{"id":1363,"date":"1977-03-25T15:53:39","date_gmt":"1977-03-25T18:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=1363"},"modified":"2022-10-27T00:23:47","modified_gmt":"2022-10-27T03:23:47","slug":"poderiam-as-aguas-do-diluvio-ter-provindo-de-uma-camada-atmosferica-ou-de-uma-fonte-extra-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/revistas-conteudo\/folha-15\/poderiam-as-aguas-do-diluvio-ter-provindo-de-uma-camada-atmosferica-ou-de-uma-fonte-extra-terrestre\/","title":{"rendered":"PODERIAM AS \u00c1GUAS DO DIL\u00daVIO TER PROVINDO DE UMA CAMADA ATMOSF\u00c9RICA OU DE UMA FONTE EXTRA-TERRESTRE?"},"content":{"rendered":"<table class=\"textopreto\" border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto\"><em>Este artigo cont\u00e9m material de um trabalho apresentado na 3\u00aa Confer\u00eancia Nacional Americana sobre Cria\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia, em Minneapolis, Minnesota, U.S.A., em agosto de 1976.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"top\">V\u00e1rias tentativas de modelos t\u00eam sido feitas para explicar a exist\u00eancia de uma camada atmosf\u00e9rica de \u00e1gua ou vapor, bem como de uma poss\u00edvel fonte extra-terrestre de \u00e1gua ou gelo. Esses modelos t\u00eam tido quatro preocupa\u00e7\u00f5es no quadro criacionista global relativo \u00e0s origens, a saber, a explica\u00e7\u00e3o de um clima semi-tropical ante-diluviano, a disponibilidade de substancial quantidade de \u00e1gua para o dil\u00favio, a explica\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o glacial e do congelamento catastr\u00f3fico posterior ao dil\u00favio, e a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o da taxa de produ\u00e7\u00e3o de Carbono-14 anteriormente ao dil\u00favio. O ponto de vista usual tem sido fornecer explica\u00e7\u00f5es que envolvem somente for\u00e7as naturais, sem a miraculosa interven\u00e7\u00e3o divina. A an\u00e1lise cr\u00edtica desses modelos indica que \u00e9 imposs\u00edvel o fornecimento de uma parte substancial das \u00e1guas do dil\u00favio, ou de gelo, tanto de uma camada atmosf\u00e9rica quanto de fontes extra-terrestres, a n\u00e3o ser com a miraculosa interven\u00e7\u00e3o divina especial. Todos os modelos falham por n\u00e3o preencher as exig\u00eancias das leis da F\u00edsica ou da Fisiologia. S\u00e3o oferecidas as linhas gerais preliminares para o estabelecimento de modelos quantitativos de uma camada atmosf\u00e9rica limitada de vapor d\u2019\u00e1gua.<strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/Wave.jpg\" width=\"400\" height=\"237\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"10\" \/>Os criacionistas freq\u00fcentemente deploram, e com raz\u00e3o, especula\u00e7\u00f5es temer\u00e1rias muitas vezes praticadas pelos evolucionistas. Exemplos cl\u00e1ssicos de tais especula\u00e7\u00f5es encontram-se em \u201cA Origem das Esp\u00e9cies\u201d onde Darwin, para usar as palavras de W. R. Thompson, \u201cengendrou aquelas fr\u00e1geis torres de hip\u00f3teses baseadas em hip\u00f3teses, onde os fatos e a fic\u00e7\u00e3o entremeiam-se em uma confus\u00e3o inextric\u00e1vel\u201d (1). Thompson continuou sugerindo que \u201cessas constru\u00e7\u00f5es correspondem a um apetite natural\u201d, comum ao homem, e em particular aos evolucionistas.<\/p>\n<p>Entretanto, n\u00e3o parece que os criacionistas tamb\u00e9m t\u00eam evidenciado uma tend\u00eancia para a especula\u00e7\u00e3o excessiva? A literatura criacionista est\u00e1 repleta de especula\u00e7\u00f5es, teorias sem prop\u00f3sito, e modelos extremados. Uma caracter\u00edstica comum de muitas dessas especula\u00e7\u00f5es de criacionistas \u00e9 o esfor\u00e7o feito para explicar algum aspecto do relato da cria\u00e7\u00e3o ou do dil\u00favio em termos \u201cnatural\u00edsticos\u201d que n\u00e3o envolvem nenhuma interven\u00e7\u00e3o divina direta. Os criacionistas, \u00e0s vezes, t\u00eam sido quase t\u00e3o engenhosos quanto os evolucionistas para divisar explica\u00e7\u00f5es que excluem da pr\u00e9-hist\u00f3ria, tanto quanto poss\u00edvel, o milagre divino.<\/p>\n<p>Uma \u00e1rea importante de preocupa\u00e7\u00e3o especulativa dos criacionistas tem sido a dos modelos de camadas atmosf\u00e9ricas, e de fontes extra-terrestres para as \u00e1guas do dil\u00favio. Um breve cat\u00e1logo, provavelmente incompleto, de especula\u00e7\u00f5es relativas a camadas atmosf\u00e9ricas, ou a fontes extra-terrestres de \u00e1gua ou gelo na \u00e9poca do dil\u00favio, inclui o seguinte:<\/p>\n<blockquote><p>1. Uma camada de vapor d\u2019\u00e1gua que possivelmente proporcionou uma parcela substancial das \u00e1guas do dil\u00favio (2).