{"id":34,"date":"2010-12-14T01:32:22","date_gmt":"2010-12-14T03:32:22","guid":{"rendered":"https:\/\/filosofiadasorigens.scb.org.br\/2010\/12\/14\/o-misterio-da-vida-9\/"},"modified":"2022-10-30T18:41:18","modified_gmt":"2022-10-30T21:41:18","slug":"o-misterio-da-vida-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/filosofiadasorigens\/artigos\/estruturas-conceituais\/o-misterio-da-vida-9\/","title":{"rendered":"O Mist\u00e9rio da Vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>George T. Javor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"line-height: 1.3em;\">(Ph.D. pela Columbia University) leciona bioqu\u00edmica na Loma Linda University, Loma Linda, Calif\u00f3rnia, EUA.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo da mat\u00e9ria viva est\u00e1 no centro de todos os esfor\u00e7os cient\u00edficos atuais. As recentes vit\u00f3rias da ci\u00eancia incluem a clonagem de Dolly, a ovelha, e a obten\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia dos tr\u00eas bilh\u00f5es de nucleot\u00eddeos dos cromossomos humanos. <sup><span class=\"superscript\">1<\/span><\/sup> Mas, estranhamente, a pr\u00f3pria vida n\u00e3o \u00e9 o objeto de maior estudo. Os cientistas parecem pensar casualmente na exist\u00eancia da vida. \u00c9 dif\u00edcil achar qualquer discuss\u00e3o sobre a ess\u00eancia da vida em monografias ou comp\u00eandios correntes. Essas publica\u00e7\u00f5es explicam muito bem a composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria viva e como seus elementos funcionam. Mas tal informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente para explicar a vida e por que os constituintes da mat\u00e9ria viva s\u00e3o, em si mesmos, sem vida.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-27\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida4.gif\" border=\"0\" width=\"85\" height=\"116\" align=\"right\" style=\"float: right; border: 2px solid black; margin: 4px;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decomponhamos, a t\u00edtulo de exemplo, a mat\u00e9ria viva e ent\u00e3o recombinemos seus componentes isolados. Essa pesquisa ir\u00e1 fornecer uma cole\u00e7\u00e3o impressionante de subst\u00e2ncias inertes, mas n\u00e3o com vida. At\u00e9 aqui a ci\u00eancia n\u00e3o p\u00f4de criar a mat\u00e9ria viva em laborat\u00f3rio. Ser\u00e1 isso por que a mat\u00e9ria viva cont\u00e9m um ou mais componentes que n\u00e3o podem ser supridos pelo qu\u00edmico? A resposta, como desenvolvida neste artigo, apresentar\u00e1 um ponto importante quanto \u00e0 origem da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a origem da vida?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-28\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida.jpg\" border=\"1\" hspace=\"5\" width=\"241\" height=\"182\" align=\"left\" \/>H\u00e1 mais de cem anos, Louis Pasteur e outros demonstraram a tolice da abiog\u00eanese \u2014 a transforma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de mat\u00e9ria sem vida em organismos vivos. Os bi\u00f3logos agora dizem simplesmente: \u201cVida s\u00f3 pode provir de vida\u201d. N\u00e3o obstante, os cientistas geralmente aceitam o conceito de que a vida se desenvolveu abiologicamente numa Terra primitiva. Assim fazendo, para sua pr\u00f3pria conveni\u00eancia, eles afirmam que as condi\u00e7\u00f5es do \u201cmundo primitivo\u201d eram apropriadas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros teorizam sobre a possibilidade de a vida ter sido importada do espa\u00e7o exterior para a Terra. Embora a Terra esteja populada por milh\u00f5es de diferentes esp\u00e9cies de organismos, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de vida em qualquer parte no sistema solar. E, al\u00e9m disso, h\u00e1 tr\u00eas e meio anos-luz de espa\u00e7o vazio at\u00e9 a estrela mais pr\u00f3xima, a Alfa do Centauro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00faltima op\u00e7\u00e3o l\u00f3gica para a origem da vida \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o realizada por um Criador sobrenatural. Mas a ci\u00eancia, em sua tentativa de explicar tudo por leis naturais, rejeita essa op\u00e7\u00e3o como estando fora dos limites cient\u00edficos.