{"id":217,"date":"1968-06-17T09:19:23","date_gmt":"1968-06-17T12:19:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=217"},"modified":"2022-10-27T00:23:01","modified_gmt":"2022-10-27T03:23:01","slug":"vida-num-tubo-de-ensaio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/artigos\/vida-num-tubo-de-ensaio\/","title":{"rendered":"Vida num Tubo de Ensaio?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-220 alignright\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04.jpg 350w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Kornberg e Goulian tiveram \u00eaxito em transferir da c\u00e9lula viva para o \u201ctubo de ensaio\u201d as subst\u00e2ncias necess\u00e1rias para a reprodu\u00e7\u00e3o de DNA de v\u00edrus. Os cientistas reconhecem o acontecimento n\u00e3o como a cria\u00e7\u00e3o de um organismo vivo, mas sim como o estabelecimento de um gabarito para possibilitar a c\u00f3pia do pr\u00f3prio DNA num tubo de ensaio, mediante um processo reprodutivo que ocorre normalmente apenas no interior de uma c\u00e9lula de microorganismo. Esse processo e os procedimentos experimentais utilizados s\u00e3o descritos detalhadamente. At\u00e9 o presente, as mais pr\u00f3ximas tentativas de \u201ccriar a vida\u201d limitaram-se ao estabelecimento de condi\u00e7\u00f5es adequadas nas quais os polinucleot\u00eddeos DNA ou RNA, obtidos de v\u00edrus ou existentes em c\u00e9lulas vivas puderam manifestar as suas potencialidades.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto se discutia o primeiro transplante de cora\u00e7\u00e3o humano, em meados de dezembro de 1967, a imprensa divulgou a eletrizante not\u00edcia de que havia sido criada vida num tubo de ensaio. Em discurso pronunciado na noite anterior, o Presidente Johnson havia feito a afirma\u00e7\u00e3o de que est\u00e1vamos prestes a receber uma das \u201cmais importantes not\u00edcias jamais lidas\u201d.<\/p>\n<p>Relatos nos notici\u00e1rios populares precederam de algumas semanas o relat\u00f3rio cient\u00edfico formal. Apesar de alguns dos primeiros artigos possu\u00edrem um car\u00e1ter sensacionalista &#8211; especialmente na grande imprensa &#8211; no seu todo eram eles notavelmente precisos, provavelmente porque os pr\u00f3prios cientistas convocaram uma entrevista coletiva para esclarecer o que havia acontecido.<\/p>\n<p>Na entrevista coletiva, o detentor do pr\u00eamio Nobel, Arthur Kornberg, atualmente na Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia, o seu associado, Mehran Goulian, pesquisador realizando p\u00f3s-doutoramento em Stanford, explicaram a pesquisa feita em coopera\u00e7\u00e3o com Robert L. Sinsheimer, do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>Essencialmente a not\u00edcia dizia que havia sido sintetizado em laborat\u00f3rio o DNA de v\u00edrus (\u00e1cido desoxirribonucleico), biologicamente ativo. Na realidade eles n\u00e3o obtiveram DNA de v\u00edrus a partir de somente subst\u00e2ncias mais simples n\u00e3o procedentes de v\u00edrus, pois, como ser\u00e1 visto em seguida, o DNA de v\u00edrus constitu\u00eda uma parte essencial de sua mistura reagente. Ao inv\u00e9s disso, o seu \u00eaxito foi em transferir as subst\u00e2ncias necess\u00e1rias para a reprodu\u00e7\u00e3o do DNA de v\u00edrus, da c\u00e9lula viva para o tubo de ensaio.<\/p>\n<p>Esse avan\u00e7o cient\u00edfico \u00e9 considerado como tendo grande import\u00e2ncia, porque o DNA constitui os genes, ou seja, o material heredit\u00e1rio que d\u00e1 \u00e0s coisas vivas as caracter\u00edsticas transmitidas de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. O DNA \u00e9 caracter\u00edstico de todos os organismos, com exce\u00e7\u00e3o de certos v\u00edrus cujos genes consistem de RNA (\u00e1cido ribonucl\u00e9ico). Dois anos antes, Sol Spiegelman e colaboradores haviam realizado uma s\u00edntese an\u00e1loga a partir de RNA, na Universidade de Illinois; desta maneira, este trabalho mais recente, que fez uso do DNA de v\u00edrus, de certa maneira foi uma extens\u00e3o daqueles resultados anteriores.<\/p>\n<p><strong>Fatores importantes na pesquisa do DNA<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-224\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_07.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"194\" \/>Kornberg esteve ligado ativamente \u00e0 pesquisa molecular no setor da s\u00edntese do DNA por mais de uma d\u00e9cada. Em 1959 recebeu ele o pr\u00eamio Nobel de Fisiologia e Medicina, pela descoberta da polimerase do DNA, uma enzima que catalisa a produ\u00e7\u00e3o do DNA. Para a ocorr\u00eancia dessa produ\u00e7\u00e3o deveria haver um gabarito ou modelo de DNA, uma fonte de energia, e os necess\u00e1rios blocos de constru\u00e7\u00e3o (precursores nucleot\u00eddeos). Entretanto, o polinucleot\u00eddeo (DNA) resultante n\u00e3o exibia atividade biol\u00f3gica como a mol\u00e9cula original do gabarito.<\/p>\n<p>O sucesso decorrente da produ\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de DNA que manifestariam atividade biol\u00f3gica reprodutiva, baseia-se em diversos fatores de import\u00e2ncia: (1) a purifica\u00e7\u00e3o da polimerase do DNA; (2) a escolha de um gabarito de DNA ideal; e (3) a utiliza\u00e7\u00e3o de uma nova enzima de uni\u00e3o dos polinucleot\u00eddeos.<\/p>\n<p>A polimerase do DNA utilizada pela equipe de Kornberg nas primeiras experi\u00eancias, continha enzimas contaminantes (nucleases). Depois que era produzido o DNA sint\u00e9tico em misturas de incuba\u00e7\u00e3o contendo a polimerase, as enzimas contaminantes causavam rompimentos no DNA rec\u00e9m-formado. Desta maneira, a atividade reprodutiva do DNA era destru\u00edda. Quando as nucleases de degrada\u00e7\u00e3o foram removidas da mistura, a polimerase purificada levou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de DNA capaz de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o do DNA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se conhece bem ainda a maneira exata pela qual o DNA \u00e9 organizado e controlado nos cromossomos das c\u00e9lulas animais e vegetais. Entretanto, pesquisas indicaram que o DNA no n\u00facleo da c\u00e9lula atua como um gabarito para a produ\u00e7\u00e3o de RNA, o qual se desloca do n\u00facleo para a regi\u00e3o circundante da c\u00e9lula (citoplasma). A\u00ed o RNA opera com os ribossomos e dita a conforma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias prote\u00ednas, inclusive enzimas que s\u00e3o essenciais para a vida da c\u00e9lula e do organismo ao qual pertence \u00e0 c\u00e9lula.