{"id":1373,"date":"1976-12-25T15:57:37","date_gmt":"1976-12-25T18:57:37","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=1373"},"modified":"2022-10-27T00:23:55","modified_gmt":"2022-10-27T03:23:55","slug":"a-macroevolucao-questionada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/revistas-conteudo\/folha-16\/a-macroevolucao-questionada\/","title":{"rendered":"A MACROEVOLU\u00c7\u00c3O QUESTIONADA"},"content":{"rendered":"<table class=\"textopreto\" border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto\"><em>Este artigo tem como objetivo a cr\u00edtica da doutrina da macroevolu\u00e7\u00e3o, particularmente sob a forma em que \u00e9 ela apresentada nos col\u00e9gios e faculdades. \u00c9 citado o conhecido livro de Lasker &#8220;Antropologia F\u00edsica&#8221; (1), para mostrar como a doutrina \u00e9 apresentada de fato. Cita\u00e7\u00f5es de numerosos autores indicam que praticamente todas as hip\u00f3teses da doutrina da macroevolu\u00e7\u00e3o s\u00e3o, no m\u00ednimo, question\u00e1veis.<\/em><\/p>\n<p>Deve ser entendido que este artigo n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de atacar Lasker nem seu livro. Pelo contr\u00e1rio, constitui uma cr\u00edtica da doutrina que o autor esposa em seu livro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"top\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/evolution.jpg\" width=\"400\" height=\"279\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"10\" \/>A tese que se defende neste artigo \u00e9 que a doutrina da evolu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel &#8220;macro&#8221; n\u00e3o tem apoio cient\u00edfico real. N\u00e3o se questiona a &#8220;microevolu\u00e7\u00e3o\u201d (exceto, possivelmente, quanto \u00e0 impropriedade de sua designa\u00e7\u00e3o), isto \u00e9, o tipo de altera\u00e7\u00e3o pela qual por exemplo os geneticistas desenvolvem cachorrinhos do tamanho da palma da m\u00e3o, ou laranjas com maior quantidade de suco. Faz-se obje\u00e7\u00e3o \u00e0 tentativa de\u00a0<span class=\"destaqueSerif\">extrapolar<\/span>\u00a0essas pequenas altera\u00e7\u00f5es para supostas altera\u00e7\u00f5es\u00a0<span class=\"destaqueSerif\">macroevolutivas<\/span>, pelas quais hipoteticamente os peixes se transformaram em gente, ou part\u00edculas irracionais aleat\u00f3rias se transformaram em organismos progressivamente mais complexos.O livro do Professor Lasker &#8220;Antropologia Fisica&#8221; (1) \u00e9 um texto popular e largamente adotado. Ele apresenta a doutrina evolucionista atual de maneira bastante precisa. Por essas raz\u00f5es, foi ele escolhido como o meio pelo qual o autor deste artigo apresenta seus pr\u00f3prios pontos de vista contr\u00e1rios.As cr\u00edticas que seguem, portanto, s\u00e3o dirigidas n\u00e3o ao Professor Lasker, mas \u00e0 doutrina sobre a qual se baseia o seu livro. Como ficar\u00e1 claro, tais criticas tornam-se poss\u00edveis em grande parte devido \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos pensadores evolucionistas em admitir francamente a exist\u00eancia de \u00e1reas problem\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Obviamente, todos os evolucionistas citados neste artigo permanecem evolucionistas, mesmo admitindo a exist\u00eancia de problemas em seus pr\u00f3prios campos. \u00c0s vezes sup\u00f5em eles que as evid\u00eancias de outros campos, apesar de tudo, continuam a apoiar a evolu\u00e7\u00e3o, ou que futuras descobertas de algum modo defender\u00e3o a doutrina, apesar dos fatos contr\u00e1rios que hoje se conhecem.<\/p>\n<p>Ao se considerar a extens\u00e3o e a profundidade dos problemas, conclui-se que toda a doutrina \u00e9 questionada. \u00c0 medida em que os problemas sejam levantados neste artigo, e essa \u00e9 a sua principal finalidade, o leitor cuidadoso poder\u00e1 referir-se \u00e0s fontes originais para julgar por si mesmo se a doutrina da macroevolu\u00e7\u00e3o \u00e9 adequada, ou sequer razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pode-se iniciar, como o Professor Lasker, com a origem da vida.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"top\"><strong>A Origem da Vida<\/strong>Na \u00faltima metade do s\u00e9culo XVII, Francesco Redi demonstrou que, contrariamente ao que muitos acreditavam, as moscas n\u00e3o se geravam espontaneamente na carne em putrefa\u00e7\u00e3o. Louis Pasteur demonstrou em 1861 que tamb\u00e9m as bact\u00e9rias n\u00e3o se geravam espontaneamente no leite. N\u00e3o obstante, a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea continua sendo um ingrediente essencial na doutrina evolucionista.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as evid\u00eancias? O Professor Lasker declara:\u00a0&#8220;Tanto quanto saibamos, os compostos org\u00e2nicos que ocorrem naturalmente hoje s\u00e3o resultantes de processos vitais; a vida parece sempre depender de vida previamente existente&#8221; (p\u00e1gina 26).\u00a0Ressalte-se que, neste contexto, &#8220;org\u00e2nico&#8221; n\u00e3o significa &#8220;com vida&#8221;, mas simplesmente qualquer composto contendo Carbono.<\/p>\n<p>Tendo assim exposto os fatos, Lasker continua a especular nas p\u00e1ginas 26 a 28: &#8220;Imagine-se, ent\u00e3o, uma \u00e9poca anterior \u00e0 exist\u00eancia da vida. Mesmo que os compostos org\u00e2nicos n\u00e3o estivessem sendo sintetizados nas c\u00e9lulas, pelo menos n\u00e3o haveria microorganismos que os degradassem, a partir do estado em que existissem. N\u00e3o havendo nada que obrigasse os compostos a se dissociar, a evolu\u00e7\u00e3o teria ocasionado compostos cada vez mais complexos, e n\u00e3o mais simples&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns par\u00e1grafos adiante, acrescenta ele:\u00a0&#8220;De qualquer maneira, os constituintes das prote\u00ednas e dos \u00e1cidos nucl\u00eaicos das c\u00e9lulas vivas foram sintetizados em laborat\u00f3rio, sob as condi\u00e7\u00f5es existentes na Terra primitiva. Embora ningu\u00e9m tenha ainda chegado perto da cria\u00e7\u00e3o de uma c\u00e9lula viva a partir do ar primitivo, n\u00e3o obstante t\u00eam-se mostrado plaus\u00edveis os passos qu\u00edmicos necess\u00e1rios&#8221; (p\u00e1gina 32).<\/p>\n<p>A &#8220;plausibilidade&#8221; desses passos deveria ser considerada mais detalhadamente. Primeiramente, n\u00e3o \u00e9 correto dizer que, na aus\u00eancia de microorganismos, &#8220;nada houvesse que obrigasse os compostos a se dissociar&#8221;. Nas experi\u00eancias citadas por Lasker (realizadas por Miller, Sagan e Khare, Wollin e Ericson, Stephen Sherwood e Oparin) os amino\u00e1cidos e outros compostos simples tiveram de ser removidos rapidamente da presen\u00e7a da fonte de energia que os produzia (centelhas el\u00e9tricas ou luz ultravioleta) porque a taxa de sua destrui\u00e7\u00e3o sob a sua a\u00e7\u00e3o, ou sob a a\u00e7\u00e3o de quaisquer outras fontes de energia propostas, excedia de muito a taxa de sua produ\u00e7\u00e3o (2).<\/p>\n<p>Mesmo que se supusesse que esses compostos pudessem ter-se formado, e permanecido na atmosfera durante tempo suficiente para chegar at\u00e9 o oceano, a maioria deles teria sido destru\u00edda pela \u00e1gua nas temperaturas comuns. Por exemplo, Miller e Orgel declararam que &#8220;as taxas de depurina\u00e7\u00e3o do DNA, da hidr\u00f3lise dos pol\u00edmeros pept\u00eddicos e polinucleot\u00eddicos, e da decomposi\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares, s\u00e3o t\u00e3o grandes, que parece imposs\u00edvel que tais compostos pudessem ter-se acumulado em solu\u00e7\u00e3o aquosa e pudessem ter sido usados nos primeiros organismos, a menos que a temperatura fosse baixa&#8221; (3).<\/p>\n<p>Tais temperaturas baixas, entretanto (Miller e Orgel preferem 0 \u00b0C ou menos), parecem incompat\u00edveis com a hip\u00f3tese evolucionista de que a vida se tenha formado logo ap\u00f3s a Terra ter-se resfriado, a partir de uma massa fundida, enquanto os oceanos ainda estavam muito quentes.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/molecular-explosion-small.jpg\" width=\"340\" height=\"289\" align=\"left\" border=\"1\" hspace=\"10\" \/><\/strong>Al\u00e9m do mais, esses compostos s\u00e3o destru\u00eddos tamb\u00e9m pelo Oxig\u00eanio. Assim, os defensores da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da vida s\u00e3o levados a admitir que a atmosfera primitiva n\u00e3o continha Oxig\u00eanio (Ver a figura III.3, p\u00e1gina 26, do livro de Lasker). Atualmente, a atmosfera cont\u00e9m cerca de 21% de Oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Parece, entretanto, que mesmo que originalmente n\u00e3o houvesse Oxig\u00eanio, a fot\u00f3lise do vapor d\u2019\u00e1gua atmosf\u00e9rico, sob a a\u00e7\u00e3o da luz ultravioleta, teria produzido uma quantidade significativa de Oxig\u00eanio bem cedo na hist\u00f3ria da Terra (4).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a atmosfera jamais tenha contido metana (5), que \u00e9 o g\u00e1s mais comumente utilizado nas experi\u00eancias que supostamente t\u00eam a ver com a origem da vida. A am\u00f4nia, que, juntamente com a metana, \u00e9 necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o dos compostos, tamb\u00e9m \u00e9 sujeita a fot\u00f3lise r\u00e1pida, sob a a\u00e7\u00e3o da luz ultravioleta, pelo que ter-se-ia reduzido a concentra\u00e7\u00f5es muito mais baixas do que as usadas nas experi\u00eancias (6).<\/p>\n<p>Suponha-se, entretanto, a t\u00edtulo de argumenta\u00e7\u00e3o, que os amino\u00e1cidos pudessem ter-se formado. Poderiam eles ter-se arranjado por si mesmos em forma de &#8220;cadeias&#8221; para formarem prote\u00ednas? Lasker afirma:<\/p>\n<p>\u201cAo tentar a s\u00edntese abiog\u00eanica de prote\u00ednas, S. W. Fox (1960) conseguiu produzir, a partir de amino\u00e1cidos, subst\u00e2ncias que, sob alguns aspectos, assemelham-se a prote\u00ednas. Elas s\u00e3o capazes de assumir a forma de pequenas esferas uniformes que podem ser vistas ao microsc\u00f3pio. Em alguns casos o microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico revela diferencia\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s de c\u00e9lulas, como por exemplo membranas de parede dupla nas got\u00edculas\u201d (p\u00e1gina 33).<\/p>\n<p>Sidney Fox produziu essas cadeias de amino\u00e1cidos pelo aquecimento de uma mistura pura e seca de certos amino\u00e1cidos, usualmente durante 6 a 10 horas, a 170-200 \u00b0C, ou por uma semana a 120 \u00b0C. Em seguida, agitou-a em \u00e1gua quente, removendo o material insol\u00favel por filtragem. Resfriando a solu\u00e7\u00e3o, precipitaram-se gl\u00f3bulos microsc\u00f3picos, ou &#8220;microesferas&#8221;, contendo as cadeias de amino\u00e1cidos. Fox alega que essas &#8220;microesferas protein\u00f3ides&#8221; s\u00e3o est\u00e1veis e exibem uma esp\u00e9cie de evolu\u00e7\u00e3o pr\u00e9-biol\u00f3gica. Entretanto, Oparin afirma:<\/p>\n<p class=\"destaqueSerif\">\u201cAs microesferas de Fox, sendo obtidas termicamente, n\u00e3o apresentam resultados muito promissores, deste ponto de vista (isto \u00e9, da evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 incluir processos metab\u00f3licos).