<\/p>\n<p>2. Uma cobertura esf\u00e9rica r\u00edgida, de gelo em torno da Terra, mantida pela resist\u00eancia estrutural, e finalmente rompendo-se para produzir o dil\u00favio e a glacia\u00e7\u00e3o, ou ainda uma cobertura de gelo em rota\u00e7\u00e3o, mantida pela for\u00e7a centr\u00edfuga e rompendo-se para produzir o dil\u00favio e a glacia\u00e7\u00e3o (3).<\/p>\n<p>3. A precipita\u00e7\u00e3o de \u00e1gua ou gelo em \u00f3rbita em torno da Terra, para produzir o dil\u00favio e a glacia\u00e7\u00e3o (4).<\/p>\n<p>4. A colis\u00e3o de vapor d\u2019\u00e1gua ou gelo proveniente do espa\u00e7o exterior, com a Terra, para produzir o dil\u00favio e a glacia\u00e7\u00e3o (5).<\/p><\/blockquote>\n<p>Todas essas id\u00e9ias foram apresentadas no passado como modelos cient\u00edficos que supostamente poderiam explicar a fonte das \u00e1guas do dil\u00favio, o clima ante-diluviano, ou os efeitos p\u00f3s-diluvianos de congelamento r\u00e1pido e glacia\u00e7\u00e3o, mediante causas naturais e n\u00e3o sobrenaturais. Entretanto, todas elas entram em conflito com limita\u00e7\u00f5es provenientes de leis f\u00edsicas ou fisiol\u00f3gicas, bem estabelecidas. Todas elas s\u00e3o imposs\u00edveis sem a interven\u00e7\u00e3o divina especial que se sobreponha \u00e0s leis da F\u00edsica, e algumas delas, mesmo com a interven\u00e7\u00e3o miraculosa, exigiriam tal reconstru\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do ambiente terrestre, que se tornam insustent\u00e1veis como modelos para a Terra ante-diluviana. Prop\u00f5e-se examinar essas id\u00e9ias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s falhas mais \u00f3bvias, algumas das quais j\u00e1 foram, sem d\u00favida, reconhecidas por outros estudiosos do assunto.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"top\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/Nuvens-so.jpg\" width=\"300\" height=\"240\" align=\"left\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/>Exame cr\u00edtico da camada atmosf\u00e9rica e outros modelos<\/strong><\/p>\n<p class=\"txtazulneg\">1 &#8211; Uma camada de vapor d\u2019\u00e1gua contendo parte substancial das \u00e1guas do dil\u00favio<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de argumenta\u00e7\u00e3o, suponhamos que a camada de vapor contivesse o equivalente da ordem de 300 metros de \u00e1gua l\u00edq\u00fcida. Se nuvens estivessem ent\u00e3o presentes, poderiam corresponder somente a uma pequena fra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua total, pois nuvens contendo grandes quantidades de \u00e1gua (isto \u00e9, alguns cent\u00edmetros) somente podem continuar suspensas na atmosfera pelo efeito de violentas correntes de convec\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica. Portanto, o modelo \u00e9 o de uma Terra circundada por um envolt\u00f3rio de vapor d\u2019\u00e1gua transparente, que ao se condensar produziria uma camada de \u00e1gua l\u00edquida de 300 metros, para contribuir com uma por\u00e7\u00e3o apreci\u00e1vel das \u00e1guas do dil\u00favio b\u00edblico. Numerosos problemas surgem neste modelo de camada atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<blockquote><p>a &#8211; O problema da transmiss\u00e3o da luz<\/p>\n<p>Estudos feitos nas \u00e1guas claras e puras do Crater Lake, em Oregon, indicaram que \u00e0 profundidade de 300 metros a radia\u00e7\u00e3o \u00e9 de somente cerca de 0,2 por cento da existente nas camadas superficiais das \u00e1guas do lago (6). Realmente, nos l\u00edq\u00fcidos a absor\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal causa da redu\u00e7\u00e3o da penetra\u00e7\u00e3o da luz, enquanto que nos gases a difus\u00e3o \u00e9 a maior causa, exceto nos intervalos de comprimentos de onda das bandas de absor\u00e7\u00e3o do g\u00e1s espec\u00edfico.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos te\u00f3ricos relativos \u00e0 difus\u00e3o da luz solar na atmosfera, pelo vapor d\u2019\u00e1gua, indicam que com somente o equivalente a um cent\u00edmetro de \u00e1gua l\u00edq\u00fcida na atmosfera, a atenua\u00e7\u00e3o devida \u00e0 difus\u00e3o pelo vapor d\u2019\u00e1gua \u00e9 de dois a quatro por cento no intervalo vis\u00edvel (7). Por\u00e9m, neste modelo hipot\u00e9tico a atmosfera conteria 30.000 vezes essa quantidade de vapor d\u2019\u00e1gua. \u00c9 duvidoso, portanto, que mais do que alguns por cento da luz solar pudessem atingir a superf\u00edcie da Terra. Certamente nenhuma estrela seria vis\u00edvel, embora G\u00eanesis 1:16 implique que as estrelas eram vis\u00edveis.