{"id":154,"date":"2013-03-04T02:10:46","date_gmt":"2013-03-04T05:10:46","guid":{"rendered":"https:\/\/filosofiadasorigens.scb.org.br\/2013\/03\/04\/educacao-visao-criacionista\/"},"modified":"2022-10-30T18:40:12","modified_gmt":"2022-10-30T21:40:12","slug":"educacao-visao-criacionista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scb.org.br\/filosofiadasorigens\/colunas\/fui-um-evolucionista\/educacao-visao-criacionista\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Vis\u00e3o Criacionista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/criacionista.blogspot.com\/2010\/07\/revista-parousia-trata-do-tema.html\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-153\" src=\"https:\/\/filosofiadasorigens.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2013\/03\/parousia_p.jpg\" border=\"1\" hspace=\"5\" align=\"right\" style=\"float: left; border: 1px solid black; margin-left: 5px; margin-right: 5px; margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" width=\"85\" height=\"106\" \/><\/a><strong>UMA VIS\u00c3O CRIACIONISTA DA EDUCA\u00c7\u00c3O<br \/> Ruy C<\/strong><strong>arlos de Camargo Vieira<\/strong><br \/> <em>(Engenheiro Mec\u00e2nico e Eletricista, Professor Em\u00e9rito da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos, da Universidade de S\u00e3o Paulo, ex-Conselheiro do Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o, e Fundador e Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>A motiva\u00e7\u00e3o para escrever este artigo foi a palestra efetuada h\u00e1 treze anos em um Encontro de Professores da Associa\u00e7\u00e3o Planalto Central da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia realizado em Bras\u00edlia, ocasi\u00e3o em que pude apresentar alguns dados que havia coletado sobre o in\u00edcio da Educa\u00e7\u00e3o Adventista nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, cuja divulga\u00e7\u00e3o julguei oportuna em nosso meio. <sup>(1)<\/sup><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses dados inclu\u00edam interessantes observa\u00e7\u00f5es que haviam sido apreciadas pela Confer\u00eancia Geral da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia realizada em 1903, em Oakland, Calif\u00f3rnia, tanto em Relat\u00f3rio sobre a Educa\u00e7\u00e3o Adventista <sup>(2)<\/sup>, apresentado em 7 de abril, pelo Pastor Edward Alexander Sutherland (ent\u00e3o Departamental de Educa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Geral) <sup>(3)<\/sup>, como tamb\u00e9m em \u201cSerm\u00e3o sobre a Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3\u201d <sup>(4)<\/sup> proferido em 10 de abril pelo Pastor Alonzo T. Jones (na \u00e9poca Presidente da Associa\u00e7\u00e3o da Calif\u00f3rnia da Igreja Adventista do S\u00e9timo Dia) <sup>(5)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre tais observa\u00e7\u00f5es, puderam ser destacados alguns importantes aspectos ligados \u00e0 propugna\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 desde os tempos da prega\u00e7\u00e3o de Guilherme Miller, posteriormente trazidos \u00e0 Igreja Adventista por Ellen White, \u201ctendo ent\u00e3o Deus posto perante o Seu povo as bases de um sistema de educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Puderam, tamb\u00e9m, ser destacadas naquelas observa\u00e7\u00f5es, algumas preocupa\u00e7\u00f5es expostas pelo Pastor Sutherland referentes \u00e0 educa\u00e7\u00e3o adventista e ao panorama geral da educa\u00e7\u00e3o secular nos E.U.A. no in\u00edcio do s\u00e9culo vinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela \u00e9poca, conforme o Relat\u00f3rio do Pastor Sutherland, havia cerca de 35.000 crian\u00e7as e jovens na denomina\u00e7\u00e3o, dos quais apenas 5.000 estudavam nas escolas denominacionais. Lamentava o Pastor Sutherland que ent\u00e3o cerca de 30.000 crian\u00e7as e jovens estivessem sendo educados em institui\u00e7\u00f5es que nada tinham a ver com as peculiaridades dos processos e objetivos da educa\u00e7\u00e3o visados pela denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E trazia ele \u00e0 considera\u00e7\u00e3o um impressionante dado: o n\u00famero dos filhos dos que tinham sido adventistas desde cinq\u00fcenta anos atr\u00e1s, e que haviam deixado a Igreja, era maior do que o n\u00famero de membros ent\u00e3o existentes ao escrever ele o seu Relat\u00f3rio! Dentro desse quadro, comentou ele a import\u00e2ncia do sistema educacional para a forma\u00e7\u00e3o e o fortalecimento dos quadros da Igreja, e terminou o seu Relat\u00f3rio com a advert\u00eancia de que a Igreja, ent\u00e3o, de posse de t\u00e3o grande luz sobre a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, n\u00e3o viesse a incidir nos mesmos erros cometidos no decorrer do s\u00e9culo dezenove pelas denomina\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas nos E.U.A., que passaram a confiar mais na educa\u00e7\u00e3o secular do que nos princ\u00edpios b\u00edblicos que indicam os verdadeiros caminhos que levam \u00e0 vida eterna!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressaltou, ainda, o Pastor Sutherland em seu Relat\u00f3rio, que preocupa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga era manifesta externamente \u00e0 Igreja, como verificado em pronunciamento de um dos mais conceituados educadores americanos,<br \/>Charles William Eliot, Presidente da Harvard University, que, falando em uma reuni\u00e3o de professores em New Haven, na Nova Inglaterra, em 17 de outubro de 1902, havia destacado as necessidades a serem satisfeitas pela educa\u00e7\u00e3o, em face das defici\u00eancias do processo educacional ent\u00e3o vigente. [A hoje famosa Harvard University (bem como Yale) nada mais eram, no in\u00edcio, do que Escolas B\u00edblicas cujo objetivo era formar ministros que levassem o Evangelho para o mundo. Entretanto, em pouco tempo Yale e Harvard perderam de vista sua perspectiva crist\u00e3 e se tornaram escolas seculares, meramente \u201ccl\u00e1ssicas\u201d, despojadas da vis\u00e3o crist\u00e3 da educa\u00e7\u00e3o.]\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme as pr\u00f3prias palavras do Presidente da Harvard University, citadas pelo Pastor Sutherland, a inefic\u00e1cia da educa\u00e7\u00e3o secular americana podia ser comprovada pelas seguintes oito grandes frustra\u00e7\u00f5es encontradas ent\u00e3o no seio da sociedade americana, e cuja atualidade, praticamente um s\u00e9culo depois, n\u00e3o deixa de ser impressionante tanto no \u00e2mbito dos pr\u00f3prios E. U. A. quanto tamb\u00e9m em nosso pa\u00eds:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c1. Alcoolismo (hoje abrangendo tamb\u00e9m o uso e abuso de entorpecentes);<br \/>2. Jogos de azar (hoje incluindo loterias e similares, patrocinados pelo pr\u00f3prio poder p\u00fablico);<br \/>3. M\u00e1 gest\u00e3o da coisa p\u00fablica (hoje incluindo corrup\u00e7\u00e3o generalizada nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos);<br \/>4. Crime, viol\u00eancia e inseguran\u00e7a (hoje abrangendo estupros, sequestros, e terrorismo);<br \/>5. Publica\u00e7\u00f5es degradantes (hoje se estendendo a todos os modernos meios de comunica\u00e7\u00e3o);<br \/>6. Espet\u00e1culos teatrais populares (hoje invadindo os lares mediante programa\u00e7\u00f5es imorais da Televis\u00e3o);<br \/>7. Charlatanismo m\u00e9dico (hoje adicionado \u00e0 propaganda enganosa de tratamentos miraculosos e medicamentos ineficazes e prejudiciais);<br \/>8. Greves trabalhistas (hoje abrangendo a viol\u00eancia de outros movimentos sociais reivindicat\u00f3rios).\u201d <sup>(6)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E tentando procurar as ra\u00edzes dessas mazelas sociais, o Presidente da Harvard destacou como uma das principais causas desse panorama o fato de que, desde a Guerra Civil Americana (terminada em 1865), a influ\u00eancia das igrejas havia sensivelmente diminu\u00eddo nos E. U. A.:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSeu controle sobre a educa\u00e7\u00e3o diminuiu distintamente. Algumas denomina\u00e7\u00f5es parecem ater-se a uma metaf\u00edsica arcaica e a um imagin\u00e1rio po\u00e9tico m\u00f3rbido [isto \u00e9, \u00e0 chamada \u201calta cr\u00edtica\u201d].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras, aparentemente, tendem a refugiar-se nas cerim\u00f4nias, pompa, tradi\u00e7\u00f5es e observ\u00e2ncias.