\u00a0<strong>Sua estrutura \u00e9 est\u00e1tica<\/strong>. Isso &#8230; cria muitas dificuldades quando se tem de convert\u00ea-las em sistemas din\u00e2micos que possam ser utilizados como modelos da evolu\u00e7\u00e3o do metabolismo\u201d (7). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>De fato, as experi\u00eancias de Fox dependem de um suprimento de amino\u00e1cidos puros e secos, necessidade esta que parece ser imposs\u00edvel satisfazer, como foi observado.<\/p>\n<p>Se tal suprimento, entretanto, fosse dispon\u00edvel, Fox mostrou que, sob certas condi\u00e7\u00f5es, seria poss\u00edvel ligar entre si os amino\u00e1cidos. Ele sugere, ent\u00e3o, que tais condi\u00e7\u00f5es deveriam ter existido na Terra primitiva, nas bordas dos vulc\u00f5es. Entretanto, Miller e Orgel criticam essa sugest\u00e3o, ressaltando que, ao se solidificar, a lava \u00e9 muito mais quente do que o ar, e acrescentam:<\/p>\n<p>\u201cOutra maneira de examinar este problema \u00e9 perguntar se existem locais na Terra, hoje, com temperaturas adequadas, em que pud\u00e9ssemos por exemplo semear 10 gramas de uma mistura de amino\u00e1cidos, e obter uma colheita significativa de polipept\u00eddeos &#8230; N\u00e3o podemos sequer imaginar um local semelhante\u201d (8).<\/p>\n<p>De maior significado \u00e9 ainda a declara\u00e7\u00e3o de Fox de que seus polipept\u00eddeos (cadeias de amino\u00e1cidos, mais curtas do que as prote\u00ednas) s\u00e3o semelhantes \u00e0s prote\u00ednas na\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">ordem<\/span><\/strong>\u00a0em que as liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o formadas. O fato de que mesmo as mais simples prote\u00ednas exigem uma ordem definida na liga\u00e7\u00e3o de seus amino\u00e1cidos, e de que \u00e9 virtualmente nula a probabilidade de que tal ordem ocorra espontaneamente, tem sido fonte de consider\u00e1veis desapontamentos aos defensores da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.<\/p>\n<p>Tanto quanto se saiba, nada h\u00e1, no que se refere \u00e0s propriedades fisicas e qu\u00edmicas dos amino\u00e1cidos, nucleot\u00eddeos (os blocos construtores do DNA), e a\u00e7\u00facares, que indique que as polimeriza\u00e7\u00f5es envolvendo misturas de quaisquer dessas subst\u00e2ncias, produzam algo al\u00e9m de seq\u00fc\u00eancias ou estruturas\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">aleat\u00f3rias<\/span><\/strong>. Essa aleatoriedade foi demonstrada experimentalmente por dois companheiros de Fox, Peter Mora e Gerhard Schramm, na polimeriza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares (9), e de nucleot\u00eddeos (10).<\/p>\n<p>As evid\u00eancias contr\u00e1rias relativamente \u00e0s cadeias de amino\u00e1cidos de Fox foram comentadas por Miller e Orgel, que chegaram a acus\u00e1-lo de fraude:\u00a0&#8220;O grau de n\u00e3o-aleatoriedade dos polipept\u00eddeos t\u00e9rmicos assim demonstrado \u00e9 m\u00ednimo em compara\u00e7\u00e3o com a n\u00e3o-aleatoriedade das prote\u00ednas. \u00c9 um erro, portanto, sugerir que os polipept\u00eddeos t\u00e9rmicos sejam semelhantes \u00e0s prote\u00ednas em sua n\u00e3o-aleatoriedade&#8221; (11).<\/p>\n<p>Um dos fatos mais misteriosos da Biologia relaciona-se com esse problema de ordem em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 aleatoriedade. Todos os amino\u00e1cidos encontrados nas prote\u00ednas, com uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, a glicina, podem existir em duas formas designadas por D e L (dextr\u00f3gira e lev\u00f3gira). Qu\u00edmica e fisicamente elas exibem propriedades id\u00eanticas, com exce\u00e7\u00e3o de certas propriedades \u00f3ticas que n\u00e3o pareceriam ter nada a ver com a sua utiliza\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Biologicamente, por\u00e9m, a diferen\u00e7a \u00e9 enorme, pois todas as prote\u00ednas produzidas nas c\u00e9lulas vivas cont\u00eam exclusivamente a forma L, ou seja a lev\u00f3gira. Todas as prote\u00ednas produzidas artificialmente cont\u00eam, entretanto, misturas aleat\u00f3rias das formas D e L. A substitui\u00e7\u00e3o de um simples amino\u00e1cido em uma prote\u00edna, por outro com a forma D, destr\u00f3i completamente toda a sua atividade biol\u00f3gica (12). Levando-se isso tudo em conta, a alega\u00e7\u00e3o de Fox quanto \u00e0 n\u00e3o-aleatoriedade, parece realmente question\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c0 vista dos problemas trazidos \u00e1 luz pelas experi\u00eancias mencionadas, a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea parece cada vez menos plaus\u00edvel. Considerem-se as cifras seguintes, apresentadas por Gerhard Schramm, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 probabilidade de forma\u00e7\u00e3o ao acaso de uma das mais simples formas de vida (alguns chegam mesmo a questionar se ela devesse sequer ser chamada de forma de vida), o v\u00edrus do mosaico do fumo:<\/p>\n<p>\u201cO \u00e1cido ribonucl\u00eaico (RNA) do v\u00edrus do mosaico do fumo cont\u00e9m 6000 nucleot\u00eddeos. A probabilidade de que essa mol\u00e9cula especial resulte da combina\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria de quatro nucleot\u00eddeos \u00e9 (1\/4)<sup>6000<\/sup>\u00a0= 10\u00a0<sup>\u20132000<\/sup>. Considerando que todo o universo cont\u00e9m o n\u00famero estimado de 10<sup>80<\/sup>\u00a0pr\u00f3tons, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel obter-se esse \u00e1cido ribonucl\u00eaico no per\u00edodo de 10<sup>9<\/sup>\u00a0anos, a idade estimada da Terra, mesmo que toda a Terra consistisse de uma mistura de nucleot\u00eddeos em rea\u00e7\u00e3o\u201d (13) .<\/p>\n<p>Schramm e outros defensores da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea tentam libertar-se desse dilema mediante alguma esp\u00e9cie de &#8220;sele\u00e7\u00e3o natural&#8221; para as mol\u00e9culas pr\u00e9-biol\u00f3gicas. Entretanto, como essas mol\u00e9culas n\u00e3o s\u00e3o auto-replicativas, isso constitui uma contradi\u00e7\u00e3o (14).<\/p>\n<p>Peter Mora \u00e9 mais objetivo. Comentando a respeito da pr\u00e1tica usual dos evolucionistas de &#8220;apelar para o infinito&#8221;, afirma ele:<\/p>\n<p>\u201cCreio que desenvolvemos essa pr\u00e1tica para evitar enfrentar a conclus\u00e3o de que a probabilidade de um estado auto-replicativo \u00e9 zero. &#8230; Ao se ter de invocar, para prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos, o conceito de tempo e mat\u00e9ria infinitos, o conceito de probabilidade \u00e9 anulado. Mediante tal l\u00f3gica pode-se provar qualquer coisa, como por exemplo, que qualquer coisa se auto-reproduza, exatamente e imensuravelmente, independentemente de sua complexidade\u201d (15).<\/p>\n<p>Mora sugere, com propriedade, que\u00a0&#8220;a ilus\u00e3o de que o problema possa ser explicado com o conhecimento existente&#8221; constitui uma &#8220;atitude mental perigosa&#8221;, e que dever\u00edamos &#8220;mesmo ousar perguntar se n\u00e3o h\u00e1 nos seres vivos algo especial que n\u00e3o pode ser tratado pela F\u00edsica, tal qual a conhecemos, mas que deva ainda ser submetido a comprova\u00e7\u00e3o ou refuta\u00e7\u00e3o&#8221; (16).<\/p>\n<p><strong>Muta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo que o problema da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea pudesse ser superado, como uma esp\u00e9cie de organismo se transformaria em outra, diferente, mais complexa? O Professor Lasker admite que\u00a0&#8220;A\u00a0<span class=\"destaqueSerif\">\u00fanica<\/span>\u00a0maneira pela qual surgem possibilidades totalmente novas \u00e9 pela mudan\u00e7a do pr\u00f3prio material gen\u00e9tico&#8221;, isto \u00e9, por\u00a0<span class=\"destaqueSerif\">muta\u00e7\u00f5es<\/span>\u00a0(p\u00e1gina 87).\u00a0\u00c9 surpreendente, portanto, v\u00ea-lo admitir na senten\u00e7a seguinte que\u00a0&#8220;tem sido discutido que as muta\u00e7\u00f5es poderiam pouco ter a ver com a evolu\u00e7\u00e3o, porque\u00a0<span class=\"destaqueSerif\">as que realmente t\u00eam sido observadas no laborat\u00f3rio, ou no homem, s\u00e3o quase sempre prejudiciais<\/span>\u00a0(ou quando muito, neutras)&#8221; (p\u00e1gina 87). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/mutacao.jpg\" width=\"300\" height=\"283\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/>As muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para a evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o obstante os fatos observados novamente pare\u00e7am contradizer a doutrina. Lasker livra-se do problema afirmando que\u00a0&#8220;ningu\u00e9m alegaria que a muta\u00e7\u00e3o sozinha produz evolu\u00e7\u00e3o. De fato, ela produziria a evolu\u00e7\u00e3o na presen\u00e7a de outros fatores, como por exemplo a sele\u00e7\u00e3o natural &#8230;&#8221; (p\u00e1gina 87).\u00a0Considerem-se, por\u00e9m, os seguintes c\u00e1lculos feitos por Sir Julian Huxley com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 suposta evolu\u00e7\u00e3o do cavalo (e ent\u00e3o multiplique-se o resultado pelo n\u00famero dos supostos passos evolutivos entre a ameba e o homem):<\/p>\n<p>\u201cA propor\u00e7\u00e3o de uma muta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel em mil n\u00e3o parece elevada, por\u00e9m \u00e9 provavelmente generosa. &#8230; E o total de um milh\u00e3o de etapas mutacionais parece bastante, por\u00e9m provavelmente constitui uma subestimativa. &#8230; Suponhamos, entretanto, que esses n\u00fameros sejam estimativas razo\u00e1veis. Dentro dessa propor\u00e7\u00e3o, mas sem sele\u00e7\u00e3o alguma, certamente ter\u00edamos de cruzar um milh\u00e3o de linhagens para obter\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">uma<\/span><\/strong>\u00a0contendo duas muta\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, e assim por diante, at\u00e9 mil elevado \u00e0 milion\u00e9sima pot\u00eancia para obter uma linhagem contendo um milh\u00e3o. Na realidade isso poderia ainda n\u00e3o acontecer, por\u00e9m esta \u00e9 uma maneira \u00fatil de visualizar as fant\u00e1sticas probabilidades contr\u00e1rias \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de numerosas muta\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis em uma linhagem, somente devido ao puro acaso. Ao se escrever o n\u00famero mil elevado \u00e0 milion\u00e9sima pot\u00eancia tem-se o algarismo 1 seguido de tr\u00eas milh\u00f5es de zeros, o que exigiria tr\u00eas grandes volumes de 500 p\u00e1ginas cada, somente para imprim\u00ed-los! &#8230; Ningu\u00e9m apostaria em um acontecimento t\u00e3o improv\u00e1vel. N\u00e3o obstante, isso aconteceu! Aconteceu gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o natural e \u00e0s propriedades da subst\u00e2ncia viva que tornam inevit\u00e1vel a sele\u00e7\u00e3o natural!\u201d (17)<\/p>\n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o Natural<\/strong><\/p>\n<p>Logicamente, ent\u00e3o, o pr\u00f3ximo t\u00f3pico \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o natural. Pode ela realmente converter a impossibilidade de Huxley (e tamb\u00e9m de Schramm) em algo inevit\u00e1vel?