{"id":1193,"date":"2004-07-24T23:48:01","date_gmt":"2004-07-25T02:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=1193"},"modified":"2022-10-27T00:08:23","modified_gmt":"2022-10-27T03:08:23","slug":"artigos-folha-criacionista-no-71","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/revistas-conteudo\/folha-71\/artigos-folha-criacionista-no-71\/","title":{"rendered":"Artigos &#8211; Folha Criacionista N\u00ba. 71"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"780\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"78%\"><span class=\"subtitulocinza\">Artigos<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">\n<table border=\"1\" width=\"589\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td width=\"49%\">\n<ul>\n<li><a href=\"#design\">A TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"51%\">\n<ul>\n<li><a href=\"#folha\">COMPLEXIDADE IRREDUT\u00cdVEL &#8211; &#8220;UMA SIMPLES FOLHA&#8221;<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td>\n<ul>\n<li><a href=\"#filosofia\">FILOSOFIA E PRINC\u00cdPIOS DA CI\u00caNCIA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td>\n<ul>\n<li><a href=\"#cronometria\">CRONOMETRIA E CRONOLOGIA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td rowspan=\"2\">\n<ul>\n<li><a href=\"#geologia\">O EVOLUCIONISMO E O INTERVENCIONISMO NA GEOLOGIA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td>\n<ul>\n<li><a href=\"#ordem\">ORDEM, COMPLEXIDADE E ENTROPIA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td>\n<ul>\n<li><a href=\"#midia\">CRIACIONISMO NA M\u00cdDIA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td rowspan=\"2\">\n<ul>\n<li><a href=\"#trilobita\">OS TRILOBITAS: UM ENIGMA DE COMPLEXIDADE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"textopqpreto\">\n<td>\n<ul>\n<li><a href=\"#sedimentologia\">SEDIMENTOLOGIA E HIDRODIN\u00c2MICA<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table border=\"0\" width=\"780\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"8\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"texto\" valign=\"top\"><a name=\"design\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">A TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">En\u00e9zio Eug\u00eanio de Almeida Filho<\/span><\/p>\n<p>&#8230; Por que o darwinismo, apesar de t\u00e3o inadequadamente apoiado (1) como teoria cient\u00edfica continua a acumular o apoio total do establishment acad\u00eamico? O que continua a manter o darwinismo em circula\u00e7\u00e3o apesar de suas muitas falhas evidentes? Por que as alternativas que introduzem o design s\u00e3o exclu\u00eddas do debate cient\u00edfico? Por que a ci\u00eancia deve explicar somente recorrendo a processos naturais n\u00e3o guiados? Quem determina as regras da ci\u00eancia? H\u00e1 um c\u00f3digo de \u201ccientificamente correto\u201d que, em vez de ajudar a nos levar \u00e0 verdade, ativamente nos impede de perguntar certas quest\u00f5es e de chegar \u00e0 verdade? O que \u00e9 correto &#8211; evolu\u00e7\u00e3o naturalista ou design inteligente?<\/p>\n<p>&#8230; O Design Inteligente (DI) \u00e9 uma ci\u00eancia, uma filosofia e um movimento para a reforma educacional. Como ci\u00eancia, \u00e9 um argumento contra a afirma\u00e7\u00e3o darwinista ortodoxa de que for\u00e7as inconscientes como varia\u00e7\u00e3o, heran\u00e7a gen\u00e9tica, sele\u00e7\u00e3o natural e o tempo sejam capazes de explicar as principais caracter\u00edsticas (complexidade e diversidade) do mundo biol\u00f3gico. Como filosofia, \u00e9 uma cr\u00edtica da filosofia da ci\u00eancia dominante que limita a explica\u00e7\u00e3o apenas a causas puramente f\u00edsicas ou materiais. Como programa de reforma educacional, \u00e9 um movimento p\u00fablico para fazer do darwinismo &#8211; suas evid\u00eancias, pressuposi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e t\u00e1ticas ret\u00f3ricas &#8211; objeto de uma discuss\u00e3o p\u00fablica bem informada, ampla, civilizada, e v\u00edvida. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230;. O que torna o DI controverso, \u00e9 porque ele se prop\u00f5e a encontrar sinais de intelig\u00eancia na natureza e, especificamente, em sistemas biol\u00f3gicos. De acordo com o bi\u00f3logo evolucionista Francisco Ayala, o maior feito de Darwin foi demonstrar como que a complexidade organizada dos organismos podia ser obtida \u00e0 parte de uma intelig\u00eancia que utilize design. Portanto, o DI desafia diretamente o darwinismo e outras abordagens naturalistas quanto \u00e0 origem e a evolu\u00e7\u00e3o da vida. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Como uma teoria de origem biol\u00f3gica e de desenvolvimento, a afirma\u00e7\u00e3o central do DI \u00e9 que somente causas inteligentes explicam adequadamente as estruturas biol\u00f3gicas de informa\u00e7\u00e3o complexa e que essas causas s\u00e3o empiricamente detect\u00e1veis. Afirmar que causas inteligentes s\u00e3o empiricamente detect\u00e1veis \u00e9 afirmar a exist\u00eancia de m\u00e9todos bem-definidos que, baseados nos aspectos observ\u00e1veis do mundo, podem distinguir com seguran\u00e7a causas inteligentes de causas naturais n\u00e3o dirigidas. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; David Baltimore, bi\u00f3logo molecular americano (pr\u00eamio Nobel em 1975) afirmou: \u201cA biologia moderna \u00e9 uma ci\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o\u201d. A TDI apropriadamente formulada \u00e9 uma teoria de informa\u00e7\u00e3o. Dentro dessa teoria, a informa\u00e7\u00e3o se torna um indicador confi\u00e1vel de causa\u00e7\u00e3o inteligente bem como um objeto apropriado para investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O astr\u00f4nomo Carl Sagan escreveu um livro sobre a busca por intelig\u00eancia extraterrestre chamado Contato, que mais tarde virou filme. A trama e os extraterrestres eram fict\u00edcios, mas Sagan baseou os m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o de design dos astr\u00f4nomos do SETI exatamente na pr\u00e1tica cient\u00edfica. Na vida real, at\u00e9 agora os pesquisadores do SETI (6) n\u00e3o tiveram \u00eaxito em detectar convincentemente sinais de design intencional do espa\u00e7o sideral, mas se encontrarem tal sinal, como os astr\u00f4nomos no filme fizeram, eles tamb\u00e9m v\u00e3o inferir design intencional.