{"id":1887,"date":"2018-02-16T13:51:29","date_gmt":"2018-02-16T16:51:29","guid":{"rendered":"http:\/\/numar.scb.org.br\/?p=1887"},"modified":"2020-05-26T11:14:57","modified_gmt":"2020-05-26T14:14:57","slug":"pre-colombianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/numar\/artigos\/pre-colombianos\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias b\u00edblicas na cultura dos povos pr\u00e9-colombianos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ao analisar os registros hist\u00f3ricos preservados por nativos pr\u00e9-colombianos percebemos que eles acreditavam em um Criador Supremo e que suas lendas registram um dil\u00favio global. Percebemos tamb\u00e9m que muitos detalhes des\u00adsas lendas s\u00e3o estranhamente parecidos com as narrativas b\u00ed\u00adblicas do G\u00eanesis, sendo inevit\u00e1vel&nbsp;<strong>uma associa\u00e7\u00e3o com as terras e os povos da B\u00edblia.&nbsp;<\/strong>Depois de considerar v\u00e1rios povos antigos, a conclus\u00e3o mais plaus\u00edvel \u00e9 a de que boa parte dos nativos americanos herdaram da cultura mesopot\u00e2mica tradi\u00e7\u00f5es que mostram claramente sua liga\u00e7\u00e3o com esta cultura e ainda a relacionam com tradi\u00e7\u00f5es hebraicas. Esta similaridade se d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 pela&nbsp;semelhan\u00e7a das lendas nativas com as hist\u00f3rias b\u00edblicas, como tamb\u00e9m por alguns rituais. A seguir, apresentaremos alguns trechos bem curiosos de registros hist\u00f3ricos que encontramos ao longo de nossa pesquisa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o do Mundo -&nbsp;<\/strong>Os nativos peruanos e andinos preservaram relatos b\u00edblicos sobre a Cria\u00e7\u00e3o do Mundo, Ad\u00e3o e Eva e sobre No\u00e9 e sua mulher:&nbsp;\u201cIsto \u00e9 o que contam os \u00edndios peruanos acerca de sua origem, de acordo com a lista dos autores mencionados acima. Do qual o que podemos vender por verdade \u00e9 que, sem d\u00favida, os \u00edndios tiveram not\u00edcias da Cria\u00e7\u00e3o do mundo e da forma\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o, Eva, da Inunda\u00e7\u00e3o e de No\u00e9 e sua mulher\u201d (Garc\u00eda, 1729, p. 334, 335).<img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-09EZSsOqmT4\/WoAcpadR4VI\/AAAAAAAA6bY\/YprzzUwhSlA6pWB0P5yWhSkKKvWObC8BgCLcBGAs\/s320\/01.png\"><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Figura 1:&nbsp;<\/strong>Escudo inca, um s\u00edmbolo que retrata e registra a origem desse povo, mostrando que eles sa\u00edram de uma montanha ap\u00f3s o dil\u00favio (Fonte:Poma de Ayala, 1941).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Alguns conceitos de sa\u00fade do \u00c9den b\u00edblico -&nbsp;<\/strong>Aqui percebemos como os Incas viviam mais de cem anos, comiam pouca gordura e outros alimentos, e casavam tarde:<strong>&nbsp;<\/strong>\u201cDe como esses incas e demais senhores. Principais ou&nbsp;<em>yns<\/em>. As pessoas particularmente antigas fizeram e aumentaram sua sa\u00fade e anos de vida entre 250 e 150 anos, eles duravam tanto porque tinham uma ordem e regras de seguir e criar seus filhos. Quando garoto, n\u00e3o lhe deixavam comer coisa de sebo [gordura] ou nada de mel ou pimenta, sal e vinagre, nem lhe deixavam ter meninas nem dormir com uma mulher at\u00e9 ter cinquenta anos, nem se sangrava e se purgava [expurgava, limpava] todos os meses com tr\u00eas pares de bilca tauri [sementes purgativas usadas pelos Incas, feitas em l\u00edquido, usadas como&nbsp;medicamento oral para induzir o v\u00f4mito em rituais]&nbsp;e misturado com macay [erva medicinal purgativa] que se tomava pela boca a metade e a outra metade se fazia enema [l\u00edquido que se introduz no \u00e2nus]; com isso, aumentaram a sa\u00fade e a vida. At\u00e9 os trinta anos n\u00e3o tinham mulher, nem marido, nem cargo e, assim, tinham grande for\u00e7a para guerrear\u201d (Poma de Ayala, 1941, p. 118, 119).