<\/p>\n<p>O tipo de DNA amplamente descoberto em v\u00e1rios animais, plantas e c\u00e9lulas humanas, consiste de dois filamentos enrolados um sobre o outro, de maneira a formar uma estrutura helicoidal. O DNA assemelha-se a uma escada que tenha sido torcida de tal maneira que as suas laterais fiquem espiraladas. Os filamentos s\u00e3o unidos entre si na regi\u00e3o dos degraus da escada mediante liga\u00e7\u00f5es de Hidrog\u00eanio. Cada filamento \u00e9 chamado de pol\u00edmero (poly- muito; meros &#8211; partes) porque \u00e9 composto de muitas unidades estruturais que se repetem. Cada uma dessas unidades \u00e9 um nucleot\u00eddeo e por isso cada filamento polimerizado de DNA popularmente \u00e9 chamado de polinucleot\u00eddeo.<\/p>\n<p>O DNA cont\u00e9m quatro tipos de nucleot\u00eddeos. Todos os quatro cont\u00eam um grupo fosf\u00f3rico, a\u00e7\u00facar e uma base. A diferen\u00e7a entre eles reside nas bases, as quais s\u00e3o chamadas de adenina, timina, citosina e guanina.<\/p>\n<p>As estruturas dos polinucleot\u00eddeos foram determinadas por m\u00e9todos f\u00edsicos e qu\u00edmicos, por serem eles muito pequenos para serem vis\u00edveis. Foi utilizado o microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico para fotografar os filamentos de DNA, mas a seq\u00fc\u00eancia dos nucleot\u00eddeos n\u00e3o p\u00f4de assim ser revelada. A largura de uma h\u00e9lice de DNA \u00e9 de milim\u00edcrons, o que exigiria mais de 12 milh\u00f5es dessas h\u00e9lices lado a lado para totalizar uma polegada.<\/p>\n<p><strong>DNA e prote\u00ednas<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-223\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_06.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_06.jpg 200w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_06-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Al\u00e9m do funcionamento como gabarito para a produ\u00e7\u00e3o de RNA, o que leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas vitais, o DNA constitui um molde para a sua pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o em instantes apropriados. Quando isso acontece, os dois filamentos polinucleot\u00eddeos se separam. A seq\u00fc\u00eancia linear das bases em cada filamento determinar\u00e1 quais os nucleot\u00eddeos que ser\u00e3o necess\u00e1rios para reconstruir a condi\u00e7\u00e3o de duplo filamento. Onde houver uma base adenina, haver\u00e1 a aproxima\u00e7\u00e3o de uma unidade contendo timina, de maneira a juntar a timina com a adenina. Onde o filamento do gabarito contiver timina, juntar-se-\u00e1 uma unidade de adenina.<\/p>\n<p>Ao se completar a reprodu\u00e7\u00e3o, a adenina (A) juntar-se-\u00e1 \u00e0 timina (T) e a citosina (C) \u00e0 guanina (G) (Ver Figura 1). Essas combina\u00e7\u00f5es espec\u00edficas constituem um alfabeto gen\u00e9tico de quatro letras, formando os grupos A-T, T-A, C-G e G-C. A seq\u00fc\u00eancia dessas \u201cletras\u201d distingue genotipicamente um organismo de todos os demais. As prote\u00ednas ser\u00e3o constru\u00eddas de acordo com \u201cordens\u201d dadas pelo arranjo das letras.<\/p>\n<p>As prote\u00ednas s\u00e3o compostas de unidades conhecidas como amino\u00e1cidos, variando em tamanho desde cerca de 50 at\u00e9 3000 amino\u00e1cidos. \u00c9 necess\u00e1rio uma seq\u00fc\u00eancia de tr\u00eas nucleot\u00eddeos para determinar um amino\u00e1cido. Para a produ\u00e7\u00e3o de uma cadeia relativamente pequena de 150 amino\u00e1cidos, seria necess\u00e1ria uma seq\u00fc\u00eancia de 450 nucleot\u00eddeos.<\/p>\n<p>Essa seq\u00fc\u00eancia constituiria o que popularmente \u00e9 chamado de gene. \u00c9 necess\u00e1rio que a seq\u00fc\u00eancia dos nucleot\u00eddeos seja preservada exatamente, para que sejam produzidas as prote\u00ednas corretas para a manuten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie de vida que \u00e9 caracter\u00edstica de cada organismo.<img class=\"alignleft size-full wp-image-225\" alt=\"\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_227\" aria-describedby=\"caption-attachment-227\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-227\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_01-1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_01-1.jpg 450w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_01-1-300x238.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-227\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 &#8211; \u00c0 esquerda e abaixo est\u00e3o vistas esquem\u00e1ticas do DNA helicoidal.<br \/>Acima est\u00e1 uma estrutura de polinucleot\u00eddeo DNA em fase de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Cada nucleot\u00eddeo \u00e9 composto de a\u00e7\u00facar, fosfato e uma base, A, T, C, ou G. (Cortesia de Wiley &amp; Sons, Inc.)<\/p>\n<p><strong>Delicada complexidade \u00e9 envolvida<\/strong><\/p>\n<p>Cada organismo cont\u00e9m no seu genoma n\u00e3o uns poucos genes, mas na maioria dos casos milhares ou milh\u00f5es. No corpo humano h\u00e1 cerca de 10 trilh\u00f5es de c\u00e9lulas, cada c\u00e9lula contendo normalmente 46 cromossomos no seu n\u00facleo. No conjunto de cromossomos de cada c\u00e9lula h\u00e1 talvez 3 milh\u00f5es de genes compostos de pares de nucleot\u00eddeos, na vizinhan\u00e7a de 5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>C\u00e9lulas de vacas, ratos ou cereais, cada qual tem um n\u00famero semelhante. Uma \u00fanica bact\u00e9ria de Escherichia coli, que tem cerca de 1\/2 m\u00edcron de largura e 2 m\u00edcrons de comprimento, tem um \u00fanico cromossomo contendo uma s\u00f3 mol\u00e9cula de DNA. A mol\u00e9cula de DNA esticada teria cerca de um mil\u00edmetro de comprimento (ou cerca de 500 vezes o comprimento da c\u00e9lula da Escherichia Coli).