{"id":1161,"date":"2004-03-24T22:21:58","date_gmt":"2004-03-25T01:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=1161"},"modified":"2022-10-27T00:09:27","modified_gmt":"2022-10-27T03:09:27","slug":"revolucoes-de-kuhn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/revistas-conteudo\/folha-70\/revolucoes-de-kuhn\/","title":{"rendered":"REVOLU\u00c7\u00d5ES DE KUHN"},"content":{"rendered":"<p><i>Especial para a Folha, de Paris<br \/>\n(Time, 1\/07\/1996)<\/i><\/p>\n<p>Transcrevemos, a seguir, a not\u00edcia publicada pelo peri\u00f3dico paulista \u201cA Folha de S. Paulo\u201d em 28 de julho de 1996, com o t\u00edtulo em ep\u00edgrafe, a prop\u00f3sito do falecimento de Thomas S. Kuhn, que poder\u00e1 ser \u00fatil para nossos leitores, no contexto da viol\u00eancia ou cat\u00e1strofe epistemol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Quando, no final do m\u00eas de junho, li sobre a morte de Thomas Kuhn, autor de \u201cA Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas\u201d, meu c\u00e9rebro mergulhou no passado, nos fabulosos anos 60, cientificamente e politicamente revolucion\u00e1rios, durante os quais nasceram v\u00e1rias das nossas convic\u00e7\u00f5es \u2013 que hoje renascem, depois de terem sido sufocadas nos horr\u00edveis anos 80.<\/p>\n<p>Acredito, por\u00e9m, que somente o meu c\u00e9rebro voltou ao passado! Nos jornais europeus e americanos que li, a imagem da \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Kuhniana\u201d seguia um esquema hermen\u00eautico pr\u00f3prio dos anos 80, em vez de tratar da viol\u00eancia epistemol\u00f3gica e pr\u00e1tica descoberta por Kuhn.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido, o tema central do seu livro \u00e9 o conceito de paradigma, ou seja, a id\u00e9ia de que cada disciplina cient\u00edfica resolve os pr\u00f3prios problemas dentro de uma estrutura pr\u00e9-estabelecida por pressupostos metodol\u00f3gicos, conven\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas e experimentos exemplares. Em seu desenvolvimento, a \u201cci\u00eancia normal\u201d assim constitu\u00edda se choca com situa\u00e7\u00f5es de crise, ou seja, confronta-se com a impossibilidade de resolver um n\u00famero sempre maior de problemas na base do paradigma vigente.<\/p>\n<p>Dos d\u00e9ficits e das turbul\u00eancias da crise deve portanto nascer um \u201cnovo\u201d paradigma. Ele possui as caracter\u00edsticas da inova\u00e7\u00e3o radical, porque n\u00e3o somente se amolda aos problemas que estavam na base da crise e permite resolv\u00ea-los, mas produz \u201cex novo\u201d a estrutura do paradigma, devolve-o para a ci\u00eancia como pot\u00eancia constituinte.<\/p>\n<p>O exemplo fundamental (de Kuhn) \u00e9 a passagem da astronomia (ou cosmologia) ptomomaica \u00e0 astronomia (ou cosmologia) galileana. Mas s\u00e3o muitos os exemplo hist\u00f3ricos que ele desenvolveu tanto na sua obra principal como nas laterais. A consci\u00eancia do tempo e da historicidade era assim mostrada como intr\u00ednseca ao progresso do saber cient\u00edfico e \u00e0 vida dos homens, era concebido como motor da consci\u00eancia (e da forma da consci\u00eancia) que eles constr\u00f3em.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que essa hip\u00f3tese kuhniana se desenvolve contra os conceitos positivistas da ci\u00eancia que dominavam o saber ocidental, assim como contra os conceitos dial\u00e9ticos da ci\u00eancia do mundo socialista: wm ambos o saber cient\u00edfico era visto como um processo linear de descoberta de verdades objetivas e de constru\u00e7\u00e3o progressiva da sociedade em torno dessa verdade.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e destrutiva do livro de Kuhn \u00e9 fundamental. Quando recebemos seu livro, est\u00e1vamos sofrendo da monstruosa alternativa entre ditaduras, guerras e destrui\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas do esp\u00edrito, que tanto um como outro sistema \u201cnormalmente\u201d propunham e que ambos justificavam \u201cdo ponto de vista da ci\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>De outro lado, Kuhn nos convidava a nos colocarmos na mesma situa\u00e7\u00e3o dos fundadores da ci\u00eancia copernicana: aquela absurda situa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia que sofr\u00edamos (pacificamente interiorizada pela \u201cci\u00eancia normal\u201d) cessaria; ao contr\u00e1rio, era poss\u00edvel destruir a gaiola do pensamento e da a\u00e7\u00e3o que os diversos positivismos e cientificismos nos impunham. Kuhn, um Che Guevara da ci\u00eancia!