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A vida n\u00e3o \u00e9 uma entidade tang\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida n\u00e3o \u00e9 uma entidade tang\u00edvel. N\u00e3o pode ser posta num recipiente e manuseada. Somente vemos \u201cvida\u201d em associa\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cies \u00fanicas de mat\u00e9ria, as quais t\u00eam capacidade de crescer, dividir-se em r\u00e9plicas e tamb\u00e9m de responder a v\u00e1rios est\u00edmulos externos, utilizando luz ou energia qu\u00edmica para efetuar todas essas coisas. <sup><span class=\"superscript\">2<\/span><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo vida tem diferentes sentidos, podendo referir-se a um organismo, um \u00f3rg\u00e3o ou uma c\u00e9lula. \u00d3rg\u00e3os humanos podem continuar a viver depois da morte da pessoa se, dentro de certo tempo, forem transplantados para um indiv\u00edduo vivo. A sobreviv\u00eancia de um f\u00edgado, rim ou cora\u00e7\u00e3o transplantado, significa algo bem diferente da \u201cvida\u201d humana. Ademais, a vida de cada \u00f3rg\u00e3o depende da vitalidade de suas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as manifesta\u00e7\u00f5es de vida dependem de c\u00e9lulas vivas, as unidades mais fundamentais da mat\u00e9ria viva. Quando uma c\u00e9lula viva se divide, remanesce uma cole\u00e7\u00e3o muito complexa de estruturas subcelulares, mas sem vida: membranas, n\u00facleos, mitoc\u00f4ndrias, ribossomos, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma seq\u00fc\u00eancia ininterrupta entre mat\u00e9ria viva e n\u00e3o-viva, como alguns afirmam? Se houver, a quest\u00e3o da origem da vida torna-se discut\u00edvel. Evoluir de um estado para outro seria semelhante a outras transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Exemplos de organismos que supostamente transponham o abismo entre o vivo e o n\u00e3o-vivo incluem v\u00edrus, pr\u00edons, microplasmas, rick\u00e9ttsias e clam\u00eddias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, v\u00edrus e pr\u00edons s\u00e3o biologicamente ativos, mas entidades n\u00e3ovivas. O termo \u201cv\u00edrus vivo\u201d \u00e9 inapropriado, embora os v\u00edrus sejam agentes biologicamente ativos e infectem c\u00e9lulas vivas. Os pr\u00edons s\u00e3o prote\u00ednas singulares que t\u00eam a capacidade de alterar as estruturas de outras prote\u00ednas. <sup><span class=\"superscript\">3<\/span><\/sup> As prote\u00ednas rec\u00e9m-transformadas, por sua vez, exercem atividade pri\u00f4nica, criando um efeito-domin\u00f3 de altera\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica. A propriedade pri\u00f4nica faz com que eles se tornem infecciosos. Para sua reprodu\u00e7\u00e3o os pr\u00edons, como os v\u00edrus, precisam de c\u00e9lulas vivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rick\u00e9ttsias, clam\u00eddias e microplasmas, por outro lado, acham-se entre os menores organismos vivos. Os primeiros dois t\u00eam s\u00e9rias defici\u00eancias metab\u00f3licas e s\u00f3 podem existir como parasitas intracelulares. H\u00e1 um vasto abismo entre mat\u00e9ria viva e a n\u00e3o-viva. Isso reflete melhor nossa incompet\u00eancia de extrair vida de mat\u00e9ria anorg\u00e2nica em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A composi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria viva<\/strong><\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-29\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida1.gif\" border=\"0\" width=\"558\" height=\"252\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estruturalmente a mat\u00e9ria viva \u00e9 composta de uma combina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e de mol\u00e9culas grandes, fr\u00e1geis e sem vida, de prote\u00ednas, polissacar\u00eddeos, \u00e1cidos nucl\u00e9icos, e lip\u00eddios. A <strong>Tabela 1<\/strong> fornece a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de uma c\u00e9lula bacteriana t\u00edpica, a Escherichia coli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e1gua serve de meio em que as mudan\u00e7as qu\u00edmicas ocorrem. Prote\u00ednas e lip\u00eddios s\u00e3o os principais componentes estruturais das c\u00e9lulas. As prote\u00ednas tamb\u00e9m controlam todas as mudan\u00e7as qu\u00edmicas. Sem mudan\u00e7as qu\u00edmicas a vida n\u00e3o pode existir. Saber como as prote\u00ednas interagem com as transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 compreens\u00e3o da base qu\u00edmica da vida.