<\/p>\n<p>Cada uma dessas mol\u00e9culas de DNA cont\u00e9m cerca de 10 milh\u00f5es de pares de nucleot\u00eddeos, os quais constituem os milhares de genes que d\u00e3o ao organismo as suas caracter\u00edsticas estruturais e funcionais. Deveria ser ressaltado que nem todos os genes operam no mesmo instante, mas que cada um funciona em instantes apropriados durante a hist\u00f3ria da vida do organismo. As prote\u00ednas denominadas histonas parecem ter um papel importante na regula\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o do gene.<\/p>\n<p>Aponta toda essa delicada complexidade, com a coordena\u00e7\u00e3o da necess\u00e1ria opera\u00e7\u00e3o, para um Criador e mantenedor sobrenatural? Aqueles que aceitam o argumento de que a exist\u00eancia de um projeto implica num projetista, dizem que sim. Outros dizem crer que a vida criou-se por si mesma, mantendo-se tamb\u00e9m por si mesma.<\/p>\n<p>Ambas as atitudes baseiam-se nas id\u00e9ias filos\u00f3ficas do indiv\u00edduo, as quais n\u00e3o admitem prova rigorosa. Mencionaremos mais a respeito disso posteriormente.<\/p>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00e3o entre o DNA e o RNA<\/strong><\/p>\n<p>Na maioria dos organismos, o DNA \u00e9 uma estrutura helicoidal bi-filamentada, encontrando-se, entretanto, consider\u00e1vel varia\u00e7\u00e3o entre os v\u00edrus. Os v\u00edrus com DNA mais bem conhecidos, como do sarampo, polioma, T2 , T4 e T6 apresentam DNA bi-filamentado. Diversos grupos de v\u00edrus apresentam o seu DNA na forma de um \u00fanico filamento. Dentre os v\u00edrus a RNA, os da gripe, poliomielite e F2 possuem um \u00fanico filamento, enquanto que nos v\u00edrus Reo o RNA tem sido encontrado na forma helicoidal dupla.<\/p>\n<p>Mesmo que a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica seja conduzida normalmente por uma \u00fanica seq\u00fc\u00eancia de nucleot\u00eddeos, ao inv\u00e9s de o ser pela seq\u00fc\u00eancia dupla, no instante apropriado pode ser produzida a faixa r\u00e9plica complementar. Parece, portanto, que o fato importante \u00e9 estar presente algum tipo de nucleot\u00eddeo, seja o RNA, seja o DNA.<\/p>\n<p>A estrutura do RNA \u00e9 similar \u00e0 do DNA, dela diferindo porque (a) normalmente possui a base uracila em vez de tiamina; (b) apresenta um \u00e1tomo extra de Oxig\u00eanio em cada parte de a\u00e7\u00facar; e (c) usualmente \u00e9 unifilamentada (enquanto que o DNA \u00e9 usualmente bi-filamentado).<\/p>\n<p>Est\u00e1 ainda em aberto a quest\u00e3o de ser ou n\u00e3o necess\u00e1rio \u00e1cido nucleico (DNA ou RNA) em todos os tipos de atividade reprodutiva associada com os seres vivos, pois h\u00e1 evid\u00eancias que sugerem que certas condi\u00e7\u00f5es de enfermidade podem ser devidas a algum tipo de agente transmissor \u201csubviral\u201d, capaz de reproduzir-se. Certa doen\u00e7a do sistema nervoso pode ser causada por tal agente.<\/p>\n<p><strong>V\u00edrus circulares<\/strong><\/p>\n<p>A recente pesquisa de Goulian, Kornberg e Sinsheimer envolve um dos menores v\u00edrus, o chamado \u00d8X174, que consiste de um filamento \u00fanico de DNA de forma circular.<\/p>\n<p>A evid\u00eancia original, obtida mediante o microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico, foi interpretada como significando que as mol\u00e9culas de DNA eram lineares, com duas extremidades livres. Verifica-se agora que algumas mol\u00e9culas de DNA podem existir na forma linear ou na forma circular. O v\u00edrus de polioma cont\u00e9m DNA circular duplo, enquanto que o \u00d8X174 tem um filamento circular \u00fanico, que permanece circular durante o tempo em que \u00e9 formado o segundo filamento complementar.<\/p>\n<p>Os c\u00edrculos de DNA n\u00e3o se limitam somente aos v\u00edrus como julgado anteriormente, pois mesmo a mol\u00e9cula de DNA da Escherichia coli tem sido achada em c\u00edrculo. Foi sugerido que a condi\u00e7\u00e3o circular poderia desempenhar uma parte importante na reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para compreender o significado da pesquisa da equipe de Kornberg com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida em geral, e em particular a cria\u00e7\u00e3o da vida \u201cin vitro\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio compreender os processos reprodutivos, especialmente do material por eles utilizado.<\/p>\n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o nas formas complexas<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte das plantas e dos animais com os quais estamos acostumados, iniciam-se como uma c\u00e9lula \u00fanica que se divide e distribui o seu DNA igualmente para todas as c\u00e9lulas filhas. A quantidade de DNA nas c\u00e9lulas sexuais (espermatoz\u00f3ide e \u00f3vulo) seria a metade da quantidade nas c\u00e9lulas som\u00e1ticas. Isso \u00e9 verdade para organismos tais como p\u00e1ssaros, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, mam\u00edferos e insetos.<\/p>\n<p>Ao falar da cria\u00e7\u00e3o da vida em tubo de ensaio, os cientistas usualmente n\u00e3o est\u00e3o pensando em algo t\u00e3o estruturalmente complexo como aqueles organismos. \u00c9 poss\u00edvel, entretanto, fazer crescer ovos de p\u00e1ssaros num incubador de vidro, ovos de sapos num prato de vidro, e moscas de fruta numa garrafa. Para fazer isso \u00e9 necess\u00e1rio produzir um ambiente no qual o DNA possa manifestar a sua potencialidade.