<\/p>\n<p>b &#8211; O problema do aumento da press\u00e3o atmosf\u00e9rica<\/p>\n<p>Resultariam tamb\u00e9m dificuldades bastante s\u00e9rias devido ao aumento da press\u00e3o atmosf\u00e9rica produzida pela massa de \u00e1gua na atmosfera superior. Esse acr\u00e9scimo de press\u00e3o seria equivalente ao de 300 metros abaixo do n\u00edvel do mar, ou seja, de cerca de 30 atmosferas. Tem sido considerado que, como alguns cientistas t\u00eam vivido sob altas press\u00f5es em laborat\u00f3rios submarinos, \u00e9 conceb\u00edvel que tais condi\u00e7\u00f5es existissem na Terra anteriormente ao dil\u00favio. Entretanto, h\u00e1 pelo menos dois problemas aparentemente insol\u00faveis associados a essa id\u00e9ia:<\/p>\n<blockquote><p>1. Primeiramente, em profundidades maiores do que 45 metros o Nitrog\u00eanio do ar come\u00e7a a ter um efeito narc\u00f3tico sobre os mergulhadores (8). Isso torna imposs\u00edvel utilizar o ar em grandes profundidades, sendo comum ent\u00e3o substituir o Nitrog\u00eanio por H\u00e9lio. Portanto, para que a id\u00e9ia valesse no mundo ante-diluviano, a atmosfera terrestre teria de ter todo seu Nitrog\u00eanio substitu\u00eddo por H\u00e9lio, o que constitui um grande absurdo, especialmente porque as plantas necessitam de Nitrog\u00eanio atmosf\u00e9rico.<\/p>\n<p>2. As press\u00f5es mais elevadas das maiores profundidades tornam t\u00f3xico, e mesmo mortal, o Oxig\u00eanio do ar, porque os tecidos vivos n\u00e3o podem suportar os efeitos do Oxig\u00eanio com press\u00f5es parciais maiores do que 0,65 atmosferas (9). Portanto, nas grandes profundidades, o conte\u00fado de Oxig\u00eanio do g\u00e1s fornecido ao mergulhador \u00e9 muito reduzido, chegando mesmo a cerca de um por cento \u00e0 profundidade de 300 metros. Assim, o modelo da camada atmosf\u00e9rica exigiria que o conte\u00fado de Oxig\u00eanio da atmosfera fosse reduzido a esse n\u00edvel extremamente baixo.<\/p><\/blockquote>\n<p>c &#8211; Outras dificuldades<\/p>\n<p>A considera\u00e7\u00e3o rudimentar de tal modelo para a atmosfera ante-diluviana logo revela outras dificuldades embara\u00e7osas. Primeiramente, a press\u00e3o adicional de 30 atmosferas comprimiria a atmosfera atual em uma camada de cerca de somente 300 metros de espessura. Acima dela existiria supostamente a camada de vapor d\u2019\u00e1gua equivalente a 300 metros de \u00e1gua l\u00edquida. A press\u00e3o de 30 atmosferas na parte inferior dessa camada exigiria temperatura n\u00e3o inferior a 234 \u00b0C para evitar que o vapor d\u2019\u00e1gua se condensasse sob forma l\u00edq\u00fcida (10).<\/p>\n<p>Sob tais condi\u00e7\u00f5es, o mundo constituiria local trai\u00e7oeiro para a vida. A escalada de montanhas seria esporte perigoso, e os p\u00e1ssaros n\u00e3o ousariam voar alto. Qualquer perturba\u00e7\u00e3o na camada atmosf\u00e9rica ocasionaria a precipita\u00e7\u00e3o de chuva com temperatura superior a 200 \u00b0C!<\/p>\n<p>Parece \u00f3bvio que \u00e9 inaceit\u00e1vel qualquer modelo da atmosfera ante-diluviana que exija tais modifica\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas do ar terrestre. Uma camada de vapor bem poderia ter existido no mundo ante-diluviano, por\u00e9m o seu conte\u00fado total de \u00e1gua poderia fornecer somente uma pequena parte das \u00e1guas do dil\u00favio, com a hip\u00f3tese de que a camada fosse sustentada por for\u00e7as naturais e n\u00e3o sobrenaturais.<\/p>\n<p>Dentro do conhecimento do autor n\u00e3o h\u00e1 maneira pela qual qualquer g\u00e1s possa ser introduzido na atmosfera da Terra sem que correspondentemente aumente a press\u00e3o na superf\u00edcie. N\u00e3o h\u00e1 for\u00e7a conhecida na F\u00edsica, que possa sustentar uma grande quantidade de vapor d\u2019\u00e1gua na atmosfera sem aumentar a press\u00e3o na superf\u00edcie proporcionalmente \u00e0 massa total do vapor d\u2019\u00e1gua. Supondo-se a temperatura de 234 \u00b0C para o vapor d\u2019\u00e1gua nessa camada, 99 por cento do vapor d\u2019\u00e1gua estaria a menos de 130 quil\u00f4metros da superf\u00edcie da Terra, e metade estaria a menos de 16 quil\u00f4metros (11).<\/p>\n<p>Aparentemente tem sido suposto por alguns que se o vapor d\u2019\u00e1gua fosse levado a uma temperatura muito alta, isso ajudaria de alguma maneira a mant\u00ea-lo suspenso sem aumentar a press\u00e3o atmosf\u00e9rica na superf\u00edcie. Entretanto, n\u00e3o \u00e9 isso o que acontece. O efeito do aumento da temperatura \u00e9 a expans\u00e3o do inv\u00f3lucro de vapor em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de gravidade, por\u00e9m o decr\u00e9scimo resultante na press\u00e3o sob a superf\u00edcie seria menor.<\/p>\n<p>Por exemplo, se a temperatura da camada de vapor fosse elevada para 1700 \u00b0C, metade do vapor d\u2019\u00e1gua estaria contido dentro de 65 quil\u00f4metros, e 99 por cento dentro de 450 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie da Terra. Isso \u00e9 calculado desprezando o fato de que o campo gravitacional da Terra diverge, de tal modo que as superf\u00edcies equipotenciais s\u00e3o esf\u00e9ricas, e n\u00e3o planas.