<\/p>\n<p>Por que os radioastr\u00f4nomos no filme Contato chegaram a uma infer\u00eancia de design dos sinais de r\u00e1dio que eles monitoraram do espa\u00e7o? Os pesquisadores do SETI escutam milh\u00f5es de sinais de r\u00e1dio coletados do espa\u00e7o sideral atrav\u00e9s de computadores programados para reconhecerem padr\u00f5es preestabelecidos. Esses padr\u00f5es servem como peneira. Os sinais que n\u00e3o se encaixam em nenhum dos padr\u00f5es passam pela peneira e s\u00e3o classificados como aleat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Ano ap\u00f3s ano recebendo sinais aleat\u00f3rios aparentemente sem significado, os pesquisadores do filme Contato descobriram um padr\u00e3o de batimentos (1) e pausas (0) que correspondiam \u00e0 seq\u00fc\u00eancia de todos os n\u00fameros primos entre 2 e 101. (7) (Os n\u00fameros primos s\u00e3o divis\u00edveis somente por si mesmos e por 1). Aquilo surpreendeu e chamou a aten\u00e7\u00e3o dos radioastr\u00f4nomos, e eles imediatamente inferiram uma causa inteligente. Quando uma seq\u00fc\u00eancia come\u00e7a com duas batidas (11) e depois uma pausa (0), tr\u00eas batidas (111) e depois uma pausa (0), e continua por todos os n\u00fameros primos at\u00e9 o n\u00famero com cento e uma batidas, os pesquisadores precisam e devem inferir a presen\u00e7a de uma intelig\u00eancia extraterrestre.<\/p>\n<p>Eis aqui a raz\u00e3o dessa infer\u00eancia: n\u00e3o h\u00e1 nada nas leis da F\u00edsica que exija que os sinais de r\u00e1dio tomem uma forma ou outra. A seq\u00fc\u00eancia de n\u00fameros primos \u00e9, portanto, contingente em vez de necess\u00e1ria. Al\u00e9m disso, a seq\u00fc\u00eancia de n\u00fameros primos \u00e9 longa e portanto complexa. Se a seq\u00fc\u00eancia fosse extremamente pequena e por isso n\u00e3o teria complexidade, facilmente poderia ter acontecido por acaso. Finalmente, a seq\u00fc\u00eancia n\u00e3o era meramente complexa mas tamb\u00e9m exibia um padr\u00e3o ou especifica\u00e7\u00e3o independentemente dada (n\u00e3o era apenas uma velha seq\u00fc\u00eancia de n\u00fameros qualquer, mas uma seq\u00fc\u00eancia matematicamente significante &#8211; os n\u00fameros primos).<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia deixa atr\u00e1s de si uma marca registrada ou assinatura &#8211; que dentro da comunidade do DI \u00e9 agora chamada de complexidade especificada. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; A principal liga\u00e7\u00e3o do DI com as tradi\u00e7\u00f5es religiosas \u00e9 atrav\u00e9s do argumento de design. Talvez o argumento de design mais conhecido seja o de William Paley. Ele publicou o seu argumento em 1802 no livro Natural Theology [Teologia Natural]. O subt\u00edtulo \u00e9 surpreendente: Evidences of the Existence and Attributes of the Deity, Collected from the Appearances of Nature [Evid\u00eancias da exist\u00eancia e atributos da divindade, coletadas das apar\u00eancias da natureza]. O projeto de Paley era examinar os aspectos do mundo natural (que ele chamou de \u201capar\u00eancias da natureza\u201d) e deles tirar conclus\u00f5es sobre a exist\u00eancia e atributos de uma intelig\u00eancia respons\u00e1vel pelo design daqueles aspectos (que Paley identificou como sendo o Deus da tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3).<\/p>\n<p>De acordo com Paley, se algu\u00e9m encontrar um rel\u00f3gio num campo (e assim n\u00e3o ter todo conhecimento de como surgiu o rel\u00f3gio), a adapta\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as do rel\u00f3gio para dizer as horas garante que ele \u00e9 o produto de uma intelig\u00eancia. Assim tamb\u00e9m, de acordo com Paley, as maravilhosas adapta\u00e7\u00f5es dos meios para os fins nos organismos (como a complexidade do olho humano com a sua capacidade de vis\u00e3o) garantem que os organismos s\u00e3o produtos de uma intelig\u00eancia. A TDI atualiza o argumento do relojoeiro de Paley \u00e0 luz da contempor\u00e2nea teoria matem\u00e1tica da informa\u00e7\u00e3o (17) e da biologia molecular, pretendendo trazer este argumento de design para dentro da ci\u00eancia. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; A vis\u00e3o darwinista da vida est\u00e1 rapidamente perdendo o contato com a realidade e com o design intencional que permeia o mundo no n\u00edvel bioqu\u00edmico &#8211; um mundo sobre o qual Darwin nada sabia. S\u00e3o muitas as anomalias, que t\u00eam resistido a todas as tentativas de serem resolvidas pelos procedimentos existentes do paradigma atual, mas a velha guarda do darwinismo, mesmo sabendo que as suas \u201cid\u00e9ias n\u00e3o correspondem aos fatos\u201d [Cazuza], n\u00e3o est\u00e1 e nem ficar\u00e1 quieta: existe atualmente nos Estados Unidos uma inquisi\u00e7\u00e3o sem fogueiras para os que criticam cientificamente o darwinismo.<\/p>\n<p>No seu livro The End of Christendom, Malcolm Muggeridge escreveu:<\/p>\n<p>\u201cEu estou mesmo convencido de que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o, especialmente na extens\u00e3o na qual tem sido aplicada, ser\u00e1 uma das maiores de todas as piadas nos livros de hist\u00f3ria do futuro. A posteridade ir\u00e1 se maravilhar como uma hip\u00f3tese muito superficial e t\u00e3o d\u00fabia p\u00f4de ser aceita com a incr\u00edvel credulidade que tem sido aceita\u201d.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o darwinista, por\u00e9m, como os \u2018epiciclos\u2019 de Ptolomeu, recusa-se em procurar a porta de sa\u00edda paradigm\u00e1tica, para ser substitu\u00edda por uma nova vis\u00e3o baseada na realidade: Design Inteligente.