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma simples e min\u00fascula mosca de fruta, com as suas asas, olhos, patas, trato digestivo, sistema nervoso, sistema reprodutivo, sistema muscular, etc., exige o alinhamento adequado de cerca de dez milh\u00f5es de pares de nucleot\u00eddeos no DNA. De fato, nem todas as formas de vida s\u00e3o assim t\u00e3o complexas, mas mesmo assim, at\u00e9 o presente, as tentativas de \u201ccriar a vida\u201d de qualquer esp\u00e9cie t\u00eam-se limitado ao estabelecimento de condi\u00e7\u00f5es adequadas para que os nucleot\u00eddeos de DNA pudessem manifestar a sua potencialidade.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias e dos v\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-228 alignright\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_08.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"159\" \/>Ao considerar as bact\u00e9rias, encontramos um grupo que em grande parte \u00e9 invis\u00edvel sem dispositivos ampliadores. A Escherichia coli \u00e9 um bom exemplo. Seriam necess\u00e1rias cerca de 10.000 delas juntas em um plano para formar uma mancha de dimens\u00f5es suficientes para atingir o limite de visibilidade do olho nu.<\/p>\n<p>As bact\u00e9rias reproduzem-se assexuadamente. Quando as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o adequadas \u00e0 sua multiplica\u00e7\u00e3o, cada c\u00e9lula se divide para formar duas c\u00e9lulas. Aqui novamente o \u00e1cido nucleico distribui-se igualmente nas c\u00e9lulas resultantes, de tal maneira que cada uma delas tenha o mesmo material gen\u00e9tico. Como resultado, todas as c\u00e9lulas assim produzidas manifestar\u00e3o id\u00eantico fen\u00f3tipo, sendo iguais e agindo da mesma maneira que as outras da sua esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Ao se considerarem os v\u00edrus, fica-se em d\u00favida a respeito de serem eles realmente vivos, pois uma das caracter\u00edsticas da vida envolve a capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se conhecem v\u00edrus que vivam fora de c\u00e9lulas vivas, exceto no sentido de sobreviverem \u00e0 passagem de c\u00e9lula a c\u00e9lula, pois a sua atividade se desenvolve somente no interior das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Foi sugerido que os v\u00edrus, que s\u00e3o estruturas relativamente simples, constituem um elo de liga\u00e7\u00e3o entre as subst\u00e2ncias com vida e sem vida. Isso n\u00e3o parece razo\u00e1vel, porque falta ao v\u00edrus a capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o. Fora da c\u00e9lula viva \u00e9 ele submetido a for\u00e7as que em seguida o destruir\u00e3o. Dentro da c\u00e9lula parece que a sua \u00fanica fun\u00e7\u00e3o \u00e9 prover informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a sua pr\u00f3pria multiplica\u00e7\u00e3o, \u00e0s custas da c\u00e9lula.<\/p>\n<p>Desta maneira um v\u00edrus pode representar o que anteriormente tenha sido um constituinte celular normal. Possivelmente em resultado de alguma altera\u00e7\u00e3o tenha ele \u201cescapado\u201d do controle da c\u00e9lula, embora ainda necessitando da c\u00e9lula para reprodu\u00e7\u00e3o. Seja ou n\u00e3o isso assim, n\u00e3o parece prov\u00e1vel que os v\u00edrus existissem anteriormente \u00e0s c\u00e9lulas, pois eles necessitam das c\u00e9lulas para a sua perpetua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Varia\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00edrus apresentam grande varia\u00e7\u00e3o de dimens\u00f5es e complexidade estrutural. O maior v\u00edrus aproxima-se do tamanho das menores bact\u00e9rias. Todos os v\u00edrus diferem das c\u00e9lulas por conterem somente ou DNA ou RNA, enquanto que todas as c\u00e9lulas cont\u00eam simultaneamente DNA e RNA como mencionado anteriormente. O \u00e1cido nucleico dos v\u00edrus localiza-se no centro, sendo revestido por uma capa de prote\u00edna.<\/p>\n<p>Para reproduzir-se, o v\u00edrus deve transferir pelo menos o seu \u00e1cido nucleico para a c\u00e9lula hospedeira apropriada. Se o n\u00facleo for DNA, ent\u00e3o o DNA servir\u00e1 como gabarito para o RNA, que trabalha com o mecanismo celular (ribossomas e enzimas) para a produ\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas do v\u00edrus. O DNA tamb\u00e9m servir\u00e1 como gabarito para a sua pr\u00f3pria multiplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se o n\u00facleo do v\u00edrus for RNA, ele agir\u00e1 diretamente produzindo as prote\u00ednas do v\u00edrus e multiplicando o RNA. Em ambos os casos, ser\u00e3o produzidos tanto o material do n\u00facleo, com o seu \u00e1cido nucleico espec\u00edfico, como a correspondente envolt\u00f3ria proteica do v\u00edrus, os quais se unir\u00e3o em seguida para formar part\u00edculas de v\u00edrus desenvolvidas que escapar\u00e3o da c\u00e9lula e atacar\u00e3o mais c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cido nucleico e da envolt\u00f3ria proteica, freq\u00fcentemente ser\u00e3o tamb\u00e9m formadas uma ou mais enzimas. De uma maneira ou de outra, ser\u00e3o elas necess\u00e1rias para ser bem sucedida a multiplica\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus. Por exemplo, se a c\u00e9lula tiver uma espessa membrana, os v\u00edrus poderiam ficar aprisionados. Entretanto, muitos v\u00edrus tem um c\u00f3digo gen\u00e9tico para uma enzima destrutora das paredes celulares, a qual faz com que a c\u00e9lula da bact\u00e9ria se desintegre no momento oportuno.<\/p>\n<p><strong>Ciclo vital de um v\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>Antes de considerar com algum detalhe o relat\u00f3rio de Goulian, Kornberg e Sinsheimer, seria prudente discutir o ciclo de vida normal no v\u00edrus por eles usado, a saber, o \u00d8X174 (Ver Figura 2). A nota\u00e7\u00e3o \u00d8 indica que o v\u00edrus \u00e9 fag\u00f3cito ou bacteri\u00f3fago (fago significa comer ou consumir). Os fag\u00f3citos destroem bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>O fag\u00f3cito \u00d8X174 \u00e9 um dos menores v\u00edrus e tem um peso molecular de somente seis milh\u00f5es, da mesma ordem de algumas mol\u00e9culas de prote\u00edna bastante grandes. O n\u00facleo do v\u00edrus consiste de um filamento \u00fanico de DNA composto de 5500 res\u00edduos de nucleot\u00eddeos. Isso corresponde a 5 ou 6 genes. Envolvendo esse n\u00facleo de DNA h\u00e1 uma capa de mol\u00e9culas de prote\u00edna.