<\/p>\n<p>Como Lasker afirma \u00e0 p\u00e1gina 19, antes da \u00e9poca de Darwin foi reconhecida como fato uma esp\u00e9cie contr\u00e1ria de sele\u00e7\u00e3o \u2013 a sele\u00e7\u00e3o normalizadora. &#8220;Esse processo, ora denominado de sele\u00e7\u00e3o normalizadora, de fato retarda e estabiliza a evolu\u00e7\u00e3o pela elimina\u00e7\u00e3o da descend\u00eancia que difere grandemente de seus ancestrais&#8221;. Entretanto, continua ele a dizer:<\/p>\n<p>\u201cFoi o reconhecimento da evolu\u00e7\u00e3o progressiva, contudo, e sua firme fundamenta\u00e7\u00e3o nos numerosos fatos estabelecidos por Darwin e seus seguidores, que deu origem a uma revolu\u00e7\u00e3o no pensamento biol\u00f3gico. A evolu\u00e7\u00e3o progressiva \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o da descend\u00eancia alterada que seja mais bem adaptada que seus ancestrais\u201d (p\u00e1gina 20).<\/p>\n<p>Curiosamente, a despeito desses &#8220;numerosos fatos estabelecidos por Darwin e seus seguidores&#8221;, encontramos George Gaylord Simpson, talvez o mais influente paleontologista evolucionista, admitindo a respeito da sele\u00e7\u00e3o natural, em um de seus livros, que\u00a0&#8220;pode ser objetado que a teoria \u00e9 bastante fr\u00e1gil, e tem condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o somente de especula\u00e7\u00e3o\u201d (18).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/girafa.jpg\" width=\"267\" height=\"400\" align=\"left\" hspace=\"5\" \/>Antes que eu seja acusado de citar Simpson fora do contexto, apresso-me a aduzir que o problema de Simpson n\u00e3o \u00e9 a comprova\u00e7\u00e3o de que a sele\u00e7\u00e3o ocorra, por\u00e9m a demonstra\u00e7\u00e3o de que ela tenha qualquer efeito na evolu\u00e7\u00e3o. O Professor Lasker apresenta o exemplo favorito dos evolucionistas: a mariposa\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">Biston betularia<\/span><\/strong>\u00a0(p\u00e1gina 94). Entretanto, como afirma L. Harrison Matthews, membro da Royal Society, na introdu\u00e7\u00e3o de uma edi\u00e7\u00e3o recente de &#8220;A Origem das Esp\u00e9cies&#8221; de Darwin:<\/p>\n<p>\u201cAs experi\u00eancias (com a mariposa) ilustram muito bem a sele\u00e7\u00e3o natural em a\u00e7\u00e3o ou a sobreviv\u00eancia do mais apto, por\u00e9m n\u00e3o mostram a evolu\u00e7\u00e3o em andamento, pois embora possam as popula\u00e7\u00f5es alterar seu conte\u00fado de formas claras, escuras ou intermedi\u00e1rias, todas as mariposas permanecem, do princ\u00edpio ao fim, as mesmas\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Biston betularia<\/strong><\/span>\u201d (19).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as mariposas nem mesmo demonstram a sele\u00e7\u00e3o natural, que n\u00e3o mais \u00e9 definida em termos de\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>sobreviv\u00eancia<\/strong><\/span>, mas sim como\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">reprodu\u00e7\u00e3o diferencial\u00a0<\/span><\/strong>(Gloss\u00e1rio, p\u00e1gina 382). \u00c9 duvidosa a evid\u00eancia quanto a ter havido realmente um aumento na propor\u00e7\u00e3o de mariposas escuras que foram reproduzidas. Paul Ehrlich e Richard Holm relatam que em algumas experi\u00eancias n\u00e3o foi encontrada a defici\u00eancia esperada de indiv\u00edduos claros. Em outra experi\u00eancia, os resultados foram inconsistentes \u2013 enquanto os descendentes de alguns acasalamentos apresentaram uma propor\u00e7\u00e3o significativamente alta de mariposas escuras, os descendentes de outros n\u00e3o apresentaram (20).<\/p>\n<p>Ainda mais, em um recente artigo publicado no Scientific American, o autor observa que\u00a0&#8220;as mariposas escuras continuam sendo comuns em \u00e1reas onde teoricamente os p\u00e1ssaros as teriam exterminado. Algum fator pode estar contrabalan\u00e7ando a desvantagem das mariposas escuras, talvez atuando durante os est\u00e1gios de larva ou pupa, que constituem a maior parte da vida das mariposas. Complexidades desse tipo est\u00e3o ainda para ser investigadas\u201d (21).\u00a0Parece, portanto, que, excluindo a extin\u00e7\u00e3o total de toda a esp\u00e9cie, as mariposas\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Biston betularia<\/strong><\/span>\u00a0permanecer\u00e3o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>polim\u00f3rficas<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como Lasker ressalta na p\u00e1gina 103, a exist\u00eancia de muitos polimorfismos \u00e9 dif\u00edcil de entender em termos de sele\u00e7\u00e3o natural. De fato, alguns cientistas, incluindo King e Jukes (1969), citados por Lasker, usam os polimorfismos e outras evid\u00eancias para argumentar que a evolu\u00e7\u00e3o deve ocorrer mediante varia\u00e7\u00f5es &#8220;neutras&#8221;, que n\u00e3o s\u00e3o vantajosas nem desvantajosas, e portanto &#8220;invis\u00edveis&#8221; \u00e0 sele\u00e7\u00e3o natural. Lasker afirma brandamente:\u00a0&#8220;isto est\u00e1 em desacordo com a teoria da sele\u00e7\u00e3o natural&#8221; (p\u00e1gina 103).<\/p>\n<p>Stephen Jay Gould, de Harvard, resumindo esses pontos de vista, \u00e9 mais categ\u00f3rico:\u00a0&#8220;Todavia, algo ainda mais fundamental est\u00e1 amea\u00e7ando o pr\u00f3prio Darwinismo\u201d (22).\u00a0Parece que as evid\u00eancias no caso das mariposas apoiam este \u00faltimo ponto de vista, tanto quanto o de que a sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Darwin estava bem familiarizado com as altera\u00e7\u00f5es nas plantas e animais dom\u00e9sticos, resultantes de cruzamentos artificiais, e considerou que fosse exeq\u00fc\u00edvel a extrapola\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cEmbora lento o processo de sele\u00e7\u00e3o, se tanto pode o d\u00e9bil homem fazer com seu poder de sele\u00e7\u00e3o artificial, n\u00e3o posso vislumbrar limite algum \u00e0 intensidade de altera\u00e7\u00e3o, \u00e0 beleza e \u00e0 complexidade infinita de coadapta\u00e7\u00f5es entre todos os seres org\u00e2nicos, uns com os outros, e com as suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de vida, que podem ser efetuadas no longo decurso do tempo, pelo poder de sele\u00e7\u00e3o da natureza\u201d (23).<\/p>\n<p>Contudo, mais de cem anos ap\u00f3s Darwin, todas as evid\u00eancias\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">experimentais<\/span><\/strong>\u00a0indicam que a\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>varia\u00e7\u00e3o confina-se dentro de limites.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por exemplo, as experi\u00eancias t\u00e3o divulgadas relativas \u00e0s moscas das frutas, com muta\u00e7\u00f5es induzidas artificialmente, e sele\u00e7\u00e3o\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">artificial<\/span><\/strong>, resultaram em consider\u00e1vel variabilidade. Por\u00e9m tentativas de levar essas varia\u00e7\u00f5es al\u00e9m de certos limites resultaram em esterilidade em massa, e em morte. Tentativas de manter as varia\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximo de seus limites levaram \u00e0 revers\u00e3o \u00e0 norma. Ernst Mayr, eminente evolucionista de Harvard, encara esses resultados como inteiramente normais.<\/p>\n<p>\u201cObviamente qualquer melhoramento dr\u00e1stico obtido pela sele\u00e7\u00e3o deve comprometer seriamente o estoque de variabilidade gen\u00e9tica. &#8230; A resposta mais freq\u00fcente da sele\u00e7\u00e3o unidirecional \u00e9 uma diminui\u00e7\u00e3o na aptid\u00e3o geral. Isso afeta virtualmente todas as experi\u00eancias de cruzamento\u201d (24).<\/p>\n<p>Mayr continua a acreditar que grandes altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis, por\u00e9m n\u00e3o cita nenhum caso observado, e concorda que\u00a0&#8220;muito disso obviamente \u00e9 especulativo\u201d (25).<\/p>\n<p>N\u00e3o somente h\u00e1 uma desconcertante escassez de evid\u00eancias. Parece tamb\u00e9m que os evolucionistas n\u00e3o t\u00eam sido capazes de surgir com uma defini\u00e7\u00e3o exeq\u00fc\u00edvel de sele\u00e7\u00e3o natural. &#8220;Natural&#8221; significa &#8220;n\u00e3o artificial&#8221;, o que at\u00e9 a\u00ed est\u00e1 claro. &#8220;Sele\u00e7\u00e3o&#8221;, de acordo com Lasker, significa &#8220;que existem variantes biol\u00f3gicas favor\u00e1veis em termos das circunst\u00e2ncias sob as quais sua sele\u00e7\u00e3o ocorre&#8221; (p\u00e1gina 92). \u00c0 parte o fato de que essa defini\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e sua pr\u00f3pria conclus\u00e3o, isto \u00e9, que a sele\u00e7\u00e3o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>realmente<\/strong><\/span>\u00a0ocorre, o problema reside em determinar objetivamente quais variantes s\u00e3o favor\u00e1veis em termos das circunst\u00e2ncias de sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Outro eminente evolucionista, G. Ledyard Stebbins, ora na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Davis, admitiu:<\/p>\n<p>\u201cObviamente &#8230; uma estimativa final da import\u00e2ncia da sele\u00e7\u00e3o na evolu\u00e7\u00e3o deve depender grandemente da determina\u00e7\u00e3o de quais &#8230; as diferen\u00e7as que s\u00e3o &#8230; adaptativas. &#8230; Infelizmente, entretanto, a determina\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter adaptativo de muitos tipos de diferen\u00e7as entre organismos \u00e9 um dos problemas mais dif\u00edceis da Biologia\u201d (26).<\/p>\n<p>Podemos, portanto, pouco mais fazer do que especular (27). Mayr concorda:\u00a0&#8220;&#8230; jamais se pode afirmar com certeza que uma dada estrutura n\u00e3o tenha significado seletivo\u201d (28).<\/p>\n<p>Simpson considera isso como objeto de senso comum:\u00a0&#8220;\u00c9 not\u00f3ria a falibilidade dos ju\u00edzos pessoais quanto ao valor adaptativo de caracteres particulares, mais particularmente quando ocorrem eles em animais muito distintos dos que hoje vivem\u201d (29).<\/p>\n<p>De fato, a maior parte dos evolucionistas concorda hoje que a &#8220;aptid\u00e3o&#8221; n\u00e3o pode ser analisada objetivamente. Da\u00ed a precau\u00e7\u00e3o de Lasker: &#8220;A aptid\u00e3o \u00e9 definida pela prova da sobreviv\u00eancia, e n\u00e3o pela \u2018aptid\u00e3o\u2019 conforme algum sentido humano de avalia\u00e7\u00e3o&#8221; (p\u00e1gina 92). Isto significa que os que sobrevivem s\u00e3o mais aptos porque os mais aptos \u00e9 que sobrevivem. Isto constitui uma tautologia &#8211; uma fal\u00e1cia l\u00f3gica que nada explica (30). Com esse tipo de defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 f\u00e1cil ver como a sele\u00e7\u00e3o natural pode simultaneamente &#8220;explicar&#8221; no exemplo de Lasker, a evolu\u00e7\u00e3o tanto do parto prematuro como do tardio, e mesmo da desmama nos animais (p\u00e1gina 93).