<br \/>\n<span class=\"tituloVermelho\"><br \/>\n(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"filosofia\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">FILOSOFIA E PRINC\u00cdPIOS DA CI\u00caNCIA\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><\/span><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Eduardo Ferreira L\u00fctz<\/span><\/p>\n<p>Diante do uso que muitos criacionistas fazem da express\u00e3o \u2018verdadeira ci\u00eancia\u2019, evolucionistas t\u00eam encontrado margem para acus\u00e1-los de considerar como \u2018verdadeira ci\u00eancia\u2019 tudo o que concorda com sua opini\u00e3o, e como sendo \u2018falsa ci\u00eancia\u2019 tudo o que n\u00e3o se encaixa na vis\u00e3o de mundo criacionista.<\/p>\n<p>Por outro lado, muitos no meio acad\u00eamico e fora dele, usam a palavra \u2018ci\u00eancia\u2019 como sin\u00f4nimo de conjunto de conclus\u00f5es e id\u00e9ias comuns na comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Conceitos desse tipo tendem a desviar a aten\u00e7\u00e3o dos t\u00f3picos fundamentais que nos ajudariam a colocar o m\u00e9todo cient\u00edfico em seu devido lugar e a fazer bom uso dele.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destes problemas, diversos aspectos do funcionamento da Ci\u00eancia parecem desnecessariamente misteriosos em fun\u00e7\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o de \u2018m\u00e9todo cient\u00edfico\u2019 que muitos adotam.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o que mantemos em nossas mentes entre religi\u00e3o e ci\u00eancia tamb\u00e9m tende a ser seriamente prejudicada, afastando-se consideravelmente do ideal b\u00edblico dependendo da defini\u00e7\u00e3o de \u2018ci\u00eancia\u2019 que adotamos.<\/p>\n<p>Falta de clareza nestas quest\u00f5es pode comprometer seriamente toda uma classe de argumentos \u00fateis \u00e0 controv\u00e9rsia entre Criacionismo e Evolucionismo.<\/p>\n<p>Nosso presente objetivo \u00e9 o de trazer uma proposta que pode ser \u00fatil ao enfrentarmos obst\u00e1culos semelhantes a estes. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; A Ci\u00eancia ap\u00f3ia-se em duas colunas (em sentido figurado) que, por sua vez, t\u00eam um fundamento comum. Estas \u201ccolunas\u201d s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p>\u00b7 Observa\u00e7\u00e3o controlada.<br \/>\n\u00b7 Sistematiza\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o controlada corresponde \u00e0 parte experimental, pr\u00e1tica, da Ci\u00eancia. \u00c9 nesta fase da Ci\u00eancia que ocorrem pesquisas em laborat\u00f3rios, pesquisas de campo, observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas, etc.<\/p>\n<p>A sistematiza\u00e7\u00e3o formal \u00e9 a parte te\u00f3rica da Ci\u00eancia, na qual comparamos dados, elaboramos teorias, comparamos e testamos id\u00e9ias, tiramos conclus\u00f5es, enfim, procuramos aproveitar ao m\u00e1ximo as informa\u00e7\u00f5es obtidas pela observa\u00e7\u00e3o controlada. &#8230;<\/p>\n<p>Eis o significado de algumas das mais importantes palavras que costumamos usar quando falamos em m\u00e9todo cient\u00edfico.<\/p>\n<p><b>Axioma<\/b><br \/>\nAxioma \u00e9 o ponto de partida de uma linha de racioc\u00ednio matem\u00e1tico, isto \u00e9, um axioma \u00e9 um princ\u00edpio.<br \/>\nAxioma \u00e9 sin\u00f4nimo de postulado.<\/p>\n<p><b>Hip\u00f3tese<\/b><br \/>\nA palavra hip\u00f3tese tem mais de um significado.<br \/>\n1. Pode significar uma afirma\u00e7\u00e3o que se faz sobre alguma coisa e que pode ser verdadeira ou falsa. Neste caso, estamos interessados em descobrir maneiras de saber se a hip\u00f3tese \u00e9 falsa ou verdadeira.<br \/>\n2. Pode significar um princ\u00edpio, isto \u00e9, um ponto de partida de uma linha de racioc\u00ednio. Neste caso, a hip\u00f3tese tamb\u00e9m pode ser chamada de axioma ou de postulado.<\/p>\n<p><b>Lei<\/b><br \/>\nA palavra \u2018lei\u2019 pode ser usada com mais de um significado.<br \/>\n1. Lei pode significar uma regularidade da Natureza, isto \u00e9, algo que sempre acontece de determinada maneira em determinadas circunst\u00e2ncias. Geralmente, tais leis devem ser encontradas por cientistas experimentais (que fazem medi\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias, observa\u00e7\u00f5es, etc.).<br \/>\n2. \u00c0s vezes, tamb\u00e9m usamos esta palavra para significar certas equa\u00e7\u00f5es de teorias que funcionam bem.<\/p>\n<p><b>Modelo<\/b><br \/>\nUm modelo \u00e9 uma forma de representar caracter\u00edsticas de alguma coisa. Por exemplo, um texto que descreve algo pode ser considerado um modelo. Uma maquete tamb\u00e9m \u00e9 um modelo. Um autom\u00f3vel de brinquedo \u00e9 um modelo que pode representar um carro de verdade.<br \/>\nPodemos classificar os modelos em duas categorias:<br \/>\n1. Modelos formais ou cient\u00edficos: s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es que usam rigorosamente uma linguagem e uma metodologia da Matem\u00e1tica. Modelos formais tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de modelos matem\u00e1ticos.<br \/>\n2. N\u00e3o-formais ou n\u00e3o-cient\u00edficos: todos os modelos que n\u00e3o se encaixam na categoria formal.<\/p>\n<p><b>Postulado<\/b><br \/>\nO mesmo que axioma.<\/p>\n<p><b>Teoria<\/b><br \/>\nA palavra \u2018teoria\u2019 \u00e9 praticamente um sin\u00f4nimo da palavra \u2018modelo\u2019.<br \/>\nA diferen\u00e7a \u00e9 que normalmente usamos a palavra \u2018teoria\u2019 para significar modelos que descrevem muitas coisas. Por exemplo, a \u201cTeoria Eletromagn\u00e9tica\u201d descreve os fen\u00f4menos eletromagn\u00e9ticos. Podemos, por exemplo, usar esta teoria para fazer um modelo (que \u00e9 mais simplificado) que represente um circuito de r\u00e1dio, TV ou computador.<\/p>\n<p>Vemos que, ao contr\u00e1rio do uso que muitos fazem, uma lei \u00e9 algo mais primitivo e menos \u00fatil do que uma teoria. Uma boa teoria deve permitir deduzir um grande n\u00famero de leis. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Para desenvolver e estudar modelos, por outro lado, usamos as mais variadas \u00e1reas da Matem\u00e1tica. As \u00e1reas mais usadas t\u00eam sido: Equa\u00e7\u00f5es Diferenciais, C\u00e1lculo Vetorial, C\u00e1lculo Tensorial, Espa\u00e7os Vetoriais, Estat\u00edstica, Variedades Diferenci\u00e1veis, \u00c1lgebras, etc.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio matem\u00e1tico, tamb\u00e9m chamado de racioc\u00ednio formal, \u00e9 importante para que erros possam ser mais facilmente identificados e para que possamos penetrar em certas \u00e1reas inacess\u00edveis \u00e0 intui\u00e7\u00e3o humana desarmada.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo cient\u00edfico n\u00e3o nos torna infal\u00edveis, mas torna muito mais n\u00edtida a diferen\u00e7a entre estudos bem fundamentados e as meras especula\u00e7\u00f5es. Trata-se de um poderoso instrumento de conhecimento e \u00e9 algo de grande utilidade no debate sobre as origens.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"cronometria\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">CRONOMETRIA E CRONOLOGIA<br \/>\nREAVALIA\u00c7\u00c3O DA DATA\u00c7\u00c3O SUGERIDA PELO M\u00c9TODO RADIOM\u00c9TRICO DE 14C<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Adauto J. B. Louren\u00e7o<\/span><\/p>\n<p>&#8230; Muitas contradi\u00e7\u00f5es e problemas com as v\u00e1rias metodologias de data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica n\u00e3o s\u00e3o geralmente abordadas, nem t\u00e3o pouco explicadas as causas das muitas inconsist\u00eancias na interpreta\u00e7\u00e3o tanto do registro f\u00f3ssil, quanto do registro cronol\u00f3gico estratigr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Portanto, antes das data\u00e7\u00f5es oferecidas serem aceitas como absolutas, h\u00e1 a necessidade da compreens\u00e3o da fal\u00e1cia de algumas pressuposi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas destes m\u00e9todos e das imposi\u00e7\u00f5es devido \u00e0s suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8230; A metodologia atual de data\u00e7\u00e3o baseia-se na propor\u00e7\u00e3o dos is\u00f3topos contidos numa rocha ou f\u00f3ssil, sendo que a determina\u00e7\u00e3o desta data\u00e7\u00e3o absoluta \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o guiada por pressuposi\u00e7\u00f5es. Outras poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es podem tamb\u00e9m ser deduzidas alterando-se as condi\u00e7\u00f5es iniciais subentendidas nas pressuposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A perman\u00eancia dos fen\u00f4menos e a const\u00e2ncia das condi\u00e7\u00f5es (refer\u00eancias do uniformitarianismo) s\u00e3o os dois conceitos b\u00e1sicos que formam a base da origem das pressuposi\u00e7\u00f5es dos m\u00e9todos de data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica. Destes dois conceitos derivam-se as seguintes pressuposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>1. As condi\u00e7\u00f5es iniciais<br \/>\n2. A const\u00e2ncia da taxa de desintegra\u00e7\u00e3o<br \/>\n3. Um sistema fechado<\/p>\n<p>&#8230; Muitos dos argumentos a favor de uma data\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es ou bilh\u00f5es de anos baseiam-se em metodologia com suposi\u00e7\u00f5es question\u00e1veis. O m\u00e9todo empregando 14C tem-se mostrado de grande valor como evid\u00eancia contra a confiabilidade de data\u00e7\u00f5es convencionais.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"ordem\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">ORDEM, COMPLEXIDADE E ENTROPIA<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Orlando Ruben Ritter<\/span><\/p>\n<p>&#8230; A Entropia \u00e9 um conceito matem\u00e1tico associado \u00e0 energia n\u00e3o utiliz\u00e1vel num sistema onde h\u00e1 transforma\u00e7\u00e3o de energia. \u00c9 o caso de uma m\u00e1quina t\u00e9rmica, aparato onde calor \u00e9 transformado em trabalho, sob a \u00e9gide dos princ\u00edpios da termodin\u00e2mica que \u00e9 a ci\u00eancia que estuda tais transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira lei, que pode ser chamada \u201clei da conserva\u00e7\u00e3o da energia\u201d, afirma: energia pode ser transformada de uma forma para outra &#8230; transferida de um lugar para outro, mas &#8230; em qualquer processo de transforma\u00e7\u00e3o a energia \u00e9 conservada. Em outras palavras: N\u00e3o pode ser nem criada, nem destru\u00edda.<\/p>\n<p>A segunda lei \u00e9 chamada de \u201clei do aumento da entropia\u201d. Ela reza assim: Nas transforma\u00e7\u00f5es naturais embora a energia seja conservada, h\u00e1 um constante aumento de energia n\u00e3o utiliz\u00e1vel para fazer trabalho. Melhor: h\u00e1 um constante aumento de entropia associado \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outra linguagem: Nas transforma\u00e7\u00f5es, energia n\u00e3o se perde, mas da energia algo se perde \u2013 sua capacidade de fazer trabalho, o que quer dizer que a entropia do sistema vai aumentando. Exemplo: renova\u00e7\u00e3o das fontes de energia.