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-WEeGrFxJ8oU\/WoAcwQdiY5I\/AAAAAAAA6bc\/5IrzSm1ZGT0CJJZQzFhUqn5wbTTthZG5gCLcBGAs\/s320\/02.png\"><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Figura 2:<\/strong>&nbsp;Capa do livro&nbsp;<em>El&nbsp;Primer Nueva Cor\u00f3nica y Buen Gobierno<\/em><em>,<\/em><em>&nbsp;<\/em><em>de uma edi\u00e7\u00e3o de 2011, por\u00e9m o desenho \u00e9 o mesmo da vers\u00e3o original (Fonte: Poma de Ayala, 1941).<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o apenas duas vezes ao dia -&nbsp;<\/strong>Isolados na Am\u00e9rica, alguns grupos mantiveram os costumes ap\u00f3s o dil\u00favio. A refei\u00e7\u00e3o principal era a da parte da manh\u00e3 e sucos e l\u00edquidos durante todo o restante do dia e um lanche no meio da tarde, exatamente como aconselha a escritora norte-americano Ellen White:<strong>&nbsp;<\/strong>\u201cComo isso era conhecido, o Atabalipa pediu que lhe dessem de comer, e ele ordenou que todo seu povo fizesse o mesmo. Era<strong>costume comer pelas manh\u00e3s<\/strong>, e assim todos os nativos desse reino. Os Senhores, depois de ter comido, como digo,&nbsp;<strong>passavam o dia todo bebendo at\u00e9 a noite que comiam poucas coisas<\/strong>\u201d<strong>&nbsp;<\/strong>(Pizarro, 1917, p. 31).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Leis do Antigo Testamento -&nbsp;<\/strong>No trecho a seguir, extra\u00eddo do livro&nbsp;<em>Historia General del Per\u00fa,&nbsp;<\/em>pode-se perceber semelhan\u00e7as entre as leis dos Incas e a lei de Lev\u00edtico: os incas n\u00e3o comiam sangue: \u201cQue os da cidade de Cuzco&nbsp;<strong>de forma alguma comessem sangue ou qualquer coisa feita dele<\/strong>. Os leprosos e aqueles que eram porcos, sujos e nojentos, que os expulsassem do meio do povo, para que n\u00e3o contaminassem a outros, e o mesmo para aqueles que tinham enterrado algum falecido em sua casa. Ele ordenou que aqueles que derramassem a semente genital [esperma] fossem expulsos da cidade por um m\u00eas e, no in\u00edcio do outro m\u00eas, retornassem \u00e0 cidade e que o pont\u00edfice ou o feiticeiro fizessem sacrif\u00edcios por ele e ou o que estivesse dormindo houvesse feito o mesmo, e primeiro entrassem desnudo em \u00e1gua fria e se lavasse. Que as&nbsp;<strong>mulheres tivessem ou andassem com companhia e vivessem honestamente<\/strong>. Os senhores ou ricos poderiam ter quantas quisessem e pudessem sustentar desde que fosse com o consentimento do Inca\u201d (De Mur\u00faa, 1962, [Fol. 247], p. 90).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Neste trecho \u00e9 poss\u00edvel perceber que, mesmo antes dos hebreus, o sangue tinha significado:&nbsp;\u201cOs pont\u00edfices e os sacerdotes das huacas [santu\u00e1rio, templo] sacrificavam e ofereciam uns carneiros, que tinham dedicado para esse fim [sic], branco, sem mancha ou defeito [sic] qualquer\u201d (De Mur\u00faa, 1962, [Fol. 256], p. 104).