman and Co., San Francisco, Calif. p. 77.<br \/>\n(26) Ibid., p. 78.<br \/>\n(27) Encyclopaedia Brittanica. 1964. \u201cCosmogony\u201d. p. 500.<br \/>\n(28) A magnitude do problema pode ser avaliada a partir de um n\u00famero recente da revista \u201cSky and Telescope\u201d. Na p\u00e1gina 302 do n\u00famero de novembro de 1969, a revista descreveu um modelo no qual tr\u00eas cosmogonistas utilizaram 115.000 pequenas nuvens de g\u00e1s j\u00e1 devidamente arranjadas em um disco plano e movendo-se com as velocidades de rota\u00e7\u00e3o selecionadas de maneira adequada! N\u00e3o h\u00e1 mais limita\u00e7\u00e3o para as conjecturas poderem ser consideradas leg\u00edtimas!<br \/>\n(29) Ver Hodge, P. W. 1966. Galaxies and cosmology. McGraw-Hill Book Co., Inc., N.Y., pp. 6-14, 116, 117, para uma boa discuss\u00e3o sobre essas teorias antigas.<br \/>\n(30) Ibid., p. 123.<br \/>\n(31) Abell, G. Op. cit., p. 629.<br \/>\n(32) Hodge, P. W. Op. cit., p. 122<br \/>\n(33) Jastrow, R., e A. G. W. Cameron. Op. cit., p. 171.<br \/>\n(34) Ibid, p. 171, 172.<br \/>\n(35) Ibid, p. 172. Essa dificuldade \u00e9 discutida por Whitcomb, John C. 1964. The origin of the solar system. Presbyterian and Reformed Publishing Co., Nutley, N. J. p. 12. Tamb\u00e9m o artigo de Whitcomb publicado em setembro, 1967 no Creation Research Society Quarterly, apresenta uma lista de nove obst\u00e1culos com os quais as melhores teorias sobre o sistema solar se deparam sem serem capazes de super\u00e1-los.<br \/>\n(36) Ibid, p. 68.<br \/>\n(37) Low, F. J. and B. J. Smith. 1966. Infrared observations of a preplanetary system, Nature, 212:675, 676.<br \/>\n(38) Inglis, S. J. Op. cit., (Refer\u00eancia 2), p. 275, 276.<br \/>\n(39) Herbig, G. Op. cit., p. 35.<br \/>\n(40) Meadows, A. J. 1967. Stellar evolution. Pergamon Press, Oxford, p. 151.<br \/>\n(41) Aller, L. N. 1969. The planetary nebulae-part II, Sky and Telescope, 37,348.<br \/>\n(42) Inglis, S. J. Op. cit., p. 298.<br \/>\n(43) Brandt, J. C. Op. cit., (Refer\u00eancia 2), p. 275-276.<br \/>\n(44) Abell, G. 1964. Exploration of the universe. 1\u00aa ed., Holt Rinehart, and Winston, N.Y., p. 532.<br \/>\n(45) Em seu livro The creation of the universe, 1952, (p. 32 na edi\u00e7\u00e3o da Bantam Books) Gamow assegurou que uma discrep\u00e2ncia anterior havia sido estabelecida envolvendo seguramente 4,3 bilh\u00f5es de anos. (Anteriormente havia sido 1,7 bilh\u00f5es). N\u00e3o obstante, em um livro posterior ele aumentou a estimativa para 5 bilh\u00f5es. Ver Gamow, G. 1958. Matter, earth, and sky. Prentice Hall, Inc., Englewood Cliffs, N. J., p. 518.<br \/>\n(46) Peebles, P. J. E., e D. T. Wilkinson. 1967. The primeval fireball, Scientific American, June, p. 28.<br \/>\n(47) Ashford, T. A. 1967. The physical sciences &#8211; from atoms to stars. 2\u00aa ed., Holt, Rinehart, and Winston, Inc., N.Y., p. 677.<br \/>\n(48) Artigo intitulado Universe 70, not 10 billion years old, com afirma\u00e7\u00e3o de Shklovski, em Scientific Research, October 1967, p. 25.<br \/>\n(49) Alfv\u00e9n, H. Op. cit., p. 68.<br \/>\n(50) Hoyle, F. 1960. The nature of the universe. Signet Science Library , N.Y., p. 113.<br \/>\n(51) Alfv\u00e9n, H. Op. cit., p. 70.<br \/>\n(52) Ibid., p. 70.<br \/>\n(53) Hodge, P. W. Op. cit. (Refer\u00eancia 29), p. 161.<br \/>\n(54) Physics in 1968. News from the American Institute of Physics, p. 12.<br \/>\n(55) Hodge, P. W. Op. cit., p. l23.<br \/>\n(56) Arp, H. 1969. On the origin of arms in spiral galaxies, Sky and Telescope, 38:385.<br \/>\n(57) Ibid., p. 385.<br \/>\n(58) Coleman, J. A. 1963. Modern theories of the universe. Signet Science Library, The New American Library, N.Y., p. 121.<br \/>\n(59) Evid\u00eancias a favor de um universo em degenera\u00e7\u00e3o foram discutidas por Mulfinger, G. 1968, em Degeneration processes in the cosmos, Bible-Science Newsletter, September, 1968, p. 1.<br \/>\n(60) Inglis, S. J. Op. cit., p. 363.<br \/>\n(61) Huang, S. S. 1967. The origin of binary stars, Sky and Telescope, 34: 369, 370.<br \/>\n(62) Outro assunto que deveria ser estudado cuidadosamente pelos membros da Sociedade \u00e9 a incapacidade dos cometas de permanecerem intactos ao longo de grandes per\u00edodos de tempo, e as implica\u00e7\u00f5es deste fato com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data da Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A teoria da condensa\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de nuvens interestelares \u00e9 criticada sob diversos pontos de vista. 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