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A estrutura das prote\u00ednas: uma analogia idiom\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As prote\u00ednas existem em milhares de formas diferentes, cada qual com propriedades qu\u00edmicas e f\u00edsicas \u00fanicas. Essa diversidade se deve a seu tamanho. Cada prote\u00edna pode conter centenas de amino\u00e1cidos, e h\u00e1 vinte amino\u00e1cidos diferentes. O que cada prote\u00edna \u00e9 capaz de fazer depende da ordem em que seus amino\u00e1cidos est\u00e3o ligados. Para compreendermos esse aspecto biol\u00f3gico, consideremos a analogia da linguagem escrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em qualquer l\u00edngua, o significado das palavras depende da seq\u00fc\u00eancia das letras. No alfabeto ingl\u00eas, por exemplo, temos vinte e seis letras. Com elas formamos as palavras. Umas 500 mil diferentes combina\u00e7\u00f5es de letras s\u00e3o reconhecidas como palavras significativas. Com algum esfor\u00e7o poder\u00edamos produzir outras 500 mil, ou mais, combina\u00e7\u00f5es sem sentido. Semelhantemente, os milh\u00f5es de diferentes prote\u00ednas representam uma fra\u00e7\u00e3o min\u00fascula de todas as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de amino\u00e1cidos. <sup><span class=\"superscript\">4<\/span><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as palavras s\u00e3o escritas erradamente, seu sentido fica adulterado ou perdido. De igual modo, para que as prote\u00ednas funcionem adequadamente, seus amino\u00e1cidos precisam estar na sequ\u00eancia de outros em ordem correta. Os resultados de altera\u00e7\u00f5es na seq\u00fc\u00eancia de amino\u00e1cidos podem ser dr\u00e1sticos. A prote\u00edna transportadora de oxig\u00eanio no sangue, a hemoglobina, \u00e9 constitu\u00edda de quatro cadeias de mais de 140 amino\u00e1cidos cada uma. Na anemia falciforme, uma doen\u00e7a heredit\u00e1ria, apresenta-se um amino\u00e1cido alterado na sexta posi\u00e7\u00e3o de uma seq\u00fc\u00eancia espec\u00edfica de 146. Essa mudan\u00e7a causa distor\u00e7\u00e3o nos gl\u00f3bulos vermelhos, o que resulta em anemia e muitos outros problemas.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e sequ\u00eancias de amino\u00e1cidos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o sistema produtor de prote\u00ednas conhece as sequ\u00eancias corretas de amino\u00e1cidos para cada uma das milhares de prote\u00ednas? Os cromossomos de cada c\u00e9lula s\u00e3o bibliotecas repletas de tais informa\u00e7\u00f5es. Cada volume dessa biblioteca \u00e9 um gene. Quando a c\u00e9lula necessita de certa prote\u00edna, ela ativa o gene dessa subst\u00e2ncia e a s\u00edntese tem in\u00edcio. Os detalhes desse processo podem ser vistos em qualquer comp\u00eandio atual de biologia ou bioqu\u00edmica. Basta lembrar que mais de cem eventos qu\u00edmicos distintos t\u00eam de ocorrer para que a s\u00edntese da prote\u00edna aconte\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as manifesta\u00e7\u00f5es da vida dependem de transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Essas modifica\u00e7\u00f5es sucedem quando grupos de \u00e1tomos (mol\u00e9culas) ganham, perdem ou re-arranjam seus elementos. Uma classe de prote\u00ednas, as enzimas, unem mol\u00e9culas espec\u00edficas e facilitam suas transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Na Escherichia coli, ou bacilo coliforme, h\u00e1 cerca de 3.000 diferentes tipos de enzimas, os quais facilitam 3.000 mudan\u00e7as qu\u00edmicas diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As enzimas aceleram intensamente as rea\u00e7\u00f5es. Isso poderia ser um problema grave porque, quando uma rea\u00e7\u00e3o \u00e9 completada, seu ponto final, conhecido como equil\u00edbrio, \u00e9 alcan\u00e7ado, e