<\/p>\n<p>As defici\u00eancias das muta\u00e7\u00f5es e da sele\u00e7\u00e3o natural como mecanismos da evolu\u00e7\u00e3o levaram a uma \u00eanfase recente na chamada deriva gen\u00e9tica aleat\u00f3ria, acoplada \u00e0s flutua\u00e7\u00f5es nos tamanhos das popula\u00e7\u00f5es (p\u00e1ginas 107 a 118). Entretanto, como a deriva gen\u00e9tica sozinha n\u00e3o pode produzir nada sen\u00e3o a mesma esp\u00e9cie e o mesmo n\u00edvel de organismo, essa \u00eanfase parece n\u00e3o se justificar. Os interessados poder\u00e3o ler o breve relato de Mayr sobre o conceito de deriva gen\u00e9tica, acompanhado de uma s\u00e9rie de aplica\u00e7\u00f5es indefens\u00e1veis (31). Mayr aparentemente ainda cr\u00ea que possa haver um papel a ser desempenhado na evolu\u00e7\u00e3o pela deriva gen\u00e9tica. Parece, por\u00e9m, ter d\u00favidas sobre o papel de outros mecanismos aleat\u00f3rios:<\/p>\n<p>\u201cFen\u00f4menos aleat\u00f3rios como a recombina\u00e7\u00e3o &#8230; introduzem na evolu\u00e7\u00e3o um consider\u00e1vel grau de indetermina\u00e7\u00e3o. Temporariamente eles podem ser ainda mais fortes que a sele\u00e7\u00e3o em popula\u00e7\u00f5es completamente isoladas, e pelo menos inicialmente pequenas. \u00c9 ainda bastante obscura a import\u00e2ncia que apresentam tais popula\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies, e em \u00faltima an\u00e1lise para a evolu\u00e7\u00e3o\u201d (32).<\/p>\n<p>Os evolucionistas enfrentam aqui um dilema, pois quanto maior o papel atribu\u00eddo aos processos aleat\u00f3rios, menor \u00e9 a probabilidade de que a impossibilidade de Huxley se converta em uma inevitabilidade pela sele\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>Creio ter questionado substancialmente as &#8220;evid\u00eancias&#8221; de que qualquer mecanismo biol\u00f3gico conhecido possa produzir altera\u00e7\u00f5es macroevolutivas. \u00c9 comumente aceito, entretanto, que a despeito das defici\u00eancias dos mecanismos explicativos, o registro f\u00f3ssil prov\u00ea claras evid\u00eancias da macroevolu\u00e7\u00e3o. Consideram-se, ent\u00e3o, os f\u00f3sseis, a seguir.<\/p>\n<p><strong>Hiatos no Registro F\u00f3ssil<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/Fossil.jpg\" width=\"341\" height=\"328\" align=\"right\" hspace=\"5\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Lasker afirma:\u00a0&#8220;Existem hoje muitas evid\u00eancias nos f\u00f3sseis a favor da exist\u00eancia de todas as esp\u00e9cies de formas intermedi\u00e1rias que indicam a natureza do relacionamento entre o homem e outros animais, e novas descobertas continuamente s\u00e3o acrescidas. &#8230; Nosso problema n\u00e3o reside propriamente na descoberta de elos perdidos&#8221; (p\u00e1gina 18).<\/p>\n<p>Realmente, o problema inicialmente \u00e9 sem\u00e2ntico. Como Lasker posteriormente declara:\u00a0&#8220;N\u00e3o se pode propriamente falar de elos perdidos e elos conhecidos na evolu\u00e7\u00e3o, pois a evolu\u00e7\u00e3o progride em linhas e n\u00e3o em cadeias, e \u00e9 sempre poss\u00edvel aprimorar o nosso conhecimento \u00e0 medida em que se tornam conhecidos mais pontos da linha, e se tornam menores os segmentos desconhecidos existentes entre eles&#8221; (p\u00e1gina 242).\u00a0Em outras palavras, ele est\u00e1 afirmando que, como a evolu\u00e7\u00e3o ocorre de forma cont\u00ednua, com inumer\u00e1veis pontos, n\u00e3o se pode esperar encontrar todas as formas intermedi\u00e1rias sobre a mesma linha.<\/p>\n<p>De fato, desde que se pressuponha um continuo evolutivo, a dist\u00e2ncia entre supostas formas ancestrais intermedi\u00e1rias n\u00e3o apresenta, como afirma Lasker, nenhum &#8220;problema&#8221;.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m jamais exigiu que se conseguissem todos os f\u00f3sseis de todos os indiv\u00edduos em uma suposta linha de descend\u00eancia. Por\u00e9m parece ser razo\u00e1vel exigir que se consiga uma s\u00e9rie na qual cada um n\u00e3o difira muito de seu vizinho. Qualquer que seja a suposi\u00e7\u00e3o, o fato \u00e9 que os hiatos existentes no registro f\u00f3ssil entre formas pretensamente relacionadas, s\u00e3o grandes e sistem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Simpson declarou que\u00a0&#8220;\u00e9 uma caracter\u00edstica do registro f\u00f3ssil conhecido, o aparecimento abrupto da maior parte dos\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">taxa<\/span><\/strong>\u00a0&#8230;. Hiatos entre esp\u00e9cies s\u00e3o espor\u00e1dicos e freq\u00fcentemente pequenos . Hiatos entre ordens, classes e\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>fila<\/strong><\/span>\u00a0s\u00e3o sistem\u00e1ticos e quase sempre grandes\u201d (33).<\/p>\n<p>Outro paleontologista, T. Neville George, afirma:\u00a0&#8220;N\u00e3o mais h\u00e1 necessidade de se excusar pela pobreza do registro f\u00f3ssil. Sob alguns aspectos ele se tornou quase incontrolavelmente rico, e as descobertas sobrepujam a integra\u00e7\u00e3o. &#8230; O registro f\u00f3ssil continua sendo composto principalmente de hiatos\u201d (34).<\/p>\n<p>Em recente artigo publicado na revista &#8220;Evolution&#8221;, um paleontologista da Universidade de Oklahoma disse:<\/p>\n<p>\u201cApesar da auspiciosa promessa de que a paleontologia prov\u00ea uma maneira de\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>ver<\/strong><\/span>\u00a0a evolu\u00e7\u00e3o, ela tem levantado algumas dificuldades desagrad\u00e1veis para os evolucionistas, das quais a mais not\u00f3ria \u00e9 a presen\u00e7a de &#8220;hiatos&#8221; no registro f\u00f3ssil .\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>A evolu\u00e7\u00e3o exige formas intermedi\u00e1rias entre as esp\u00e9cies, e a paleontologia n\u00e3o as prov\u00ea\u201d<\/strong><\/span>\u00a0(35). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>T\u00e3o grandes s\u00e3o os hiatos, que os supostos relacionamentos ancestrais s\u00e3o altamente arbitr\u00e1rios. Mayr, que sem d\u00favida \u00e9 um dos principais taxonomistas americanos, declara:<\/p>\n<p>\u201cA maior parte dos \u2018taxa\u2019 acima do n\u00edvel de fam\u00edlia s\u00e3o claramente delimitados. Moluscos, ping\u00fcins, vespas, e na realidade a maior parte dos \u2018taxa\u2019, s\u00e3o separados de seus parentes mais pr\u00f3ximos por um indiscut\u00edvel hiato, muito mais do que acontece na maioria dos g\u00eaneros e fam\u00edlias. Entretanto, permanece certo que as categorias superiores nas quais colocamos esses \u2018taxa\u2019 s\u00e3o mal definidas. &#8230; Nenhuma norma at\u00e9 agora foi encontrada para a classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o arbitr\u00e1ria dos \u2018taxa\u2019. &#8230; \u00c9 na arbitrariedade da defini\u00e7\u00e3o que todas as categorias superiores diferem da categoria da esp\u00e9cie\u201d (36).<\/p>\n<p>Uma revis\u00e3o cr\u00edtica do livro de Mayr declara que &#8220;praticamente todos os biologistas devem concordar que a esp\u00e9cie \u00e9 a \u00fanica categoria taxon\u00f4mica que tem uma exist\u00eancia completamente objetiva, pelo menos nos exemplos mais favor\u00e1veis&#8221; (37).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/6trilobite-moroccan183.jpg\" width=\"300\" height=\"216\" align=\"left\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/>\u00c9 instrutiva, neste aspecto, a discuss\u00e3o apresentada por Lasker sobre\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>paralelismo<\/strong><\/span>\u00a0e\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>converg\u00eancia<\/strong><\/span>, e sobre\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>homologia<\/strong><\/span>\u00a0e\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>analogia<\/strong><\/span>\u00a0(p\u00e1gina 205). Ele mostra numerosos exemplos de formas de vida bastante semelhantes, que, entretanto, por outras evid\u00eancias se mostram sem relacionamento ancestral. Se isto \u00e9 verdade (e todos os evolucionistas concordam que \u00e9), lan\u00e7a-se d\u00favida sobre qualquer tentativa de tirar conclus\u00f5es sobre a ascend\u00eancia, a partir de semelhan\u00e7as estruturais, ou outras, existentes no registro f\u00f3ssil. N\u00e3o obstante, a macroevolu\u00e7\u00e3o fundamenta-se nessas semelhan\u00e7as; logo, o que quer que lance d\u00favidas sobre semelhan\u00e7as entre grupos deve lan\u00e7ar d\u00favida tamb\u00e9m sobre toda a doutrina.<\/p>\n<p>H\u00e1 um grupo de f\u00f3sseis, contudo, a que repetidamente se refere sempre que surge a quest\u00e3o dos hiatos \u2013 \u00e9 a s\u00e9rie do cavalo. Ela aparece virtualmente em todos os livros que tratam do assunto da evolu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, de conformidade com Simpson &#8220;esse exemplo usual tem sido grandemente deturpado&#8221; (38). Garrett Hardin ressalta que uma exposi\u00e7\u00e3o antiga do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural visando indicar a linha evolutiva direta do cavalo foi amplamente fotografada e divulgada antes que sua natureza incorreta fosse esclarecida. Essas fotografias tendenciosas permanecem ainda em alguns livros did\u00e1ticos (39).<\/p>\n<p>Lasker apresenta os f\u00f3sseis corretamente em um diagrama \u00e0 p\u00e1gina 207. Observe-se que, apesar do &#8220;abundante material f\u00f3ssil&#8221;, somente tr\u00eas f\u00f3sseis s\u00e3o considerados como ancestrais do cavalo moderno, o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Equus<\/strong><\/span>. S\u00e3o eles o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Eohippus<\/strong><\/span>, o\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">Miohippus<\/span><\/strong>, e o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Merychippus<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>Simpson, em quem Lasker se baseia para construir seu diagrama, \u00e9 provavelmente a maior autoridade na s\u00e9rie do cavalo. Considerem-se as afirma\u00e7\u00f5es seguintes do pr\u00f3prio Simpson:<\/p>\n<p>\u201cCada aspecto da evolu\u00e7\u00e3o do cavalo descreve uma hist\u00f3ria relativamente complexa ao ser examinada em detalhe e em todas as linhas divergentes da fam\u00edlia do cavalo. As patas &#8230; dificilmente teriam iniciado sua evolu\u00e7\u00e3o no Eoceno, e ent\u00e3o\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>rapidamente evolu\u00edram<\/strong><\/span>\u00a0em dire\u00e7\u00e3o a um tipo b\u00e1sico oligoceno de tr\u00eas dedos, que\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>permaneceu praticamente<\/strong><\/span>\u00a0est\u00e1tico em algumas linhas posteriores &#8230; e somente em uma linha finalmente\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>evolu\u00edram rapidamente em uma fase<\/strong><\/span>\u00a0em dire\u00e7\u00e3o a um tipo monod\u00e1tilo. Isso novamente n\u00e3o continuou a tend\u00eancia usual entre os tipos trid\u00e1tilos, mas constituiu uma nova dire\u00e7\u00e3o evolutiva. Na linhagem espec\u00edfica do\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Eohippus<\/strong><\/span>\u00a0ao Equus, a mec\u00e2nica geral dos p\u00e9s tornou-se inicialmente mais complexa, e depois mais simples. O n\u00famero de dedos n\u00e3o se alterou continuamente de quatro (na pata dianteira) at\u00e9 um, mas sofreu altera\u00e7\u00e3o em duas etapas primeiramente de quatro para tr\u00eas, e depois, muito mais tarde, de tr\u00eas at\u00e9 um, cada transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida sendo seguida de ajustamentos mec\u00e2nicos mais lentos, necess\u00e1rios ao novo tipo de pata, e \u00e0s altera\u00e7\u00f5es no peso dos animais.