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Notamos tamb\u00e9m que eles vieram \u00e0 Am\u00e9rica logo depois do dil\u00favio, centenas de anos antes de Abra\u00e3o. Naquela altura, a lei j\u00e1 estava estabelecida (seja oral ou escrita) e podemos notar isso por meio da sua guarda do s\u00e1bado: \u201cQuanto ao terceiro preceito de santificar o s\u00e1bado, eles tinham suas festas em dias designados, nos quais faziam grandes sacrif\u00edcios, e eles descansavam, particularmente no Peru. Os \u00edndios Totones, que s\u00e3o da Nova Espanha, estavam obrigados a ir ao Templo&nbsp;<strong>no s\u00e1bado<\/strong>, \u00e0 cerim\u00f4nia que acontecia l\u00e1 e ao sacrif\u00edcio que ofereciam aos seus deuses\u201d (Garc\u00eda, 1729, p. 114).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-SQFEn1Ju39Q\/WoAc1Acnt-I\/AAAAAAAA6bk\/MG5OCt--hUMcy7hjgxP_lI0qQc3b8C1AACLcBGAs\/s320\/03.png\"><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Figura 3:&nbsp;<\/strong>Capa do livro&nbsp;<em>Origen de los \u00cdndios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales&nbsp;<\/em>(Fonte: Garc\u00eda, 1729).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Torre de babel -&nbsp;<\/strong>V\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es similares \u00e0 da Torre de Babel s\u00e3o encontradas na Am\u00e9rica Central. Uma em especial relacionada aos Astecas diz que Xelhua, um dos sete gigantes salvos do dil\u00favio, construiu a Grande Pir\u00e2mide de Cholula \u2013 na Am\u00e9rica central \u2013 para desafiar o C\u00e9u. Os deuses destru\u00edram-no com fogo e confundiram a linguagem dos construtores. No livro&nbsp;<em>Ophiolatreia<\/em>vemos o seguinte:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201cQuando as \u00e1guas diminu\u00edram, um dos gigantes, chamado Xelhua, apelidado de \u2018Arquiteto\u2019, foi a Cholula, onde, como memorial do Tlaloc, que serviu para um asilo para si e para seus seis irm\u00e3os, ele construiu uma colina artificial em forma de uma pir\u00e2mide. Ele ordenou que os tijolos fossem feitos na prov\u00edncia de Tlalmanalco, ao p\u00e9 da Serra de Cecotl, e, para carreg\u00e1-los at\u00e9 Cholula, ele colocou uma fila de homens que os passou de m\u00e3o em m\u00e3o. Os deuses viram, com ira, um edif\u00edcio cujo topo chegava \u00e0s nuvens. Irritado pela tentativa atrevida de Xelhua, lan\u00e7aram fogo na pir\u00e2mide [na tradi\u00e7\u00e3o asteca seriam meteoritos&nbsp;\u2018que haviam ca\u00eddo do c\u00e9u envolvidos em uma bola de fogo\u2019].&nbsp;Numerosos trabalhadores morreram. O trabalho foi interrompido e o monumento foi depois dedicado para Quetzalc\u00f3atl\u201d (Jennings, 1889, p. 63).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-_58eQFSNPUI\/WoAc4904zOI\/AAAAAAAA6bo\/kvnOWEW7mjkk06AwQk7nGsOA-3LBzSLXgCLcBGAs\/s320\/04.png\"><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Figura 4:<\/strong>&nbsp;Segunda Edad. (vida no segundo mil\u00eanio ap\u00f3s o dil\u00favio). \u00c9 curioso que as constru\u00e7\u00f5es de pedra j\u00e1 estavam em p\u00e9. Isso significa que as constru\u00e7\u00f5es megal\u00edticas n\u00e3o foram obra dos Incas (Fonte:&nbsp;<em>Poma de Ayala, 1941).<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Uma inscri\u00e7\u00e3o original em Nahuatl, a l\u00edngua asteca, que havia sido escrita pelo escriba nativo, abaixo de uma ilustra\u00e7\u00e3o nativa encontrada no templo de Cholula, dizia:&nbsp;\u201cNobres e senhores, aqui voc\u00eas t\u00eam seus documentos, o espelho do seu passado, a hist\u00f3ria de seus antepassados, que, fora de medo de um dil\u00favio, construiu este lugar de ref\u00fagio ou asilo para a possibilidade de recorrer a tal calamidade\u201d (Nuttall, 1901, p. 269).