n\u00e3o ocorrem outras mudan\u00e7as qu\u00edmicas posteriores. Uma vez que a vida depende de mudan\u00e7as qu\u00edmicas, quando todas as rea\u00e7\u00f5es atingem seus pontos finais, a c\u00e9lula morre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-30\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida2.gif\" border=\"0\" width=\"423\" height=\"51\" align=\"right\" \/>\u00c9 impressionante que na mat\u00e9ria viva nenhuma das rea\u00e7\u00f5es jamais atinge o equil\u00edbrio. A raz\u00e3o \u00e9 que as mudan\u00e7as qu\u00edmicas est\u00e3o interligadas, de modo que o produto de uma modifica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica forma a subst\u00e2ncia b\u00e1sica para a seguinte. Se as mol\u00e9culas biol\u00f3gicas fossem representadas pelas letras mai\u00fasculas do alfabeto, uma seq\u00fc\u00eancia t\u00edpica de convers\u00f5es qu\u00edmicas apareceria como a <strong>Figura 1<\/strong> ilustra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal seguimento, ou \u201ctrilha bioqu\u00edmica\u201d, parece-se como uma linha de montagem industrial. O produto final deste tra\u00e7ado particular, a subst\u00e2ncia F, \u00e9 utilizado pela c\u00e9lula e, portanto, n\u00e3o se acumula. Na mat\u00e9ria viva ou org\u00e2nica, cada um dos milh\u00f5es de mol\u00e9culas (<strong>Tabela 1<\/strong>) \u00e9 mantido em seu rumo. Qualquer defici\u00eancia ou excesso resulta imediatamente em ajustes nas taxas de transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>Figura 2<\/strong> mostra que numa c\u00e9lula viva a mat\u00e9ria \u00e9 organizada em hierarquias sucessivamente mais complexas. As flechas representam tra\u00e7ados bioqu\u00edmicos que v\u00e3o desde subst\u00e2ncias simples at\u00e9 as complexas. A depend\u00eancia rec\u00edproca entre os componentes celulares na dire\u00e7\u00e3o vertical, \u00e9 comparada \u00e0s rela\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas entre letras, palavras e senten\u00e7as da linguagem escrita, at\u00e9 o n\u00edvel de um livro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-31\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida3.gif\" border=\"0\" width=\"665\" height=\"328\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, o grau de toler\u00e2ncia a erros \u00e9 muito menor em biologia. Palavras mal soletradas, senten\u00e7as confusas ou par\u00e1grafos faltantes podem inutilizar um documento. Mas por causa da estreita interdepend\u00eancia funcional de seus componentes, as c\u00e9lulas estariam em grande dificuldade se suas partes n\u00e3o fossem completadas integralmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m uma complementa\u00e7\u00e3o horizontal entre os componentes celulares. Por exemplo, as prote\u00ednas n\u00e3o podem ser manufaturadas sem a assist\u00eancia dos \u00e1cidos nucl\u00e9icos; e \u00e1cidos nucl\u00e9icos n\u00e3o podem ser sintetizados sem as prote\u00ednas. De uma perspectiva qu\u00edmica evolucionista, esse problema se parece com o enigma cl\u00e1ssico da \u201cgalinha e do ovo\u201d. (Ver a <strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda senda biossint\u00e9tica conduz a n\u00edveis sucessivamente mais complexos de organiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Toda vereda \u00e9 regulada de modo que seu produto seja apropriado para as necessidades da c\u00e9lula. A vida da c\u00e9lula depende da opera\u00e7\u00e3o harmoniosa e quase simult\u00e2nea de seus v\u00e1rios componentes. Durante um crescimento equilibrado existe um estado constante; isto \u00e9, h\u00e1 apenas perturba\u00e7\u00f5es m\u00ednimas no fluxo de mat\u00e9ria atrav\u00e9s de suas trilhas. Como n\u00e3o \u00e9 permitido a nenhuma das rea\u00e7\u00f5es atingir seu ponto final, cada uma das milhares de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas interligadas se encontra num estado de desequil\u00edbrio constante.