{"id":1071,"date":"2003-07-24T21:31:02","date_gmt":"2003-07-25T00:31:02","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacriacionista.org.br\/?p=1071"},"modified":"2022-10-27T00:11:27","modified_gmt":"2022-10-27T03:11:27","slug":"depois-do-diluvio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/revistacriacionista\/revistas-conteudo\/folha-68\/depois-do-diluvio-2\/","title":{"rendered":"DEPOIS DO DIL\u00daVIO"},"content":{"rendered":"<h1><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0<i>Tendo em vista que este n\u00famero 68 da Revista Criacionista trata de maneira mais abrangente da tem\u00e1tica dos dinossauros, os Editores acharam por bem publicar aqui os cap\u00edtulos 9 a 13 do livro de Bill Cooper \u2013 \u201cAfter the Flood\u201d \u2013 ao inv\u00e9s do cap\u00edtulo 4 (que seria de se esperar se continuasse a ser seguida a publica\u00e7\u00e3o dos cap\u00edtulos de forma seq\u00fcencial), pelo fato de estes cap\u00edtulos se relacionarem diretamente com aquela tem\u00e1tica. Nos n\u00fameros seguintes da Revista Criacionista ser\u00e3o publicados os cap\u00edtulos 4 a 8, retomando-se a seq\u00fc\u00eancia normal. Cremos que esta altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o afetar\u00e1 de forma sens\u00edvel o acompanhamento de todo o texto do livro de Bill Cooper.<\/i><\/span><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><b><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><b><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><\/h1>\n<h5><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">AS CRONOLOGIAS ANTIGAS E A IDADE DA TERRA<\/span><\/h5>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os milh\u00f5es ou\u00a0 bilh\u00f5es de anos atribu\u00eddos \u00e0 idade da Terra constituem uma id\u00e9ia bastante recente que, na realidade, come\u00e7ou a ser formulada na virada do s\u00e9culo XVIII e progrediu ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dos trabalhos de Hutton e Lyell. Esses autores introduziram o conceito conhecido como teoria uniformista, que afirma que as transforma\u00e7\u00f5es na natureza sempre ocorreram no mesmo ritmo lento observado hoje, e que, portanto, a configura\u00e7\u00e3o da Terra foi se formando gradualmente ao longo de \u201ceons\u201d de tempo. Esta no\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 lugar nem para uma cria\u00e7\u00e3o recente em seis dias, nem para o dil\u00favio b\u00edblico dos tempos de No\u00e9. A concep\u00e7\u00e3o uniformista n\u00e3o s\u00f3 lan\u00e7ou os fundamentos da teoria da evolu\u00e7\u00e3o, que viria em seguida, como tamb\u00e9m foi achada suficiente em si mesma para refutar o registro de G\u00eanesis. Al\u00e9m do mais, o seu atrativo filos\u00f3fico d\u00fabio levou \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o quase universal da teoria. De fato, a rejei\u00e7\u00e3o do relato de G\u00eanesis parece ter sido o objetivo perseguido pela formula\u00e7\u00e3o da teoria, em primeiro lugar\u00a0<sup>(1)<\/sup>. T\u00eam sido publicadas ultimamente cr\u00edticas bastante fundamentadas e complexas contra a teoria do uniformismo, tanto por criacionistas como por outras pessoas, e n\u00e3o vou repetir aqui o que tem sido dito. O que nos interessa neste estudo \u00e9 o que nossos antepassados pensavam a respeito da idade da Terra, e exatamente qual a idade que era registrada por eles. &#8230;&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se correlacionarmos a contagem Maia dos dias com a de Scaliger, vemos que o dia 1 dos Maias come\u00e7ou no dia Juliano 584283\u00a0<sup>(9)<\/sup>, que corresponde em nossos valores a 10 de agosto de 3.113 A.C. (eu ponho isto numa quinta-feira) como o in\u00edcio da contagem Maia. Ora, a import\u00e2ncia disso est\u00e1 no fato de que, embora o conceito Maia de tempo fosse c\u00edclico, eles sabiam que a cat\u00e1strofe mundial que havia encerrado a era anterior tinha sido ocasionada pela \u00e1gua, e que a sua era havia come\u00e7ado ap\u00f3s aquela cat\u00e1strofe. Em outras palavras, eles encaravam o dil\u00favio como o encerramento da era antiga e o in\u00edcio da nova. E \u00e9 aqui que ambas as contagens dos dias assumem uma enorme import\u00e2ncia. A contagem de Scaliger, recordamos, levou-o ao ano inicial de 4.713 A.C., sendo mais do que prov\u00e1vel que essa data corresponda\u00a0<i>aproximadamente<\/i>\u00a0ao ano da