<\/p>\n<p>O cavalo caracteriza ainda a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra de que os animais tendem a crescer de tamanho em sua evolu\u00e7\u00e3o. De fato, os cavalos de que se tem not\u00edcia no Eoceno recente s\u00e3o em m\u00e9dia menores do que o\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">Eohippus<\/span><\/strong>\u00a0do Eoceno. Antes ainda, no Mioceno e no Plioceno, havia\u00a0<strong><span class=\"destaqueSerif\">pelo menos tr\u00eas ramos distintos da fam\u00edlia do cavalo<\/span><\/strong>\u00a0caracterizados pela diminui\u00e7\u00e3o do tamanho &#8230; enquanto que, ao mesmo tempo, havia outros, de acordo com a &#8220;regra&#8221;, aumentando de tamanho. Na mesma \u00e9poca, tamb\u00e9m outros havia flutuando em torno de um tamanho m\u00e9dio, sem altera\u00e7\u00e3o apreci\u00e1vel, e ainda outros desenvolviam esp\u00e9cies diferentes, de tamanhos decididamente diferentes como de fato \u00e9 o caso do\u00a0<span class=\"destaqueSerif\"><strong>Equus<\/strong><\/span>\u00a0hoje\u201d (40). (\u00canfases acrescentadas).<\/p>\n<p>Dado este tipo de evid\u00eancias, basta acrescentar a pr\u00f3pria declara\u00e7\u00e3o de Simpson: &#8220;Pode-se confirmar qualquer \u2018regra\u2019 que se deseje, desde que se formule a regra e em seguida se interpretem as evid\u00eancias de conformidade com ela.\u201d (41).<\/p>\n<p>Como o diagrama de Lasker indica (Simpson), o prosseguimento apenas dos tr\u00eas est\u00e1gios presum\u00edveis exige um salto do Velho Mundo para a Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m disso, \u00e9 altamente arbitr\u00e1ria a coloca\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Eohippus<\/strong>\u00a0(mais amplamente chamado de\u00a0<strong>Hyracotherium<\/strong>) como o primeiro elo da s\u00e9rie. Em um artigo anterior disse Simpson:<\/p>\n<p>\u201cMatthew mostrou e insistiu que o Hyracotherium (incluindo o Eohippus) \u00e9 t\u00e3o primitivo (42) que n\u00e3o \u00e9 muito mais definidamente eq\u00fc\u00eddeo do que tapr\u00eddeo, rinocerot\u00eddeo, etc., embora seja costumeiro coloc\u00e1-lo na raiz do grupo eq\u00fc\u00eddeo\u201d (43). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>O resto do registro f\u00f3ssil oferece pouca tranq\u00fcilidade aos macroevolucionistas. Simpson afirma que existe um consider\u00e1vel hiato entre o Eohippus (Hyracotherium) e sua suposta ordem ancestral. Continua ele dizendo:<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 verdade para todas as trinta e duas ordens de mam\u00edferos. &#8230; Os membros mais antigos e mais primitivos de todas as ordens j\u00e1 possuem os caracteres ordinais b\u00e1sicos, e em nenhum caso existe uma seq\u00fc\u00eancia aproximadamente cont\u00ednua desde uma ordem at\u00e9 outra conhecida. Na maior parte dos casos a descontinuidade \u00e9 t\u00e3o distinta e o hiato t\u00e3o grande que a origem da ordem \u00e9 especulativa e muito discutida\u201d (44). (\u00canfase acrescentada).<br \/>\n\u201cEssa aus\u00eancia regular de formas transicionais n\u00e3o se confina aos mam\u00edferos, mas \u00e9 um fen\u00f4meno quase universal, como de h\u00e1 muito foi notado pelos paleontologistas. \u00c9 verdadeiro para quase todas as ordens de todas as classes de animais, tanto vertebrados quanto invertebrados. \u2018A fortiori\u2019 \u00e9 verdadeiro tamb\u00e9m para as classes, e para os grandes phyla animais, e \u00e9 tamb\u00e9m aparentemente verdadeiro para as categorias an\u00e1logas de plantas\u201d (45). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>\u201cExiste &#8230; uma tend\u00eancia em dire\u00e7\u00e3o a uma defici\u00eancia sistem\u00e1tica no registro da hist\u00f3ria da vida. \u00c9 portanto poss\u00edvel alegar que tais transi\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o registradas porque n\u00e3o existiram, que as altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o se deram por transi\u00e7\u00e3o, mas por saltos bruscos na evolu\u00e7\u00e3o\u201d (46). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>Alguns evolucionistas t\u00eam aceito os hiatos no registro f\u00f3ssil tal qual se apresentam, e t\u00eam declarado que as grandes categorias devem ter surgido por &#8220;macrog\u00eanese&#8221;, ou muta\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, ao inv\u00e9s de milh\u00f5es de pequenos passos (&#8220;gradualismo filetico&#8221;) conforme proposto por virtualmente todos os outros (47). O mais proeminente daqueles \u00e9 Richard Goldschmidt, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, que usou a express\u00e3o &#8220;monstro auspicioso&#8221;. O livro de Goldschmidt cont\u00e9m uma valiosa cr\u00edtica de outras id\u00e9ias evolucionistas (48). Falando do conceito de Goldschmidt, entretanto, Mayr declara:<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 bem comprovada a ocorr\u00eancia de monstruosidades gen\u00e9ticas por muta\u00e7\u00e3o, como por exemplo os mutantes home\u00f3ticos na Drosophila (mosca das frutas), por\u00e9m elas constituem anomalias t\u00e3o evidentes que esses monstros somente podem ser designados como &#8220;desesperan\u00e7ados&#8221;. Eles s\u00e3o t\u00e3o completamente desproporcionados que n\u00e3o teriam a m\u00ednima probabilidade de escapar da elimina\u00e7\u00e3o mediante sele\u00e7\u00e3o estabilizadora. &#8230; Crer que tal muta\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica produziria um novo tipo vi\u00e1vel, capaz de ocupar uma nova zona adaptiva, \u00e9 equivalente a crer em milagres\u201d (49).<\/p>\n<p>Simpson tamb\u00e9m aborda este ponto de vista, que depende de muta\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas, simult\u00e2neas:<\/p>\n<p>\u201cA probabilidade de muta\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas, simult\u00e2neas, parece ser ainda menor, de fato desprez\u00edvel. A postula\u00e7\u00e3o de uma taxa de muta\u00e7\u00e3o de 0,00001, e da duplica\u00e7\u00e3o da probabilidade de cada muta\u00e7\u00e3o por outra muta\u00e7\u00e3o no mesmo n\u00facleo, corresponderia \u00e0s circunst\u00e2ncias mais favor\u00e1veis garantidas pelas evid\u00eancias experimentais. Com essas postula\u00e7\u00f5es, a probabilidade de cinco muta\u00e7\u00f5es no mesmo n\u00facleo seria de aproximadamente 10-22. Com uma popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia efetiva de cem milh\u00f5es de indiv\u00edduos f\u00e9rteis, e com a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um dia para cada gera\u00e7\u00e3o, novamente postula\u00e7\u00f5es extremamente favor\u00e1veis, tal evento seria esperado somente uma vez em cerca de 274 bilh\u00f5es de anos, ou seja, cerca de cem vezes a idade suposta da Terra. Obviamente, a menos que haja um fator desconhecido que aumente tremendamente a probabilidade das muta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, tal processo n\u00e3o teve qualquer parte na evolu\u00e7\u00e3o\u201d (50). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o Estratigr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>Um argumento usado pelos macroevolucionistas para evitar o confronto com os hiatos no registro f\u00f3ssil \u00e9 a asser\u00e7\u00e3o de que as camadas da coluna geol\u00f3gica pelo menos demonstram uma ampla progress\u00e3o das formas de vida simples para as complexas. Entretanto, o registro f\u00f3ssil est\u00e1 pleno de inconsist\u00eancias a esse respeito. Pode-se citar Simpson mais uma vez:<\/p>\n<p>\u201cA maior parte (dos phyla) &#8230; inicia-se no Cambriano &#8230; (at\u00e9 recentemente considerado como o estrato no qual primeiramente evoluiu a vida). H\u00e1 pouca ordem l\u00f3gica na seq\u00fc\u00eancia do aparecimento. Os Artr\u00f3poda aparecem no registro t\u00e3o cedo quanto sem d\u00favida os Protozoa, embora no consenso geral os Protozoa sejam o phylum mais primitivo e os Artr\u00f3poda o mais &#8220;avan\u00e7ado&#8221;, isto \u00e9, estruturalmente mais complicado entre os n\u00e3o-cordata (ou Invertebrados, como todos os outros phyla, excetuando-se os Cordata, s\u00e3o freq\u00fcentemente chamados). Corais e Briozo\u00e1rios n\u00e3o surgem at\u00e9 o Ordoviciano, embora sejam menos altamente organizados do que muitos grupos que ocorrem no primitivo Cambriano. &#8230; (O phylum Cordata) deve ser considerado em algum sentido como o mais progredido de todos os phyla, e \u00e9 de fato o \u00faltimo a aparecer no registro, embora n\u00e3o muito depois dos Briozo\u00e1rios inferiores\u201d (51).<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/fc02_03.jpg\" width=\"300\" height=\"400\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/><\/strong>O registro f\u00f3ssil \u00e9 t\u00e3o equ\u00edvoco, de fato, que tr\u00eas proeminentes paleontologistas conclu\u00edram recentemente que a posi\u00e7\u00e3o estratigr\u00e1fica nem mesmo devia ser considerada na determina\u00e7\u00e3o inicial da filogenia (linha da suposta descend\u00eancia evolutiva):<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 nossa opini\u00e3o que o espectro dos estados de car\u00e1ter de deriva\u00e7\u00e3o primitiva, ou polaridade, deve ser elaborado (e de fato usualmente o \u00e9) pelo menos inicialmente, com base em crit\u00e9rios morfol\u00f3gicos (em vez de crit\u00e9rios baseados em seq\u00fc\u00eancia de tempo). A raz\u00e3o desta conclus\u00e3o \u00e9 que a seq\u00fc\u00eancia nas rochas pode n\u00e3o oferecer um quadro real da polaridade. A primitividade e a aparente antig\u00fcidade n\u00e3o s\u00e3o necessariamente correlacionadas\u201d (52). (\u00canfase acrescentada).<br \/>\n\u201cO conceito cronocl\u00ednico (seq\u00fc\u00eancia de tempo) implica \u2013 erradamente, cremos \u2013 que a seq\u00fc\u00eancia temporal \u00e9, em si mesma, significativa na avalia\u00e7\u00e3o do relacionamento\u201d (53).<\/p>\n<p>Esses mesmos autores ressaltam que um dos problemas relacionados com a validade dos dados estratigr\u00e1ficos \u00e9 que a quest\u00e3o da seq\u00fc\u00eancia \u00e9 freq\u00fcentemente decidida com base nos f\u00f3sseis; portanto, a argumenta\u00e7\u00e3o constitui um c\u00edrculo vicioso: &#8220;A principal dificuldade no uso de supostas seq\u00fc\u00eancias ancestral-descendentes para expressar a filogenia \u00e9 que os dados bioestratigr\u00e1ficos s\u00e3o freq\u00fcentemente usados em conjunto com a morfologia na avalia\u00e7\u00e3o inicial dos relacionamentos, o que leva a um ciclo vicioso \u00f3bvio\u201d (54).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, pelo menos t\u00e3o danosa \u00e0 id\u00e9ia de que as seq\u00fc\u00eancias f\u00f3sseis, tais como a do cavalo, demonstram a evolu\u00e7\u00e3o progressiva, \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o de que<\/p>\n<p>\u201cTodos os organismos s\u00e3o fadados a ser relativamente primitivos em alguns aspectos, e relativamente derivados em outros (\u201cO conceito da evolu\u00e7\u00e3o mosaica\u201d: De Beer, 1954). \u00c9 pequena a probabilidade de achar um taxon f\u00f3ssil que seja primitivo em todos os aspectos, com rela\u00e7\u00e3o a outro taxon mais recente\u201d (55).