<\/p>\n<p>O v\u00edrus \u00e9 absorvido pela parede celular de uma bact\u00e9ria Escherichia coli. O DNA, que \u00e9 chamado de filamento (+), \u00e9 injetado, e a capa proteica permanece fora da c\u00e9lula da bact\u00e9ria. Depois que o filamento (+) de DNA entra na c\u00e9lula, forma-se um filamento (-) complementar, produzindo-se assim uma h\u00e9lice com duplo filamento. Esse DNA bi-filamentar \u00e9 chamado de forma replicativa (RF).<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria forma replicativa duplica-se, formando novas RF. D\u00e1-se tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de r\u00e9plicas de mol\u00e9culas espec\u00edficas de RNA do \u00d8X174, sobre as mol\u00e9culas das RF.<\/p>\n<p>D\u00e1-se ent\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de r\u00e9plicas de filamentos (+) sobre os filamentos (-) das RF. Simultaneamente, s\u00e3o produzidas mol\u00e9culas da capa proteica. As mol\u00e9culas da capa proteica agregam-se ent\u00e3o em torno dos filamentos (+), formando-se assim part\u00edculas \u201camadurecidas\u201d de v\u00edrus.<\/p>\n<p>A parede celular da bact\u00e9ria rompe-se e diversas centenas de novas part\u00edculas de v\u00edrus s\u00e3o liberadas. Cada uma das novas part\u00edculas, por sua vez, pode infetar uma c\u00e9lula de Escherichia coli, obrigando-a a produzir mais DNA e mais prote\u00edna de v\u00edrus, para depois liberar mais diversas centenas de v\u00edrus, dando assim seq\u00fc\u00eancia ao processo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_229\" aria-describedby=\"caption-attachment-229\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-229\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_02.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_02.jpg 450w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_02-300x279.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-229\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 &#8211; Ciclo vital do v\u00edrus \u00d8Xl74. Esse v\u00edrus utiliza DNA circular<br \/>O diagrama indica somente uma pequena parte dos c\u00edrculos (+), (-) e (RF).<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">MW \u00e9 o peso molecular de uma \u00fanica part\u00edcula ou mol\u00e9cula, tomando-se como refer\u00eancia o<br \/>\npeso do \u00e1tomo de Hidrog\u00eanio aproximadamente igual \u00e0 unidade (de Watson).<\/p>\n<p><strong>As experi\u00eancias duplicam a atividade dos v\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>As experi\u00eancias recentes foram estabelecidas para repetir no exterior da c\u00e9lula o que normalmente acontece em seu interior. Nos preparativos iniciais, os pesquisadores trataram os v\u00edrus intactos com fenol, para remover as capas prot\u00e9icas, deixando assim o DNA puro, que serviria como filamento (+), ou c\u00edrculos (+).<\/p>\n<p>Foram obtidas da Escherichia coli, e purificadas, a polimerase do DNA e a enzima aglutinadora dos polinucleot\u00eddeos. Outras c\u00e9lulas de Escherichia coli foram rompidas (por um m\u00e9todo s\u00f4nico), o fluido foi centrifugado e o sobrenadante foi fervido. Essa solu\u00e7\u00e3o sobrenadante, portanto, continha os materiais sol\u00faveis termoest\u00e1veis obtidos da c\u00e9lula das bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>A mistura de incuba\u00e7\u00e3o na qual ocorreu a primeira reprodu\u00e7\u00e3o do DNA, era composta do seguinte: DNA de \u00d8X, quatro precursores de nucleot\u00eddeos (trifosfatos de desoxinucleos\u00eddeo, obtidos de uma fonte externa), polimerase de DNA, enzima aglutinante, DPN (portador de Hidrog\u00eanio), extrato fervido de Escherichia coli, cloreto de magn\u00e9sio, tamp\u00e3o de fosfato de pot\u00e1ssio, mercaptoetanol, e albumina. O tempo de incuba\u00e7\u00e3o foi de 180 minutos a 25\u00b0C.<\/p>\n<p>Durante a incuba\u00e7\u00e3o, os c\u00edrculos (+) naturais de DNA do \u00d8X serviram como gabarito para a forma\u00e7\u00e3o das cadeias (-) complementares, e a polimerase do DNA catalisou a polimeriza\u00e7\u00e3o da cadeia (-). \u00c0 medida em que os precursores de nucleot\u00eddeos se aglutinavam para se tornarem unidades na nova cadeia de polinucleot\u00eddeos (-), sofriam certas altera\u00e7\u00f5es, inclusive a perda de alguns grupos fosf\u00f3ricos. A enzima aglutinante catalisava a jun\u00e7\u00e3o das extremidades opostas da nova cadeia (-) de DNA, de tal modo que se completava um circulo duplo (RF) (Figuras 3 e 4). Esses c\u00edrculos eram semelhantes ao RF isolado das c\u00e9lulas infetadas de Escherichia coli, embora o RF parcialmente sintetizado n\u00e3o apresentasse a forma bastante espiralada encontrada no RF natural.<\/p>\n<figure id=\"attachment_230\" aria-describedby=\"caption-attachment-230\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-230\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_03.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"228\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-230\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 \u2013 Micrografias eletr\u00f4nicas de c\u00edrculos duplos parcialmente sint\u00e9ticos<br \/>(Goulian e Kornberg)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_231\" aria-describedby=\"caption-attachment-231\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-231 size-full\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_04.