<\/p>\n<p>Portanto, neste modelo atmosf\u00e9rico tr\u00eas quartas partes da massa est\u00e3o contidos a cerca de 130 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie da Terra. Como a for\u00e7a da gravidade varia inversamente com o quadrado da dist\u00e2ncia ao centro da Terra, a diminui\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o da gravidade correspondente a uma altitude de 130 quil\u00f4metros seria de cerca de somente quatro por cento. Conseq\u00fcentemente, a altera\u00e7\u00e3o no modelo de camada de vapor devido \u00e0 diverg\u00eancia do campo gravitacional terrestre corresponderia a uma expans\u00e3o de n\u00e3o mais do que cerca de quatro por cento.<\/p>\n<p>Assim, essas conclus\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o afetadas substancialmente pela hip\u00f3tese simplificadora de um campo gravitacional uniforme. Um modelo para a camada atmosf\u00e9rica de vapor d\u2019\u00e1gua que apresenta temperaturas muito elevadas n\u00e3o resolve, portanto, problema de press\u00f5es excessivas na superf\u00edcie em conseq\u00fc\u00eancia de grandes quantidades de vapor d\u2019\u00e1gua naquela camada.<\/p>\n<p>Outra id\u00e9ia que alguns t\u00eam aceito \u00e9 a de que a \u00e1gua sob forma ionizada poderia possivelmente explicar as grandes quantidades de \u00e1gua na camada atmosf\u00e9rica, sem exigir uma grande press\u00e3o na superf\u00edcie. Entretanto, para que isso acontecesse, todas as mol\u00e9culas de \u00e1gua mantidas em suspens\u00e3o teriam de estar ionizadas. Por\u00e9m, a repuls\u00e3o m\u00fatua dos \u00edons com carga espacial t\u00e3o elevada (2,5.10<sup>36<\/sup>\u00a0statcoulombs) ocasionaria tal explos\u00e3o que atingiria os limites da gal\u00e1xia no processo (12). O esquema da \u00e1gua ionizada \u00e9 inteiramente inexeq\u00fc\u00edvel.<\/p><\/blockquote>\n<p>Pode-se concluir, de todas as considera\u00e7\u00f5es anteriores, que um modelo de camada atmosf\u00e9rica de vapor que postule suficiente quantidade de vapor d\u2019\u00e1gua para alimentar as \u00e1guas do dil\u00favio, \u00e9 inaceit\u00e1vel a menos que tamb\u00e9m se postule a interven\u00e7\u00e3o divina especial para manter essa camada atmosf\u00e9rica anteriormente ao dil\u00favio, e para destru\u00ed-la no tempo oportuno, precipitando-a sobre a Terra sob a forma de \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\">2 &#8211; Uma pel\u00edcula esf\u00e9rica, r\u00edgida, de gelo circundando a Terra, mantida por resist\u00eancia estrutural ou por for\u00e7a centrifuga, entrando em colapso para ocasionar o dil\u00favio e a glacia\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/diluvio3.jpg\" width=\"250\" height=\"212\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"5\" \/>Alguns t\u00eam suposto que tal pel\u00edcula poderia sustentar-se pela sua resist\u00eancia estrutural. Entretanto, o c\u00e1lculo da for\u00e7a de compress\u00e3o sobre essa pel\u00edcula mostra ser tamb\u00e9m imposs\u00edvel esse modelo. Sendo M a massa da Terra, G a constante de gravita\u00e7\u00e3o universal,\u00a0<strong>\u03c1<\/strong>\u00a0a densidade do gelo, e r o raio da pel\u00edcula, a tens\u00e3o de compress\u00e3o na pel\u00edcula ser\u00e1 de<\/p>\n<p class=\"titulogrdazul\" align=\"center\">\u03c3 = M.G.\u03c1 \/ 2.r<\/p>\n<p>Considerando o raio da pel\u00edcula igual a 6693 quil\u00f4metros (isto \u00e9, 322 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie da Terra), ent\u00e3o\u00a0<strong>\u03c1<\/strong>\u00a0= 2,74.10<sup>9<\/sup>\u00a0kgf\/m<sup>2<\/sup>. Por\u00e9m, a tens\u00e3o de ruptura \u00e0 compress\u00e3o do granito, bastante superior \u00e0 do gelo, \u00e9 somente de 2,39.10<sup>7<\/sup>\u00a0kgf\/m<sup>2<\/sup>. A pel\u00edcula de gelo romperia instantaneamente, jamais podendo ser mantida pela pr\u00f3pria resist\u00eancia estrutural. Al\u00e9m disso, o problema da absor\u00e7\u00e3o da luz permaneceria id\u00eantico, ou maior do que no caso considerado anteriormente.Outros t\u00eam considerado que uma pel\u00edcula de gelo em rota\u00e7\u00e3o poderia ser mantida pela for\u00e7a centr\u00edfuga contrabalan\u00e7ando a for\u00e7a da gravidade. Entretanto, basta um conhecimento rudimentar de F\u00edsica para mostrar que a for\u00e7a centr\u00edfuga seria dirigida perpendicularmente ao eixo de rota\u00e7\u00e3o da pel\u00edcula, de maneira que somente no equador haveria sua a\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 da gravidade, e ainda assim a tens\u00e3o de compress\u00e3o no equador seria id\u00eantica \u00e0 da pel\u00edcula estacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outro problema invalida a id\u00e9ia de uma pel\u00edcula em rota\u00e7\u00e3o. De fato, tal pel\u00edcula conteria elevada energia cin\u00e9tica, que