<\/p>\n<p>Nesse esp\u00edrito, n\u00e3o s\u00f3 aceitamos a hip\u00f3tese kuhniana, mas alguns de n\u00f3s a levaram adiante, rumo a um anarquismo radical da concep\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e dos modos de vida \u2013 como sugeria Feyerabend, aluno de Kuhn.<\/p>\n<p>Todavia a hip\u00f3tese de Kuhn n\u00e3o era apenas uma forma destrutiva do horizonte pseudo-cient\u00edfico da legisla\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria do saber e do poder. Era tamb\u00e9m construtiva. Mostrava a natureza criativa da pot\u00eancia constituinte, da passagem de um paradigma para outro.<\/p>\n<p>Outras pesquisas, desenvolvidas no mesmo per\u00edodo ou em seguida, como as de Prigogine ou de Thom, nos mostravam a efic\u00e1cia do evento ou da a\u00e7\u00e3o subjetiva na constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Nas ci\u00eancias sociais, E. P. Thompson e M. Tronti acabavam com qualquer determinismo hist\u00f3rico ao mostrar como realmente haviamsido constru\u00eddas as motiva\u00e7\u00f5es do agir e das massas. O foco de aten\u00e7\u00e3o se transferia ent\u00e3o (da rela\u00e7\u00e3o entre \u201cvelho\u201d paradigma e crise) para a an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre a crise e o \u201cnovo\u201d paradigma.<\/p>\n<p>N\u00e3o era esta a realidade em que viv\u00edamos? N\u00e3o se tratava de submeter a nossa atividade de pesquisadores e de militantes \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o de um novo paradigma? Diante da crise do capitalismo e do socialismo real, qual novo paradigma de \u201cliberta\u00e7\u00e3o\u201d podia ser constru\u00eddo?<\/p>\n<p>Grande parte da experi\u00eancia te\u00f3rica dos anos 60-70 nas ci\u00eancias sociais e nas pr\u00e1ticas da transforma\u00e7\u00e3o foi vivida dentro da vontade de construir um novo paradigma do comunismo: hoje podemos atribuir o m\u00e9rito a Kuhn \u2013 por nos ter ensinado a fun\u00e7\u00e3o constituinte do paradigma. Fomos derrotados. Mas o novo paradigma n\u00e3o \u00e9, ainda hoje, a \u00fanica chave do conhecimento e a \u00fanica perspectiva de renova\u00e7\u00e3o cr\u00edtica?<\/p>\n<p>Kuhn nos diz: o paradigma, assim que nasce, \u00e9 fechado dentro de uma nova \u201cci\u00eancia normal\u201d. Aqui se mede a insufici\u00eancia de seus ensinamentos e certamente se encaixam os necrol\u00f3gios p\u00f3s-modernos e reacion\u00e1rios dos quais fal\u00e1vamos no come\u00e7o. Para esses \u00faltimos, s\u00e3o importantes duas coisas: a primeira \u00e9 relativizar a verdade cient\u00edfica; a segunda \u00e9 que o saber cient\u00edfico, al\u00e9m de relativizado, seja normalizado e normativo.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que, no que diz respeito a Kuhn, a primeira afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 correta: se o saber se transforma, se os paradigmas s\u00e3o historicamente simbolizados, n\u00e3o necessariamente s\u00e3o falsos. A ci\u00eancia copernicana \u201cn\u00e3o \u00e9 menos, mas mais\u201d verdadeira do que a ci\u00eancia ptolomaica. A relatividade do saber n\u00e3o \u00e9 uma desvaloriza\u00e7\u00e3o da verdade, mas uma qualifica\u00e7\u00e3o de sua pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 segunda afirma\u00e7\u00e3o (ser a \u201cci\u00eancia normal\u201d resultado est\u00e1vel da transforma\u00e7\u00e3o do paradigma), essa poderia ser legitimada por Kuhn. Mas somente quando ele esquece parte daquilo que ensinou: que a pot\u00eancia da ci\u00eancia consiste na constante modifica\u00e7\u00e3o de seu paradigma na express\u00e3o da sua for\u00e7a constituinte e \u2013 \u201clast, but not least\u201d \u2013 no fato de que os homens s\u00e3o capazes de se reapropriar do paradigma e de transform\u00e1-lo em arma de revolu\u00e7\u00e3o permanente. No saber e na vida.<\/p>\n<p><span class=\"tituloVermelho\">(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especial para a Folha, de Paris (Time, 1\/07\/1996) Transcrevemos, a seguir, a not\u00edcia publicada pelo peri\u00f3dico paulista \u201cA Folha de S. Paulo\u201d em 28 de julho de 1996, com o t\u00edtulo em ep\u00edgrafe, a prop\u00f3sito do falecimento de Thomas S. Kuhn, que poder\u00e1 ser \u00fatil para nossos leitores, no contexto da viol\u00eancia ou cat\u00e1strofe epistemol\u00f3gica. 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