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Outro relato, atribu\u00eddo pelo historiador nativo Fernando de Alva Cort\u00e9s Ixtilxochitl aos antigos Toltecas, diz que depois de os homens terem se multiplicado ap\u00f3s um grande dil\u00favio, eles erigiram um alto zacuali ou torre, para se preservarem no caso de um segundo dil\u00favio. Contudo, as suas l\u00ednguas foram confundidas e eles foram para diferentes partes da terra (Ixtilxochitl, 1640).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>O Sol \u201cparou\u201d por mais de 20 horas -&nbsp;<\/strong>Josu\u00e9 10:12-14 relata um epis\u00f3dio que teria acontecido cerca de 1400 a.C.:<em><strong>&nbsp;<\/strong><\/em><em>\u201cNo dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josu\u00e9 exclamou ao Senhor, na presen\u00e7a de Israel: \u2018Sol, pare sobre Gibeom! E voc\u00ea, \u00f3 Lua, sobre o vale de Aijalom!\u2019 O Sol parou, e a Lua se deteve, at\u00e9 a na\u00e7\u00e3o vingar-se dos seus inimigos, como est\u00e1 escrito no Livro de Jasar. O Sol parou no meio do c\u00e9u e por quase um dia inteiro n\u00e3o se p\u00f4s.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O incidente, cuja singularidade \u00e9 reconhecida na B\u00edblia&nbsp;<strong>(\u201cN\u00e3o existiu nenhum dia como esse, antes ou depois\u201d)<\/strong>, ocorreu do outro lado da Terra,&nbsp;<strong>em rela\u00e7\u00e3o aos Andes situado na Am\u00e9rica do Sul<\/strong><strong>,<\/strong>&nbsp;descrevendo um fen\u00f4meno oposto, mas complementar astronomicamente ao que ocorrera no Peru. Ao contrastarmos os dois relatos, percebemos que, em Cana\u00e3 (Oriente M\u00e9dio), o Sol n\u00e3o se p\u00f4s por cerca de vinte horas; nos Andes, o sol n\u00e3o se levantou pelo mesmo per\u00edodo de tempo<strong>&nbsp;(<\/strong><strong>Sitchin, 1990).<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Segundo Montesinos, quando \u201cos bons costumes foram esquecidos e as pessoas se entregaram a todos os tipos de v\u00edcios\u201d, houve um dia em que \u201cn\u00e3o houve aurora por vinte horas\u201d (Montesinos, 1882).<strong>&nbsp;<\/strong>Em outras palavras, a noite n\u00e3o terminou no hor\u00e1rio de sempre e o nascer do sol foi adiado durante vinte horas. Depois de grande como\u00e7\u00e3o, confiss\u00f5es de pecados, sacri\u00adf\u00edcios e ora\u00e7\u00f5es, o sol finalmente apareceu. No livro&nbsp;<em>Memorias Antiguas Historiales y Pol\u00edticas del Per\u00fa<\/em>, encontra-se a seguinte cita\u00e7\u00e3o: \u201cNos tempos do rei Titu Yupanqui Pachacuti \u201cdizem os antigos amautas, e estes aprenderam com seus patriarcas e preservaram na mem\u00f3ria pelos seus quipos [sistema bin\u00e1rio ou c\u00f3digo de leitura] para eterna mem\u00f3ria, que o sol se cansou de caminhar e se escondeu dos vivos, e como castigo sua luz sumiu por mais de vinte horas. Os \u00edndios gritaram chamando a seu pai o Sol; fizeram grandes sacrif\u00edcios para acalm\u00e1-lo, oferecendo muitos cordeiros e donzelas e mo\u00e7os, e quando saiu a luz do Sol ap\u00f3s as horas mencionadas, lhe agradeceram pelas b\u00ean\u00e7\u00e3os recebidas\u201d (Montesinos, 1882, p. 57, 58).