\u201d <sup>(7)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Complementando a vis\u00e3o hist\u00f3rica apresentada pelo Pastor Sutherland, refor\u00e7ada pelo Presidente da Harvard University, o Pastor Jones destacou em seu serm\u00e3o as leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es que o mundo secular apresentava, e mostrou que somente a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 seria capaz de atend\u00ea-las. Ap\u00f3s v\u00e1rias considera\u00e7\u00f5es, \u00e9 surpreendente que ele tenha se concentrado no tema da necessidade de uma reforma educacional centrada no criacionismo b\u00edblico, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 avalanche evolucionista surgida ap\u00f3s 1859 com a publica\u00e7\u00e3o de \u201cA Origem das Esp\u00e9cies\u201d e que (segundo ele, e com nossa total concord\u00e2ncia) em grande parte estava sendo a respons\u00e1vel pelos fracassos e frustra\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o secular nos Estados Unidos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEnt\u00e3o o que se torna necess\u00e1rio? \u00c9 necess\u00e1rio um movimento de reavivamento, de reforma, hoje, como nos dias de Lutero. E uma reforma baseada nos mesmos princ\u00edpios defendidos ent\u00e3o por Lutero. Princ\u00edpios que repudiaram o m\u00e9todo secular, com suas ra\u00edzes na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica. &#8230; (e puseram) a B\u00edblia em seu verdadeiro lugar, como fonte de toda educa\u00e7\u00e3o. &#8230; (Lutero) concitou o povo a n\u00e3o mandar seus filhos para escolas que n\u00e3o se baseassem predominantemente na B\u00edblia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 esta a mensagem que necessitamos hoje, a mensagem que os Adventistas do S\u00e9timo Dia t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de pregar hoje ao mundo. A esta prega\u00e7\u00e3o suceder\u00e1 uma reforma. &#8230; A educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concebida em termos do criacionismo; a Igreja que ministrar\u00e1 esta educa\u00e7\u00e3o para o mundo ser\u00e1 uma igreja criacionista, em contraposi\u00e7\u00e3o ao evolucionismo. &#8230; E quem poder\u00e1 proceder desta forma sen\u00e3o o povo que guarda em sua vida o memorial da cria\u00e7\u00e3o? Por que Deus nos deu o S\u00e1bado? Uma das maiores raz\u00f5es pelas quais ele nos deu o S\u00e1bado \u00e9 para que f\u00f4ssemos guardi\u00f5es da Cria\u00e7\u00e3o nestes dias em que o evolucionismo est\u00e1 arrastando o mundo para longe de Deus. &#8230; A Igreja estabelecer\u00e1 um sistema educacional que verdadeiramente educar\u00e1 todos os que por ele passarem &#8230; e a educa\u00e7\u00e3o por ela provida ser\u00e1 verdadeira educa\u00e7\u00e3o para hoje e para a eternidade.\u201d <sup>(8)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em face deste quadro, que n\u00e3o deixa de ser bastante atual tanto nos E. U. A. como em nosso pa\u00eds, apesar de decorrido praticamente um s\u00e9culo, qual deveria ser a nossa mensagem prec\u00edpua hoje para o mundo? Sem d\u00favida \u00e9 a mensagem criacionista centrada na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3! Da\u00ed a motiva\u00e7\u00e3o para escrever este artigo sobre \u201cUma Vis\u00e3o Criacionista da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, com a esperan\u00e7a de que ele possa tamb\u00e9m despertar educadores crist\u00e3os a perseverar em sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES INICIAIS SOBRE EDUCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.1. BREVES OBSERVA\u00c7\u00d5ES ETIMOL\u00d3GICAS E SEM\u00c2NTICAS SOBRE EDUCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para discernirmos melhor uma vis\u00e3o criacionista da Educa\u00e7\u00e3o, certamente conv\u00e9m procurarmos n\u00e3o s\u00f3 a etimologia desse termo, como tamb\u00e9m explorarmos alguns aspectos sem\u00e2nticos pertinentes. <span style=\"line-height: 1.3em;\">Educa\u00e7\u00e3o prov\u00e9m do Latim, reportando-se \u00e0 raiz do verbo duco, ducere, cujo significado b\u00e1sico \u00e9 conduzir. <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">Deste verbo procedem dois outros, com significados bastante pr\u00f3ximos \u2013 educo, educare, e educo, educere. O <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">primeiro significa nutrir, amamentar; educar, instruir, ensinar, amestrar. O segundo, criar, nutrir, manter, <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">sustentar. Derivados destes verbos s\u00e3o educator, a pessoa que cria, educatus, a pessoa criada, e educatio, a a\u00e7\u00e3o de <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">criar.<sup>(9)<\/sup><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma peculiaridade da l\u00edngua portuguesa \u00e9 o termo crian\u00e7a, para designar a pessoa que est\u00e1 sendo criada, o educando por excel\u00eancia! Em outras l\u00ednguas crian\u00e7a deriva de ra\u00edzes distintas, mais ligadas \u00e0 acep\u00e7\u00e3o de filho, como exemplificado, por exemplo, em Espanhol ni\u00f1o, em Franc\u00eas enfant, e em Ingl\u00eas child.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa\u00e7\u00e3o, semanticamente, \u00e9 portanto um processo. Nele, o educando vai sendo conduzido por um determinado caminho para atingir os objetivos visados. A crian\u00e7a (ou educando) vai sendo nutrida, instru\u00edda, mantida e sustentada \u2013 nos aspectos f\u00edsico e mental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalta neste processo, evidentemente, a import\u00e2ncia que assume o papel do educador. \u00c9 dele que, fundamentalmente, depende o processo educativo. A seculariza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, hoje generalizada, deve-se precipuamente a educadores de mente secularizada, e da mesma forma a educa\u00e7\u00e3o criacionista s\u00f3 pode se tornar uma realidade mediante a atua\u00e7\u00e3o de educadores criacionistas devidamente capacitados, conscientes da verdadeira natureza da controv\u00e9rsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.2. O PROCESSO EDUCATIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os par\u00e2metros que influem na condu\u00e7\u00e3o do processo educativo, de maneira geral, situam-se as defini\u00e7\u00f5es a serem dadas aos fatores que nela interv\u00eam, como por exemplo:<br \/>1. o caminho a ser percorrido,<br \/>2. os objetivos a serem visados,<br \/>3. a compet\u00eancia do educador para a execu\u00e7\u00e3o de sua tarefa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o das distintas estruturas conceituais adotadas aprioristicamente para a defini\u00e7\u00e3o do processo educativo, poderemos ter dois extremos excludentes \u2013 a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, de cunho criacionista, e a educa\u00e7\u00e3o secular, de cunho evolucionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 Sob o ponto de vista da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, deve-se seguir o caminho preconizado para os israelitas ao sa\u00edrem do Egito, com o objetivo de prepar\u00e1-los para serem um povo peculiar, com a miss\u00e3o de levar ao mundo o conhecimento do verdadeiro Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Deuteron\u00f4mio, cap\u00edtulo 6, vers\u00edculos 4 a 7, fica claro o processo que deveria ser seguido nesse caso \u2013 \u201cestas palavras &#8230; tu [os pais] as inculcar\u00e1s a teus filhos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e3o os dicionaristas para o verbo inculcar o sentido de \u201capontar, citar, recomendar, propor, indicar, aconselhar\u201d. \u00c9 este um caminho no qual o educador respeita a personalidade do educando em seus aspectos f\u00edsico, mental e espiritual!.