<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tentativas qu\u00edmicas evolucionistas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se h\u00e1 for\u00e7as naturais que produzem vida, dev\u00edamos buscar diligentemente descobri-las e us\u00e1-las. Se a abiog\u00eanese fosse poss\u00edvel, poderia ser aproveitada para restaurar a vida das c\u00e9lulas, \u00f3rg\u00e3os e mesmo organismos mortos. Quem argumentaria que a cria\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria viva, ou a revers\u00e3o da morte, n\u00e3o seria a descoberta mais significativa para a humanidade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, a hist\u00f3ria de bioqu\u00edmica sugere que isso \u00e9 improv\u00e1vel. Na d\u00e9cada de 1920, quando Oparim e Haldane primeiramente propuseram que a vida se originou espontaneamente numa Terra primitiva, a bioqu\u00edmica estava em sua inf\u00e2ncia. Mesmo esse conceito era uma elabora\u00e7\u00e3o da ideia de Darwin, de que a vida surgiu num lago morno. <sup><span class=\"superscript\">5<\/span><\/sup> O primeiro curso metab\u00f3lico s\u00f3 foi descrito na d\u00e9cada de 1930. A estrutura e a fun\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico come\u00e7aram a ser compreendidas na d\u00e9cada de 1950. A primeira seq\u00fc\u00eancia dos amino\u00e1cidos de uma prote\u00edna, a insulina, foi tra\u00e7ada em 1955, e a primeira seq\u00fc\u00eancia de nucleot\u00eddeos do cromossomo de um organismo vivo foi publicada em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que a base qu\u00edmica da vida come\u00e7ou a ser mais bem compreendida, ela se mostrou mais complexa do que originalmente imaginada, e as primeiras sugest\u00f5es abiogen\u00e9ticas deveriam ter sido reconsideradas. Em vez disso, a ci\u00eancia embarcou numa longa viagem de meio s\u00e9culo para demonstrar experimentalmente a plausibilidade da abiog\u00eanese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros experimentos sugerindo a razoabilidade da evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica foram feitos por Stanley Miller, que em 1953 publicou a s\u00edntese de amino\u00e1cidos e de outras subst\u00e2ncias org\u00e2nicas sob condi\u00e7\u00f5es primitivas simuladas. <sup><span class=\"superscript\">6<\/span><\/sup> Subsequentemente, surgiu uma subdisciplina que fornecia evid\u00eancias laboratoriais da produ\u00e7\u00e3o de 19 dos 20 amino\u00e1cidos, e de quatro ou cinco bases nitrogenadas necess\u00e1rias para s\u00edntese de \u00e1cido nucl\u00e9ico, de monossacar\u00eddeos e \u00e1cidos graxos, tudo sob hipot\u00e9ticas condi\u00e7\u00f5es primitivas vari\u00e1veis. <sup><span class=\"superscript\">7<\/span><\/sup> Todas essas subst\u00e2ncias s\u00e3o componentes dos quais os grandes biopol\u00edmeros s\u00e3o feitos, projetando a possibilidade da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de biopol\u00edmeros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, a demonstra\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o de blocos de c\u00e9lulas em cadeias de pol\u00edmeros n\u00e3o p\u00f4de ser realizada. Todo o elo entre os blocos de subst\u00e2ncias t\u00edpicas requer a remo\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Isso \u00e9 praticamente imposs\u00edvel no ambiente h\u00eddrico dos pressupostos oceanos primitivos. Ademais, as sequ\u00eancias nas quais os amino\u00e1cidos se unem para transformar as prote\u00ednas ou nucleot\u00eddeos em \u00e1cidos nucl\u00e9icos, s\u00e3o as que determinam a fun\u00e7\u00e3o desses biopol\u00edmeros. Al\u00e9m da mat\u00e9ria viva, n\u00e3o h\u00e1 mecanismos conhecidos que garantam sequ\u00eancias significativas e reproduz\u00edveis em prote\u00ednas ou \u00e1cidos nucl\u00e9icos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob condi\u00e7\u00f5es primitivas simuladas, material semelhante \u00e0 prote\u00edna tem sido produzido com o aquecimento de amostras de amino\u00e1cidos a altas temperaturas. Contudo, esses \u201cprotein\u00f3ides\u201d eram amino\u00e1cidos ligados aleatoriamente por elos n\u00e3o naturais, os quais apresentam pouca semelhan\u00e7a com as prote\u00ednas reais. <sup><span class=\"superscript\">8<\/span><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nucleot\u00eddeos, blocos formadores dos \u00e1cidos nucl\u00e9icos, ainda n\u00e3o foram sintetizados sob condi\u00e7\u00f5es primitivas simuladas. Essa \u00e9 uma tarefa formid\u00e1vel e que requer