<\/p>\n<p>De fato, Schaeffer e seus colegas dizem que se fosse para considerar somente a &#8220;primitividade&#8221; relativa dos f\u00f3sseis do cavalo, a seq\u00fc\u00eancia poderia t\u00e3o facilmente ser Equus \u00ae Hyracotherium como Hyracotherium \u00ae Equus(56).<\/p>\n<p><strong>Supostos Ancestrais da Humanidade<\/strong><\/p>\n<p>Considerem-se, finalmente, os ancestrais f\u00f3sseis da humanidade. Lasker segue o pensamento corrente e localiza os supostos ancestrais evolutivos do homem em tr\u00eas categorias: (1) Australopithecus, (2) Homo habilis, e (3) Homo erectus.<\/p>\n<p>A \u00faltima categoria inclui os f\u00f3sseis do famoso &#8220;homem de Pequim&#8221; e do &#8220;homem de Java&#8221;, bem como numerosos outros (p\u00e1gina 263). N\u00e3o se inclui o Homem de Neanderthal, que virtualmente todos os evolucionistas agora incluem no Homo sapiens (p\u00e1gina 292).<\/p>\n<p>Exatamente quando o livro de Lasker estava sendo escrito em 1973, entretanto, Richard Leakey e outros descobriram novos f\u00f3sseis na \u00c1frica, que virtualmente eliminaram a primeira categoria, os Australopithecus, como ancestrais do homem. Nas pr\u00f3prias palavras de Leakey, o Cr\u00e2nio 1470 &#8220;deixa em ru\u00ednas a no\u00e7\u00e3o de que todos os f\u00f3sseis primitivos podem ser arranjados em uma seq\u00fc\u00eancia ordenada de altera\u00e7\u00e3o evolutiva\u201d (57). Leakey agora considera o Australopithecus como &#8220;simiesco&#8221; e &#8220;provavelmente mais um parente do que um progenitor da humanidade\u201d (58).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/skull_1470.jpg\" width=\"250\" height=\"246\" align=\"left\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/>A raz\u00e3o para as dram\u00e1ticas afirma\u00e7\u00f5es de Leakey \u00e9 que o Cr\u00e2nio 1470, exceto pelo seu pequeno tamanho, cerca de 800 cc, \u00e9 aparentemente de forma mais &#8220;moderna&#8221; do que quaisquer dos at\u00e9 aqui supostos ancestrais do homem. Por exemplo, a fronte inclinada e os seios frontais proeminentes dos f\u00f3sseis do Homo erectus n\u00e3o est\u00e3o presentes no Cr\u00e2nio 1470 (59). N\u00e3o obstante, o Cr\u00e2nio 1470 \u00e9 considerado como tendo cerca de 1,8 milh\u00f5es de anos \u2013 um contempor\u00e2neo do Australopithecus, e mais velho do que qualquer f\u00f3ssil do Homo erectus (60).<\/p>\n<p>Lasker discute o cr\u00e2nio 1470 nas p\u00e1ginas 264 a 267, baseando suas observa\u00e7\u00f5es nos primeiros relat\u00f3rios de Leakey, e afirma que \u00e9 poss\u00edvel concluir que o 1470 \u00e9 um &#8220;homem verdadeiro&#8221;. &#8220;Em qualquer caso, os que acreditam ter havido uma longa hist\u00f3ria do homem verdadeiro t\u00eam um novo candidato f\u00f3ssil para considerar&#8230;&#8221; (p\u00e1gina 265). Ralph L. Holloway Jr., antropologista da Universidade de Columbia, concluiu que o 1470 &#8220;era capaz de alguma esp\u00e9cie de linguagem humana&#8221; porque o cr\u00e2nio tem &#8220;uma sali\u00eancia conhecida como \u00e1rea de Broca, que n\u00e3o existe nos s\u00edmios, mas encontra-se no homem, e \u00e9 considerada como o centro da linguagem\u201d (61).<\/p>\n<p>Apesar de sua configura\u00e7\u00e3o moderna, Leakey interpreta o Cr\u00e2nio 1470 como um elo ancestral do homem devido \u00e0 sua pequena capacidade craniana. Contudo Stephen Molnar, editor associado do &#8220;American Journal of Physical Anthropology&#8221;, depois de comentar a respeito da &#8220;utilidade&#8221; de comparar capacidades cranianas nos f\u00f3sseis, fez os seguintes surpreendentes coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Nas popula\u00e7\u00f5es modernas &#8230; h\u00e1 um t\u00e3o amplo intervalo de varia\u00e7\u00e3o que a extremidade inferior do intervalo situa-se bem abaixo da capacidade de certos homin\u00eddeos f\u00f3sseis, embora n\u00e3o existam evid\u00eancias de que esses indiv\u00edduos sejam menos inteligentes do que pessoas com maiores volumes cranianos. \u00c9 improv\u00e1vel que as diferen\u00e7as de tamanho do c\u00e9rebro nas popula\u00e7\u00f5es modernas tenham qualquer relev\u00e2ncia na varia\u00e7\u00e3o da capacidade mental &#8211; um fator que torna um exerc\u00edcio f\u00fatil e sem significado as compara\u00e7\u00f5es da capacidade craniana entre grupos modernos. Como afirmou o famoso neuroanatomista von Bonin (1961), a correla\u00e7\u00e3o entre o tamanho do c\u00e9rebro e a capacidade mental n\u00e3o \u00e9 significativa no homem moderno. Um bom exemplo pode ser visto no caso das mulheres, que t\u00eam em m\u00e9dia capacidade craniana dez por cento menor do que os homens. Ningu\u00e9m ousou sugerir que isso indique menor capacidade mental. Muitos homens famosos na hist\u00f3ria tiveram tamb\u00e9m, ap\u00f3s sua morte, os seus c\u00e9rebros pesados e medidos. Os valores flutuaram no intervalo do H. sapiens, desde Anatole France (capacidade craniana de aproximadamente 1100 cc) at\u00e9 Oliver Cromwell e Lord Byron (capacidade craniana de aproximadamente 2200 cc). &#8230; Varia\u00e7\u00f5es de mais ou menos 400 cc em torno da m\u00e9dia s\u00e3o encontradas na maioria das popula\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias. Os indiv\u00edduos com capacidades cranianas maiores ou menores s\u00e3o pessoas intelectualmente competentes e de comportamento normal. De fato, existem muitas pessoas com 700 a 800 cent\u00edmetros c\u00fabicos\u201d 62). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>Se o tamanho do c\u00e9rebro nada significa para as popula\u00e7\u00f5es modernas, n\u00e3o seria justo sugerir que tamb\u00e9m nada significa para as popula\u00e7\u00f5es f\u00f3sseis? Para todos os prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos o Cr\u00e2nio 1470 de Leakey elimina qualquer imagin\u00e1rio ancestral evolutivo da humanidade.<\/p>\n<p>\u00c0 parte a quest\u00e3o mais ampla, outros antropologistas t\u00eam concordado com a elimina\u00e7\u00e3o do Australopithecus feita por Leakey. David Pilbeam e Stephen Jay Gould, dois proeminentes especialistas, utilizando t\u00e9cnicas alom\u00e9tricas (63), e Charles F. Oxnard, anatomista e antropologista da Universidade de Chicago, utilizando t\u00e9cnicas de an\u00e1lise multivariacional (64), conclu\u00edram que o Australopithecus n\u00e3o foi ancestral do homem. Assim, o Australopithecus est\u00e1 rapidamente a caminho de ser deserdado da ancestralidade humana.<\/p>\n<p>A categoria do Homo habilis foi primeiro proposta em 1961 pelo extinto Louis S. B. Leakey (pai de Richard Leakey). Como indica Lasker, o status separado daquela categoria foi posto em d\u00favida desde o princ\u00edpio:<\/p>\n<p>\u201cAlguns estudiosos do problema acreditam que o grau de varia\u00e7\u00e3o de tamanho de um grupo de dentes a outro (ou em um dente particular, de uma dimens\u00e3o a outra) verificado entre o Australopithecus e o Homo habilis ocorre somente entre esp\u00e9cies. Outros (ver por exemplo Brace et al. 1971) chamam a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o tamanho dos dentes pode variar grandemente dentro de uma esp\u00e9cie\u201d (p\u00e1gina 264).<\/p>\n<p>Recentemente Brace e Wolpoff, ambos antropologistas da Universidade de Michigan, fizeram os seguintes coment\u00e1rios em resposta ao artigo de David Pilbeam e Stephen Jay Gould, citado na refer\u00eancia anterior (63) :<\/p>\n<p>\u201cA pr\u00f3pria exist\u00eancia do taxon Homo habilis \u00e9 devida mais a uma ampla divulga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica &#8230; do que a dados reais &#8230; Pilbeam concorda agora conosco, acreditando que a varia\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria nos Australopithecus \u00e9 t\u00e3o grande que as mand\u00edbulas e os dentes sozinhos n\u00e3o s\u00e3o de utilidade para distinguir os taxa, conclus\u00e3o essa recentemente enfatizada pela descoberta de um cr\u00e2nio no lago Rudolph com capacidade de 500 cc e dentes bastante pequenos (ER 1813)\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA amostra que Pilbeam agora deseja atribuir ao Homo habilis consiste de somente quatro esp\u00e9cimes. &#8230; N\u00e3o h\u00e1 esp\u00e9cime algum simultaneamente com capacidade craniana conhecida e tamanho de dente conhecido. &#8230; N\u00e3o existe um \u00fanico cr\u00e2nio do Pleistoceno inferior com capacidade craniana conhecida, que esteja associado com qualquer material p\u00f3s-craniano \u00fatil para a determina\u00e7\u00e3o do tamanho do corpo. &#8230; Isso \u00e9 verdade tamb\u00e9m para o Homo erectus. &#8230; O variado uso do taxon criou nada mais al\u00e9m de confus\u00e3o. Portanto reiteramos a sugest\u00e3o anterior de que o \u2018Homo habilis seja formalmente enterrado\u201d (65).<\/p>\n<p>Isso deixa somente o Homo erectus para preencher o hiato entre os seres humanos e os n\u00e3o-humanos. Todavia, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de macroevolu\u00e7\u00e3o aqui, pois considere-se a declara\u00e7\u00e3o de Lasker: &#8220;Somente um ou dois desses f\u00f3sseis caem fora do intervalo de uma pequena s\u00e9rie de indiv\u00edduos brancos americanos&#8221; (p\u00e1gina 284).<\/p>\n<p>Dado o intervalo de varia\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o mundial, pode ser dito que o Homo erectus tem qualquer significa\u00e7\u00e3o evolutiva? S. M. Garn (em quem se baseia Lasker) &#8220;considera significativo o aumento do tamanho do cr\u00e2nio do Homo sapiens&#8221; (p\u00e1gina 284), por\u00e9m, como foi visto, tais diferen\u00e7as parecem n\u00e3o significativas, particularmente \u00e0 luz do fato ressaltado acima por Brace e Wolpoff, de que ignoramos o tamanho do corpo de todos os cr\u00e2nios do Homo erectus.<\/p>\n<p>Se a capacidade craniana \u00e9 significativa, como levar em conta o Homem de Neanderthal? Explicando a grande capacidade craniana de alguns esp\u00e9cimes Neandertais (1,75 litros, em contraposi\u00e7\u00e3o ao intervalo de 1,30 a 1,45 litros para a m\u00e9dia do europeu moderno), Lasker acha necess\u00e1rio acautelar que &#8220;n\u00e3o \u00e9 garantido supor que o homem de Neanderthal fosse em geral significativamente mais inteligente do que o homem subseq\u00fcente&#8221;. (P\u00e1gina 291).<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>Os argumentos a favor da macroevolu\u00e7\u00e3o falham em todos os n\u00edveis significativos ao serem confrontados com os fatos. A origem da vida, as muta\u00e7\u00f5es, a sele\u00e7\u00e3o natural, e o registro f\u00f3ssil, todos falham no apoio \u00e0 doutrina.