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 Na educa\u00e7\u00e3o secular, por outro lado, tem sido adotado um caminho com fundamento no racionalismo, no agnosticismo, no materialismo e no ate\u00edsmo, que tem imposto conceitos preconcebidos e estabelecido paradigmas axiom\u00e1ticos apresentados como verdades incontestes, frontalmente contr\u00e1rias aos ensinamentos b\u00edblicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 este o caminho que, lamentavelmente, em termos de sociedade, em seu extremo sabidamente leva ao autoritarismo e ao totalitarismo, com todas as suas funestas conseq\u00fc\u00eancias, como tem sido demonstrado pela pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Haja vista o surgimento de \u201ccondutores\u201d (seriam educadores?) como, por exemplo, o Ducce na It\u00e1lia fascista e o F\u00fchrer na Alemanha nazista, com todos os conhecidos desdobramentos a que os respectivos processos de uma chamada \u201ceduca\u00e7\u00e3o das massas\u201d acabaram levando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma semelhante ao ocorrido nos tempos da intoler\u00e2ncia medieval, lamentavelmente hoje tamb\u00e9m t\u00eam sido impostos por educadores ate\u00edstas, materialistas e evolucionistas, dogmas supostamente cient\u00edficos, que n\u00e3o toleram sequer o exame da viabilidade de alternativas que considerem o elemento sobrenatural, no processo educativo, em manifesto desrespeito \u00e0 personalidade do educando em seus aspectos f\u00edsico, mental e espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, vale lembrar que uma das mais not\u00e1veis defini\u00e7\u00f5es do processo educativo \u00e9 a que se encontra no livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, como sendo \u201co desenvolvimento harm\u00f4nico das faculdades f\u00edsicas, intelectuais e<br \/>espirituais\u201d <sup>(10)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto secular atual, em que predominam os conceitos de evolu\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas do conhecimento humano, talvez pudesse surgir alguma d\u00favida quanto ao verdadeiro sentido da palavra desenvolvimento a\u00ed utilizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, o conceito de evolu\u00e7\u00e3o como apresentado modernamente, est\u00e1 intimamente ligado ao conceito de desenvolvimento, e poder-se-ia ser levado a considerar erroneamente o processo educacional como integrado a um suposto processo evolutivo que tudo permeasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o processo de desenvolvimento educacional, impl\u00edcito naquela defini\u00e7\u00e3o apresentada para a educa\u00e7\u00e3o, corresponde \u00e0quilo que o texto b\u00edblico relata quanto ao que ocorria com o desenvolvimento de Cristo em sua inf\u00e2ncia e juventude:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cCrescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a gra\u00e7a de Deus estava sobre Ele\u201d (S. Lucas 2:40). Eis a\u00ed um processo de crescimento, nutri\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento, harm\u00f4nico \u2013 fortalecimento f\u00edsico, sabedoria intelectual, e gra\u00e7a espiritual.<br \/>\u00b7 Em S. Lucas 2:52 \u00e9 reiterado o processo educativo pelo qual passava Jesus: \u201cE crescia Jesus em sabedoria, estatura e gra\u00e7a diante de Deus e dos homens\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando aos citados dois extremos excludentes do processo educativo, levado ao n\u00edvel da educa\u00e7\u00e3o formal, verifica-se que o conflito entre elas j\u00e1 havia transparecido nos tempos apost\u00f3licos, em particular quando o ap\u00f3stolo Paulo teve a oportunidade de discutir no Are\u00f3pago com os fil\u00f3sofos de duas correntes antag\u00f4nicas \u2013 os epicuristas e os est\u00f3icos. Epicuristas eram adeptos da estrutura conceitual evolucionista introduzida por Epicuro desde o s\u00e9culo quarto a. C., enquanto os est\u00f3icos, embora n\u00e3o sendo crist\u00e3os, eram adeptos da estrutura conceitual criacionista, mantendo-se fieis \u00e0s ra\u00edzes tradicionais da religi\u00e3o grega<sup>(11)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o relato b\u00edblico, naqueles tempos apost\u00f3licos havia no mundo tr\u00eas grandes centros educacionais \u2013 Corinto, \u00c9feso e Atenas \u2013 nos quais o cristianismo foi pregado especialmente pelo ap\u00f3stolo Paulo, tendo ent\u00e3o ficado evidente o confronto entre as concep\u00e7\u00f5es distintas da educa\u00e7\u00e3o pag\u00e3 (evolucionista) e crist\u00e3 (criacionista).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, Paulo pregou em Corinto durante aproximadamente um ano e meio, e posteriormente escreveu cartas para a igreja local. Na sua primeira carta Paulo declara:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPois Deus, na Sua sabedoria, n\u00e3o deixou que os seres humanos O conhecessem por meio da sabedoria deles.\u201d (I Cor\u00edntios 1:21, NVLH)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA sabedoria deles [hoje dir\u00edamos, \u201ca ci\u00eancia secularizada\u201d deles] foi a causa de n\u00e3o terem eles conhecido a Deus, e essa sabedoria era conseq\u00fc\u00eancia direta de sua educa\u00e7\u00e3o, pelo que, foi a sua educa\u00e7\u00e3o que os impediu de conhecer a Deus. O desconhecimento de Deus, por\u00e9m, constitui suprema ignor\u00e2ncia. Ignor\u00e2ncia \u00e9 falta de conhecimento, e se a educa\u00e7\u00e3o deles os levou \u00e0 ignor\u00e2ncia, a pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o deles nada mais era sen\u00e3o suprema ignor\u00e2ncia.\u201d <sup>(12)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo pregou tamb\u00e9m em \u00c9feso, durante mais de dois anos, e depois escreveu para a igreja local: \u201cIsto, portanto, digo, e no Senhor testifico, que n\u00e3o mais andeis como tamb\u00e9m andam os gentios, na vaidade de seus pr\u00f3prios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios \u00e0 vida de Deus por causa da ignor\u00e2ncia em que vivem\u201d (Ef\u00e9sios 4:17-18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNovamente o relato b\u00edblico deixa claro que o pin\u00e1culo da cultura humana, compreendida na educa\u00e7\u00e3o, era naqueles dias mera ignor\u00e2ncia \u2013 os homens estavam \u2018alheios \u00e0 vida de Deus\u2019 pela ignor\u00e2ncia em que viviam. Pela segunda vez fica claro que a educa\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea era mera ignor\u00e2ncia.\u201d <sup>(13)<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo esteve tamb\u00e9m em Atenas, o principal centro educacional da \u00e9poca, cuja influ\u00eancia se faz sentir at\u00e9 hoje em nossos dias. L\u00e1, no Are\u00f3pago, para onde quer que se olhasse s\u00f3 se viam imagens de ouro, prata, m\u00e1rmore, esculpidas por artistas famosos. A sua educa\u00e7\u00e3o os havia conduzido \u00e0 arte, e essa arte culminara na idolatria, sem o conhecimento de Deus, como nos destaca o relato b\u00edblico:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPorque passando e observando os objetos de vosso culto encontrei tamb\u00e9m um altar no qual est\u00e1 inscrito: Ao Deus desconhecido\u201d (Atos 17:23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNovamente, nessa confiss\u00e3o de desconhecimento do verdadeiro Deus encontrava-se impl\u00edcita pela terceira vez sua suprema ignor\u00e2ncia \u2013 aquele altar era um monumento dos atenienses \u00e0 sua pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia!\u201d<sup>(14)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E em seu discurso continuou Paulo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPois esse que adorais sem conhecer \u00e9 precisamente Aquele que vos anuncio \u2013 o Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe &#8230; que de um s\u00f3 fez toda a ra\u00e7a humana para habitar sobre toda a Terra &#8230; N\u00e3o devemos pensar que a divindade \u00e9 semelhante ao ouro, \u00e0 prata, ou \u00e0 pedra, trabalhados pela arte e imagina\u00e7\u00e3o do homem. Ora, Deus n\u00e3o levou em conta os tempos da ignor\u00e2ncia, agora, por\u00e9m, notifica aos homens que todos em toda a parte se arrependam\u201d (Atos 17:23-30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas, arrepender-se do que? &#8230; Na realidade, a filosofia, a ideia, a pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o daquela educa\u00e7\u00e3o, sua mola propulsora, era a d\u00favida. E a d\u00favida leva aquele que a exerce ao desconhecimento, \u00e0 ignor\u00e2ncia. &#8230; Sua ignor\u00e2ncia decorria de sua educa\u00e7\u00e3o! Logo, o ap\u00f3stolo estava-os concitando a arrepender-se de sua educa\u00e7\u00e3o! &#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arrependimento significa mudan\u00e7a de mentalidade, significa deixar a mentalidade da d\u00favida e troc\u00e1-la pela mentalidade da f\u00e9. Significa come\u00e7ar a trilhar um novo caminho, deixando de lado as coisas que para tr\u00e1s ficam. &#8230; A fonte da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 a f\u00e9, sem a qual n\u00e3o pode haver verdadeira educa\u00e7\u00e3o que restaure no homem a imagem de Deus.