em m\u00e9dia seria dada, por unidade de massa, pela express\u00e3o:<\/p>\n<p><center class=\"titulogrdazul\">e<sub>c<\/sub>\u00a0= M.G \/ 3.r<\/center><br \/>\nse a rota\u00e7\u00e3o for exatamente suficiente para a for\u00e7a centr\u00edfuga contrabalan\u00e7ar a for\u00e7a da gravidade no equador da pel\u00edcula esf\u00e9rica. Consideradas as mesmas caracter\u00edsticas da pel\u00edcula supostas anteriormente, ter-se-ia e<sub>c<\/sub>\u00a0= 4740 cal\/g. Entretanto, para converter um grama de gelo a 0 \u00b0K (isto \u00e9, 273 \u00b0C abaixo de zero) em vapor a 100 \u00b0C, s\u00e3o necess\u00e1rias somente 860 calorias. Portanto, se tal pel\u00edcula em rota\u00e7\u00e3o se rompesse sobre a Terra, n\u00e3o produziria nem um dil\u00favio, nem um efeito de congelamento, pois, contendo cerca de cinco vezes a energia necess\u00e1ria para vaporizar o gelo, envolveria a Terra em uma nuvem de vapor d\u2019\u00e1gua quente.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\">3 &#8211; \u00c1gua ou gelo em \u00f3rbita qualquer<\/p>\n<p>O resultado da transfer\u00eancia para a Terra seria id\u00eantico ao do caso da pel\u00edcula de gelo em rota\u00e7\u00e3o &#8211; um banho de vapor superaquecido, e n\u00e3o dil\u00favio ou congelamento.<\/p>\n<p><span class=\"txtazulneg\">4 &#8211; Vapor d\u2019\u00e1gua, \u00e1gua, ou gelo proveniente do espa\u00e7o exterior<\/span><br \/>\n______<br \/>\nA velocidade de escape da superf\u00edcie da Terra, dada pela f\u00f3rmula V = \u221a 2.M.G\/r \u00e9 cerca de 11,12 km\/s, sendo r o raio da Terra. Qualquer objeto caindo do espa\u00e7o exterior atingir\u00e1 pelo menos essa velocidade ao atingir a superf\u00edcie da Terra. A correspondente energia cin\u00e9tica \u00e9 de 6,25.10<sup>11<\/sup>\u00a0ergs\/grama, ou 14900 calorias\/grama. Isto representa cerca de 17,5 vezes a quantidade de calor necess\u00e1ria para converter o gelo na temperatura de 0 \u00b0K a vapor a 100 \u00b0C. Novamente resultaria um banho de vapor em vez de um dil\u00favio ou de um efeito de congelamento, ou da forma\u00e7\u00e3o de calotas glaciais.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/montanha.jpg\" width=\"450\" height=\"141\" align=\"middle\" border=\"1\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" \/><\/p>\n<p>Um modelo amplamente discutido apresenta um &#8220;visitante&#8221; que se aproxima da Terra proveniente do espa\u00e7o exterior, trazendo consigo um sat\u00e9lite de gelo. Supostamente o sat\u00e9lite colide com a Terra produzindo o dil\u00favio, congelamento, e efeitos glaciais. Considere-se o modelo seguinte, algo semelhante ao proposto por Patten na Refer\u00eancia 5.<\/p>\n<p>Suponha-se que a massa do visitante fosse um d\u00e9cimo da Terra, que sua dist\u00e2ncia no apogeu fosse 16.000 quil\u00f4metros, que sua \u00f3rbita em torno da Terra fosse parab\u00f3lica, e que o raio da \u00f3rbita do sat\u00e9lite visitante fosse de 16.000 quil\u00f4metros. Obt\u00eam-se ent\u00e3o os seguintes dados: velocidade do visitante no apogeu, relativa \u00e0 Terra, igual a 7,0.10<sup>5<\/sup>\u00a0cm\/s; velocidade do sat\u00e9lite em sua \u00f3rbita, relativamente ao visitante, igual a 1,6.10<sup>5<\/sup>\u00a0cm\/s.<\/p>\n<p>Sem fazer um estudo computacional do problema dos tr\u00eas corpos, o que estaria al\u00e9m das possibilidades do autor, parece fora de d\u00favida que o sat\u00e9lite n\u00e3o poderia possivelmente atingir a superf\u00edcie da Terra com uma velocidade relativa menor do que (7,0-1,6).10<sup>5<\/sup>\u00a0= 5,4.10<sup>5<\/sup>\u00a0cm\/s. Certamente a velocidade seria maior, por\u00e9m a anterior corresponde \u00e0 energia cin\u00e9tica de 3500 calorias\/grama, suficiente para vaporizar o gelo a 0\u00b0 K mais de quatro vezes.<\/p>\n<p>Tem tamb\u00e9m sido proposto que o gelo do espa\u00e7o exterior estivesse carregado eletricamente, de tal modo que pudesse interagir com o campo magn\u00e9tico terrestre. Pr\u00f3tons, el\u00e9trons e \u00e1tomos ionizados provenientes do espa\u00e7o realmente assim interagem e s\u00e3o fortemente defletidos, por\u00e9m sua rela\u00e7\u00e3o carga\/massa \u00e9 milh\u00f5es de vezes maior do que poderia possivelmente ser o caso para qualquer cristal de gelo carregado. Assim, qualquer deflex\u00e3o seria pequena, e a energia cin\u00e9tica n\u00e3o seria afetada de maneira alguma. A carga el\u00e9trica nos cristais de gelo n\u00e3o poderia evitar uma cat\u00e1strofe t\u00e9rmica resultante da sua colis\u00e3o com a Terra.