Cria\u00e7\u00e3o. Os Maias, por\u00e9m, n\u00e3o iniciavam a sua contagem a partir da Cria\u00e7\u00e3o, e sim a partir do dil\u00favio, e esse evento foi colocado em sua cronologia (e n\u00e3o na cronologia de Scaliger) no ano 3.113 A.C. Subtraindo-se 3.113 de 4.713 resulta o per\u00edodo de 1.600 anos entre as datas da Cria\u00e7\u00e3o e do dil\u00favio, per\u00edodo este que corresponde com aproxima\u00e7\u00e3o not\u00e1vel ao per\u00edodo de 1.656 anos estabelecidos t\u00e3o precisamente no registro de G\u00eanesis. N\u00e3o admira, portanto, que essa informa\u00e7\u00e3o fosse hoje eclipsada pelo questionamento superficial feito relativamente \u00e0 matem\u00e1tica e \u00e0 astronomia dos Maias. Se eu fosse um modernista eu tamb\u00e9m questionaria!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para fazer um breve resumo da situa\u00e7\u00e3o, podemos ver por todas as evid\u00eancias ressaltadas acima, que n\u00e3o s\u00f3 nossos antigos antepassados, em tempos pr\u00e9-crist\u00e3os, reportavam-se \u00e0 sua descend\u00eancia dos patriarcas mencionados na Tabela das Na\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m afirmavam que a Terra havia sido criada recentemente, e que havia passado por um dil\u00favio. Eles sabiam de tudo isso sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com o livro de G\u00eanesis, alheios inteiramente a ele. Seus registros, em conjunto, constituem um mais do que formid\u00e1vel corpo de evid\u00eancias. Existe, ainda, mais um assunto que tem a ver com nossa pesquisa, e que tamb\u00e9m foi algo que nossos antepassados aceitavam totalmente sem qualquer problema. De fato, eles registraram a sua ocorr\u00eancia regularmente em seus anais e cr\u00f4nicas, inteiramente alheios ao fato de que hoje isso seria assunto controvertido e sens\u00edvel. \u00c9 o que iremos tratar no cap\u00edtulo seguinte.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><b><span style=\"font-size: medium;\">DINOSSAUROS NOS REGISTROS ANGLO-SAX\u00d5ES E OUTROS<\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tenho feito palestras na Alemanha, na B\u00e9lgica e em muitos locais na Inglaterra, sobre o assunto da Tabela das Na\u00e7\u00f5es e da hist\u00f3ria da Europa imediatamente ap\u00f3s o dil\u00favio, e o que inicialmente me surpreendia, nos momentos destinados a perguntas, foi como o assunto rapidamente se voltava \u00e0 quest\u00e3o dos dinossauros. Aparecem eles nas cr\u00f4nicas antigas? Existem descri\u00e7\u00f5es suas? E assim por diante. Por isso, reuni aqui os exemplos de men\u00e7\u00e3o a dinossauros que pude encontrar de imediato, embora sem d\u00favida muitos outros casos existam para ser considerados. Alguns dos exemplos mencionados aqui prov\u00eam dos pr\u00f3prios registros que justamente estamos considerando com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 descend\u00eancia das na\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O interrelacionamento dos dois assuntos \u00e9 l\u00f3gico, pois se a Terra \u00e9 t\u00e3o recente quanto nossos antepassados pressupunham e quanto o modelo criacionista das origens prediz, ent\u00e3o dever\u00e3o ser encontradas evid\u00eancias que nos apontem para a coexist\u00eancia do homem com os dinossauros em passado recente. De fato, existem boas evid\u00eancias que sugerem a coexist\u00eancia entre ambos ainda hoje, o que se op\u00f5e diretamente ao modelo evolucionista que ensina que os dinossauros viveram milh\u00f5es de anos antes de ter surgido o homem, e que, portanto, nenhum ser humano jamais poderia ter visto um dinossauro vivo. Para p\u00f4r \u00e0 prova tal asser\u00e7\u00e3o, examinaremos agora a quest\u00e3o a partir da considera\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias escritas que sobreviveram nos registros de v\u00e1rios povos antigos, que descrevem \u2013 \u00e0s vezes com impressionante detalhe gr\u00e1fico \u2013 encontros de seres humanos com r\u00e9pteis gigantes vivos, que chamar\u00edamos hoje de dinossauros. E, como veremos, alguns desses registros n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o antigos. &#8230;.