\u201d <sup>(15)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse conflito, exacerbado no in\u00edcio da hist\u00f3ria da Igreja, torna-se tamb\u00e9m impl\u00edcito na advert\u00eancia dada pelo ap\u00f3stolo Paulo em I Tim\u00f3teo, cap\u00edtulo 6, vers\u00edculos 20:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE tu, Tim\u00f3teo, guarda o que te foi confiado, evitando os falat\u00f3rios in\u00fateis e profanos, e as contradi\u00e7\u00f5es do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe inserir aqui, finalmente, um precioso texto que se encontra no livro \u201cTestemunhos Seletos\u201d, de autoria de Ellen G. White:<\/p>\n<p>\u201cO ideal do car\u00e1ter crist\u00e3o \u00e9 semelhan\u00e7a com Cristo. Acha-se aberta diante de n\u00f3s uma senda de progresso cont\u00ednuo. Temos um objetivo a atingir, uma norma a alcan\u00e7ar, a qual inclui tudo quanto \u00e9 bom, puro, nobre e elevado. Deve haver constante progresso para diante e para cima, rumo \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter.\u201d <sup>(16)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 o processo pelo qual se realiza esse progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2.3. BREVES OBSERVA\u00c7\u00d5ES ETIMOL\u00d3GICAS E SEM\u00c2NTICAS SOBRE DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera\u00e7\u00f5es sem\u00e2nticas adicionais quanto ao processo de desenvolvimento no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 podem ser feitas, para deixar bem clara a sua diferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o a qualquer suposto processo evolutivo: Desenvolvimento deriva do verbo desenvolver, que os dicionaristas definem como fazer crescer, mediar, prosperar, p\u00f4r em pr\u00e1tica, exercer, exercitar, explicitar, crescer, aumentar, progredir, aprimorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A raiz do verbo desenvolver \u00e9 derivada do verbo volver, cujo sentido \u00e9 o de mudar de posi\u00e7\u00e3o, voltar, retornar. (Volver tem a ver com o processo de convers\u00e3o, como se v\u00ea facilmente na voz usual da ordem unida nos exerc\u00edcios militares \u2013 \u201cDireita, volver!\u201d, \u201cMeia-volta, volver!\u201d). Deste verbo prov\u00e9m tamb\u00e9m o verbo envolver, com o sentido de abranger, encerrar, conter (por exemplo, em express\u00f5es tais como \u201cenvolto em mist\u00e9rio\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 curioso observar que em diversas outras l\u00ednguas o verbo desenvolver relaciona-se com o verbo revelar. Ao se adquirir um filme fotogr\u00e1fico, por exemplo, e ler as instru\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas no folheto explicativo que o acompanha, pode-se facilmente constatar que a revela\u00e7\u00e3o do filme tem a ver com \u201cdesenvolvimento\u201d. De fato, exemplificando, em Espanhol desarrollar \u00e9 o verbo usado para revelar (ao mesmo tempo significando desenvolver), em Franc\u00eas, analogamente, developper; e em Ingl\u00eas, to develop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na revela\u00e7\u00e3o de um filme fotogr\u00e1fico (antes da era das modernas m\u00e1quinas digitais onipresentes atualmente) vai-se de fato desenvolvendo um conjunto de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que gradativamente v\u00e3o formando na pel\u00edcula a imagem daquilo que havia sido fotografado, e que ainda estava \u201cenvolvido em mist\u00e9rio\u201d, at\u00e9 finalmente ficar impresso com nitidez. Numa fotografia obtida com c\u00e2mara polar\u00f3ide fica vis\u00edvel em curto intervalo de tempo esse processo de revela\u00e7\u00e3o, que bem caracteriza o processo do desenvolvimento das faculdades que se realiza atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contexto da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, portanto, o desenvolvimento nada tem de evolutivo no sentido darwinista do termo, mas sim no sentido de uma revela\u00e7\u00e3o gradativa das potencialidades intr\u00ednsecas do ser humano, como destacado no trecho seguinte do j\u00e1 mencionado livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, de Ellen White:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCada ser humano, criado \u00e0 imagem de Deus, \u00e9 dotado de certa faculdade pr\u00f3pria do Criador \u2013 a individualidade \u2013 faculdade esta de pensar e agir. Os homens nos quais se desenvolve esta faculdade s\u00e3o os que arrostam responsabilidades, que s\u00e3o os dirigentes nos empreendimentos, e que influenciam nos caracteres. \u00c9 a obra da verdadeira educa\u00e7\u00e3o desenvolver esta faculdade, adestrar os jovens para que sejam pensantes e n\u00e3o meros refletores do pensamento de outrem. Em vez de limitar o seu estudo ao que os homens t\u00eam dito ou escrito, sejam os estudantes encaminhados \u00e0s fontes da verdade, aos vastos campos abertos a pesquisas na natureza e na revela\u00e7\u00e3o.\u201d <sup>(17)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. CONCEITOS CRIACIONISTAS ESPEC\u00cdFICOS NA EDUCA\u00c7\u00c3O CRIST\u00c3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.1. BREVE ANTOLOGIA DE CUNHO CRIACIONISTA REFERENTE \u00c0 EDUCA\u00c7\u00c3O CRIST\u00c3<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u201cvastos campos abertos a pesquisas na natureza e na revela\u00e7\u00e3o\u201d foram explorados por pesquisadores que lan\u00e7aram os fundamentos da ci\u00eancia moderna h\u00e1 cerca de dois s\u00e9culos atr\u00e1s, os quais mantiveram uma atitude de rever\u00eancia em face das not\u00e1veis evid\u00eancias que encontraram em suas pesquisas a favor de um Criador. Como exemplo t\u00edpico pode ser citado Sir Isaac Newton, que se manifestou da seguinte forma a respeito de seus escritos sobre o Sistema Solar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando escrevi meu tratado sobre nosso sistema (solar), tinha meus olhos voltados a princ\u00edpios que podiam funcionar considerando a cren\u00e7a da humanidade em uma Divindade, e nada me d\u00e1 maior prazer do que v\u00ea-lo sendo \u00fatil para esse fim.\u201d <sup>(18)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs movimentos que os planetas t\u00eam hoje n\u00e3o podiam ter originado em uma causa natural isolada, mas foram impostos por um agente inteligente.\u201d <sup>(19)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outros escritos de Newton, fica clara a sua viva f\u00e9 em um Deus Criador, ao qual freq\u00fcentemente ele se referia usando a express\u00e3o grega \u201cPantokrator\u201d, o Todo-Poderoso, \u201ccom autoridade sobre todas as coisas existentes, sobre a forma do mundo natural e o curso da hist\u00f3ria humana\u201d. Fica clara a men\u00e7\u00e3o impl\u00edcita feita por Newton ao quarto mandamento, que \u00e9 o \u00fanico das T\u00e1buas da Lei que apresenta o Deus que estava escrevendo os Dez Mandamentos como Criador de todas as coisas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDevemos acreditar que h\u00e1 um \u00fanico Deus ou monarca supremo a quem podemos temer e obedecer e cumprir suas leis e honrar e glorificar. Devemos acreditar que Ele \u00e9 o pai de quem prov\u00eam todas as coisas, e que ama Seu povo como Seus filhos, para que eles possam, em reciprocidade, am\u00e1-lO e Lhe prestar obedi\u00eancia como seu Pai. Devemos crer que Ele \u00e9 o \u201cPantokrator\u201d, Senhor de todas as coisas, com um poder e um dom\u00ednio irresist\u00edveis e ilimitados, aos quais n\u00e3o temos esperan\u00e7a de escapar, se nos rebelarmos e instaurarmos outros deuses, ou se transgredirmos as leis de Sua soberania, e dos quais podemos esperar grandes recompensas, se fizermos Sua vontade. Devemos crer que Ele \u00e9 o Deus dos judeus, que criou o c\u00e9u e a Terra e todas as coisas que neles existem, como est\u00e1 expresso nos Dez Mandamentos, para que possamos agradecer-Lhe por nosso ser e por todas as b\u00ean\u00e7\u00e3os desta vida, e nos abstermos de usar Seu nome em v\u00e3o ou de adorar imagens ou outros deuses.\u201d <sup>(20)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma coerente com manifesta\u00e7\u00f5es como essa, de Newton (bem como de outros numerosos \u201cpais da ci\u00eancia moderna\u201d), encontram-se no j\u00e1 citado livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, textos v\u00e1rios que destacam o inter-relacionamento do estudo da natureza com o da revela\u00e7\u00e3o de Deus, no contexto do processo educativo em conex\u00e3o com a estrutura conceitual criacionista, como os seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cDesde que Deus \u00e9 a fonte de todo o verdadeiro conhecimento &#8230; o principal objetivo da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigir a mente \u00e0 revela\u00e7\u00e3o que Ele faz de Si pr\u00f3prio\u201d. <sup>(21)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cVisto como o livro da natureza e o da revela\u00e7\u00e3o apresentam ind\u00edcios da mesma mente superior, n\u00e3o podem eles deixar de estar em harmonia m\u00fatua. Por m\u00e9todos diferentes, em diversas l\u00ednguas, d\u00e3o testemunho das mesmas grandes verdades. A ci\u00eancia est\u00e1 sempre a descobrir novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revela\u00e7\u00e3o divina. O livro da natureza e a Palavra escrita lan\u00e7am luz um sobre o outro. Familiarizam-nos com Deus, ensinando-nos algo das leis por cujo meio Ele opera.