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"228\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-231\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 \u2013 Dois c\u00edrculos duplos de DNA de \u00d8X174 Um est\u00e1 estendido e o outro est\u00e1 dobrado sobre si duas vezes dando a apar\u00eancia de tr\u00eas la\u00e7os. A largura da fotografia \u00e9 aproximadamente de 500 milim\u00edcrons. (Fotografia de Ron Davis, do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o dos c\u00edrculos duplos de DNA<\/strong><\/p>\n<p>Os novos c\u00edrculos duplos foram expostos a uma di\u00e1stase pancre\u00e1tica DN que rompeu um deles, levando-os a separar-se. Os filamentos (-) sint\u00e9ticos puderam ser separados dos filamentos (+), porque na mistura de incuba\u00e7\u00e3o a timina tinha sido substitu\u00edda pela bromouracila n\u00e3o natural, mas biologicamente ativa e mais pesada.<\/p>\n<p>Quando o material foi centrifugado, os filamentos (-), contendo bromouracila, puderam ser separados devido \u00e0 sua maior densidade. Foi demonstrado por ensaios radioativos que os novos filamentos (-) n\u00e3o foram contaminados por filamentos (+) do gabarito. O material (+) do gabarito tinha sido preparado com Hidrog\u00eanio radioativo (Tr\u00edtio, H3) e os precursores do nucleot\u00eddeo usados para a s\u00edntese dos novos filamentos (-) continham F\u00f3sforo radioativo.<\/p>\n<p>Os novos c\u00edrculos (-) infetaram as c\u00e9lulas de Escherichia coli. Isso teve de ser feito usando Escherichia coli especialmente preparada, pois o DNA, sem a costumeira capa prot\u00e9ica, era incapaz de penetrar nas c\u00e9lulas normais das bact\u00e9rias. As Escherichia coli especialmente preparadas estavam sem as suas paredes celulares, de modo que, assim alteradas, o DNA podia penetrar. Sob as condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio mantidas nessa pesquisa, as c\u00e9lulas das bact\u00e9rias sem as suas paredes s\u00e3o de forma globular, e conhecidas como esferoplastos. Os c\u00edrculos (-) de DNA rec\u00e9m formados infetaram os esferoplastos e produziram novos v\u00edrus intatos.<\/p>\n<p><strong>Os c\u00edrculos de DNA infetam as bact\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m produziram c\u00edrculos duplos completamente sint\u00e9ticos, preparando uma mistura de incuba\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 previamente utilizada. Quando os c\u00edrculos positivos eram separados, podiam atuar como gabaritos, dando origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de RF dentro dos esferoplastos de Escherichia coli. Dessa maneira, os pesquisadores puderam realizar in vitro a produ\u00e7\u00e3o tanto dos c\u00edrculos (-) infecionantes, como dos (+) (Figura 5).<\/p>\n<p>Essas experi\u00eancias demonstraram o que deveria ocorrer dentro das c\u00e9lulas de Escherichia coli ap\u00f3s a invas\u00e3o do DNA do v\u00edrus \u00d8X174. Os pesquisadores afirmam que parece prov\u00e1vel que as mesmas enzimas utilizadas em suas experi\u00eancias s\u00e3o as que as c\u00e9lulas infetadas de Escherichia Coli utilizam para conseguir a polimeriza\u00e7\u00e3o do DNA e a jun\u00e7\u00e3o das extremidades dos filamentos do DNA. As enzimas utilizadas por eles foram extra\u00eddas de bact\u00e9rias Escherichia coli, e o ambiente experimental, consistindo de extrato fervido de Escherichia coli, etc., aproximava-se bastante das condi\u00e7\u00f5es existentes no interior das c\u00e9lulas de Escherichia coli.<\/p>\n<figure id=\"attachment_232\" aria-describedby=\"caption-attachment-232\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-232\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_05.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_05.jpg 450w, https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/09\/fc04_05-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-232\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 \u2013 S\u00edntese enzim\u00e1tica de DNA de v\u00edrus \u00d8X174<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\">Tanto os c\u00edrculos sint\u00e9ticos de gabarito (-) como os c\u00edrculos sint\u00e9ticos (+) infetariam as c\u00e9lulas das bact\u00e9rias, obrigando-as a produzir os filamentos complementares adequados, bem como a prote\u00edna envolvente do v\u00edrus. Ambos os c\u00edrculos duplos s\u00e3o considerados formas replicativas (RF). As letras A, C, G, BU e T, indicam os precursores nucleot\u00eddeos contendo respectivamente adenina, citosina, guanina, bromouracila, e timina (Goulian, Kornberg e Sinsheimer).<\/p>\n<p><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Referir-se ao desenvolvimento dessa recente pesquisa como \u201cprodu\u00e7\u00e3o da vida em um tubo de ensaio\u201d n\u00e3o deixa de ser claramente uma dramatiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. Os cientistas reconhecem o fato n\u00e3o como a cria\u00e7\u00e3o de um organismo vivo, mas sim como a habilita\u00e7\u00e3o de um gabarito de DNA para realizar uma c\u00f3pia de si mesmo em um \u201ctubo de ensaio\u201d, mediante um processo reprodutivo que normalmente ocorre t\u00e3o somente dentro das c\u00e9lulas das bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Entretanto, esse trabalho constitui provavelmente a realiza\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima daquilo que a maioria de n\u00f3s pensa ao dizer \u201cvida em um tubo de ensaio\u201d. A pesquisa constitui um importante passo no sentido de nossa compreens\u00e3o e controle da vida, e poder\u00e1 conduzir a um melhor tratamento de v\u00e1rias doen\u00e7as, inclusive o c\u00e2ncer, bem como poder\u00e1 levar ao controle de algumas condi\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 prudente condenar os pesquisadores envolvidos nesse recente projeto como procuradores de fama. Embora a sua pesquisa possa ter sido relatada em termos extravagantes, as pessoas em si s\u00e3o pesquisadores conscienciosos. Pode assim ser justificada a sua utiliza\u00e7\u00e3o dos meios populares de divulga\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de somente a literatura t\u00e9cnica (nesse caso o n\u00famero de dezembro de 1967 dos Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA).<\/p>\n<p>As verbas governamentais canalizadas pelas funda\u00e7\u00f5es nacionais de aux\u00edlio para as pesquisas de Kornberg atingiram, nos \u00faltimos sete anos, cerca de dois milh\u00f5es de d\u00f3lares. Sendo elas fundos p\u00fablicos, o contribuinte que compreender o que est\u00e1 sendo feito estar\u00e1 mais disposto a ver o seu dinheiro utilizado no apoio de tais pesquisas b\u00e1sicas. Por isso Kornberg decidiu que a causa da ci\u00eancia lucraria com a publicidade geral. Disse ele:<\/p>\n<p align=\"center\"><em>Achei que este trabalho poderia ser mais facilmente interpretado para o p\u00fablico do que outros que temos feito. Percebi posteriormente a necessidade de a ci\u00eancia ser melhor compreendida pelo p\u00fablico, e tive a impress\u00e3o de que nem sempre temos explorado nossas oportunidades de obten\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio p\u00fablico.<\/em><\/p>\n<p><strong>Precau\u00e7\u00f5es da maior parte dos investigadores<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte dos investigadores que lidam com fen\u00f4menos associados aos seres vivos, compreende a complexidade da vida, bem como a pequena parte que realmente eles est\u00e3o representando, ao esclarecer alguns detalhes mecanicistas a respeito de como a vida se mant\u00e9m. Estamos aumentando rapidamente nosso conhecimento da estrutura e da fun\u00e7\u00e3o do DNA na sua pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o do RNA e das prote\u00ednas necess\u00e1rias \u00e0 vida. Entretanto, deveria ser ressaltado que todos os seres vivos, inclusive a min\u00fascula ameba, possuem centenas e milhares de enzimas, e nem mesmo s\u00e3o conhecidos \u00e0 estrutura e o arranjo espacial dessas prote\u00ednas.<\/p>\n<p>Conhecemos as seq\u00fc\u00eancias dos amino\u00e1cidos de umas poucas prote\u00ednas &#8211; os quais s\u00e3o membros de provavelmente menos do que trinta fam\u00edlias de prote\u00ednas. N\u00e3o podemos mesmo nem sequer ler as seq\u00fc\u00eancias dos nucleot\u00eddeos das mol\u00e9culas de DNA. Poucas subst\u00e2ncias relativamente simples t\u00eam sido sintetizadas sob condi\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio, como por exemplo amino\u00e1cidos, polipept\u00eddeos (ou cadeias de amino\u00e1cidos), a\u00e7\u00facares, nucleot\u00eddeos e ATP (tri-fosfato de adenosina, que \u00e9 utilizado nas transforma\u00e7\u00f5es produtoras de energia), e mediante o uso de t\u00e9cnicas especiais mesmo a insulina, que \u00e9 uma prote\u00edna de pequenas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao compararmos essas subst\u00e2ncias com os seres vivos, tornam-se elas umas poucas pe\u00e7as sobressalentes em rela\u00e7\u00e3o a uma gigantesca m\u00e1quina. \u00c9 importante ressaltar que, devido \u00e0 complexidade da vida, a produ\u00e7\u00e3o de um organismo auto-reprodutor a partir de simples precursores n\u00e3o parece estar ao alcance dos cientistas atualmente. Esse fato deveria n\u00e3o s\u00f3 desafiar como tamb\u00e9m encorajar um otimismo cauteloso entre os que militam na pesquisa biol\u00f3gica b\u00e1sica.<\/p>\n<p><strong>F\u00e9 em Deus pela considera\u00e7\u00e3o do DNA<\/strong><\/p>\n<p>Alguns cientistas tentaram usar o recente conhecimento do DNA, do RNA, e de v\u00e1rios fen\u00f4menos vitais, para desacreditar a f\u00e9 em um Ser sobrenatural. Freq\u00fcentemente o \u201cdeus\u201d de tais indiv\u00edduos se torna a busca da verdade. Para alguns a ci\u00eancia tornou-se uma religi\u00e3o que ensina os homens a adorarem os produtos da mente humana.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 outros cientistas, inclusive eu mesmo, que t\u00eam percebido que h\u00e1 uma dimens\u00e3o espiritual al\u00e9m dos milim\u00edcrons e cent\u00edmetros c\u00fabicos utilizados nas pesquisas de DNA e de prote\u00ednas. Um dia, h\u00e1 alguns anos, quando eu estava ainda na Universidade, um de meus companheiros contou-me em termos inesquec\u00edveis o que lhe tinha acontecido \u00e0 meia noite do dia anterior. Disse ele ter sentido repentinamente como se tivesse atingido o topo de sua escada materialista. \u201cDeve haver algo al\u00e9m disso\u201d expressou-lhe a sua pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n<p>Parece-me que a f\u00e9 em Deus \u00e9 algo l\u00f3gico. H\u00e1 muitos argumentos filos\u00f3ficos que, verdadeiramente, n\u00e3o provam a Sua exist\u00eancia; apesar disso, quando considerados em conjunto, eles mostram que a f\u00e9 em um Deus sobrenatural \u00e9 l\u00f3gica. Da mesma maneira, tal f\u00e9 satisfaz.<\/p>\n<p>Falando a respeito de Deus, disse Agostinho &#8211; \u201cTu nos fizeste para Ti, e nossos cora\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam descanso enquanto n\u00e3o o encontrarem em Ti\u201d.<\/p>\n<p>Disse algu\u00e9m que Deus criou o homem com um lugar vazio que somente Ele poderia preencher. Para mim \u00e9 significativo que a cren\u00e7a em um Ser sobrenatural \u00e9 encontrada universalmente em todas as culturas, e tanto quanto saibamos sempre tem sido assim.<\/p>\n<p><strong>Indicada a relev\u00e2ncia da B\u00edblia<\/strong><\/p>\n<p>A B\u00edblia indica que as coisas invis\u00edveis, desde o princ\u00edpio do mundo, s\u00e3o reconhecidas e percebidas por meio das coisas que foram criadas, e essas apontam para o poder de Deus e Sua pr\u00f3pria divindade (Romanos 1:20). Conta-se que, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, quando alguns homens se determinaram a remover igrejas, sacerdotes, B\u00edblias, e tudo o que fizesse o povo lembrar-se de Deus, um campon\u00eas sorriu ao lhe dizerem isso. Ao lhe perguntarem por que sorria, o campon\u00eas apontou para as estrelas, acima, e disse: \u201cEu estava s\u00f3 imaginando como voc\u00eas as tirariam l\u00e1 de cima\u201d. O Salmo 19 vers\u00edculo 1 nos diz que \u201cos c\u00e9us declaram a gl\u00f3ria de Deus\u201d.