<\/p>\n<p><strong>Os modelos n\u00e3o sobrenaturais falham<\/strong><\/p>\n<p>Esse exame cr\u00edtico indica que est\u00e3o fadados ao malogro todos os modelos que sup\u00f5em a provis\u00e3o de quantidades substanciais de \u00e1gua ou gelo mediante uma camada atmosf\u00e9rica de vapor d\u2019\u00e1gua, gelo ou \u00e1gua em \u00f3rbita, pel\u00edcula de gelo, ou gelo ou vapor d\u2019\u00e1gua do espa\u00e7o exterior, estritamente em acordo com a lei natural e sem a interven\u00e7\u00e3o sobrenatural na ordem natural. Eles n\u00e3o podem se ajustar \u00e0s leis estabelecidas da F\u00edsica, ou com as exig\u00eancias fisiol\u00f3gicas para a exist\u00eancia da vida.<\/p>\n<p>Houve numerosos aspectos sobrenaturais no dil\u00favio, notadamente o an\u00fancio e o prop\u00f3sito divino, os planos divinamente dados para a arca, a perfeita sincroniza\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios acontecimentos geol\u00f3gicos e atmosf\u00e9ricos, a volunt\u00e1ria reuni\u00e3o dos animais, a sua manuten\u00e7\u00e3o por um ano na arca, e a preserva\u00e7\u00e3o da arca e oito almas durante um ano de viol\u00eancia global n\u00e3o igualada na hist\u00f3ria do mundo desde a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por que, ent\u00e3o, se sentiriam frustrados os criacionistas se n\u00e3o puderam divisar um mecanismo natural detalhado para outros aspectos daquele grande cataclismo? Deus n\u00e3o est\u00e1 sujeito a limites de necessidades ou circunst\u00e2ncias. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de especula\u00e7\u00e3o natural\u00edstica na tentativa de explicar esses acontecimentos, quando cada especula\u00e7\u00e3o pode ser negada, como mostrado.<br \/>\n<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra3.jpg\" width=\"300\" height=\"251\" align=\"right\" border=\"1\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretrizes sugeridas para os modelos de camadas atmosf\u00e9ricas<\/strong><\/p>\n<p>As considera\u00e7\u00f5es anteriores de maneira alguma excluem um regime atmosf\u00e9rico ante-diluviano muito diferente das condi\u00e7\u00f5es atuais, um regime que poderia ter sido mantido por meios naturais ou sobrenaturais. A atmosfera ante-diluviana poderia ter, e na opini\u00e3o do autor provavelmente teve mesmo, uma camada de vapor d\u2019\u00e1gua que produziria um poderoso &#8220;efeito de estufa&#8221; no clima global.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria dos modelos de camadas atmosf\u00e9ricas tem sido at\u00e9 agora marcada por discuss\u00f5es altamente especulativas, com pequeno esfor\u00e7o para a modelagem quantitativa. Talvez possam agora ser feitos esfor\u00e7os no sentido dos modelos quantitativos, em face de j\u00e1 se ter alguma id\u00e9ia da limita\u00e7\u00e3o que deve ser feita quanto \u00e0 quantidade total de vapor d\u2019\u00e1gua na atmosfera. Considere-se a seguir um modelo bastante simples.<\/p>\n<p>O conte\u00fado total de \u00e1gua na atmosfera atual \u00e9 igual a cerca de somente 2,5 cm de \u00e1gua l\u00edquida (13). Se fosse aumentado para n\u00e3o mais do que 15 cm, por exemplo, o efeito sobre a configura\u00e7\u00e3o global do clima certamente seria radical. Mesmo na atual atmosfera o vapor d\u2019\u00e1gua e as nuvens s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte da absor\u00e7\u00e3o de energia pela atmosfera. O acr\u00e9scimo de 12,5 cm de \u00e1gua na atmosfera resultaria somente em um aumento desprez\u00edvel na press\u00e3o no n\u00edvel da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Para um modelo inicial grandemente simplificado, ent\u00e3o, suponhamos que a atmosfera contenha 15 cm de \u00e1gua e que o ar seco tenha, no n\u00edvel do mar, 21% de Oxig\u00eanio e 79% de Nitrog\u00eanio. Suponha-se ainda que a temperatura uniforme seja de 27 \u00b0C, que existe equil\u00edbrio termodin\u00e2mico, e que todos os gases obede\u00e7am \u00e0 lei dos gases perfeitos (Os 15 cm de \u00e1gua correspondem a uma press\u00e3o parcial de vapor d\u2019\u00e1gua de 11,2 mm Hg, no n\u00edvel do mar).<\/p>\n<p>Se a press\u00e3o total no n\u00edvel do mar \u00e9 de 760 mm Hg, as press\u00f5es parciais do Oxig\u00eanio e do Nitrog\u00eanio ser\u00e3o de 157 mm Hg e 591 mm Hg, respectivamente. Com uma press\u00e3o parcial de vapor d\u2019\u00e1gua de 11,2 mm Hg, como a press\u00e3o de vapor d\u2019\u00e1gua saturado a 27 \u00b0C e de 26,74 mm Hg, resulta no n\u00edvel do mar a umidade relativa de 42%.<\/p>\n<p>Supondo que todos os gases obede\u00e7am \u00e0 lei dos gases perfeitos, que a acelera\u00e7\u00e3o da gravidade seja uniforme, e que exista equil\u00edbrio termodin\u00e2mico, a densidade parcial de cada g\u00e1s constituinte varia exponencialmente em fun\u00e7\u00e3o inversa da altitude (Ver Refer\u00eancia 11). Nas regi\u00f5es superiores da atmosfera, a quantidade relativa dos gases mais leves ser\u00e1 maior do que os valores atuais no n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Assim, neste modelo o conte\u00fado de vapor d\u2019\u00e1gua no n\u00edvel do mar \u00e9 de 9,4.10<sup>-3<\/sup>\u00a0gramas por grama de ar seco. Por\u00e9m, na altitude de 30 km o conte\u00fado de vapor d\u2019\u00e1gua \u00e9 aumentado para 33,6.10<sup>-3<\/sup>\u00a0gramas por grama. Na atmosfera atual o conte\u00fado de vapor d\u2019\u00e1gua na estratosfera \u00e9 muito mais baixo, cerca de 2.10<sup>-6<\/sup>\u00a0gramas por grama(14). Neste modelo, portanto, o conte\u00fado de vapor d\u2019\u00e1gua na atmosfera superior \u00e9 aumentado por um fator de cerca de 17.000.