<\/p>\n<p>Por que ent\u00e3o os evolucionistas continuam a asseverar que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato? A resposta \u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o foi definida por alguns autores de tal maneira que ela se tornou um fato. Lasker d\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o comum da evolu\u00e7\u00e3o: &#8220;Uma altera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua ao longo de gera\u00e7\u00f5es, nas freq\u00fc\u00eancias das caracter\u00edsticas determinadas geneticamente&#8221; (p\u00e1gina 376). Assim, pode-se dizer que qualquer altera\u00e7\u00e3o na freq\u00fc\u00eancia dos genes, por exemplo &#8220;entre pai e filho&#8221;, \u00e9 evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lasker diz que a evolu\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o l\u00edcita na composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos membros de uma popula\u00e7\u00e3o&#8221; (p\u00e1gina 16, \u00eanfase acrescentada). Ao assim proceder, ele e outros evolucionistas incluem as leis da hereditariedade dentro da defini\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o. Entretanto isso s\u00f3 poder\u00e1 levar \u00e0 confus\u00e3o, pois como diz Theodosius Dobzhansky:<\/p>\n<p>\u201cTodos os seres vivos crescem e reproduzem-se \u00e0 sua semelhan\u00e7a. &#8230; Este processo de auto produ\u00e7\u00e3o, ou de igual gerar a igual, \u00e9 a ess\u00eancia da hereditariedade. A hereditariedade \u00e9 &#8230; a ant\u00edtese da evolu\u00e7\u00e3o. &#8230; A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que fez os descendentes diferentes de seus ancestrais\u201d (66). (\u00canfase acrescentada).<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de n\u00e3o-defini\u00e7\u00e3o deveria ser deixada de lado. Apesar da &#8220;s\u00edntese neo-Darwinista&#8221;, a ci\u00eancia da Gen\u00e9tica tornou desnecess\u00e1rio explicar a variabilidade em termos evolucionistas. Considere-se a seguinte afirma\u00e7\u00e3o de Gould:<\/p>\n<p>\u201c&#8230; h\u00e1 muito mais variabilidade gen\u00e9tica dentro de popula\u00e7\u00f5es naturais do que a escola cl\u00e1ssica poderia possivelmente permitir, e mesmo mais do que muitos geneticistas de campo jamais ousaram imaginar. Em diversos organismos, mais da metade dos genes pesquisados existem em alelos alternados dentro de uma popula\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que os indiv\u00edduos podem ser vari\u00e1veis em at\u00e9 25% de seus genes (embora 5 a 15% por indiv\u00edduo seja o intervalo usual)\u201d (67).<\/p>\n<p>Assim, o que tem sido considerado como evid\u00eancias de altera\u00e7\u00f5es evolutivas, pode ser explicado simplesmente como varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica normal. E, como tentei mostrar, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias, tanto no registro f\u00f3ssil e nas observa\u00e7\u00f5es da natureza, como na experimenta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, de que essas varia\u00e7\u00f5es podem estender-se atrav\u00e9s das limita\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas naturais, e produzir altera\u00e7\u00f5es macroevolutivas.<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p>As seguintes pessoas leram trechos deste artigo, durante sua prepara\u00e7\u00e3o. Embora partilhem das d\u00favidas do autor a respeito da macroevolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o elas respons\u00e1veis, de modo algum, por quaisquer afirma\u00e7\u00f5es particulares feitas no artigo.<\/p>\n<p>Phillip Coleman, Professor de Biologia no Sacramento City College.<br \/>\nCharles Dailey, Professor de Bioci\u00eancias no Sierra College.<br \/>\nDe Witt Jayne, Professor de Jornalismo na California State University, Sacramento.<br \/>\nRonald Schmidt, Chefe do Departamento de Ci\u00eancias Comportamentais, no American River College.<br \/>\nRaymond Underhill, Professor de Bioci\u00eancias no Sierra College.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia Geral<\/strong><\/p>\n<p>Sou devedor \u00e0s seguintes fontes por muitas das id\u00e9ias expressas neste artigo. S\u00e3o elas recomendadas para quem desejar aprofundar-se no assunto:<\/p>\n<p>Gish, Duane T. 1972. Speculations and experiments related to theories on the origin of life: a critique. ICR Technical Monograph n\u00ba 1. Creation Life Publishers, San Diego, California.<br \/>\nGish, Duane T. 1976. Artigos publicados na revista &#8220;Impact&#8221; sobre a origem da vida: n\u00bas 31 (January), 33 (March), e 37 (July). Creation Life Publishers, San Diego, California.<br \/>\nMacbeth, Norman 1971. Darwin retried. Gambit, Inc., Boston. (1973). Delta Book 440-245. Dell Publishing Co., Inc., New York).<br \/>\nMorris, Henry M. Editor. 1974. Scientific Creationism. Creation Life Publishers, San Diego, California.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\">\n<table class=\"tabela\" border=\"0\" width=\"75%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"textopreto\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>1) Lasker, Gabriel W. 1973. Physical anthropology. Holt, Rinehart, and Wilson, New York. Uma segunda edi\u00e7\u00e3o do livro de Lasker acaba de ser publicada (em 1976). H\u00e1 algumas diferen\u00e7as na numera\u00e7\u00e3o das p\u00e1ginas. A tabela seguinte correlaciona os n\u00fameros das p\u00e1ginas da primeira edi\u00e7\u00e3o (indicados neste artigo) com os da segunda edi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<table border=\"1\" width=\"419\" rules=\"COLS\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\" align=\"center\">\n<colgroup>\n<col width=\"100\" \/>\n<col width=\"91\" \/>\n<col width=\"91\" \/>\n<col width=\"102\" \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>1<sup><u>a<\/u><\/sup><sup>\u00a0<\/sup>Edi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>2<sup><u>a<\/u><\/sup>\u00a0Edi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>1<sup><u>a<\/u><\/sup>\u00a0Edi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"102\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>2<sup><u>a<\/u><\/sup>\u00a0Edi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<tbody>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">16<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">12<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">118<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">119<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">19<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">17<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">200<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">196<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">20<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">17<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">205<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">199<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">24<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">20<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">207<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">201<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">26<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">21 e 24<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">242<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">235<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">28<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">22<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">263<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">262-267<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">32<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">23<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">264<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">255-258<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">33<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">24<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">265<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">259<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">87<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">89<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">267<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">259<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">92<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">94<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">284<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">276<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">93<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">94<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">291<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">281-282<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">94<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">95<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">292<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">283<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">103<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">105<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">376<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">368<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"TOP\">\n<td width=\"100\" height=\"10\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">107<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">108<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"91\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">382<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"102\">\n<p class=\"western\" align=\"CENTER\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\">374<\/span><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Pode-se observar que na segunda edi\u00e7\u00e3o foi omitida a afirma\u00e7\u00e3o feita na p\u00e1gina 103 da primeira edi\u00e7\u00e3o. Em seu lugar encontra-se na p\u00e1gina 105 a declara\u00e7\u00e3o de que \u201cAlguns estudiosos de gen\u00e9tica molecular acreditam que uma evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o-darwinista dessa esp\u00e9cie \u00e9 um importante aspecto de mudan\u00e7a evolutiva\u201d.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 refer\u00eancia 61, \u00e9 mencionado na segunda edi\u00e7\u00e3o, aparentemente sem cita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, que Holloway estimou a capacidade craniana do Cr\u00e2nio 1470 entre 0,770 e 0,775 litros.<\/p>\n<p>2) Hulett, J. R. 1969. Limitations on prebiologic synthesis, Journal of Theoretical Biology 24(1) :56-72. (Ver tamb\u00e9m Hull, D. E. 1960. Thermodynamics and kinetics of spontaneous generation, Nature 186(4726) :693-695) .<\/p>\n<p>3) Miller, S. L., and L. E. Orgel. 1973. The origins of life on the Earth. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, p. 126.<\/p>\n<p>4) Brinkman, R. T. 1969. Dissociation of water vapor and evolution of oxygen in the terrestrial atmosphere, Journal of Geophysical Research 74(23) :5335-5368.<\/p>\n<p>5) Abelson, P. H. 1966. Chemical events on the primitive Earth, Proceedings of the National Academy of Sciences 55(6) :1365-1372.<\/p>\n<p>6) Abelson, P. H., J. P. Ferris, and D. E. Nicodem, 1969. Ammonia photolysis and the role of ammonia in chemical evolution, Nature 238(5362) :268-269.<\/p>\n<p>7) Oparin, A. I. 1968. Genesis and evolutionary development of life. Academic Press, New York, p. 105.