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a ocorr\u00eancia de um processo \u00e9 que ele resulte em aumento de entropia, seja a condensa\u00e7\u00e3o de uma nuvem c\u00f3smica em estrelas, ou a constru\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina t\u00e9rmica destinada \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de calor em trabalho. Se a entropia n\u00e3o aumentar, o processo \u00e9 invi\u00e1vel. &#8230;<\/p>\n<p><b>Entropia e Estat\u00edstica<\/b><\/p>\n<p>Tem-se procurado descobrir brechas na lei da entropia que \u00e9 a lei do aumento prov\u00e1vel da desordem. Alguns t\u00eam apelado para a natureza probabil\u00edstica da entropia, afirmando que mesmo alta probabilidade n\u00e3o \u00e9 certeza, havendo assim margem para a ocorr\u00eancia do improv\u00e1vel \u2013 ordenamento e evolu\u00e7\u00e3o. &#8230;<\/p>\n<p><b>Dem\u00f4nio de Maxwell<\/b><br \/>\n\u00c9 outra tentativa de furtar sistemas aos efeitos da lei da entropia. Seria o nome dado a um imagin\u00e1rio agente atuando a n\u00edvel molecular com capacidade para escolher, dispor e ordenar \u00e1tomos e mol\u00e9culas de modo a reverter os efeitos da entropia. Seria um suposto agente ordenador a n\u00edvel molecular. O prov\u00e1vel racioc\u00ednio atr\u00e1s da suposta exist\u00eancia de tal entidade, seria: a evolu\u00e7\u00e3o para estados mais ordenados e complexos n\u00e3o pode ser discutida. \u00c9 tida como provada e deve ser aceita. &#8230;<\/p>\n<p><b>Explos\u00f5es<\/b><br \/>\nMuitos gostam de imaginar que explos\u00f5es poderiam ter capacidade organizadora. Por exemplo: a teoria do Big Bang nos dom\u00ednios cosmol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Tem-se imaginado que eventos catastr\u00f3ficos como explos\u00f5es, provocariam tais \u201cflutua\u00e7\u00f5es\u201d que o sistema por elas perturbado, se deslocaria jogado para um estado de maior ordem. Talvez o fato de estados ordenados serem altamente inst\u00e1veis, leve a essa imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que um processo ca\u00f3tico como uma explos\u00e3o, produza um ordenamento exatamente adequado para algo no estado p\u00f3s-explos\u00e3o. &#8230;<\/p>\n<p><b>Entropia e Informa\u00e7\u00e3o<\/b><br \/>\n&#8230; Sabe-se que planejamento inteligente contando com aparatos e materiais adequados, pode prover informa\u00e7\u00e3o a sistemas abertos que resulte em ordenamento. Foi o caso dos experimentos de Stanley Miller, quando planejamento inteligente envolvendo retortas e fontes de energia permitiram sintetizar amino\u00e1cidos a partir de mol\u00e9culas organog\u00eanicas. &#8230;<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o adequada resultante de planejamento inteligente, contando com aparatos e elementos apropriados, \u00e9 crucial na condu\u00e7\u00e3o de processos de ordenamento ou replica\u00e7\u00e3o. &#8230;<\/p>\n<p>Ainda por falta de informa\u00e7\u00e3o adequada, a gera\u00e7\u00e3o da vida tem sido improv\u00e1vel, mesmo sob planejamento e com sistemas de retortas e outras parafern\u00e1lias contendo uma sopa primeva constitu\u00edda de todos os presum\u00edveis elementos da mat\u00e9ria viva nas devidas propor\u00e7\u00f5es. Da mesma forma, n\u00e3o tem sentido imaginar que a incid\u00eancia de energia solar sobre um sistema proveja informa\u00e7\u00e3o capaz de levar a crescimento e ordenamento no sistema. &#8230;<\/p>\n<p><b>Alterando Probabilidades<\/b><br \/>\n&#8230; A natureza probabil\u00edstica da entropia permite que mesmo intelig\u00eancia humana possa prover informa\u00e7\u00e3o capaz de alterar probabilidades. Contudo, algumas altera\u00e7\u00f5es parecem ser prerrogativas da Divindade, capaz que \u00e9 de alterar configura\u00e7\u00f5es no mundo e na vida, realizando o que chamar\u00edamos de \u201cmilagres\u201d ao tornar prov\u00e1vel o que antes, ou de outro modo, seria improv\u00e1vel. &#8230;<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"midia\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">CRIACIONISMO NA M\u00cdDIA<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Michelson Borges<\/span><\/p>\n<p>&#8230; No que diz respeito \u00e0 ci\u00eancia, a m\u00eddia acaba contribuindo para fortalecer certas mistifica\u00e7\u00f5es, tais como:<\/p>\n<p>(1) Ci\u00eancia e f\u00e9 s\u00e3o inimigas;<br \/>\n(2) Ci\u00eancia e t\u00e9cnica s\u00e3o a mesma coisa;<br \/>\n(3) O cientificismo nasceu no cora\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia;<br \/>\n(4) A l\u00f3gica matem\u00e1tica descobriu tudo; se a matem\u00e1tica n\u00e3o descobre o \u201cTeorema de Deus\u201d, \u00e9 porque Deus n\u00e3o existe;<br \/>\n(5) A ci\u00eancia descobriu tudo; se n\u00e3o descobre Deus, \u00e9 porque Deus n\u00e3o existe; e<br \/>\n(6) N\u00e3o existem problemas de nenhum tipo na evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, s\u00f3 certezas cient\u00edficas.<\/p>\n<p>&#8230; Outro equ\u00edvoco propagado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 cren\u00e7a dos cientistas. D\u00e1-se a impress\u00e3o de que praticamente todos os pesquisadores das ci\u00eancias exatas e biol\u00f3gicas s\u00e3o evolucionistas ou c\u00e9ticos. N\u00e3o \u00e9 bem assim. Em 1916, cientistas americanos participaram de uma pesquisa sobre suas cren\u00e7as religiosas. A mesma pesquisa foi repetida em 1996. Surpreendentemente houve pouca mudan\u00e7a nesses 80 anos. Em ambos os casos, cerca de 40 por cento dos cientistas disseram acreditar em um Deus pessoal, 45 por cento disseram n\u00e3o acreditar nisso e 15 por cento n\u00e3o responderam. (Ariel Roth, \u201cInteligent Design\u201d, Perspective Digest, vol. 6, n\u00ba 3, 2001.) Por que, mesmo com o tremendo avan\u00e7o da ci\u00eancia desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado at\u00e9 hoje, esses percentuais permanecem praticamente os mesmos? Parece que o abismo da Super \u00e9 fict\u00edcio&#8230; Michael Behe, na p\u00e1gina 241 de seu livro j\u00e1 citado aqui, garante que \u201ccientistas que acreditam em Deus ou numa realidade al\u00e9m da natureza s\u00e3o muito mais comuns do que a m\u00eddia nos leva a crer\u201d. &#8230;<\/p>\n<p><b>Pol\u00eamica no Rio<\/b><br \/>\nA decis\u00e3o da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, de implantar aulas de religi\u00e3o nas escolas do Estado reacendeu a pol\u00eamica sobre as origens, e fez com que isso ocupasse espa\u00e7o nas p\u00e1ginas de jornais e revistas do Pa\u00eds, no fim do m\u00eas de maio de 2004. A partir do segundo semestre, 1,7 milh\u00e3o de alunos passaram a ter aulas de ensino religioso separados por credo. At\u00e9 a\u00ed, tudo mais ou menos bem. A pol\u00eamica surgiu mesmo pelo fato de se incluir no curr\u00edculo o ensino do criacionismo b\u00edblico. Mais uma vez ficou claro que a m\u00eddia, de um modo quase geral, est\u00e1 mais disposta a sustentar paradigmas do que a alimentar debates aprofundados, no que diz respeito \u00e0 controv\u00e9rsia sobre as origens. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230;. O que se percebe \u00e9 a tend\u00eancia expl\u00edcita de se defender a posi\u00e7\u00e3o evolucionista, e ironia (e mesmo desconhecimento de causa) ao se tratar do criacionismo. As revistas cient\u00edficas populares, via de regra, apenas estimulam a polaridade entre os dois modelos. Passam a id\u00e9ia de que o criacionismo se trata de um antievolucionismo, e ignoram totalmente as pesquisas feitas por institutos cient\u00edficos respeit\u00e1veis, como o Geoscience Research Institute (www.grisda.org), por exemplo. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Sobre o curr\u00edculo ideal, o vice-presidente da SCB, engenheiro Rui Corr\u00eaa Vieira sugeriu e o jornal O Estado de S. Paulo publicou: \u201cOs col\u00e9gios devem dar espa\u00e7o ao criacionismo e ao evolucionismo em igualdade de condi\u00e7\u00f5es, e os professores devem oferecer bibliografia s\u00e9ria e cient\u00edfica para os alunos pesquisarem, para que eles escolham em qual delas devem acreditar.\u201d &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; O jornalismo cient\u00edfico foge \u00e0s suas propostas (elogi\u00e1veis) de esclarecimento quando divulga artigos carregados de preconceito e premissas question\u00e1veis, formando opini\u00f5es unilaterais. \u201cO cientista disse que Deus \u00e9 um absurdo, ent\u00e3o deve ser assim mesmo\u201d, \u00e9 a conclus\u00e3o popular.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica em torno da decis\u00e3o do governo do Rio de Janeiro de incluir criacionismo nas aulas de religi\u00e3o das escolas estaduais mostrou mais uma vez a tendenciosidade da imprensa quando o assunto \u00e9 Origens. De modo geral, as revistas e jornais que deram espa\u00e7o para o assunto apresentaram os criacionistas como religiosos fan\u00e1ticos e o evolucionismo \u2013 como sempre \u2013 sin\u00f4nimo de ci\u00eancia. Ficaram claros o despreparo e a parcialidade dos rep\u00f3rteres da grande imprensa.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"folha\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">COMPLEXIDADE IRREDUT\u00cdVEL &#8211; \u201cUMA SIMPLES FOLHA\u201d<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Queila de Souza Garcia<\/span><\/p>\n<p>&#8230; A vida de uma esp\u00e9cie vegetal \u00e9 sustentada pelas suas folhas. A folha \u00e9 um dos \u00f3rg\u00e3os da planta e tamb\u00e9m apresenta grande diversidade de cores, formas e tamanhos. Geralmente as folhas s\u00e3o verdes, em v\u00e1rias tonalidades, por\u00e9m, podem apresentar-se avermelhadas, roxas, amareladas, dependendo do est\u00e1gio de desenvolvimento ou de particularidades adaptativas. As variadas colora\u00e7\u00f5es ocorrem em fun\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o de pigmentos dentro da folha. O tamanho pode variar de poucos mil\u00edmetros at\u00e9 \u00e0quelas com mais de dois metros de comprimento. Quanto \u00e0 forma, a folha pode ser simples ou composta, lisa ou recortada, ou at\u00e9 ser modificada em espinho. As folhas podem ser macias, com poucas camadas de c\u00e9lulas ou rijas e mais espessas e algumas s\u00e3o suculentas, armazenando uma grande quantidade de \u00e1gua. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Estruturalmente a folha \u00e9 constitu\u00edda por tr\u00eas tecidos b\u00e1sicos: o d\u00e9rmico, que forma a epiderme, o fundamental, que comp\u00f5e o limbo foliar (mes\u00f3filo) e o vascular, que inclui os vasos do xilema e floema. &#8230;<br \/>\n&#8230; A fotoss\u00edntese \u00e9 o \u00fanico processo de import\u00e2ncia biol\u00f3gica que pode aproveitar a energia do sol para transformar compostos de baixa energia (CO2 e H2O) em compostos altamente energ\u00e9ticos como os carboidratos. Portanto, a folha \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo resfriamento da planta, bem como pela incorpora\u00e7\u00e3o de biomassa e todos os processos de crescimento e desenvolvimento. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; As c\u00e9lulas parenquim\u00e1ticas possuem organelas especializadas, os cloroplastos, onde est\u00e3o contidos os pigmentos e todo o aparato enzim\u00e1tico respons\u00e1veis pelos processos de capta\u00e7\u00e3o da luz solar e sua transforma\u00e7\u00e3o em energia metab\u00f3lica (ATP e NADPH) e pela redu\u00e7\u00e3o do CO2 a carboidratos. &#8230;<\/p>\n<p>Uma \u201csimples folha\u201d constitui um complexo laborat\u00f3rio, que permite:<br \/>\n\u00b7 Perceber a mudan\u00e7a da dura\u00e7\u00e3o dos dias (fotoperiodismo) e desencadear altera\u00e7\u00f5es hormonais que comandam dorm\u00eancia e crescimento da planta<br \/>\n\u00b7 Sintetizar compostos qu\u00edmicos fundamentais e secund\u00e1rios necess\u00e1rios para manter a vida e o crescimento da planta<br \/>\n\u00b7 Manter sincronia dos processos de crescimento da planta com a sazonalidade e a produ\u00e7\u00e3o de frutos e sementes.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"geologia\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">O EVOLUCIONISMO E O INTERVENCIONISMO NA GEOLOGIA<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Nahor Neves de Souza Jr.<br \/>\n<\/span><br \/>\n&#8230; No presente texto ser\u00e3o ent\u00e3o apresentados, resumidamente, dados dispon\u00edveis e a descri\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos segundo a geologia convencional. Finalmente, tentar-se-\u00e1 enquadr\u00e1-los, coerentemente, em um modelo geocronol\u00f3gico consistente.