<\/p>\n<p>Com este modelo extremamente simplificado como ponto de partida, podem ser feitas estimativas das caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o e de radia\u00e7\u00e3o de energia, da atmosfera, podendo-se tirar algumas conclus\u00f5es preliminares sobre como teria o modelo din\u00e2mico de diferir do modelo inicial de equil\u00edbrio. Deveria ent\u00e3o tornar-se evidente se tal modelo tem ou n\u00e3o o potencial para produzir o tipo de regime clim\u00e1tico que os criacionistas t\u00eam postulado a partir do registro b\u00edblico da era antediluviana, e a partir dos dados da Paleontologia. Desenvolver este assunto aqui seria prolongar demasiado, pelo que o assunto ser\u00e1 abordado em outro artigo.<\/p>\n<p>Pode ser observado, de passagem, que o grau de aumento postulado anteriormente para o vapor d\u2019\u00e1gua da atmosfera superior, n\u00e3o alteraria substancialmente a taxa de produ\u00e7\u00e3o de Carbono-14 pelos n\u00eautrons gerados pelos raios c\u00f3smicos. Teria de haver um aumento adicional da ordem de 10 a 100, antes que ocorresse um efeito em grande escala sobre a produ\u00e7\u00e3o de Carbono-14, com os efeitos correspondentemente grandes sobre as estimativas de idades Carbono.<\/p>\n<p>O estabelecimento de modelos quantitativos para a atmosfera \u00e9 uma tarefa sumamente complexa, que este autor n\u00e3o se julga qualificado a empreender. As estimativas feitas com r\u00e9gua de c\u00e1lculo neste artigo s\u00e3o apresentadas somente como abordagem preliminar do problema, \u00e0 luz da limita\u00e7\u00e3o grosseira que foi estabelecida para o conte\u00fado total de \u00e1gua. Certamente em um modelo detalhado dever\u00e3o ser levados em conta outros constituintes atmosf\u00e9ricos, tais como o g\u00e1s carb\u00f4nico e o oz\u00f4nio, juntamente com o vapor d\u2019\u00e1gua, nos c\u00e1lculos relativos \u00e0 radia\u00e7\u00e3o e \u00e0 absor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pareceria que o problema mais dif\u00edcil no estabelecimento de modelos para o tipo de atmosfera geralmente suposto pelos criacionistas para o mundo ante-diluviano, tem sido o da manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade em um planeta em rota\u00e7\u00e3o recebendo radia\u00e7\u00e3o do Sol. Sem d\u00favida muitas outras dificuldades surgem ao se estabelecerem modelos. Entretanto, se os criacionistas continuarem a considerar os efeitos de uma camada atmosf\u00e9rica antediluviana de vapor d\u2019\u00e1gua, \u00e9 tempo de adequar os modelos \u00e0s exig\u00eancias das leis f\u00edsicas, e continuar a desenvolver os detalhes quantitativos..<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua das janelas dos c\u00e9us<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/terra2.jpg\" width=\"303\" height=\"200\" align=\"left\" border=\"1\" hspace=\"5\" vspace=\"5\" \/>Cabe uma observa\u00e7\u00e3o final a respeito da fonte das \u00e1guas do dil\u00favio. A linguagem das Escrituras parece sugerir provis\u00e3o sobrenatural. Por exemplo, Stanley Udd apresentou evid\u00eancias exeg\u00e9ticas e gramaticais para o ponto de vista de que as &#8220;\u00e1guas acima do firmamento&#8221; citadas em G\u00eanesis 1:7 eram \u00e1gua l\u00edquida (15). Se esse for o caso, essas \u00e1guas eram sustentadas de alguma forma no espa\u00e7o mediante um &#8220;fiat&#8221; sobrenatural, e poderiam ter sido a fonte das \u00e1guas sobrenaturalmente precipitadas atrav\u00e9s das &#8220;janelas dos c\u00e9us&#8221;, como registrado em G\u00eanesis 7:11.<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p>O autor \u00e9 sumamente grato ao Editor, Harold Armstrong, pelo seu auxilio na supervis\u00e3o de v\u00e1rios t\u00f3picos de F\u00edsica, no manuscrito.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>(1) Thompson, W. R. 1956. &#8220;Introduction&#8221;,\u00a0<strong><em>The origin of species by Charles Darwin<\/em><\/strong>, E. P. Dutton and Co., New York.<br \/>\n(2) Daly, Reginald 1972.\u00a0<em><strong>Earth&#8217;s most challenging mysteries<\/strong><\/em>. The Craig Press, Nutley, N. J., pp. 234-235, Whitcomb,John C., Jr. 1972.\u00a0<em><strong>The early earth<\/strong><\/em>, Baker Book House, Grand Rapids, pp. 44, 46, 118, Rehwinkel, Alfred M. 1951.