\u201d <sup>(22)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cInfer\u00eancias erroneamente tiradas dos fatos observados na natureza t\u00eam, entretanto, dado lugar a supostas diverg\u00eancias entre a ci\u00eancia e a revela\u00e7\u00e3o; e nos esfor\u00e7os para se restabelecer a harmonia, t\u00eam-se adotado interpreta\u00e7\u00f5es das Escrituras que solapam e destroem a for\u00e7a da Palavra de Deus.\u201d <sup>(23)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cA natureza ainda fala de seu Criador. Todavia, estas revela\u00e7\u00f5es s\u00e3o parciais e imperfeitas. E em nosso deca\u00eddo estado, com faculdades enfraquecidas e vis\u00e3o restrita, somos incapazes de interpret\u00e1-las corretamente. Necessitamos da revela\u00e7\u00e3o mais ampla que de Si mesmo Deus nos outorgou em Sua Palavra escrita.\u201d <sup>(24)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00b7 \u201cAquele que mais profundamente estudar os mist\u00e9rios da natureza, mais plenamente se compenetrar\u00e1 de sua pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia e fraqueza. Compreender\u00e1 que existem profundidades e alturas que n\u00e3o poder\u00e1 atingir, segredos que n\u00e3o poder\u00e1 penetrar, e vastos campos de verdades jazendo diante de si, n\u00e3o penetrados. Dispor-se-\u00e1 a dizer com Newton: \u2018Pare\u00e7o-me com a crian\u00e7a na praia, procurando seixos e conchas, enquanto o grande oceano da verdade jaz por descobrir diante de mim\u2019.\u201d <sup>(25)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida, \u00e9 este um conjunto de afirma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deixam de ser impressionantes, n\u00e3o s\u00f3 por implicitamente caracterizarem a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, seus caminhos e seus objetivos, mas tamb\u00e9m pelo fato de a posicionarem no contexto dos grandes debates filos\u00f3ficos e pedag\u00f3gicos dos dois \u00faltimos s\u00e9culos, particularmente perante a crescente controv\u00e9rsia entre o Criacionismo e o Evolucionismo, t\u00e3o intensificada a partir das \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo vinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2. PRIM\u00d3RDIOS DA EDUCA\u00c7\u00c3O CRIST\u00c3 CRIACIONISTA NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o obstante a catequese jesu\u00edtica ter-se iniciado no Brasil praticamente desde os primeiros Governos Gerais, logo ap\u00f3s o descobrimento, no in\u00edcio do s\u00e9culo dezesseis, indubitavelmente esse tipo de processo educativo (se assim o podemos denominar) longe est\u00e1 de poder ser confundido com o que foi considerado no item anterior como educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, propriamente dita, na qual se insere a educa\u00e7\u00e3o criacionista pelo simples fato de que o seu fundamento b\u00e1sico \u00e9 a pr\u00f3pria B\u00edblia, em cujo primeiro livro, primeiro cap\u00edtulo, primeiro vers\u00edculo, se encontra a solene declara\u00e7\u00e3o de que \u201cNo princ\u00edpio criou Deus os c\u00e9us e a terra\u201d, teve realmente sua origem no Brasil com as primeiras escolas fundadas pelos imigrantes luteranos, vindos da Europa em fins do s\u00e9culo dezenove.<\/p>\n<p>Por outro lado, talvez se pudesse afirmar que a educa\u00e7\u00e3o criacionista, preconizada pela Reforma Luterana, tenha tido a sua origem no primeiro comp\u00eandio de sistematiza\u00e7\u00e3o detalhada da Pedagogia Moderna, de autoria de Jo\u00e3o Am\u00f3s Com\u00eanio: sua \u201cDid\u00e1tica Magna\u201d, escrita em 1638.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato,<span style=\"line-height: 1.3em;\">\u201cEle considerava que a B\u00edblia, ao lado da natureza e da pr\u00f3pria mente humana eram livros <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">reveladores da Pessoa do Criador e do conhecimento universal, mas que a Escritura como revela\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">escrita de Deus, era a maior das tr\u00eas fontes de conhecimento e a mais perfeita obra de literatura. &#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com\u00eanio, no processo de desenvolvimento de sua teologia-educa\u00e7\u00e3o, deu uma grande contribui\u00e7\u00e3o para a conjun\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e religi\u00e3o &#8230;. Com\u00eanio via a B\u00edblia como fonte de conhecimento cient\u00edfico. Ele observou que o ponto de partida da abordagem cient\u00edfica era a investiga\u00e7\u00e3o de todas as coisas naturais, e que a B\u00edblia era a interpreta\u00e7\u00e3o da natureza criada por Deus. O esp\u00edrito da ci\u00eancia e a religi\u00e3o poderiam fazer o homem ver a unidade essencial sob a diversidade superficial do mundo, uma vez que ambas oferecem caminhos para o mesmo resultado. &#8230; Neste sentido, Com\u00eanio n\u00e3o aceitava a separa\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e religi\u00e3o ou raz\u00e3o e f\u00e9 numa pedagogia que poderia desenvolver o conhecimento humano universal.\u201d <sup>(26)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Reforma do d\u00e9cimo-sexto s\u00e9culo havia sido uma tentativa de colocar novamente o povo de Deus na posi\u00e7\u00e3o de \u201ceducadores do mundo\u201d. Martinho Lutero, Melanchton, e outros reformadores viram a necessidade de estabelecer escolas \u201conde quer que existissem filhos de Deus que houvessem aceito a mensagem da salva\u00e7\u00e3o pela f\u00e9\u201d, para que suas crian\u00e7as n\u00e3o fossem educadas por outros que n\u00e3o tivessem f\u00e9 irrestrita na Palavra de Deus. Isso trouxe tamb\u00e9m uma reforma nos m\u00e9todos de ensino, nos livros-texto utilizados e nos conte\u00fados ministrados at\u00e9 ent\u00e3o. Em pouco tempo a Alemanha passou a ser coberta de escolas paroquiais, tendo se tornado uma caracter\u00edstica da Igreja Luterana o estabelecimento de escolas junto \u00e0s igrejas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, no Brasil, alguns s\u00e9culos ap\u00f3s a Reforma de Lutero, nas zonas de coloniza\u00e7\u00e3o que receberam imigrantes alem\u00e3es, l\u00e1 estavam tamb\u00e9m as escolas paroquiais ao lado das igrejas luteranas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro \u201cVida e Obra de Guilherme Stein Jr.\u201d que apresenta a biografia desse personagem que foi o primeiro educador adventista brasileiro, h\u00e1 um cap\u00edtulo especialmente dedicado \u00e0s ra\u00edzes da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no Brasil. Foi nele ressaltado esse importante papel pioneiro desempenhado pelas primeiras Igrejas Luteranas no Brasil, primando pelo estabelecimento de escolas paroquiais onde quer que elas se estabelecessem, como por exemplo, a Escola Alem\u00e3 de Campinas, onde o pr\u00f3prio Guilherme Stein Jr. cursou os cinco anos de seus estudos prim\u00e1rios, que sem d\u00favida foram extremamente importantes para sua forma\u00e7\u00e3o. <sup>(27)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista destacar a import\u00e2ncia desse processo educativo crist\u00e3o criacionista em nosso pa\u00eds, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo vinte, al\u00e9m dos conceitos mais gerais, anteriormente considerados e expressos nos trechos transcritos do livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, cabe aduzir alguns outros conceitos, expressos por renomados autores (evang\u00e9licos e n\u00e3o), bastante ilustrativos pelo seu significado espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o historiador Domingos Ribeiro, em seu livro \u201cOrigens do Evangelismo Brasileiro\u201d falando das escolas evang\u00e9licas no Brasil, declara:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO princ\u00edpio evang\u00e9lico do livre exame desperta as for\u00e7as latentes da intelectualidade, produzindo a fome e a sede do saber, apura o senso de responsabilidade, que \u00e9 o tra\u00e7o mais vivo e mais caracter\u00edstico