<br \/>\n<b>1. Impactos de Meteoritos<\/b><br \/>\nAtualmente, quase 200 crateras de impacto (astroblemas) j\u00e1 foram identificadas, ao longo de toda coluna geol\u00f3gica e em toda a superf\u00edcie da Terra. &#8230;<br \/>\n<b>2. Tect\u00f4nica de Placas<\/b><br \/>\nO termo \u201ctect\u00f4nica\u201d, de origem grega (tektonike), significa \u201carranjo\u201d ou \u201cdisposi\u00e7\u00e3o\u201d. Portanto, a teoria da tect\u00f4nica de placas procura explicar a disposi\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o das placas litosf\u00e9ricas (\u201cdelgada camada\u201d perif\u00e9rica do globo terrestre fragmentada em v\u00e1rias partes), no espa\u00e7o e no tempo. &#8230;<br \/>\n<b>3. A\u00e7\u00e3o Devastadora de Grandes Volumes de \u00c1gua.<\/b><br \/>\nO processo de abertura de enormes fendas (com milhares de quil\u00f4metros de extens\u00e3o e dezenas de quil\u00f4metros de profundidade) teria propiciado a libera\u00e7\u00e3o de grandes volumes de magma ou lava (material rochoso fundido). Sabe-se, no entanto, que nas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, antes da subida do material magm\u00e1tico, quantidades colossais de \u00e1gua podem ser liberadas. &#8230;<br \/>\n<b>4. Vulcanismo Bas\u00e1ltico Fissural<\/b><br \/>\nAp\u00f3s, e mesmo durante a libera\u00e7\u00e3o de grandes volumes de \u00e1gua atrav\u00e9s das imensas fissuras, extravasaram-se quantidades inimagin\u00e1veis de lava bas\u00e1ltica, cobrindo praticamente metade da superf\u00edcie da Terra. Esse abrangente fen\u00f4meno vulc\u00e2nico desenvolveu-se nas vastas bacias oce\u00e2nicas em expans\u00e3o (zonas de afastamento de placas tect\u00f4nicas), bem como em sete grandes prov\u00edncias continentais. &#8230;<br \/>\n<b>5. Extin\u00e7\u00e3o em Massa<\/b><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 tarefa dif\u00edcil compreender a possibilidade de os quatro Fen\u00f4menos Geol\u00f3gicos Globais, j\u00e1 analisados, estarem interligados e evidentemente terem provocado morte catastr\u00f3fica e r\u00e1pido soterramento em curto (segundos a poucas horas) e em m\u00e9dio prazo (semanas e meses), de quantidades imensas de animais, marinhos e terrestres, hoje fossilizados. &#8230;<br \/>\n<b>6. Vastos Dep\u00f3sitos Sedimentares<\/b><br \/>\nNenhum fen\u00f4meno geol\u00f3gico, presentemente observado, pode coerentemente explicar a exist\u00eancia de camadas geol\u00f3gicas extensas e generalizadas na superf\u00edcie da crosta terrestre. &#8230;<br \/>\n<b>7. Extensas Camadas Carbon\u00edferas<\/b><br \/>\nExtensas e espessas camadas de carv\u00e3o apresentam fortes evid\u00eancias que favorecem uma origem al\u00f3ctone \u2013 quantidades fant\u00e1sticas de material vegetal foram drasticamente removidas transportadas e depositadas, ou rapidamente soterradas, por grandes volumes de \u00e1gua, juntamente com extraordin\u00e1rias quantidades de sedimentos. &#8230;<\/p>\n<p><b>Modelo unificador<\/b><br \/>\nTendo em vista os dados at\u00e9 ent\u00e3o apresentados, necess\u00e1rio se torna o estabelecimento de um \u201cnovo paradigma de tempo geol\u00f3gico\u201d, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 geocronologia padr\u00e3o (que valoriza per\u00edodos de centenas de milh\u00f5es de anos). &#8230;<br \/>\nEste modelo encontra-se representado, sinteticamente, no painel \u201cUma Breve Hist\u00f3ria da Terra\u201d. &#8230;<br \/>\nConcluindo, podemos ent\u00e3o afirmar que, no que se refere \u00e0 Geologia, a ci\u00eancia e a f\u00e9 podem conviver harmoniosamente. O conhecimento cient\u00edfico e a religi\u00e3o b\u00edblica envolvem princ\u00edpios e procedimentos perfeitamente compat\u00edveis. Portanto, enquanto a ci\u00eancia procura desvendar as maravilhas e os enigmas da cria\u00e7\u00e3o, a religi\u00e3o deveria nos inspirar a melhor compreender o Criador e o Seu poder para recriar e salvar. Esta desej\u00e1vel e vantajosa associa\u00e7\u00e3o, certamente, promover\u00e1 as verdadeiras motiva\u00e7\u00f5es para uma vida produtiva, altru\u00edsta e feliz.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"trilobita\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">OS TRILOBITAS: UM ENIGMA DE COMPLEXIDADE<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Arthur V. Chadwick e Robert F. DeHaan<br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o efetuada por M\u00e1rcia Oliveira de Paula<\/span><\/p>\n<p>&#8230; Os trilobitas eram formas requintadas, que possu\u00edram corpos segmentados elaborados, com sistema nervoso cefalizado, ap\u00eandices tor\u00e1cicos e abdominais articulados, antenas e olhos compostos. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Os mecanismos que operavam nas c\u00e9lulas dos trilobitas, em seus tecidos e nos processos de seu desenvolvimento quando de seu primeiro aparecimento na Terra, podem ser determinados com detalhes precisos. &#8230;<\/p>\n<p><b>O Olho do Trilobita<\/b><br \/>\nO olho tem sido objeto de admira\u00e7\u00e3o ao longo do registro da hist\u00f3ria devido a suas fun\u00e7\u00f5es t\u00e3o cr\u00edticas e sua organiza\u00e7\u00e3o t\u00e3o complexa. As propriedades de alguns olhos de trilobitas, descobertas recentemente, s\u00e3o semelhantes \u00e0s de insetos modernos e representam uma \u201cfa\u00e7anha em otimiza\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o\u201d .<\/p>\n<p>A lente de cada omat\u00eddeo individual era composta por um \u00fanico cristal de calcita, sendo o eixo \u00f3tico-c do cristal coincidente com o eixo \u00f3tico da lente. Isso deve ter representado um problema extraordin\u00e1rio para o trilobita, j\u00e1 que uma simples lente esf\u00e9rica e grossa de calcita n\u00e3o poderia fazer com que a luz produzisse uma imagem coerente. Os trilobitas do Paleoz\u00f3ico Inferior at\u00e9 o Paleoz\u00f3ico M\u00e9dio tinham um sistema \u00f3ptico singular desconhecido em qualquer outra criatura, que solucionava este problema. &#8230;<\/p>\n<p>\u201cO olho de um trilobita bem poderia qualificar-se para a obten\u00e7\u00e3o de uma patente de inven\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Quando uma lente como essa \u00e9 encontrada na natureza, a l\u00f3gica exige que o planejamento inteligente seja um elemento necess\u00e1rio para a explica\u00e7\u00e3o de sua forma\u00e7\u00e3o. &#8230;<\/p>\n<p>Os trilobitas e outras formas aparecem no cen\u00e1rio plenamente formados, como organismos perfeitamente competentes.