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-ry1D2l8zl-0\/WoAc9Yv1yuI\/AAAAAAAA6bs\/yEjIfaJ0xEIV9K414R60OFnTbJLLFX6rACLcBGAs\/s320\/05.png\"><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Figura 5:<\/strong>&nbsp;Um Amauta usando um \u201cquipu\u201d; embora o desenho seja o da vers\u00e3o original, esta imagem foi retirada de uma re<em>edi\u00e7\u00e3o de 2011 (<\/em>Fonte:&nbsp;<em>Poma de Ayala, 1941).<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Houve muitas interpreta\u00e7\u00f5es desse fen\u00f4meno por cientistas. Em um estudo recente, os pesquisadores atribu\u00edram o evento a um eclipse, ali\u00e1s acreditam que podem ter identificado a data do mais antigo eclipse solar j\u00e1 registrado.&nbsp;(Humphreys e Wadington, 2017)&nbsp;De acordo com eles,&nbsp;\u201cessa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 apoiada pelo fato de que a palavra hebraica traduzida como \u2018parado\u2019 tem a mesma raiz que uma palavra babil\u00f4nica usada em textos astron\u00f4micos antigos para descrever os eclipses\u201d. Eles sugerem que o evento tenha ocorrido no dia&nbsp;30 de outubro de 1207 a.C. - exatamente 3.224 anos atr\u00e1s. Para tanto, os pesquisadores da Universidade de Cambridge usaram uma combina\u00e7\u00e3o de texto b\u00edblico e texto eg\u00edpcio antigo para entender a data do suposto eclipse solar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Em outro estudo, com base em dados obtidos da Nasa, cientistas da Universidade Ben-Gurion do Neguev, em Berbes\u00e1, Israel, descobriram n\u00e3o apenas que o relato b\u00edblico&nbsp;descrito em Josu\u00e9 10:12-14 realmente aconteceu, como tamb\u00e9m, segundo eles, o dia e a hora exatos do fen\u00f4meno&nbsp;(Yitzchak, Weistaub e Avneer, 2017). A equipe de cientistas, chefiada pelo Dr. Hezi Yitzhak,&nbsp;tamb\u00e9m interpretou o acontecimento como sendo um eclipse, e que ele teria acontecido exatamente em&nbsp;30 de outubro de 1207 a.C., \u00e0s 16h28.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Para tanto, os pesquisadores interpretaram a palavra hebraica \u201c<em>dom<\/em>\u201d como \u201ctornou-se escura\u201d em vez do que tradicionalmente significava como \u201cficar parado\u201d.&nbsp;Com base nos dados obtidos, eles descobriram que apenas um eclipse aconteceu entre os anos 1500 e 1000 a.C., o que coincide com a chegada dos israelitas ao local onde ocorreu a batalha descrita na B\u00edblia. Os resultados desse estudo foram publicados na revista&nbsp;<em>Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World<\/em>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Para mim, esse fen\u00f4meno n\u00e3o pode ter sido um eclipse, porque nenhum eclipse dura tanto tempo. Al\u00e9m disso, os povos incas tinham conhecimento de tais eventos peri\u00f3dicos. A hist\u00f3ria n\u00e3o diz que o Sol desapareceu. Apenas afirma que \u201cn\u00e3o houve aurora\u201d por vinte horas.&nbsp;Foi como se o Sol, onde quer que tenha se escondido, tivesse parado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><em>Texto escrito em coautoria com o pesquisador Irwin Susanibar Chavez, a quem o Everton agradece profundamente por compartilhar com ele suas pesquisas e conhecimento.<\/em><\/p>\n<p>Texto originalmente publicado em 11\/02\/2018 no <a href=\"http:\/\/www.criacionismo.com.br\/2018\/02\/historias-biblicas-na-cultura-dos-povos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Blog Criacionismo<\/em><\/a>.