a liga\u00e7\u00e3o de uma base de purina ou pirimidina a um a\u00e7\u00facar, e desse a um fosfato. O desafio aqui n\u00e3o \u00e9 somente a remo\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, mas o fato de que esses tr\u00eas componentes podem ser ligados por dezenas de modos diferentes. Todas as combina\u00e7\u00f5es, exceto uma, n\u00e3o t\u00eam valor biol\u00f3gico. \u00c9 desnecess\u00e1rio dizer que os \u00e1cidos nucl\u00e9icos ainda n\u00e3o foram sintetizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso n\u00e3o impediu que muitos cientistas postulassem que as c\u00e9lulas vivas mais primitivas continham inicialmente \u00e1cidos ribonucl\u00e9icos. Essa hip\u00f3tese de um \u201cMundo ARN\u201d ganhou popularidade depois que se descobriu que certas mol\u00e9culas de ARN tinham atividades catal\u00edticas. At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que a cat\u00e1lise fosse \u00e1rea exclusiva de prote\u00ednas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora n\u00e3o seja poss\u00edvel fabricar biopol\u00edmeros biologicamente \u00fateis sob condi\u00e7\u00f5es primitivas simuladas, podemos obt\u00ea-los a partir de c\u00e9lulas anteriormente vivas. Misturando esses biopol\u00edmeros isolados, \u00e9 poss\u00edvel abreviar a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica tornando poss\u00edvel verificar se a vida se originar\u00e1 em tal mistura. Mas em tal experimento, tudo est\u00e1 em equil\u00edbrio. Uma vez que a vida ocorre somente quando todos os eventos qu\u00edmicos dentro da c\u00e9lula se acham em estado de desequil\u00edbrio, o m\u00e1ximo que se pode conseguir atrav\u00e9s desse m\u00e9todo \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas mortas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-32\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/misteriovida5.gif\" border=\"0\" width=\"345\" height=\"242\" align=\"right\" \/><\/p>\n<p class=\"txtazulneg\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Como produzir mat\u00e9ria viva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos exatamente como produzir mat\u00e9ria viva: Primeiro, projete e sintetize alguns milhares de diferentes aparelhos moleculares capazes de converter subst\u00e2ncias simples, comumente dispon\u00edveis no meio ambiente, em biopol\u00edmeros complexos. Segundo, certifique-se de que tais dispositivos sejam capazes de auto-reprodu\u00e7\u00e3o precisa. Terceiro, certifique-se de que essas unidades possam sentir seu meio ambiente e se ajustar a quaisquer mudan\u00e7as que nele ocorram. Ent\u00e3o, \u00e9 simplesmente uma quest\u00e3o de dar in\u00edcio simult\u00e2neo a centenas de rotas bioqu\u00edmicas, mantendo o estado de desequil\u00edbrio de cada convers\u00e3o qu\u00edmica, garantindo a disponibilidade de cont\u00ednuo suprimento de mat\u00e9ria- prima, e provendo a remo\u00e7\u00e3o eficiente de refugos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma exig\u00eancia m\u00ednima para se criar tais mecanismos biol\u00f3gicos complexos \u00e9 a familiaridade absoluta com a mat\u00e9ria em n\u00edvel at\u00f4mico e molecular. Voc\u00ea tamb\u00e9m precisar\u00e1 de grandes id\u00e9ias quanto ao uso dessas complexas maquinarias vivas, alimentando uma esperan\u00e7a proporcional ao esfor\u00e7o despendido em cri\u00e1-las. Fabricar c\u00e9lulas vivas requer controle absoluto de cada mol\u00e9cula grande ou pequena. Essa \u00e9 uma capacidade que a ci\u00eancia n\u00e3o possui. Os qu\u00edmicos podem transformar grandes n\u00fameros de mol\u00e9culas de uma forma em outra, mas n\u00e3o podem transportar mol\u00e9culas selecionadas atrav\u00e9s de membranas para inverter as condi\u00e7\u00f5es de equil\u00edbrio. \u00c9 por isso que n\u00e3o podemos reverter a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se originou a vida na Terra? Este artigo mostrou a grande discrep\u00e2ncia entre a bioqu\u00edmica da mat\u00e9ria viva e as pretens\u00f5es daqueles que gostariam de poder explicar sua origem por abiog\u00eanese. Cinq\u00fcenta anos de pesquisa bioqu\u00edmica demonstraram inequivocamente que, a despeito de quais sejam as condi\u00e7\u00f5es, a