<\/p>\n<p>A B\u00edblia indica que Jesus Cristo realmente \u00e9 o Criador mencionado em G\u00eanesis cap\u00edtulo 1, verso 1 (Ver Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, cap\u00edtulo 1, versos 1 e 14; Ep\u00edstola aos Hebreus, cap\u00edtulo 1, verso 2; Ep\u00edstola aos Colossenses, cap\u00edtulo 1, verso 16), e diz na Ep\u00edstola aos Colossenses, cap\u00edtulo 1, verso 17, que em Cristo tudo subsiste. Eu acho que isso pode referir-se \u00e0 ess\u00eancia da vida. Os modernos estudos f\u00edsico-qu\u00edmicos deram-nos consider\u00e1vel conhecimento das for\u00e7as de atra\u00e7\u00e3o existentes entre as mol\u00e9culas, e dos la\u00e7os que mant\u00eam unidas as mol\u00e9culas. Agrade\u00e7o a Deus por esse conhecimento, porque com ele podemos compreender melhor a Sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Olhando aos \u201cdiamantes\u201d estrelados reluzindo \u00e0 noite no c\u00e9u, h\u00e1 algo que nos for\u00e7a a meditar na grandeza do Deus que os criou; entretanto, h\u00e1 algo no DNA e em sua opera\u00e7\u00e3o que igualmente me impressiona. H\u00e1 aqui evid\u00eancia do trabalho das m\u00e3os de um Deus familiarizado com a complexidade.<\/p>\n<p>A maior complexidade de que temos conhecimento atualmente existe no \u201cprotoplasma\u201d vivo. Parece-me, a mim, que o c\u00e9rebro humano (provavelmente o \u00f3rg\u00e3o mais complexo existente), levar-nos-ia pelo menos a suspeitar da exist\u00eancia de um Poder Superior.<\/p>\n<p>Aqueles de n\u00f3s que j\u00e1 experimentaram em suas vidas esse Poder Superior, na pessoa de Jesus Cristo, t\u00eam pelo que ser agradecidos. Temos participado em v\u00e1rias fases de pesquisas cient\u00edficas e agradecemos a Deus por todo o novo conhecimento que Ele nos permite obter. Ao analisar os componentes dos seres vivos, e ao sintetizar alguns deles, estamos aprendendo mais da Sua atividade criadora.<\/p>\n<p>Jamais ser\u00e1 poss\u00edvel &#8211; partindo de simples subst\u00e2ncias qu\u00edmicas &#8211; compor algo vivo, faz\u00ea-lo manter-se a si mesmo, e reproduzir-se, em um tubo de ensaio (ou fora de um tubo de ensaio)? Esta pergunta permanece sem resposta. De qualquer maneira, tanto quanto Deus permita, continuaremos pesquisando e aprendendo mais acerca do DNA e outros aspectos da Sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p class=\"textoCinza\">(1) Goulian, M., and A. Kornberg. 1967. Enzymatic synthesis of DNA, XXII. Synthesis of circular replicative form of phage \u00d8X174 DNA, Proceedings National Academy of Sciences of USA 58:1723-1730.<br \/>\n(2) Goulian, M., A. Kornberg, and R. L. Sinsheimer. 1967. Enzymatic synthesis of infectous phage \u00d8X174 DNA, Proceedings National Academy of USA 58: 2321-2328.<br \/>\n(3) Greenberg, D. S. 1967. The synthesis of DNA: how they spread the good news, Science, 158:1548-1550.<br \/>\n(4) Singer, M. F. 1967. In vitro synthesis of DNA: a perspective on research, Science, 158:1550-1551.<br \/>\n(5) Watson, J. D. 1965. Molecular biology of the gene. W. A. Benjamin, New York. 494 p.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PROBABILIDADE E EVOLU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>(Esta Nota foi acrescentada \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o deste n\u00famero da Folha Criacionista)<\/p>\n<p>Nesta reedi\u00e7\u00e3o do n\u00famero 4 da Folha Criacionista desejamos divulgar aqui a lista dos artigos que foram publicados at\u00e9 o nosso n\u00famero 59 versando sobre a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria das Probabilidades \u00e0 an\u00e1lise de v\u00e1rios aspectos envolvidos em uma evolu\u00e7\u00e3o ao acaso. Os n\u00fameros das Folhas Criacionistas em que foram publicados os artigos s\u00e3o indicados em negrito, bem como o seu n\u00famero de p\u00e1ginas, entre par\u00eanteses.<\/p>\n<p>4(21-30) &#8211; Uniformismo, Probabilidade e Evolu\u00e7\u00e3o \u2013 A. J. (Mounty) White<br \/>\n11(43-55) &#8211; Argumentos contra a origem aleat\u00f3ria da simetria e do planejamento ou projeto &#8211; Howard Byington Hobroyd<br \/>\n12(5-20) &#8211; Termodin\u00e2mica: Uma ferramenta para os criacionistas &#8211; Emmett L. Williams<br \/>\n12(21-24) &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a evolu\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas &#8211; M. Trop e A. Shaki<br \/>\n13(5-7) &#8211; Os macacos datil\u00f3grafos &#8211; A. J. (Mounty) White<br \/>\n14(31-47) &#8211; O Darwinismo \u00e9 descabido f\u00edsica e matematicamente &#8211; Howard Byington Hobroyd<br \/>\n16(13-35) &#8211; A macroevolu\u00e7\u00e3o questionada &#8211; Roger W. Haines Jr.<br \/>\n19(47-62) &#8211; Interdepend\u00eancia na s\u00edntese das macromol\u00e9culas &#8211; evid\u00eancia de planejamento &#8211; Douglas B. Sharp<br \/>\n20(41-55) &#8211; Restri\u00e7\u00f5es \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es inerentes aos seres vivos &#8211; D. R. Boylan<br \/>\n21(25-50) &#8211; Dezessete problemas para os evolucionistas &#8211; Art F. Poettcker<br \/>\n21(51-56) &#8211; A Miss\u00e3o Apolo-16 e a evolu\u00e7\u00e3o bioqu\u00edmica &#8211; G. T. Javor e G. E. Snow<br \/>\n25(5-56) &#8211; Um ponto de vista consistente crist\u00e3o e cient\u00edfico a respeito da origem da vida &#8211; Duane T. Gish<br \/>\n38(50-55) -Considera\u00e7\u00f5es de Fred Hoyle sobre as teorias da origem do Universo &#8211; Not\u00edcia<br \/>\n38(55-56) &#8211; Hoyle e a evolu\u00e7\u00e3o &#8211; Not\u00edcia<br \/>\n39(26-37) &#8211; O princ\u00edpio e o planejamento do Universo &#8211; Russel T. Arndt<br \/>\n50(17-27) &#8211; Dos \u00e1tomos ao primeiro ser vivo &#8211; Domenico Ravalico<br \/>\n58(8) &#8211; O Relojoeiro Cego &#8211; Not\u00edcia<br \/>\n59(4\u00aa capa) &#8211; Mol\u00e9culas enantiomorfas &#8211; Not\u00edcia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kornberg e Goulian tiveram \u00eaxito em transferir da c\u00e9lula viva para o \u201ctubo de ensaio\u201d as subst\u00e2ncias necess\u00e1rias para a reprodu\u00e7\u00e3o de DNA de v\u00edrus. 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