<\/p>\n\n<section id=\"section-1-3247\" class=\" ct-section\" ><div class=\"ct-section-inner-wrap\"><div id=\"div_block-2-3247\" class=\"ct-div-block\" ><h2 id=\"headline-3-3247\" class=\"ct-headline\">Refer\u00eancias<\/h2><div id=\"_rich_text-5-3247\" class=\"oxy-rich-text\" ><p>De Mur&uacute;a, Mart&iacute;n. Historia general del Per&uacute;, origen y descendencia de los incas. Vol. 1. Colecci&oacute;n: Fondo Antiguo - Aurelio Mir&oacute; Quesada. Madrid: Impr. Don Arturo Gongora, 1962.<\/p>\n<p>Garc&iacute;a, Gregorio. Origen de los indios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales. Segunda Edici&oacute;n. Colecci&oacute;n: Fondo Antiguo. Madrid: En la imprenta de F. Martinez Abad, 1729. 336p.<\/p>\n<p>Humphreys, Colin; Wadington, Graeme. Solar eclipse of 1207 BC helps to date pharaohs. <em>Astronomy &amp; Geophysics 2017;<\/em> 58(5):5.39&ndash;5.42.<\/p>\n<p>Ixtilxochitl, Fernando de Alva Cort&eacute;s.&nbsp;Historia Chichimeca. 1640.<\/p>\n<p>Jennings, Hargrave. Ophiolatreia: An Account of the Rites and Mysteries Connected With the Origin, Rise and Development of Serpent Worship. Cap&iacute;tulo 6. Privately Printed, 1889. 103p. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/ophiolatreiaacco00nppr\">https:\/\/archive.org\/details\/ophiolatreiaacco00nppr<\/a><\/p>\n<p>Montesinos, Fernando de. Memorias antiguas historiales y pol&iacute;ticas del Per&uacute;. Madrid : Impr. de M. Ginesta, 1882. 259p.; esta primeira obra foi copiada de um manuscrito do ano 1644 que se encontra na biblioteca da Universidade Sevilla e cujo t&iacute;tulo &eacute;: \"Ophir de Espa&ntilde;a; m&eacute;morias historiales pol&iacute;ticas del Pirv...\".<\/p>\n<p>Nuttall, Zelia. The Fundamental Principles of Old and New World Civilizations. Vol. 2. Cambridge, Mass.: Peabody Museum of American archaeology and ethnology, 1901. 602p. Dispon&iacute;vel em:<a href=\"https:\/\/archive.org\/stream\/fundamentalprin02nuttgoog#page\/n14\/mode\/2up\">https:\/\/archive.org\/stream\/fundamentalprin02nuttgoog#page\/n14\/mode\/2up<\/a><\/p>\n<p>Pizarro, Pedro. Descubrimiento y conquista del Per&uacute;, seguida de la relaci&oacute;n sumaria acerca de la conquista por el Padre Fr. Luis Naharro, de la Orden de la Merced. Lima: Impr. y Libr. Sanmart&iacute; y C&iacute;a., 1917. 213p. Colecci&oacute;n: Fondo Antiguo - Porras Barrenechea.<\/p>\n<p>Poma de Ayala, Felipe Guam&aacute;n. El <em>Primer nueva cor&oacute;nica y buen gobierno. <\/em>(1615\/1616). Colecci&oacute;n:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fondo Antiguo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; La Paz: Instituto Tihuanacu de Antropolog&iacute;a, Etnograf&iacute;a y Prehistoria, 1941. 1169p.<\/p>\n<p><strong>Sitchin, Zecharia. The Lost Realms. Livro 4 da s&eacute;rie de Cr&ocirc;nicas da Terra. Harper Collins, 1990, 298p. Cap&iacute;tulo&nbsp;7&nbsp;&ldquo;o dia em que o Sol parou&rdquo;.<\/strong><\/p>\n<p>Yitzchak, Hezi; Weistaub, Daniel; Avneer, Uzi. A sun in <em>Gibeon<\/em>, and a moon in the valley of <em>Ayalon<\/em> &mdash; Solar eclipse occurred on October 30, 1207 BC? Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World 2017; 62(1):196-238. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"http:\/\/www.boker.org.il\/meida\/negev\/desert_biking\/personal\/BM_61-2_196_238.pdf\">http:\/\/www.boker.org.il\/meida\/negev\/desert_biking\/personal\/BM_61-2_196_238.pdf<\/a><\/p><\/div><\/div><\/div><\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao analisar os registros hist\u00f3ricos preservados por nativos pr\u00e9-colombianos percebemos que eles acreditavam em um Criador Supremo e que suas lendas registram um dil\u00favio global. 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