<em><strong>\u00a0The flood<\/strong><\/em>, Concordia Pub. House, Saint Louis, pp. 12-13; Whitcomb, John C., Jr., and Henry M. Morris 1961.\u00a0<em><strong>The Genesis flood<\/strong><\/em>, The Presbyterian and Reformed Pub. Co., Philadelphia, pp. 9, 77, 121, 255-257, Ramm, Bernard 1954.\u00a0<em><strong>The Christian view of science and Scripture<\/strong><\/em>, Wm. B. Eerdmans Pub. Co., Grand Rapids, pp. 234-235.<br \/>\n(3) Westberq. V. L..\u00a0<em><strong>The Master Architect<\/strong><\/em>. Napa. California.<br \/>\n(4) Gaverluk, Emil and Jack Hamm 1974.\u00a0<em><strong>Did Genesis man conquer space?,<\/strong><\/em>\u00a0Thomas Nelson Inc., Publishers, New York, pp.45-54.<br \/>\n(5) Patten, Donald W. 1966.\u00a0<em><strong>The biblical flood and the ice epoch<\/strong><\/em>, Pacific Meridian Pub. Co., Seattle, pp. 101-163; Camping, Harold 1974.\u00a0<em><strong>Adam when?<\/strong><\/em>, Frontiers for Christ, Alameda, Calif., pp. 207-215.<br \/>\n(6) Tyler, J. E. and R. C. Smith 1970.\u00a0<strong>Measurements of spectral irradiance underwater<\/strong>. Gordon and Breach, Science Publishers, Inc., New York, p. 52.<br \/>\n(7) Kondratyev, K. Y. 1969.\u00a0<em><strong>Radiation in the atmosphere<\/strong><\/em>. Academic Press, New York, p. 239.<br \/>\n(8)\u00a0<em><strong>McGraw Hill Encyclopedia of Science and Technology\u00a0<\/strong><\/em>1971 Vol. 4, p. 284.<br \/>\n(9) Ibid., pp. 284-285.<br \/>\n(10)\u00a0<em><strong>Handbook of Chemistry and Physics<\/strong><\/em>, 56th Edition 1975-1976, p. E-l9.<\/p>\n<p>(11) Para uma atmosfera contendo s\u00f3 um constituinte gasoso, de acordo com a Lei dos Gases Perfeitos, em um campo gravitacional uniforme, e \u00e0 temperatura constante, a densidade em fun\u00e7\u00e3o da altitude \u00e9 expressa por:<br \/>\n<span class=\"tituloazulneg\">\u03c1(h) = \u03c1(0) e<sup>-ah<\/sup><\/span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0onde<\/p>\n<p><span class=\"tituloazulneg\">\u03c1(0) = MP(0)\/R.T<\/span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0e<\/p>\n<p><span class=\"tituloazulneg\">a = Mg \/ R.T<\/span><\/p>\n<p>sendo<\/p>\n<p>M = massa molecular<br \/>\nR = constante dos gases perfeitos<br \/>\nT = temperatura absoluta<br \/>\ng = acelera\u00e7\u00e3o da gravidade<br \/>\nPara o c\u00e1lculo da altitude h(t) abaixo da qual \u00e9 compreendida uma certa fra\u00e7\u00e3o f da massa total da atmosfera tem-se a express\u00e3o:<br \/>\n<span class=\"tituloazulneg\">h(f) = [-2,303 log (1 \u2013 f)] \/ a<\/span><\/p>\n<p>(12) A energia eletrost\u00e1tica de uma carga Q colocada sobre uma esfera de raio r \u00e9 E<sub>e<\/sub>\u00a0= Q2 \/ r. Para concentrar uma carga Q = 2,5.10<sup>36<\/sup>\u00a0statcoulombs sobre a superf\u00edcie de uma esfera de raio r = 8.000 km seria necess\u00e1ria a energia de 7,8.10<sup>63<\/sup>\u00a0ergs. A energia gravitacional inerente \u00e0 gal\u00e1xia \u00e9 da ordem de E<sub>g<\/sub>\u00a0= GM2 \/ R,<br \/>\nonde<br \/>\nG \u00e9 a constante gravitacional,<br \/>\nM a massa da gal\u00e1xia,<br \/>\nR a dist\u00e2ncia radial m\u00e9dia da massa a partir do centro da gal\u00e1xia.<br \/>\nPara nossa gal\u00e1xia tem-se aproximadamente Eg =1,3.10<sup>59<\/sup>\u00a0ergs. Desta forma, uma Terra carregada hipoteticamente com aquela energia poderia explodir 10.000 gal\u00e1xias!<\/p>\n<p>(13)\u00a0<em><strong>McGraw Hill Encyclopedia of Science and Technology<\/strong><\/em>, 1971, Vol. 6, p. 630.<br \/>\n(14) Ibid., Vol. 1, p. 678.<br \/>\n(15) Udd, Stanley, V. 1975.\u00a0<em><strong>The Canopy and Genesis<\/strong><\/em>\u00a01:6-8. Creation Researrch Society Quarterly, 12(2):90-93.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textopreto\" align=\"center\" valign=\"TOP\">Artigo publicado na<a class=\"tituloAzulClaroGR\" href=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/revistas\/folha-criacionista-no-15-2o-quadrimestre-de-1977-ano-6\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Folha Criacionista 15<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo cont\u00e9m material de um trabalho apresentado na 3\u00aa Confer\u00eancia Nacional Americana sobre Cria\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia, em Minneapolis, Minnesota, U.S.A., em agosto de 1976. &nbsp; V\u00e1rias tentativas de modelos t\u00eam sido feitas para explicar a exist\u00eancia de uma camada atmosf\u00e9rica de \u00e1gua ou vapor, bem como de uma poss\u00edvel fonte extra-terrestre de \u00e1gua ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1364,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[29,108],"tags":[],"ppma_author":[48],"class_list":["post-1363","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-folha-15"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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