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><b><i><span style=\"font-size: medium;\">BEOWULF<\/span><\/i><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0E AS CRIATURAS DA DINAMARCA<\/span><\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8230; O \u00faltimo monstro a ser destru\u00eddo por Beowulf (embate em que Beowulf tamb\u00e9m morreu, no ano 583 A.D.) foi um r\u00e9ptil voador que vivia em um promont\u00f3rio em Hronesness, na costa sul da Su\u00e9cia, defronte ao mar. Ora, os Sax\u00f5es (e presumivelmente os Dinamarqueses) conheciam os r\u00e9pteis voadores em geral como\u00a0<b>lyftfloga\u00a0<\/b>(\u201cvoadores a\u00e9reos\u201d), mas esta esp\u00e9cie particular de r\u00e9ptil voador, o esp\u00e9cime de Hronesness, era conhecido por eles como um\u00a0<b>widfloga<\/b>, literalmente um \u201camplo voador\u201d (ou \u201cvoador de longo alcance\u201d), e a descri\u00e7\u00e3o que dele nos deixaram concorda com a de um\u00a0<b>Pteranodon.<\/b>\u00a0\u00c9 interessante que os Sax\u00f5es tamb\u00e9m descreviam essa criatura como um\u00a0<b>ligdraco<\/b>,<b>\u00a0<\/b>ou \u201cdrag\u00e3o de fogo\u201d com 50 p\u00e9s (cerca de 15 metros) de comprimento (ou talvez de envergadura?), com cerca de 300 anos de idade. (Idades avan\u00e7adas s\u00e3o uma caracter\u00edstica comum entre os r\u00e9pteis n\u00e3o gigantescos ainda existentes hoje.) Al\u00e9m disso, e de interesse particular para n\u00f3s, o nome\u00a0<b>widfloga\u00a0<\/b>teria distinguido essa esp\u00e9cie particular de r\u00e9ptil voador relativamente a outra esp\u00e9cie semelhante capaz de fazer apenas v\u00f4os de \u201cpequeno alcance\u201d. Uma criatura como esta \u00e9 mostrada na Figura 11.1, em um ornamento de escudo retirado de t\u00famulo em Sutton Hoo, podendo-se notar um drag\u00e3o-voador com suas duas asas dobradas ao longo de seus lados. Podem ser vistas at\u00e9 hoje as suas longas mand\u00edbulas com numerosos dentes, expostas no Museu Brit\u00e2nico. Os paleontologistas modernos, trabalhando com restos f\u00f3sseis, denominaram de\u00a0<b>Pterod\u00e1ctilo<\/b>\u00a0essa criatura.<\/span><\/p>\n<h5><\/h5>\n<h5><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">CONCLUS\u00c3O<\/span><\/h5>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 impressionante quanta informa\u00e7\u00e3o vem \u00e0 luz quando um documento \u00e9 resgatado do v\u00e9u de obscuridade que o modernismo lan\u00e7ou sobre ele. Quem acreditaria, ao ler um coment\u00e1rio modernista sobre o livro de G\u00eanesis, que tantas evid\u00eancias estivessem dispon\u00edveis para comprovar, n\u00e3o a sua falsidade, mas a sua autenticidade? N\u00e3o a sua natureza m\u00edtica, mas a sua verdade e impressionante precis\u00e3o hist\u00f3rica? Quem acreditaria, ao ler um moderno livro evolucionista sobre os dinossauros, que tantos registros estivessem dispon\u00edveis para demonstrar que essas criaturas n\u00e3o se extinguiram h\u00e1 milh\u00f5es de anos antes de ter surgido o homem, como o esquema evolucionista quer nos fazer crer, mas que viveram juntamente com o homem, que registrou as suas caracter\u00edsticas e apar\u00eancia f\u00edsica tanto em relatos antigos como em modernos? E quem acreditaria, ao ler um moderno livro de hist\u00f3ria sobre o mundo antigo, que tantos povos, de t\u00e3o diversas culturas, realmente tivessem registrado sua pr\u00f3pria descend\u00eancia dos patriarcas de G\u00eanesis muito antes de poderem ter ouvido da B\u00edblia ou terem sido ensinados sobre qualquer conte\u00fado dela? E quem acreditaria que a controv\u00e9rsia cria\u00e7\u00e3o\/evolu\u00e7\u00e3o fosse um debate t\u00e3o antigo? Este \u00e9 um assunto muito s\u00e9rio que acabou sendo apresentado a n\u00f3s com um quadro de nosso passado muito diferente do que estamos acostumados a ver.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: blue; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">(Leia toda a mat\u00e9ria na Revista Criacionista impressa)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0Tendo em vista que este n\u00famero 68 da Revista Criacionista trata de maneira mais abrangente da tem\u00e1tica dos dinossauros, os Editores acharam por bem publicar aqui os cap\u00edtulos 9 a 13 do livro de Bill Cooper \u2013 \u201cAfter the Flood\u201d \u2013 ao inv\u00e9s do cap\u00edtulo 4 (que seria de se esperar se continuasse a ser [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[29,86],"tags":[],"ppma_author":[48],"class_list":["post-1071","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-folha-68"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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