da personalidade humana, capaz de atingir a sua finalidade terrena, espiritual e eterna\u201d. <sup>(28)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa manifesta\u00e7\u00e3o torna claro o relacionamento existente entre o princ\u00edpio do livre exame a\u00ed destacado, e os demais princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que foram exarados na transcri\u00e7\u00e3o das cita\u00e7\u00f5es do livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d feitas anteriormente (particularmente nas Refer\u00eancias 21 e 24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continua Domingos Ribeiro a tecer considera\u00e7\u00f5es sobre o processo educativo crist\u00e3o, no seu livro mencionado, citando tamb\u00e9m o renomado pastor presbiteriano Erasmo de Carvalho Braga, primeiro Presidente do<br \/>Conselho do Col\u00e9gio Mackenzie:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO objetivo do ensino evang\u00e9lico \u00e9 n\u00e3o somente a obten\u00e7\u00e3o de uma salva\u00e7\u00e3o pessoal, mas tamb\u00e9m a manifesta\u00e7\u00e3o do patriotismo, o amor ao pr\u00f3ximo, o desejo de empregar todo e qualquer esfor\u00e7o e movimentos concentrados, que tendam a purificar de fraude a vida pol\u00edtica, de crueldade a vida industrial, de desonestidade a vida comercial, de v\u00edcios e deprava\u00e7\u00e3o todas as rela\u00e7\u00f5es sociais.\u201d <sup>(29)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transparece nos objetivos da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 expostos acima um posicionamento diretamente oposto ao da estrutura conceitual evolucionista no contexto do chamado \u201cDarwinismo Social\u201d, que preconiza a luta pela sobreviv\u00eancia com o predom\u00ednio do mais forte, independentemente de qualquer aspecto \u00e9tico, e que certamente est\u00e1 situada na raiz das grandes frustra\u00e7\u00f5es elencadas pelo Presidente da Harvard University em seu pronunciamento citado na Introdu\u00e7\u00e3o deste artigo.<\/p>\n<p>Influ\u00eancias como estas, dos princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, tamb\u00e9m se haviam feito sentir de forma intensa no Brasil, desde as manifesta\u00e7\u00f5es de Rui Barbosa no Parlamento do Imp\u00e9rio, em contraposi\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos jesu\u00edticos que tradicionalmente haviam modelado a educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds, especialmente no \u00e2mbito do estudo da natureza:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas esse viciamento dos processos praticados no ensino secund\u00e1rio resulta inevitavelmente da aus\u00eancia do esp\u00edrito cient\u00edfico, que s\u00f3 se poder\u00e1 incutir, restituindo \u00e0 ci\u00eancia o seu lugar preponderante na educa\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es humanas. &#8230; Ora, a ci\u00eancia \u00e9 toda observa\u00e7\u00e3o, toda exatid\u00e3o, toda verifica\u00e7\u00e3o experimental. Perceber os fen\u00f4menos, discernir as rela\u00e7\u00f5es, comparar as analogias, e as dessemelhan\u00e7as, classificar as realidades, e induzir as leis, eis a ci\u00eancia; eis, portanto, o alvo que a educa\u00e7\u00e3o deve ter em mente. Espertar na intelig\u00eancia nascente as faculdades cujo concurso se requer nesses processos de descobrir e assimilar a verdade \u00e9 o a que devem tender os programas e os m\u00e9todos de ensino.\u201d <sup>(30)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde, o grande educador brasileiro Fernando de Azevedo, em seu livro \u201cA Cultura Brasileira\u201d, manifestou-se a respeito tamb\u00e9m da influ\u00eancia ben\u00e9fica da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em nosso pa\u00eds no \u00e2mbito dos processos pedag\u00f3gicos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 por isto, devido a essa coexist\u00eancia simp\u00e1tica da laicidade com as confiss\u00f5es derivadas da Reforma, que as escolas protestantes tiveram, no regime republicano, os r\u00e1pidos progressos que lhes abriram, na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 um lugar indisput\u00e1vel mas uma fase fecunda de atividades renovadoras. Foi em grande parte atrav\u00e9s das escolas, sob a influ\u00eancia direta de ministros e educadores protestantes da Am\u00e9rica do Norte, que se processou no Brasil a propaga\u00e7\u00e3o inicial das id\u00e9ias pedag\u00f3gicas americanas que come\u00e7aram a irradiar-se em S\u00e3o Paulo com a funda\u00e7\u00e3o da Escola Americana em 1871 e do Col\u00e9gio Piracicabano em 1881 e que, antes de refletirem no movimento de reforma de Caetano de Campos, Ces\u00e1rio Mota e Gabriel Prestes em S\u00e3o Paulo (1891- 1895), haviam inspirado as reformas de Le\u00f4ncio de Carvalho (1878-1879) e o parecer de Rui Barbosa (1882-1883), j\u00e1 modelado pelas id\u00e9ias americanas e alem\u00e3s.\u201d <sup>(31)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Verifica-se, assim, nestes poucos exemplos citados, que em pouco menos de um s\u00e9culo foi reconhecida em nosso pa\u00eds, por eminentes autoridades educacionais, a inestim\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o trazida pelos processos educativos fundamentados na concep\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 introduzida precipuamente pelas denomina\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas que aqui aportaram, desde o in\u00edcio da imigra\u00e7\u00e3o germ\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste panorama, avulta hoje a import\u00e2ncia de que se reveste a rede de Escolas e Col\u00e9gios Adventistas em nosso pa\u00eds, que se destacam como verdadeiros baluartes especialmente no que se refere \u00e0 focaliza\u00e7\u00e3o criacionista dada em seus curr\u00edculos no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.3. IMPORTANTES DOCUMENTOS ATUAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as manifesta\u00e7\u00f5es consideradas no item anterior situaram-se no contexto social e pol\u00edtico brasileiro predominante no fim do s\u00e9culo dezenove at\u00e9 meados do s\u00e9culo vinte. Ainda hoje, entretanto, ao se tratar dos princ\u00edpios que t\u00eam norteado as mais recentes reformas do sistema educacional brasileiro, novamente t\u00eam sido trazidos \u00e0 considera\u00e7\u00e3o aspectos intimamente ligados \u00e0s mesmas diretrizes preconizadas desde o in\u00edcio do s\u00e9culo dezessete por Com\u00eanio e institu\u00eddos de maneira ampla no mundo evang\u00e9lico ap\u00f3s a Reforma religiosa do s\u00e9culo dezesseis, em sintonia com os princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o adventista expressos nas cita\u00e7\u00f5es apresentadas no t\u00f3pico 3.1 deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o que se pode ver, por exemplo, em um documento elaborado no final da d\u00e9cada de 1990 por um renomado assessor pedag\u00f3gico do SENAI-Nacional, versando sobre a Pol\u00edtica Nacional de Forma\u00e7\u00e3o Profissional:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO objetivo fundamental a ser buscado com a forma\u00e7\u00e3o de habilidades b\u00e1sicas \u00e9 o de ensinar a pensar. Constata-se que este \u00e9 um tema ainda pouco exercido pela literatura pedag\u00f3gica, e em torno do qual existem concep\u00e7\u00f5es falsas. &#8230; Aprender a pensar significa, entre outras coisas, aprender a identificar e superar alguns erros t\u00edpicos do pensamento, aparentemente universais, como o apego ao ju\u00edzo inicial sobre o fen\u00f4meno; parcialismo (tirar conclus\u00f5es a partir de informa\u00e7\u00e3o incompleta); vis\u00e3o estreita (ver somente o imediato sem inferir diante da nova situa\u00e7\u00e3o); egocentrismo (concluir a partir de seus conceitos e preconceitos); arrog\u00e2ncia (ficar com a primeira evid\u00eancia que pode parecer l\u00f3gica, sem seguir buscando dados); polariza\u00e7\u00e3o (crer que est\u00e1 certo porque o outro tem opini\u00e3o oposta); e o erro de prioriza\u00e7\u00e3o e extremismo (dimensionar mal a grandeza de um fen\u00f4meno). Estes exemplos servem para aquilatar a complexidade das novas (sic) tarefas da educa\u00e7\u00e3o, que requer um rigoroso exame do sistema de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-profissional e da educa\u00e7\u00e3o em seu todo, de forma a adequ\u00e1-la aos novos paradigmas de forma\u00e7\u00e3o que est\u00e3o sendo demandados pela ind\u00fastria e pela sociedade em geral.