abiog\u00eanese \u00e9 uma impossibilidade. \u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo antes que o edif\u00edcio chamado \u201cevolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica\u201d imploda sob o peso dos fatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o crente no relato b\u00edblico da Cria\u00e7\u00e3o, a asser\u00e7\u00e3o de que somente o Criador pode criar a vida n\u00e3o \u00e9 um argumento para o \u201cDeus das lacunas\u201d. Temos uma boa ideia do que seja necess\u00e1rio para criar a vida, somente n\u00e3o podemos faz\u00ea-lo. Essa \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o de que a vida n\u00e3o pode existir sem Deus. Com efeito, a vida torna-se uma evid\u00eancia a favor de um Criador todo-sapiente, que decidiu criar a vida e partilh\u00e1-la conosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"line-height: 1.3em;\">Notas e refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">S. Lander e 253 outros, \u201cInitial sequencing and analysis of the human genome,\u201d Nature 409 (2001):2001. Ver tamb\u00e9m J. C. Vent e 267 outros, \u201cThe sequence of the human genome,\u201d Science: 291(2001):1304.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Uma tal an\u00e1lise da vida pode parecer bastante materialista a muitos que acham que a B\u00edblia ensina um ponto de vista diferente \u2014 o qual n\u00e3o insiste que a vida esteja associada \u00e0 mat\u00e9ria. Conquanto possam existir realidades mais amplas de vida inacess\u00edveis a n\u00f3s, tanto quanto interesse \u00e0 ci\u00eancia, percebemos a vida na Terra somente em associa\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria. A B\u00edblia ap\u00f3ia a no\u00e7\u00e3o de que a vida que conhecemos na Terra est\u00e1 associada \u00e0 mat\u00e9ria. Ver G\u00eanesis 2:7: \u201cE formou o Senhor Deus o homem do p\u00f3 da terra e soprou em seus narizes o f\u00f4lego da vida: E o homem foi feito alma vivente\u201d. Uma combina\u00e7\u00e3o do f\u00f4lego de vida e do p\u00f3 do solo deu origem \u00e0 pessoa viva. Semelhantemente, uma pessoa morre quando lhe sai o f\u00f4lego e ela volta ao p\u00f3. \u201cNesse mesmo dia perecem toldos os seus des\u00edgnios.\u201d (Salmo 146:4.) O \u201cretorno \u00e0 terra\u201d marca o ponto final da exist\u00eancia humana. Embora seja poss\u00edvel especular sobre o significado do \u201cf\u00f4lego de vida\u201d e do \u201cf\u00f4lego\u201d das pessoas, \u00e9 claro que a vida, como experimentada na Terra, n\u00e3o continua ap\u00f3s a morte. A B\u00edblia nada menciona sobre uma forma de vida desencarnada. Aceitar a base material da vida sobre a Terra, portanto, n\u00e3o nos torna materialistas.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">S. B. Prusiner, \u201cPrion Diseases and the BSF Crisis,\u201d Science 278 (1997): 245.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">O n\u00famero de poss\u00edveis sequ\u00eancias diferentes para uma prote\u00edna de 100 amino\u00e1cidos \u00e9 1.2 x 100<sup>130<\/sup> ou 12 seguido de 129 zeros!<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">F. Darwin, The Life and Letters of Charles Darwin (New York: D. Appleton, 1887), II: 202. Carta escrita em 1871.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">S. L. Miller, \u201cA Production of Amino Acids Under Possible Primitive Earth Conditions,\u201d Science 117 (1953): 528.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">C. B. Thaxton, W. L. Bradley, e R. L. Olsen, The Mystery of Life\u2019s Origins (New York: Philosophical Library, 1984), p. 38.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">S. W. Fox e K. Dose, Molecular Evolution and the Origins of Life (New York: Marcel Dekker Publishing Co., 1977), second edition. <\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: center;\"> Artigo publicado em <\/p>\n<p> <a href=\"http:\/\/dialogue.adventist.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-33\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2010\/12\/dialogo.jpg\" border=\"0\" width=\"200\" height=\"62\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>George T. 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