<\/p>\n<p>Sendo que as complexidades que acabamos de descrever estavam todas presentes e plenamente funcionais num dos primeiros animais multicelulares para o qual h\u00e1 registro, pode-se formular a pergunta: De onde derivaram estas complexidades? Onde e quando aconteceu a evolu\u00e7\u00e3o? &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; Os trilobitas e todas as outras formas apareceram em cena como organismos completamente formados e completamente competentes. J\u00e1 passou da hora de substituir a teoria da evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica por uma teoria que possa explicar os dados. A \u00fanica teoria que pode explicar a origem da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a teoria da Cria\u00e7\u00e3o Especial.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><br \/>\n<a name=\"sedimentologia\"><\/a><\/p>\n<p><span class=\"tituloAzul\">SEDIMENTOLOGIA E HIDRODIN\u00c2MICA<\/span>\u00a0<a href=\"#topo\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2019\/10\/topo.gif\" alt=\"Topo\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"subtitulocinza\">Ruy Carlos de Camargo Vieira<\/span><\/p>\n<p>&#8230; Os escoamentos de flu\u00eddos, tanto newtonianos como n\u00e3o newtonianos, podem ocorrer sob dois regimes distintos: o regime laminar e o regime turbulento.<\/p>\n<p>Nesses dois regimes, faz-se sentir o efeito da viscosidade do fluido em escoamento nas imedia\u00e7\u00f5es de superf\u00edcies s\u00f3lidas, devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as provocadas pela intera\u00e7\u00e3o s\u00f3lido\/flu\u00eddo, que tendem a deformar o flu\u00eddo. Sobre a superf\u00edcie s\u00f3lida atuam ent\u00e3o tens\u00f5es tangenciais que originam for\u00e7as de atrito que podem erodir o material da superf\u00edcie s\u00f3lida, provocando sua abras\u00e3o mais ou menos intensa e r\u00e1pida dependendo das caracter\u00edsticas mec\u00e2nicas da superf\u00edcie. As propriedades mec\u00e2nicas dos metais (dutilidade, dureza, etc.) os tornam mais resistentes, enquanto que as caracter\u00edsticas de materiais rochosos, fri\u00e1veis e consolidados mediante cimenta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, os fazem pouco resistentes \u00e0 abras\u00e3o, que poder\u00e1 ocorrer de forma intensa rapidamente. &#8230;<\/p>\n<p>&#8230; No interior do flu\u00eddo em escoamento podem tamb\u00e9m ocorrer regi\u00f5es de press\u00f5es baix\u00edssimas (correspondentes a velocidades de escoamento elevad\u00edssimas) onde se d\u00ea a forma\u00e7\u00e3o de bolhas gasosas que, arrastadas pelo escoamento, poder\u00e3o entrar em colapso sobre superf\u00edcies s\u00f3lidas de dutos ou canais por onde escoa o fluido, originando pontualmente press\u00f5es elevad\u00edssimas. Este fen\u00f4meno, conhecido como \u201ccavita\u00e7\u00e3o\u201d, ocasiona um violento e r\u00e1pido processo destrutivo da superf\u00edcie s\u00f3lida sobre a qual a bolha entra em colapso.<\/p>\n<p>Observa-se, portanto, que escoamentos turbulentos de fluidos (tanto newtonianos como n\u00e3o newtonianos), com velocidades elevadas, podem ocasionar efeitos destrutivos intensos sobre as superf\u00edcies com as quais estejam em contato, em pequenos intervalos de tempo. &#8230;<\/p>\n<p>A Sedimentologia \u00e9 um ramo da ci\u00eancia que tem liga\u00e7\u00e3o direta com os fen\u00f4menos de escoamentos de \u00e1gua com suspens\u00f5es de part\u00edculas s\u00f3lidas (portanto um fluido n\u00e3o newtoniano). De fato, sedimentos de natureza geol\u00f3gica s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancia da deposi\u00e7\u00e3o de part\u00edculas transportadas por \u00e1gua em escoamento. &#8230;<\/p>\n<p>Os estudos dessas camadas sedimentares, estratificadas, levou \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o dos Princ\u00edpios da Estratigrafia, estabelecidas por Steno em 1669:<\/p>\n<p>\u00b7 Princ\u00edpio da Superposi\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u00b7 Princ\u00edpio da Horizontalidade Inicial<br \/>\n\u00b7 Princ\u00edpio da Continuidade dos Estratos<\/p>\n<p>&#8230; Ao contr\u00e1rio do caso extremamente simples regido pela Lei de Stokes, o comportamento de escoamentos de fluidos n\u00e3o newtonianos em regime turbulento \u00e9 altamente complexo para ser tratado teoricamente. Como em outros campos da Hidrodin\u00e2mica, entretanto, podem ser obtidos resultados de interesse mediante experimenta\u00e7\u00e3o realizada em laborat\u00f3rio, sob condi\u00e7\u00f5es controladas.<\/p>\n<p>Recentemente, experimentos conduzidos por v\u00e1rios pesquisadores t\u00eam levado ao questionamento da validade geral dos Princ\u00edpios B\u00e1sicos da Estratigrafia estabelecidos por Steno, mostrando que a forma\u00e7\u00e3o de estratos geol\u00f3gicos \u00e9 um fen\u00f4meno resultante de complexos escoamentos de fluidos n\u00e3o newtonianos (suspens\u00f5es de part\u00edculas assim\u00e9tricas) em regime turbulento.<\/p>\n<p>Desta forma, os Princ\u00edpios estabelecidos por Steno realmente t\u00eam sua validade restrita apenas ao caso particular da sedimenta\u00e7\u00e3o em \u00e1gua calma, em condi\u00e7\u00f5es onde \u00e9 v\u00e1lida tamb\u00e9m a Lei de Stokes. &#8230;<\/p>\n<p>Deve ser revisto o conceito de Escala de Tempo Geol\u00f3gica no que diz respeito ao seu estabelecimento com base na cren\u00e7a de que os Princ\u00edpios da Estratigrafia aplicam-se de maneira geral.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigos A TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE COMPLEXIDADE IRREDUT\u00cdVEL &#8211; 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