\u201d<sup>(32)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 impressionante a concord\u00e2ncia entre posicionamentos atuais, como este, de educadores interessados nos par\u00e2metros para uma pol\u00edtica nacional de educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds, visando a uma verdadeira reforma educacional, e as asser\u00e7\u00f5es anteriormente transcritas do livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, referentes \u00e0 obra da verdadeira educa\u00e7\u00e3o no desenvolvimento da faculdade de pensar e agir, divinamente outorgada pelo Criador ao ser humano. <sup>(33)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manifesta\u00e7\u00f5es como essa s\u00e3o extremamente pertinentes, em face particularmente em face dos confrontos entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista no \u00e2mbito do ensino de ci\u00eancias nas escolas de n\u00edvel m\u00e9dio e superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo sentido, outro importante documento, elaborado tamb\u00e9m no \u00e2mbito da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, aborda alguns t\u00f3picos que s\u00e3o de suma import\u00e2ncia no contexto da controv\u00e9rsia entre Criacionismo e Evolucionismo. Nesse documento, intitulado \u201cReflex\u00f5es sobre o Processo Ensino- Aprendizagem do Conhecimento Qu\u00edmico\u201d, s\u00e3o discutidas algumas quest\u00f5es controvertidas, como por exemplo, a seguinte: <span style=\"line-height: 1.3em;\">\u201cO conhecimento atual \u00e9 transmitido como verdade absoluta e n\u00e3o pass\u00edvel de mudan\u00e7as?\u201d. <sup>(34)<\/sup><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma indaga\u00e7\u00e3o como esta pode ser generalizada para abranger n\u00e3o s\u00f3 o ensino da Qu\u00edmica, como tamb\u00e9m dos outros ramos da ci\u00eancia. Transcrevem-se a seguir trechos do respeitado Professor Pitombo (autor do documento citado) que ilustram a preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima com o que deveria constituir o correto procedimento no ensino das ci\u00eancias:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta quest\u00e3o \u00e9 extremamente delicada. O conhecimento cient\u00edfico atual assumiu foros de verdade absoluta. Todas as evid\u00eancias experimentais e provas nos levam a crer que o paradigma, modelo atual de part\u00edculas (\u00e1tomos, mol\u00e9culas) e suas propriedades, n\u00e3o poder\u00e1 se transformar. Entretanto, tamb\u00e9m sabemos que os fatos ocorridos no mundo f\u00edsico tiveram atrav\u00e9s dos tempos interpreta\u00e7\u00f5es diversas, muitas vezes consideradas como vis\u00f5es absurdas, dentro da nossa forma de pensar atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensadores gregos, eg\u00edpcios, mesopot\u00e2micos, \u00e1rabes, chineses, europeus, explicavam os fen\u00f4menos dentro das vis\u00f5es de mundo compat\u00edveis com a maneira de pensar de cada \u00e9poca \u2013 todas elas absolutamente respeit\u00e1veis e consistentes com o pensamento contextualizado. &#8230; O fundamental \u00e9 transmitir aos alunos que o que \u00e9 aceito hoje poder\u00e1 ser modificado no futuro, como j\u00e1 foi anteriormente. &#8230; \u00c9 bem verdade que a transmiss\u00e3o desta posi\u00e7\u00e3o \u00e9, como j\u00e1 foi mencionado anteriormente, muito delicada. Todos gostamos \u2013 mais ainda o adolescente \u2013 de trabalhar com \u201cid\u00e9ias certas\u201d, com \u201cverdades absolutas\u201d. Entretanto, com a devida cautela e pertin\u00eancia, temos que transmitir aos alunos que todas as formas de pensar e interpretar os eventos se transformam. &#8230; Desta forma dever-se-\u00e1 passar \u00e0 ideia b\u00e1sica: A ci\u00eancia e as id\u00e9ias est\u00e3o ainda em transforma\u00e7\u00e3o.\u201d <sup>(35)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas observa\u00e7\u00f5es complementam tamb\u00e9m particularmente as de Rui Barbosa sobre o \u201cesp\u00edrito cient\u00edfico\u201d, anteriormente expostas, e s\u00e3o extremamente importantes dentro do conceito da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, no contexto da controv\u00e9rsia entre Criacionismo e Evolucionismo, que n\u00e3o se pauta por dogmas, mas sim pela an\u00e1lise objetiva de dados observados e coletados. E \u00e9 exatamente devido a esta postura que jamais poder\u00e1 haver discrep\u00e2ncia entre a verdadeira ci\u00eancia e a revela\u00e7\u00e3o divina. <sup>(36)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.4. A PROBLEM\u00c1TICA DEFLAGRADA NA ERA ESPACIAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encerrar este terceiro t\u00f3pico, pela sua import\u00e2ncia no contexto da controv\u00e9rsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista, deve ser feita men\u00e7\u00e3o \u00e0 iniciativa da \u201cNational Science Foundation\u201d, dos E. U. A., no final da d\u00e9cada de 1950 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, de patrocinar a edi\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos nas \u00e1reas da F\u00edsica, da Qu\u00edmica, da Biologia, e das Ci\u00eancias Sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o impacto causado na sociedade americana pelo espetacular lan\u00e7amento da c\u00e1psula espacial sovi\u00e9tica \u201cSputnik\u201d, em 1957, despertou-se um enorme interesse pelo ensino de ci\u00eancias em todos os n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o nos E. U. A.. Uma substanciosa dota\u00e7\u00e3o da \u201cNational Science Foundation\u201d incentivou ent\u00e3o a publica\u00e7\u00e3o de novos livros-texto de ci\u00eancias, dentro de uma nova postura, nas abordagens dos v\u00e1rios t\u00f3picos integrantes dos curr\u00edculos escolares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa nova postura lamentavelmente destacou-se pela \u201ccanoniza\u00e7\u00e3o\u201d da estrutura conceitual evolucionista! Esses livros-texto logo transpuseram as fronteiras americanas e se espalharam por outras na\u00e7\u00f5es do mundo ocidental, a\u00ed inclu\u00eddo o nosso pa\u00eds, onde foram amplamente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (IBECC), e pela Funda\u00e7\u00e3o Brasileira para Desenvolvimento do Ensino de Ci\u00eancias (FUNBEC). Todos eles, entretanto, foram estruturados dentro das id\u00e9ias evolucionistas predominantes no modelo materialista e ate\u00edsta da ci\u00eancia moderna, mostrando-se na realidade bastante dogm\u00e1ticos sob esse aspecto, muito embora se apresentem como incentivando os estudantes a adotarem posturas de independ\u00eancia e iniciativa pr\u00f3pria na pesquisa dos fen\u00f4menos da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A iniciativa da \u201cNational Science Foundation\u201d \u00e9 bastante ilustrativa no sentido de mostrar como a problem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o no mundo moderno transcende os aspectos puramente pedag\u00f3gicos \u2013 reforma educacional e novos curr\u00edculos \u2013 para envolver-se com quest\u00f5es metaf\u00edsicas que se relacionam com a filosofia da ci\u00eancia e os valores \u00e9ticos, morais e religiosos aceitos pela sociedade \u2013 abordagem materialista, promo\u00e7\u00e3o do ate\u00edsmo \u2013 e at\u00e9 mesmo com a seguran\u00e7a nacional \u2013 guerra fria tecnol\u00f3gica, conquista do espa\u00e7o, e os destinos do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto de crise pedag\u00f3gica, mais importantes se tornam a preconiza\u00e7\u00e3o e a defesa dos princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que orientam corretamente o desenvolvimento pleno das faculdades do ser humano para viver no mundo de hoje refletindo o car\u00e1ter de seu Criador, e para enfrentar as for\u00e7as destrutivas do ate\u00edsmo e do materialismo, que sob as mais diversas formas atuam para contrapor-se ao grande plano de Deus para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os tempos \u00e1ureos da filosofia na Gr\u00e9cia antiga, passando pelos tempos do in\u00edcio do Cristianismo e chegando a Com\u00eanio e a Lutero ap\u00f3s o per\u00edodo medieval, torna-se clara a exist\u00eancia de uma cont\u00ednua controv\u00e9rsia entre as estruturas conceituais criacionista e evolucionista, especialmente no \u00e2mbito dos processos educativos. Na nova \u201cplenitude dos tempos\u201d que se desdobra no contexto prof\u00e9tico das mensagens ang\u00e9licas de <span style=\"line-height: 1.3em;\">Apocalipse 14, passa a ser dado destaque especial a essa controv\u00e9rsia a partir de meados do s\u00e9culo dezenove. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">De <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">fato, ao mesmo tempo em que passa a ser divulgada \u201ccom grande voz\u201d a mensagem que conclama os homens a <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">adorar o Criador, tamb\u00e9m se inicia a prega\u00e7\u00e3o evolucionista entronizando o mero acaso, na tentativa de destronar <\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">\u201cAquele que fez\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No decorrer deste cerca de s\u00e9culo e meio, t\u00eam sido evidenciadas amplamente as funestas conseq\u00fc\u00eancias da seculariza\u00e7\u00e3o da sociedade com a aceita\u00e7\u00e3o da estrutura conceitual evolucionista. O perigo impendente \u00e9 que at\u00e9 os pr\u00f3prios crist\u00e3os sejam levados de rold\u00e3o por essa avassaladora onda ate\u00edsta e materialista. O \u00fanico verdadeiro ant\u00eddoto certamente reside nos princ\u00edpios preconizados pela educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, com \u00eanfase especial dada \u00e0 estrutura conceitual criacionista baseada na revela\u00e7\u00e3o que nos \u00e9 dada na B\u00edblia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o s\u00f3 proporciona o pleno desenvolvimento das faculdades e potencialidades, dentro das limita\u00e7\u00f5es que ora pesam sobre os seres humanos, mas tamb\u00e9m tem em vista a restaura\u00e7\u00e3o da imagem de Deus que ser\u00e1 efetuada como resultado final da grande obra de reden\u00e7\u00e3o realizada por Jesus Cristo, quando ent\u00e3o: \u201c&#8230; todas as faculdades se desenvolver\u00e3o, ampliar-se-\u00e3o todas as capacidades. A aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento n\u00e3o cansar\u00e1 o esp\u00edrito nem esgotar\u00e1 as energias. Ali, os mais grandiosos empreendimentos poder\u00e3o ser levados avante, alcan\u00e7adas as mais elevadas aspira\u00e7\u00f5es, as mais altas ambi\u00e7\u00f5es realizadas; e surgir\u00e3o ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a adquirir, novas verdades a compreender, novos objetivos a agu\u00e7ar as faculdades do esp\u00edrito, da alma e do corpo.\u201d <sup>(37)<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que Deus nos possa conceder maior compreens\u00e3o da import\u00e2ncia que est\u00e1 contida na tarefa da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que pesa sobre n\u00f3s no lar, na igreja e na escola. Como pais, professores e oficiais da igreja, possamos ampliar nossa vis\u00e3o da responsabilidade que nos cabe, e possamos fazer cada vez mais, conscientemente, aquilo que est\u00e1 a nosso alcance para atingir os verdadeiros objetivos da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em toda a sua abrang\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Vieira, Ruy Carlos de Camargo Vieira, \u201cA Vis\u00e3o Criacionista da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, Vers\u00e3o preliminar da palestra efetuada pelo Prof. Ruy Carlos de Camargo Vieira no dia 29 de janeiro de 1997 no Encontro de Professores da APLAC realizado em Bras\u00edlia, Sociedade Criacionista Brasileira, 1997.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">The Seventh-Day Adventist General Conference, \u201cThe General Conference Bulletin\u201d Thirty-fifth Session, Fourteenth Meeting, Oakland, Cal. April, 8, 1903, vol. 5, n\u00ba 8, pp.109-112.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Review and Herald Publishing Association, 1996, Seventh Day Adventist Encyclopedia, vol. 11, verbete Sutherland, Edward Alexander.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem, ibid. Ref. (2), Twenty-fourth Meeting, vol. 5, n\u00ba 13, pp. 205-213.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Review and Herald Publishing Association, 1996, Seventh Day Adventist Encyclopedia, vol. 10, verbete Jones, Alonzo T.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (2).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (2).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (4).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Br\u00e9al, Michel e Bailly, Anatole, \u201cDictionnaire \u00c9tymologique Latin\u201d, 8\u00aa ed., verbetes citados, Librairie Hachette, Paris, 1918.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">White, Ellen G.,\u201cEduca\u00e7\u00e3o\u201d, 3\u00aa ed., p. 13, Casa Publicadora Brasileira, Santo Andr\u00e9, SP, s\/d.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Bill Cooper, \u201cDepois do Dil\u00favio\u201d, pp.20-21, Sociedade Criacionista Brasileira, 2008.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (2).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (2).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (2).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. (4).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">White, Ellen G., \u201cTestemunhos Seletos\u201d, vol. I, p. 605, Casa Publicadora Brasileira, Santo Andr\u00e9, SP, 1954.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, pp. 16-17.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Westfall, Richard S., \u201cThe Life of Isaac Newton\u201d, p.204, Cambridge: University Press, 1993.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Cohen, Bernard, \u201cIsaac Newton: Papers and Letters on Natural Philosophy\u201d, p. 284, Cambridge: Harvard University Press, 1958.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 18, p. 301.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, p. 16.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, p. 128.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, p. 128.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, p. 17.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 10, p.133<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ribeiro, Marco Ant\u00f4nio Baumgratz, \u201cA Cosmovis\u00e3o Te\u00edsta como Fundamento Original da Moderna Pedagogia\u201d, Revista Criacionista n\u00ba 78, pp. 5-20, Sociedade Criacionista Brasileira, 2008.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Vieira, Ruy Carlos de Camargo Vieira, \u201cVida e Obra de Guilherme Stein Jr.\u201d, pp. 116-122, Casa Publicadora Brasileira, Tatu\u00ed, SP, 1995.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ribeiro, Domingos, \u201cOrigens do Evangelismo Brasileiro\u201d, p. 106, Apollo, Rio de Janeiro, 1937.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem, p. 95.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Barbosa, Rui, \u201cDiscursos Parlamentares &#8211; Parecer sobre a Reforma do Ensino Secund\u00e1rio e Superior (1882)\u201d, Perfis Parlamentares 28, pp. 440 e ss., C\u00e2mara dos Deputados, Bras\u00edlia, 1985.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Azevedo, Fernando de, \u201cA Cultura Brasileira\u201d, pp. 367-368, Servi\u00e7o Gr\u00e1fico do IBGE, 1943.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Mehedff, Nassim G., \u201cNotas para a elabora\u00e7\u00e3o de um Documento sobre a Pol\u00edtica Nacional de Forma\u00e7\u00e3o Profissional\u201d, Documento de circula\u00e7\u00e3o restrita elaborado para a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica do MEC como contribui\u00e7\u00e3o para o tra\u00e7ado de diretrizes para a Educa\u00e7\u00e3o Nacional.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Refer\u00eancia 10, particularmente pp. 16-17.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Pitombo, Luiz Roberto de Moraes, \u201cReflex\u00f5es sobre o Processo Ensino-Aprendizagem do Conhecimento Qu\u00edmico\u201d, Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo. Documento de circula\u00e7\u00e3o restrita elaborado para a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental do MEC como contribui\u00e7\u00e3o para o aprimoramento do ensino de Ci\u00eancias no Brasil.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Ref. 34, p. 5.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">Idem Refs. 24, 22 e 23.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 1.3em;\">White, Ellen G., \u201cO Grande Conflito\u201d, pp. 394-395, Casa Publicadora Brasileira, 2000.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UMA VIS\u00c3O CRIACIONISTA DA EDUCA\u00c7\u00c3O Ruy Carlos de Camargo Vieira (Engenheiro Mec\u00e2nico e Eletricista, Professor Em\u00e9rito da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos, da Universidade de S\u00e3o Paulo, ex-Conselheiro do Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o, e Fundador e Presidente da Sociedade Criacionista Brasileira) 1. 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