<\/p>\n<p>8) Miller, S. L. and L. E. Orgel, 1973. The origins of life on the Earth, Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, p. 145.<\/p>\n<p>9) Mora, Peter T. 1965. Random polycondensation of sugars (in) The origins of prebiological systems and their molecular matrices. (Fox, Sidney W. Editor) , Academic Press, New York, p. 287.<\/p>\n<p>10) Schramm, Gerhard. Synthesis of nucleosides and polynucleotides, Ibid., p. 307.<\/p>\n<p>11) Miller, S. L., and L. E. Orgel, 1973. The origins of life on the Earth,. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey. Nota de rodap\u00e9 na p\u00e1gina 144.<\/p>\n<p>12) Bernal, J. D. 1967. The origin of life. World Publishing Co., Cleveland, p. 144. [Ver tamb\u00e9m Oparin, A. I. 1961) . Life, its nature, origin, and development. Academic Press, New York, pp. 59 e 60].<\/p>\n<p>13) Schramm, refer\u00eancia 10, p. 300.<\/p>\n<p>14) Ver Dobzhansky, Theodosius, 1967. The biology of ultimate concern. New American Library, New York, p. 48. Dobzhansky assume a mesma posi\u00e7\u00e3o, embora um tanto mais tolerante, na discuss\u00e3o que seguiu ao artigo de Schramm, refer\u00eancia 10.<\/p>\n<p>15) Mora, Peter T. 1965. The folly of probability (in) The origins of prebiological systems (Fox, Sidney Editor) Academic Press, New York., p. 45.<\/p>\n<p>16) Ibid., pp. 50 e 51.<\/p>\n<p>17) Huxley, Julian, 1953. Evolution in action. Harper and Brothers Co., New York, p. 41.<\/p>\n<p>18) Simpson, George Gaylord, 1953. The major features of evolution, Columbia University Press, New York, pp. 118 e 119.<\/p>\n<p>19) Matthews, L. Harrison, 1971. Introduction to Darwin\u2019s Origin of Species. J. M. Dent and Sons, Ltd., London, p. xi.<\/p>\n<p>20) Ehrlich, Paul W., and Richard W. Holm, 1963. The process of evolution. McGraw-Hill, New York, p. 130.<\/p>\n<p>21) Bishop, J. A., and Laurence M. Cook. 1975. Moths, melanism, and clean air, Scientific American, 232(1) 98.<\/p>\n<p>22) Gould, Stephen Jay, 1975. A threat to Darwinism. Natural History, December, p. 9.<\/p>\n<p>23) Darwin, Charles, 1859. The origin of species. Edi\u00e7\u00e3o facs\u00edmile impressa pela Harvard University Press, 1966, p. 9.<\/p>\n<p>24) Mayr, Ernst, 1963. Animal species and evolution. Harvard University Press, p. 290.<\/p>\n<p>25) Ibid., pp. 586, 613 e 615.<\/p>\n<p>26) Stebbins, G. Ledyard, 1950. Variation and evolution in plants. Columbia University Press, p. 118.<\/p>\n<p>27) Ibid., p. 506.<\/p>\n<p>28) Mayr, Ernst, refer\u00eancia 24, p. 190.<\/p>\n<p>29) Simpson, G. G. 1953. The major features of evolution. Columbia University Press (Paperback por Simon and Schuster, 1967) . p. 278.<\/p>\n<p>30) \u201c(A sele\u00e7\u00e3o natural) tem sido criticada por implicar sempre uma tautologia (citando Waddington, C. H. 1957. The strategy of the genes. Allen and Unwin, London, p. 64) &#8230; enquanto a aptid\u00e3o for definida em termos da sobreviv\u00eancia e a sele\u00e7\u00e3o for medida em termos de freq\u00fc\u00eancia de genes\u201d. Harris C. Leon, 1975. An axiomatic interpretation of the neo-Darwinian theory of evolution, Perspectives in Biology and Medicine, Winter, p. 182.<\/p>\n<p>31) Mayr, Ernst, refer\u00eancia 24, pp. 204-214.<\/p>\n<p>32) Mayr, Ernst 1970. Populations, species and evolution. Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Mass., p. 128.<\/p>\n<p>33) Simpson, George Gaylord, 1960. (in) The evolution of life (Tax, Sol, Editor) . University of Chicago Press, p. 149.<\/p>\n<p>34) George, T. Neville, 1960. Fossils in evolutionary perspective, Science Progress, 48(189) :1, 3.<\/p>\n<p>35) Kitts, David B. 1974. Paleontology and evolutionary theory, Evolution, 28(3) :467.<\/p>\n<p>36) Mayr, Ernst 1969. Principles of systematic zoology. McGraw-Hill, New York, pp. 91 e 92.<\/p>\n<p>37) Richards, G. W. 1970. A guide to the practice of modern taxonomy, Science, 167(3924) :1477-1478.<\/p>\n<p>38) Simpson, G. G. 1949. The meaning of evolution. Yale University Press, p. 130.<\/p>\n<p>39) Hardin, Garret, 1961. Nature and man\u2019s fate. Mentor Books, p. 225 e 226.<\/p>\n<p>40) Simpson, G. G., refer\u00eancia 38, pp. 133-136.<\/p>\n<p>41) Ibid., p. 137.<\/p>\n<p>42) Pelas raz\u00f5es dadas no texto que acompanha a refer\u00eancia 56, questiono o uso da palavra \u201cprimitivo\u201d feito por Simpson aqui. No contexto, penso que ele deve significar simplesmente \u201cdistante\u201d.<\/p>\n<p>43) Simpson, G. G. 1945. The principles of classification and a classification of mammals. Bulletin of the American Museum of Natural History, 83, p. 254.<\/p>\n<p>44) Simpson, G. G. 1944. Tempo and mode in evolution. Columbia University Press, New York, p. 105.<\/p>\n<p>45) Ibid., p. 107.<\/p>\n<p>46) Simpson, G. G., refer\u00eancia 38, p. 231.<\/p>\n<p>47) Ver, e.g., Stanley, Steven M. 1975. A theory of evolution above the species level, Proceedings of the National Academy of Sciences, 72(2) :646-650.<\/p>\n<p>48) Goldschmidt, Richard B. 1940. The material basis of evolution. Yale University Press.<\/p>\n<p>49) Mayr, Ernst, refer\u00eancia 32, p. 253.<\/p>\n<p>50) Simpson, G. G., refer\u00eancia 29, p. 96.<\/p>\n<p>51) Simpson, G. G., refer\u00eancia 38, p. 31.<\/p>\n<p>52) Schaeffer, B., M. K. Hecht, and N. Eldredge, 1972. Phylogeny and paleontology. Cap\u00edtulo 2 in Evolutionary Biology, vol. 6, editado por T. Dobzhansky, M. K. Hecht, e W. C. Steere. Appleton-Century Crofts, New York, p. 33.<\/p>\n<p>53) Ibid., p. 35.<\/p>\n<p>54) Ibid., p. 39. O mesmo ponto de vista \u00e9 defendido por Kitts, David B. 1974. Paleontology and evolutionary theory, Evolution 28(3) :466.<\/p>\n<p>55) Ibid., pp. 39 e 40.<\/p>\n<p>56) Ibid., p. 37.<\/p>\n<p>57) Leakey, Richard 1973. Skull 1470 &#8211; new clue to earliest man? &#8211; National Geographic, 143(6) :819.<\/p>\n<p>58) Ibid., coment\u00e1rios acompanhando a ilustra\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina 829.<\/p>\n<p>59) Para uma descri\u00e7\u00e3o mais completa das descobertas de Leakey, ver Leakey, Richard 1974. Further evidence of Lower Pleistocene hominids from East Rudolf, North Kenya, 1973, Nature 248(5450) 653-656; tamb\u00e9m Leakey, Richard, 1973. Evidence for an advanced Plio-Pleistocene hominid from East Rudolf, Kenya, Nature 242(5398) 447-450. (Ver tamb\u00e9m itens de autoria de Day, M. H., and Richard Leakey, em 1973: American Journal of Physical Anthropology, 39, p. 341; e 1974: American Journal of Physical Anthropology, 41, p. 367.<\/p>\n<p>60) A idade deste cr\u00e2nio \u00e9 algo controvertida. A idade dada por Leakey \u00e9 de 2.6 milh\u00f5es de anos, baseada na data\u00e7\u00e3o de uma camada de tufo vulc\u00e2nico pelo m\u00e9todo do Pot\u00e1ssio-Arg\u00f4nio. As idades de 1,6 \u00b1 0,05 e 1,82 \u00b1 0,04 milh\u00f5es de anos foram obtidas pelo mesmo m\u00e9todo na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley. (Ver tamb\u00e9m Curtis, G. H., T. Cerling Drake, and Hampel. 1975. Age of KBS tuff in Koobi Fora formation, East Rudolf, Kenya, Nature 258(5534) :395-398.<\/p>\n<p>61) Rensberger, Boyce 1976. Riddles in ancient skulls, San Francisco Sunday Examiner and Chronicle, 2 May, Sunday Punch, p. 5. (Rensberger, que det\u00e9m os direitos autorais, est\u00e1 hoje no New York Times) .<\/p>\n<p>62) Molnar, Stephen, 1975. Races, types, and ethnic groups &#8211; the problem of human variation. Prentice-Hall, Inc., Englewood, Cliffs, New Jersey, pp. 56 and 57. [Ver tamb\u00e9m Robinson, J. T. 1967. The origins and adaptive radiation of Australopithecines (in) Human Evolution (Korn, N., and F. Thompson, Editors) Holt, Rinehart, and Winston, New York, p. 296. Eles mostram que foram detectados c\u00e9rebros de idiotas com 800 cc.] Ver tamb\u00e9m Clark, W. E. Le Gros, Op. Cit., p. 305. O autor indica que se conhecem an\u00f5es com o volume do c\u00e9rebro menor do que cerca de 300 a 400 cc. Aparentemente, o valor exato do c\u00e9rebro de Anatole France era de 1017 gramas [Ver Cobb, Stanley 1960. Brain and personality, American Journal of Psychiatry, 116(10) :938].<\/p>\n<p>63) Pilbeam, David, and Stephen Jay Gould 1974. Size and scaling in human evolution, Science, 186(4167) :892-901.<\/p>\n<p>64) Oxnard, Charles F. 1974. Australopithecus vs. The computer, University of Chicago Magazine, Winter, p. 8. [Ver tamb\u00e9m Oxnard, Charles F. 1975. The place of Australopithecines in human evolution &#8211; grounds for doubt? Nature, 258(5534) :389-395. O assunto foi resumido em 1976: Disinheritance, Scientific American 234(2) :54B].<\/p>\n<p>65) Wolpoff, Milford H., e C. Loring Brace 1975. Allometry and early hominids, Science, 189(4196) :61-63.<\/p>\n<p>66) Dobzhansky, Theodosius 1958 (in) Julian S. Huxley, et al. A book that shook the world: anniversary essays on Charles Darwin\u2019s Origin of Species. University of Pittsburg Press, p. 16.<\/p>\n<p>67) Gould, Stephen Jay, 1975. A threat to Darwinis, Natural History, December, p. 9<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"tabela\" border=\"0\" width=\"75%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"textopreto\"><strong>LITERATURA COMPLEMENTAR<\/strong><br \/>\n<em>(Esta Nota foi acrescentada \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o deste n\u00famero da Folha Criacionista)<\/em>Relativamente \u00e0 quest\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o, em conex\u00e3o com o que foi tratado neste artigo, recomendamos a leitura dos artigos espec\u00edficos publicados na Folha Criacionista, relacionados a seguir:<br \/>\n1 \u2013 Observa\u00e7\u00e3o sobre a natureza insatisfat\u00f3ria da s\u00e9rie do cavalo como evid\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o \u2013 Frank W. Cousins \u2013 Folha Criacionista n\u00famero 9, pp. 31-53.<br \/>\n2 \u2013 O homem f\u00f3ssil \u00e0 luz do relato b\u00edblico \u2013 Arthur C. Custance \u2013 Folha Criacionista n\u00famero 15, pp. 17-50.<br \/>\n3 \u2013 O homem neandertalense \u2013 Erich A.von Fange \u2013 Folha Criacionista n\u00famero 34, pp. 14-51.<br \/>\nAl\u00e9m desses artigos espec\u00edficos, recomendamos tamb\u00e9m os demais que se encontram sob o t\u00f3pico \u201cAncestrais do Homem\u201d.<br \/>\nE n\u00e3o poder\u00edamos deixar de recomendar tamb\u00e9m o livro de autoria de Fernando De Angelis intitulado \u201cA Origem da Vida por Evolu\u00e7\u00e3o \u2013 Um Obst\u00e1culo ao Desenvolvimento da Ci\u00eancia\u201d, editado pela Sociedade Criacionista Brasileira.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textopreto\" align=\"center\" valign=\"TOP\">Artigo publicado na<a class=\"tituloAzulClaroGR\" href=\"http:\/\/www.revistacriacionista.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Folha Criacionista 16<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo tem como objetivo a cr\u00edtica da doutrina da macroevolu\u00e7\u00e3o, particularmente sob a forma em que \u00e9 ela apresentada nos col\u00e9gios e faculdades. \u00c9 citado o conhecido livro de Lasker &#8220;Antropologia F\u00edsica&#8221; (1), para mostrar como a doutrina \u00e9 apresentada de fato. 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